
Marcelo Freixo (Psol), João Paulo (PT), Edmilson Rodrigues (Psol) e Edvaldo Nogueira (PCdoB)
A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e o segundo turno das eleições Municipais de 2016
O atual cenário da política brasileira é de resistência as medidas que tentam desmontar o SUS e todos os direitos sociais. Após o Golpe contra a Democracia Brasileira que retirou a Presidenta eleita Dilma Rousseff do assento presidencial, sabíamos que o que estava por vir ainda seria pior.
As propostas da PEC 241, PEC 243 e dos Planos Populares de Saúde demonstram como o Direito à Saúde pública gratuita, universal e de qualidade está sendo ameaçado em suas bases fundamentais.
Nestas eleições municipais os contornos do retrocesso estão absolutamente evidentes. As derrotas de candidaturas de esquerda historicamente comprometidas com o SUS em todo o país no primeiro turno foram muitas, e desastrosas.
O cenário para 2017 deverá ser de luta e de resistência para evitar o colapso do SUS e defender a vida das pessoas.
Contudo, para a disputa do segundo turno que ocorrerá em algumas cidades, especialmente em Capitais, urge a necessidade de que o campo progressista se unifique.
Apenas a unidade no campo da esquerda, contaminando outros setores da sociedade na defesa intransigente dos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros ao longo dos anos será capaz de evitar mais retrocessos pelo país.
A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, que congrega Médicas, Médicos e estudantes de Medicina de todo o País, organizada em mais de uma dezena de Estados é composta por uma diversidade de posições políticas do campo progressista e, diante deste cenário se pronuncia abertamente em apoio às candidaturas que unificam este campo nas seguintes Capitais: Rio de Janeiro com Marcelo Freixo (PSOL), Belém com Edmilson Rodrigues (PSOL), Recife com João Paulo (PT), e Aracaju com Edvaldo Nogueira (PCdoB).
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É preciso barrar a sanha golpista e manter minimamente gestões de Prefeituras comprometidas com os direitos sociais. O apoio da Rede a estas candidaturas não significa cheque em branco para tais candidatos e manteremos nossa coerência em continuar lutando por um SUS de qualidade qualquer que seja o resultado.
Nos demais municípios onde haverá segundo turno, orientamos os membros da Rede ao apoio das candidaturas que expressem o máximo de unidade do campo progressista, com vistas a barrar o avanço do golpe, e que este debate se faça pelos núcleos da Rede.
As nossas cidades não estão à venda. O Direito à Saúde do Povo Brasileiro não será servido em balcão de negócios. A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares conclama a todos e todas as defensoras do SUS para a resistência unificada contra os retrocessos perpetrados pelo Governo Ilegítimo e Golpista de Michel Temer.
Secretaria Nacional da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares
10 de Outubro de 2016




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