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Leandro Fortes: Por que Joice não procurou a Polícia Federal no domingo?
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Política

Leandro Fortes: Por que Joice não procurou a Polícia Federal no domingo?


23/07/2021 - 16h01

Da Redação

O jornalista Leandro Fortes, em entrevista à Rádio Brasil Atual/TVT, questionou a versão apresentada nesta sexta-feira pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) sobre o trágico incidente que resultou em várias fraturas e escoriações pelo corpo.

Falando a José Luiz Datena na rádio Bandeirantes, Joice diz que foi dormir sozinha na noite de sábado e acordou domingo sobre uma poça de sangue.

Ela foi socorrida pelo marido, o médico Daniel França, que dormia em outro quarto do apartamento funcional — segundo ela, o marido ronca.

Na entrevista a Datena, Joice não descartou ter sido drogada através de uma das garrafinhas de água que diz espalhar pela casa. Por isso, a amnésia.

Ela afirma que as especulações sobre possível violência doméstica são “ilações criminosas”.

Também afirmou que é muito mais fácil “dar uma sova” no marido do que apanhar dele.

A parlamentar considera a possibilidade de que tenha sido vítima de um atentado.

Fortes, no entanto, embora não descarte totalmente a possibilidade, acha a versão mambembe.

Para ser verdadeira, a pessoa que cometeu o crime teria de ter entrado no apartamento sem ser notada, se esconder do casal sem ser notada, colocar o “boa noite Cinderela” em uma das garrafas de água sem ser notada e finalmente espancar Joice violentamente sem que o marido acordasse e fugir mais uma vez sem ser notada.

O jornalista questiona o fato de que a agressão a Joice aconteceu de sábado para domingo, mas só se tornou pública depois que jornalistas descobriram o atendimento médico da deputada em um hospital.

Para Fortes, o estilo de Joice não é de esconder as coisas: no domingo, diz ele, a deputada teria feito o maior escândalo público e chamaria imediatamente a Polícia Federal para esclarecer.

Afinal, trata-se em tese de um atentado à vida de uma parlamentar.

No entanto, Joice preferiu procurar a Polícia Legislativa dias depois do fato — segundo Leandro Fortes, baseado em Brasília, a PL é pouco mais que uma “segurança de shopping”.

Para Fortes, trata-se de uma tentativa de “deixar tudo por isso mesmo”.

Referindo-se a Joice como “mentirosa” e “mitômana”, além de bolsonarista sem Bolsonaro, o jornalista afirmou que não se pode descartar totalmente a hipótese de um atentado, já que, nas palavras dele, ninguém deixa a máfia sem pagar um preço.

Da mesma forma, opinou o jornalista, a investigação deve considerar também agressão por uma terceira pessoa cujo nome Joice não quer revelar.

Em entrevista a Cidinha Campos, na rádio Tupi, a ex-deputada questionou Joice.

 “Você é uma deputada federal, a Polícia Legislativa não investiga nada. Eu acho que você está escondendo alguma coisa ou protegendo alguém”, disse a entrevistadora.

“Você está enganada, Cidinha. A Depol é responsável pelo patrimônio público e cuida dos apartamentos da Câmara. E eu não tenho nada para esconder”, respondeu Joice.





9 comentários

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Thomas Morus

28 de outubro de 2021 às 11h50

É legítimo e oportuno que se critique e combata o Bolsonaro. Todavia, poucos se ocupam da questão: como chegamos aqui, a esse ponto? A resposta óbvia é que a grande maioria dos que atacam o Bolsonaro hoje não se ocuparam, do fim da ditadura militar de 1964 para cá, com a educação do povo. Estavam todos contemplando o próprio umbigo, ocupando-se da conquista de títulos, cargos, honrarias e bens. O povo que se lascasse.

Todos os governos (todos, sem exceção) de 1985 para cá, se lixaram para o sistema de ensino no Brasil. Os acadêmicos, os intelectuais, os politicamente corretos, todos os que hoje deitam falação, confundiram cultura com entretenimento. Foram complacentes com o grotesco, o medíocre e o vulgar em que foi se transformando o Brasil.

A miséria cultural, moral, sexual, material e política do povo, com a qual os que posam hoje de “bons moços” conviveram numa boa, resultou no bolsonarismo. O que estavam esperando?

Agora estão querendo o Lula de volta. O Lula sem caráter e oportunista (palavras do sociólogo Chico de Oliveira), que se lixou para o nauseabundo sistema de ensino no Brasil e manteve a universidade de costas para o povo. Justamente o Lula, amigo dos banqueiros e do grande capital, e que tem grande parte da responsabilidade pela ascensão do bolsonarismo.

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Sergio Paulo

24 de julho de 2021 às 20h05

Conversa pra boi dormir.
Vem com essa fantasiosa história de atentado. Alguma coisa saiu do controle. Tipo sdmq.

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marcio gaúcho

24 de julho de 2021 às 10h41

Essa mulher representa um perigo ambulante. Depois de uma cachaçada, cai de cara no chão e promove a suspeita de crime politico. É muita farofa ao vento!

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Nelson

23 de julho de 2021 às 20h57

Seria, como dizia meu pais, “conversa pra boi dormir” dessa que se diz bolsonarista arrependida?

Não consta que ela também tenha se arrependido de ter votado a favor da “reforma” da Previdência, eufemismo palatável criado para encobrir a destruição da Previdência Social e o fim da aposentadoria digna para dezenas e dezenas de milhões de brasileiros.

Não consta que ela tenha se arrependido de dizer SIM à entrega – privatização – da água e do saneamento para que grandes grupos privados possam se encher ainda mais de lucros. Às custas da esmagador a maioria do povo brasileiro.

Isto para não falar de outras em que ela “deu nos dedos” de todos nós.
Então, ela não se arrependeu de coisa alguma. Segue sendo bolsonarista, contra o povo e contra o país.

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Zé Maria

23 de julho de 2021 às 18h19

Muito estranho mesmo.
Mas uma coisa é certa:
A Joicinha apanhou pra
cacete, literalmente.
E a agressão te de ser
investigada. Ela pode
estar sofrendo ameaça.

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