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Motoboy confirmou à CPI da Covid que fez saques em dinheiro e pagou boletos
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Política

Motoboy confirmou à CPI da Covid que fez saques em dinheiro e pagou boletos


01/09/2021 - 14h18

Motoboy da VTCLog esteve duas vezes no departamento de Roberto Dias na Saúde, aponta registro da portaria

Por Paloma Rodrigues e Marcelo Parreira, TV Globo — Brasília

O motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva visitou o Ministério da Saúde em ao menos duas ocasiões em 2020: em 12 de julho e em 7 de dezembro. Ele foi ao Departamento de Logística do Ministério, segundo o registro da portaria do prédio.

Em depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira (1º), Ivanildo informou ter feito a entrega de um pen drive no 4º andar, onde fica o Departamento de Logística.

A relação de visitantes também aponta idas frequentes de Andreia Lima ao ministério. Ela seria ouvida nesta terça pela CPI, mas alegou compromissos que a impediram de comparecer. Andreia fez quatro visitas ao Ministério da Saúde em 2020, todas ao Departamento de Logística.

Em 2021, as visitas dobraram: foram oito ao todo, nos dias 2, 9 e 23 de março; em 12 e 23 de abril; em 13 de maio e duas vezes no dia 27 de maio. Em uma ocasião, ela informou que visitaria Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística, e em outras seis disse que visitaria o “dr. Roberto”.

Investigações

Ivanildo foi chamado a depor para dar informações sobre suspeitas envolvendo as relações da empresa com o ministério. A VTCLog atua na área de logística e foi selecionada pela pasta para cuidar de armazenagem e distribuição de medicamentos.

A CPI suspeita que pagamentos que o motoboy fazia em nome da empresa eram parte de esquema irregular para favorecer a VTCLog junto ao Ministério da Saúde.

Senadores da CPI da Covid apresentaram na terça-feira (31) fotos que, segundo eles, indicam que Ivanildo fez o pagamento de ao menos quatro boletos em benefício de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que, ao todo, a empresa de logística teria movimentado “de forma suspeita” R$ 117 milhões nos últimos dois anos. Segundo esse relatório, o motoboy teria sacado cerca de R$ 4,7 milhões a serviço da companhia.





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