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Marcelo Freixo: Morte de Kathlen, grávida, comprova que política de confrontos fracassou
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Política

Marcelo Freixo: Morte de Kathlen, grávida, comprova que política de confrontos fracassou


09/06/2021 - 14h29

Por Marcelo Freixo*, nas redes sociais

A violência destruiu mais uma família no RJ.

Kathlen Romeu, uma jovem negra de 24 anos e grávida de 4 meses, foi assassinada durante uma operação policial no Lins.

Mais uma vez essa política de segurança pública insana, brutal e ineficaz tira a vida de inocentes.

As mortes de Kathlen e de seu bebê são o atestado de óbito do RJ.

Não reduziremos a violência colocando uma mulher grávida na linha de tiro.

Não conseguiremos enfrentar o crime organizado com ações irresponsáveis que levam terror e morte p/ os moradores das favelas.

O que essa política de segurança, baseada exclusivamente em confrontos armados nas áreas pobres, trouxe de positivo na redução da criminalidade?

NADA.

Hoje mais uma família chora e o RJ se torna um lugar ainda mais violento.

Temos a polícia que mais mata e mais morre no mundo.

O enfrentamento ao tráfico de drogas e às milícias tem que ser feito com menos tiros e mais investimentos em inteligência, em planejamento e na formação e qualificação dos policiais.

Precisamos aprimorar os mecanismos de investigação e acabar com essa insanidade.

Minha solidariedade à família e aos amigos de Kathlen, aos moradores do Lins e de todas as favelas do RJ que sofrem com essa política de segurança pública desumana, violenta e ineficaz.

*Deputado federal e possível candidato ao governo do Rio em 2022 pelo PSB.





3 comentários

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Zé Maria

10 de junho de 2021 às 10h14

.
Os Governadores Estaduais deveriam ter
um pouco de Dignidade e se posicionar
pela desmilitarização das Polícias, senão
quem vai acabar pagando é o Povo que
paga ICMS na boca do caixa. Olha só:
.
Notícias STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue, nesta quinta-feira (10), o julgamento em que se discute a responsabilidade do Estado pela indenização a um repórter fotográfico ferido durante tumulto envolvendo manifestantes e policiais. Até o momento, os ministros Marco Aurélio (relator), Alexandre de Moraes e Edson Fachin votaram no sentido de que o Estado é responsável pelo resultado da ação policial.

A questão está sendo analisada no Recurso Extraordinário (RE) 1209429, com repercussão geral (Tema 1055). O julgamento, suspenso por pedido de vista do ministro Nunes Marques, deve ser retomado nesta quinta-feira (10).

Negativa de indenização

O recurso foi interposto por um repórter fotográfico atingido no olho esquerdo por uma bala de borracha, disparada pela Polícia Militar de São Paulo, enquanto cobria um protesto de professores na capital paulista em maio de 2003. Ele questiona decisão do Tribunal de Justiça estadual (TJ-SP) que, mesmo admitindo que a bala da corporação militar foi a causa do ferimento no olho do repórter, que perdeu 90% da visão, reformou sentença de primeira instância e assentou a culpa exclusiva da vítima e negou o pedido de indenização por danos materiais e morais contra o Estado.

Íntegra:
http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=467317

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Zé Maria

10 de junho de 2021 às 09h41

Mais um Assassinato Brutal na Conta da PM.
É pra isso que serve a Polícia Militar?
É sim!

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Zé Maria

10 de junho de 2021 às 09h40

“A gente quer Justiça.
O nosso povo, o povo pobre,
está cansado de dizer.
Só mudou o personagem.
Eu cansei de ver isso.
As frases são todas tabuladas,
e a violência continua, cada vez pior”,
disse o pai, Luciano Gonçalves. [G1]

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