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Major Olímpio convoca manifestação para o dia 26, “contra a corrupção” e em defesa de Bolsonaro
Reprodução de vídeo
Política

Major Olímpio convoca manifestação para o dia 26, “contra a corrupção” e em defesa de Bolsonaro


19/05/2019 - 14h16

Da Redação

O senador Major Olímpio, líder do PSL, convocou os brasileiros a comparecer à manifestação de apoio a Jair Bolsonaro, no dia 26.

A convocatória recebeu endosso do presidente da República.

“Amigos do PSL e todos os brasileiros que lutam e querem um país melhor, precisamos APOIAR e demonstrar a força do nosso presidente @jairbolsonaro. É nas ruas, é já. Vamos dizer não à corrupção e lutar contra esses entraves que impedem nosso país de crescer, MUDA BRASIL, 26/05!”, escreveu Olímpio no twitter.

A convocatória significa que, depois de reproduzir um texto dramático sugerindo uma saída à Jânio Quadros, Jair Bolsonaro está dobrando a aposta na radicalização.

Quer usar as ruas para colocar pressão no Congresso e em outras instituições.

Quer provocar um conflito aberto que leve os militares que o apóiam a uma tentativa de golpe.

Para o dia 30 está prevista uma nova manifestação contra os cortes na Educação.

O ator Alexandre Frota não está tão certo de que a estratégia do Major Olímpio é a melhor.

No twitter, o pornô escreveu: “Major com todo respeito não envolva o PSL nisso. @majorolimpio convide o Olavo de Carvalho para tirar a bunda da Virgínia e aparecer na Paulista com Allan dos Santos, Bernardo Kuster, Felipe G. Martins, Claudia Wild e todos os outros maluquinhos”.

O senador do PSL não informou se também serão convocados para a manifestação o seu colega Flávio Bolsonaro ou o ex-PM Fabrício Queiroz.

Outras onze pessoas deveriam comparecer. Os funcionários fantasmas do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara:

Nelson Alves Rabello

Walderice Santos da Conceição

Levy Alves Santos Barbosa

Alessandra Alves Cunha

Helen Cristina Gomes Vieira

Bianca de Almeida Santoso

Bárbara de Oliveira Ferraz

Denise Marques Felix

Patrícia Cristina Faustino de Paula

Dulcineia Pimenta Peixoto

Mirian Melo Lessa Glycério de Castro

As brigas internas do bolsonarismo não se limitam à manifestação convocada para o dia 26.

A líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann, acusa a colega Carla Zambelli, também eleita pelo partido em São Paulo, de ter inveja dela.

No twitter, Joice denunciou que Zambelli tinha patrocinado nepotismo cruzado.

Carla nomeou Maurício Nabhan Garcia, irmão do Secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, para seu gabinete.

Por sua vez, Luiz Antônio Nabhan Garcia empregou Bruno Zambelli Salgado, irmão de Carla, no INCRA.

Com a polêmica, Zambelli informou que o irmão havia pedido afastamento e sugeriu que Joice é próxima do Centrão, ou seja, não é uma bolsonarista de verdade.

Joice contra-atacou dizendo que o irmão de Carla deveria devolver todo o dinheiro público que recebeu.

Joice publicou esta foto com Regina Duarte chamando a atenção para o olhar de Zambelli, que seria “de inveja”.

A manifestação bolsonarista do dia 26 vai acontecer num momento em que as investigações sobre Flávio Bolsonaro se ampliam:

Justiça determina acesso a notas fiscais de Flávio Bolsonaro

Inicialmente, a quebra do sigilo incluía declarações do IR, de operações imobiliárias e informações de movimentações financeiras

da Revista Exame

Rio de Janeiro – A quebra do sigilo fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) no fim do mês passado, foi ampliada.

A Receita Federal terá que encaminhar ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) todas as notas fiscais de bens e serviços adquiridos entre 2007 e 2018 pelo senador, por Queiroz e por mais seis pessoas e uma empresa que já tinham tido o sigilo fiscal quebrado em decisão anterior.

Para a defesa de Queiroz, que na sexta-feira entrou com um habeas corpus contra a quebra do sigilo, a ampliação da medida reforça seu caráter “desproporcional”.

Em nota, o senador Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro, chamou a investigação de “campanha caluniosa” e se disse “vítima de seguidos e constantes vazamentos”.

A autorização para ampliar a quebra do sigilo fiscal se deu no mesmo processo, no âmbito das investigações do MPRJ sobre movimentações financeiras atípicas envolvendo ex-funcionários do gabinete parlamentar de Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual no Rio.

As suspeitas surgiram porque, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, Queiroz movimentou em uma conta mais de R$ 1,2 milhão, quantia considerada incompatível com a renda do ex-assessor.

Oficialmente, Queiroz trabalhava no gabinete parlamentar como motorista.

A movimentação – revelada pelo Estado – foi detectada pelo Coaf em relatório preparado na Operação Furna da Onça, do Ministério Público Federal (MPF), que investigou corrupção na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A decisão de ampliar a quebra do sigilo fiscal foi tomada na última quarta-feira pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJRJ, e revelada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na decisão, à qual o Estado teve acesso, o juiz Itabaiana considera a obtenção das notas fiscais como “imprescindível” para o procedimento investigatório. O objetivo é “possibilitar o cruzamento com os dados bancários”, escreveu o juiz.

No pedido ao juiz, ao qual o Estado também teve acesso, os promotores do MPRJ fazem referência à autorização para a quebra dos sigilos bancário e fiscal, dada no fim do mês passado.

Pela decisão anterior, terão vasculhadas as contas bancárias, além de Flávio e Queiroz, a mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, e de uma empresa deles, a Bolsotini Chocolates e Café Ltda.

As duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, além da mulher dele, Márcia, também tiveram os sigilos quebrados, assim como 88 ex-funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

“Em razão das peculiaridades da investigação, torna-se igualmente necessário obter as notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas em que constem os principais investigados como adquirentes, a fim de possibilitar o cruzamento com os dados bancários”, diz o pedido do MPRJ, assinado pelos promotores.

Inicialmente, a quebra do sigilo incluía declarações do Imposto de Renda (IR), declarações de operações imobiliárias e as informações de movimentações financeiras, entre 2007 e 2017.

A ampliação da quebra do sigilo, para incluir as notas fiscais, atingiu também Fernanda Bolsonaro, a empresa Bolsotini Chocolates, a esposa e as filhas de Queiroz.

Segundo o advogado de defesa da família Queiroz, Paulo Klein, a inclusão de notas fiscais em decisões de quebra de sigilo fiscal não é comum.

Por escrito, Klein disse que “o pedido adicional à Receita Federal só reforça o caráter desproporcional da medida e revela o quanto ela é ilegal”. “Por isso, já impetramos o habeas corpus, que é a medida adequada para combater esse abuso”, disse o advogado.

O habeas corpus, em nome de Queiroz, da esposa e das duas filhas, foi direcionado ainda ao TJRJ e pede a “sustação” do processo que autorizou a quebra dos sigilos.

Na nota em que criticou as investigações do MPRJ, o senador Flávio Bolsonaro diz que “decisões judiciais devem ser respeitadas”.

“Isso, porém, não significa que eu ache correto o que estão fazendo contra mim com essa campanha caluniosa. Um pedido para envio de notas fiscais não significa que houve crime. Reafirmo que não são verdadeiras as informações vazadas pelo Ministério Público. Continuo sendo vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça. Movimento que deixa evidente a campanha contra mim para atingir o governo de Jair Bolsonaro”, diz o texto.

Procurada, a assessoria de imprensa do MPRJ disse, por escrito, que, “em razão do sigilo legal decretado, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público (GAECC/MPRJ) não vai se pronunciar”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



10 comentários

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Zé Maria

21 de maio de 2019 às 19h10

Catorze Governadores de Unidades Federativas de todas as Regiões do Brasil, com exceção da Região Sul, assinaram Carta* contra o Decreto de Jair Bolsonaro
que ampliou o acesso a armas de fogo e munições para mais de 20 Milhões de Brasileiros.

“Julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar
nossos Estados mais seguros”, diz a carta.
“Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência –
aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão
abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédia.”

Também o Ministério Público Federal (MPF) por meio da Procuradoria Federal
dos Direitos do Cidadão (PFDC), em manifestações à Procuradoria-Geral da
República e ao Congresso Nacional, reafirmou que o decreto sobre o porte
de armas de fogo de Jair Bolsonaro (PSL) é inconstitucional.

Os procuradores Déborah Duprat e Marlon Alberto Weichert ressaltam
que o “objetivo declarado da medida é cumprir com uma promessa
de campanha política, pouco importando os princípios da legalidade
e da separação de poderes, bem como o dever público de promover
a segurança pública”.
“A permissão ampla de posse e porte de armas de fogo, além de inconstitucional,
afronta as bases científicas que reiteradamente demonstram que a expansão
do porte de armas, longe de reduzir a violência, é prejudicial à segurança pública”,
ressaltam.

A PFDC/MPF cita o Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O documento diz que em 2017 o Brasil alcançou a marca histórica de 63.895 homicídios.
“Isso equivale a uma taxa de 30,8 mortes para cada 100 mil habitantes, ou seja,
ao menos 30 vezes maior que os índices europeus”.

O documento enviado à PGR servirá de subsídio para que o órgão emita Parecer na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 581)** ajuizada
pelo Partido Rede Sustentabilidade no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade do Decreto Presidencial 9.785 considerando que a norma deveria ser proposta ao Congresso Nacional, via Projeto de Lei, configurando, no caso, “verdadeira usurpação do Poder Legislativo, violando, desta forma, garantias básicas do Estado Democrático de Direito”.

*(https://www.revistaforum.com.br/governadores-assinam-carta-contra-decreto-de-bolsonaro-que-amplia-acesso-a-armas/)
**(https://www.conjur.com.br/dl/rede-questiona-stf-decreto-facilita.pdf)

https://www.conjur.com.br/2019-mai-08/rede-questiona-stf-decreto-facilita-porte-arma
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/15/politica/1557873968_114557.html
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/procuradoria-diz-que-decreto-de-armas-p%C3%B5e-em-risco-seguran%C3%A7a-de-toda-a-sociedade-1.338940

Responder

Almanakut Brasil

20 de maio de 2019 às 21h01

Os verdadeiros trabalhadores se manifestam aos domingos!

VAGABUNDOS PARASITAS, VÃO DURANTE A SEMANA E COM DINHEIRO PÚBLICO.

Quando começar a caçada aos comunistas no Brasil, a fila para carrascos voluntários irá do Oiapoque ao Chuí.

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Zé Maria

19 de maio de 2019 às 23h44

15/5/2019
Folha de S.Paulo
Coluna Painel

Por Daniela Lima
[…]
Missão impossível – Até aliados do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) admitem que a extensão da devassa fiscal e bancária autorizada pela Justiça vai deixá-lo exposto e fragilizado. Um integrante de um órgão de controle resume o tamanho da encrenca: “Nem Madre Teresa sobrevive a 10 anos de quebra de sigilo”.

Fio da meada – O Ministério Público poderá analisar a movimentação financeira do senador em diferentes períodos de sua vida política, passando, por exemplo, pela campanha à Prefeitura do Rio, em 2016.

Fio da meada 2 – Nas cortes superiores, ministros lembraram do cheque depositado pelo ex-policial Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michele Bolsonaro. Queiroz também teve o sigilo quebrado. Com isso, será possível checar todas as transferências feitas por ele de 2007 a 2017.

Sepulcral – Integrantes do PSL evitaram comentar o assunto nos grupos de WhatsApp.

íntegra: https://painel.blogfolha.uol.com.br/2019/05/15/decisao-do-stj-sobre-temer-e-lida-no-stf-e-no-congresso-como-sinal-pedagogico-contra-abusos-em-preventivas/

https://www.revistaforum.com.br/integrante-do-mp-sobre-flavio-bolsonaro-nem-madre-teresa-sobrevive-a-10-anos-de-quebra-de-sigilo/

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Zé Maria

19 de maio de 2019 às 20h33

https://pbs.twimg.com/media/D69VlsYX4AAdqj1.jpg
As olavétes de Jair Bolsonaro tão de mimimi com o MBL.
Não sabiam que a cambada fascista do Kim
era um Bando de Aproveitadores Demo-Tucanos…
https://twitter.com/i/status/1130201418869170176

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Zé Maria

19 de maio de 2019 às 20h03

https://pbs.twimg.com/media/D69RpoNW0AAnTNv.jpg
Até a ‘Adevogada’ do impíxi tá contra a Balbúrdia Fascista de 26.
E olha o que um BolsaAsno, Fake de índia, escreveu:
“Janaína você já foi útil agora tornou-se inútil mesmo”
https://twitter.com/ysanikalapalo/status/1130211817219854348

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Zé Maria

19 de maio de 2019 às 18h18

Foi da Fantástica Fábrica de Chocolates do Filho Flavio
que o Jair Bolsonaro tirou aqueles chocolates pra fazer contas
erradas dos cortes na Educação, junto com o Váintráubi ?

Responder

Jardel

19 de maio de 2019 às 18h16

Também sou contra a corrupção, contra funcionários fantasmas, contra candidatos fantasma, contra lavagem de dinheiro, contra milicianos, contra astrólogo maluco, etc…

Responder

Zé Maria

19 de maio de 2019 às 18h05

A passeata do bolDonaro também vai estar cheia de Robots de internet.

Responder

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