Nelice Pompeu: Por que gestores ”apagam” o nome do governo Lula das placas de obras?

Tempo de leitura: 2 min

Por Nelice Pompeu*

Veja a imagem da obra no topo.

Agora me diga: se passasse nessa rua acharia que a obra é de um programa de unidades habitacionais da Prefeitura de São Paulo… ou que ela tem recursos do governo federal, por meio do Minha Casa Minha Vida?

Infelizmente, no município e no estado de São Paulo, fazem de tudo para ofuscar obras e programas sociais do governo federal, sem dar os devidos créditos.

E isso não acontece só na habitação.

Diversos programas federais chegam à população por meio dos municípios e estados, mas muitas vezes os gestores locais ficam com a promoção, como se a iniciativa fosse exclusivamente deles.

Mas, se algo dá errado, a culpa rapidamente cai no colo do presidente Lula e do governo federal.

É o que acontece com o Bolsa Família: em muitos municípios, o cadastro e o pagamento são dificultados pela burocracia. Quando a pessoa não recebe, acaba culpando o governo federal, sem saber onde está, de fato, o problema.

O mesmo ocorre com o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro-educacional para estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único, que tem ajudado a reduzir a evasão escolar.

Ainda assim, muitos jovens acreditam que essa iniciativa é do governador Tarcísio, apenas porque estudam em escolas estaduais.

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Por isso, faço este alerta em ano eleitoral.

Direitos garantidos pelo governo federal não estão se refletindo em reconhecimento, apoio ou voto, porque falta informação e sobra manipulação.

É preciso dizer com todas as letras: se Lula não vencer, muitos desses programas sociais correm sério risco.

Precisamos rever urgentemente a forma de comunicação, divulgação e identificação dessas políticas públicas.

O povo precisa saber quem cria, quem financia, quem executa e quem tenta apagar a autoria.

Informação também é disputa política. E consciência é ferramenta de luta.

*Nelice Pompeu é professora, promotora legal popular e integrante do Movimento Escolas em Luta

Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo.

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Comentários

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Fabio Fagundes

O governo federal esconde tudo de bom que faz! Para a população só chega o que é negativo! Nunca ví um governo tão empenhado em perder uma eleição quanto o atual, seja pela autosabotagem do arcabouço fiscal, seja pela não- promoção de tudo o que faz! A cadeia nacional de radio e tv está aí para ser usada, mas jamais é!

Marco Paulo Valeriano de Brito

A FRENTE POLÍTICA AMPLA DEMOCRÁTICA E POPULAR PROGRESSISTA SERÁ O PASSO DECISIVO CONTRA O ATRASO E O FASCISMO NO BRASIL

Minha cara Nelice, como você mesmo diz, “se trata de uma disputa política”, com adversários e muitos inimigos, onde os interesses em jogo não contemplam dar visibilidade aos projetos e obras do governo federal na gestão Luiz Inácio Lula da Silva.
Quem então está falhando?
Adversários e inimigos atuam no campo da direita e da extrema-direita e não vão dá tréguas e muito menos embarcar no discurso republicano da coexistência pragmática entre forças políticas antagônicas.
O governo Lula é que vem errando no embate político com essas forças conservadoras e fascistas e se equivocando na confiança pragmática depositada no campo fisiológico de centro-direita, que neste país se apelidou de “centrão”, que vem boicotando e emparedando o governo federal, obviamente, para manter viva a polarização política e dar fôlego ao fascismo, sem que isso precise ficar claro na cabeça dos eleitores brasileiros.
Mantém Lula entre a cruz e a espada, fingem apoiá-lo nas grandes questões nacionais, mas no varejo político, sobretudo, nos municípios e estados federados opositores, dificultam o acesso e a percepção popular dos avanços concretos do bem-estar e da qualidade de vida da população de 2023 para cá, e isso está demonstrado nas pesquisas de opinião, na intenção de desgastar o Lula e dificultar sua eleição para um quarto mandato presidencial em 2026.
A centro-direita fisiológico sonha com uma ‘Terceira Via’, que pudesse derrotar tanto o bolsonarismo quanto o lulismo, pois são antes de tudo uma força política neoliberal e utilitária que entendem o capitalismo como um poder de mercado e do capital, sem que o estado vá muito além de ser uma máquina a seu serviço, portanto, não desejam que o ‘ideologismo de extremos’ contamine a nação e de alguma forma questione a centralidade do poder da burguesia por meio de governos autoritários ditatoriais fascistas ou por governos populares democráticos, que está materializado no Lula e forças que lhe dão sustentabilidade no campo da Centro-Esquerda e Esquerda.
A burguesia é atrasada, conservadora, oligárquica e não abre mão de seguir controlando o estado e explorando a classe trabalhadora brasileira, e para isso não pode perder o domínio do poder econômico e político no Brasil.
Está aí o dilema central do Luiz Inácio Lula da Silva e das forças políticas que o apoiam e sustentam, e não se resume a comunicação e a informação, embora sejam estratégicas.
As forças conservadoras e setores da classe média são anti-esquerda, anti-PT, anti-progressismo e tem profundas raízes escravocratas, que lhes sustentam seus preconceitos e o racismo sobre a maioria do povo brasileiro.
Qualquer governo popular e forças democráticas, que demonstrem estar ao lado da classe trabalhadora e queiram o avanço e o desenvolvimento sustentável do país, representam um perigo para as oligarquias e não toleram que esses governos se consolidem, daí as conspirações permanentes, intentonas golpistas e adesão a guerra híbrida fascista, que neste século XXI tem sido o maior desafio internacional das democracias populares para conter o autoritarismo e a autocracia burguesa, que se manifesta globalmente contra o multilateralismo e luta para não perder seu secular poder colonialista e a marca imperialista do Capital e da Cultura dominadora do Norte Ocidental sobre o planeta Terra.
Nossa luta, portanto, é civilizatória e existencial, Luiz Inácio Lula da Silva sabe disso, só não sei se todo o seu entorno político tem os mesmos objetivos, se de fato a centro-esquerda quer unidade com a esquerda, se quer dar poder e voz à classe trabalhadora, se quer mudar o paradigma na luta de classes, equilibrar o poder do capital com o poder do trabalho, enfim, se quer de fato derrotar o conservadorismo e vencer às forças fascistas, obtusas e reacionárias que mantém o Brasil estagnado e dificultam a ordem, o progresso, a paz, o bem-estar, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida de todos os brasileiros e brasileiras.
Uma Frente Ampla Democrática e Popular Progressista, que consiga unir as forças produtivas, num Pacto Anti-Fascista, onde nosso desenvolvimento esteja na centralidade política da nação, contra as especulações e o Rentismo financista, ao meu juízo é o caminho atual para derrotarmos o bolsonarismo e vencermos o conservadorismo oligárquico ultraliberal na eleição de 2026, com Lula, presidente eleito, um Congresso Nacional Progressista e Amigo do Povo, e Governadores e Assembleias Legislativas unidos para o desenvolvimento do nosso Brasil.
O primeiro passo é a UNIDADE NACIONAL PROGRESSISTA contra o atraso e a comunicação e a informação são ferramentas importantes para seguirmos em frente e vencermos essa guerra híbrida.

Marco Paulo Valeriano de Brito
Enfermeiro-Sanitarista, Professor e Gestor Público

Brasil, 24 de abril de 2026.

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