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Na Europa, a vitória do partido único


08/06/2011 - 12h12

06/06/2011 – 03h00
Europa virou sistema de partido único, diz filósofo húngaro

CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

Por sugestão do Igor Felippe, na Folha.com

A última crise financeira enterrou os resquícios de diferença entre social-democratas e conservadores na Europa e vale para o continente a frase que o escritor Gore Vidal cunhou para caracterizar os EUA: é um sistema de um só partido com duas alas direitistas.

A afirmação é do filósofo húngaro István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex (Reino Unido), que chega ao Brasil nesta semana para lançar livros e fazer palestras em quatro capitais. “É irônico que na Grécia e na Espanha a tarefa de impor uma dureza cada vez maior aos trabalhadores tenha sido passada a governos ditos socialistas e assumida por eles. Se quisermos superar a paralisia imposta pelo ‘sistema de partido único’, é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas”, disse ele em entrevista à Folha.

Considerado um dos principais teóricos marxistas vivos, Mészáros, 81, deixou a Hungria após a invasão soviética de 1956. Se notabilizou pelas críticas à gestão opressiva no antigo bloco socialista, contidas em seu livro “Para Além do Capital” (Boitempo). Para ele, a crise que se manifesta hoje nos países ricos é estrutural e não parte dos movimentos cíclicos tradicionais do capitalismo. Portanto, diz, não está no horizonte uma “longa onda ascendente” de recuperação econômica.

Mészáros participa neste mês no Brasil de eventos de lançamento de um livro de ensaios em sua homenagem (“István Mészáros e os Desafios do Tempo Histórico”) e do segundo volume de sua obra “Estrutura Social e Formas de Consciência”, ambos da editora Boitempo. As apresentações ocorrerão no dia 8 em São Paulo e em seguida em Salvador (dia 13), Fortaleza (dia 16) e Rio de Janeiro (dia 20).

Leia abaixo a íntegra da entrevista, feita por e-mail.

FOLHA – A resposta dos social-democratas à crise foi voltar às ideias de John Maynard Keynes sobre intervenção estatal, enquanto governos de esquerda na América Latina reforçaram o papel do Estado no desenvolvimento. Eles estão certos?

ISTVÁN MÉSZÁROS – Governos social-democratas sempre tentam voltar a Keynes para solucionar o que acreditam ser crises financeiras. Isso pode trazer alívio temporário, mas não uma solução real. Isso porque as chamadas crises financeiras são também sociais, com extensas ramificações, especialmente sob as atuais condições de desenvolvimento socioeconômico global.

Nas últimas décadas nós assistimos a uma significativa –e também perigosa– virada em favor do domínio econômico-financeiro, como uma alternativa em última instância inalcançável ao desenvolvimento produtivo, muitas vezes com consequências incontroláveis ou até mesmo fraudulentas, mesmo quando sancionadas pelo Estado. Em muitos países o resultado foi e continua sendo a falência maciça, seguida de resgates feitos pelo Estado, que mergulha mais e mais no chamado “endividamento soberano”.

Na Europa três países estão obviamente falidos –Grécia, Irlanda e Portugal–, enquanto vários outros, incluindo economias maiores como a Itália e o Reino Unido, não estão muito longe disso. É verdade que “Estados soberanos” podem intervir para se proteger, por meio do agravamento de seu próprio endividamento. Mas também há um limite para isso, e ir além pode gerar problemas ainda piores. A dura verdade é que agora nós ultrapassamos as mais otimistas recomendações keynesianas: em vários países o volume de dívida insustentável chegou aos trilhões de dólares.

FOLHA – Como o sr. interpreta o predomínio de governos de direita hoje na Europa, incluindo uma forma bem extremada na Hungria?

MÉSZÁROS – Esses problemas são em grande medida cíclicos, e no próximo ciclo os governos podem ir para a outra direção. Mas o aspecto mais importante dessa questão é o tipo de desenvolvimento político-institucional a que estamos assistindo nas últimas duas décadas ou mais. O escritor americano Gore Vidal o caracterizou bem quando disse que nos Estados Unidos temos “um sistema de partido único com duas alas direitistas”. O mesmo é verdade na maioria dos países europeus. É suficiente lembrar que tanto na França quanto na Itália os antigos partidos comunistas se transformaram em forças políticas muito difíceis de distinguir de seus oponentes neoliberais.

Claro que na Hungria a mudança no Parlamento assumiu uma forma chocante [dois terços das cadeiras estão na mão do ultraconservador Fidesz]. No entanto, é necessário lembrar que o partido que o antecedeu por oito longos anos no governo [nominalmente social-democrata] esteve muito longe de ser um partido de esquerda, com sua devoção a impor aos trabalhadores as políticas neoliberais mais dolorosas, disseminando o ressentimento e a alienação.

Se quisermos superar a paralisia do “sistema de partido único com duas alas direitistas”, é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas. Na Grécia e na Espanha, por exemplo, temos supostamente governos “socialistas”, mas nada que devamos comemorar. E na Inglaterra, na próxima eleição, devemos ver o retorno de outro governo “socialista”. À luz da experiência passada, quem seria corajoso o suficiente para sustentar que um governo do “Novo Trabalhismo” representaria mais do que uma mudança cosmética?

FOLHA – O sr. está otimista com as últimas manifestações populares na Espanha e na Grécia?

MÉSZÁROS – A palavra otimista não cabe muito bem. Não penso nesses termos porque sei que muita coisa pode dar errado e, como resultado, muitas vezes os mais vulneráveis e fracos têm que arcar com o maior peso. No entanto, estou certamente esperançoso, e reconheço que é preciso encontrar esperança, do contrário seria apenas um “pensamento positivo” que se extinguiria numa ilusão derrotista.

De fato, há uma boa base para estar convencido de que nem a Grécia nem a Espanha podem se conformar com os requerimentos prescritos a elas pelo sistema bancário internacional. Também nesse aspecto há um limite. É de fato muito irônico que nesses dois países a tarefa de impor um arrocho cada vez maior aos trabalhadores tenha sido passada a um governo “socialista” e assumida por ele.

Inevitavelmente, essa circunstância carrega com ela um processo de aprendizado penoso e o necessário reexame das respostas institucionais tradicionais dadas à pergunta “o que fazer?”. Seria ingênuo pensar que esse aprendizado pudesse trazer resultados rápidos. No entanto, a dimensão positiva de tudo isso é que grupos cada vez maiores de trabalhadores se veem diante do desafio inevitável de reavaliar tantos as formas de tomada de decisão com que se acostumaram no passado quanto as respostas a ela. Seria arrogante presumir que nada de significativo possa emergir desse processo.

FOLHA – Qual será sua principal mensagem aos universitários que o ouvirão no Brasil?

MÉSZÁROS – Em certo sentido é muito simples. Quero chamar sua atenção para a natureza da crise de nosso tempo e a necessidade de lidar com ela o mais rápido possível. Porque o que devemos encarar não é a crise cíclica tradicional do capitalismo, que vai e vem em intervalos regulares, mas algo radicalmente diferente. É a crise estrutural global do sistema do capital em sua integralidade, que não pode ser conceituada nos termos habituais da “longa onda descendente” (downturn) seguida da confortadora “longa onda ascendente” (upturn), dentro de um período de mais ou menos cinco décadas. Há muito tempo essa caracterização perdeu credibilidade e não há nenhum sinal da fictícia “longa onda ascendente”.

A razão pela qual é importante reposicionar nossa atenção nessa direção é porque uma crise estrutural requer remédios estruturais radicais para sua solução. O que está em jogo é muito grande porque nossa crise estrutural está se tornando mais profunda, em vez de diminuir. A crise financeira global a que fomos submetidos nos últimos anos é um aspecto importante disso, mas só um aspecto. Não há lugar para a autocomplacência quando trilhões de dólares jogados fora mal puderam arranhar a superfície do problema real.

FOLHA – O sr. previu uma confrontação entre os EUA e a China. Também sugeriu que a China não pode ser classificada como um país capitalista. Ainda pensa assim?

MÉSZÁROS – Sim, nos dois casos, mesmo se desde que eu escrevi isso, há 12 anos, muitas coisas mudaram e devem continuar mudando. O principal ponto é a diferença dramática no nível de desenvolvimento econômico dos dois países, com sinais de conflitos de interesse significativos decorrentes desse fato surgindo em partes diferentes do planeta, incluindo a África e a América Latina.

Considerar a China simplesmente como um país capitalista é simplista demais. O fato é que alguns setores vitais da economia, especialmente na produção de energia e na extração de material estratégico, estão em grande medida sob o controle do setor estatal. Além disso, e isso é um fato de importância seminal, o setor bancário e o câmbio –questão muito debatida e ressentida pelos EUA– estão sob controle estatal completo. Tente convencer as empresas capitalistas e o sistema bancário nos EUA a imitar isso.

Conflitos de interesse nessas linhas podem não apenas se intensificar como se tornar não administráveis, ao ponto da explosão. Mas claro que seria loucura pensar nisso em termos de fatalidade. No entanto, muitos problemas herdados do passado terão que ser confrontados no tempo certo para resolver as contradições subjacentes.

FOLHA – O sr. disse uma vez que “revoluções reverberam por séculos, até que suas causas profundas sejam resolvidas”. O sr. vê alguma reverberação de revoluções passadas nas revoltas que ocorrem nos países árabes?

MÉSZÁROS – Sem dúvida podemos ouvir potentes reverberações, ao lado dos temas prementes às populações dos países em questão. É quase impensável que o chamado “Estado pós-colonial” de dominação e dependência da segunda metade do século 20 pudesse ser mantido permanentemente nesses países. E claro que estamos muito longe do fim desse processo doloroso.

Também não podemos nos esquecer que a grande maioria das pessoas nos países afetados tem o problema básico de se alimentar, problema que está se agravando com o aumento do preço dos alimentos em todo o mundo.

Além disso, quando o presidente Obama (ou os redatores de seus discursos) falam das virtudes da “democracia”, eles falham em reconhecer que o governo criminalmente repressivo do presidente egípcio Hosni Mubarak, que deve ser julgado em agosto, esteve em total subserviência em relação aos EUA por três décadas. Isso sem mencionar a ausência total de qualquer referência crítica à Arábia Saudita, que é feudal, mas lucrativa militarmente.

As reverberações que ouvimos devem continuar e se tornar mais altas, porque têm uma base causal e uma realidade irreprimível.





18 comentários

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strupicio

13 de junho de 2011 às 19h34

Lula declarou claramente ao Pasquim nos idos dos anos 70…"O PT foi criado no ABC paulista com o objetivo expresso de neutralizar a influencia dos comunistas entre o operariado"..
Segundo Brizola era uma criação do SNI e da CIA com objetivo de porporcionar a "mudança" necessaria para que tudo continuasse igual…tipo; a esquerda que a direita adora…

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Paulo Villas

09 de junho de 2011 às 16h31

O partido que mais cresce no mundo é a associação "Escravos do Capital".

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Leonardo

09 de junho de 2011 às 12h10

"Dá dó da esquerda

Um dos grandes legados de Lula foi ter levado a esquerda brasileira para a direita, comandando inclusive privatizações de setores nunca antes privatizados neste país. Sua exaltação do extermínio da direita brasileira foi lamentada como antidemocrática, mas, convenhamos, quem precisa de direita com essa esquerda? Pois a nova esquerda brasileira é a nova direita brasileira.

Lula conseguiu promover o que seu amigo e contemporâneo de poder George W. Bush proclamara como bandeira antes de ser atropelado pelo 11 de Setembro: o conservadorismo com compaixão. Tropicalizado.

A eleição no último domingo do "esquerdista" Ollanta Humala no Peru é prova de que a jabuticaba do lulismo, democrático, capitalista, inclusivo, tornou-se produto exportação, incluindo acessórios como marqueteiros.

Como com Lula, a pegada de Humala é a promessa de inserção de milhões de peruanos miseráveis no fluxo de prosperidade capitalista que tornou o Peru uma das economias mais dinâmicas no mundo.

Humala elegeu-se graças à fragmentação da direita e com o forte apoio das regiões mais pobres do Peru. Afastou-se do venezuelano Hugo Chávez e passou a ter Lula como modelo.

É uma saída pela direita global: a maior crise do capitalismo acabou expondo cristalinamente que o único sistema econômico possível hoje é o capitalismo.

Ninguém duvida que a China avança porque abraça cada vez mais o capitalismo. O mesmo acontece no Vietnã, na Indonésia, até na Índia. Na África, países que adotaram políticas econômicas pró-mercado crescem num ritmo transformador. Nos EUA, os republicanos tomaram o Congresso dos democratas, e o presidente Barack Obama não consegue escapar da imposição dos mercados de equilíbrio fiscal.

Mas é no velho continente, berço do esquerdismo moderno, que as coisas estão mais divertidas.

A esquerda européia está sendo varrida da Europa. Com a vitória da centro-direita em Portugal nesta semana, apenas 4 dos 27 chefes de governo da União Européia são de esquerda ou centro-esquerda. Até na Suécia, bastião do esquerdismo europeu, a direita se consolida.

Dá dó ler o panfleto esquerdóide britânico "The Guardian": a desolação com a onda direitista é tocante, expressa em títulos como "O mundo precisa de um novo Marx" e em questões retóricas como "e o que nós (esquerda) temos para nos manter vivos?"

Ir para o centro é a solução. Hoje só se governa com e para o centro. Mas, no século 21, o centro se deslocou violentamente para a direita. E segue se movendo nessa direção."

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalber

"…apenas 4 dos 27 chefes de governo da União Européia são de esquerda ou centro-esquerda. Até na Suécia, bastião do esquerdismo europeu, a direita se consolida."

Como eu disse, o discurso vazio, eternamente programático, ingênuo e fora da realidade não tem mais lugar.

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    Sergio Barbosa

    09 de junho de 2011 às 19h48

    Decididamente este PIG é um perigo para a saúde mental ,este sujeito é mais um exemplo de como a Imprensa Empresarial danifica o cérebro das pessoas.

    Hell Back™

    28 de junho de 2011 às 02h11

    Penso que, não só os brasileiros, mas o mundo todo, precisa de uma alternativa política que ocupe os espaços deixados por aqueles que diziam serem de esquerda mas não eram.

operantelivre

08 de junho de 2011 às 20h56

FALTOU perguntar como ele vê o Brasil neste cenário.(????)

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Sebastião Medeiros

08 de junho de 2011 às 20h31

PENSAR que o jogo eleitoral pode mudar a História é uma IDEOLOGIA(ILUSÂO) BURGUESA.O fator que muda o processo Histórico é A LUTA DE CLASSE que nada mais é que o MOVIMENTO DO CONJUNTO DAS MASSAS TRABALHADORAS.Espero que a LUTA SOCIAL que dá ideia de MOVIMENTO faça que os povos da Europa(e do Mundo inteiro) tomem para si a condução da História.Que as pessoas olhem no espelho e vejam os seus próprios rostos e não os rostos de seus suseranos.

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Leonardo

08 de junho de 2011 às 18h28

A esquerda nao consegue mais se travestir de paladina anti-sistema, a "alternativa" etc.

O discurso vazio, eternamente programático, ingênuo e fora da realidade não tem mais lugar.

Enfim, esses países europeus estão acordando. O discurso fácil nao serve mais.

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Leonardo

08 de junho de 2011 às 18h05

"…é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas."

Os esquerdistas inveterados não mudam nunca. A natureza deles é como naquela história da tartaruga e do escorpião.

Quando estão ganhando, o sistema é o melhor, mas quando são flagorosamente derrotados, NAS URNAS, então "…é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas."

Todos sabemos onde termina esse tipo de "proposta" de gente como o tal senhor…

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    Fabio_Passos

    08 de junho de 2011 às 19h09

    Não seja tão limitado. Parece um leitor de revista veja.

    Meszaros está explicando que o sistema político na Europa, assim como já aconteceu nos eua, funciona condicionado e limitado pelos interesses do Capital.

    Meszaros explica que os graus de liberdade democrática foram reduzidos.

    A baixa participação dos eleitores nas eleições e movimentos como o M15 na Espanha são o efeito.
    A população percebe que não é mais senhora de seu destino. O destino destes povos são determinados pela plutocracia.

    Só não vê quem não quer… ou não tem capacidade de argumentar. Ou de entender… como o pessoal adestrado pelo JN da rede globo.

    Leonardo

    08 de junho de 2011 às 21h19

    Voce acha mesmo que alguém cai nessa "conversa-enfeite"?

    Fabio_Passos

    08 de junho de 2011 às 21h32

    Só quem tem razão e sensibilidade.
    Babuínos demonstram mais dificuldade.

Bonifa

08 de junho de 2011 às 17h40

Mészáros, ao que parece, só vê possibilidades de objetivação política dos movimentos de revolta europeus, naquilo que os trabalhadores organizados possam aprender e aproveitar no próprio processo das revoltas. Mas a insatisfação estrutural atinge também a pequena burguesia e a classe média, deixando os políticos, a mídia dominada e o sistema financeiro isolados como inimigos visíveis e declarados. Pelo visto, Mészáros percebe que a crise é estrutural, mas não está percebendo que as novas estruturas possivelmente delineadas a partir dela serão enormemente abrangentes, acima das velhas concepções de lutas de classe.

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raul

08 de junho de 2011 às 14h41

Estimado Luis Azenha: Esta noticia tem a ver com Libia. ..Sera que vai adiantar?? A OTAN pode ser punida?
" La hija de Gadafi denuncia a la Alianza Atlántica por crímenes de guerra" http://www.elmundo.es/elmundo/2011/06/08/internac

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Fernando

08 de junho de 2011 às 14h25

A Europa é um grande PMDB.

Responder

FrancoAtirador

08 de junho de 2011 às 12h55

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O Neoliberalismo transformou

O Novo Mundo num velho mundo

E o Velho Mundo num mundo velho.

E, ao olhar para a América do Sul,

Um mundo desiludido do Mundo

Começa a enxergar Outro Mundo

Possível de Justiça Social.
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Responder

FrancoAtirador

08 de junho de 2011 às 12h51

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DESENCANTO NO HEMISFÉRIO NORTE-OCIDENTAL

Eleições Legislativas em Portugal: ABSTENÇÃO DE 41,1%

QUANDO OS PARTIDOS E OS PRÓPRIOS POLÍTICOS CAEM EM DESCRÉDITO,

ACONTECE ISTO: A MAIORIA É ELEITA PELA MINORIA DE DIREITA
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DN PORTUGAL
ELEIÇÕES

por DN.pt e Lusa 05 Junho 2011

Abstenção ultrapassou a das eleições legislativas de há dois anos e é maior de sempre.

Apuradas todas as freguesias, a abstenção oficial foi de 41,1%.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE) estavam inscritos 9.429.024 eleitores, tendo votado 5.554.002.

Em 35 anos de eleições para a Assembleia da República nunca tinha sido registada uma abstenção tão alta.

A taxa de abstenção em eleições legislativas tem vindo a aumentar em Portugal desde o primeiro sufrágio universal livre do género, há 36 anos, quando escassos 8,34 por cento dos eleitores não se deslocaram às assembleias de voto.

O número de abstencionistas tem vindo a crescer exponencialmente até aos 40,32 por cento registados nas últimas Legislativas, em 27 de Setembro de 2009, desde esse primeiro ato eleitoral, então para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975.

A AD teve 44,91 por cento dos votos, à frente da Frente Republicana e Socialista (PS, União da Esquerda Socialista e Democrática e Acção Social Democrata Independente), que obteve 26,65, e da Aliança Povo Unido (PCP, Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral), com 16,75.
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Íntegra em:

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?co

Responder

josaphat

08 de junho de 2011 às 12h36

As causas da crise creio que podem ser reduzidas a um antagonismo – interesses – entre os que têm poder, influência e, conseqüentemente, partilham de parte considerável da riqueza, e os demais.
Não tem muito mais essa de esquerda.
Nem mesmo no Brasil.
A solução, sim, se possível, é bem mais complicada.

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