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O lamento de Bornhausen


11/05/2011 - 17h01

Bornhausen sai da cena política e diz que oposição está sem líder

Para o ex-presidente nacional do DEM, nem Aécio e nem Serra preencheram vácuo deixado por Fernando Henrique Cardoso

10 de maio de 2011 | 23h 30

Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo, via Stanley Burburinho

O ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen, deixa o partido e a atividade política convencido de que a oposição está sem rumo e sem líder. “Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não foi preenchida”, diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra, nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição.

A seu ver, o maior equívoco dos três partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – foi o de se meterem em disputas internas. “Com isto, estão perdendo, a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora”, analisa. Em entrevista ao Estado, ele admite que a fusão não teria impedido a criação do novo PSD, mas afirma que certamente a nova legenda não teria crescido como cresceu. A seguir, a íntegra da entrevista.

Depois de fazer a dissidência, criar o PFL e fundar o Democratas, não é frustrante ver o DEM esvaziado e com dificuldade de sobreviver?

Nós criamos uma dissidência em um ato de coragem, porque todos estávamos sujeitos à perda de mandato, e conseguimos formar a Aliança Democrática junto com o PMDB, para eleger Tancredo Neves. Isto possibilitou uma bela página na história brasileira, que foi a transição para a democracia plena. Tivemos outras vitórias, mas eu destacaria a eleição de 1994, como passo fundamental para que Brasil pudesse ter uma moeda estável e derrubar a inflação, com o apoio do PFL. Em 2006, quando decidi não mais disputar eleições para abrir espaço a uma nova geração no Estado, também dei um passo para a renovação do partido e para sua denominação definitiva, que foi o DEM. A partir daí, minha participação passou a ser mais de conselheiro, que qualquer outra coisa. Agora, dou por concluída também a minha vida partidária.

O senhor acha que cometeu algum erro na sua sucessão?

Erro todos nós cometemos, mas não é hora de fazer balanços nem de culpar quem quer que seja. Eu desejo que o Democratas encontre um caminho e possa continuar sua existência como um partido político respeitável. Não é hora de voltar para trás e provocar discussão, mas de desejar sucesso a um homem de grande valor na vida pública, que é o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), e ao presidente do Conselho Político do partido, Marco Maciel, que considero o político mais completo e de qualidade da minha geração.

O que ocorreu com a oposição que, depois da terceira derrota, passa à opinião pública a imagem de estar se dissolvendo, quando o PT só se fortaleceu com as três derrotas do Lula?

Hoje, na verdade, o grande líder da oposição no Brasil ainda é o presidente Fernando Henrique Cardoso e ele já não tem mais a atuação partidária e eleitoral que possa dar fôlego á oposição. Ele foi injustiçado até por parcelas da própria oposição que não sustentaram os grandes feitos do seu governo.





22 comentários

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Laurindo

26 de maio de 2011 às 20h02

Só mesmo o estadão p/ dar espaço a um ser do passado, de passado inútil e só mesmo em Santa Catarina, estadozinho de elite branca e racista, p/ um inútil desses ficar meio século na carreira política, apenas p/ servir a minoria elitista, provinciana, logo, egoista e preconceituosa.

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Hell Back™

21 de maio de 2011 às 16h58

Esse nazista e sua súcia já vão tarde. Deveriam ter sumido logo após o golpe militar, do qual foram partícipes.

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maria benedita

21 de maio de 2011 às 16h19

Eta figura execrável. Infelizmente pessoas com o essa tem grande influência nos bastidores da política e no mundo econômico. Pelo menos politicamente está defenestrado.

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Morvan

15 de maio de 2011 às 10h31

Bom dia.
A oposição [ao Brasil] é o verdadeiro bonde sem freio.
Sem freio, sem direção, sem líder, sem discurso…

Morvan, Usuário Linux #433640.

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luis felipe

15 de maio de 2011 às 00h33

Uma pena esse safado, cria da ditadura militar, não ter sido descartado no feudo catarinense. Graças as esses politicos nojentos e apatridas é que o Brasil sempre viverá a sombra de ditaduras.

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V

12 de maio de 2011 às 19h20

ô coitado… trabalhou tanto, encurtou tanta distância, articulou tanto, viajou tanto, se afrancesou tanto, agora… vai se aposentar e assistir de camarote o sucesso da Dilma e do Brasil, livres da Arena. Uma hora tinha que aproveitar o butim.

Só no Brasil, onde uma oposição descente ainda virá da esquerda.

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Gerson Carneiro

12 de maio de 2011 às 17h00

Tadinho. Não gosto nem de imaginar aqueles zóinhos azuis hoje marejados. Estavam tão brilhantes quando da comemoração de que "ficariam livres do PT por pelo menos 30 anos".

Fica tristinho não. Vai sabadão comer asinha de frango e beber tubaína cum nóis. Leva o cauvão, tá.

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leandro

12 de maio de 2011 às 13h34

Falta sumir o clã sarney, collor, calheiros…tudo da mesma extirpe. Estão há decadas no poder em seus feudos e continuam sendo os estados mais pobres do Brasil. Mas…..esses não somem nunca porque estão sempre colados ao governo, não importa de qual partido.

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Gilvan Miranda

12 de maio de 2011 às 13h09

Esse senhor merdeu a língua e provou do próprio veneno quando decretou a extinção do PT, a "raça". Eles é que foram extintos. Vai tarde, nobre profissional político.

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FrancoAtirador

12 de maio de 2011 às 13h08

.
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O que poderia dizer, além de…

!!! QUE MARAVILHA !!!
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    Christiano Almeida

    12 de maio de 2011 às 20h20

    O feitiço virou conta o feiticeiro alemão: "… nos livrar daquela raça pelo menos 30 anos…". Nós, é que nos livramos de vocês. Rá, rá,rá.

    FrancoAtirador

    13 de maio de 2011 às 13h38

    .
    .
    Não é por acaso que existe o ditado:

    O TEMPO É SENHOR DA HISTÓRIA.
    .
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José Ruiz

12 de maio de 2011 às 11h55

Agripino, Marco Maciel, Bornhausen, entre outros, são dinossauros da política. Apesar de muita coisa a ser feita, o Brasil deu um "upgrade" – em todos os sentidos – e esses senhores não tem a menor idéia de como se comportar neste novo ambiente. O fato do Bornhausen sustentar que a maior liderança política da oposição é o ex-presidente FHC mostra o vazio de idéias nesse meio… como em terra de cego quem tem um olho é rei, corremos o sério risco do Kassab assumir esses espaços… lembrando que o atual prefeito de São Paulo canta o ritmo preferido dos brasileiros: conservadorismo.

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ZePovinho

12 de maio de 2011 às 11h24

Digite o texto aqui![youtube G0rGLKorH6g http://www.youtube.com/watch?v=G0rGLKorH6g youtube]

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João

12 de maio de 2011 às 08h56

O duro é que as "dinastias" não deixam a política no Brasil. O filho do Bornhausen, conhecido como Paulinho, já foi (ou é, não sei se conseguiu a reeleição) Deputado Federal.

Depois falam do Tiririca.

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luiz

12 de maio de 2011 às 00h35

Eu moro em SC e peço aos céus que essa criatura odiosa seja engolida por um buraco sem fundo e leve o seu filhinho mauricinho, traíra e vira-casaca consigo. Ah, pode levar o Agripino e o Maciel junto que o Brasil agradecerá comovido. Quem fala o que quer ouve o que não quer… ("Vamos acabar com essa raça") Agora chupa essa manga, "Caiser"

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    betizaba

    12 de maio de 2011 às 13h37

    Uma ocasião por conta da campanha da Presidenta Dilma,o nosso amado Lula veio para comicio aqui em Joinville e convocou os eleitores presents para erradicarem o DEM do sul,Levou uma grande vaia ,destes alemaes papa pão com banha ,e a Ironia disto é que o presidente Lula tinha razão o DEM se desmilinguio foi tudo para o patido do Kassab .os Jurassicos Jorge Bornhausen,Agripino Maia,e o propri Luiz Henrique,que se elegeu nas costas do presidente Lula vao para o quinto dos Inferno e joguem a chave fora….

arnbert

11 de maio de 2011 às 22h26

O lula também é profeta!
O pfl=dem será extinto, por ser formado por caciques oriundos da década de "60".
Eu sou Catarinense e aplaudo a queda de uma "coisa" que está na política por mais de 50 anos e NUNCA FEZ NADA EM PROL DO BRASIL.

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Mário SF Alves

11 de maio de 2011 às 21h45

"Conseguimos formar a Aliança Democrática junto com o PMDB, para eleger Tancredo Neves. Isto possibilitou uma bela página na história brasileira, que foi a transição para a democracia plena."
Comentário:
1) Democracia plena ou apenas direito de expressão condicionado pela ditadura econômica plena?
2) Democracia plena ou Estado de Direito privatizado?
3) Democracia plena ou Contrato Social insustentável?
Por um novo Contrato Social, a única possibilidade de a paz ser efetivamente alcançada. A única forma possível para o abandono de nossa capacidade de atacar em troca do abandono da prática de nos atacarem.

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Pedro

11 de maio de 2011 às 20h57

Já vai tarde!

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Pitagoras

11 de maio de 2011 às 20h48

Caramba. Na hora da saída (tardia) da cena política (ou local do crime, melhor dizendo) esse indivíduo (no jargão policial) fala a sua primeira frase sensata (embora óbvia): a oposição está sem líder! Ou queria dizer o saudoso representante do povo (ariano) que está sem líder, já que deixa a vida (fácil) política para o bem geral da nação?
Teria sido mais feliz, para encerrar sua passagem (lamentável) pela vida política (lodacenta) desse país: não há oposição neste país, mas sim uma súcia, matula, mamparra, malta, manada, corja, caterva (vide o Aurelião).

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Morvan

11 de maio de 2011 às 19h44

Boa noite.
Este escroque aí é bom de previsão: previu, com incrível margem de acerto, que uma "raça" execrável seria "desterrada" da vida pública brasileira; a fato de não ter conseguido prever que a "raça" seriam eles próprios é só um detalhe: não se pode acertar tudo, sempre.
Ao afirmar que "…Hoje, na verdade, o grande líder da oposição no Brasil ainda é o presidente Fernando Henrique Cardoso…", o sr. Bornhausen me proporciona uma grande alegria: há esperança para o Brasil. Com esta oposição, estamos feitos…

Morvan, Usuário Linux #433640

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