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Paulo Bernardo: Banda larga será das teles


20/06/2011 - 10h59

por Luiz Carlos Azenha

A palestra do ministro Paulo Bernardo no II Encontro de Blogueiros e as respostas subsequentes dadas por ele aos participantes deixaram claro: a infraestrutura da infovia brasileira será da iniciativa privada.

Motivo alegado: falta de dinheiro.

Rodrigo Vianna observou, a propósito, o ditado de um ex-líder chinês: não importa a cor do gato, desde que pegue o rato.

O objetivo do governo Dilma, segundo Bernardo, é garantir acesso a 1Mbps por R$ 35 reais.

O governo não entra com dinheiro — e o ministro é enfático nisso, como se a postura representasse “jogo duro” com as teles.

A verdade, no entanto, é que o governo acena, lá na frente, com subsídios para promover a universalização. Seria uma espécie de Bolsa Telefônica. As teles expandem a rede e, quem não puder pagar os 35 reais, receberia ajuda do governo. Ou seja, dinheiro público financiaria mais uma vez o ganho privado.

A Telebrás teria R$ 1 bilhão de reais nos próximos três anos para oferecer internet “no atacado”, ou seja, para viabilizar a sobrevivência de cerca de 5 mil pequenos e médios provedores existentes no Brasil.

Os questionamentos ao ministro se deram por vários ângulos: se o governo abriu mão do caráter público do PNBL (ou seja, do controle da rede física da banda larga), terá mesmo poder de barganha para cobrar as operadoras? quais as garantias de que as teles vão cumprir o prometido, especialmente quanto à velocidade? a velocidade será simétrica, ou seja, tanto para download quanto para upload? qual é a garantia de que a Anatel não continuará exibindo a mesma atitude bovina diante das teles, fartamente demonstrada ao longo dos últimos anos?

Um dos argumentos de Paulo Bernardo é de que hoje, no entorno de Brasília, tem gente sem coleta de esgoto pagando 80 reais pela banda larga. A tarefa do governo Dilma seria, portanto, o de priorizar a habitação e o saneamento básico, forçando a iniciativa privada a baixar o custo e melhorar o acesso à internet.

Ativistas que defendem o caráter público do PNBL prometem um tuitaço nesta terça-feira com a hashtag #minhainternetcaiu (nas mãos das teles).

O tuitaço é promovido pela turma do Banda Larga é um direito seu!

Do ponto-de-vista político, depois da privatização dos aeroportos (obviamente, apenas dos mais rentáveis, já que o aeroporto de Bauru continuará financiado por dinheiro público), o caráter privado do PNBL tira do governo Dilma qualquer possibilidade de atacar a oposição como “privatista”.

Clique aqui para ler a versão final da Carta do #2blogprog





79 comentários

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João PR

21 de junho de 2011 às 17h43

O Paulo Bernardo está se tornando uma piada pronta.
Quer dizer que não tem dinheiro? Vixi, arranja outra justificativa caro "marido da Gleisi".
Dinheiro há, o que se precisa é eleger prioridades.
Em tempo: como entregar o PNBL a Telefônhica (por exemplo), que tem o "slowly" que vive caindo??
Saudades do Frankllin Martins.

Responder

Lousan

21 de junho de 2011 às 13h05

pelo jeito privatização deixou de ser exclusividade psdbista

Responder

Luciano Prado

21 de junho de 2011 às 09h38

Esse papo de falta de grana é discurso antigo do PSDB onde todas as demandas populares esbarravam da velha e manjada "falta de grana".

A saída de Ronaldo Sardenberg da Telebrás foi sintomática. Indicador da quinada de cento e oitenta graus do governo Dilma.

Banda larga para todos é prioridade, portanto, não há que se falar em falta de grana.

Por favor seu Bernardo… Conta outra.

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rodrigo.aft

21 de junho de 2011 às 06h41

Parte 1-2

Colegas,

alguns comentaristas levantaram algumas dúvidas sobre os rumos do governo Dilma… achei mais interessante fazer um comentário mais abrangente q um comentário de comentário.

depois de buscar e comparar montes de informações (e opiniões de outros comentaristas), algumas hipóteses para explicar o inexplicável (não deveria estar acontecendo, mas está! …e algumas notícias q aparecem sobre o tema "somem" rapidamente ou não são repercutidas):

a) a 1a. hipótese, mais "papo cabeça", seria o efeito da Síndrome de Estocolmo, e Dilma, de maneira inconsciente estaria se portando como seus algozes, abandonando o ideário de esquerda e adotando atitudes da "direita", senão completamente, ao menos a filosofia do mercado, da propriedade e do cumprimento estrito dos contratos, mesmo qdo danosos à sociedade ou lesa-pátria, ou seja, as diretrizes dos "chicago's boys" (articulado por quem? Milton Friedman e Arnold Harberger, tbém da "comunidade"), q tanto "inspiraram e ajudaram" a revolução (pelo bem do capital) de 64 e todos os golpes na américa latina (meus sinceros "agradecimentos" a eles – queria poder agradecer pessoalmente!);

b) Dilma submeteu-se à pressão do lobby sionista (q sempre está "permeado" em quase todas "democracias", por interesses meramente filantrópicos e humanitários, claro… sei!), senão vejamos:
b.1) Dilma declara q vem de família judia (essa notícia só tinha visto uma vez na folha de sp e nunca mais) e prestigia o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (não teve tempo de ir no 2o. Encontro de Blogs Progressistas, nem teve tempo de ir nem homenagem às vítimas japonesas do lançamento da bomba atômica, ou foi e não estou sabendo? prestem atenção na fala de max schanzer…): "Sul21 – O dia 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, sempre foi prestigiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, a presidenta Dilma Rousseff participará da cerimônia. Como o senhor entende esta atitude? MW- Primeiro, o voto do judeu é importante. Nossa comunidade é grande. Depois tem o capital político nos Estados Unidos, onde somos fortes. A presidenta precisa agradar também o outro lado. Tem que atender aos pobres, mas tem que atender também a quem dá o dinheiro, que ajuda a movimentar o país. Mas, é um gesto de respeito com a nação judaica. E a Dilma também sofreu muito. Ela declarou que os pais eram descendentes de judeus que também vieram para o Brasil. Ela vem da Bulgária, que também sofreu muito com os russos. Ela sabe o que é o sofrimento da perseguição política. Ela tem elementos próprios para lembrar o holocausto".
(em: http://sul21.com.br/jornal/2011/01/max-schanzer-a

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rodrigo.aft

21 de junho de 2011 às 06h41

Parte 2-2

b.2) colocação de Fux no STF e sua ajudante de ordens (Ester Homsani), q são da "comunidade", a "generosidade" com o setor financeiro (aumento de juros e não diminição do principal da dívida interna), não punição a abusos contra o consumidor (fazer algo ou não fazer nada – qdo convém – tbém é uma maneira de colaborar com o establishment) e participação (para mim, vexatória) na mídia engajada, tbém sob controle do lobby sionista;
b.3) mudança de atitude em relação ao Irâ, alinhamento "estranho" com políticas estadunidenses, com o pretexto dos direitos humanos (e a favor do lobby sionista, coincidentemente), mudança na política de propriedade intelectual e direitos autorais (como quer a RIAA) e colocação de perfis "estranhos" no ministério (alguns poucos conceituados e recomendados pela blogosfera);
b.4) só para lembrar o poder do lobby sionista (leia o link – INTERESSANTÍSSIMO): "O Estado judeu, mais além de sua incidência como Nação, é o símbolo mais representativo de um poder mundial controlado em seus resortes decisivos por grupos minoritários de origem judia e conformado por uma estrutura de estrategistas e tecnocratas que operam as redes industriais, tecnológicas, militares, financeiras e midiáticas do capitalismo transnacional estendido pelos quatro pontos cardeais do planeta".
(link: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/06/… –
original em espanhol: http://www.iarnoticias.com/2010/secciones/contrai… )

c) como eu mesmo já disse, e agora outros comentaristas levantaram a questão, parte do pt está comprometida com o establishment, não com o povo (citei anteriormente q, se o pt não cortar da própria carne, já já vai superar o pmdb em fisiologismo e ocupação da máquina pública com fins privados, e Dilma não sabia, estaria tolerando ou sendo conivente?

d) a exemplo de outros colegas, eu tbém não votei nessas atitudes q o governo tem tomado e em alguns elementos "estranhos" no ministério (ou não são estranhos e tudo já estava previamente direcionado e as "missões" estabelecidas?). ISSO Q ESTÁ ACONTECENDO NÃO É A AGENDA DE ESQUERDA!!!

e) para ser justo na crítica ao pt e à Dilma, o governo do psdb tbém se sujeitou aos mesmos interesses aqui descritos, mas em condição bem mais subservientes e descaradas… lembrem as pessoas e nomes no governo de thc, quer dizer fhc, a começar pela petrobrás…

resumindo, não existe nada disso! e é só pura coincidência um monte de atitudes no governo fhc e agora nesse governo… vai juntando as peças e monte o quebra-cabeça… só não fique chateado com o q vai ver…
(e antes q alguém venha com conversa de preconceito, NENHUM preconceito; só estou me atendo a fatos, não emitindo juizo sobre isso… se fossem os esquimós ou arborígenes a fazer lobby, eu falaria do mesmo jeito)

(tem hora q desanima ser honesto, patriota e colocar a sociedade SEMPRE antes dos interesses do mercado "DESREGULAMENTADO"… capitalismo, ATÉ sim, exploração voraz da ingenuidade ou ignorância alheia, NÃO!!!)

Responder

    Hell Back™

    21 de junho de 2011 às 17h22

    Muito bem colocado a sua análise. Também me perguntava sobre o que está acontecendo com a esquerda, não só no Brasil, mas no mundo todo. Será uma nova onda de conservadorismo varrendo a sociedade? Não seria a hora de surgir uma esquerda alternativa?

Hell Back™

21 de junho de 2011 às 00h14

E a banda larga virou banda fina. rs

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Nelson

20 de junho de 2011 às 23h16

A falta de dinheiro é também a justificativa do governo Dilma para a privatização dos aeroportos; mesmo que o projeto para as melhorias nos mesmos preveja que 70%, ou mais, dos recursos deverão ser aportados pelo….BNDES, banco estatal.

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Nelson

20 de junho de 2011 às 22h52

Alguém chegou a acreditar, de verdade, naquela estória de que o Brasil havia se despedido do FMI?
Como podemos caracterizar as medidas tomadas por Dilma, de privatizar aeroportos e deixar a banda larga para as teles privadas?
Simples. Dilma está seguindo o roteiro prescrito pelo duo FMI/Banco Mundial, que está por aqui, de onde nunca saiu, com a canga – cada vez mais pesada – sobre nossos pescoços.

Responder

Nelson

20 de junho de 2011 às 22h47

É com pesar que vejo minha avaliação pós-eleição 2010 se confirmar. Àquela época, eu previa que o governo Dilma daria uma guinada para a direita.
E, lamentavelmente, é o que está ocorrendo.

Responder

Nelson

20 de junho de 2011 às 22h45

No magistral AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA, livro fundamental para quem quer conhecer a história de Nuestra América, o escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Galeano, desfere uma frase lapidar:
“Na América Latina sempre se entregam os recursos em nome da falta de recursos”.

O que têm sido os últimos 25 anos de nossa história, pós-ditadura civil-militar, senão a “entrega dos nossos recursos em nome da falta de recursos” a que se refere Galeano?

O governo Sarney iniciou entregando a Aracruz Celulose, numa privatização, doação é um termo que cai melhor, da empresa ao grande capital privado.
O governo Collor/Itamar seguiu na mesma toada, entregando a Usiminas.
O de FHC, então, pisou fundo no acelerador da entrega, doando quase 70% do patrimônio que o povo brasileiro havia construído com muito suor e ainda detinha na segunda metade da década de 1990.
Já Lula, se pisou no freio das privatizações, não deixou de fazer suas entregas de recursos, implantando inclusive as absurdas PPPs e procurando inviabilizar o acesso dos trabalhadores à Previdência Pública implementando reforma ainda mais restritora de direitos; na prática, abrindo espaço para gordos lucros do sistema financeiro com a previdência privada.
Dilma, ao que parece não quer ficar para trás e vai seguir o pelo mesmo caminho; começou cedo, com a entrega dos aeroportos e agora vai a banda larga.

Até quando o povo brasileiro ficará assistindo passivamente à entrega dos recursos dos quais precisa desesperadamente para construir um país realmente melhor e mais justo para todos?

Responder

Fabio_Passos

20 de junho de 2011 às 20h16

Falta de dinheiro é uma mentira descarada.

Há uma parte podre do PT que tornou-se neoliberal.
Venderam-se.
Preferem fazer negociatas do que trabalhar.

Quem vai acabar respondendo pelas falcatruas destes neoliberais petistas é a Dilma.

Ela deveria colocar o PNBL e a modernização dos aeroportos para a Miriam Belchior fazer.

Responder

laura

20 de junho de 2011 às 19h14

esa prOposta é simplesmente ridícula. EU NÃO VOTEI NISSO.

Responder

    Leider_Lincoln

    20 de junho de 2011 às 20h20

    Dois comigo. E não repito voto em traidores.

junior

20 de junho de 2011 às 19h10

Tem ninguem refem de nada nao, fomos ENGANADOS e nao tem essa de 6 meses de governo, o Lula ja deveria ter chutado o balde no segundo mandato e nao o fez e agora Dilma vem fazendo a mesma linha: Forcas ocultas nos impedem de avancar! Que vão todos p PQP, bando de falsos safados, dinheiro p banqueio/rentista tem 3 centenas de bilhoes, dão 15 bihoes p os mais pobres e acham que a conta tá fechada? Aguardem as eleicoes p ver o troco da traicao! EU nao voto mais em nenhum partido que esta aí quem sabe nós fundamos um novo?

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Paulo Bernardo: Banda larga será das teles | política e muito mais

20 de junho de 2011 às 18h47

[…] por Luiz Carlos Azenha, no Vi O Mundo […]

Responder

Gerson Carneiro

20 de junho de 2011 às 18h45

Não entendi a ilação feita pelo ministro Paulo Bernardo: coleta de esgoto (no entorno de Brasília) com banda larga . E pior ainda com a tese de que priorizar a habitação e o saneamento básico, forçará a iniciativa privada a baixar o custo e melhorar o acesso à internet.

O ministro Paulo Bernardo já não está falando coisa com coisa, e não está comprometido com o discurso de campanha. Na minha opinião é um ministro fraco. Capaz de ser facilmente seduzido por uma panelada de macarrão.

Responder

    Marcelo Rodrigues

    20 de junho de 2011 às 19h52

    Saneamento x banda larga… continuando a brincadeira ministerial, por que não banda larga & saneamento x juros? Ah, sei, sei… a turma que come juros não quer o povo ligado na banda larga recebendo informações e morando em locais decentes, não é isso?

    Concordo, o ministro é fracote. Aliás, uns amigos que trabalharam com ele no Banco do Brasil já me disseram coisa parecida, porém com menos elegância.

Luciano Prado

20 de junho de 2011 às 18h30

Então, alguém enganou a população.

Porque antes o discurso não era esse.

Foi passado para a população que as teles jamais entregariam 1Mbps por 35 reais em áreas do interior do país onde não havia interesse das teles, e que, portanto, era necessária a entrada estatal para suprir essa deficiência.

O que ainda se consta é que a banda larga continua muito cara e de difícil acesso. Principalmente para as populações mais carentes onde não há interesse das teles.

O Ministro precisa, portanto, explicar essa mágica repentina. Ou teria havido um blefe?

Responder

    Hell Back™

    21 de junho de 2011 às 17h53

    O que me surpreende é o espaço de tempo de mudança de paradigma. Seis meses !

Charles

20 de junho de 2011 às 18h29

Vamos lá, de fato, devo ser desinformado. Nunca vi ou ouvi ninguém deste governo Dilma ou do govrno Lula a dizer que a Telebrás atuaria na venda em varejo. O Lula ao lançar o PNBL disse que queria uma Telebrás exuta, para atuar com a rede pública da Eletronet e no atacado justamente prá fomentar a concorrência no varejo, já que os pequenos provedores não dispõe de malhas que possam fazer frente à teles.
Não sei de que diabos se está falando. Nunca entendi que iriam ressucitar a Telebrás para atuar de porta em porta.

Responder

Rafael

20 de junho de 2011 às 18h02

Alguém tinha dúvidas em relação a isso?
Será que a bandalha da BrOi já foi esquecida?
Só pra lembrar, a BrOi era aquela "supertele nacional" que hoje está nas mãos da Portugal Telecom.

Responder

kleber

20 de junho de 2011 às 17h47

Poderia haver alguma ligação entre esta "boa vontade " com as teles e uma recente palestra regiamente paga pela Telefônica ?

Responder

FrancoAtirador

20 de junho de 2011 às 17h27

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TELES RECEBERAM R$ 114 MILHÕES EM MULTAS POR DESCUMPRIR METAS

Oi e Embratel são as concessionárias campeãs de multas, segundo Anatel.

O descumprimento de metas estabelecidas na segunda versão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) da telefonia fixa, que está em vigor desde 2008, já rendeu às concessionárias de todo o país R$ 114.010.647,71 em multas, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obtidos pelo G1.

O valor se refere às sanções aplicadas em processos julgados pela Anatel em que as empresas condenadas não têm mais possibilidade de recurso administrativo.

Se somadas àquelas ainda em análise [de recursos], o montante é muito maior, segundo a agência.

No começo de junho, a Anatel aprovou a terceira versão do PGMU, que determina às concessionárias novas metas para a expansão da telefonia fixa até 2015.

O principal ponto do plano é a promessa da oferta de telefone fixo para a baixa renda com assinatura de R$ 14,00.

O alvo do chamado Acesso Individual Classe Especial (AICE) são as cerca de 13 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família. Hoje, o AICE possui 184 mil assinantes.

Metas descumpridas
De acordo com a Anatel, as principais metas de universalização do PGMU 2 descumpridas pelas concessionárias são:
a implantação de telefone público em distritos com mais de 100 habitantes;
a distância máxima entre um aparelho público e qualquer ponto em uma mesma localidade;
e a instalação de telefone fixo em locais com mais de 300 habitantes.

As maiores infratoras são a Telemar Norte Leste e Brasil Telecom, que hoje compõem a Oi, e a Embratel.

Segundo a Anatel, estas concessionárias são as de maior abrangência geográfica no país.

Boa parte das multas está relacionada à obrigatoriedade de instalar telefones públicos em localidades com mais de 100 habitantes, ou de telefone fixo naquelas com mais de 300.

Em alguns casos, as concessionárias não conseguem identificar que um distrito atingiu uma dessas condições antes da fiscalização.

'Um ponto ou outro'
Na visão da Anatel, o volume de multas, apesar de alto, está de acordo com a complexidade do país, que tem hoje cerca de 38 mil localidades, e com as exigências do PGMU.
A agência, porém, quer trabalhar para reduzi-lo durante a vigência da terceira versão do plano.

O conselheiro da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) Eduardo Levy, disse que as empresas do setor cumprem as metas estabelecidas pelo governo e que as multas aplicadas pela Anatel estão relacionadas a “discussões sobre um ponto ou outro” do PGMU.

Ele disse reconhecer que o órgão regulador tem “suas razões” quando estabelece que determinadas metas não foram cumpridas. Mas reclamou de falta de objetividade nos valores impostos, que só são conhecidos pelas empresas após julgamento da infração.

“Você quando para o carro em um local proibido, recebe a mesma multa independente do local ou do guarda que lhe atribua. No caso da Anatel, desde o início o valor da multa não está numa regra estabelecida. Isso gera um debate muito amplo e uma discussão sobre a subjetividade do valor da multa a ser aplicada.”

Procurada pelo G1, a Embratel informou que não irá se posicionar.

A Oi informou que cumpre todas as metas previstas no Plano Geral de Metas de Universalização 2 (PGMU2) e que eventuais falhas verificadas são prontamente corrigidas pela companhia.
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Responder

    Luciano Prado

    20 de junho de 2011 às 18h36

    "TELES RECEBERAM R$ 114 MILHÕES EM MULTAS POR DESCUMPRIR METAS" ????

    Que título mais louco…

    Teles recebem $114 milhões???

    O correto seria afirmar que as teles foram multadas em…

    Porque ninguém recebe grana por infringir leis, decretos ou regulamentos.

    FrancoAtirador

    20 de junho de 2011 às 19h59

    .
    .
    Apenas transcrevi a manchete do G1. Reclama lá no sítio da Globo.

    De qualquer forma dá perfeitamente para entender que as teles foram multadas.

    Também dá para deduzir que as empresas de telecomunicações

    não estão nem aí para essas multinhas aplicadas pela ANATEL,

    porque o lucro delas, originado pelo descumprimento das normas,

    é infinitamente superior ao valor das multas, que, na verdade, nunca são pagas.

    E assim será com o PNBL que o Hibernardo quer presentear às teles.
    .
    .

    Edemilson

    20 de junho de 2011 às 18h43

    Esse negócio de multa no Brasil é só para inglês ver. As manchetes falam sempre "recebem multa" e nunca "pagaram multa". Toda grande empresa tem bons departamentos jurídicos e "consultorias" políticas para enrolar isso o resto da vida.

Leonardo

20 de junho de 2011 às 17h21

A internet é uma grande veiculadora de informação, mas infelizmente a maioria dos usuários a utilizam apenas para praticar futilidades.

Eu falo com experiencia de já ter sido dono de lan house.

No dia que proibi acesso a pornografia e chats (porque havia tido problema com encontros sendo marcados próximo a meu estabelecimento) nos meus computadores, a frequencia diminuiu em uns 60%.

Percebi claramente que a internet era mais usada para objetivos negativos que qualquer outra coisa para a maior parte dos freqüentadores.

Responder

edv

20 de junho de 2011 às 17h11

Hoje estou pagando 58 reais por 20 MBps.
Acho que 35, por 1 ou 2 MB está longe de ser realmente popular.
É o que já é mais ou menos praticado no mercado.
Resta saber também quem vai pagar o investimento necessário.

Responder

    Marcio H Silva

    20 de junho de 2011 às 20h16

    Este preço é para cidades grandes com grandes concentrações urbanas. Nosso país é muito heterogeneo, no tamanho das cidades, distancias a ser aqlcançadas e numero apopulação. Nenhuma empresa privada que visa o lucro, manteria este valor se tivesse que atender a todo o país.

Leonardo

20 de junho de 2011 às 17h10

"A verdade, no entanto, é que o governo acena, lá na frente, com subsídios para promover a universalização. Seria uma espécie de Bolsa Telefônica. As teles expandem a rede e, quem não puder pagar os 35 reais, receberia ajuda do governo. Ou seja, dinheiro público financiaria mais uma vez o ganho privado."

Mas se uma parte da população nao tem como pagar, para onde vao os custos? Quem paga por eles?

"Ou seja, dinheiro público financiaria mais uma vez o ganho privado."

É um ponto de vista.

No meu, o governo esta financiando acesso à informação para setores da sociedade que nao podem pagar por ele.

Responder

    Lucas

    20 de junho de 2011 às 19h02

    É um ponto de vista.

    No meu, se a telebrás fizesse a banda larga, o governo financiaria o acesso à informação mais eficientemente. O problema é que aí, infelizmente, os lucros não iriam todos para as empresas privadas.

    Nelson

    20 de junho de 2011 às 22h38

    Na mosca Lucas.

Francisco

20 de junho de 2011 às 17h01

Se é para privatizar, melhor votar nos tucanos. Eles sim, são coerentes, quanto privatizam vendem até a mãe. Esse negócio de agência reguladora, no Brasil, não deu certo, não funciona, não funcionou, nem vai funcionar. Vigia na minha rua, sou eu que pago; fiz 44 anos, chega de dar muro em ponta de faca, vou pagar plano de saúde e desistir do SUS; escola que preste, só colégio de freira para fazerem lobotomia nos meninos – eu pago. Em que precisamente consiste o socialismo do PT? Votei no de marca e me entregaram um genérico chinês.

Votar no PT para quê? A pergunta não é retórica – o PT que trate de acordar.

Responder

    Nelson

    20 de junho de 2011 às 22h36

    Agência reguladora, Francisco? Em algum momento você chegou a acreditar nessa lorota?
    O negócio é o seguinte, simples:
    Quando os tucanos privatizaram, eliminaram qualquer influência mais incisiva da população sobre a gestão das empresas e os serviços entregues à iniciativa privada.
    Quando os tucanos criaram as agências reguladoras, alegando que com isso acabariam com as influências políticas na economia – pernósticas, afirmam eles -, tiraram o governo da jogada.
    Então, ficou tudo nas mãos do tal Mercado.
    E o que significa Mercado? Ora, meu caro Francisco, grandes negócios e altos lucros, é óbvio.
    Obviamente, algo que não tem nada a ver com o povão, o Mercado é coisa de cachorro grande, de milionários, mesmo. Nós, reles guaipecas, estamos destinados a pagar tarifas cada vez mais caras.
    É claro que os tucanos fizeram tudo isso seguindo à risca a cartilha do FMI/Banco Mundial.
    O governo Lula e o governo Dilma desviaram do roteiro prescrito por tal cartilha, mas este desvio foi pequeno demais.
    Então, essa estória de que o FMI não mais dita as regras no Brasil é "conversa prá boi dormir", Francisco.

Bernardino

20 de junho de 2011 às 16h50

Acacio,parabens pelas colocaçoes! A D.DILMA é mais uma excomuna arrependida,afinal ela de origem Bulgara(cigana) O PT nao esta nen ai pra NAÇAO é igual aos outros partidos ,o LULA É o melhorzinho devido as origens trabalhistas.Eles nunca vao peitar o PIG,faltam-lhe CULHOES ao contrario da Argentina e venezuela,sangues ESpanhol.Semana passada na Catalunia,os jovens cercaram o Parlamento de gritaram aos deputados:CANALHAS>SEM-VERGONHAS,vocês nao nos Representam!!AQUI eles votam em CANTOR E Palhaço,caixa de Ressonancia da MIDIA corrupta e entreguista!!!!!!!

Responder

duarte

20 de junho de 2011 às 16h43

Mal a mulher sentou na cadeira o ministro começou a pallociar, seria interessante monitorar as contas do ministro e de sua mulher a partir de agora. Estes caras deveriam fazer um cursinho com os mendonças de barros, para eles ensinarem como se surrupia com classe.

Responder

sironn

20 de junho de 2011 às 16h42

só tem estatista-revolucionário aqui. Que beleza! O pessoal só esquece que vivemos no capitalismo e que Roosevelt morreu há muito tempo.

Responder

Evandro

20 de junho de 2011 às 16h33

Dizer que o governo Dilma é refém do PMDB é um subterfúgio da mente humana para fugir da dor.

A dura realidade mostra que o grande feito ideológico dos primeiros meses de atual governo foi a reabilitação da imagem e memória histórica de FHC, o "querido presidente".

Nunca na história desse país houve tanta saudade de um corintiano barbudo.

Pena que o Lula não volta. Ele fez como Pelé: parou no auge.

Responder

leandro

20 de junho de 2011 às 16h24

Como falta de dinheiro??? Com a carga tributária batendo nos 40% do pib??? Tem é que saber onde está indo o dinheiro, porque, o que o governo entrega de serviços públicos com essa arrecadação é uma piada.

Responder

    edv

    20 de junho de 2011 às 17h09

    Infelizmente, há juros a pagar (superávit primário), o que por algum motivo, saiu da agenda de discussão, assim como a meta do superávit nominal (amortizar o principal).
    Aliás, com o tamanho da dívida americana, e de países europeus, começo a suspeitar que dívida é coisa (só) de (pra) pobre…

Pedro Luiz Paredes

20 de junho de 2011 às 16h20

Esse preço esta caro. Hoje tem plano de 10Mb por R$49,00 reais.
Não sei se estão falando de 1Mb dedicado.
Mas o pior é que é tudo terceirizado.
Levando em conta que a empresa paga os serviços terceirizados e ainda sobra para os dividendos, se não podemos fazer isso é porque temos um governo incompetente.

Responder

Julio Silveira

20 de junho de 2011 às 16h14

Parece que já não estou mais tão só na percepção de que estou sendo traido em meu voto.
Este governo está cada vez mais parecido com o do FHC, todos os recursos do estado para a iniciativa dos privados mais chegados.

Responder

Klaus

20 de junho de 2011 às 16h11

Vocês estariam se divertindo muito mais se o Serra tivesse sido eleito. Além de não terem se desapontado, pois a utopia Dilma presidente ainda estaria viva. É o choque de realidade, my people!

Responder

Carlos

20 de junho de 2011 às 16h00

É sempre assim. O empresário brasileiro mui esperto. Temos aqui no Rio as reformas das estações de trens e os próprios trens são pagos pelo governo. A reforma da rodoviária foi paga com dinheiro público também. E o governo estadual está pensando em comprar novas barcas para empresa privatizada. Todas elas prestadoras de serviços ruins. E ganham dinheiro e ganham dinheiro e empregam parentes. E as coisas ficam por isso mesmo.

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Acácio

20 de junho de 2011 às 15h54

Olha gente, perdemos o nosso voto.
Estamos demorando para reconhecer isto, se não vejamos: aeroportos rentáveis privados, banda larga rentável privada, regulamentação das comunicações no dia de são Nunca, puxasaquismo a fhc, cortesias e mais cortesias ao pig, juros elevados para os rentistas/a banca/o mercado, escassez de etanol e etanol caro para a população brasileira, agências reguladoras sempre a favor das empresas, etc etc etc.

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benjamim

20 de junho de 2011 às 15h39

Este Paulo Bernardo é um frouxo. Uma besta. Parece um tucano inrustido, privatizando para dar lucro para empresários. A Presidenta deveria demiti-lo pela asneira.
Ben

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    Charles

    20 de junho de 2011 às 18h33

    O que o cara esta privatizado? Tudo já é privado. A proposta de reativação da Telebrás para atuar no atacado, com a capilaridade dos Correios no varejo é um tremendo avanço.
    Alguém aqui está defendendo a encampação das teles.

Ramalho

20 de junho de 2011 às 15h32

Banda larga a R$ 35,00 é valor muito alto. Aliás, todo serviço de telecomunicações no Brasil é caríssimo e de péssima qualidade. A este preço, não haverá inclusão digital alguma. Dilma e Paulo Bernardo decepcionam nesta área.

A área econômica que não promove aumento de oferta e defesa do Real contra a guerra cambial é outra decepção, porém muito maior e grave.

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Roberto Locatelli

20 de junho de 2011 às 15h27

1) Papai Noel existe. 2) Coelho da Páscoa existe. 3) Paulo Bernardo deseja muito fazer a universalização da banda larga.

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Almeida Bispo

20 de junho de 2011 às 14h44

O ministro esqueceu (ou se faz de mouco) de que o "empresariado" nacional nunca, nê-u-nun-ca investiu em infra-estrutura. Se se quis porto, que o governo construisse; se se quis companhia de navegação de longa distância, ferrovias, rodovias, aeroportos, telefonia, linhas aéreas, pontes, hidrelétricas… tudo foi feito pelo governo com o "empresariado", quando muito se candidatando a explorar o filé (vide privataria) quando já pronto.
Não quer fazer; tem medo de fazer e contrariar os barões do PIG, obrigando-os a serem capitalistas… conte outra.

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Roberto Locatelli

20 de junho de 2011 às 14h12

Taí um ministro que nunca será alvo de campanha suja do PIG…

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    Marcelo de Matos

    20 de junho de 2011 às 14h43

    Óiiiaaaa! A briga pelo mercado das TVs por assinatura vai ser feia. A Anatel permitiu a entrada das telefônicas nesse mercado, mas, o pessoal da mídia impressa e televisiva quer barrar. Vai ser mais uma briga de foice, igual a da telefonia celular.

    Hell Back™

    21 de junho de 2011 às 20h31

    "Briga de foice" prá ingles ver. No final vão acabar fazendo as pazes e se beijando e nós consumidores mais uma ver vamos acabar pagando essa conta. Alguém duvida?

    Klaus

    20 de junho de 2011 às 16h12

    Uai, se o Malocci foi, por que não ele?

Marcio H Silva

20 de junho de 2011 às 14h09

Já havia comentado no blog do PHA sobre a dificuldade de entregar Banda Larga em tão pouco tempo. As obras de infra estrutura como o lançamento de cabos na ultima milha é caro e demorado. Onde seriam instalados os equipamentos de DSLAM? teriam que alugar de terceiros ou construir salar apropriadas para distribuição do sinal. A operação com quem ficaria e a manutenção? é complicado, trabalhei 10 anos planejamndo e implantando o velox na Oi, investimentos anuais na media de 1 Bilhão, só para este segmento de rede dentro da empresa, me aposentei em dez-2009 e deixei somente 3 milhões de acessos BL instalados na área de concessão da antiga Oi. O negócio é complicado e muito caro. Eu sabia desde o início que isto ia melar.

Responder

    Roberto Locatelli

    20 de junho de 2011 às 15h51

    Olha, Marcio, o Governo pagou, em 2010, R$ 200 bilhões de juros aos rentistas. Dinheiro disponível, há sim. Falta só vontade política de fazer.

    Marcio H Silva

    20 de junho de 2011 às 20h02

    Caro Roberto retratei algo que conheço e participei, ou melhor, fui pioneiro. Gostaria e torço para que todos tenhamos acesso universal a Internet. Era uma satisfação enorme quando inaugurávamos o serviço em cidades do interior do norte/nordeste do Brasil. Já li por aí que a cada "X" acessos disponibilizados para a população temos aumento de 1% do PIB. Ótimo. Mas o cimento não seca rápido em uma obra porque o dono quer. Os navios e plataformas encomendados pela Petrobrás tem um tempo de maturação, do projeto ao produto final. Navio se faz em um estaleiro, lugar confinado. Telecomunicaçõe é algo complexo e vivemos em um país com dimensões continentais. Um projeto deste requer mão de obra especializada, espaço fisico adequado para instalação dos equipamentos, lançamento de cabos até a residencia do usuário, gente especializada e treinada para operar e manter o sistema, não é só grana nem vontade não. Mesmo que o governo federal disponibilize a grana e tenha vontade de fazer, acredito que teremos acesso Universal para todos, no mínimo em cinco anos, sendo otimista.

    Hell Back™

    21 de junho de 2011 às 17h41

    Caro Marcio, muito boa a explicação etc e tal. Só tem um porém. Quem se lança num mercado tem que ser competitivo, porque caso contrário não se estabelece. Quando foi feita a "privataria", todas as "empresas" se achavam capazes de atender ao mercado, mas não foi isso o que aconteceu. Quando se deram conta que não tinham a devida competência se juntaram num lobby selvagem e quem saiu perdendo nisso tudo foi o pobre consumidor. Nesse caso escabroso, o que o Sr. sugere?

    Marcio H Silva

    21 de junho de 2011 às 21h21

    Eu não sugiro nada, to aposentado seria uma boa resposta de acomodado. Mas como sou um cara ativo e preocupado com o futuro do país, comento: Sempre fui contra a privatização, até mesmo porque tinha interesse particular, MEDO DE SER DEMITIDO. Lembrando da época da privatização feita pelo famigerado FHC, abria-se espaço para empresas espelhos que não deu certo. Então a curto prazo o que se pode fazer. O Governo exercer o seu direito como acionista majoritário das teles e modificar o plano de outorgas, já modif. varias vezes, obrigando as operadoras a realizar o PNBL no prazo e custo descrito pelo governo federal. Quem tem a Infra e pessoal qualificado a curto prazo são as teles. simples assim.

    Marcio H Silva

    21 de junho de 2011 às 21h27

    Caro Hell back, nenhuma empresa se achava capaz de atender ao mercado na época da privataria, até porque não havia nenhuma empresa. Caiu do ceu para estes empresários listados e considerados aptos na época. Foi a maior safadeza que fizeram com o sistema Telebrás. Lembro que pagavamos de conta menos de um real e FHC começou a aumentar a mesma antes de privatizar. Quando entregou a estes empresários que nada entendem de telecom a conta estava a doze reais e hoje chega quase a cinquenta. sucatearam a telebrás para privatizar. E a estoria das empresas espelhos foi conto do vigario, só a GVT está dando certo, o resto vbirou fumaça.

    Marcio H Silva

    21 de junho de 2011 às 21h54

    Competitivo neste mercado? isto é piada, vivemos um monopolio. Em sampa com a telefonica e no resto com a BrOi. A unica empresa na area de telecom que vingou foi a GVT. Na área de banda larga a NET é concorrente mas só atinge usuários classe A e B, onde ela tem fibra para a TV a cabo. Veja bem a GVT já tem 10 anos e a taxa de penetração é menor que 3%.

    fernandoeudonatelo

    20 de junho de 2011 às 16h26

    Por isso mesmo, uma coisa que me causou estranheza, foi a exoneração relâmpago de Rogerio Santanna como Presidente da Telebrás.

    Pois o plano de investimentos inicial da estatal, previa a operação e comercialização da última milha pela própria Telebrás, em regiões sem concorrência ou participação de prestadores de serviços de banda larga.

    Mais ainda, regiões periféricas de centros urbanos com razoável demanda por dados (sub-adensamentos informacionais), teriam a Telebras no entroncamento de rede, para ampliar o ponto máximo de gargalo, aliviando a saturação.

    Respondendo a questão, a Telebras melou, porque foi sub-financiada. A previsão orçamentária para a Telebras, era de anualmente 1 bilhão. A dotação orçamentária atual, segundo Santanna foi contingenciada a 50 milhões esse ano !!

ZePovinho

20 de junho de 2011 às 13h58

Paulo Bernardo está fazendo o que Dilma manda.Quem manda em Dilma,para mim,é que é um mistério.
Existe um poder acima da República.

Responder

    Klaus

    20 de junho de 2011 às 16h12

    O bom senso, talvez…

    ZePovinho

    20 de junho de 2011 às 21h16

    Os rentistas que emprestam para o governo(que deixou de cobrar impostos dos ricos e cobra de nós) não podem ser chamados de "bom senso",Klaus.
    Eu não sei como você fica alegre em tirar dinheiro do seu bolso para dar para empresários cevados pelo Estado.

Antônio de Sampaio

20 de junho de 2011 às 13h38

Traidores do povo, morte ao PIG.

Responder

Carlos Santos

20 de junho de 2011 às 13h38

Pra que banda-larga?

Superestimam a importância do acesso à internet para o progresso do índivíduo acreditando que este usurá apenas ou principalmente para fazer pesquisas, aprender um novo idioma ou talves até um curso universitário a distância, mas convenhamos, a maioria dos beneficiários irá ficar metade do ano falando no MSN, fofocando no Orkut/Facebook e jogando fazendinha, e na outra metade ficará o dia todo votando no paredão do BBB.

Se isso realmente sair, será um desperdício de dinheiro público em futilidades!

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    Ronald

    20 de junho de 2011 às 14h45

    Só pode ser paulista…tsts

    Leonardo

    20 de junho de 2011 às 17h16

    Isso é verdade.

    A maioria das pessoas nao usar internet para pesquisar nada que preste.

    Vou dar um exemplo: quando pipocaram as lan houses nos bairros, ficou facil perceber como aumentou e muito o numero de menores de idade fazendo programas.

    Tudo encontro marcado pela internet.

    Se nao me engano a Secretaria de Segurança do estado inclusive alertou para isso.

M. S. Romares

20 de junho de 2011 às 13h18

Se deixarem esse (hi)bernardo cuidar disso, não teremos nunca uma banda larga de ampla acessibilidade. O cara adora o pig e as teles e por isso não vai mexer uma palha. Se a DILMA não tomar a dianteira e fazer acontecer, vamos ficar discutindo ad infinitum.

Responder

@jucapastori

20 de junho de 2011 às 13h15

Essa simetria entre download e upload não existe, nem aqui nem em lugar nenhum do mundo. E, tecnicamente, nem precisa. Vc recebe pela internet muito mais do q manda, principalmente em sites de vídeo.

Tudo q estão especulando sobre o assunto é fumaça. O próprio ministro não tem ideia do q vai fazer com a Telebrás. E mesmo com a regulamentação do sistema PLC, ainda não temos serviços de banda larga pela rede elétrica. Fato: a ANATEL é uma agência inútil e as teles têm poder demais.

Responder

Paulo Villas

20 de junho de 2011 às 12h58

Ao que tudo indica há uma Telebrax a caminho …

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fernandoeudonatelo

20 de junho de 2011 às 12h51

O caráter público, se dá justamente pela reversibilidade do Backhaul, ou seja, a prestação do serviço pela infovia fica em regime público. As teles, teriam que cumprir metas de universalização claras traçadas pelo poder público, e terem seus planos de expansão da última milha e do back Bone, fiscalizados regularmente pela Agência específica.

O FUST seria descontigenciado, para ampliação da malha privada, unicamente direcionado à universalização do serviço de banda larga, sem financiar outros gastos particulares da Tele.
Entre outros fatores, o Plano Geral de Telecomunicações poderia ser devidamente cobrado pela sociedade.

Agora, uma dúvida pessoal, com quem fica a expansão e controle do BackBone de fibra-ótica, para o interior do país?? E a rede costeira da Eletronet, que ficou judicialmente sob controle estatal, será OPERADA pela Telebrás ?

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Geraldo Souza

20 de junho de 2011 às 12h46

Se confirmada esta guinada do Ministro Paulo Bernador à direita do que o país necessita, restaria que o governo Dilma esclarecesse duas questões de interesse nacional (afinal Ela é o Governo):
a. Porque a mudança no marco regulatório, sendo que Ela e o próprio governo são levianamente prejudicados pela tradicional imprensa todos os dias?
b. Porque foi desconsiderado o Projeto Regulatório encaminhado pelo governo anterior e com ampla aceitação pelos que lutam pela democratização da mídia?
c. Será que o atual ministro tornou-se o elemento crucial da privatização, desconsiderando o direito da nação em favor dos atuais controladores da midia atual por conta de uma possível candidatura sua à prefeitura de Curitiba ou ao governo do Paraná? Baixaria pura! Onde está a democrata Dilma neste momento?
Não posso acreditar na contradição democrática deste governo com o que prega e exerce este "Ministro", de que…?

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Marcelo de Matos

20 de junho de 2011 às 12h32

Qual a abrangência dessa afirmação do ministro – “Banda larga será das teles”? Ele quis dizer que será privada, só isso. Mas, quem poderá entrar no ramo das teles, ou da banda larga? Aí é que a porca torce o rabo. Tem banda larga via satélite, telefone e cabo de TV, além de via rádio e fiação elétrica (essa última em teste). TV por assinatura pode ser via satélite (já é a maior parte) e via cabo. A Band tem sentado o pau no governo porque a Anatel expediu norma que estabelece que as telefônicas podem operar TV por assinatura. O pessoal dos jornais e TVs quer manter o monopólio da TV por assinatura, seja na forma cabo ou satélite. O UOL já oferece banda larga, possivelmente via satélite. Essa questão pode dar as mesmas brigas da telefonia celular, em que Gilmar Mendes ganhou a alcunha de Gilmar Dantas e sobrou paulada até para Lula e Dirceu. Pau que dá em Chico dá em Francisco também. O casal de ministros poderá ter, também, (espero que não) seus momentos Gushiken/Dirceu/Palocci.

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Gustavo Pamplona

20 de junho de 2011 às 12h14

"Do ponto-de-vista político, depois da privatização dos aeroportos (obviamente, apenas dos mais rentáveis, já que o aeroporto de Bauru continuará financiado por dinheiro público), o caráter privado do PNBL tira do governo Dilma qualquer possibilidade de atacar a oposição como 'privatista'."

E vice-versa! Em compensação a oposição (Qual oposição?) também não pode atacar a situação como "estatista".

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 vice-versando no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

lcsouzaleal

20 de junho de 2011 às 11h10

Lamentável
O Governo Dilma refém do PMDB

Responder

    Julio Silveira

    20 de junho de 2011 às 16h21

    Tás de brincadeira, amigo o PT hoje está cada vez mais PMDB, PSDB com pitadas de PPS.


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