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Mais de 80 organizações pedem à Dilma suspensão do leilão do pré-sal
Política

Mais de 80 organizações pedem à Dilma suspensão do leilão do pré-sal


23/09/2013 - 19h38

Organizações brasileiras entregam carta à Dilma pedindo suspensão do leilão do pré-sal

do Brasil de Fato

Na tarde desta sexta-feira (20), foi protocolada no Palácio do Planalto uma carta à presidenta Dilma assinada por mais de 80 organizações nacionais. Na carta, elas pedem a suspensão do leilão das reservas do pré-sal, previsto para o próximo dia 21 de outubro.

As organizações que subscrevem a carta tem consciência da intenção das empresas transnacionais de se apoderarem das reservas do pré-sal. “A entrega para essas empresas fere o princípio da soberania popular e nacional sobre a nossa mais importante riqueza natural que é o petróleo”, afirmam.

Para elas, o leilão representará um erro estratégico e significará a privatização de parte importante do petróleo brasileiro.

Com estimativa de 12 bilhões de barris de óleo de qualidade comprovada em uma das áreas mais estratégicas já descobertas pela Petrobras, o campo de Libra está situado na Bacia de Santos.

Ainda na carta, as organizações denunciam a espionagem dos Estados Unidos, com o claro interesse de posicionar as empresas estadunidenses em melhores condições para abocanhar as reservas do pré-sal.

A decisão pelo envio da carta à presidenta Dilma foi tomada durante a Plenária Nacional sobre o Petróleo, realizada na semana passada (13), em São Paulo. Além da carta, o conjunto das organizações definiu uma agenda de mobilizações para barrar a entrega do campo de Libra às transnacionais e solicita uma audiência para serem ouvidos pela Presidenta da República.

Leia a carta abaixo.

Brasil, 20 de setembro de 2013

Excelentíssima Senhora

Dilma Vana Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil

Palácio do Planalto- Brasília, DF.

Senhora Presidenta,

1. Nós, entidades representativas, centrais sindicais, associações, movimentos sociais, militantes partidários e cidadãos, imbuído da vontade de defender os interesses da soberania da nação brasileira e de nosso povo, sobre os nossos recursos naturais, em especial o petróleo, nos dirigimos a V. Exa., para pedir que SUSPENDA o leilão das reservas do PRÉ-SAL, previsto para o próximo dia 21 de outubro de 2013.

2. Louvamos a iniciativa do então Presidente Lula, que no momento da confirmação da existência das reservas do Pré-sal, retirou 41 blocos do nono leilão, que iria ocorrer naquela ocasião.

Ao fazê-lo, sabemos, o presidente contrariou fortes interesses, pois as empresas petrolíferas transnacionais, já prevendo a existência de grandes reservas na região, tinham a intenção de fechar contratos de 30 anos de duração. Seriam atos jurídicos perfeitos, em condições benéficas para elas e prejudiciais para a sociedade brasileira. A decisão do presidente Lula preservou os interesses nacionais, naquele momento.

3. Posteriormente, foi elaborado um novo marco regulatório para o setor do petróleo, no qual Vossa Excelência jogou importante papel ainda como Ministra. Consideramos que o novo modelo é muito melhor sob a ótica do benefício social que o modelo das concessões adotado e praticado no governo FHC.

4. Estamos convencidos, por outro lado, que o caso do campo de Libra é particular e que o mesmo não pode ser leiloado mesmo através desse modelo de partilha adotado para as áreas do Pré-Sal.

A área de exploração de Libra não é um bloco, no qual a empresa petrolífera irá procurar petróleo. Libra é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris, faltando apenas cubar o petróleo existente com maior precisão. Como já foi dado a público, o campo de Libra possui no mínimo, dez bilhões de barris, uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos.

5. O desafio colocado diante de um volume tão grande de petróleo conhecido é o de como maximizar esse benefício para toda sociedade brasileira. Os legisladores que, junto com membros do Executivo federal, produziram a lei 12.351 de 2010, deram uma brilhante demonstração de lucidez ao redigirem o artigo 12 desta lei. Através deste artigo, a União pode entregar um campo, sem passar por licitação, diretamente para a Petrobras, a qual assinaria um contrato de partilha com a União, com o percentual do “óleo-lucro” a ser remetido para o Fundo Social obtido por definição do governo.

6. Pleiteamos que, no caso das reservas de Libra, o percentual seja bem alto, para beneficiar ao máximo a sociedade. Mas, lembramos isso só pode ser feito se a Petrobras for a empresa contratada pela União.

7. Não basta definir parâmetros no edital e no contrato para maximizar as remessas das empresas “ganhadoras” para o Tesouro e o Fundo Social. Não houve qualquer explicação da ANP, nem de argumentação nem no Edital, que justifique esse leilão do ponto de vista dos interesses do povo.

Ao contrário, a Resolução n. 5 do CNPE que decide sobre o leilão de Libra é um libelo de prepotência e autoritarismo.

Qual a razão para que nem o MME, o CNPE, a ANP ou a EPE, nenhum destes órgãos ter dado acesso ao público de documentos explicando a perspectiva de descobertas, quanto será destinado para o abastecimento brasileiro e quanto deverá ser exportado?

8. Essas dúvidas não foram esclarecidas em audiências públicas que competia à ANP proporcionar para que a sociedade se manifestasse.

Assim, mesmo entre técnicos e especialistas, ninguém pode ter noção de qual a base de cálculo para chegar-se a um preço mínimo previsto de arrecadação de R$ 15 bilhões e qual o percentual de óleo lucro a ser remetido para o Fundo Social.

A ANP evitou receber opiniões mesmo dos setores sociais como sindicatos, associações e universidades, vinculados ao tema da energia e do petróleo. De nossa parte propomos que o Ministério das Minas e Energia organize uma consulta aos técnicos e entidades brasileiras que permita a confrontação de informações no tocante à legislação e ao destino do petróleo do Pré-sal.

9. Todos nós temos consciência da intenção das empresas transnacionais de apoderarem-se das reservas do Pré-sal. A entrega para essas empresas fere o principio da soberania popular e nacional sobre a nossa mais importante riqueza natural que é o petróleo.

10. Os recentes episódios de espionagem patrocinada pelo governo dos Estados Unidos da América no Brasil, que receberam uma posição altaneira e de exigência de explicações por parte de vosso governo, Presidente Dilma, se deram não apenas sobre a vossa pessoa e governo, mas inclusive, como é público e notório, sobre a Petrobras, com o claro interesse de posicionar as empresas estadunidenses em melhores condições para abocanhar as reservas do Pré -sal, numa clara afronta já soberania da nação e num total desrespeito às prerrogativas exclusivas do Estado e governo brasileiros neste terreno.

11. Presidente Dilma, a senhora mesmo afirmou sua disposição de “ouvir as vozes das ruas”.

O povo brasileiro, que há 60 anos protagonizou a campanha “o petróleo é nosso”, que resultou na construção da Petrobras, não pediu e não aceita a entrega de nosso petróleo para as transnacionais que querem pilhar esse recurso vital para o desenvolvimento socioeconômico em benefício da grande maioria do nosso povo.

Afirmamos, de nossa parte, que não descansaremos na luta em defesa do petróleo brasileiro e do Pré-sal nas mãos e em benefício de nosso povo. Se qualquer dúvida houver sobre a opinião popular, a senhora, com presidente da República Federativa do Brasil, tem o poder de convocar um plebiscito para que o povo decida quem deve explorar as riquezas do Pré-sal e qual deve ser o seu destino.

São essas as razões que nos levaram a redigir esta carta à Vossa Exa. reivindicando fortemente que a senhora SUSPENDA A REALIZAÇÃO DO LEILÃO DO PETRÓLEO DO CAMPO DE LIBRA, previsto para o próximo dia 21 de outubro.

Presidenta ouça as mensagens das organizações. Nossa proposta é que a exploração do campo de Libra seja entregue unicamente à PETROBRAS, como permite o artigo 12 da lei 12.351.

Estamos prontos para contribuir com nossas reflexões, experiências, criatividade e capacidade. Queremos ser ouvidos, para evitar que o poder econômico seja ouvido em primeiro lugar.

Ficaríamos honrados de ser recebido em audiência pela Vossa pessoa, presidenta Dilma Rousseff, para discutirmos diretamente as razões que nos levam a esse posicionamento, certos de que é uma solução conforme com os interesses da soberania nacional e do povo brasileiro.

Atenciosamente,

1) Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)

2) Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais (ADERE)

3) Assembleia Popular

4) Assembleia Popular – Osasco

5) Assembleia Popular – Paraíba

6) Associação Brasileira de ONG’s (ABONG)

7) Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)

8) Associação Comunitária de Construção das Mulheres de Itaquera IV

9) Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

10) Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)

11) Central de Movimentos Populares (CMP)

12) Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)

13) Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)

14) Central Única dos Trabalhadores (CUT)

15) Clube de Engenharia do Brasil

16) Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER

17) Coletivo Quilombo

18) Comissão Pastoral da Terra (CPT)

19) Confederação das Mulheres do Brasil (CMB)

20) Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM)

21) Conselho Indigenista Missionário (CIMI )

22) Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB)

23) Consulta Popular

24) Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS– PR)

25) Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS)

26) Coordenação Nacional de Articulação das Entidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ)

27) Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

28) Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBIO)

29) Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)

30) Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (FTIUESP)

31) Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)

32) Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)

33) Federação Única dos Petroleiros (FUP)

34) Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)

35) Frente de Lutas de Juiz de Fora

36) Grito dos Excluídos

37) Jubileu Sul

38) Juventude Revolução

39) Levante Popular da Juventude

40) Marcha Mundial das Mulheres

41) Movimento Camponês Popular (MCP)

42) Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE)

43) Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)

44) Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

45) Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)

46) Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP)

47) Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)

48) Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC)

49) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

50) Movimento Nacional pela Soberania Popular frente a Mineração(MAM)

51) Movimento Reforma Já

52) Pastoral da Juventude Rural (PJR)

53) Pastoral Da Moradia

54) Pastoral Do Migrante

55) Pastoral Fé e Política de Jundiaí

56) Pastoral Fé e Política de Salto – SP

57) Pastoral Fé e Política de Várzea Paulista – SP

58) Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política

59) Plataforma Operária e Camponesa para Energia

60) Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

61) Rede Fale

62) Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP -CE)

63) Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP – SP)

64) Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (SINERGIA –SP)

65) Sindicato dos Engenheiros (SENGE – PR)

66) Sindicato dos Petroleiros da Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba.

67) Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias)

68) Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro MG)

69) Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí

70) Sindicato dos Petroleiros do Espirito Santo (Sindipetro ES)

71) Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (SINDIPETRO RJ)

72) Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF)

73) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande (Sindipetro/RG)

74) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO RN)

75) Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (SINDIPETRO RS)

76) Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (SINDIBEL – MG)

77) Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC – PR)

78) Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente ( SINTAEMA – SP)

79) Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná.

80) Sindicato Unificado dos Petroleiros da Bahia (SINDIPETRO BA)

81) Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (SINDIPETRO – SP)

82) Sindicato Unificado dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (SINDIPETRO PRSC)

83) Sindicatos dos Eletricitários de Minas Gerais (SINDIELETRO/MG)

84) Sindicatos dos Eletricitários de Santa Catarina (SINERGIA/SC)

85) Sindicatos dos Eletricitários do Distrito Federal (STIU/DF)

86) União de Negros pela Igualdade (UNEGRO)

87) União Nacional dos Estudantes (UNE)

88) Via Campesina – Brasil

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37 comentários

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Stedile: Dilma, não entregue nosso pré-sal a empresas estrangeiras! - Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de setembro de 2013 às 17h25

[…] Mais de 80 organizações pedem à Dilma suspensão do leilão do pré-sal […]

Responder

Paulo Metri: Por que o leilão de Libra golpeia o país - Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de setembro de 2013 às 17h55

[…] Mais de 80 organizações pedem à Dilma suspensão do leilão do pré-sal […]

Responder

Eudes Hermano Travassos

24 de setembro de 2013 às 15h46

Eu não posso assinar também não?

Responder

lukas

24 de setembro de 2013 às 15h39

O que estas organizações entendem de petróleo, meu deus?

Dilma deve ter recebido o manifesto com um bocejo: Ai, que preguiça!

Responder

Fábio

24 de setembro de 2013 às 14h24

O pessoal não consegue entender que se o leilão não for feito agora, há o risco de que um governo tucano, “marinista” ou “campista”, já em 2015 (Deus nos livre, mas é uma possibildade), adote regras bem mais flexíveis e nocivas ao país. Com o contrato assinado, não há o que fazer. Nem um governo neoliberal tucano conseguiria reverter um contrato feito em parceria com chineses, por 30 anos. Já a lei aprovada em 2010 (que confere a possibilidade de exclusividade à Petrobrás) poderia ser facilmente derrubada.
O povo não consegue perceber que as exigências atuais contidas no edital tornam extremamente difícil, pra não dizer impossível (bloco único, liderença da Petrobrás, conteúdo nacional), que uma multi estrangeira leve a disputa. E tudo isso dentro da Lei! Tudo está sendo feito para permitir que a petrobrás leve a parada. E repito: dentro da lei!!
E quer coisa mais positiva do que a ausência das americanas e inglesas e a vontade dos chineses em participar do certame em parceria com a BR para garantir, essencialmente, fornecimento futuro de petróleo? O lucro com a prospecção, para os chineses, fica em segundo plano. Melhor para nós, caramba! Cada um sabe onde seu calo aperta. O problemas da China, neste momento, é evitar a depedência do petróleo dos EUA (que agora investem pesado em óleo de xisto) e garantir o crescimento permanente de sua economia (aumentando os parceiros fornecedores de petróleo). Vamos perder esta oportunidade? Vamos dar tempo para que os EUA desenvolvam suas pesquisas em óleo de xisto e diminuam o poder de fogo de nosso pré-sal? A janela é agora. Em no máximo 10 anos temos que estar faturando em cima do pré-sal, sob pena de perdermos a oportunidade. O óleo de xisto é a última esperança americana de vencer esta guerra, nem que para isso tenha que desestabilizar o Oriente médio (como sempre) para garantir vantagem financeira à sua nova comoditie.
Leilão já!!

Responder

    VALDO ANDRADE

    24 de setembro de 2013 às 18h07

    É preciso que o governo esclareça estas organizações e sindicatos o que está em jogo. Aparentemente estas organizações são muito ingênua. Não se tem certeza da reeleição de Dilma. Para oposição seŕá muito bom o cancelamento do leilão, terão mais apitite para ganhar as eleições, afinal a comissão que ganharão na venda da Petrobrás será fabulosa.

    Clarice

    25 de setembro de 2013 às 22h19

    Xisto vem se mostrando um desastre ambiental e bem menos abundante do que se esperava. Leilão NÃO. Se é pra fazer leilão, voto nos entreguistas legítimos.

Filipe

24 de setembro de 2013 às 13h44

Suspender o leilão é tudo que a Chevron quer…

Responder

Eunice

24 de setembro de 2013 às 09h58

Agora sim! Mais de 80 organizações. Isso não é mesmo um assunto para post de curiosos. Estou gostando.

E a presidenta faz bem em ouvir as 80. Ela governa para povo organizado.

Responder

    lukas

    24 de setembro de 2013 às 15h47

    Ouvir a opinião sobre o futuro da exploração petrolífica brasileira da Pastoral Fé e Política de Várzea Paulista é essencial neste momento.
    Espero que Dilma ouça com atenção para embasar bem sua decisão.

Julio Silveira

24 de setembro de 2013 às 09h33

O que pensam as vozes do Barão de Itararé?

Responder

Sérgio

24 de setembro de 2013 às 09h26

Se o Brasil não se desenvolver sob firme liderança do capital próprio
ele não será para os brasileiros. Nossas riquezas serão aproveitadas
por quem bancar o desenvolvimento e é isso que o capital estrangeiro
vai fazer se os entreguistas prevalecerem.

Responder

Lindivaldo

24 de setembro de 2013 às 09h26

O mais sensato seria a Dilma suspender o leilão e sentar na mesa para ouvir as lideranças das organizações.

Depois, seria tomada uma nova decisão.

Responder

Fabio

24 de setembro de 2013 às 08h58

Infelizmente a Dilma só ouve a rede Globo, os outros movimentos ela nem sequer quer saber se existem ou não.

Responder

Mardones

24 de setembro de 2013 às 08h39

Depois do Código Florestal e da MP dos Portos não sei se a Dilma tem mais respeito pela soberania nacional a não ser do ponto de vista do capital privado que não visa desenvolvimento, mas apenas crescimento.

Responder

Leandro_O

24 de setembro de 2013 às 08h24

Estou começando a achar que a intenção de fazer o leilão de uma vez é só para garantir o maldito superávit para pagar os malditos juros da dívida pública (com aqueles 15 bi), compromisso assumido na era FHC e não questionado até hoje!

Responder

Oliveira

24 de setembro de 2013 às 08h20

Além do mais seria uma boa resposta à espionagem americana.

Responder

Zanchetta

24 de setembro de 2013 às 08h13

Bota no E-BAY…

Responder

Neotupi

24 de setembro de 2013 às 02h55

As intenções são boas, mas a visão é sectária de quem está pensando pequeno, pelos motivos:
1) A Petrobras sozinha não tem como investir mais do que já investe e investirá nos próximos anos.
2) Esperar significa parar de expandir a produção de petróleo no Brasil, com os seguintes danos: déficit comercial com a perda da autosuficiência, além de empacar a cadeia produtiva do petróleo, como é o caso da indústria naval, que para continuar crescendo precisa ter fluxo de novas encomendas.
3) Tanto ou mais riqueza do que o próprio petróleo, está nas encomendas obrigatórias de conteúdo na indústria nacional.
4) No mínimo o governo ficará com 75% da receita. E o resto ainda tem a parte da Petrobras.
5) A hegemonia da Petrobras está garantida e uma parceria estratégica com os chineses que traga sinergias é bemvinda.
6) O lance de leiloar libra inteira em um só bloco foi genial para espantar as petroleiras dos EUA e UK, pois com o volume de investimentos necessários obrigatórios, conteúdo nacional, regime de partilha e prazos a serem cumpridos, as petroleiras privadas queriam blocos menores, com menos obrigações e com menor volume de investimento.

Enfim, cancelar o leilão é planejar um apagão no petróleo daqui a alguns anos, é empacar o crescimento econômico e geração de empregos qualificados em uma área em que o Brasil tem vantagens competitivas e tecnologia de ponta. É pensar com paradigmas da década de 50 e 60, da época das 7 irmãs, e não com a realidade atual onde o Brasil é a 6a. economia do mundo e podemos ter parceiros diversificados como os BRICS, sem depender dos EUA.

Responder

    Joselito

    24 de setembro de 2013 às 09h21

    Mais do que isso.

    Suspender o Leilão (até quando?), é facilitar as negociações (por detrás dos panos) de partidos privatistas, de conseguir seus financiamentos externos, com a promessa do entreguismo.

    Um eventual PSDB/DEM na presidência, pela experiência de governo que vivenciamos, iria fazer tudo bem diferente, especialmente no que tange ao “conteúdo e propriedade nacional”.

    Fábio

    24 de setembro de 2013 às 14h17

    O pessoal não consegue entender que se o leilão não for feito agora, há o risco de que um governo tucano, “marinista” ou “campista”, já em 2015 (Deus nos livre, mas é uma possibildade), adote regras bem mais flexíveis e nocivas ao país. Com o contrato assinado, não há o que fazer. Nem um governo neoliberal tucano conseguiria reverter um contrato feito em parceria com chineses, por 30 anos. Já a lei aprovada em 2010 (que confere a possibilidade de exclusividade à Petrobrás) poderia ser facilmente derrubada.
    O povo não consegue perceber que as exigências atuais contidas no edital tornam extremamente difícil, pra não dizer impossível (bloco único, liderença da Petrobrás, conteúdo nacional), que uma multi estrangeira leve a disputa.
    E quer coisa mais positiva do que a ausência das americanas e inglesas e a vontade dos chineses em participar para garantir, essencialmente, fornecimento futuro? O lucro com a prospecção, para os chineses, fica em segundo plano. Melhor para nós, caramba! Cada um sabe onde seu calo aperta. O problemas da China, neste momento, é evitar a depedência do petróleo dos EUA (que agora investem pesado em óleo de xisto) e garantir o crescimento permanente de sua economia (aumentando os parceiros fornecedores de petróleo).
    Leilão já!!

    rui

    25 de setembro de 2013 às 08h31

    Concordo em número,gênero e grau. Além disso quantos das 80 organizações entendem do que estão pedindo.

Luís CPPrudente

23 de setembro de 2013 às 23h45

Presidenta Dilma, suspenda o leilão do pré-sal.

Responder

tiago carneiro

23 de setembro de 2013 às 22h23

única organização que a Dilma escuta é a Organização Globo…

Responder

luiz pinheiro

23 de setembro de 2013 às 22h18

Tiro no pé. A exploração de Libra é estratégica, essencial para o futuro da Nação.

Responder

luiz pinheiro

23 de setembro de 2013 às 22h17

A raposa e as uvas verdes do petróleo ——————
Por Fernando Brito, no Tijolaço ——————-

A incapacidade de raciocinar a profundidades maiores que cinco centímetros parece ter se tornado uma praga no jornalismo nacional.

No final de semana, multiplicaram-se as matérias sobre as razões de as empresas americanas e inglesas terem fugido do leilão de Libra: modelo de partilha é desconhecido, há muita interferência estatal, a presença da Petrobras como operadora incomoda e por aí vai.

Ah, e ainda tem a brilhante conclusão do Estadão que, através de uma pesquisa nos sites das petroleiras chegou à conclusão de que elas não se interessam pelo pré-sal brasileiro – imagina se iam publicar ali os lugares onde tem olho grande. Publicam onde estão, porque todo mundo sabe que estão, mas não onde querem estar, óbvio.

E como pode ser desconhecido o modelo de partilha se ele é praticado por mais da metade dos maiores produtores mundiais de petróleo?

Muito menos é problema a operação do campo pela Petrobras, porque todas elas já compraram interesses em campos operados pela brasileira.

O chororô que “vazam” para os jornalistas é o gemido triste da raposa dizendo que “bem, aquelas uvas nâo prestavam mesmo, estavam verdes”.

Nem uma palavra para falar das verdadeiras razões. Que são duas, e se interligam.

A primeira e óbvia foi a situação canhestra em que ficou o governo americano – do qual as empresas americanas e inglesas, todos sabem são irmãs siamesas – com a revelação da espionagem sobre a Petrobras. Qualquer investida mais ousada para deter o controle do campo seria vista como resultado de informação privilegiada. E, cá pra nós, seria mesmo.

Segundo, impossibilitadas politicamente de forçar a Petrobras a um acordo, sabem que teriam de subir seus lances, porque a brasileira está articulando uma composição com os chineses.

E lances altos, num leilão de partilha, quer dizer uma parte maior para o Governo brasileiro.

No leilão de Libra o esquema de participação fica como exposto no quadro ao lado, com pequenas variações em função do volume produzido e do preço internacional do petróleo.

Lembre que como estamos falando em um volume recuperável de óleo em torno de 10 bilhões de barris, a 100 dólares cada um, cada um por cento equivale da 10 bilhões de dólares, ao longo de 35 anos.

E estas percentagens estão longe de serem as mais altas exigidas no mundo: em alguns países, como a Indonésia, elas chegam a passar de 90%, pela exigência de venda a preços mais baixos para o mercado interno.

Nem por isso as grandes fogem de lá.

Nossa imprensa, porém, não mostra isso a seus leitores.

Está mais preocupada com as pobrezinhas das multinacionais do petróleo, tão generosamente dispostas a nos ajudar a tirar o óleo de lá das profundezas; estão perdendo com estas “regras absurdas” que fazem a receita ficar com o país.

Alguns agem por servilismo.

Mas a maioria é por incapacidade de pensar, que os faz repetir como papagaios os que as vedetes da imprensa dizem.

Por sorte, há exceções e vale a pena registrar uma, de Jânio de Freitas, na Folha de ontem:

“Vista pela ótica da história das relações internacionais, as americanas Exxon (ainda Esso, para nós) e Chevron e as britânicas BP e BG fizeram uma gentileza ao Brasil, com sua desistência de participar dos leilões do pré-sal. Preferem investir para a desnacionalização do petróleo mexicano.

As três primeiras são o que se pode definir como empresas geradoras de problemas, onde quer que estejam. A Exxon ou Esso ou Standard Oil tem um histórico de presença no centro de conflitos armados, inclusive entre países, sem equivalente. E seus interesses sempre se tornaram interesses do governo americano, para todo e qualquer efeito.

Passem bem todas quatro, o que não acontecerá ao México.”

Responder

[email protected]

23 de setembro de 2013 às 22h11

Os argumentos me pareceram lógicos e corretos, com exceção ao “Nossa proposta é que a exploração do campo de Libra seja entregue unicamente à PETROBRAS, como permite o artigo 12 da lei 12.351.”
Ainda que a Petrobrás tenha condições técnica não tem as condições financeiras.
Acredito no bom senso da presidenta e de sua equipe para ouvir as entidades e tomar a melhor (possível) atitude .

Responder

    Diogo Romero

    24 de setembro de 2013 às 09h08

    E com certeza os SEUS CONHECIMENTOS sobre as condições financeiras da Petrobrás devem ser muito profundos e suficientemente embasados.

    Vlad

    24 de setembro de 2013 às 11h43

    Haha…esse papo é velho.
    É a mesma historinha dos leilões dos tucanos. Não temos recursos para isso e para aquilo, e nhenhenhem.
    Aí os gringos vieram e o BNDES arrumou dinheiro barato para eles.
    Mandaram uma parte para a matriz, outra desviaram para o bolso dos beneméritos concedentes (como até as ostras de Santo Antonio de Lisboa estão cansadas de saber) e outra usaram para operacionalizar uma caricatura de serviços para fingir que a coisa era séria.
    Só tem dinheiro para o Eike & Cia?

    rui

    25 de setembro de 2013 às 08h08

    Mas até as ostras de Santo Antonio de Lisboa, nem precisam de uma calculadora para concluir, Eike no auge, tinha patrimônio total(não é o que o BNDES emprestou)de U$30 BI, a Petrobras, sem investir no pré-sal, já está comprometida com investimentos de U$236,5 BI até 2016, dá para notar alguma diferença?

Urbano

23 de setembro de 2013 às 21h41

Sei não… Se só valer as idiossincrasias dela, como no cruzar de braços para as bandidagens do pig, então nós, ó…

Responder

Fabio Passos

23 de setembro de 2013 às 21h37

A carta é excelente.
Não podemos assistir passivamente o governo entregar a riqueza do petróleo aos abutres!

O alerta a Dilma está corretíssimo.
Os governantes devem ouvir a voz dos cidadãos… e não apenas do poder econômico.

O pré-sal deve ser integralmente investido na saúde e educação da população carente.
Esta riqueza pertence a nossa nação e não a transnacionais inescrupulosas que só querem fazer lucro.

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Sagarana

23 de setembro de 2013 às 21h03

Relaxa, deve ser apenas uma concessãozinha. Esse governo que ai está não mexe com privatizações.

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nelc

23 de setembro de 2013 às 21h00

Não tem que suspender nada! A Presidenta é Capaz de garantir o melhor para o Brasil. O Brasil não tem que esperar, para oferecer o melhor para os Brasileiros. Aconselhar adiamento com os argumentos da carta é bla bla de viralatas, Azenha, o seu trabalho jornalistico, respalda o espaço cedido,mas a Dilma é Competente e eu confio nela!

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    Diogo Romero

    24 de setembro de 2013 às 09h11

    Dilma e sua equipe de iluminados são os únicos competentes para gerir o país, não é mesmo?

    sagarana

    24 de setembro de 2013 às 14h21

    Nelc de Taubaté?

Linu

23 de setembro de 2013 às 20h33

Pode suspender mesmo. Ninguém mais quer investir neste país.

Ele não é sério. Veja as concessões rodoviárias que não chamaram a atenção de nenhuma empresa e tiveram que voltar ao governo.

Cristnerizacao deste país.

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