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Cartas de Minas
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Marcos Coimbra: Previsões do mercado e armações para lucrar com as eleições

04 de agosto de 2014 às 14h10

Aterro-da-Ribeira-20

As “previsões” do mercado

As análises eleitorais do setor financeiro são hoje pouco mais que exercícios do wishful thinking, quando não armações para lucrar

por Marcos Coimbra, em CartaCapital — publicado 04/08/2014 08:20

Uma das peculiaridades do momento atual é a intensa e despropositada divulgação das especulações do mercado financeiro a respeito da eleição presidencial. Quase todo dia, a mídia oposicionista faz circular prognósticos eleitorais de bancos e consultorias. E trata-os como se merecessem crédito especial. Talvez considere que nessas empresas existam especialistas notáveis da vida política brasileira, cujas opiniões e pontos de vista precisariam ser conhecidos por todos.

Sem subestimar a competência dos profissionais do mercado financeiro, é fantasia imaginar que possuam grande habilidade analítica em assuntos políticos e eleitorais. Ao contrário, a regra é que estejam improvisados circunstancialmente no papel de “analistas políticos”, o que deixarão de ser tão logo passe a eleição. Em três meses, lá estarão de volta aos afazeres que conhecem, na interpretação de cenários do agronegócio no Piauí, da indústria de calçados ou do comércio de bebidas.

Os bancos, as consultorias econômicas e outras instituições financeiras, nacionais ou não, claro está, têm o direito de elaborar análises da situação política brasileira. E não é de hoje que monitoram os processos eleitorais, para avaliar o impacto dos resultados em seus negócios. Desde a eleição de 1994, muitos dos mais importantes tornaram-se clientes de institutos de pesquisa, às vezes por meio da contratação de pesquisas próprias, às vezes na busca de assessoramento técnico.

Duas coisas são diferentes neste ano. De um lado, há uma proliferação de atores menores, pequenas empresas que buscam espaço no campo das “previsões eleitorais”, algumas no esforço de vender um know-how que não possuem. Quem dispuser de dinheiro para jogar fora que as compre.

De outro, e mais importante, temos atualmente, na imensa maioria dessas “análises”, um extraordinário predomínio do desejado em relação ao observado. Nas “previsões eleitorais” disponíveis, o que encontramos é o retrato do que seus autores gostariam de ver, não do que é mais provável.

Isso fica claro no uso seletivo das pesquisas e na relutância em aceitar o que elas mostram de fato. É o inverso do que o mercado fez em eleições passadas, quando recebia os números com a cautela devida, mas não brigava com eles.

Hoje, a regra passou a ser não acreditar no que as pesquisas dizem e procurar pretensos significados “ocultos”, escondidos nas entrelinhas.

A larga vantagem de Dilma Rousseff, que tem, sozinha, mais intenções de voto do que a soma dos adversários? O fato de ela ter o dobro do segundo colocado e quase cinco vezes o obtido pelo terceiro? A constatação de que os “outros candidatos” sempre terminam com desempenho modestíssimo na urna e são irrelevantes para propiciar o segundo turno? A dianteira da presidenta ante todos em um possível segundo turno? Não dizem nada para quem gasta tempo a perscrutar tabulações e cruzamentos de dados à cata de algum sinal negativo para a presidenta.

E nossa história eleitoral, que indica que quem mais cresce quando começa a propaganda eleitoral na tevê e no rádio são os candidatos à reeleição? E a experiência internacional, que mostra que o “tempo de antena” é um fator decisivo nas eleições modernas? Nada, tudo seria irrelevante, pois viveríamos agora em um hipotético mundo pós-televisivo, no qual o eleitorado conheceria e selecionaria os candidatos por meio das redes sociais.

Engraçado: nas pesquisas esses analistas enxergam apenas o que lhes interessa: a “vontade de mudança”, a “rejeição a Dilma”, o “desgaste do PT”. Para isso serviriam, mas, para qualquer outra coisa, poderiam ser desconsideradas.

As “análises eleitorais” do mercado são hoje pouco mais que exercícios de wishful thinking (quando não são armações para lucrar à custa dos incautos). Os responsáveis por elas fazem “previsões” com base nos desejos de um determinado resultado. Preferem a derrota de Dilma e a anunciam ao mundo.

Lembram o que alguns “analistas” brilhantes da mídia oposicionista ofereceram aos diplomatas norte-americanos na última eleição e o WikiLeaks revelou: um monte de interpretações equivocadas e previsões furadas. No fundo, são muito semelhantes aos comentaristas e colunistas da mesma mídia hoje em dia. Apenas torcedores. Nada mais.

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16 Comentários escrever comentário »

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Renato

06/08/2014 - 17h28

Como vou votar no ROberto Requião, se o cara cria uma lei que permite os estabelecimentos comerciais cobrarem preços diferentes de acordo com meio de pagamento? Quem comprar no cartão pagará mais. Esse é o cara justo que vocês idolatram.

Responder

assalariado.

06/08/2014 - 16h13

Ora, ora, até por esses dias, as “projeções” político eleitorais pouco tinham de econômico. Claro, sempre quem estava à frente da “pesquisa” eram os mais “populares” e ao gosto do deus “mercado”, leia- se donos do capital. Agora que apareceu um governo da governabilidade e, portanto, com intenções econômicas mais, digamos, equilibradas na balança da luta de classes, não é que a imprensa esgoto, alto falante do capital em conluio com seus soldados “especialistas” do capital mostraram o seu verdadeiro viés ideológico. É obvio, puxando a brasa para qual sardinha? Ai sim, o politico junta- se ao econômico. Agora pode? Só que, tem um detalhe, quando foi que houve separação entre o politico e o econômico numa sociedade dividida entre exploradores x explorados. Então tá!

Saudações Socialistas.

Responder

Rodrigo Leme

06/08/2014 - 14h30

O texto dedica-se a desancar quem analisa, mas sem refutar as análises. Dá para concluir que as análises do Coimbra são wishful thinking de não ter nada errado com a administração do país.

Responder

Eduardo

06/08/2014 - 10h23

Gostei muito da definição : ” Predomínio do desejado em relação ao observado” E a máxima da Globo e suas caixas repercussivas Alexandre Garcia, M.Leitão, Sardenberg, Arnaldo Já-burro e etc. ( entenda e classifique o etc.como achar melhor).

Responder

FrancoAtirador

05/08/2014 - 11h42

.
.
Enquanto isso, essa Mídia Bandida

espalha o boato de que o Pré-Sal

‘vai dar prejuízo’ ao Brasil,

apenas pelo fato de que a “PPSA,
que não é responsável pela execução,
direta ou indireta, das atividades de exploração,
desenvolvimento, produção e comercialização
de petróleo ou de gás natural” no País,

divulgou um balanço de 12/11/2013 a 31/12/2013
isto é, de menos de 2 meses de funcionamento,
quando nem se havia iniciado a comercialização
e sequer houve exploração dos principais campos,
cujo pico de produção está previsto para 2020.
.
.
Preparem-se para o desmentido em rede nacional…
.
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Responder

    FrancoAtirador

    05/08/2014 - 12h18

    .
    .
    É obrigação legal de toda empresa a publicação do balanço
    relativo ao ano de competência do exercício anterior.

    Como a PPSA começou a gestão em 12 de novembro de 2013,
    o balanço ‘anual’ ficou restrito a apenas 50 dias (até 31/12).

    Recém a PPSA está em fase de investimento inicial de operação,

    e o COMETA G.A.F.E.* já se aproveitou para detonar o Pré-Sal.

    É Banditismo demais nesse Monopólio Empresarial Apátrida.
    .
    .
    21/05/2014 09h20 – Atualizado em 21/05/2014 10h01
    G1/GLOBO, via Reuters

    Estatal do pré-sal teve prejuízo de R$ 534 mil até 31 de dezembro

    Empresa faz gestão dos contratos de partilha de produção e venda.

    Companhia começou a operar em 12 de novembro de 2013.

    A estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA) teve prejuízo de R$ 534,283 mil
    no período entre 12 de novembro e 31 de dezembro,
    conforme publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (21).

    A PPSA, que iniciou atividades em 12 de novembro,
    responde pela gestão dos contratos de partilha de produção
    e dos contratos para a comercialização de petróleo,
    de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União.

    A empresa não é responsável pela execução, direta ou indireta, das atividades de exploração, desenvolvimento, produção e comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos.
    .
    .
    LEI Nº 12.304, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.

    Autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e dá outras providências.

    Art. 2º A PPSA terá por objeto a gestão dos contratos de partilha de produção celebrados pelo Ministério de Minas e Energia e a gestão dos contratos para a comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União.

    Parágrafo único. A PPSA não será responsável pela execução, direta ou indireta, das atividades de exploração, desenvolvimento, produção e comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos.

    Art. 4º Compete à PPSA:

    I – praticar todos os atos necessários à gestão dos contratos de partilha de produção celebrados pelo Ministério de Minas e Energia, especialmente:

    a) representar a União nos consórcios formados para a execução dos contratos de partilha de produção;

    b) defender os interesses da União nos comitês operacionais;

    c) avaliar, técnica e economicamente, planos de exploração, de avaliação, de desenvolvimento e de produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos, bem como fazer cumprir as exigências contratuais referentes ao conteúdo local;

    d) monitorar e auditar a execução de projetos de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos;

    e) monitorar e auditar os custos e investimentos relacionados aos contratos de partilha de produção; e

    f) fornecer à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) as informações necessárias às suas funções regulatórias;

    II – praticar todos os atos necessários à gestão dos contratos para a comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União, especialmente:

    a) celebrar os contratos com agentes comercializadores, representando a União;

    b) verificar o cumprimento, pelos contratados, da política de comercialização de petróleo e gás natural da União resultante de contratos de partilha de produção; e

    c) monitorar e auditar as operações, os custos e os preços de venda de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos;

    III – analisar dados sísmicos fornecidos pela ANP e pelos contratados sob o regime de partilha de produção;

    IV – representar a União nos procedimentos de individualização da produção e nos acordos decorrentes, nos casos em que as jazidas da área do pré-sal e das áreas estratégicas se estendam por áreas não concedidas ou não contratadas sob o regime de partilha de produção; e

    V – exercer outras atividades necessárias ao cumprimento de seu objeto social, conforme definido no seu estatuto.

    Parágrafo único. No desempenho das competências previstas no inciso I, a PPSA observará, nos contratos de partilha de produção, as melhores práticas da indústria do petróleo.

    Art. 7º Constituem recursos da PPSA:

    I – rendas provenientes da gestão dos contratos de partilha de produção, inclusive parcela que lhe for destinada do bônus de assinatura relativo aos respectivos contratos;

    II – rendas provenientes da gestão dos contratos que celebrar com os agentes comercializadores de petróleo e gás natural da União;

    III – recursos provenientes de acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais;

    IV – rendimentos de aplicações financeiras que realizar;

    V – alienação de bens patrimoniais;

    VI – doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; e

    VII – rendas provenientes de outras fontes.

    Parágrafo único. A remuneração da PPSA pela gestão dos contratos de partilha de produção será estipulada em função das fases de cada contrato e das dimensões dos blocos e campos, entre outros critérios, observados os princípios da eficiência e da economicidade.

    (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12304.htm)

    DECRETO Nº 8.063, DE 1º DE AGOSTO DE 2013

    Cria a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA, aprova o seu Estatuto Social, e dá outras providências.

    A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 12.304, de 2 de agosto de 2010,

    DECRETA:

    Art. 1º Fica criada a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA, empresa pública federal, sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

    Art. 2º A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional convocará Assembleia Geral de acionistas para a constituição da PPSA, nos termos do art. 87, da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976.

    Art. 3º O capital social inicial da PPSA será de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais), dividido em cinquenta mil ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, com integralização de trinta por cento em pecúnia pela União, conforme o disposto no inciso II do caput do art. 80 da Lei no 6.404, de 1976.

    Art. 4ª O Ministro de Estado de Minas e Energia designará representante para a prática dos atos necessários à constituição e instalação da PPSA.
    Parágrafo único. A função de representante, de que trata o caput, será considerada de relevante interesse público, não remunerada.

    Art. 5º Fica aprovado o Estatuto Social da PPSA, nos termos do Anexo a este Decreto.

    Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 1º de agosto de 2013; 192º da Independência e 125º da República.

    DILMA ROUSSEFF
    Guido Mantega
    Edison Lobão
    Miriam Belchior

    (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D8063.htm)
    .
    .

Edison de Aragão

05/08/2014 - 09h57

Excelente está exposição que ele faz da manipulação das informações, utilizadas de acordo com o interesse específico e imediato. Torcedores que querem gol, até de mão, se for o caso.

Responder

Roberto Locatelli

05/08/2014 - 08h10

O deus mercado deseja desemprego, arrocho salarial e miséria para o povo, enquanto os mais ricos ficam ainda mais ricos. É exatamente isso que ocorre na Europa.

Responder

Urbano

04/08/2014 - 20h53

O mercado é bem safadinho, pois não é que ele sabe quem se encontra na presidência federal, quando é ano de eleições, além das notícias mais sacanas dos jornais, revistas e estações de televisão dos bandidos da oposição ao Brasil?

Responder

Julio Silveira

04/08/2014 - 20h06

Para esses caras não tem país, usam o país. Não tem empatia com o Brasil, inventaram serem chamados cidadãos do mundo. Sua grana, ganha dessa forma, compra nacionalidades as custas do sangue e do suor do cidadão brasileiro.

Responder

Luís Carlos

04/08/2014 - 17h58

Nessa área campeia a desonestidade.

Responder

FrancoAtirador

04/08/2014 - 15h45

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12/06/2014 às 11:37
Reuters

BLACKROCK ELEVA FATIA NA ELETROBRAS A 5% DAS AÇÕES PREFERENCIAIS

SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters)

A BlackRock adquiriu ações preferenciais da Eletrobras,
passando a ter de forma agregada 13.043.443 ações preferenciais
e 236.559 recibos de ações (ADRs,
negociados em Nova York), elevando sua fatia a 5 por cento,
informou a estatal em comunicado nesta quinta-feira.

(http://www.ultimoinstante.com.br/pt/noticias_20140612/setores_energia/815144/BlackRock-eleva-fatia-na-Eletrobras-a-5-das-a%C3%A7%C3%B5es-preferenciais.htm)
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Responder

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