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Jeferson Miola: Só com nova trapaça oligarquia e militares poderão impedir eleição e posse de Lula em 2022
Foto Ricardo Stuckert
Política

Jeferson Miola: Só com nova trapaça oligarquia e militares poderão impedir eleição e posse de Lula em 2022


17/07/2021 - 10h10

Só com nova trampa a oligarquia e os militares poderão impedir a eleição e a posse do Lula em 2022

Por Jeferson Miola, em seu blog           

Não fosse a campanha de desestabilização, conspiração e ódio desatada pelas oligarquias nacionais sob supervisão de agências e órgãos estadunidenses nos anos 2012/2016, a presidente Dilma teria concluído o mandato em 31 de dezembro de 2018 e o PT teria chances reais de fazer a sucessão e conquistar o 5º mandato consecutivo.

Fizeram o impeachment fraudulento para interromper o ciclo de governos progressistas, usurpar o poder e executar um programa ilegítimo, de total desmanche do país e que não foi – e que jamais seria – sufragado pelas urnas.

O bando ultraliberal, reacionário e anticomunista que assaltou o poder em pouco tempo destruiu a soberania nacional, devastou a Constituição e deu início à colonização do aparelho de Estado por generais.

Estava pavimentado, assim, o terreno para o ascenso da extrema-direita na eleição de 2018. Mas, no meio do caminho, ainda existia o “fator Lula”.

Com o insucesso da campanha semiótica levada a cabo anos a fio pela Globo para destruir o PT e aniquilar moralmente um dos maiores líderes populares do país, a oligarquia não teve outra saída senão corromper o sistema de justiça com a gangue de Curitiba chefiada por Sérgio Moro.

Montaram aquela farsa jurídica – a maior corrupção judicial da história, como classificou o New York Times – para encarcerar ilegalmente Lula e, desse modo, impedir a candidatura presidencial dele, que à época era considerada imbatível por todos institutos de pesquisa.

Na “escolha muito difícil” [sic] da eleição de 2018, a oligarquia não hesitou em eleger o miliciano corrupto, apologista da tortura e admirador do facínora Brilhante Ustra.

Uma difícil escolha, de fato. Afinal, o antagonista do candidato-aberração do partido dos generais era um “ameaçador” professor universitário.

Ainda assim, para se contraporem à força de transferência de votos do Lula, eles precisaram apelar para a fraude das fake news terroristas contra Haddad e Manuela.

As mentiras disseminadas por WhatsApp em escala industrial foram bancadas com milhões de caixa 2 aportados por empresários corruptos à chapa Bolsonaro/Mourão, que deveria ter sido cassada.

Bolsonaro é um biombo do ilegítimo governo militar. Ele foi eleito neste contexto de fraudes, corrupção do sistema de justiça e corrosão do ordenamento jurídico por dentro – no marco de um Estado de Exceção e de uma democracia combalida e tutelada pelos militares.

Este governo militar propicia o brutal processo de saqueio e pilhagem em curso, como se o país estivesse no centro de uma guerra de ocupação equiparável àquela dos EUA no Iraque.

Com o pacto de repartição do butim desta guerra, eles conseguem aglutinar quase todas frações das oligarquias que, em contrapartida, asseguram a sobrevivência deste governo promotor de violência, destruição e barbárie.

Para as oligarquias, a perspectiva eleitoral para 2022 é desanimadora. A probabilidade de vitória do Lula já no 1º turno da eleição é bastante realista. Todas candidaturas “alternativas”, inclusive as testadas em ensaios de proveta pela 3ª via, não decolam. E dificilmente decolarão.

Hoje é Bolsonaro o candidato mais competitivo que encarna os desejos, ódios e preconceitos antipetistas das oligarquias e da “família militar”.

Nas condições atuais, Bolsonaro faria mais votos que todos candidatos antilulistas somados. Mas, mesmo somando as intenções de voto nele com a de todos demais candidatos, Lula venceria no 1º turno.

A evolução da conjuntura, de desgastes crescentes do governo e do bloco dominante e de ampliação das mobilizações sociais nas ruas, indicam uma tendência favorável à eleição do Lula.

Neste cenário, a questão que se coloca é saber como reagirão as oligarquias e, especialmente, os militares, que só admitem Lula em duas hipóteses: ou inelegível, ou morto!

Somente com uma nova trampa e com novo atentado ao Estado de Direito a oligarquia e os militares conseguirão impedir a eleição e a posse do Lula em 2022.





11 comentários

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Zé Maria

20 de julho de 2021 às 23h07

Prévias para Candidatura a Presidente da República,
pelo PSDB, estão marcadas para 21 de Novembro.

Os Tucanos que pleiteiam o cargo até agora são:
Arthur Virgílio (AM), Eduardo Leite (RS),
João Doria (SP) e Tasso Jereissati (CE).
Esses são os ‘gestores’ midiáticos escolhidos
para encabeçar a chapa da esterqueira via.

Responder

Zé Maria

19 de julho de 2021 às 22h33

É preciso a Esquerda não cair nessa onda midiática de protestos
contra o financiamento público das campanhas eleitorais.
Os Empresários de Comunicação e demais Burgueses Fascistas
estão na realidade contestando não apenas os parlamentares do Congresso Nacional, mas a própria existência dos Partidos
Políticos, como se não fossem Instituições Essenciais à Democracia.
Quando o financiamento das eleições – e o
Orçamento
Público – começa a fugir do controle do Setor Privado,
especialmente do Mercado Financeiro, a Mídia Venal trata sempre de fazer campanha contra a Política.
É assim que nascem os Collors e os Bolsonaros.
Aliás, em 1989, Fernando Collor foi a ‘Terceira Via’.

Responder

    Zé Maria

    20 de julho de 2021 às 16h39

    .
    Apenas para situar numericamente,
    as Receitas Orçamentárias (Arrecadação)
    da União, dos Estados e Municípios
    previstas pelo Guedes, nas Projeções
    do PLDO 2022 apresentado ao Congresso,
    são precisamente no Valor Total de
    R$ 1.684.029.311.786
    (1 TRILHÃO e SEISCENTOS e OITENTA e QUATRO
    BILHÕES de Reais e uns trocados de alguns milhões).

    A Verba Prevista para custear TODAS as Despesas de
    Campanhas Eleitorais para TODOS os Candidatos de
    TODOS os Partidos Políticos para preencher TODOS
    os Cargos em Disputa nas Eleições de 2022 – isto é:
    Deputados Estaduais, Governadores de Estado,
    Deputados Federais, Senadores e Presidente da
    República – é de cerca de R$ 5.600.000.000, ou seja,
    Cinco Bilhões e Seiscentos Milhões de Reais,
    equivalentes a 0,33% da Arrecadação Anual de 2022.

    Portanto, o que a Mídia Venal de Mercado quer
    é alijar das Eleições não apenas o ex-Presidente Lula
    como também todos os Candidatos do PT (Partido
    dos Trabalhadores), por meio do Estrangulamento
    da Verba Orçamentária destinada ao Financiamento
    das Campanhas Eleitorais do PT, que é o Partido que
    terá direito ao segundo Maior Percentual dos 5,6 Bi,
    porque atualmente tem a segunda Maior Bancada
    de Deputados Federais (a primeira é a do PSL).

    (https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-orcamento/orcamento/orcamentos-anuais/2022/copy_of_pldo)
    (https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-orcamento/orcamento/orcamentos-anuais/2022/copy_of_pldo/Anexo_IV.10___DGT_2022.pdf)
    (https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-orcamento/orcamento/orcamentos-anuais/2022/copy_of_pldo/Anexo_IV.10___DGT_2022.pdf)
    .
    .

    Zé Maria

    20 de julho de 2021 às 17h02

    Por conseguinte, essa Campanha da Globo
    e da Mídia FasciPaulista (Mercado) contra
    os Partidos e aos ‘Políticos’, além de ser um
    ataque ao Parlamento (Poder Legislativo)
    e às Eleições Diretas, é um disparo mortal
    contra a própria Democracia Participativa,
    fundamento do Estado de Direito.

    Zé Maria

    20 de julho de 2021 às 19h09

    Para pagar Juros de uma Dívida Pública “Inauditada”, as
    Torneiras das Milícias do Guedes estão sempre Abertas.

    Zé Maria

    20 de julho de 2021 às 20h32

    Parafraseando Leonel Brizola:
    A Democracia não é cara,
    “cara é a Ignorância”, a Doença
    e uma Dívida Pública Inexistente.

    Zé Maria

    20 de julho de 2021 às 21h45

    Aliás, alguém sabe dizer qual será o Valor
    do Orçamento Paralelo reservado ao Lira?
    Com os dados noticiados até agora, será
    bem acima da Verba para as Eleições.

Zé Maria

19 de julho de 2021 às 22h17

General de Pijama nomeado para o Comando
da Diretoria de Logística do Ministério da Saúde
disse numa Mensagem em Grupo de Militares
no WhatsApp:

“Por minha Pátria eu morro. E também mato
e faço coisas * que não vou listar aqui” …

Do Blog da Jornalista Malu Gaspar
https://twitter.com/MaluGaspar/status/1417092148370059268

A ascensão do general da reserva Ridauto Fernandes ao comando
da diretoria de logística do Ministério da Saúde deu aos militares
uma vitória na batalha pelo cargo, que a CPI da Covid mostrou
ser alvo de disputa entre os fardados [corruptos] ligados a
Eduardo Pazuello e o [mais que Corrupto] Centrão.
Mas não só. Deu também ao presidente Jair Bolsonaro o conforto de ter num cargo tão sensível um seguidor fiel.

O general, que chegou a defender a decretação de estado de sítio em maio de 2020, no auge da crise entre Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, faz poucas postagens em redes sociais. Mas continua manifestando apoio a Pazuello e Bolsonaro em listas fechadas de WhatsApp.

Em novembro passado, no auge da briga pelas vacinas, ele protestou numa dessas listas contra um artigo que o jornalista Fernando Gabeira publicou em ‘O Globo’, intitulado “O perigoso esporte de humilhar generais”.

Indignado com a afirmação de que Bolsonaro rebaixava as Forças Armadas ao desautorizar Pazuello em negociações de vacinas, Ridauto escreveu:
“Por alguns valores, um militar passa (facilmente) por cima de muita coisa [Ética, Consciência, Escrúpulos…]. Desculpem os que se sentirem ofendidos, mas por minha Pátria em [sic] morro. E também mato e faço coisas * que não vou listar aqui, para não provocar chiliques.”

Egresso das Forças Especiais, assim como vários outros membros do governo, o Ridauto formou-se na turma da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1987. Chegou a general de Brigada em 2017, mas deixou as forças logo depois para trabalhar em consultorias.

Na mensagem enviada em novembro a uma lista de WhatsApp da qual participam oficiais militares e PMs, o general não explicou que coisas ele faz que não poderia listar. Mas deixou claro que não estava brincando.

“Se eu achar que minha Pátria estiver precisando, aceito de cabeça erguida humilhações e cusparadas. E, se achar que minha Pátria estiver precisando, providenciarei para que aquele que a esteja agredindo seja neutralizado. Adoro essa palavra, neutralizado”, completou.

Ao fechar a postagem indignada com Gabeira, dizendo que teria um “grande prazer de estar ao lado do presidente” caso fosse preciso defendê-lo de alguma iniciativa ilegal para derrotá-lo, Ridauto afirmou: “Nem sempre cumprir o dever é algo sacrificante. Acha que o Exército mudou em 50 anos? Adoraria mostrar que não mudou”.

Consultado por mim sobre a mensagem, o general diz que ela expressa seu pensamento desde sempre e que tem orgulho disso. “Destaco que, na data em que o expressei, não integrava qualquer órgão de governo e, portanto, falava somente por mim, com a liberdade que a lei me garantia”.

Se o general é bom de logística não se sabe, mas não há dúvidas de que pode ser o escudo de que Bolsonaro e Pazuello precisam para blindar a diretoria mais radioativa do ministério da Saúde contras as investidas da CPI da Covid.

A íntegra mensagem do General Ridauto Fernandes
à lista de Oficiais e Policiais Militares no WhatsApp:

“Militares de carreira são escravos de seus valores.
Isso é o que a sociedade não entende.
E, como seres humanos, são diferentes uns dos outros.
Inclusive quanto à escala de valores, que varia de um para o outro.
De um modo geral, varia pouco.
O que quero dizer com isso, em relação ao tema abordado
pelo ex-MR-8 Gabeira, é que, por alguns valores, um militar
passa (facilmente) por cima de muita coisa.
Desculpem os que se sentirem ofendidos, mas por minha Pátria
em [sic] morro. E também mato e faço coisas que não vou listar aqui,
para não provocar chiliques.
Se eu achar que minha Pátria estiver precisando, aceito
de cabeça erguida humilhações e cusparadas.
E, se achar que minha Pátria estiver precisando, providenciarei
para que aquele que a esteja agredindo seja neutralizado.
Adoro essa palavra, neutralizado.
Que ideia essa, Gabeira.
Pensar que a imagem do Exército e das Forças Armadas
será arranhada, triscada sequer, porque o Presidente
da República mandou um de seus ministros, que também
é militar, fazer algo com que não concorda e o ministro,
DISCIPLINADO, aceitou.
Que ideia, Gabeira.
Essa convivência próxima que vc mesmo diz que teve com
certas lideranças militares não lhe ensinou nada?
Mas não sou ingênuo de achar que vc apenas se enganou.
Ah, não.
Cada palavra sua é medida e pensada.
E visa colocar integrantes das Forças Armadas, os menos
experientes e menos preparados, contra seus Chefes.
Tem coisa bem mais perigosa que humilhar generais,
posso te assegurar.
Quando vc diz que derrotará Bolsonaro e quantos militares
estiverem a seu lado, estou imaginando que será pelo voto
e pela via legal. É isso?
Porque, se a ideia for outra forma QUALQUER, confesso que
teria um grande prazer em estar ao lado do Presidente.
Nem sempre cumprir o dever é algo sacrificante.
Acha que o Exército mudou em 50 anos?
Adoraria mostrar que não mudou.
Gen Ridauto”.

Leia também: Militares embarcam na tese de fraude nas eleições

* “Tortura? Deve ser. Isso eles aprenderam direitinho da CIA.”
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1417279373447733251

Responder

Alírio Nunes

17 de julho de 2021 às 23h48

Se escolherem a terceira via certa até vai. Mas esse aí afundou o país.

Responder

Zé Maria

17 de julho de 2021 às 16h22

Estão ensaiando o ajuntamento das Milícias
dos Gângsters do Leblon e da Barra da Tijuca.
Se o USSouthCom e a CIA aderirem ao Complô,
melhor o Lula nem pedir ‘Proteção Policial’ …
Também não deve voar de Helicóptero e Avião.
Será bem Mais Seguro para o ex-Presidente.

Responder

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