VIOMUNDO

Diário da Resistência


Marcelo Zero: “Serpente fascista morde a mão que a alimentou”
J. Batista/Câmara dos Deputados
Falatório Política

Marcelo Zero: “Serpente fascista morde a mão que a alimentou”


28/03/2018 - 16h38

Eduardo Cunha recebe representantes de vários partidos e militantes de extrema-direita. J.Batista/Câmara dos Deputados

Lula ou Fascismo?

por Marcelo Zero

A emboscada e os tiros contra a caravana de Lula, embora chocantes, não surpreendem.

Como a execução de Marielle Franco, esses atos terroristas são apenas a culminação de um longo processo político que resultou na “fascistização” do país.

Um processo que tornou “natural” agressões políticas, jurídicas, midiáticas e, agora, físicas contra o PT e a esquerda em geral.

Os fascistas estão, há bastante tempo, e com muita desenvoltura, por todos os lugares.

Judiciário, mídia, Congresso e todos os setores da vida pública.

Dois dias antes do atentado, a senadora Ana Amélia fez discurso público, no qual parabenizava os jagunços que atacavam com paus, pedras, ovos e chicotes a caravana inteiramente pacífica.

Logo após o atentado, Alckmin e Doria afirmaram que “o PT colhe o que planta”, justificando, assim, a eliminação física de petistas e esquerdistas.

Para eles, petistas merecem ser assassinados.

Uma conhecida articulista escreveu que estava “preocupada com a reação de Lula às agressões”, como se a reação do ex-presidente aos fascistas devesse ter isso a de “botar o rabo ente as pernas” e sair correndo do Sul.

De repente, a grande manchete é a das supostas ameaças ao ministro Fachin, que ninguém diz de onde vêm.

A estratégia é óbvia: inverter a narrativa factual e apresentar o PT como o grande responsável pela violência.

Assim, a vítima se transforma em agressor e os terroristas são apresentados, subliminarmente, como gente que está apenas se defendendo.

Goebbels fez escola no Brasil.

Esses discursos e essas declarações são mais graves que os tiros contra os ônibus, pois são tiros contra a democracia.

Mas esses tiros políticos e ideológicos contra a democracia ocorrem há muito.

O ódio contra o PT, a esquerda de um modo geral e, consequentemente, contra uma real alternância de poder, vem sendo cultivado há anos.

Embora tenha estado presente na história do país há décadas, tal ódio vem sendo insuflado com particular vigor desde que o PT conseguiu chegar ao poder, algo que as classes dominantes nunca aceitaram.

Ao longo desse período, o PT foi atacado diuturnamente por uma mídia venal, que fez o jogo da guerra híbrida para tentar desestabilizar os governos progressistas.

Todas as políticas exitosas implantadas nesse interregno foram atacadas e ridicularizadas.

Até mesmo o Bolsa Família, considerado como programa modelo pela ONU, foi caracterizado como “bolsa preguiça”.

As políticas de cotas para afrodescendentes foram caracterizadas como uma tentativa de introduzir racismo num país não-racista (sic).

O Mais Médicos foi mostrado como um programa para beneficiar a “ditadura comunista de Cuba”.

A política externa ativa e altiva foi rotulada como “terceiro-mundista” e “bolivariana”.

E assim foi com tudo o que os governos progressistas fizeram.

Tudo era veiculado como um desastre promovido por governos incompetentes, corruptos e filocomunistas.

Foram centenas de capas de revistas, centenas de manchetes e milhares de horas de TV e rádio dedicadas a promover indignação e ódio.

Com a crise econômica, as classes dominantes viram uma “janela de oportunidades” para conseguir retomar o poder e iniciaram um processo golpista que intensificou muito a campanha de ódio.

No mesmo período, surge a Lava Jato partidarizada, que apresentou a corrupção da Petrobras, iniciada no governo do PSDB, como uma criação maligna do PT.

Abriu-se definitivamente, então, a caixa de Pandora do fascismo tupiniquim.

A direita tradicional brasileira foi às ruas junto com Bolsonaro,  MBL e outros grupos claramente fascistas, que pediam a eliminação de petistas e a volta da ditadura.

Num átimo, destituíram a presidenta honesta e legítima com a desculpa esfarrapada das “pedaladas fiscais” e jogaram por terra a soberania popular e o pacto democrático plasmado na Constituição de 1988.

De lá para cá, o Brasil vai ladeira abaixo economicamente, socialmente e politicamente.

Foram eles que destruíram o país e sua democracia.

Implantou-se uma agenda ultraneoliberal, entreguista e socialmente regressiva, bem como um Estado de exceção destinado a reprimir movimentos sociais, a esquerda em geral e quaisquer opositores.

No campo jurídico, foi criada a lawfare contra o ex-presidente Lula, de modo a impedir a única candidatura que pode se contrapor à agenda do golpe.

Todo esse processo autoritário e antidemocrático produziu uma notável sequela: a base das forças conservadoras foi hegemonizada pelo fascismo em ascensão.

O PSDB sumiu do mapa e o candidato à direita que tem, de longe, a maior intenção de votos é uma aberração chamada Jair Bolsonaro.

Se vivêssemos em normalidade democrática, um candidato como Bolsonaro teria, no máximo, 2% a 3% de intenção de votos.

Mas ele tem mais de 20%, ao passo que Alckmin e outros estão em um dígito.

Se vivêssemos em normalidade democrática, a direita tradicional tentaria conquistar o voto do centro com um discurso democratizante e moderado.

Isso não parece ser mais possível. Por quê?

Por que não há mais centro.

A ruptura democrática, o golpismo e a campanha do ódio cindiram e polarizaram a sociedade brasileira.

Alckmin, Dória, Ana Amélia e outros sabem que precisam competir com Bolsonaro pelo voto fascista.

Sabem que não podem crescer muito se não polarizarem com o campo popular e a esquerda.

Por isso, se unem ideológica e politicamente, e de modo oportunista, aos terroristas que executaram Marielle e que dispararam contra Lula.

A preservação do centro político e da democracia deveria ter sido feita lá atrás, isolando Bolsonaro, MBL e os outros grupos fascistas.

Mas a direita tradicional, na ânsia de eliminar o PT a qualquer custo, recusou-se a preservar a democracia brasileira e a ter um mínimo de sanidade e racionalidade políticas.

Contudo, há também setores das classes dominantes que estão assustados com o monstro que criaram.

Afinal, ninguém controla a serpente fascista. Ela morde a mão que a alimentou.

Por isso, setores da mídia e da classe política que contribuíram decisivamente para esse quadro, agora dizem, cinicamente, que os “limites foram ultrapassados”.

Ora, os limites foram ultrapassados há muito.

Eles vêm sendo ultrapassados desde, pelo menos, 2005, quando se iniciou a campanha do “mensalão”.

Eles foram definitivamente ultrapassados pelo processo golpista que jogou no lixo a soberania popular, o sistema de representação e a Constituição Cidadã de 1988.

A violência física vem depois das violências simbólicas, jurídicas e políticas.

Ela não surge subitamente do vácuo, por geração espontânea.

Ainda há esperança para a nossa fragilizada democracia? Há.

Mas tudo vai depender do destino de Lula.

As classes dominantes que patrocinaram o golpe e o fascismo ascendente devem decidir se vão condenar um inocente e impedir a única candidatura competitiva contra a agenda regressiva e antidemocrática de golpismo, enterrando de vez o que restou da democracia brasileira, ou se vão apostar no restabelecimento da racionalidade, da soberania popular e da alternância de poder.

Devem decidir se rompem ou não com o fascismo e o autoritarismo antidemocrático que criaram.

No primeiro caso, jogar-se-á o país no abraço mortal da polarização, do fascismo e da violência, com a terrível ameaça da instituição de uma ditadura tout court e o possível cancelamento das eleições em 2018.

No segundo, cria-se, mesmo no contexto de um pleito acirrado, a possibilidade de uma distensão democrática que conduza os conflitos para o reino pacífico do debate e dos votos.

Agregue-se que Lula é o único candidato com potencial político e legitimidade para negociar saídas democráticas para a crise.

Lula ou fascismo, esse é o dilema. That is the question.

Para os verdadeiros democratas, a escolha é fácil.

Leia também:

Bancada do PT pede federalização da investigação de atentado contra Lula: Crime político





13 comentários

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Bel

30 de março de 2018 às 14h41

Parece que vai ter buzinaço dia 03. Dentro de um automóvel com ar condicionado é mais fácil protestar contar o STF. Será metade buzinando no engarrafamento do trânsito e metade buzinando para o trânsito engarrafado andar.
Os mesmos que vomitam cotra o PT que não queria assinar a Constituição como ela está, são os mesmos que querem passar por cima da Constituição. Ô, povo contraditório, não?

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Orlando Zamboti Neto

30 de março de 2018 às 08h19

Li todos os comentários, engradiados nos fatos e acontecimentos que diante destes não formulam uma nova saída, a não ser com perspectivas em pessoas que estão na nata da podridão a que nos destrói. Portanto agueles que são formadores de opinião que se juntem, e mostrem uma saída sadia para salvarmos o nosso país.

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robertoAP

29 de março de 2018 às 17h55

Excelente comentário Marcelo. Parabéns, nota 10.
Engraçado que esses idiotas anti comunismo, que nunca existiu no país, estão através do governo golpista, entregando o país inteiro para diversos países, principalmente a China que é o país simbolo do COMUNISMO, atualmente.
Tiraram um comunista que não é comunista do comando do país e entregaram tudo para comunistas de verdade.
Será que os reais COMUNISTAS BRASILEIROS, não são os COXINHAS.
Então, pau e rebenque nesses comunistas enrustidos, incluindo essa velha comunista da RBS comunista.

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Hildermes José Medeiros

29 de março de 2018 às 15h49

Está mais do que explicado, com base nos acontecimentos. Percebe-se que o articulista ainda espera uma saída através do voto, sem maiores agressões, apenas na disputa democrática. Também, por suas palavras, percebe-se que acredita numa direita civilizada, como se fosse possível ser civilizado defender a todo custo o capital, em detrimento do mundo do trabalho, ainda mais num país como o Brasil, onde ainda milhões de pessoas são sobreviventes, com direito apenas às migalhas, que sobram do banquete dos ricos, vítimas que são da gula dos donos do capital. Além do mais, ao longo de nossa História, em poucos momentos desde o Império não foi desse jeito. Quando a direita não está no poder, procura inviabilizar os governos a que se opõem. Nesse contexto atual, duas coisas: já se transformaram num lugar comum, essa de tachar como fascista, qualquer ato que de alguma forma, presumidamente esteja ligado aos golpistas; os golpistas por sua vez denominam de teoria da conspiração, quem quer que esteja levantando alguma hipótese, que de alguma forma possa identificar seus movimentos, como meio de ridicularizar ou desviar a atenção para o que esteja sendo denunciado. Assim, com a criação do Ministério da Segurança Pública, tendo à frente um conhecido e ridículo golpista, Raul Jungmann, a intervenção decretada pelo traíra, Michel Temer,na área de segurança no Rio de Janeiro, que detona de vez a União, descaracterizando os Estados e centralizando mais ainda o poder, e o aguçamento de problemas nessa área em várias partes do Brasil, com as Forças Armadas que foram chamadas para tentar uma solução, fazendo corpo mole e vistas grossas, diante dos graves acontecimentos que estão ocorrendo, sendo este atentado à Caravana o Presidente Lula no Paraná mais um e dos mais graves, após o assassinato de Marielle. Muitos golpista e analistas da mídia aliada, estão praticamente tudo ignorando, com comentários evasivos, que não induzem à repressão desses atentados à Democracia. Na realidade, é provável que estejamos diante de uma tentativa de implantar um regime autoritário, há até quem esteja prevendo, inclusive, a não realização das eleições este ano, claro diante da possibilidade de não poderem prender Lula. Os meios para esse novo passo dos golpistas já estão sendo implantados, inclusive e principalmente a amplificação de tudo que acontece na área da segurança, visando através do medo a aceitação de uma saída de força. Vão tentar a bandeira do caos na segurança, já que a bandeira do combate à corrupção está se esgarçando muito. Corroborando tudo, só ver as declarações de Ministros, Governadores e Prefeitos, deputados e senadores ligados ao golpe. Não estão nem aí, até acham que as vítimas sejam culpadas pelas agressões que sofrem. Apenas uma certeza: tudo é tão torpe, desumano, fora da realidade, que dificilmente terá êxito, pode ser que o passo seja maior do que as pernas. Só não dá para ficar esperando as coisas se consumarem. A quem cabe e tem responsabilidade, é preciso agir, antes que seja tarde, A direita golpista não gosta e tem medo do povo. Povo neles..

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Julio Silveira

29 de março de 2018 às 10h20

Essa gente só vai se dar conta quando esse circo começar a pegar fogo para todos os lados e as chamas começarem a se alastrar pro lado deles. Enquanto estiverem em aparente segurança olhando os queimados do outro lado, de um incendio que eles provocaram, com certeza pensarão que não tem com o que se preocupar, que está tudo dominado por eles.
Mas eles sempre terão Miami para fugir, coisa que a grande maioria, os verdadeiros brasileiros que restarão feridos, não terão.

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    robertoAP

    29 de março de 2018 às 18h03

    O Hitler quando começou a apanhar dos aliados, foi recuando e apanhando, levando bomba,morteiro,bazuca ,canhão e míssil até as portas de Berlin. As portas foram arrombadas e os alemães nazistas começaram a ser dizimados dentro de sua própria casa, até não sobrar uma única pedra em pé, na Alemanha inteira.
    Viram coxinhas, se houver uma guerra civil, não adianta se esconder no armário, embaixo da cama ou embaixo do vestido da mamãe, pois as bombinhas chegam até lá também.

FrancoAtirador

28 de março de 2018 às 23h16

“A caravana de Lula recebeu tiros…
nitidamente uma emboscada.
Essa é a forma da direita dialogar.
Esse é o resultado do golpe.
A minoria fascista perdeu o medo,
acobertados por uma imprensa sórdida
que só incita a violência.”
@DepMainardi
https://twitter.com/DepMainardi/status/979080453264216064

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paulo

28 de março de 2018 às 21h45

Só não ficou claro é que setores são esses que estão preocupados. No meu entender a ficha deles ainda não caiu. Tem até um dono de empresa que só vende para o povão que quer ser presidsnte com uma proposta de prejudicar esse povão que sem dinhwiro não poderá comprar na loja dele…

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Edgar Rocha

28 de março de 2018 às 20h00

Mas, ainda há uma variável que os analistas insistem, sei lá o porquê, em negligenciar solenemente. De que lado ficará o crime organizado? Eu aposto numa resposta mais óbvia: do lado de si mesmo. Haja vista o enorme poder de fogo – literalmente – demonstrado pelas forças organizadas do poder paralelo em todo o Brasil, com a ascensão do PCC e sua competente estratégia de unificação imperial do crime em nível nacional, fica evidente que a sinergia entre as forças políticas tradicionais e o poder paralelo irá alinhavar o destino político do país para a próxima geração, não só neste período eleitoral.
Entender a dinâmica do crime organizado e do poder paralelo ajudaria e muito a entender recortes importantes como a crise no Rio e o processo de intervenção, podendo prever os resultados futuros, caso seja levado em conta o ânimo político do governo golpista e as forças paralelas envolvidas na peleja: o tráfico de drogas com seus tentáculos e as milícias de policiais que, agora se sabe graças ao caso Marielle, também se encontram em processo centralização. As balas saídas de São Paulo e descarregadas no Rio sinalizam esta possibilidade.
Milicianos, todo periférico sabe, fecham com a maioria das forças policiais estaduais: estão com Bolsonaro. É este o poder com o qual o fascista assumido joga o tempo todo contra seus, digamos, inimigos políticos.
Já o PCC tende a um esforço de engolfar estar forças milicianas em acordos e divisão financeira de suas atividades. Ambos os lados detém o poder de intimidação de toda a cidadania, com capacidade de desestruturar imagens e destruir reputações e vidas. Eu diria que o poder paralelo é a única força capaz de equiparar-se à Rede Globo e ao cartel das comunicações nesta mesma seara. São capazes de forçar negociações, desestruturar Estados inteiros, implantar o terror real, em oposição ao poder virtual das teles.
O que não se sabe até o momento é o grau de promiscuidade de todos estes setores perniciosos da vida institucional brasileira. Parto do princípio que, ao menos, apesar das possibilidades de negociação entre estes setores, ninguém em sã consciência ( fruta difícil na feira atualmente, esta tal sã consciência) gostaria de compartilhar a cama com o bode fedorento do Bolsonaro ou ter que aventar a possibilidade de condicionar a vida política do país aos humores do PCC. No caso, Geraldo Alckmin não tem achado esta fruta pra comer atualmente. A Globo, muito menos. Andam reforçando a ideia de que São Paulo é um modelo de civilidade que conseguiu resolver a questão do crime organizado no Estado, como se o PCC não tivesse sede no próprio Estado e estivesse franqueando a violência para o resto país.
Se o PSDB continuar seguindo esta linha fácil pra chegar ao poder, milícias e PCC terão vencido a batalha pelas instituições. E quem puder fugir pra Maiame ou Lisboa, vai continuar saindo do país antes que sobre bala perdida pra si. Enfim, o inferno de hoje pode ser muito pior amanhã se o PSDB emplacar esta estratégia suicida por todo o país. Acabou o Brasil o Estado de Direito, as liberdades coletivas e individuais.

Responder

FrancoAtirador

28 de março de 2018 às 17h12

Curiosidade
O Atentado a Tiros nos Ônibus
onde se encontravam Jornalistas
será Motivo de Repúdio
das Associações de Imprensa?

http://pt.sipiapa.org/contenidos/home.html
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/979067316603379712

Responder

    FrancoAtirador

    28 de março de 2018 às 17h51

    Testemunho da Jornalista Eleonora Lucena,
    que estava no ônibus da Caravana do Lula,
    atingido ontem por disparos de tiros.

    https://pbs.twimg.com/media/DZZff9UWkAAserj.jpg

    https://twitter.com/ManuelaDavila/status/979075020369494017

FrancoAtirador

28 de março de 2018 às 16h59

.
.
Fascistas Nunca foram Democratas.
Historicamente, só se serviram do voto popular
para chegar ao Governo Central e monopolizar o Poder,
enfraquecendo o Legislativo e o Judiciário,
e enfim Revogar as Constituições Democráticas
Instituindo o Arbítrio de um Estado Policial.

Responder

    LEOPOLDO

    29 de março de 2018 às 18h07

    Mas espera ai, não estou entendo… Você está se referindo a quem?


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