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Laurindo Leal Filho: Hora da verdade


02/11/2010 - 05h19

Política| 31/10/2010

O Brasil de Dilma: mãos à obra

O Brasil vive sob o descompasso existente entre os avanços econômicos e culturais alcançados nos últimos oito anos e um sistema político arcaico, perpetuador de privilégios. Governos comandados por presidentes populares sempre foram fustigados por essas estruturas arcaicas. Lula não foi exceção e só sobreviveu graças a sua incontestável habilidade política. Daí o seu empenho em, além de eleger a sucessora, dar a ela a possibilidade de governar com um Congresso menos hostil. O Brasil precisa de uma Reforma Política para a nossa democracia avançar. Mas ela não terá efeitos práticos se os meios de comunicação seguirem tendo o absurdo papel político-eleitoral de hoje.

Laurindo Leal Filho, na Carta Maior

A vitória de Dilma Roussef é um recado da sociedade às forças conservadoras que tentaram, por vários meios, impedir que isso acontecesse. Entre eles destaque-se os meios de comunicação, transformados em partido político, sem base social mas ainda com grande poder persuasivo.

Foram eles os responsáveis pela realização do segundo turno em 2006 e 2010. Sem mandato, julgam-se no direito absoluto de impor à sociedade suas visões de mundo, defendendo interesses restritos à classe social da qual são parte e porta-vozes. Trata-se de uma distorção incompatível com o jogo democrático. O presidente Lula disse, em excelente entrevista à Carta Maior (com Página 12, da Argentina e La Jornada, do México), estar decidido a se empenhar, fora do governo, no trabalho de “primeiro convencer o meu partido de que a reforma política é importante, (…) e depois, convencer os partidos aliados de que a reforma política é importante. Se tivermos maioria, poderemos votar a reforma política, eu diria, nos próximos dois anos”.

Tarefa imprescindível, sem dúvida. O Brasil vive sob o descompasso existente entre os avanços econômicos e culturais alcançados nos últimos oito anos e um sistema político arcaico, perpetuador de privilégios. Executivos comandados por presidentes populares, afinados com as aspirações maiores da sociedade, tiveram sempre a fustigá-los interesses mesquinhos articulados por máquinas políticas instaladas no legislativo, mais suscetível ao voto não-ideológico. Situações geradoras de crises históricas que levaram, por exemplo, Getúlio à morte e Jango ao exílio.

Lula não foi exceção e só sobreviveu graças a sua incontestável habilidade política. Daí o seu empenho em, além de eleger a sucessora, dar a ela a possibilidade de governar com um Congresso menos hostil. Talvez essa tenha sido a maior exasperação da mídia ao perceber que muitos dos seus aliados e representantes tradicionais não voltariam, como não voltarão, à Câmara e ao Senado no ano que vem.

No entanto, o país não pode mais ficar à mercê das circunstâncias de ter, como hoje, um presidente disposto a enfrentar nas urnas esses adversários. Para isso são necessárias novas formas, modernas e democráticas, de se fazer política no Brasil. Financiamento público de campanha, equilíbrio nas representações parlamentares estaduais na Câmara e voto em lista, distrital ou misto, são pontos de partida para a discussão proposta pelo presidente Lula.

Mas a reforma não terá efeitos práticos se os meios de comunicação seguirem tendo o absurdo papel político-eleitoral de hoje. Não há democracia que resista por muito tempo ao poder que tem quatro famílias de estabelecer a agenda política nacional. Derrotadas, graças à força de um governo que as superou nas ruas e nas praças, nada garante que não voltem ainda mais dispostas a apoiar – como já fizerem em outras oportunidades – aventuras golpistas.

Não é tarefa fácil. Exige alta dose de competência e muito sangue frio. Qualquer ação corretiva nessa área é chamada de censura por aqueles que defendem seus privilégios com unhas e dentes. Se arvoram senhores da liberdade de expressão, de falarem o que querem, obrigando todos os demais ao mutismo.

Com a força das urnas, o novo governo pode acelerar algumas das iniciativas esboçadas na gestão que se encerra. A mais urgente é dar ordenação legal ao setor da radiodifusão, verdadeira terra de ninguém, sem lei e sem ordem. O governo Lula deixará para a presidente Dilma o embrião desse projeto calcado nas experiências mais avançadas existentes hoje em todo o mundo e, claro, sintonizadas com a realidade brasileira.

Não é possível seguirmos, na era da digitalização e da crescente convergência dos meios, com leis que tratam separadamente as telecomunicações e a radiodifusão. E, esta, além disso datada de 1962, época da chegada do vídeo-tape e da TV em preto e branco.

Quando o mundo convergia suas legislações para adaptar os marcos legais a realidade tecnológica, o Brasil no governo tucano as separava para permitir a privatização das telefônicas e preservar os privilégios dos radiodifusores. Está mais do que na hora de acabar com isso.

Cabe lembrar que já em 2007, o documento final do 3º Congresso Nacional dos Partidos dos Trabalhadores propunha:

“A imediata revisão dos mecanismos de outorga de canais de rádio e TV, concessões públicas que vêm sendo historicamente tratadas como propriedade absoluta por parte das emissoras de radiodifusão. Esta atualização passa pelo cumprimento da Lei, haja vista a flagrante ilegalidade em diversas emissoras, por maior transparência e agilidade nos processos e pela criação de critérios e mecanismos para que a população possa avaliar e debater não somente a concessão, mas também a renovação de outorgas”.

O PT deve se juntar à luta da sociedade organizada para concretizar os preceitos da Constituição Federal de 1988 que estabelecem a proibição do monopólio na mídia e definem como finalidade do conteúdo veicular a educação, a cultura e a arte nacionais.

Que tal começar já, discutindo e aprofundando essas questões no período de transição do governo Lula para o governo Dilma? Passo fundamental nesse sentido é dotar o Ministério das Comunicações de transparência absoluta, aberto à sociedade e aos seus reclamos quanto, por exemplo, a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de rádio, televisão e telefonia. Tornando-o partícipe da elaboração e encaminhamento de projetos de lei voltados para a democratização das comunicações, hoje restritos a outras àreas de governo, como as Secretarias Especiais de Direitos Humanos e de Comunicação da Presidência da República.

Mas um novo Ministério das Comunicações é apenas parte do enfrentamento do problema. Por se tratar de questão-chave para a democracia a empreitada deve ser vista como prioridade absoluta do governo como um todo. Só assim haverá massa crítica e força suficientes para avançarmos no projeto nacional de banda larga oferecido por sistema público, acabarmos com a propriedade cruzada dos meios de comunicação, ampliarmos a abrangência de cobertura da TV Brasil e das emissoras de rádio da EBC, garantirmos a aplicação do dispositivo constitucional referente a obrigatoriedade de um percentual de programas regionais na televisão, criarmos uma agência reguladora para os serviços de radiodifusão capaz de, por exemplo, coibir a violação constante dos direitos humanos cometidos no rádio e na TV, entre tantas outras tarefas urgentes.

Sem esquecer a necessidade, prioritária, de impulsionarmos a existência de um grande jornal diário nacional, capaz de oferecer ao brasileiro uma outra visão de mundo, comprometida com a solidariedade e a justiça social, como fazia a Última Hora na metade do século passado.

Vamos buscar aquilo que de melhor o século 20 nos legou para, com a distribuição mais justa e acessível das novas tecnologias, passarmos a oferecer melhor não só as nossas riquezas materiais, mas também nossos preciosos bens simbólicos, fundamentais para a elevação do grau de civilidade do nosso país.





43 comentários

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Abel de Souza

05 de novembro de 2010 às 16h17

Eu acho que o Brasil, tem dois caminhos a seguir: Crescer ou Crescer, qualquer outra coisa é balela que não tem mais espaço nesta altura do campeonato. Se ousar voltar atras, vai ser engolido e desclassificado, vai cair para uma segundona sem retorno. A realidade, se mostrou no dominio daquela inflação galopante, algumas vezes eu li que os empresarios se uniram e acabaram com ela, ou seja não era util para mais ninguem. Hoje, sair do crescente que estamos, tem o mesmo significado, não é mais util para ninguem.
Sds
Abel

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Sagarana

04 de novembro de 2010 às 12h52

Lula sobreveiveu porque soube dividir, ao contrário do seu amigo Collor que quis roubar sozinho. Entende? No mais não adianta criar jornais se não tiver quem leia. Entende?

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Paulo Couto Teixeira

03 de novembro de 2010 às 19h01

A reforma das comunicações e a Ley de Medios tem que vir de baixo, por pressão popular, através do Movimento Social. Como na camopanha das diretas. Se não for assim, não sai. A base está preparada, madura; mas falta alguém com liderança suficiente para ir na frente empunhando a bandeira.

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A necessidade de um grande jornal diário nacional « CartaCapital

03 de novembro de 2010 às 17h17

[…] *Matéria publicada no site Vi o mundo […]

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Donizeti - SP

03 de novembro de 2010 às 10h17

Estas eleições quebraram diversos paradgimas da política brasileira:

1.- Elegemos a primeira mulher Presidente do Brasil Dilma Roussef;

2.- Junto com Dilma, a esquerda socialista que lutou contra a ditadura militar chegou ao poder, apesar de todo o terrorismo contra feito pela campanha do Serra e da mídia dominante;

3.- Conseguimos derrotar o projeto neoliberal, socialmente excludente, entreguista e concentrador de renda representado pelo tucano José Serra, apoiado pelas forças políticas mais retrógradas do Brasil atual : PSDB, DEM, PPS, MÍDIA CONSERVADORA, TFP, setores da Igreja Católica e evangélicos arcaicos;

Este é um ótimo momento para quebrar outro paradIgma:

– TER OUTRA MULHER COM SENSIBILIDADE SOCIAL E PROFUNDA CONHECEDORA E LUTADORA DA QUESTÃO DA MIDIA COMO MINISTRA DAS COMUNICAÇÕES, COMO LUIZA ERUNDINA, DEPUTADA FEDERAL REELEITA, NA COTA MINISTERIAL DO PSB. ISSO SERIA VITAL PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA.

Diretor Jurídico do Movimento dos Sem Mídia – MSM.

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sérgio

03 de novembro de 2010 às 02h09

PIOR QUE A AUSÊNCIA DE UM JORNAL DIÁRIO DE ÂMBITO NACIONAL, É A FALTA DE AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS INDEPENDENTES DO PIG.
Jornais e rádios do interior e até mesmo de capitais são cativos das agências do estadão, da Folha e Globo… Durante a campanha, muitos jornais tinhamd e reproduzir até os factóides, ao mesmo tempo em que os blogs não se constituiam ainda em fonte alternativa de informação para publicação, inclusive pela linguagem, pela forma.
Mas estamos nessa de começar a discutir a produção de um jornal diário.

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Marcus Vinicius

03 de novembro de 2010 às 00h19

Franklin Martins para ministro das comunicações já!!!

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Donizeti - SP

02 de novembro de 2010 às 22h52

Professor Laurindo, comungo de suas idéias em gênero, número e grau.

Aliás, tenho uma frase que resume bem essa questão da mídia, principalmente no Brasil:

– COMUNICAÇÃO é PODER e INFORMAÇÃO PLURAL e de QUALIDADE é DIREITO da CIDADANIA !

Diretor Jurídico do Movimento dos Sem Mídia – MSM

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enio

02 de novembro de 2010 às 21h17

É preciso ir além, o jornal de circulação nacional tem que ser de caráter público e com controle social. A exemplo da EBC no meio televisivo. Vendido em todo território nacional a preços compatíveis com as realidades locais. Com a internet sua configuração pode ter um padrão inovador, cobrindo outros setores e atores atualmente marginalizados pelo PIG, revelando um país extremamente empreendedor e dinâmico, muito participativo e solidário. Lutar contra todos os tipos de preconceitos que foram destampados duramente e durante a campanha de 2010. Enfim ser um retrato deste novo Brasil mais plural, democrático e inclusivo. Parabéns ao professor Lalo em colocar essa discussão em pauta.

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Angela Mara

02 de novembro de 2010 às 20h13

Dilma, uma ESTADISTA de primeira categoria, está dando uma entrevista ao Nascimento do SBT
que disse em alto e bom tom que o SBT iria "tomar as medidas necessárias" contra o PT
que tinha usado as imagens da bolinha de papel sem autorização da emissora.

DILMA , UM ESTADISTA, UM LADY, UMA MULHER DE RESPEITO.

Parabéns DILMA, estás mostrando que és uma digna representando do povo brasileiro que prima pela
cordialidade, pela democracia, pela liberdade e imprensa. Porém, na minha opinião, uma libertinagem.

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Mauro Toshiuki

02 de novembro de 2010 às 20h08

Como democratizar os meios de coimunicação se os principais caciques do PMDB são donos de todos os meios de comunicação nos seus estados de origem? Quem vai dizer à familia Sarney que eles terão que optar por apenas um meio de comunicação? Quem vai quebrar o monopólio da Família Sirotsky no sul do país? Em todos os estados os maiores grupos midiáticos e detentores de meios cruzados de mídia são de famílias de políticos ou de famílias intimamente ligadas a políticos. A saída do ex-ministro Hélio Costa do ministério da comunicações já foi um senhor avanço pois ele impedia tudo o que josse contra os interesses dos oligopólios midiáticos. Não acredito que o PMDB apoie mudanças profundas no setor, Collor de Mello aceitaria abrir mão de suas posses cruzadas em Alagoas? Se fosse só as 4 famílias não haveria problemas pois são todas ligadas ao PSDB e não conseguiriam atingir a base paralmentar do governo, mas se analizarmos os aliados do governo veremos que muitos dos principais caciques dos partidos aliados são donos de posses cruzadas em seus estados e é essa a sua pricipal força política. Ley de medios é tiro no pé dos próprios aliados.

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Claudio

02 de novembro de 2010 às 20h02

Que tal criar um jornal impresso nacional através de uma grande cooperativa com jornalistas progressistas de todo Brasil.
Minha idéia seria ter uma parte local, isto é onde será distribuído e outra parte nacional. As notícias locais seriam atrativo. Cada cidade ou estado teriam suas próprias notícias. Assim seria um jornal local e nacional ao mesmo tempo. Uma cooperativa nacional mas que nas cidades ou estado teriam organização própria.

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adenilde petrina

02 de novembro de 2010 às 19h43

Liberdade para as rádios livres e comunitárias!

Responder

Brito

02 de novembro de 2010 às 18h46

O povo precisa entender o que é uma concessão pública de rádio e TV, pois a grande maioria não sabe. O PIG aproveita esta lacuna para se fazer de vítima de perseguição contra a liberdade de imprensa, e consegue fazer com que a grande maioria acredite.

Assim como o documentário “O petróleo tem que ser nosso” disse tudo sobre o Pré-Sal, é preciso que se diga tudo sobre o espaço aéreo por onde trafegam as ondas de rádio e TV, que também pertence ao povo e, não deve ser usado contra os interesses da sociedade e muito menos como partido político. A informação (imparcial), cultura e entretenimento são algumas das principais obrigações das concessionárias de radio e TV e, o povo precisa saber julgar se estas obrigações estão sendo cumpridas. Se não estão, a lei deverá ser aplicada.

Responder

@periodistabr

02 de novembro de 2010 às 18h38

Nada justifica (nem mesmo uma inexistente escassez de dinheiro) que o Brasil não possua um jornal diário de esquerda, ou trabalhista. Não tem que ser subsidiado pelo Governo (que destinaria verbas publicitárias da mesma formas que faz com órgãos de direita e golpistas), nem por Sindicatos e organizações sociais (que poderiam promover campanhas de assinaturas entre seus associados. O empresariado está maduro para anunciar num jornal que tenha leitores – perguntem ao Abílio Diniz e aos bancos, que fazem campanhas para a nova classe média.
Quem terá a inteligência de tomar a iniciativa?
(Enviarei meu currículo de Jornalista que sou, para pleitear uma vaga de repórter ou de correspondente na Europa, onde já passo metade do ano…e não tenho parentes no Governo Lula ou Dilma…rsrsrs)

Responder

isaias ximenes

02 de novembro de 2010 às 18h07

devemos ir em nossos sindicatos ,associações e etc pegar a lei de médios e colher assinaturas para envia-la ao congresso, como uma lei de iniciativa popular ,não podemos achar que a Dilma tem de fazer tudo, chamando a iniciativa para nós diminuiremos a pressão sobre o governo Dilma .

Responder

Aloísio da Costa Val

02 de novembro de 2010 às 17h51

Têm que começar já os trabalhos legais para a proibição do monopólio na mídia. Basta de grobo, grobais e assemelhados (óia, falha de sp, estadinho e outros menos cotados).

Responder

O_Brasileiro

02 de novembro de 2010 às 16h16

A liberdade de imprensa e sagrada!
O que o governo precisa agilizar e a democratizacao da midia.
Isso passa pela distribuicao nao privilegiada das verbas publicas para o setor e pela democratizacao da banda larga.
E como dito acima, pela valorizacao das midias regionais, descentralizando o poder na area.

Responder

João

02 de novembro de 2010 às 15h37

No Rio Grande do Sul fizeram o "Sul 21", um portal independente de notícias.
Quem sabe fosse esta a solução: juntar todos os jornalistas (Nassif, Azenha, PHA, Conceição, Brizola Neto, Namaria, entre outros tantos) e publicar um jornal digital diário. E nós, leitores, poderíamos fazer sugestões e colaborar nas matérias…
Fica a sugestão.

Responder

SérgioFerraz

02 de novembro de 2010 às 14h42

Ley de medios Já !!! ( ou Lei Escola de Base)
A máfia-midiática é um perigo para a democracia brasileira.
Esta luta não termina com as eleições e com a vitória de Dilma.

Responder

Frugalista

02 de novembro de 2010 às 14h23

Contra o poder da imprensa, so mais imprensa. E so aumentando muito o numero de orgaos de imprensa, pulverizando e fazendo com que todas as camadas da sociedade tenha a sua voz e que se consegue neutralizar o poder da midia e acabar com os monopolios da comunicacao. A internet ajuda muito, mas ajudaria ainda mais muito mais se houvesse varios jornais com pensamentos e linhas diferentes, muitas revistas mais alternativas em relacao ao pensamento unico da imprensa (nao so a Carta Capital), e uma imprensa regional forte (para sair do poder do eixo Rio-Sao Paulo, com mais enfase em Sao Paulo). Pluralismo nao esta so na oportunidade de expressao dada as diversas vozes de uma sociedade em um veiculo de comunicacao, mas nos varios veiculos de comunicacao que funcionam como representantes dessas diversas vozes.

Responder

Leonardo Câmara

02 de novembro de 2010 às 14h20

Em uma frase: "Paulo Nogueira Batista Jr. para presidente do Banco Central."

Responder

    Fabio_Passos

    02 de novembro de 2010 às 16h16

    Ótima sugestão.
    Vamos torcer.

    E também pela Luiza Erundina como Ministra das Comunicações.

Messias Macedo

02 de novembro de 2010 às 13h23

jornal nacional bajula Dilma com medo da Ley de Medios

em http://www.conversaafiada.com.br – jornalista Paulo Henrique Amorim

Lá vem o pitaco do matuto ‘bananiense’ sujo e da facção do presidente Lula, segundo o candidato derrotado da vez da *direitona oposição ao Brasil, o senhor [José] (S)erra!
*fascista eterna!
… Um dos desafios históricos da presidente Dilma Roussefff, A Magnífica, é fazer o que tem de fazer, o que tem de ser, necessariamente, feito, numa perspectiva para além da governabilidade!…
Sobre a Ley dos Medios: discutir, democraticamente, com a sociedade civil, com o Congresso Nacional, com os representantes dos veículos de comunicação, com o Ministério Público, com o Poder Judiciário… O produto maturado compatível com a Lei das Concessões Públicas relacionadas aos veículos de comunicação, com a democracia participativa e o processo civilizatório!…
… Nada de protelar o essencial, o inadiável! Idem em relação às reformas política, tributária etc!
A impávida e competente Dilma Rousseff pode ter certeza que nós estaremos aqui embaixo, promovendo o contraditório aos corporativistas, apoiando-a e denunciado o PIG e demais setores reacionários e covardes da nossa alienada “elite” conservadora porquanto “escolarizada” (sic).

Hasta la Victoria Siempre!

Felicidades, egrégia e destemida presidente Dilma Brasileira Rousseff!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, Transição República de Nós Bananas/Brasil nação [RISOS]

Responder

Marcelo Rodrigues

02 de novembro de 2010 às 12h59

Ótima a idéia de grande jornal diário, devendo ser assegurada a independência editorial ao mesmo tempo em que o editor se subordina ao coletivo.

Quanto à forma de constituição (Fundação?, S/A? outra?), é preciso ver qual seria mais adequado para assegurar a pluralidade e evitar controle por grupos e pessoas, evitar aqueles métodos sociopatas de ir adquirindo ações e mais ações até ter o suficiente para começar a encher o saco.

Qual a quantia necessária? Estimemos 500.000 pessoas, cada uma contribuindo com R$ 100,00 (atenção: ninguém deve ter privilégios ou mais direitos caso decida contribuir com mais).

Estou pronto para contribuir com minha parcela e também para fazer uma assinatura.

Responder

    Carlos Roberto

    17 de novembro de 2010 às 22h36

    O jornal não deve ser fundação, etc. Para garantir que não haja influências externas nefastas, lobbies, ele deve ser editado pelo Governo Federal e comandado por um ministro "da casa" em sala contígua à Presidência no Palácio do Planalto. Esse comandante com status de ministro só poderá ser do PT pois qualquer outro da base aliada (por conveniência) certamente trairá os anseios de informação realmente popular. É a única garantia de informação confiável para o povo.

Klaus

02 de novembro de 2010 às 12h25

O jornal teria que ser gratuito.

Responder

    Roger

    02 de novembro de 2010 às 23h50

    "se voce é bom em alguma coisa, nunca faça de graça".

    Fase do Coringa, no segundo filme do Batman, se arrogando como especialista e bam-bam-bam ao vender seu principal serviço aos mafiosos de Gotham City: matar o Batman.

    Tá, é ficição e o personagem é um psicopata, mas o que ele disse é sábio…

Nelson Menezes

02 de novembro de 2010 às 12h13

LEI DE MÉDIOS JÁ, OU SUCUMBIREMOS.

Responder

Fabiano Araújo

02 de novembro de 2010 às 12h06

Sem dúvida que torna-se necessário a criação de um grande jornal de circulação nacional, como foi a ÚLTIMA HORA de Wainer. Não é possível que, no estágio histórico que o Brasil se encontra, uma parcela enorme da opinião pública precise recorrer para se manter informada a jornais tão repulsivamente manipuladores como a Folha de São Paulo (que tenta disfarçar sua posição direitista com a presença de uns poucos liberais entre seus colunistas), Estado de São Paulo e o Globo. Nesta campanha eleitoral, esses jornais se comportaram de modo parecido à imprensa francesa nos anos 30, semeando a discórdia, o medo etc. e acabaram por serem, possivelmente, os maiores responsáveis pela derrota da França em 1940!
Uma campanha nacional por assinaturas para um novo grande jornal poderia ser feita. Creio que teria exito! Também, é necessário que a TV Brasil convoque jornalistas e comunicadore atraçãs para se tornar junto à massa da população uma atração maior que a Globo e a Record.

Responder

    Flávio Irala

    02 de novembro de 2010 às 14h29

    Conte comigo!!! Lembro que já houve tentativas nesse sentido. Pelo menos duas, eu apoiei: Jornal da República e Retratos do Brasil. Foram outros tempos. Acho que hoje as condições são mais propícias. Que venha a HORA DA VERDADE. Ou seja lá o nome que tiver.

geniberto p. campos

02 de novembro de 2010 às 11h25

caro sr. Laurindo,
a sua análise é perfeita; trata-se de um absurdo inaceitável a forma como a comunicação virou "casa de mãe Joana" no Brasil e na América Latina, com o discurso conservador claramente hegemônico, comandado por alguma famíias donas de jonais, rádios , revistas e TVs. Tewm que se buscar uma forma, dentro do limites constitucionais de dar um basta, nisso.
Tenho dúvidas sobre a criação de um jornal – diário – com a tarefa de esclarecer melhor os leitores. Como viabilizar isso?
Fui leitor assíduo de Ultima Hora até o golpe de 64 e me pergunto se existe paralelo entre as duas situações, sobretudo após o advento da Internet e de formas mais rápidas de comunicaçao eletrônicas. Somos,nós brasileiros, devedores dos "BLOGUEIROS SUJOS" – assim denominados pelo grupo do Serra – por uma sustentação diyuturba, incansável do direito á informaçao e da verdade.
Esta é asegunda vez que toco no assunto e gostaria merecer alguma consideração de sua parte.

Responder

    Lalo

    02 de novembro de 2010 às 19h26

    Caro Geniberto,
    só respondo agora por não ter lido a sua primeira manifestação sobre o assunto.
    A minha proposta de um jornal diário semelhante a Última Hora é fruto de um sentimento de desamparo diante do pensamento único imposto ao país por apenas três jornais. Concordo com a importância crescente da internet mas não tenho convicção de que ela já pode ser considerada uma alternatva real aos grandes jornais. Na minha opinião, ainda não. Um jornal diário de esquerda ou centro esquerda (tipo Pagina 12, da Argentina, La Jornada do Mexico, Liberation e Le Monde da Franca e Guardian da Inglaterra) segue fazendo falta.
    Essa apenas uma opinião pessoal posta para debate.
    Muito obrigado por seus comentarios,
    Laurindo (Lalo)

victor bonete

02 de novembro de 2010 às 10h50

LALO

Você é um craque!!! Sinto prazer em
desfrutar de seus textos e de suas entrevistas,posicionando-se sempre com coerência jornalística e visão equilibrada dos fatos.
Parabéns!!!!!!!!

Responder

    Lalo

    02 de novembro de 2010 às 19h12

    Obrigado Victor,
    grande abraço,
    Lalo

Fernando

02 de novembro de 2010 às 10h49

Enquanto o PIG anunciava o apocalipse, veja como o uruguaio La Republica anunciou a vitória da Dilma:
http://4.bp.blogspot.com/_OWbZuumvt5E/TM-OeO7YduI

Responder

    Fernando

    02 de novembro de 2010 às 15h42

    É impressionante como o PIG é anti-democrático. Por que eles não fazem uma matéria só com a primeira capa dos grandes jornais do mundo?

    Fernando

Carlos E Lenz

02 de novembro de 2010 às 10h34

Não há nada errado com o voto proporcional.
Voto em lista é permitir aos partidos escolher em vez dos eleitores e sou contra desde sempre!
Um exemplo: candidatos a senador, ninguém conhece os suplentes.
Também sou contra o voto distrital, quero ter opções caso ninguém do meu distrito me agrade.
São propostas que vão contra a liberdade de expressão do eleitor.
Já a existência do Senado é algo que se poderia discutir, não estou certo se ele é ou não necessário para o equilíbrio federativo.

Responder

Flavio Lima

02 de novembro de 2010 às 10h07

Como sugeiru Valdir, nomear como Lei Escola Base!

Responder

Leila Farkas

02 de novembro de 2010 às 09h42

Concordo. Onde é que eu assino?

Responder

Grigório Cavalcante

02 de novembro de 2010 às 08h04

Até hoje nunca entendi porque não posso ouvir rádio FM, nesta sintonia aqui em Pernambuco a esmagadora maioria é controlada pelas igrejas, as tvs abertas, idem. Não é possível. Acaba que temos que fugir para a tv paga. O problema é que a tv paga, além de cara, tem problemas como a concentração de canais de contéudo da globosat. Falta, enfim, concorrência de fato. É preciso revisar, sim, as concessões de rádio e tv, isso não é ditadura, ao contrário é democracia.

Responder

Heber

02 de novembro de 2010 às 07h14

Contra a libertinagem de expressão o cumprimento da lei. Basta o Congresso regulamentar.

Responder

    Adalberto Fulgêncio

    02 de novembro de 2010 às 22h05

    essa idéia de um jornal diário nacional é ótima, porém quero ver se os nossos jornalistas mais comprometidos topam, pois em uma democracia a sucessão de governos como esses capitaneados por lula e agora por dilma terão um limite de tempo não supeior a vinte anos, portanto corramos com a idéia desse jornal poque o tempo urge. E mais, isso não pode ser tarefa de um governo ou de um partido político: isso é tarefa de parte de uma sociedade. Adalberto Fulgêncio


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