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Marília Arraes resiste à degola decidida pela direção nacional do PT e anuncia que vai manter candidatura em Pernambuco; veja o vídeo
Facebook/Marília Arraes
Falatório Política

Marília Arraes resiste à degola decidida pela direção nacional do PT e anuncia que vai manter candidatura em Pernambuco; veja o vídeo


01/08/2018 - 21h47

Da Redação

A Executiva Nacional do PT oficializou hoje o acordo com o PSB, através do qual o partido apoiará os candidatos a governador dos socialistas em Pernambuco — Paulo Câmara — e outros estados.

Em troca, o PSB prometeu retirar a candidatura de Marcio Lacerda ao governo de Minas Gerais, fortalecendo a possibilidade de reeleição de Fernando Pimentel.

A resolução foi publicada às 17h39 no site do PT:

O Partido dos Trabalhadores, por meio de resolução do Diretório Nacional de dezembro de 2017, decidiu conferir prioridade absoluta à candidatura do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

A primazia do projeto nacional nas eleições de 2018 foi reiterada em sucessivas resoluções do Diretório Nacional e da Comissão Executiva Nacional, orientando e vinculando a este projeto as alianças nos estados.

Com o objetivo de fortalecer a unidade do campo popular em torno da candidatura Lula, e na perspectiva de construir as condições políticas para que uma aliança progressista  governe o país a partir de janeiro de 2019, a direção do PT desenvolveu intenso diálogo com outros partidos, prioritariamente PSB e PCdoB, com os quais temos vínculos históricos.

PSB e PCdoB estão entre os cinco partidos que assinaram conosco, por meio das fundações partidárias, o manifesto programático Unidade para Reconstruir o Brasil.

Nestas eleições, já estamos juntos na Bahia, Acre, Ceará e Maranhão, e trabalhando para constituir alianças no maior número possível de estados.

O PT entende que a unidade do campo popular é necessária para superarmos a profunda crise do país, reverter a agenda do golpe e retomar o projeto de desenvolvimento com inclusão, onde o povo e os trabalhadores voltem a ser o centro das ações de governo.

Nessa perspectiva, o PT decide incorporar-se às campanhas em que esses aliados históricos disputam governos estaduais, criando as condições para ampliar nacionalmente o apoio à candidatura Lula.

Diante disso, a Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores, com base no Artigo 159 do Estatuto do PT e cumprindo as resoluções do Diretório Nacional sobre a candidatura do companheiro Lula à Presidência da República, resolve, como diretriz estabelecida por esta instância:

Apoiar, nos estados do Amazonas, Amapá, Paraíba e Pernambuco, os candidatos a governador do PSB, assim como já apoiamos a candidatura do PCdoB no Maranhão;

Formalizar este apoio por meio da integração do PT às respectivas coligações majoritárias;

Formalizar o convite ao PROS para integrar a coligação nacional em torno da candidatura Lula.

Brasília, 1º. de agosto de 2018

Porém, a reação foi imediata.

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) escreveu no twitter: “A decisão pró PSB em Pernambuco dói na minha alma e na alma da militância. Em nome de um acordo regional, afasta-se uma liderança promissora como Marilia Arraes. Um grave erro político”.

O ex-governador Tarso Genro, que não pertence à corrente majoritária do partido, também lamentou: “Peço a Deus e às forças do além, que eu não esteja entendendo bem que foi feito um acordo PT-PSB, que descarta a candidatura da Marília Arraes ao Governo de Pernambuco, o grande quadro renovador da esquerda do Nordeste! Aguardemos!”

Também pelo twitter, primeiro Marília Arraes publicou um vídeo para denunciar “boatos”.

Mais tarde, em entrevista coletiva ao lado de outras lideranças estaduais, reafirmou que sua candidatura está mantida — criando o primeiro grande impasse para o PT às vésperas do registro da candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto.

No vídeo acima, ela explica os motivos do recurso apresentado à Executiva Nacional.

“Paulo Câmara não tem condições políticas de fazer a defesa do presidente Lula”, disse Marília, lembrando que o atual governador de Pernambuco foi o responsável pela guinada à direita do PSB, votou em Aécio Neves e liberou deputados para votar pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

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5 comentários

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Mari

02 de agosto de 2018 às 18h35

Isso lembra a história da Luizianne Lins no Ceará.

Responder

Nadja Arruda

02 de agosto de 2018 às 12h36

O PT está ajudando na destruição de PERNAMBUCO! Não existe plano em Pernambuco para ninguém!
É Marília ou nada! Não somos gado!

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Sergio Domingos Vieira

02 de agosto de 2018 às 08h15

Francamente, isso é extremamente desanimador.

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Nelson

01 de agosto de 2018 às 22h59

O PSB atual, traidor da classe trabalhadora e do povo brasileiros, traidor do legado de Miguel Arraes e de outros membros históricos e abnegados do partido, já confirmou aliança aqui no Rio Grande do Sul com a podridão representada pelo atual governador.

O governo de Sartori adotou uma política ultraneoliberal e tem feito o possível e o impossível para desmantelar em definitivo o Estado gaúcho. Nada a ver com alinha histórica do partido, mas caciques como Beto Albuquerque desviaram o partido para esse caminho.

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luis

01 de agosto de 2018 às 22h54

ÊH PT errando novamente. Se liga, já tô ficando cansado das asneiras da tchurma de SP. Acho que estão infiltrados várias aves de bico longo.

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