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PMs de Doria se misturam a manifestantes com símbolo adotado por neonazistas — e PT diz que vai cobrar explicação por ação desigual da polícia
Reprodução das redes sociais mostra PMs atrás da linha de frente da manifestação bolsonarista em São Paulo
Política

PMs de Doria se misturam a manifestantes com símbolo adotado por neonazistas — e PT diz que vai cobrar explicação por ação desigual da polícia


31/05/2020 - 20h22

Da Redação

Policiais militares paulistas efetivamente se misturaram aos manifestantes pró-Jair Bolsonaro na avenida Paulista, na tarde deste domingo, a pretexto de impedir violência entre eles e uma manifestação antifascista.

Com isso, ficaram atrás de uma bandeira que simboliza a extrema-direita da Ucrânia, do chamado Setor Direito.

O nome do grupo nasceu de um discurso feito por um líder ultranacionalista que estimulava seus seguidores a defender o lado direito da praça onde aconteceu o chamado Euromaidan, uma revolta popular apoiada pelo Ocidente que derrubou o governo da Ucrânia em 2014 e resultou na guerra civil no país.

O chamado Pravyy Sektor é formalmente um partido político com um braço paramilitar que participa da guerra civil contra apoiadores da Rússia, no leste da Ucrânia.

É herdeiro ideológico do Exército Insurgente Ucraniano.

Integrantes do grupo serviram “em várias formações policiais e milícias, colaboraram com agências de segurança e inteligência da Alemanha nazista e participaram do genocídio, principalmente na assistência a execuções em massa de judeus nos dois primeiros anos da ocupação nazista da Ucrânia”.

O Grupo Judeus pela Democracia já havia denunciado a presença da bandeira em protesto anterior de bolsonaristas.

Mas o embaixador da Ucrânia no Brasil escreveu uma carta à revista Veja, que noticiou o fato, negando a informação (íntegra no pé do post).

“Gostaria de lhe informar que para milhões de ucranianos, tanto na Ucrânia como até mesmo no Brasil a bandeira rubro-negra simboliza a nossa terra e o sangue de nossos heróis derramado por Liberdade, Independência e Soberania da Ucrânia”, escreveu ele.

“O atual Governo da Ucrânia negar as raízes ultranacionalistas do partido Pravyy Sektor é como se a embaixada do Brasil, orientada pelo governo atual, dissesse que não houve ditadura, que o Movimento Ingralista foi de boa e que Ustra não torturou ninguém”, responderam hoje os Judeus pela Democracia no Twitter.

A bandeira rubro-negra significa “o sangue vermelho ucraniano, derramado na terra negra ucraniana” e era empunhada por seguidores de Stepan Bandera, líder ultranacionalista cujos seguidores foram acusados de ações de extermínio contra poloneses e judeus.

Hoje, a Polícia Militar de São Paulo se misturou aos bolsonaristas, enquanto a Tropa de Choque apoiada por veículos marchou atirando bombas contra torcidas organizadas que se reuniram em manifestação antifascista.

O PT anunciou, no site que é espaço de sua bancada federal, que pretende pedir esclarecimentos a respeito do tratamento diferenciado:

PT cobra explicações da PM sobre repressão a grupos democráticos e proteção a manifestantes bolsonaristas

A Polícia Militar de São Paulo reprimiu com violência e uso de bomba de gás e spray de pimenta a manifestação contra o fascismo e pela democracia realizada por de várias torcidas organizadas, neste domingo (31), na Avenida Paulista.

Participantes do protesto, liderados pelas torcidas do Corinthians, do Palmeiras e do Santos, fecharam as ruas e gritavam palavras de ordem como “a ditadura acabou” e “fora Bolsonaro”.

Também na Paulista, um grupo bolsonarista realiza protesto e foi isolado pela PM.

Vários parlamentares da Bancada do PT usaram as suas redes sociais para apoiar o ato pró-democracia e para repudiar a violência que foi utilizada contra os manifestantes.

“Muito estranha e deve ser investigada a atitude a Polícia Militar de São Paulo que, diante de duas manifestações, decide dispersar uma das duas. Esse julgamento da PM, de quem pode e quem não pode se manifestar, deve ser levado às autoridades competentes”, defendeu o líder do partido na Câmara, deputado Enio Verri (PR).

O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) protestou: “Nos parece que gritar democracia, não foi bem aceito pela Polícia Militar de São Paulo, para eles, manifestante bom é aquele que veste verde e amarelo e grita por ditadura”. Guimaraes também cobrou explicações da PM. “Queremos explicações da corporação, estão servindo ao povo ou ao fascismo?”, questionou.

Entre outro post na sua conta no Twitter, José Guimarães enfatizou: “Democracia é o que os manifestantes gritam na Paulista. Terroristas são os fascistas, aqueles que pedem o fim das instituições democráticas!”, explicou.

E a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR) afirmou que os fascistas agridem jornalistas, enfermeiras, andam armados, fazem ameaças e são observados pela polícia, às vezes saudados.

“Os democratas são reprimidos por pedirem democracia. Será assim daqui pra frente? Fazer o que? chama o ladrão?”, ironizou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) lamentou o fato de que na avenida as bombas da PM tiveram só uma direção: a de quem se manifestava pela democracia.

“A ditadura que os Bolsonaros querem não é militar, mas policial-militar. É pra bater o terror direto contra o povo em geral. Sem escala”, afirmou.

Ela ainda questiona o porquê do ataque da PM ser sempre contra os democratas.

“A extrema-direita fez seu trabalho ideológico nas PMs. O mito nunca valorizou PMs, mas bastou incentivar violência e retomar os manuais não rasgados da ditadura. O inimigo é interno, preto, jovem ou de esquerda”, enfatizou.

A deputada do PT gaúcho destacou ainda que manifestação estava linda.

“Tem gente no Brasil pra lutar pela liberdade, contra a milícia, o presidente e seus filhos corruptos, pela democracia”, afirmou e acrescentou:

“Bolsonaro não suporta essa manifestação forte, justa e pacífica. A violência da PM ao final visa diminuir essa imagem”, avaliou.

Criminalização

Para a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) não se pode permitir que a mobilização popular deste domingo seja criminalizada.

“Não há delito em pedir respeito pelas liberdades civis e sociais, ou gritar ‘Fora, Bolsonaro’. Criminoso é exigir AI-5 ou pedir a volta da ditadura”, afirmou.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou que a violência policial foi um ataque à democracia.

“Ser antifascista é ser contra as opressões que assolam a humanidade. Não devemos deixar que o fascismo se repita na história”, pediu.

Ele ainda destacou “um taco de baseball e uma bandeira dos Estados Unidos foram encobertos pelos braços da ‘força’ e da ‘ordem’, o eu diz muito sobre a onda conservadora que assola o Brasil”.

Padilha se referia a uma manifestante bolsonarista que foi protegida pela PM. Ela usa lenço com a bandeira americana e carregava um taco de baseball.

Também no Twitter o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) destacou que a PM reprimiu os manifestantes que forma na Avenida Paulista defender a democracia.

“E, no entanto, poupou e protegeu os bolsonaristas”, denunciou.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reforçou a critica: “Polícia só reprime ato das torcidas a favor da democracia”.

E o deputado Bohn Gass (PT-RS) protestou: “Que coisa é essa de usar de truculência contra quem enfrenta os fascistas?”.

Guerreiros da democracia

O deputado José Airton Cirilo (PT-CE) elogiou a manifestação e comparou os torcedores que estiveram na Paulista com guerreiros da pátria.

“São guerreiros(as) da democracia brasileira que nos orgulham. Símbolo de aplausos”, afirmou em sua conta no Twitter.

Na mesma linha, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) parabenizou o ato da Gaviões e de outras torcidas organizadas em defesa da Democracia.

“Imagens incríveis de luta em defesa da democracia! Recados aos fascistas e bolsonaristas: não passarão!”.

Na avaliação da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) a manifestação de torcedores antifascistas na Avenida Paulista, em defesa da democracia sinaliza que a “grande onda contra o fascismo está crescendo”.

E afirmou: “Apesar de você amanhã há de ser outro dia”, verso da música do cantor Chico Buarque que se tornou um símbolo de esperança no período da ditadura militar.

Os parlamentares Pedro Uzai (PT-SC) e Margarida Salomão (PT-MG) também destacaram em suas redes sociais as manifestações das torcidas na Paulista e reafirmaram que estão do lado da democracia.

Vânia Rodrigues

Símbolos em disputa

Prezado Senhor Diretor,

No dia 26 de maio de 2020, a Veja publicou o artigo “Manifestação pró Bolsonaro na Av. Paulista tem até bandeira neonazista” no qual foi feita uma tentavia arbitrária e subjetiva de interpretar o significado dos símbolos históricos e estatais da Ucrânia, inserindo-os deliberadamente na conjutura das discussões internas brasileiras.

A Embaixada da Ucrânia no Brasil categoricamente refuta a maneira tendenciosa e leviana como o artigo mencionado foi entitulado.

Aproveitando direito a resposta, consideramos que os valores de liberdade de expressão e da imprensa que as nossas nações compartilham não podem ser usadas para depreciação dos símbolos oficiais e históricos, bem como para denegrir a imagem de um país – parceiro estratégico do Brasil.

Gostaria de lhe informar que para milhões de ucranianos, tanto na Ucrânia como até mesmo no Brasil a bandeira rubro-negra simboliza a nossa terra e o sangue de nossos heróis derramado por Liberdade, Independência e Soberania da Ucrânia. Essa bandeira foi usada desde o século XVI pelos cossacos ucranianos nas lutas contra invasores estrangeiros, e por isso durante o século passado e no começo do século XXI virou o símbolo de luta dos ucranianos contra ocupação, chovinismo e imperialismo russos.

O tridente, é o brasão oficial do nosso estado desde época do Príncipe Volodymyr, que levou o Cristianismo para Rus de Kyiv no ano 988, e simboliza a Santíssima Trindade.

Esses são os verdadeiros significados da bandeira histórica e do brasão da Ucrânia.

Cabe mencionar que no ano 2015, na Ucrânia, foi aprovada a Lei “Sobre a condenação dos regimes totalitários comunista e nacional-socialista (nazista) na Ucrânia e proibição de propaganda de seus símbolos”. Por isso também o uso da bandeira vermelha e negra e do brasão da Ucrânia tanto no nosso país, como no Brasil não tem nada a ver com o movimento neonazista. Tal interpretação é manipulação predileta da propaganda russa (soviética) que continua a semear inverdades, odio, xenofobia e antisemetismo para enfraquecer a democracia nos nossos países.

Quanto aos movimentos da extrema direita na Ucrânia, não é dificil descubrir em fontes confiáveis que os seus representantes juntos conseguiram o máximo de 1,5-2% do voto popular nas últimas eleições presidenciais nos anos 2014 e 2019. O movimento “Setor da Direita” que surgiu como reação da sociedade contra interferência da Rússia nos assuntos internos da Ucrânia e virou o partido político depois da ocupação ilegal da República Autônoma da Criméia pela Rússia e começo da agressão da mesma no Leste da Ucrânia, não apresentou os candidatos durante as eleições parlamentares do ano passado.

Acreditando no apelo da VEJA em sua biografia em redes sociais como o Twitter “compartilhe verdades”, peço que o Senhor publique essa carta e consulte a Embaixada sobre assuntos da historia e da atualidade da Ucrânia.

Atenciosamente,

Rostyslav Tronenko

Embaixador da Ucrânia no Brasil

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10 comentários

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Zé Maria

04 de junho de 2020 às 02h47

Coronel da PM/SP causou tumulto para provocar a repressão
ao Ato pela Democracia na Avenida Paulista

O coronel Américo Higuti é um ativo apoiador de Jair Bolsonaro.

Ele mantém três perfis no facebook, em que posta fotos ao lado
de ‘celebridades’ de Extrema Direita, como o príncipe destronado
Luiz Philippe de Orléans e Bragança, a Deputada Carla Zambelli
e o Próprio Presidente Bosonaro.

Jornalistas Livres

O coronel Américo Massaki Higuti, oficial da reserva da Polícia Militar,
foi o causador de uma briga que serviu de pretexto para a brutal repressão
contra os manifestantes antifascistas que foram no domingo à avenida
Paulista para defender a Democracia.

Embora na reserva, o coronel Américo Higuti compareceu à avenida Paulista
trajando uma farda do COE, Comando de Operações Especiais, tropa de elite da
Polícia Militar de São Paulo.
Acontece que o uso de uniforme é privativo dos militares em serviço ativo.
Os militares da reserva e os reformados podem usar seus uniformes por ocasião de cerimônias sociais, militares e cívicas, categorias em que a manifestação de domingo na avenida Paulista definitivamente não se encaixa.

O coronel Américo Higuti é um ativo apoiador de Jair Bolsonaro.
Ele mantém três perfis no facebook, em que posta fotos ao lado de celebridades de extrema direita, como o príncipe destronado Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Carla Zambelli e o próprio presidente.

Xingamentos na travessia
No domingo, ele participaria do ato em apoio a Bolsonaro e contra o STF
(Supremo Tribunal Federal), que acontecia a um quarteirão de onde se reuniam os Torcedores pela Democracia – corinthianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas contra o fascismo.

Um cordão de isolamento formado por uma fileira de policiais militares separava um grupo do outro. Apesar das provocações fascistas dirigidas ao grupo dos torcedores, a situação estava sob controle. Cada grupos gritava suas palavras de ordem e agitava suas bandeiras.

Foi então que o coronel Américo Higuti, o sargento PM Valdani, também fardado irregularmente, já que é da reserva, e um manifestante bolsonarista embrulhado na bandeira brasileira decidiram atravessar a pé a manifestação dos torcedores pela Democracia e contra o Fascismo. O grupo estava sendo escoltado por um soldado fardado da PM.

Ao se aproximarem, em atitude claramente provocativa, os homens foram advertidos. “Não entrem aí, vocês estão querendo briga? Não vão!” Mas foi inútil. Torcedores presentes na manifestação relataram aos Jornalistas Livres que o grupo bolsonarista do coronel Américo Higuti entrou, xingando, na concentração pela Democracia: “ladrões”, “vândalos” e “maconheiros” foram algumas das ofensas.

O coronel Américo Higuti, ao sair do outro lado da manifestação, alegou ter sido espancado, esfaqueado e “vítima de uma emboscada”.
O sargento Valdani, também da reserva, alegou ter sido violentamente agredido pelos Torcedores.

Foi a senha para começar a repressão.

íntegra: https://jornalistaslivres.org/coronel-pm-americo-higuti-causou-tumulto-para-provocar-repressao-a-ato-pela-democracia/

Responder

Claudio Lopes

02 de junho de 2020 às 18h33

Olá verdadeira brava gente brasileira

O pior do Brasil é o brasileiro, brasileiro que não gosta de estudar, não gosta de ler, não gosta de trabalhar, não gosta de evoluir, não gosta dele mesmo, sabotador, passa pro cima de qualquer um que seja melhor que ele, quando escreve não sabe o que está escrevendo, que iludir os outros com fatos criados por ladrões políticos, que perderam o seu lugar na urna porque o povo eleitor quiz assim e agora dizem que as eleições não foram válidas porque eles não podem colocar as mãos imundas nos nossos impostos, pior cego é aquele que vê mais gosta de ser iludido até por emissora de tv.

Responder

Mauricio Jacob Filho

02 de junho de 2020 às 17h25

Sr Embaixador da Ucrânia,
Diga o que quiser, mas representa a direita ultranacionalista, ou seja, fascismo.

Responder

Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 10h51

As Forças Armadas vao se queimar por terem apoiado e se continuarem apoiando Bolsonaro. Elas vão se envergonhar com o que ele está fazendo e ainda vai fazer para se manter no poder usando elas como escudo.
Sinceramente, eu não vou me surpreender se as Forças Armadas tiverem que ajudar a depor Bolsonaro para salvar a honra da instituição. Elas nao vao ter outra alternativa senão deixar de apoia-lo. É o mínimo que vai acontecer.

Responder

Zé Maria

01 de junho de 2020 às 00h18

https://pbs.twimg.com/media/EZYwr_TXkAEiMcX?format=jpg

Só pra esclarecer a “Confusão” criada pela PM na Mídia Venal:

A Bandeira Rubro-Negra do Flamengo Não é Neonazista,
nem a do Atlético Paranaense, nem a do Vitória da Bahia,
nem a do Sport Recife e muito menos a do Anarquismo …

https://i2.wp.com/www.peristerinews.gr/wp-content/uploads/2012/03/0571591001331461479.jpg

Responder

    Zé Maria

    01 de junho de 2020 às 13h18

    Adendo

    Já a Bandeira vermelha e preta do Pravyy Sektor (Setor de Direita), Partido Político de Extrema-Direita da Ucrânia
    – onde até a Nazistinha dos 030 de Brasília, há algum tempo, recebeu instruções – É sim NEONAZISTA.

Zé Maria

31 de maio de 2020 às 23h35

A Mídia Venal, Corrupta, Comprada e Vendida, em situações de Violência Policial,
faz questão de não esclarecer, de não informar o público, e culpa as Vítimas
da Agressão da Polícia Militar (PM), com aquelas Manchetes Manjadas:
“Confronto com a Polícia” [como se os manifestantes tomassem a iniciativa];
“Tumulto” e “Confusão” em Manifestação [causados por Bombas da PM, não dizem].
E hoje, em um Protesto Anti-Fascista, ‘não sabiam’ de que lado estava uma
Bandeira Neonazista estampada pelo Bando Bolsonarista.
Solucionariam a dúvida se informassem o que é Fascismo e seu Extremo, o Nazismo.
Assim, seria facilmente identificado o grupo que fazia Apologia ao Nazismo
e se evidenciaria que a própria PM atua como atuava a Polícia Nazi-Fascista.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/05/31/interna_politica,859840/pm-afirma-que-grupo-neonazista-foi-estopim-de-embate-na-paulista.shtml

Responder

Zé Maria

31 de maio de 2020 às 22h48

https://cdn.brasildefato.com.br/media/d48f0debcbc38087e8e5379681a0d074.jpeg

Aos Pobres dos Morros do Rio de Janeiro
e aos da Periferia da Cidade de São Paulo
não é praticável ficarem em Quarentena
e cumprirem o Isolamento Social da forma
recomendada para as Classes mais Altas,
por uma série de fatores, dentre os quais
o espaço restrito ao número de pessoas
em cada domicílio, cuja área disponível
não chega a um metro quadrado para
cada pessoa.
Além disso, a maioria deles sobrevive de
serviços autônomos, eventuais, biscates,
não podendo abdicar do trabalho* para
que a família, geralmente com crianças,
não passe fome.
Aliás, é na rua que é possível para eles
praticarem o Distanciamento Social.
Portanto, as Torcidas dos Clubes de Futebol
Paulistas ou Cariocas, que fazem parte desse
Grupo Social Periférico Urbano, marginalizados
por Governos e Vítimas da Violência Policial
Constante, têm razão em buscar as Vias Públicas
para protestar contra as Agruras que sofrem do
Poder Estatal que os negligencia e reprime.

Aliás, a Luta Contra a Opressão e o Despotismo
deveria ser sempre o primeiro Ato de Apreço
da Comunidade pela Vida e pela Liberdade,
Valores Humanos Inalienáveis, Amparados
pelo Direito – acima de tudo na República
Constitucional Democrática – como Premissa
do Avanço Civilizatório no curso de Milênios.

O Estado Democrático de Direito é, pois,
Bem Valioso Adquirido pela Humanidade,
que o Nazi-Fascismo circunstancialmente,
no decorrer da História, tenta nos roubar.

#FascistasNãoPassarão

*(https://www.brasildefato.com.br/2020/04/10/artigo-por-que-parte-dos-moradores-das-favelas-nao-respeita-o-isolamento-social)

Responder

Antenor

31 de maio de 2020 às 22h04

Senhores das Forças Armadas,

Apóiem a democracia! Vocês nos devem isso.

Já que ambicionam tanto o poder ao menos tirem o louco do planalto e deixe o vice que está no gozo das suas faculdades mentais governar no lugar dele.

Parem e pensem no futuro do país nem que seja pelos seus netos.

Retirem o apoio que estão dando a ele.

Bolsonaro está simplesmente desonrando as Forças Armadas brasileiras.

Responder

    Mauricio Jacob Filho

    02 de junho de 2020 às 17h28

    Antenor,
    Eles se merecem, não ouvi ninguém das FFAA, se manisfestar contra o uso dela ou do nome dela pelo bozo e sua quadrilha.


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