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Na Argentina, oposição faz marcha em BMW contra a quarentena e ataca jornalistas
Fotos: Reprodução Pàgina 12
Política

Na Argentina, oposição faz marcha em BMW contra a quarentena e ataca jornalistas


09/07/2020 - 22h36

por Vozes Latinas*, especial para o Viomundo

A oposição argentina aproveitou a comemoração do Dia da Independência, neste 9 de julho, e, ignorando as determinações de distanciamento social, provocou aglomerações em diferentes pontos do país.

A nova edição dos chamados Banderazo Anticuarentena teve ainda episódios de agressão e ameaças a profissionais da rede de televisão C5N, que cobriam a manifestação em Buenos Aires e foram obrigados a deixar o local no veículo da emissora.

Nas ruas, algumas faixas pediam “Fora Comunistas”, outras duvidavam da pandemia, chamando-a de “a farsa da quarentena”.

Os setores conservadores são contra as medidas adotadas pelo governo peronista do presidente Alberto Fernandez, cujos resultados colocam a Argentina como modelo no combate à covid19, de acordo com a Organização Mundial dda Saúde (OMS)

Até esta quinta-feira, 0/07, os casos confirmados de covid-19 somam 87 mil e os óbitos decorrentes da infecção, 1.694.

“São grupos que apoiam a gestão anterior e serão contra quaisquer medidas adotadas pelos atuais chefes da nação. O discurso dessas pessoas é confuso, repleto de agressividade, o fundamento deles é o ódio que já conhecemos da direita latinoamericana”, comenta a comerciante Alicia Godoy.

Em chamado reiterado à unidade, o presidente Alberto Fernandez falou em coragem como antídoto contra a angústia.

Foi durante cerimônia que teve  participação virtual dos 24 governadores de província:

“A mim me dói ver o ódio de onde venha. O ódio nos coloca no pior lugar para os seres humanos. A Argentina precisa ser distinta e não podemos voltar a cometer erros, já estamos trabalhando para o futuro”.

Já o ex-presidente Maurício Macri, que reapareceu nos últimos dias, escreveu a palavra “livres” numa foto da manifestação no Obelisco na capital, incitando setores conservadores a reagirem contra governo de Fernández e Cristina Kirchner.

No início da noite, um pequeno grupo de opositores permanecia em frente à Casa Rosada. na Avenida Plaza de Mayo, sede do governo argentino.

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3 comentários

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Zé Maria

11 de julho de 2020 às 21h29

Alguém Disse «Sistêmico»?

Por Serge Halimi, no LeMonde Diplomatique [Edição Portuguesa]
https://pt.mondediplo.com/spip.php?article1352

Nos Estados Unidos, as multinacionais recorrem com frequência à filantropia
para esconder as más acções que as enriquecem.
Desde Maio último, portanto, entregam centenas de milhões de dólares
a diversas associações afro-americanas, entre as quais a Black Lives Matter.
Estas liberalidades para com uma estrutura militante que combate o «racismo
sistémico» fazem um pouco pensar numa apólice de seguro.
Empresas que sabem melhor do que ninguém o que significa «sistémico»
(Apple, Amazon, Walmart, Nike, Adidas, Facebook, Twitter) devem recear
que o questionamento das iniquidades estruturais nos Estados Unidos
venha em breve a ter como alvo outras infâmias além da violência policial
– e situadas mais perto do seu conselho de administração.
Nesta hipótese, os que protestam não se contentarão durante muito tempo
com gestos «simbólicos» como o de ajoelhar em frente a afro-americanos,
com arrancar estátuas, com redenominar ruas, com arrepender-se do próprio
«privilégio branco».
Ora, é de facto a este repertório, para eles inofensivo, que os patrões
de multinacionais pretendem limitar o movimento popular que despertou
a sociedade americana depois da difusão das imagens da morte de um homem
negro asfixiado pelo joelho de um polícia branco (ver, nesta edição, o artigo de Laurent Bonelli).

Jamie Dimon, presidente-executivo do banco JPMorgan, que arruinou inúmeras
famílias negras aliciando-as com créditos imobiliários que elas jamais poderiam
pagar, ajoelhou-se em frente a uma caixa-forte gigante da sua instituição financeira.
Willard («Mitt») Romney, candidato republicano às eleições presidenciais de 2012,
que afirmou que 47% da população americana era constituída por parasitas,
resmungou «black lives matter» enquanto participava numa manifestação
anti-racista.
Estée Lauder, perfumista, promete desembolsar 10 milhões de dólares
para «favorecer a justiça social e racial, bem como um maior acesso à educação».
Quando ela financiou a campanha de Donald Trump em 2016 já foi, sem dúvida,
para servir este objectivo.

Para lá destes fingimentos que ultrapassam o registo da paródia,
como não assinalar que as manifestações contra o «racismo sistémico» ocorrem
algumas semanas depois de o candidato mais susceptível de realmente atacar
o «sistema», Bernie Sanders, ter sido derrotado por um homem, Joe Biden,
que muito contribuiu para endurecer os traços desse mesmo «sistema»?
Em 1994, o senador Biden foi, com efeito, o grande arquitecto do arsenal
judiciário que iria precipitar o encarceramento em massa dos afro-americanos.
O que, aliás, não impediu vinte e seis dos trinta e oito eleitos negros do Congresso
de votar a favor desta lei: a cor da pele nem sempre garante boas escolhas,
e os símbolos já tiveram um presidente – Barack Obama.

Nos Estados Unidos, o património da maioria das famílias afro-americanas
continua bloqueado abaixo dos 20 mil dólares, o mesmo é dizer que não existe [1].
Elas são por isso obrigadas a residir nos bairros pobres e a enviar os filhos para escolas medíocres porque em grande medida financiadas pelas taxas prediais.
O que de imediato hipoteca o seu futuro profissional.
O nó do problema – o «sistema» – consiste nisto: o «privilégio branco»
é em primeiro lugar o do capital.
E o banco JPMorgan sabe-o bem.

[1] Ler Dalton Conley, «A cor do património dos Estados Unidos», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Setembro de 2001:
(https://diplopt.mondediplo.com/2001/09/nos-estados-unidos-a-cor-do-patrimonio.html)

https://pt.mondediplo.com/spip.php?article1354

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Zé Maria

10 de julho de 2020 às 16h12

A “Elite do Atraso” da América Latina
cada vez mais humanisticamente Podre,
recitando ditados antipopulares na Epidemia.
‘Vão-se os Dedos, ficam os Anéis’.
‘Morra o Pobre, salve o Banqueiro’.
‘Vai-se o Corpo, fica o Dinheiro
Aos Herdeiros dos Coronéis’.

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a.ali

10 de julho de 2020 às 13h43

devem ter se inspirado com a direita chucra do brasil…la como cá ñ aceitam perderem a eleição e, já que a pandemia está sob controle saem à fazer aglomerações,porque ñ fizeram antes ? e o macri, outro inconsolável, tipo aécio…
fernandes/cristina,tenham cuidado pois as garras da águia, “aquela” está à procura de vítimas…

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