VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Mauro Santayana: Já vimos esse filme da Síria no Iraque


07/09/2013 - 09h44

John Kerry anunciou que os EUA têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo governo sírio

Cairo, Damasco e a hipocrisia norte-americana

por Mauro Santayana, em seu blog

John Kerry anunciou esta semana, na Casa Branca, que os Estados Unidos têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo governo sírio. Traços de gás sarin teriam sido encontrados no sangue e nos cabelos de voluntários que participaram do resgate de civis atingidos logo após um suposto ataque do governo contra rebeldes no dia 21 de um agosto.

Já vimos esse filme. O uso de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein também foi apresentado de forma inconteste e irrefutável pelo governo norte-americano.

Em nome dessa “certeza”, o Iraque foi bombardeado e invadido, suas defesas foram destruídas por corajosos jogadores de vídeo-game instalados a bordo de aviões e porta-aviões, sem um único combate corpo a corpo, e morreram milhares de crianças e civis iraquianos.

E até hoje nem uma única arma de destruição em massa foi encontrada – apesar de milhares de soldados norte-americanos terem também sido mortos ou feridos, tentando ocupar o território virtualmente “conquistado”, de onde os EUA já se retiraram, depois de centenas de bilhões de dólares em gastos.

Na época, o inspetor da ONU Hans Blix – que deu uma entrevista esta semana ao jornal britânico The Guardian dizendo que não há justificativa para um ataque ocidental à Síria – negou que houvesse armas de destruição em massa no Iraque e teve sua missão em Bagdá interrompida pelos bombardeios norte-americanos.

Os EUA costumam usar, sem nenhum escrúpulo, seus eventuais aliados, e depois livrar-se deles sem nenhuma consideração moral ou ética.

Foi assim, quando se aliaram a Saddam armando-o na guerra contra o Irã, para depois destruir o seu regime sob um pretexto falso, e persegui-lo até a execução de sua sentença de morte por enforcamento, no dia 30 de dezembro de 2006 em Bagdá.

Foi assim que fizeram com Osama Bin-Laden – com cuja família os Bush tinham negócios – depois de apoiá-lo na guerrilha contra os russos no Afeganistão, até cercá-lo e abatê-lo desarmado, na frente de sua família, no dia 2 de maio de 2011, em Abbotabad, no Paquistão.

E foi assim que aconteceu também com Muamar Kadhaffi, capturado de mãos nuas e espancado brutalmente até a morte, em 20 de outubro do mesmo ano, em Sirte, na Líbia, a ponto de ter seu corpo transformado em um hambúrguer diante das câmeras de seus verdugos, armados pelos mesmos países ocidentais que antes o recebiam e apoiavam.

Agora, a história se repete. Os EUA e as grandes redes de meios de comunicação do ocidente procuram desqualificar a denúncia da inspetora da ONU Carla Del Ponte, de que teria levantado evidências, na Síria, de que gás sarin estaria, na verdade, sendo usado pelos “rebeldes”, apoiados pelo Ocidente, com a intenção de culpar o governo de Bashar Al Assad pelo seu uso.

Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas, que deram início à Segunda Guerra Mundial com uma farsa que completou há três dias exatos 74 anos.

No dia 31 de agosto de 1939 a SS nazista simulou a invasão de uma rádio de língua alemã, na cidadezinha fronteiriça de Gleiwitz, por tropas do exército polonês, para divulgar uma falsa mensagem conclamando a população da Silésia a se revoltar contra Hitler.

Para dar o máximo de verossimilhança aos fatos, os oficiais de Himmler, disfarçados de soldados poloneses, levaram com eles, também vestidos com os mesmos uniformes, 12 prisioneiros de campos de extermínio, que foram abatidos no local, ao final da operação, para que seus cadáveres servissem de prova da suposta ”invasão” polonesa. No dia seguinte, 1 de setembro de 1939, as tropas de Hitler, já agrupadas na fronteira, invadiriam a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

Ressabiado, talvez, pela participação – sem provas que a justificassem – da Grã Bretanha na Guerra do Iraque, o Parlamento inglês negou na última semana ao Primeiro-Ministro James Cameron autorização para participar do ataque à Síria.

O mundo espera que o Congresso dos EUA, obedecendo à opinião da maioria da população norte-americana, tome atitude semelhante. E que Obama recue, como pode acabar fazendo, de seu plano contra a Síria, estabelecido, como afirmou John Kerry, em sua entrevista na Casa Branca, para “mandar uma firme mensagem” a outros países, como a Coréia do Norte e o Irã.

Não se pode aceitar que a mesma nação que apóia e financia, com bilhões de dólares, o exército golpista egípcio – para que seus soldados massacrem a população civil nas ruas do Cairo – ataque ou bombardeie Damasco, sob pretexto de defender a liberdade.

Leia também:

Alipio Freire: EUA, Síria, México, Brasil e Bolívia

Embaixador rebate propaganda do Grupo de Diários América

Lula sugere que Obama peça desculpas ao mundo

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



26 comentários

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IONE

09 de setembro de 2013 às 12h55

Já, se me perguntarem se há esperança no mundo…. direi não!

Com esses tipos humanos ( que já perderam a original humanidade) não há esperança alguma.

Responder

IONE

09 de setembro de 2013 às 12h54

Voltem lá atrás e leiam sobre o escandalo na BBC, e um “suicídio”

Responder

Bernardino

09 de setembro de 2013 às 12h25

WENDEL,obrigado pela sugestao que será aceita e foi feita em tom de desabafo!!O IMPORTANTE é que comungamos do mesmo ponto de vista da falta de defesa do nosso País e de patriotismo de nossas elites.
TODA essa Equaçao,em parte so sera resolvida quando tivermos um lider e ESTADISTA como você bem sugeriu e acrescento ao estilo Getulio VARGAS!!
CORDIAIS SAUDAÇOES NACIONALISTA!!!

Responder

Santayana, Síria e o filme iraquiano que se repete | Conversa Afiada

09 de setembro de 2013 às 10h08

[…] Mauro Santayana: Já vimos esse filme da Síria no Iraque […]

Responder

Djijo

09 de setembro de 2013 às 08h47

Obama está ficando sem apoio para atacar a Síria. No site http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105051-reino-unido-vender-siria-quimicos-sarin diz que a Inglaterra supria a Síria com produtos químicos para fins bélicos. Agora, o sujeito da foto acima diz que a Síria deve entregar tais produtos químicos. Assim fica difícil. Se entregar, atestará que possui e que teria atacado a população civil. Se não entregar, Turquia e Israel ficarão com receio de que numa intervenção essas armas serão usadas contra eles.

Responder

    IONE

    09 de setembro de 2013 às 12h59

    A política chegou a um ponto em que não é mais importante o respeito e o combinado. Isso é bobagem.Se se tem o poder e se se acha viável o ataque é o bastante para o ataque.

    É o que acabará acontecendo. A ONU não serve mais pra nada. Nem deveria ser gasto algum dinheiro com esse troço. Apenas as questões humanitárias deveriam ser continuadas, tipo alimento e atendimento nas guerras.

    Antes havia também o medo de perdas de vidas americanas. Agora há os drones.

Mario

09 de setembro de 2013 às 07h47

CURTO MAS REVELADOR

Conceição Lemes, já que estamos provavelmente diante de mais uma guerra, veja que vídeo revelador sobre as malignas intenções dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

Intenções malignas denunciadas por um GENERAL americano aposentado chamado Wesley Clark. O vídeo é legendado em português, mas existe um outro vídeo com o mesmo General, infelizmente não legendado, onde ele repete o que disse no primeiro e faz outras revelações
chocantes.

Vale a pena reproduzir, pelo menos o vídeo legendado, no Vi o Mundo.

http://youtu.be/sCDRWEpz5d8
http://youtu.be/bSL3JqorkdU

Responder

FrancoAtirador

09 de setembro de 2013 às 00h32

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“Nós não defendemos este governo (do presidente Assad).
Nós defendemos outras coisas: nós defendemos as normas e princípios do direito internacional, nós defendemos a ordem mundial atual, nós defendemos o debate até mesmo da possibilidade de emprego da força exclusivamente no âmbito da ordem internacional, das regras internacionais e do direito internacional.
É isto que nós defendemos.
É este o valor absoluto.
Quando questões relacionadas com o emprego da força são resolvidas fora do âmbito da ONU e do Conselho de Segurança, então surge o receio de que tais decisões incorretas possam ser aplicadas em relação a qualquer um e sob qualquer pretexto.
(…)
“Se for estabelecido que são os rebeldes que empregam meios de extermínio em massa, o que os EUA farão com os rebeldes?
O que farão estes patrocinadores com eles?
Deixarão de lhes fornecer armas?
Começarão operações de combate contra eles?”

Vladimir Putin, Presidente da Rússia
[em entrevista à rede de TV russa Primeiro Canal
e à agência noticiosa Associated Press (AP)/USA]

(http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_04/Putin-a-Obama-E-bom-nao-se-irritar-1514)
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Responder

FrancoAtirador

08 de setembro de 2013 às 16h31

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Correio do Brasil

Profissionais Veteranos das Agências de Inteligência dos Estados Unidos
advertem Obama sobre fraude quanto a ataque químico na Síria

Um memorando para o presidente, do instituto Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS), vazado para a mídia norte-americana, neste sábado, traz como assunto a questão:
Será a Síria uma armadilha?

A prioridade do documento foi classificada como “Imediata”.

A mensagem, publicada na página Consortium News, aparece assinada por uma lista de veteranos da inteligência norte-americana, encabeçada por Thomas Drake, aposentado como executivo sênior da National Security Agency (NSA, na sigla em inglês), Philip Giraldi, na reserva como oficial de operações da Central Inteligence Agency (CIA, também na sigla em inglês), Matthew Hoh, capitão reformado da Marinha dos EUA, com serviços prestados no Iraque e no Afeganistão, no Foreign Service Office, e Larry Johnson, também aposentado pela CIA, com serviços prestados ao Departamento de Estado norte-americano.

Segundo a mensagem ao presidente Barack Obama, ex-companheiros de trabalho dos agentes o assinam “estão dizendo, categoricamente, que ao contrário do que afirma a sua administração, a informação mais fidedigna mostra que (o presidente da Síria) Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e que os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”.

“Neste breve informe, optamos opr assumir que o Sr. não tenha sido plenamente informado, porque seus assessores decidiram lhe oferecer a oportunidade do que comumente se conhece com “negação plausível”. Já passamos por isso antes, com o presidente George W. Bush, a quem lhe dirigimos nosso primeiro VIPS memorandum, imediatamente após o discurso de Colin Powell na ONU, em 5 de fereveiro de 2003, quando se descobriu a “inteligência” fraudulenta para apoiar um ataque ao Iraque.
Naquele momento, optou-se por dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que ele teria sido enganado, o, no mínimo, muitomal assessorado. A natureza fraudulente do discurso de Powell era uma obviedade”, afirma o texto.

Ainda segundo os veteranos, as fontes que eles ouviram, de dentro do governo Obama,
sabem que “houve um acidente no manuseio de armas químicas mas insistem, sem nenhuma dúvida, que o incidente não foi resultado de um ataque perpetrado pelo exército sírio com armas químicas do arsenal militar. O que nos informam é que o diretor da CIA, John Brennan, está perpetrando uma fraude idêntica a que ocorreu nos momentos que antecederam a Guerra do Iraque junto aos membros do Congresso e aos meios de comunicação, ao público e até ao senhor presidente”.

(http://en.wikipedia.org/wiki/Veteran_Intelligence_Professionals_for_Sanity)

(http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/veteranos-advertem-obama-sobre-fraude-da-cia-quanto-a-ataque-quimico-na-siria/642816)
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“MEMORANDUM FOR: The President

FROM: Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS)

SUBJECT: Is Syria a Trap?

Precedence: IMMEDIATE

We regret to inform you that some of our former co-workers are telling us, categorically, that contrary to the claims of your administration, the most reliable intelligence shows that Bashar al-Assad was NOT responsible for the chemical incident that killed and injured Syrian civilians on August 21, and that British intelligence officials also know this. In writing this brief report, we choose to assume that you have not been fully informed because your advisers decided to afford you the opportunity for what is commonly known as “plausible denial.”

We have been down this road before – with President George W. Bush, to whom we addressed our first VIPS memorandumimmediately after Colin Powell’s Feb. 5, 2003 U.N. speech, in which he peddled fraudulent “intelligence” to support attacking Iraq. Then, also, we chose to give President Bush the benefit of the doubt, thinking he was being misled – or, at the least, very poorly advised.”

(http://warisacrime.org/content/whos-lying-brennan-obama-or-both)
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Responder

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2013 às 16h39

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    “Our sources confirm that a chemical incident of some sort did cause fatalities and injuries on August 21 in a suburb of Damascus. They insist, however, that the incident was not the result of an attack by the Syrian Army using military-grade chemical weapons from its arsenal. That is the most salient fact, according to CIA officers working on the Syria issue. They tell us that CIA Director John Brennan is perpetrating a pre-Iraq-War-type fraud on members of Congress, the media, the public – and perhaps even you.

    We have observed John Brennan closely over recent years and, sadly, we find what our former colleagues are now telling us easy to believe. Sadder still, this goes in spades for those of us who have worked with him personally; we give him zero credence. And that goes, as well, for his titular boss, Director of National Intelligence James Clapper, who has admitted he gave “clearly erroneous” sworn testimony to Congress denying NSA eavesdropping on Americans.”

    Íntegra em:

    (http://consortiumnews.com/2013/09/06/obama-warned-on-syrian-intel/)

Luís Carlos

08 de setembro de 2013 às 10h17

Mais saques e pilhagens dos EUA, com blindagem da grande mídia mundial. Usam de todos artifícios para seus objetivos de roubar povos e interferir na política interna dos países.
Santayana é dos poucos jornalistas que, ao desmascarar as falcatruas sórdidas do poder mundial o faz com clareza ímpar.

Responder

Luiz Calvvo

07 de setembro de 2013 às 21h58

Oi Azenha e Conceição!!
Será que teria a possibilidade de vocês disponibilizarem os “posts” de forma que eles pudessem ser impressos, sem os comentários. É que trabalho como professor na rede pública e utilizo algumas postagens em minhas aulas.
Grande abraço e parabéns pelo empenho em nos oferecer informação de qualidade.
Luiz

Responder

    Conceição Lemes

    07 de setembro de 2013 às 22h33

    Oi, Luiz, não sei te dizer. Vamos consultar o Leandro Guedes, que é quem cuida dessa área. Obrigada. abs

    Zé Brasil

    08 de setembro de 2013 às 11h47

    Prezada Conceição,

    Uma dica bem simples ao colega que fez a pergunta: -basta marcar o texto apresentado no blog (shift+seta para cima ou para baixo, em sua melhor conveniência) do post sem os comentários, naturalmente dando todos créditos de autoria, copiá-los (control+C). A seguir, usando um editor de textos qualquer,p;ex., LibreOffice ou outros comerciais, colar o texto (control+V). salvá-lo e imprimi-lo.

    Boa sorte!

assalariado.

07 de setembro de 2013 às 17h38

Minha filha recebeu pelo feicibuqui esta mensagem:

‘Avisa para o Obama, que bombardear pela paz é a mesma coisa que trepar pela virgindade.’

Burguesia e governos da vez, tudo a ver

Responder

Elias

07 de setembro de 2013 às 14h58

É muito triste ler todas as verdades que Mauro Santayana nos expõe. Triste saber que inocentes perderão suas vidas pelos caprichos de assassinos gananciosos. Os Estados Unidos, como disse Lula, não são os tutores da humanidade. Não podem espionar autoridades, empresas e cidadãos de inúmeros países, sem receber nenhuma reprimenda explícita da ONU. E se agem como nazistas ao se apoiarem em simulações semelhantes a que Santayna descreve para atacar nações, há de se conclamar todas as organizações do mundo que trabalham em defesa da democracia para dar um basta às decisões autônomas desse país. Por mais poderoso que seja o arsenal bélico dos Estados Unidos, o mundo não pode assistir calado todas as atrocidades que cometem em nome de uma falsa democracia que só visa salvaguardar seus próprios interesses.

Responder

FrancoAtirador

07 de setembro de 2013 às 14h55

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Os ‘patriotas’ que aliviam para a CIA

Por Saul Leblon, na Carta Maior

O governo brasileiro deve um pronunciamento à Nação sobre as violações cometidas pelo serviço de espionagem dos EUA contra o país.

Não há motivo para subtrair à sociedade aquilo que já está em mãos indevidas, fervilha nos bastidores e é intuído do noticiário.

A CIA recolheu ilegalmente e compartilhou, para uso comercialmente desfrutável, dados reservados e informações estratégicas, estas sobretudo de natureza econômica, configurando-se um ato evidente de transgressão de soberania.

Ademais de roubo, puro e simples de segredos comerciais.

A afanosa invasão, como outras mundo afora –- ou não havia interesse no petróleo iraquiano? — faz-se acompanhar do inexcedível traço imperial.

Sempre em nome da luta contra o terrorismo, não se poupou, sequer, o circuito de informação no âmbito da Presidência da República brasileira.

Violou-se correspondência eletrônica reservada da Presidente Dilma.

Aparelhos celulares de seu uso exclusivo foram grampeados; mensagens capturadas.
Quem garante que os de acesso particular não sofreram idêntico tratamento?

Não há limites.

Tudo feito com a complacência ou a parceria pura e simples de residentes. Empresas, inclusive.

Carta Maior já havia demonstrado, em reportagens exclusivas e exaustivas, em julho último, o intercurso entre espionagem e corporações norte-americanas no Brasil.

No caso, o protagonista era uma das maiores corporações de consultoria do mundo.

Contratada no governo FHC para ‘pensar’ planos estratégicos, a Booz Allen, na qual trabalhava o ex-agente da CIA, Edward Snowden, operou no Brasil pelo menos até 2002.

De um lado, como guarda-chuva de uma base de espionagem da CIA no país.

Simultaneamente, como mentora intelectual de uma série de estudos e pareceres, contratados pelo governo do PSDB.

O objetivo era pavimentar o alinhamento carnal do mercado brasileiro com a economia dos EUA. Tracejar a free way da ALCA.

No acervo desse ‘impulso interativo’ listam-se estudos como o dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento.

Realizados por um consórcio liderado pela Booz Allen, sugestivamente receberiam o nome fantasia, bote fantasia nisso, de “Brasiliana”.

Dois eixos centrais da adesão tucana ao desenvolvimento dependente e subordinado beberam desse manancial: o “Brasil em Ação” e o “Avança Brasil”.

A versátil Booz-Allen teria, ainda, robusta influência na reforma do sistema financeiro nacional.

A ênfase nas privatizações de bancos públicos obedecia a diretriz predominante então, de adesão incondicional à supremacia das finanças desreguladas.

O que antes era lubrificado assim, por uma identidade de propósitos e a natureza gêmea dos governos dos dois lados, hoje só se viabiliza na violação delinquente de informações que lastreiam o poder de Estado e o poderio econômico da Nação.

UM FOCO PRIORITÁRIO DO GRAMPO É O PRÉ-SAL.

As petroleiras internacionais querem saber se a regulação soberana das maiores reservas descobertas no planeta, no século XXI, tem lastro político e financeiro para se sustentar.

Ou por outra, se os índices de nacionalização que guarnecem o impulso industrializante embutido na regulação do pré-sal vieram para ficar.

Interessa, naturalmente, o calendário da exploração, o fôlego da Petrobrás para assumir a condição de parceiro cativo em qualquer poço, ademais das avaliações sigilosas das novas descobertas em curso.

Enfim, tudo o que possa ser útil à apropriação da maior faia possível de uma riqueza estimada, por enquanto, em até 60 bilhões de barris.

Leia-se esse número seguido da informação de que a matriz energética do planeta ainda depende 57% do petróleo.

O resultado explica a gula que ordenou as violações, o despudor das escutas palacianas e a ousadia das decodificações perpetradas pela espionagem gringa.

Embora revelados originalmente pela TV Globo, de conhecidas tradições, avulta desse episódio a reação lhana e a cordura no trato que o assunto mereceu da parte de colunistas da indignação seletiva.

A exemplo deles, nenhum editorial, salvo engano, tampouco manchetes garrafais foram hasteadas no alvorecer nacional, com as cores da indignação patriótica.

Animadoras de programa de culinária não trocaram o colar de tomate pela túnica verde amarela para protestar contra Obama.

Uma sigla dotada de forte simbologia antipopular como a CIA foi poupada na identificação do braço operante da espionagem contra o país.

Em plena Semana da Pátria, a americanofilia do jornalismo embarcado aliviou para a CIA.

Não se diga que se trata de um traço constitutivo de serenidade editorial.

Recorde-se, por exemplo, a reação beligerante da emissão conservadora em maio de 2006, quando a Bolívia decidiu nacionalizar a exploração dos negócios de petróleo e gás no país.

O presidente Evo Morales ordenaria a ocupação pelo Exército dos campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a brasileira Petrobras.

Colunistas de brios nacionalistas até então desconhecidos, desembainharam seu amor recolhido pela estatal criada por Getúlio.

E cobraram do então governo Lula uma intervenção enérgica contra o atrevimento boliviano.

Respingava da ira espumante o desejo incontido de uma invasão reparadora.

Idêntico brado varonil ecoa com regularidade, sempre que se trata de cobrar do governo ‘petista’ uma respostas às medidas protecionistas adotadas pela Casa Rosada, para preservar o que restou da manufatura argentina depois de Menem & Cavallo.

Nem é preciso regredir tanto no calendário.

Tome-se o paradoxo dos dias que correm, protagonizado por jalecos corporativos, americanófilos golberianos e colunistas de baixa densidade intelectual, mas enorme disposição servil.

Formou esse pelotão uma verdadeira trincheira de animosidade ‘patriótica’ contra a ‘invasão negreira’, assim denominado o desembarque dos doutores cubanos engajados no programa ‘Mais Médicos’.

Pendores nacionalistas desconhecidos até então emergiram à flor da pele.

A aguerrida defesa da extensão dos direitos trabalhistas aos visitantes ecoava das mesmas gargantas, ásperas, de tanto requerer a extinção desse usufruto ao assalariado nacional.

A ausência do mesmo arrojo patriótico, quando o assunto é o estupro de sigilos nacionais por uma potencia de conhecidas tradições no ramo da sabotagem e derrubada de governos, soaria apenas desconcertante.

Não fosse também oportuno para discernir no interior do nacionalismo etéreo que reveste o 7 de Setembro, aquilo que, de fato, é o interesse do povo brasileiro, daquilo que se comete em seu nome.

O nacionalismo renova sua pertinência histórica em nosso tempo quando associado à defesa da verdadeira fronteira da soberania no século XXI:
a justiça social.

(http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1314)
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Responder

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2013 às 14h10

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    Indagações que [email protected] [email protected] que zela pelo patrimônio nacional e que preza pelo desenvolvimento sócio-econômico do Brasil deveria fazer, nesta hora que urge:

    – Diante das revelações públicas de espionagem industrial internacional

    promovida pelos governos dos United States of America e pelo Reino Unido da Grã-Bretanha, em favor das empresas anglo-saxãs,

    será que as petrolíferas norte-americanas e inglesas (Chevron, ExxonMobil, British Petroleum e outras)

    que, por conseguinte, são suspeitas de deter informações privilegiadas

    não apenas comerciais e de pesquisa tecnológica das empresas braSileiras,
    mas principalmente aquelas consideradas Segredo de Estado pelo BraSil,

    obtidas através de meios escusos e ilícitos, sejam por escutas telefônicas ou por decodificação de dados criptografados na internet,

    ainda assim, irão participar dos leilões de 70% das jazidas de petróleo brasileiro, especialmente para exploração das reservas do Pré-Sal, como o Campo de Libra, por exemplo?

    – E, agora que o Brasil se impõe, em nível planetário, de forma contundente, em defesa da autonomia e da dignidade dos povos, e, portanto, da própria Soberania Nacional,

    por iniciativa responsável e atitude expressa da Presidente da República Dilma Vana Rousseff, como Chefe do Poder Executivo e Representante Máxima da Nação BraSileira,

    será que, desta feita, os poderes Legislativo e Judiciário brasileiros subjugar-se-ão, silenciando e se curvando diante da arrogância e desfaçatez

    do governo dos United States of America que soberbamente e unilateralmente se julga o administrador e, mais, o dono de todo o Planeta Terra?
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    Pela exclusão das petrolíferas estrangeiras, com matrizes nos United States e na Inglaterra, de todas as licitações de direitos de exploração de petróleo e gás no Brasil!
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    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2013 às 15h15

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    13/12/2010
    WikiLeaks

    Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal

    Por Natalia Viana

    “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”.

    Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado [2009].

    RIO’S OIL PLAYERS REACT TO SPECULATION ON PRE-SALT

    09RIODEJANEIRO288 2009-08-27 15:15 CONFIDENTIAL Consulate Rio De Janeiro

    P 271515Z AUG 09

    FM AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    INFO RUEHBR/AMEMBASSY BRASILIA PRIORITY 1356
    RUEHRG/AMCONSUL RECIFE PRIORITY 3519
    RUEHSO/AMCONSUL SAO PAULO PRIORITY 5279
    RHEBAAA/DEPT OF ENERGY WASHDC PRIORITY
    RUEAIIA/CIA WASHDC PRIORITY
    RUCPDOC/DEPT OF COMMERCE WASHDC PRIORITY
    RHEHNSC/NSC WASHDC PRIORITY

    (http://wikileaks.ch/cable/2009/08/09RIODEJANEIRO288.html)

    O telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

    Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.

    “As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Pradal, da Chevron.

    Essa mesma postura teria sido transmitida pelo pré-candidato do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.

    CAN THE OIL INDUSTRY BEAT BACK THE PRE-SALT LAW?

    09RIODEJANEIRO369 2009-12-02 21:12 CONFIDENTIAL Consulate Rio De Janeiro

    O 022112Z DEC 09

    FM AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    TO RUEHC/SECSTATE WASHDC IMMEDIATE 0037
    INFO RUEHBO/AMEMBASSY BOGOTA IMMEDIATE
    RUEHBR/AMEMBASSY BRASILIA IMMEDIATE
    RUEHSO/AMCONSUL SAO PAULO IMMEDIATE
    RUEHRI/AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    (http://wikileaks.ch/cable/2009/12/09RIODEJANEIRO369.html)

    O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso [Brasileiro].

    Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

    “Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

    Entre os parceiros, a OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    “Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

    Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

    “As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento.

    “Diversos contatos no Congresso (Brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa.”

    (http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2010/12/13/nos-bastidores-o-lobby-pelo-pre-sal)

Zé Brasil

07 de setembro de 2013 às 14h28

Uma vez o Jornalista Mauro Santayana nos brinda com mais de seus artigos impecáveis, claro e objetivo, como de sempre.

Não tinha conhecimento desse acontecimento criminoso, como sempre, dos incontáveis perpretados pela besta-fera nazista, Com precisão Santayana descreve os métodos até hoje utilizados da razão do lobo para justificar quaisquer ataques que lhes seja de interesse.

A mecânica empregada no episódio de Gleiwitz, lembra dentre outras o do massacre dos Curdos, alegadamente atacados com gás pelo Iraque, fato este desmentido mais tarde por um espião americano, dublẽ de (falso) biográfo de saddam, que o isentara de culpa no evento.Nos dias de hoje encaixa-se como uma luva no episódio sírio.

Neste oceano de informações da web lí, na semana passada, já não preciso onde, que o pai de um dos, digamos, rebeldes sírios,teria relatado que armas estranhas,não convencionais, com tubos e reservatórios cilíndricos, estariam sendo manuseadas pelos rebeldes num tunel nos arredores de Damasco e pelo desconhecimento de manuseio elas teriam provocado uma explosão onde morreram uma dezena deles intoxicados por gás. A procedẽncia das armas, segundo o artigo seria da Arábia Saudita.

Este relato dá uma boa pista das ações que se desdobram posteriormente a considerar-se as declarações de obama de que a utilização de armas químicas contra a população serria a llinha vermelha a ser cruzada para liberar-se um ataque contra a Síria de bassad el’asshar.

Ao revisitar a história recente, lembro-me bem dos esforços do embaixador do Iraque na Asssembléia Geral da ONU em 2001, onde estava sendo apresentado o caso daquele País, seguindo-se ao 11̣/09, onde ele afirmava não ter as armas químicas de destruição em massa que collinpowel os acusava de possuir, apresentando desenhos, gráficos de caminhões com laboratórios movéis para sua produção. Coisa que cá prá nós, com mais de dois neurônios, dava para perceber que um país com tal capacidade bélica e de obtenção de informações não usaria de expediente tão tosco para justificá-las.

Juntos, collin, negroponte e jackstraw, este último da Inglaterra, riam desrespeitosa e cinicamente diante de sua argumentação, passando a seguinte mensagem: -não importa o que ele venha dizer, pois a decisão de arrasar e saquear seu País está tomada e fim de papo. A posteriori, os fatos mostraram por sobre uma montanha de cadáveres de cívis inocentes quem realmente mentia.Talvez estas armas químicas de Damasco sejam algum surplus das armas de Bagdad.

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Bernardino

07 de setembro de 2013 às 13h24

GRANDE SANTAYANA como sempre ciruigico em seus artigos!!

AMERICANO dos EUA sao bandidos e bandidos so respeitam a FORÇA
CASO a SYRIA tivesse armas nucleares e misseis eles nao cantariam de GALO sao covardes so CHUTAM CACHORRO mOrto.A COREIA EM 2008 dasafiou=os
detonando sua Bomba atomica e seus misseis e o KIM declarou:SE aqui entrarem virarão CARVAO e olha que existem 30 mil soldados dos EUA em cima da Coreia em uma base entre as duas,facil de entrarem!!
Vivi a Guerra do VIETNAM e lembro muito bem como os CANALHAS americanos agiam.Espalharam o AGENTE LARANJA nas pllantaçoes do vietnam e Bombas NAPALM mantando e dizimando populaçoes civis e memso assim os CANALHAS perderam a GUERRA e foram humilhados pelos genios de HO CHI MIN e o grande estrategista GAL Vo GIAP ainda vivo.Mesmo sem armas nucleares no corpo a corpo os Canalhas foram derrotados o que mostra que eles nao sabem brigar e dependem da Tecnologia pra ganhar!!

Nesse CHiqueiro Portugues chamado BRASIL,eles pintam e bordam ate porque nossa elites sao corruptas e entreguista,juntamente com Forças Armadas lambe-botas deles ate pq passaram 20 anos no poder e deixara o país sem defesa:Nem submarino nuclear,nem BOMBA Atomica,nem fabiricas de armas nacionais temos mais.
AGORA temos a GLOBO fazendo reportagens sobre espionagem da Prsedente,dando uma de protetora do pais e do Governo quando gatos e cachorro sabem que a mesma nao passa da Maior agencia de espionagem Americana no Brasil.Alias foi fundada em 1965 pelos Milicos exatamente pra defende-los e ser capataz dos EUA.
Vocês duvidam que a D DILMA cancelará a viagem aos EUA?Ela esta fazendo TEATRO pra dizer que defende o Brasil.Rm outubro irá la e beijara as maos dos Ianques!!Aqui nao temos ESTADISTAS so PILANTRAS!!!!

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    wendel

    08 de setembro de 2013 às 22h12

    Sr. Bernardino;
    Desculpe-me mas a expressão “Nesse CHiqueiro Portugues chamado BRASIL,”. foi forte!
    Nosso País, O BRASIL, é muito maior do que os governos da hora, e não devemos mistura-lo aos desmandos de governos ineptos e/ou corruptos que só fazem leiloá-lo!
    Sempre digo que, devemos sim, estar alertas, divulgar as falcatruas que fazem contra nosso povo e nosso País, mas jamais confundir atitudes e comportamentos políticos de governantes e nosso amado Brasil!
    Uma coisa não tem nada a ver com outra.
    Quanto ao sua sugestão de nos armamos, estou de pleno acordo, e para isto seria necessário o nascimento de um Líder, o que, no momento estamos totalmente órfãos!
    Mas ainda é tempo, e cumpre somente a nós divulgar as boas coisas que são nossas e fazer por onde merecermos ter nascido, morarmos e amar este País! Apesar deles!!!!!!!!!!!!!!

Urbano

07 de setembro de 2013 às 12h56

É o capitalismo baseado na guerra como meio de usurpação, no intuito de gerar riqueza.

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Luiz Fernando

07 de setembro de 2013 às 12h33

Estas intervenções norte americanas só servem para manter o sonho americano. Eles vão, invadem um país estrangeiro, eliminam o governo presente, instauram o medo nos países vizinhos, roubam matéria prima. Tudo isto para manter a vida do 1% da população abastada.

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Anônimo

07 de setembro de 2013 às 12h32

Tomara que o Brasil esteja preparado para conter os selvagens do norte quando a agenda deles no Oriente Médio acabar.
Porque logo estarão aqui querendo abater Caracas e Brasília.
Eles sempre tem uma nova agenda! Portanto:
Bomba Atômica e mísseis já!
Submarinos nucleares já!
Caças brasileiros já!
Nossos netos ou bisnetos podem precisar dessas armas e de outras já em desenvolvimentos pelos “novos” selvagens do norte.

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sergio m pinto

07 de setembro de 2013 às 11h45

E o pior é que ainda tem gente que gosta desse filme, achando que os irmãos do norte são os mocinhos

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