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Pepe Escobar: O Brasil que fique esperto no Atlântico Sul


20/11/2010 - 12h28

Bem-vindos ao OTANstão

19/11/2010, Pepe Escobar, Asia Times Online

É hora de ter medo. Muito medo. Na Cúpula de Lisboa, na 6ª-feira e no sábado (19-20/11/2010), uma aliança militar gargantuesca, tão altissonante quanto inócua, que se autodescreve como “aliança militar de estados democráticos europeus e EUA”, e que, de fato, é relíquia da Guerra Fria, assentada em seu trono adornado de ogivas atômicas, especula sobre o que se passa no mundo.

Nesse cenário que se pode dizer “freudiano”, o convidado de honra é o presidente dos EUA Barack Obama, que imperialmente preside a reunião dos demais 27 aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os quais todos repetem reverentes os compromissos e votos a propósito de tudo, do escudo europeu de defesa antimísseis (inserido no escudo global dos EUA), à manutenção de centenas de bombas atômicas norte-americanas armazenadas na Europa e ao armamento turbinado para guerra cibernética (submetido ao Cyber Comando do Pentágono) e do aparato para guerra-relâmpago com navios-patrulha distribuídos em todos os mares do globo, à disseminação de bases militares para cobrir nós estratégicos em todo o Oleodutostão [da Ásia Central].

Em resumo: o cardápio em Lisboa é filé de Pentágono ao molho bernês. Indigestão garantida – e sem dinheiro (por causa dos euros sobrevalorizados) de volta.

“Quanto menos, melhor” não é conosco

Em Lisboa, a OTAN trabalha sobre um novo “Conceito Estratégico” – espécie de carta de intenções que é revista a cada dez anos. É a primeira revisão desde 1999 – e consequentemente é o mapa da mina para esse início de século 21. O secretário-geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen tem falado do novo “Conceito Estratégico” como “mais efetivo (porque trata do escudo antimísseis e da ciberdefesa); “mais engajado” (por causa de um enxame de “parceiros” globais); e “mais eficiente (porque se preveem 4.000 demissões na estrutura de comando).

Em http://www.OTAN.int/cps/en/OTANlive/what_is_OTAN.htm – com coro de vozes estridentes made in China – pode-se ver como a OTAN adora por-se em atmosfera de “A Noviça (“hills are alive with the sound of music”) Rebelde”. E em http://www.OTAN.int/cps/en/OTANlive/topics_56626.htm pode-se ver o que “Conceito Estratégico” finge que significa*.

Acrescentem-se os gorjeios de Rasmussen, e chega-se ao que se perdeu na tradução: a OTAN de fato está sendo rebatizada; agora é o Transformer Robocop último tipo. A ONU, coitada, poderá brincar no tanque de areia.

A OTAN, há muito tempo, já saiu da Europa Ocidental; lugar pequeno, provinciano. Já está metida na Ásia Central e do Sul, tanto quanto no Nordeste da África, interligada com o Comando da África (AFRICOM) do Pentágono (só cinco países – Eritreia, Líbia, República Árabe Democrática do Sahrawi, Sudão e Zimbabue – não mantêm laços com o Pentágono). Muito além dos campos de morticínio do Afeganistão, a OTAN vai-se rapidamente convertendo em “base de operações avançadas tamanho monstro” para policiar o Oriente Médio, a África, a Ásia e até o Atlântico Sul, onde o Pentágono já reativou a IV Frota. Dado que o golpe militar de 2009 em Honduras deu certo e o de 2010 no Equador não deu, os brasileiros estão bem espertos, atentos ao que o Pentágono e a OTAN planejam para as Américas do Sul e Central; e não há dúvidas de que não se entregarão sem luta.

Nota-estraga-suspense: Os norte-americanos ainda não suficientemente anestesiados pelo absurdo teatro de porno-scanner e bolinação federal a que se assiste nos aeroportos, e os europeus feridos e empobrecidos pela crise, não deixarão de observar que essa tal de “OTAN mais efetiva, mais engajada e mais eficiente” está sendo espetacularmente derrotada na Ásia Central, nesse preciso momento em que cá conversamos.

Star Wars à moda Gucci

Seja como for, é possível que a Europa, em breve, possa comemorar ferozmente seu escudo antimísseis do tamanho do continente, que protegerá o pessoal, de Ibiza a Innsbruck e de Munique a Monte Carlo, contra ataques daqueles horríveis (além de inexistentes) mísseis iranianos, tanto quando dos ataques dos existentes (ridículos, capengas) e efetivos mísseis Taepodong-2 de Piongueangue. Uma espécie de escudo Star Wars à moda Gucci.

O escudo Gucci será devidamente acompanhado de ogivas Dior – como as 200-350 bombas atômicas dos EUA armazenadas nas bases da OTAN na Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália e Turquia (além das 300 bombas atômicas que pertencem à França e das 225 britânicas). De fato, esses são os cinco países que acolhem “bombas residentes” e que lançarão as meninas em qualquer eventualidade, o que converte em piada o Tratado de Não-proliferação Nuclear, o qual, aliás, o Irã assinou. Na última linha, lê-se: a OTAN pode exibir portfólio com 900 armas nucleares na Europa. É como comparar o Real Madrid ou o Bayern de Munich com um time da terceira divisão da Coreia do Norte.

Mês passado, a secretária de Estado Hillary Clinton não quis saber de amassos na sua echarpe Hermes e levantou a bola: “A OTAN deve permanecer como aliança nuclear enquanto houver armas nucleares.” E Rasmussen encheu o pé, direto para o fundo do gol: “o sistema de defesa antimísseis é complemento da contenção nuclear, não seu substituto.”

Alguém tem algo a reclamar de toda essa paranóia nuclear? Não, de fato. Rasmussen acerta ao liberar os boatos sobre “parceiros” da OTAN; é praticamente todo mundo na vizinhança (75 nações, quase 40% da ONU), dos ‘stões’ da Ásia Central, na Parceria pela Paz para os Orientais, na Istanbul Cooperation Initiative; dos “países de contato” no Leste da Ásia/Pacífico Sul à Troop Contributing Nations for International Security Assistance Force no Afeganistão (o que inclui a Mongólia e Tonga). Para não falar do absolutamente importante Conselho OTAN-Rússia (o presidente russo Dmitry Medvedev é o primeiro líder russo a participar de reunião de cúpula da OTAN, em toda a história da instituição). Nem é preciso dizer que todos esses “parceiros” também estão em Lisboa.

A vez da Turquia. Quem chuta?

A OTAN foi criada ante a urgência de defender a Europa Ocidental contra a União Soviética. Mas é perda de tempo esperar que a Cúpula de Lisboa explique o que, diabos, a OTAN faz hoje na Ásia Central e no Afeganistão. Mais seguro insistir em que não passa de enredo de Tom & Jerry a evidência de que a OTAN está hoje ainda muito mais aterrorizada, morta de medo do exército de farrapos dos Talibã, do que antes, quando morria de medo do Exército Vermelho.

Seja como for, o que interessa é que tudo é infinito. Nem só Robert Gates, secretário de Defesa dos EUA, e o general David Petraeus, comandante da coalizão militar no Afeganistão, fazem lobby a favor da Guerra Infinita. O chefe da Defesa britânica, general Sir David Richards acaba de dizer ao Daily Mail que “a OTAN agora tem de planejar-se para a função de, nos próximos 30-40 anos, auxiliar as forças armadas afegãs contra os guerrilheiros.” É a Operação “Liberdade Duradoura” [ing. Enduring Freedom = Guerra do Afeganistão].

Mas o Afeganistão, o atoleiro infinito, é só aperitivo. A OTAN está sendo subrepticiamente vendida à opinião pública mundial como se tivesse pleno direito de implantar o inferno onde bem entenda – e deixará na poeira o Conselho de Segurança da ONU, expandido ou não expandido.

Há precedentes – como no ilegal, máfia-narcotraficante estado do Kosovo, não por acaso incluído hoje no OTANstão.

Pode-se argumentar convincentemente que onde o Pentágono/OTAN “intervieram” – dos Bálcãs ao Afeganistão e ao Iraque – a desgraça alcançou proporções de “Crepúsculo dos Deuses” wagneriano. E daí? Por que se preocupar? O Pentágono já plantou Camp Bondsteel – a maior base militar dos EUA na Europa – exatamente no Kosovo; e também já enterrou preciosas mega-nozes na região do Império das Bases, no Afeganistão e no Iraque.

Os desmancha-prazeres no filme blockbuster “O Bravo Novo Mundo” de Pentágono/OTAN são, sem dúvida, a Rússia, a China, o Irã, a Coreia do Norte e Myanmar. Nenhum deles deixar-se-á intimidar facilmente. A liderança russa é esperta demais para ser facilmente cooptada  – apesar do incansável trabalho do Pentágono/OTAN para cercar todas as fronteiras russas com bases de defesa antimísseis.

E a OTAN festeja sua “parceria” com a Rússia. Mas um novo elemento surgiu no jogo, para forçar – ou não – a Rússia e entrar no jogo do escudo de defesa antimísseis (depois de a decisão de afastar-se já estar tomada.) Podemos chamar de “a vez da Turquia”.

O golpe do Pentágono/OTAN, de construir um sistema multi-camadas de defesa antimísseis para “proteger a Europa” contra os inexistentes mísseis nucleares iranianos até conseguiria calar a oposição, se já não tivesse atraído a atenção dos suspeitos de sempre no leste da Europa – Polônia, República Tcheca, Bulgaria e Romênia. O caso da Turquia é muito mais complicado.

Segundo a imprensa turca, Ancara só aceitará algum sistema de defesa antimísseis se o sistema for da OTAN, não dos EUA; se cobrir todos os 27 países da OTAN; e se a OTAN não puser a Turquia na posição inviável de estado-linha-de-frente, como aconteceu durante a Guerra Fria contra a União Soviética.

Mas esse terceiro item das ressalvas turcas é exatamente o que o Pentágono planejou fazer – especialmente agora que o eixo Turquia-Irã-Síria é uma realidade, para não falar da entente cordiale que se desenvolve hoje entre Ancara e Moscou. Pelo sim, pelo não, o ministro do Exterior turco Ahmet Davutoglu já disse bem claramente: “Não queremos nem psicologia nem zona de Guerra Fria à nossa volta.”

Trata-se precisamente de remix da Guerra Fria, e a Turquia corre o risco de ser reduzida a simples peão no jogo deles. Beneficiário do novo Conceito Estratégico da OTAN, o objetivo final do escudo global antimísseis dos EUA – complementado pela guerra cibernética e pela Rede Global de Rápida Intervenção – é cercar o coração da Eurásia e isolar, quem mais seria se não, Rússia, Irã e China. Quando dizem paz, dizem guerra. Bem-vindos à bolha do prazer. Bem-vindos ao OTANstão.





40 comentários

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Mário SF Alves

03 de dezembro de 2010 às 13h37

Esse seu "É hora de ter medo. Muito medo" é terrível. Deve ter burguês demo-tucano se … todo e, como de praxe, para não perder o hábito e nem os dedos, cozinhando um golpezito qualquer. Tipo, quem sabe, né; seguro morreu de velho, né? Pode ser que a economia naufrague, né?!! E taca Veja, e taca FSP, taca RG, e taca até Olavetes no povo. Enquanto isso, nas bandas de cá de um Brasil que sai do pântano… nessas horas – e como nunca antes na história desse País – além de barbas de molho e muito trabalho e muita estratégia, só há um caminho: Democracia neles (democracia prá valer, com direito a oposição de direita e tudo [menos golpe de mídia])! Economia tupiniquim, neles! Política anti-fascista, neles! Ciência tropical, neles! E se ainda não bastasse, civilização neles!
Seja como for, valeu a contribuição contra a asnice cotidiana!
Wikileaks ("Uaiquilikes"), neles!

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Walquer Carneiro

21 de novembro de 2010 às 21h22

Rapaz !!!!!! Eu um simples interiorano brasileiro fico deveras chocado com toda essas informações. Porém de uma coisa tenho certeza. Os Estados unidos e a Europa há muito tempo já não dominam a América Latina como colônia. O nosso grau de dependência econômica em relação e eles diminuiu cerca de 60% nos últimos 30 anos, e o reflexo desta independência está vindo a tona hoje com a quebradeira Americana e da União Européia, e como eles são parasitas, enriqueceram as nossas custas, e a fonte secou para eles, eu não duvido que a partir de agora eles queiram tomar a força as nossas riquesas. Só não fizeram ainda porque axiste uma covergência de forças, que se contrapostas a eles, poderá impor grande dificuldades para que eles obtenham êxito no seu intento. Em 2008 a IV Frota Americana passou por aqui, ocasião que o nosso ministro da defesa foi a bordo para uma conversa ao pé de ouvido com o general do comando. A imprensa vendida não deu a notícia, porém no outro dia o porta aviões saiu das águas brasileiras. Então meus amigos, nós mão temos armas atômicas, porém temos poder de persuasão. Mas a fome de poder e riquesa facil daquele povo não tem limites. Temos que estar atentos e preparados. Agora me vem uma dúvida… Se alguém souber me responda…. Será que o alto comando das forças armadas brasileira tem noção do real perigo que corremos?? Será que em caso de uma intervenção da OTAN, nossos generais terão condições estratégicas para contra atacar, mesmo com deficiência no aparato bélico ??????

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Luca K

21 de novembro de 2010 às 18h20

O Asia Times é ótimo, valiosa matéria do excelente Pepe Escobar. Como disse o Gerson, a OTAN é um instrumento de imperialismo, principalmente americano. Interessante notar q a organização existia supostamente para defender a europa ocidental de um eventual ataque da URSS e pacto de Varsóvia. Com o fim da UrSS e da guerra fria, nada justifica a continuidade dessa organização. Mas tá ficando ruim pros EUA pq os europeus só pensam em reduzir gastos militares. Os britanicos vão reduzir sensivelmente seus gastos militares, eles q são os principais parceiros dos EUA.

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    Mário SF Alves

    03 de dezembro de 2010 às 14h57

    Luca,
    Sabe de uma coisa? Fico pensando em como vai safar-se o povo americano desse tal destino cada vez mais manifesto? Votaram no Obama, é claro! Assim como é claro que grande parte destes votos foram por conta ou em reação às presepadas do sistema, pela via dos falcões do Mr. Bush. Mas, votaram. Só que deu no que deu: Tea Party pra todo lado. E agora? O Michael Moore não cansa de avisar. O Noam Chomsky também. O documentário The Corporation, idem. Então, como, com quem?

E Carvalho

21 de novembro de 2010 às 13h59

América do Sul e Africa estão sendo cercados militarmente pela hegemonia norte (EUA/Europa).
A Otan torna-se, paulatinamente, o 'big stick' desses povos saqueadores e de fala (agora)macia.
Criados uns poucos 'representantes' no hemisfério sul (Austrália,Colombia, p.ex), o demais países voltarão ao papel que lhes cabe na visão nortista: fornecedores de recursos, mão de obra barata para produtos primários e consumidores de produtos de alto valor agregado. É a volta da situação colonial, mais sofisticada um pouco, mas essencialmente a mesma de uns séculos atrás.
Essa 'volta' será pelo 'bem', isto é, pela presença de grupos ideologicamente favoráveis ao norte (neo liberalismo globalizante) ou pela força mesmo, através de ações de intervenção militar.
Saídas?
Sem alianças regionalistas, bem como o fortalecimento militar dos países da América do Sul e Africa, não há. Palavras não amedrontarão canhões…
A região 'pacifica' do hemisfério sul deve permanecer como tal, mas muito bem armada.
E pode-se pensar até em armamento nuclear (e seus vetores), o único que é efetivamente respeitado.

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Marat

21 de novembro de 2010 às 11h07

Se quisermos ser um país rico e poderoso, temos de comprar, num primeiro momento, submarinos e mísseis antinavio. Depois de dominar a tecnologia, temos nós mesmos de produzí-los. EEUU e Europa sempre conseguiram se impor pelo roubo, pela ameaça e pelo derramamento de sangue. Agora a pobre Rússia está novamente se bandeando para o lado deles. Isso sim é uma ameaça séria para o mundo, pois esses três nefastos organismos possuem muito armamento e o desejo ardente de se apossar de tudo o que puderem. Teremos de abrir, os olhos, continuar votando em quem não é entreguista e agilizar a produção de armamentos (defensivos e ofensivos também). Temos de ser fortes para não sermos engolidos… Ah, a Ley de Medios ajudaria muito nessa empreitada, já que nossa impren$$$a, em sua maioria, é paga por organismos estrangeiros, para difundir seus sofismas e suas mentiras!

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Jotaroberto

21 de novembro de 2010 às 10h28

São como parasitas, que criam instabilidade politica no Pais que querem dominar e sugam tudo o que podem.

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Douglas O. Tôrres

21 de novembro de 2010 às 10h13

Fico pensando no tamanho da estupidez da chamada grande civilização branca (nos 3º mundo somos os barbaros).A China ,que detem a maior parte,mais o Brasil e alguns asiáticos é que estão segurando o abacaxi da divida americana,afora que são hoje as locomotivas do planeta.EUA e Europa estão quase quebrados economicamente,e ainda tomam medidas que vai piorar mais ainda sua situação.Se meterem a uma guerra para salvar sua situação,todo mundo perde,não havera vencedores.E nesta carnificina,quando virem a bobagem sem tamnho que fizeram sera cada um por si.E como são dependentes mais do que nunca de recursos de fora em todos os niveis(alimentos,energia,materias primas) vão entrar em colapso interno,com seus povos divididos por necessidades.è de uma insanidade sem tamanho.

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Opinião Divergente » Bem-vindos ao OTANstão, por Pepe Escobar (@Viomundo)

21 de novembro de 2010 às 09h09

[…] Pepe Escobar: O Brasil que fique esperto no Atlântico Sul | Viomundo – O que você não vê n…. […]

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Jairo_Beraldo

21 de novembro de 2010 às 08h38

O Cone Norte foi engolido, e não estão digerindo bem isto por lá. Agora que se crie a OTAS.

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Tomudjin

20 de novembro de 2010 às 22h44

Mídia e dinheiro conseguem transformar qualquer vilão em mocinho.
É como disse o lider iraniano: "eles matam centenas de civis inocentes e ainda são condecorados".

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francisco.latorre

20 de novembro de 2010 às 21h51

tão reclamando de que?..

a otan disse que vai sair do afeganistão.. em 2014.

ô gente insatisfeita.

..

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José Manoel

20 de novembro de 2010 às 21h39

Azenha: lembre-se do ataque à Baía dos Porcos, em Cuba!!! Esses invasores foram corridos à bala! Aqui eles não entram de jeito algum!!!!!!!

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    Cláudio Medeiros

    21 de novembro de 2010 às 03h06

    Nobre sentimento mas ficou parecendo bazófia-de-mesa-de-bar. Lembre que, há não muito tempo, faltou pouco para entrarem pela porta da frente com uma base exclusiva em Alcântara. Os tempos são outros, as tecnologias são outras. Nossa insegurança começa quando nos sentimos seguros, confiantes e numa situação confortável.

    José Manoel

    21 de novembro de 2010 às 20h41

    Cláudio: é exatamente isso que eu quero dizer. Temos que começar a nos armar até os dentes. Não se trata de uma questão de bazófia! A base americana de Alcântara não foi criada, porque o Lula fechou um acordo tecnológico com a Ucrânia, exatamente no momento que os norte-americanos pensavam que iriam ganhá-la de presente! Lula desmanchou aquilo que o príncipe dos sociólogos tinha prometido para eles! Deu para entender??????

Valdir

20 de novembro de 2010 às 21h36

Prezado Azenha: Esta vai para o Hélio Jacinto. Prezado Hélio: A opção militar do império está sendo substituida por colocar nos paises que são do seu interesse pessoas confiaveis para fazer o papel sujo do dominador e este(o dominador) fica assessorando-as com verbas , treinamento militar e policial e através da grande imprensa falando que o pais vive uma democracia ou nada falando( arábia saudita, egito, coreia do sul, colômbia e tantos outros estão longe de serem criticados pela imprensa ocidental).Não esqueça que o que caracteriza o império é a manipulação de organismos internacionais como a ONU que criou o direito de intervenção que legitima o uso da força contra certos paises.

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Márcio Martins

20 de novembro de 2010 às 21h06

Podem me criticar, mas creio que a solução para o Brasil é se aliar à Argentina e construir a primeira bomba atômica Binacional, na minha modesta opinião o único parceiro com massa crítica para fazê-lo e na atual circunstância, o único confiável. O ideal seria juntar o México, mas como diz aquele ditado, "México: tão perto dos EUA e tão longe de Deus…".

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monge scéptico

20 de novembro de 2010 às 20h15

Sem ilusões. Mesmo caindo das pernas, o "tigre" de papel, consegue via chantagem(certamente).
aglutinar um bando de loucos, para criar e estocar armas, com vistas a que? Combater o islã? Ñ
há mais ameaça comunista; eles não sabem onde enfiar seus mísseis(eu sei) a industria de ar-
-mas exige, que sejam mantidas ameaças de guerra e guerras locais como a afegâ e bolas da
vez como Irâ e Coréia do norte.
A verdade,(se que existe) é que a USA, só respeita quem tem a bomba com vetores de lança-
-mento. Quem não se impôs como o BRASIL, perdeu o bonde e só pode mesmo, servir de capa-
-cho para a sanha de domínio ianque, que imporá aos pobres, sua traquintana industrial, sem
nunca transferir conhecimento, o que mantêm refem o usuário e, obtem assim um mercado ca-
-tivo, obrigado a aceitar também seus espúrios (prates) valores, e viver condicionados a dizer
sempre sim para o império.
Decadente, devendo, como conseguem convencer alguém a assinar uma aliança? Por de corrup-
-ção e ameaças; Talvez………………………………………..OBRIGADO SR. AZENHA.

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Marat

20 de novembro de 2010 às 19h23

Loucos, inúteis e fanáticos sentadinhos na pontas de ogivas nucleares… ainda bem que Serra não foi eleito, pois assim, nossas reservas já estariam garantidas àqueles animais que cuidam da vetusta OTAN. Agora o Brasil tem que usar parte considerável de suas divisas e do pré-sal na compra de armaento de ponta, e também deverá investir pesado em tecnologia militar, afinal de contas, estamos lidando com ladrões e assassinos que inventam inimigos onde lhes é mais conveniente.

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Mario Juarez

20 de novembro de 2010 às 19h12

Só a cabeça de um terceiro mundista a pensar assim. A NATO é um organismo de auxílio mútuo e de estabilização em lugares onde vidas humanas estão sob risco.
Isto que os brasileiros fizeram neste canto do mundo, a UNASUL, nada mais é que repetir o feito português ao ajudar a criar a NATO, que inclusive possui sede em nossa bela Lisboa.
Num futuro vindoiro NATO e UNASUL serão um só corpo. Somente alguns ainda vivem sob a ideologia da perseguição e do medo, típicos sentimentos romanticos do falido regime vermelho de Moscu e de seus apegados admiradores.

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    Márcio Martins

    20 de novembro de 2010 às 21h15

    Se Portugal tivesse um bilionésimo do potencial da América do Sul, talvez você pensaria de forma diferente. Como Portugal é um país envelhecido e prestes a entrar numa gelada, é compreensível sua visão de mundo.

    Marco Aurelio

    20 de novembro de 2010 às 22h35

    Professor Hariovaldo!!!!!!!Você devia aparecer mais por aqui!!!!!!!!!!!!!!!Quando a Espanha e Portugal deixarão de ser o Terceiro Mundo da Europa,hein???????????

    francisco.latorre

    21 de novembro de 2010 às 09h49

    piada. de português.

    contada pelos próprios pode?..

    ..

    Sergio F. Castro

    21 de novembro de 2010 às 11h29

    Minhas desculpas, mas o comentário não procede, a OTAN (em português faça-me o favor) é uma aliança MILITAR ofensiva-defensiva dos EUA mais os paises da Europa Ocidental (não todos), técnicamente deveria ser defensiva, mas o Kossovo e o Afeganistão já provaram que ela pode partir para a agressão quando atender seus interesses (leia-se os interesses do EUA), ela não tem, ao contrário da ONU, nenhum objetivo como força de manutenção da paz e não é um orgão de consenso internacional global. O artigo faz todo o sentido e é mesmo assustador, um fator de alivio para o resto do mundo é o fato de Russia e China serem potencias militares nucleares (a Russia guarda total capacidade de vaporizar os EUA, por menos que os Norte-Americanos não gostem desta realidade) e tem politicas internacionais realistas, isto é, não são enrolaveis pelos EUA. Outro fator de contenção de movimentos militares da OTAN é a má vontade dos Europeus de bancarem os Sipaios para Tio Sam.

Francisco

20 de novembro de 2010 às 18h33

O Brasil deve fazer a bomba, mocozar ela por aí e ficar na encolha, quieto. Quieto até o bicho pegar. Anote o que lhe digo: europeu não passa fome…

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@yakolev

20 de novembro de 2010 às 16h31

Neste 2010, no dia da consciência Negra;
relembremos o país onde se deu a única revolta bem sucedida d escravos da História, Haiti, q desde então parece condenado pela comunidade internacional (liderada pela ex-metrópole, a França e a potência vizinha mais próxima, os EUA) a pagar eternamente por tal afronta ao sistema mundial.

O Brasil, no caso, pode até reclamar da falta d cooperação americana q tdo faria p/tornar a atual intervenção da ONU (apenas + 1 internacional contra aquele país) um fracasso.
Mas é mta ingenuidade esperar qq atitude diferente analisando a história e os interesses envolvidos…

D qq modo, a História mostra q a apatia/indiferença

em relação à ocupações militares prolongadas**, independente do pretexto/desculpa/"boas intenções" (aliás, qto + nobre/"melhor", a intenção, maior é a merda…),

por parte da opinião pública*** dos países ocupantes/interventores, d 1 maneira outra, cedo ou tarde , cobra 1 preço salgado por tal "comportamento d avestruz"…

**(como o caso presente do Brasil no Haiti, a mais prolongada na história do país diga-se, o q a torna + injustificável ainda se levarmos em conta q mesmo a ocupação do território d 1 inimigo derrotado e destroçado, como o Paraguai no século XIX, por um país c/a economia cambaleante como era o Império brasileiro em 1870, não durou nem necessitou durar isso pra "colocar as coisas em ordem"…)

***(Opinião pública esta q vai das populações dos países envolvidos à classe artística através d suas obras, passando claro pela indolente mídia…)

Eqto isso, prossegue em relação à esta nação caribenha o eterno blá blá blá recheado c/o tradicional pouco dinheiro, poucas ações práticas, e mesmo isso à revelia da maioria da população haitiana… http://migre.me/2maA1

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gilberto

20 de novembro de 2010 às 15h28

OTANTAN….kkkkk, é piada este organismo. Não adianta este amontoado de Elitizados querer patrulhar o mundo.
Basta uma simples aliança dos BIC ( Brics sem a Russia que já virou casaca) para fazer tremer o lado de lá.
O brasil leva junto consigo boa parte da am´rica do sul.
Somando com china e india teremos mais da metade da população mundial (excluindo a Africa do contexto).
Quem vai querer enfrentar o poder economico de um bloco deste tamanho,sendo que a china é impossivel de ser consquistada e ainda mantem o controle de fluxo de capitais do mundo ( tem os americanos no seu bolso ).

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Carlos Cruz

20 de novembro de 2010 às 15h08

TODAS as guerras começaram durante grandes problemas economicos e empobrecimento dos "paises centrais". Hoje o empobrecimento dos EUA e Europa é impressionante. Surgem sentimentos "adormecidos" como o racismo e o preconceito e idéias perigosas, de assalto a riquezas de outros paises, "invasões libertárias, em nome da democracia.". Foi no passado e hoje repetem o mesmo filme. Dizem que se sabe quando uma guerra começa, mas nunca quando termina. Virá uma terceira guerra com bombas atomicas? Os EUA estão quebrados e não podem arcar com o imperialismo sozinho. Manter ditaduras custa caro. Está divide a missão com seus aliados europeus, através da OTAN. Eles já destruiram e subjugaram povos. Assassinaram em massa, vide a Inquisição. Vão tentar subjulgar o mundo eo mote é o terrorismo, sua influencia nefasta. Agirão em nome da liberdade ( quem lhes deu a autorização?). Mas quem são os terroristas? De onde vem tanta riqueza na Europa e EUA? Quanto sangue será necessário para manter o domínio atual, que já lhes escapa? A América Latina deve se unir e se preparar …Coisas boas é que não virão…

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Luisa

20 de novembro de 2010 às 14h55

Azenha, veja a análise do Milton Santos no Roda Viva, sobre os intelectuais que faziam parte do governo FHC à época.
http://www.youtube.com/watch?v=FG41J0TcXBc

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Gerson

20 de novembro de 2010 às 14h53

Pela extinção da Otan, instrumento da política do imperialismo

Em todo o mundo é latente o sentimento dos povos de repulsa aos tenebrosos planos de guerra do imperialismo. É nosso dever, como organizações antiimperialistas e de luta pela paz, despertar este sentimento e transformá-lo em força real. Ou os povos detêm o braço armado e assassino das forças belicistas, ou poderão viver o doloroso e longo transe de fenecimento das liberdades, de desaparecimento da soberania nacional, de aniquilação dos direitos sociais.

Quanto maior é a crise, tanto maiores são as tendências políticas fascistizantes, mais se criminaliza os movimentos populares, mais se militariza a vida do Planeta. Os Estados Unidos transformaram os territórios de vários países em acampamento militar, suas bases e demais instalações militares encontram-se em mais de 70 países. Seu poder de fogo, em tropas, armas convencionais e de destruição em massa, principalmente nucleares, é infinitamente maior ao de qualquer outro país. Seu orçamento militar mobiliza colossais recursos, da ordem de 740 bilhões de dólares.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticiahttp://www.pazsimnatonao.org/campanha

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ricardo dos santos

20 de novembro de 2010 às 14h49

azenha , esse assunto dá uma boa matéria , e quem sabe a record não esteja disposta a mostrar , pense no caso

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O_Brasileiro

20 de novembro de 2010 às 14h47

Se fosse uma pessoa, a OTAN seria considerada uma lunatica, uma louca megalomaniaca com mania de perseguicao. Enquanto ela "viaja" em suas ilusoes, e seu povo vai ficando pobre, o resto do mundo (como China, India e Brasil) trabalha para melhorar a vida de deus povos.

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Antonio Silva

20 de novembro de 2010 às 14h43

Pior é que além de ficarmos em alerta com os prováveis inimigos desta endemoniada aliança liderada pelo império do norte, AINDA temos que conviver com uma canalhada encrustadas na porca mídia, nas forças armadas, no judiciário e nos parlamentos que nunca titubeam em trair a nossa pátria .
Haja disposição para combatermos tantos inimigos !

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Edson

20 de novembro de 2010 às 14h05

Não é só a rússia que está cercada, o Brasil tambem. Vários países da américa do sul tem bases militares dos EUA. A nossa ¨grande(?) mídia¨ finge que não vê…. Um ex-chefe da PF tinha no seu cartão os símbolos da PF e do FBI. A revista carta capital já mostrou anos atrás como o FBI trabalha livremente no Brasil.
Essa situação va ificar em compasso de espera até o dia em que o Brasil virar uma pedra no caminho dos EUA.

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Antonio

20 de novembro de 2010 às 13h22

Acho que o Brasil torna-se um país estratégico para muitos povos: tem petróleo à vontade, tem combustíveis renováveis, vastas terras agriculturáveis o ano inteiro, água doce à vontade, florestas, minerais, etc. Como iniciou Lula, Dilma tem que consolidar a América Latina como um bloco econômico e militar. O Brasil tem que começar a pensar em fabricar e equipar suas Forças Armadas com armas de tecnologia de ponta e própria – armas leves, pesadas, digitais, ar, terra, mar, teleguiadas, escudos bombas etc. e repassar a tecnologia e treinar todo o bloco em conjunto, pois cedo ou tarde tentarão nos molestar e não podemos ser pegos de surpresa e de mãos abanando. As forças armadas têm que ser profissionalizadas, especializadas, talvez com maior contingente, mesmo que esse contingente, em tempos de paz preste serviços ao governo e às comunidades. Mas o que é imprescindível é o controle do governo sobre os militares e sobre os objetivos das armas: repelir invasor estrangeiro. O trabalho interno, as polícias têm que fazer.

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    José Manoel

    20 de novembro de 2010 às 21h41

    Nós temos que nos tornar um país bélico, ligeiro!!!!!! Não precisamos de bomba atômica, mas sim de um arsenal convencional de alto poder de fogo para proteger nossas fronteiras! Que venham os caças imediatamente!!!!!!

    Cláudio Medeiros

    21 de novembro de 2010 às 02h33

    Mas é claro que precisamos, sim, da bomba e do foguete que a tranporta. Pelo menos, para não se ficar restrito à guerra no nosso quintal mas poder leva-la, também, ao quintal do agressor — aí ele pensará duas vezes, antes.

Hélio Jacinto

20 de novembro de 2010 às 13h01

Mas que Salada.
Os EUA,tem muito papo,muita intenção de dominar o mundo,mas nunca demonstraram capacidade pra tanto.
A eficiência Americana,se restringe aos filmes de ficção.

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    Marat

    20 de novembro de 2010 às 19h24

    O problema é que eles têm capacidade de destruir, eu diria que é sua especialidade. Se não podemos dominar, vamos fazer política de terra arrasada. Eles não valem uma tusta furada!


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