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Diário da Resistência


Pesquisas do Datafolha mostram que maioria dos brasileiros rejeita propostas de Bolsonaro
Política

Pesquisas do Datafolha mostram que maioria dos brasileiros rejeita propostas de Bolsonaro


07/01/2019 - 18h06

Da Redação

A série de pesquisas divulgadas nos últimos dias pelo instituto Datafolha, ligado ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, demonstra que embora muitos brasileiros tenham feito um voto de protesto ao escolher seu candidato ao Planalto, se opõem a plataformas específicas do neofascista Jair Bolsonaro.

A discussão de assuntos políticos nas escolas, por exemplo, é apoiada por 71% dos entrevistados (54% totalmente).

Bolsonaro e especialmente um de seus filhos, o deputado federal Eduardo, estão engajados no que definem como “combate ao marxismo cultural”, frisando que o ensino deve ser estritamente “técnico”.

A educação sexual nas escolas, segundo o Datafolha, também tem apoio majoritário (54%). Dentre as mulheres, atinge 56%.

Bolsonaro e seus apoiadores fizeram campanha espalhando a mentira sobre um inexistente kit gay, sugerindo que a [falsa] adoção dele pelo ex-ministro Fernando Haddad, o candidato do PT ao Planalto, produziria homossexuais nas escolas.

As pesquisas do Datafolha, de âmbito nacional, entrevistaram mais de 2 mil brasileiros.

Anteriormente, o instituto havia constatado que 61% dos brasileiros rejeitam as privatizações (44% totalmente).

O superministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, promete privatizar tudo o que for privatizável, a começar pela Eletrobrás.

Além disso, 57% dos entrevistados se disseram contra reduzir as leis trabalhistas (43% totalmente).

Bolsonaro, em entrevista, disse que se for possível extinguirá a Justiça do Trabalho.

O neofascista assumiu com a expectativa de que fará um governo ótimo ou bom por 65% dos entrevistados, mas neste item perdeu para o ex-presidente Lula de goleada (76%).

Lula governou por dois mandatos, saiu do Planalto com aprovação recorde e elegeu sua sucessora.

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6 comentários

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Zé Maria

10 de janeiro de 2019 às 15h54

Dias, o ditadorzinho do STF, derruba outra liminar do Ministro Marco Aurelio
mantendo a Votação Secreta para eleição da Mesa do Senado,
dando facilidade ao Guedes Calheiros para ser eleito Presidente da Casa*.
Dias já havia liberado o Voto Secreto para a Mesa da Câmara,
sob aplausos do Maia e do PSL, Partido da FamíGlia Bolsonaro

https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/09/toffoli-derruba-decisao-de-marco-aurelio-e-eleicao-no-senado-sera-secreta.ghtml

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Zé Maria

09 de janeiro de 2019 às 16h49

MP 870 é o AI-1 de Jair Bolsonauro:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv870.htm

ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
STF = ADPF 561

https://www.conjur.com.br/dl/fenadv-questiona-extincao-ministerio.pdf

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    Zé Maria

    10 de janeiro de 2019 às 16h22

    Dias rejeitou a ADPF 561 por entender que a autora da ação – Federação Nacional dos Advogados (Fenadv) – não possuía
    Legitimidade Ativa para propor Ação de Controle de Constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Entretanto, segue tramitando no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade
    (ADI) 6057 em que o Partido Democrático Trabalhista questiona
    a Extinção do Ministério do Trabalho, cujo pedido de liminar
    para suspender os efeitos da MP 870/2019 encontra-se atualmente com o plantonista Dias para Decisão.
    O Relator da ADI 6057 é o Ministro Ricardo Lewandowski
    que só retorna às atividades após o recesso, no início de fevereiro.

    http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=400467

Zé Maria

09 de janeiro de 2019 às 16h41

Guedes, SuperMinistro do Capital Financeiro,
será o “Fiscal Geral das Relações de Trabalho”

Medida Provisória n° 870

Art. 31. Constitui área de competência do Ministério da Economia:

XXXI – política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador;

XXXII – política e diretrizes para a modernização das relações de trabalho;

XXXIII – fiscalização do trabalho, inclusive do trabalho portuário, e aplicação das sanções previstas em normas legais ou coletivas;

XXXIV – política salarial;

XXXV – formação e desenvolvimento profissional;

XXXVI – segurança e saúde no trabalho; e

XXXVII – regulação profissional.

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LUIZ HORTENCIO FERREIRA

09 de janeiro de 2019 às 09h50

Me explique só uma coisa… Porque o elegeram???? Eles em momento algum esconderam as barbaridades que iriam fazer e vão fazer… então o povo brasileiro que votou nele e outros tantos que se omitiram covardemente de votar, o que foi uma parcela grande dos eleitores estavem querendo o que? Me desculpe, mas o eleitor brasileiro para mim é um bando de covardes, que se omitem para depois poder dizer que não votaram em quem estará executando as barbaridades que veremos nos proximos anos.

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Jossimar

08 de janeiro de 2019 às 10h39

A pergunta é: Se rejeitam suas propostas porque votaram nele?
Todos sabiam quais seriam suas medidas se fosse eleito. Mesmo que não tenha ido a debates não se pode alegar ignorância sobre isso.
Então, que se fodam.

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