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Marcelo Freixo: A verdade é que a família Bolsonaro apoiou Cabral, Pezão e Picciani; veja vídeo com voto de Flávio Bolsonaro em deputado que hoje está preso
Política

Marcelo Freixo: A verdade é que a família Bolsonaro apoiou Cabral, Pezão e Picciani; veja vídeo com voto de Flávio Bolsonaro em deputado que hoje está preso


30/11/2018 - 18h07

Rezando a Deus que lhe dê muita sabedoria, presidente, em mais esse biênio aqui, uma pessoa com o seu perfil importante, sim, para essa Casa, pelo momento difícil que nós passamos, principalmente por ser uma pessoa que respeita as diferenças e as opiniões diversas, diferente de muitos. Meu voto é sim. Flávio Bolsonaro, votando para que Jorge Picciani fosse, de novo, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

por Marcelo Freixo, no twitter

Muitas pessoas estão comentando sobre o tweet falso atribuído ao Bolsonaro que nós divulgamos.

Apagamos a postagem assim que ficamos sabendo que se tratava de uma informação falsa.

A questão é: Bolsonaro votou e apoiou, sim, Pezão e Cabral. Isso é verdade e eles querem esconder.

Em 2017, Jorge Picciani, que está preso junto com Cabral e Pezão, se elegeu presidente da Alerj. Eu votei contra Picciani.

Já Flávio Bolsonaro…

Fake news é dizer que combate a corrupção tendo sido aliado de Cabral, Pezão e Picciani.

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12 comentários

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Zé Maria

02 de dezembro de 2018 às 14h28

Entrevista: João Guilherme dos Santos,pesquisador da UERJ

Por Marco Weissheimer, no Sul21

Sul21: Como funcionou esse acompanhamento que vocês fizeram de grupos de Whatsapp durante a campanha eleitoral deste ano?

João Guilherme dos Santos: Nós pesquisamos campanhas eleitorais e a ação de grupos conservadores há algum tempo já. Vou fazer um rápido histórico.
Em 2011, pesquisamos a questão do PL 122/2006, que criminaliza a homofobia, e ali foi possível detectar a formação de grupos que estavam se articulando em torno de petições públicas para impedir a criminalização.
Identificamos ali a ação de alguns cantores gospel, de Silas Malafaia e de vários grupos com viés fundamentalista que se articulavam no Twitter na época para exercer pressão sobre o Legislativo.
Em 2014, começamos a analisar Bolsonaro com mais cuidado. Havia uma rede de páginas policiais que já tinham um discurso anti-petista, anti-comunista e moralista que serviam de suporte à campanha de Bolsonaro no Rio.
Ele usava muito essa dinâmica de polarização, de antagonismo, de definir uma linha clara e dizer que, quem está do outro lado, é bandido e inimigo.

Em 2016, houve uma aproximação dessas duas frentes. Bolsonaro é batizado no rio Jordão pelo pastor Everaldo, consolidando o casamento dessas duas frentes juntando um conservadorismo religioso com viés mais fundamentalista com a pauta da segurança pública. Com o tempo, junta-se a essa frente também a pauta anti-corrupção que coloca o PT como único responsável pela corrupção no país. Os atores que pesquisávamos já confluíam nesta direção há um bom tempo. O que mudou foi a rede, o whatsapp. Essa foi a grande novidade. Nas nossas pesquisas, nós entrevistamos profissionais de várias áreas que atuam em campanhas eleitorais. Nós víamos uma expectativa grande em relação ao whatsapp. Como isso era muito recorrente começamos a pensar em uma metodologia para estudar o whatsapp, principalmente por causa do caso Youssef, que aconteceu em 2014, quando, às vésperas da eleição, surgiu o boato que ele tinha sido envenenado.

Em 2016, houve uma aproximação dessas duas frentes.
Bolsonaro é batizado no rio Jordão pelo pastor Everaldo, consolidando o casamento dessas duas frentes juntando um conservadorismo religioso com viés mais fundamentalista com a pauta da segurança pública.
Com o tempo, junta-se a essa frente também a pauta anti-corrupção que coloca o PT como único responsável pela corrupção no país.
Os atores que pesquisávamos já confluíam nesta direção há um bom tempo.
O que mudou foi a rede, o whatsapp. Essa foi a grande novidade.
Nas nossas pesquisas, nós entrevistamos profissionais de várias áreas que atuam em campanhas eleitorais.
Nós víamos uma expectativa grande em relação ao whatsapp.
Como isso era muito recorrente começamos a pensar em uma metodologia para estudar o whatsapp, principalmente por causa do caso Youssef, que aconteceu em 2014, quando, às vésperas da eleição, surgiu o boato que ele tinha sido envenenado.

Começamos a investigar como a informação pode viralizar dentro do whatsapp.
Não é difícil entender porque eles escolheram o whatsapp.
Ele garante o anonimato e tem criptografia ponta a ponta, o que é muito interessante para quem quer trabalhar com notícias falsas.
Ao mesmo tempo, essas mesmas características fazem com que seja difícil viralizar a informação nesta rede, que é privada, não tem uma time line pública, nem um algoritmo de impulsionamento de visibilidade.

Nós passamos a investigar então como uma notícia [falsa] pode viralizar dentro deste cenário.
O funcionamento dos grupos tem uma dinâmica que tem um grande potencial de viralização.
Em cada grupo destes, são mais de 250 pessoas, o que propicia uma lógica de viralização que não é tão comum em uma rede privada.
…quando você tem grupos de política a chance de alguém se interessar é bem maior.
E esses grupos são interconectados, com algumas pessoas participando em vários deles.

Em maio deste ano, antes do início da campanha eleitoral,começamos a entrar em alguns grupos para tentar entender melhor essa lógica.
Muita gente só foi perceber a dimensão do whatsapp durante a campanha, entrou no final e assistiu o sucesso de um coisa que foi construída nos meses anteriores.
Ter entrado nos grupos em maio nos ajudou muito a entender como essa estratégia foi se organizando, como eles erravam às vezes e aprendiam com os erros.
Os grupos têm um limite de pessoas. Quando um grupo atingia seu limite, muitas vezes eles criavam outro mantendo o mesmo nome e só ir acrescentando uma numeração.
Quando alguns candidatos visitavam outros estados esses grupos não conseguiam se mobilizar para receber o seu candidato.
Vários grupos aprenderam com isso e passaram a se dividir regionalmente.
Em vez de ter grupos 1,2,3, passaram a ter grupo Rio, grupo São Paulo e assim por diante.
Houve um processo de aprendizado nestes meses que é muito importante para entender um pouco o que aconteceu durante a eleição.

Se formos pensar a viralização de notícias falsas dentro desses grupos, temos pelo menos três etapas.
A primeira é a emissão. Algum pólo está emitindo sistematicamente essas notícias.
A segunda etapa é a da viralização e
a terceira é aquela onde esse conteúdo atinge grupos que não estão interessados em política.
Essa última é a etapa onde mais pessoas são atingidas, chegando aos grupos de famílias, de hobbies, de futebol, geralmente por meio de um de seus integrantes que participa de algum grupo especificamente sobre política.
Ao se perceber algum nicho importante, passa-se a incidir especificamente sobre ele, seja um grupo de caçadores de javali ou de entusiastas por carros, pesca, tiro, etc. Mas esses grupos estão na ponta do processo.
Como os integrantes de grupos que gostam muito de política potencialmente participam também de algum grupo de família, a possibilidade desses conteúdos chegarem aos grupos de família é muito grande.

Em termos de conteúdo, por mais que muita gente tenha ficado surpresa, só se reafirmou o que já vinha circulando há um bom tempo.
O tema do kit gay, por exemplo, não é muito diferente das ideias que já circulavam em 2011 no debate sobre a criminalização da homofobia.
O que mudou foi o alcance que tiveram notícias falsas pegando esses temas e associando-os a personagens atuais.
O kit gay foi ligado com Haddad, a fraude nas urnas foi ligada com o TSE e assim por diante.

…há dois fatores que nos permitem afirmar que as notícias falsas têm um papel relevante.
As equipes que entrevistamos no passado, que estavam envolvidas neste processo, apontaram que, quem compra [!!!] um pacote com esse tipo de conteúdo, geralmente está interessado em aumentar a rejeição do oponente e não propriamente em conquistar votos.
É isso que a notícia falsa acaba provocando: ou a pessoa vota nulo ou deixa de votar em um determinado candidato que seria ‘perigoso’.
Esses dos fatores foram muito importantes nesta eleição.
Houve uma rejeição recorde dos candidatos no segundo turno…

… a lógica das notícias falsas segue um padrão recorrente, utilizando alguns gatilhos emocionais, fomentando a solidariedade de um grupo específico baseada na hostilidade contra quem não está naquele grupo.
Há várias agências investindo [!!!] neste método e, assim como veio para o Brasil, provavelmente irá para o Uruguai em breve.
Existe um mercado [!!!] crescendo aí.

Sul21: E a produção e disseminação de fake news é uma das principais armas desse mercado?

João Guilherme dos Santos: Sim.
E não se trata apenas de difundir, mas de conseguir viralizar.
Você pega um conjunto de pessoas que não estão contratadas pela campanha, que tem seus grupos particulares e que acabam sendo um canal que, sistematicamente, compartilha aquelas notícias.
Deste modo, você consegue, gratuitamente, um potencial gigantesco de difusão de notícias falsas.
De algum modo, essa lógica parece ter feito as pessoas não prestarem tanta atenção nas notícias falsas. Muita gente parte do princípio de que se ela não recebeu (dinheiro) para compartilhar aquela notícia, ninguém recebeu também para produzi-la. Esse processo mistura pessoas que estão profissionalmente envolvidas na produção e difusão de notícias falsas, cientes de que elas são falsas e com finalidade eleitoral, com pessoas que não têm muito discernimento sobre política.

Mais em:
https://www.sul21.com.br/areazero/2018/12/o-potencial-de-estrago-de-grupos-conservadores-nas-redes-sociais-foi-subestimado-diz-pesquisador

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Zé Maria

02 de dezembro de 2018 às 13h47

Fraude com CPF viabilizou disparo de mensagens de WhatsApp na eleição

Reportagem: Patrícia Campos Mello

Relato e documentos obtidos pela Folha detalham o submundo do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp que se instalou no Brasil durante as eleições deste ano.

Uma rede de empresas recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

Entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital, ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

As conversas gravadas e a ação acrescentam detalhes ao esquema revelado pela Folha em outubro (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/empresarios-bancam-campanha-contra-o-pt-pelo-whatsapp.shtml), quando reportagem mostrou que empresários pagaram para impulsionar mensagens anti-PT na disputa eleitoral.

Após a publicação da reportagem, o WhatsApp bloqueou as contas ligadas às quatro agências de mídia citadas pela Folha por fazerem disparos em massa: Quickmobile, Croc Services, SMS Market e Yacows.

Segundo o relato, as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados.
Ele enviou à reportagem uma relação de 10 mil nomes de pessoas nascidas de 1932 a 1953 (de 65 a 86 anos) que, afirma, era distribuída pela Yacows aos operadores de disparos de mensagens.

… os dados utilizados sem autorização eram parte importante do esquema…

Outra irregularidade aparece nas mensagens enviadas por um supervisor que descreve o uso de robôs para disparar as mensagens em massa, algo que a legislação eleitoral veda: “Entre um envio e outro do robô, haverá uma pausa de 2 a 6 segundos. A cada 50 mensagens, uma pausa de 10 segundos.”

A Claro, operadora da maioria dos chips de celular usados no esquema, afirma repudiar o uso não autorizado de dados.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/12/fraude-com-cpf-viabilizou-disparo-de-mensagens-de-whatsapp-na-eleicao.shtml

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Cláudio

02 de dezembro de 2018 às 04h13

:
: * * * * 04:13 * * * * * Ouvindo A(s) Voz(es) do Brasil E DO MUNDO INTEIRO e postando :

Prêmio NOBEL da Paz 2019 para LULA Já ! ! ! ! !

:.:

Responder

Sandra

02 de dezembro de 2018 às 01h11

É legal essa prisão do Pezão? Ou é mais uma ação motivada pelo estado de exceção?

Responder

Zé Maria

01 de dezembro de 2018 às 18h03

“Moralistas Sem Moral”

Zezé Perrela: -Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga.
Aécio Neves: -KKKKKK…

Falando no Capeta…
O que os Eleitores do Botsonauro fizeram com aquelas
Camisas que diziam: “A Culpa Não é Minha. Eu Votei no Aécio”.?

Responder

Cláudio

01 de dezembro de 2018 às 04h13

NOBEL da Paz 2019 para LULA Já ! ! ! !

Responder

    lulipe

    01 de dezembro de 2018 às 18h01

    “Lula tá preso, babaca.”

    Cid Gomes

bolsa de M*

01 de dezembro de 2018 às 02h21

Hitler nunca fez nada que todo eleitor seu não tivesse votado para que fizesse. O mesmo acontece com Bolzo. Ou faz ou é um traidor canalha dos seus elietores

Responder

Waldir Rodrigues de Camargo

30 de novembro de 2018 às 19h14

Vcs nao sabem perder é duro a derrota esse freixo ja perdeu p o crivella etc agora fica querendo estar no centro das atencoes um cara q apoia psol lula etc nao merece nenhum credito.

Responder

    Julio Silveira

    01 de dezembro de 2018 às 16h39

    Quem perdeu não fomos nós, que perde é o Brasil. O seu Bozo mitomano é uma fraude como politico. Nunca contribuiu com nada para o Brasil a não ser a sua pregação facista. A verdade será sempre dificil de se admitir quando se é trouxa. Mas o golpe veio para reforçar grupos corruptores, que infestam o Brasil desde a Ditadura militar. Ou vc pensa que a Odebrecht saiu de onde, ou ainda as outras grandes empreiteiras que construiam obras que saiam do nada e terminavam em lugar nenhum com muita verba publica. Todos esses grupos sairão bem, mas terão outros “privilegiados” que se somarão a mamata das ver as publicas as custas dos trouxas, como vc que foi contaminado com o virus da raiva.

    June Brasil

    02 de dezembro de 2018 às 00h57

    Então, tá, você tem razão, meu caro… Mande seu e-mail para que envie-lhe um “kit gay” e a “biografia de papai noel” (escrito pelo próprio!), tenho 17 milhões de exemplares de cada para serem doados ao seguidores da “família messias”… kkkkk

Zé Maria

30 de novembro de 2018 às 18h19 Responder

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O lado sujo do futebol

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