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Malvinas: Presença militar britânica deve preocupar o Brasil, diz chanceler argentino
Política

Malvinas: Presença militar britânica deve preocupar o Brasil, diz chanceler argentino


08/02/2013 - 11h36

Internacional| 07/02/2013 | Copyleft

Malvinas militarizada deve preocupar Brasil, diz chanceler argentino

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, concedida em Londres, o chanceler argentino Héctor Timerman agradeceu o apoio do Brasil à soberania argentina nas Malvinas e ao diálogo entre a Argentina e o Reino Unido. Tratou ainda da intensa presença militar britânica na América do Sul, especialmente naquelas ilhas, onde há um soldado para cada 2,5 civis, e disse que a entrada da Venezuela no Mercosul fortalece a região nas negociações com outras nações.

por Marcelo Justo, na Carta Maior

Londres – A julgar pela forte presença de câmeras de televisão e meios impressos britânicos e internacionais na coletiva de imprensa que Héctor Timerman concedeu na embaixada argentina em Londres, o tema Malvinas está outra vez no centro da atenção pública. 

A “reunião que não aconteceu” entre Timerman e seu colega britânico William Hague parece ter produzido mais repercussão do que todas as reuniões que ocorrerem nos anos 90 entre o então chanceler Guido Di Tella e os sucessivos ministros do Reino Unido no marco da política de aproximação e sedução do governo de Carlos Menem.

A exigência de Hague de que todos os moradores das ilhas participassem da reunião terminou com toda possibilidade de encontro e gerou uma forte polêmica na imprensa britânica que, aliada a setores da imprensa argentina que fazem oposição ao governo de Cristina Fernández de Kirchner, publicaram que o chanceler Timerman havia se recusado a dialogar com o Reino Unido.

Em entrevista à Carta Maior, Timerman agradeceu a firme postura do chanceler brasileiro Antonio Patriota, que, em sua coletiva de imprensa com William Hague na segunda-feira (4), deixou claro seu apoio à posição argentina e se referiu à crescente colaboração brasileiro-argentina frente à crise econômica mundial e à importância de contar com a presença da Venezuela no Mercosul.



Carta Maior – É um paradoxo que sua “não reunião” com William Hague tenha causado muito mais interesse do que muitos encontros que ocorreram entre chanceleres em outras épocas. Vale mais a pena então esticar a corda?


Héctor Timerman – Nós queríamos deixar claro ao povo britânico que a Argentina está interessada em dialogar. Há um conceito errôneo que estão mostrando na Inglaterra de que o povo argentino não quer negociar, que é intransigente. O povo argentino é intransigente em suas convicções, mas não em sua forma de agir. Nós estamos de acordo com o diálogo. A presidenta Cristina Fernández de Kirchner disse nas Nações Unidas que não queremos que nos deem razão, queremos nos sentar, dialogar a resolver o conflito de forma pacífica. E creio que conseguimos transmitir essa mensagem.

CM – Uma frase que ganhou muito destaque no Reino Unido foi quando você disse em entrevistas ao The Guardian e ao The Independent que em menos de 20 anos a Argentina poderia recuperar a soberania sobre as ilhas. Pensando que um conflito mais ou menos similar, que é o que o Reino Unido tem com a Espanha pelo Estreito de Gibraltar, não foi resolvido em mais de 300 anos, não é um pouco otimista demais pensar em 20 anos?

HT – Se a Grã Bretanha se sentar para negociar conosco não vai demorar 20 anos para um acordo: ele sairá muito antes. O tema é se a Grão Bretanha reconhece ou não as resoluções da ONU e o direito internacional. Se não reconhece vai demorar mais de 20 anos. Como não há nenhuma hipótese de conflito bélico pode passar mais tempo. Você mencionou Gibraltar. Há mais conflitos armados entre o Reino Unido e a Espanha por Gibraltar do que houve nas Malvinas. Frequentemente há barcos da prefeitura espanhola que prendem barcos pesqueiros ou protegem seus próprios pesqueiros. Nada disso ocorre nas Malvinas que é o único enclave colonial que ainda existe na América do Sul. Eu parto da base de que algum dia a Grã Bretanha vai reconhecer as Nações Unidas como um órgão cujas resoluções devem ser respeitadas. Um dia vão incorporar plenamente as Nações Unidas. Creio que a história joga a favor da Argentina.

CM – Na segunda-feira o chanceler brasileiro Antonio Patriota, em uma conferência de imprensa conjunta com William Hague, foi muito claro quanto à posição do Brasil e do resto do Mercosul, em apoio à soberania argentina e ao diálogo entre a Argentina e o Reino Unido. Isso é particularmente importante porque o Brasil é um país chave dentro dos objetivos do Reino Unido de conquistar mercados fora da União Europeia.


HT – Admiramos e agradecemos profundamente esta posição firme do Brasil. Estamos orgulhosos que os irmãos brasileiros nos deem este apoio contundente na hora de falar com o governo inglês ou nas cúpulas governamentais. Esta é a posição da América Latina em seu conjunto. De modo que a relação do Reino Unido e da Europa com a América Latina vai estar, em certa medida, sempre condicionada pelo tema das Malvinas. Trata-se de um tema regional que também é global. Temos visto isso em cada uma de minhas viagens. Estive no Azerbaijão e o presidente me comentou que estava olhando um programa de televisão que falava das Malvinas e que prestou especial atenção pensando no encontro que teria comigo.

CM – Quanto à militarização britânica, em que medida isso afeta a Argentina e o resto da América do Sul?


HT – A América do Sul é uma zona de paz. A única força extra-regional com uma presença militar importante é a da Grã Bretanha, que tem bases militares desde Ascensão, entre a África e a América do Sul, na altura do Brasil, até as Malvinas e a Antártica. A mais importante é a das Malvinas que tem um soldado para cada 2,5 civis. Eles têm as mesmas armas usadas no Afeganistão e no Iraque, negam-se a informar se os submarinos com capacidade para transportar armas nucleares levam ou não tais armas, fazem disparos de mísseis sem informar a Organização Marítima Internacional, como ocorreu em 2010. Na última reunião há duas semanas em Montevidéu entre países africanos e sulamericanos foi manifestado por escrito essa preocupação com o grau de militarização que não condiz com o fato de que há nenhuma hipótese de conflito.

CM – Entrando mais no terreno econômico e na crise mundial, o Brasil, a Argentina e o Mercosul em seu conjunto têm que adotar mais medidas para lidar com ela?


HT – Sabemos que precisamos aprofundar essas medidas e estamos trabalhando neste sentido. Houve uma cúpula em Brasília entre Cristina e Dilma e haverá outra em Calafate no dia 7 de março para seguirmos falando desses temas. Há turbulências da economia mundial que nos afetam e temos que trabalhar de maneira conjunta para proteger nossas indústrias, mercados, força de trabalho e exportações dos embates oriundos das crises econômicas da Europa e dos Estados Unidos. Há consciência do tema e uma coordenação muito boa.



CM – A presença da Venezuela ajuda neste sentido?


HT – Totalmente, porque dá estrategicamente um peso ao Mercosul ao agregar o fator energético. O Mercosul é alimentos, tecnologia, recursos naturais como água, uma série de temas em que já éramos muito fortes. Se agregamos o petróleo isso nos faz muito mais fortes na hora de negociar. Por isso havia muito interesse por parte de potências extra-regionais para evitar a incorporação da Venezuela. Com a Venezuela criamos uma unidade política e econômica que nos permite negociar com qualquer grupo de países no mundo.



Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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44 comentários

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batman

12 de março de 2014 às 14h18

A situação das malvinas é muito complicada. A Argentina (dona original da ilha) se calou por anos e a Inglaterra se consolidou como dona da ilha investindo no bem estar da população e na educação da mesma. Hoje, naturalmente, a população não quer pertencer à Argentina; se não devolverem a ilha, os britânicos somente reconfirmam para o mundo o tipo de nação cínica que eles são; se devolverem estarão lançando o povo da ilha na mão de uma nação atrasada e economicamente falida, oque seria um crime. Penso que a Inglaterra teria que vazar daqui, porém as Malvinas teriam que ficar independentes, ou seja, livre também da Argentina.

Responder

Vladimir Safatle: Canonizando Margaret Thatcher - Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de abril de 2013 às 12h40

[…] Malvinas: Presença militar britânica deve preocupar o Brasil, diz chanceler argentino […]

Responder

Marcos

12 de fevereiro de 2013 às 12h01

Fora ingleses usurpadores…Apoio total aos argentinos.

Responder

FrancoAtirador

11 de fevereiro de 2013 às 19h52

.
.
E a presença militar Norte-Americana

na Colômbia e, recentemente, no Paraguai

também deveria despertar um certo receio…
.
.

Responder

    Julio Silveira

    12 de fevereiro de 2013 às 12h02

    Creio que estão formando um cerco e como sempre os povos latinos sendo comprados. Essa gente tem objetivos de longo prazo, coisa que nosso imediatismo estimulado não alcança. Alguns estados estão em estágio mais avançado, mas o grande objetivo realmente são os mais poderosos e ricos da região, os que em suas analises poderiam lhes opor em algum confronto. Ah! se nos conhecessem melhor. O Brasil, o principal objetivo dos bucaneiros internacionais. O pior nisso tudo é saber que contam com infiltrados, que como os proxenetas sem nenhum escrupulo não tem qualquer pudor em vendem a mãe por algum dinheiro.

Ricléo

11 de fevereiro de 2013 às 16h11

Dilma, abra seus olhos antes que seja tarde…..
Ingleses, Norteamericanos, e judeus, são tudo farinha do mesmo saco…
É preciso ficarmos atentos, e muito atentos!

Responder

Fabio Passos

11 de fevereiro de 2013 às 12h36

A união do Mercosul fortalece muito a luta para derrotar os interesses imperialistas.

O PiG representa os capachos assumidos dos interesses imperialistas… e não faz outra coisa senão criticar e tentar sabotar a luta das nações Sulamericanas.

Responder

Carlos N Mendes

11 de fevereiro de 2013 às 09h48

Discordo completamente da diplomacia brasileira no tema Malvinas-Falklands. Se a argumentação argentina fosse legítima, Celso Amorim deveria ir ontem ao Conselho de Segurança da ONU exigir a reincorporação da Província Cisplatina ao Brasil. Afinal, o Uruguai foi parte de nosso país pela mesma época que as Malvinas foram argentinas, e por mais tempo. Coerencia, caros diplomatas.

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Eduardo Raio X

11 de fevereiro de 2013 às 00h04

Aos que aqui critica o Lula vem uma simples pergunta, e quando era no desgoverno do PSDBaixando as FHCalça para os interesses internacionais!? Quem aqui não lembra do desgoverno do senhor FHC desmantelando nossas forças armadas obedecendo os ditames do conselho de Washington DC para implantar a sua hidra de nome ALCA? Sempre os mesmos saudosistas do tempo em que o Brasil não tinha voz, identidade, valor, estima, respeito e soberania. Ah acabei de lembrar são os novos ricos e emergentes que deseja viver no meio da elite racista, preconceituosa, exclusivista, separatista e raivosa ou melhor deve ser aqueles que um dia foi rico ou teve alguma coizinha e perdeu na jogatina das roletas das especulações financeiras internacionais. Bem feito quem mandou acreditar em TUCANO!

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Marcelo S.

10 de fevereiro de 2013 às 18h12

Inglaterra armada com mísseis nucleares no continente sul-americano é inaceitável. Isso deveria ser respondido com uma ameaca de saida em massa do tratado de nao proliferacao de armas nucleares pelos países sul-americanos. Essa debandada poderia até mesmo ganhar a adesao de países árabes asiáticos e africanos.

Responder

Francisco

09 de fevereiro de 2013 às 21h02

Se os ingleses permitirem que argentinos migrem para a ilha, e só então fizerem o tal “plebiscito” que querem fazer, em dois meses as ilhas serão argentinas. E a coisa estará resolvida de boa.

Quem vai se abalar a vir da Inglaterra para estabelecer vida nas ilhas?

Responder

lulipe

09 de fevereiro de 2013 às 19h08

As Ilhas Malvinas serão da Argentina quando o lula ganhar o Nobel da Física!!!

Responder

    Rogério Ramirez

    10 de fevereiro de 2013 às 11h06

    E se for o do PAZ ?

    Willian

    10 de fevereiro de 2013 às 21h37

    Acredito mais nele ganhando o Oscar de melhor ator.

    lulipe

    11 de fevereiro de 2013 às 13h02

    E o filme já tem até título:

    O Homem que não sabia de nada!!!!

Sr. Diplo

09 de fevereiro de 2013 às 18h12

Acredito que devamos levar em consideração o princípio da autodeterminação dos povos. O povo que vive em Falkland deseja continuar sobre o ‘British Commonwealth’.

Responder

Luis Menegew

09 de fevereiro de 2013 às 14h23

A Argentina já tinha decidido desistir do controle das ilhas quando os seus generais da ditadura encontraram uma maneira de unir o povo para perpetuarem-se no poder: a estratégia chamou-se “Las Malvinas son Argentinas”.

Depois da derrocada – será que esses maricones de la guerra realmente acharam que poderiam vencer a guerra contra a Inglaterra? – o povo argentino os expulsou do poder, os processou e prendeu por “graves violações de direitos humanos, tortura etc.”
Será que por acaso, por uma ironia fina ou aborto tardio de la naturaleza os argentinos tivessem ganho a guerra algum general acusado de ser responsável por tortura teria sido preso? Não, nenhum.

Quer saber mais? Que se danem os argentinos. Não é gente confiável.

Responder

Tiago Tobias

09 de fevereiro de 2013 às 13h17

Que lindo seria se não precisássemos nos dividir em países. Que lindo seria se não precisássemos gastar dinheiro com armamento, para nos proteger de agressões externas. Que lindo seria se o dinheiro gasto em armamentos fosse revertido para que as pessoas não morressem de fome. Que lindo seria se deixassem o Brasil em paz com suas riquezas naturais, para que nosso povo pudesse ter desenvolvimento material. Que lindo seria se todos os países do mundo partilhassem suas riquezas com quem não as tem, num mercado comum como a ALBA onde a reciprocidade desse a tônica das relações entre nações…Mas não, temos que nos proteger, nos armar e ficar de olho no tabuleiro de xadrez da política mundial, esperando a senha para que atirar ou para sermos mortos.

Essa humanidade é uma catástrofe…

Responder

lulipe

09 de fevereiro de 2013 às 12h37

É melhor se preocupar primeiro com o FMI, depois SONHAR com a retomada das Malvinas!!!

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,fmi-faz-mocao-de-censura-a-argentina-por-indicadores,142751,0.htm

Responder

Jotace

08 de fevereiro de 2013 às 21h25

O LEÃO SEM DENTES AINDA ROSNA

Mesmo em plena decadência o que resta do antigo império colonial inglês, numa vã tentativa de sobrevivência, mostra o quanto valem para ele os tratados que assina, como sucede com o desrespeito frente às sucessivas decisões das Nações Unidas com relação às Malvinas. E as razões para isso são as mais variadas e afetam também o Brasil. Pois não é somente o petróleo da área do arquipélago que está na mira dos conhecidos bucaneiros, nem o Extremo Sul argentino ou a Antártica. As riquezas brasileiras, inclusive as do pré-sal fazem parte do objetivo e são igualmente ambicionadas. Por isso não é à toa a sucessão de base estratégicas criadas pela Inglaterra no Atlântico Sul. O Brasil precisa ser solidário com a Argentina, até por razões como essa, e uma das formas de sê-lo é adotar certos procedimentos inclusive comerciais com o tentáculo do polvo. Jotace

Responder

    Anibal Paz da Silva

    11 de fevereiro de 2013 às 11h46

    No alvo, Jotace, embora com poucos dentes, e tapado de mosca em volta, o bixo tem nome.

Marat

08 de fevereiro de 2013 às 20h38

Precisamos de:
– submarinos nucleares (no mínimo, 10);
– drones (no mínimo, 100);
– Aviões de caça (no mínimo, 400);
– Aviões caçabombardeiros (no mínimo, 200);
– Mísseis antinavio (no mínimo, 400);
– Sistema antiaéreo eficaz;
– Exército bem treinado, inclusive com táticas avançadas de guerrilha;
– Mísseis nucleares intercontinentais, de ogivas múltiplas (no mínimo, 200);
E muito, muito mais… mas, e o que temos?
– Jornali$tas a soldo dos EEUU e dos capitalistas;
– PSDB forte com grana de fora;
– PT fraco e pusilânime;
– Sistema de ensino falido;
– Sistema de saúde falido;
– Nacionalismo falido…
Portanto, tamos ferrados… as novas gerações serão colônia de exploração. Aqui todos falarão inglês e comerão os restos de comida dos EEUU, Inglaterra, Israel e Europa… Será que valeu a pena tudo o que fizemos, lu foi pouco demais, diante do poder dos abutres capitalistas?

Responder

    Jotace

    08 de fevereiro de 2013 às 21h36

    Corretíssimo Marat, mas até chegarmos lá temos que adotar todas as outras formas de comportamento que nos cabe como uma nação soberana.Fraternal abraco, Jotace

    Narr

    09 de fevereiro de 2013 às 09h39

    Isso me lembra uma entrevista no rádio do falecido Leonel Brizola lá na década de 1980. O repórter perguntou: “Mas, Brizola, a União Soviética faz negócios com empresas multinacionais”. E Brizola respondeu “Se eu tivesse o arsenal nuclear soviético eu também faria”.

    Willian

    09 de fevereiro de 2013 às 10h35

    Com que dinheiro?

    Marat

    09 de fevereiro de 2013 às 15h37

    Impostos sobre riqueza, taxação no mercado de capitais e taxação sobre remessas de lucros ao exterior… Abraços

    Rogério

    11 de fevereiro de 2013 às 10h05

    Precisa disso tudo, não!
    Algumas bombas atômicas e uns mísseis bacanas já imporiam respeito.

    O Patriota

    18 de janeiro de 2015 às 22h34

    Olha ate que fim um brasileiro com visao e consiecia do gigantismo de sua patria otimo conceito penso igual temos como desenvolver qualquer tecnologia nacionalmente ter dominio em tudo

Paulo D.

08 de fevereiro de 2013 às 19h55

Parece um tabuleiro do jogo war. Cercam o Brasil com bases na Colombia, Peru, Equador, Paraguai, Malvinas e a 4ª frota no Atlantico sul.

Quando será que irão ganhar o jogo?

Responder

J Souza

08 de fevereiro de 2013 às 19h38

O Brasil precisa se desenvolver militarmente, mas com a participação civil no processo.
Quando digo “civil”, certamente não estou me referindo aos Frias, aos Marinho, aos Civita, entre outros que considero anti-patriotas. Me refiro aos trabalhadores, que não são meros consumidores manipulados, são cidadãos de um país com muitas riquezas, e que devia ser soberano.

Responder

Urbano

08 de fevereiro de 2013 às 17h58

Pior do que o roubo é o assalto, normalmente feito com violência…

Responder

Anibal Paz da Silva

08 de fevereiro de 2013 às 17h51

Total falta de respeito do Reino Unido, as Malvinas são Argentinas, America do Sul, como um todo, já suportou muito esse desrespeito. Tem que serem convidados a sair, e pagar o arrendamento das ilhas, referente ao periodo que la estiveram. Colonia, nunca mais, nem perto! A presidente Cristina está certa. Que as bençãos de Deus se derramem, a todo povo Argentino, e fortaleça sua caminhada.

Responder

    Jotace

    08 de fevereiro de 2013 às 21h40

    Belíssimo Anibal! Abraços, Jotace

    Anibal Paz da Silva

    09 de fevereiro de 2013 às 20h31

    Grato, Jotace, sou da fronteira, e tenho o maior respeito pelos irmãos Argentinos. Não vejo a hora, dos Argentinos, terem suas ilhas de volta !!

    Narr

    09 de fevereiro de 2013 às 09h43

    Já está na hora de um projeto de lei proibindo que nos livros escolares as Malvinas (ilhas argentinas e corrente marítima) ainda sejam chamadas de (Falklands).

    eu

    27 de outubro de 2013 às 14h31

    Com todo respeito, mas o kelpers (ilhéus da ilhas Falkland/Malvinas) querem continuar britânicos.
    E a maioria da populaças é anglófona, de origem britânica e professa o protentantismo -Isso já é suficiente
    para demonstrar que a população nao é argentina.

    Além do mais a Argentina tem o péssimo hábito de invadir territórios – quase entraram em guerra pela disputado canal de beagle com o Chile, e planejavam anexar o Rio Grande do Sul .

    Sem falar que se hoje não temos mais a Provincia Cislplatina devemos isso à Argentina, que insuflou uma revolta, para posteriormente anexa-la a seu territorio. Um tratado internacional fez com que o Brasil aceitasse a independencia do uruguai, perdendo definitivamente a provincia,desde que ela nunca fosse anexada pelos argentinos.

Sr.Indignado

08 de fevereiro de 2013 às 16h27

Ha… imagina o dia que resolvermos estancar as veias abertas!!!
Nem as Malvinas seriam suficientes.

Responder

Caracol

08 de fevereiro de 2013 às 15h42

Da mesma forma que os USA e o Reino Unido falsearam deformaram e MENTIRAM quando dos esforços bem sucedidos do Brasil e da Turquia quando estes governos conseguiram uma abertura de diálogo com o Iran, da mesma forma como os USA se recusaram covardemente a assinar o Acordo de Roma sobre crimes contra a humanidade, agora o Reino Unido falseia, deforma e MENTE para a opinião pública quanto ao diálogo proposto pela Argentina sobre as Malvinas.
Por todos os meios disponíveis é preciso esclarecer a opinião pública que estes governos de países hegemônicos são falsos, deformadores da realidade e MENTIROSOS.
Por falar nisso: já descobriram as armas químicas do Sadam Hussein?

Responder

Pedro Vizcaya

08 de fevereiro de 2013 às 15h30

O Brasil Tem Ficar Preocupado é com o Messi.

Responder

Smilinguido

08 de fevereiro de 2013 às 13h40

essa tal malvina tem petroleo??? se não tem deixa pra lá…

Responder

    Willian

    08 de fevereiro de 2013 às 15h38

    “Segundo as projeções das petroleiras, as perfurações previstas em 2012 na bacia sul das Malvinas podem encontrar reservas de quase 8 bilhões de barris nessa zona, disse o estudo.

    Para efeito de comparação, as reservas comprovadas do Reino Unido (essencialmente no mar do Norte), são atualmente de 3 bilhões de barris.

    Partindo da estimativa de 8,3 bilhões de barris, os recursos petroleiros das Malvinas podem gerar 180 bilhões de dólares em impostos ao governo local durante toda a exploração, disse a Edison Investment Research.”

LEANDRO

08 de fevereiro de 2013 às 12h56

Nada como um inimigo externo para mascarar a crise. Congelamento de preços e salários, inflação de 25% a.a., popularidade mais baixa da américa latina. Resolva os problemas que vocês mesmo criaram sem envolver o Brasil, hermanos.

Responder

    Jose de Almeida

    11 de fevereiro de 2013 às 12h08

    Sempre tentando resolver os problemas no individualismo! Isto é coisa plantada pelos países centrais dominadores.Por acaso, quando invadem Iraque, Afganistão, Ioguslávia, Líbia, Egito e.t.c., invadiram sozinhos? Nãããão! Lá estavam os de sempre:E.U.A, Grã-Bretãnha, França, Itália e até o morimbundo estado/corõa colonial esapanhola, só para citar alguns.Não estou pedindo para o Brasil pegar em armas, somente que analise com mais isenção sem usar o argumento dos colonialistas.Além do mais, se a Argentina cair para os abutres, quem vai pagar mais a conta estes de cima que falei ou o Brasil? O FMI já esteve aqui no país a pouquissímo tempo e ditava as regras que, por ironia “nunca” davam certo e agora querem fazer o mesmo com os irmãos do sul. Pense.

    LEANDRO

    12 de fevereiro de 2013 às 07h48

    Bom se você acha que a economia da Argentina vai bem, como eu posso discordar? Só os daqui admiram atualmente o governo argentino, o mais interessado, o povo argentino, não concorda com isso.


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