VIOMUNDO

Diário da Resistência


Jeferson Miola: As duas lacunas de uma CPI histórica
Fotos: Marcos Correa/PR e Tiago Miotto/Cimi
Política

Jeferson Miola: As duas lacunas de uma CPI histórica


27/10/2021 - 12h27

Os muito méritos e duas lacunas de uma CPI histórica

Por Jeferson Miola, em seu blog

“Guerras se enfrentam com especialistas, sejam elas bélicas ou sanitárias. A diretriz é clara: militares nos quartéis, e médicos na saúde. Quando se inverte, a morte é certa. E foi isso que, lamentavelmente, parece ter acontecido”.
Relator Renan Calheiros, na sessão inaugural da CPI, 27/4/2021

É a primeira vez que um presidente da República do país é indiciado por crimes contra a humanidade, por crimes de responsabilidade e por outros 8 tipos penais suficientes para condenar Bolsonaro ao enjaulamento por 30 anos – a pena máxima permitida no Brasil – nos tribunais nacionais e internacionais.

Não é trivial uma CPI pedir a responsabilização de altas autoridades inescrupulosas como ministros e ex-ministros de Estado, agentes públicos, deputados, senadores, governador e secretário de Estado, dirigentes partidários, médicos, militares, policiais, diplomatas e empresários por crimes variados.

O relatório da CPI que pede o indiciamento de Bolsonaro e 79 bolsonaristas não é uma mera peça de propaganda e instrumento de luta política. Está ancorado em sólidas e robustas provas documentais, factuais e testemunhais.

A prova mais potente e convincente é o morticínio programado de cerca de 400 mil brasileiros e brasileiras que, de acordo com epidemiologistas, poderiam ter suas vidas preservadas se os indiciados pela CPI não tivessem agido criminosamente – ou seja, do modo culposo e/ou doloso como agiram.

Só pela responsabilização civil e criminal dos integrantes desta engrenagem macabra e assassina a CPI da COVID já terá valido a pena.

A função humanitária da CPI, entretanto, tem um alcance ainda maior. A Comissão conseguiu interromper a tendência crescente e a velocidade de crescimento da hecatombe humana que poderia ultrapassar a casa do milhão de vítimas humanas do desatino governamental.

No curso da investigação, a CPI estancou o esquema corrupto de propina da infantaria do general Pazuello no Ministério da Saúde, obrigou o governo militar a trabalhar pela viabilização das vacinas e constrangeu a continuidade do funcionamento da máquina eugenista de horror inspirada nos experimentos nazistas de Auschwitz.

Em outra frente, a CPI desnudou a maquinaria que funcionava no porão do Palácio do Planalto articulando agentes do gabinete do ódio, propagadores de teses negacionistas, charlatães religiosos, dirigentes do Conselho Federal de Medicina, acadêmicos, clínicas médicas, empresários corruptos e o que de pior existe da escória do mundo científico, político e empresarial.

Ao lado destas virtudes civilizatórias da CPI, é preciso, porém, constatar duas lacunas essenciais – ou insuficiências – da Comissão Parlamentar.

A principal delas é a não responsabilização dos comandos das Forças Armadas, em especial do Exército, que [1] teve papel central na gestão desastrosa, irresponsável e criminosa da pandemia por meio de um general da ativa designado pelo Comandante do Exército, e cujo laboratório [2] produziu industrialmente cloroquina e disseminou a distribuição desta droga comprovadamente ineficaz nas comunidades indígenas.

O saldo líquido desta guerra perdida pelo partido militar em 18 meses é maior que as baixas de 10 guerras do Paraguai, que durou 6 anos.

Ao que parece, apesar disso, deu certo a estratégia do partido dos generais para se safar da CPI.

Como já dissemos, a CPI acertou nos alvos secundário e terciário, que são o presidente Jair Bolsonaro e o general Eduardo Pazuello, mas tangenciou o alvo principal da cadeia de responsabilidades pelo genocídio de mais de 600 mil brasileiros e brasileiras, que é o partido dos generais.

A outra lacuna da CPI diz respeito à não tipificação do crime de genocídio. Se em relação aos cerca de 400 mil “homicídios evitáveis” seria juridicamente problemático responsabilizar Bolsonaro por genocídio, em relação aos povos indígenas esta tipificação seria totalmente aplicável.

A Convenção da ONU de 1948, internalizada no ordenamento jurídico brasileiro em 1956 por meio da Lei nº 2.889, caracteriza genocídio como “a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial”.

O relatório da CPI não é nenhuma garantia de punição, justiça e restauração democrática, principalmente quando se sabe que no meio do caminho da justiça e da democracia do Brasil têm pedras que atendem pelos nomes de sustentáculos do fascismo como Augusto Aras e Arthur Lira, o vassalo do banqueiro André Esteves.

O relatório da CPI, neste sentido, não encerra o ciclo de terror do país, mas abre uma etapa nova e bem consubstanciada da luta democrática e de combate à ameaça fascista-militar.

Os senadores e as senadoras de diferentes matizes ideológicas que na CPI se postaram ao lado da democracia, da decência, da humanidade e da ciência merecem todos aplausos pelo trabalho realizado.





16 comentários

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Zé Maria

28 de outubro de 2021 às 15h17

Els fonaments ideològics de la nova ultradreta: el cas de Bolsonaro

“L’ascens al poder de l’extrema dreta no és un fet casual.
Hi ha d’haver un cultiu que la faci créixer.
En el cas del Brasil, l’hegemonia aconseguida pel Partit
dels Treballadors posava en risc els equilibris tradicionals
de l’establishment oligàrquic.
La seva reacció va ser fer pujar al poder l’extrema dreta
amb un cop d’estat, promovent al mateix temps una
estratègia per fer girar el discurs cultural del país.
Sota la presidència de Bolsonaro, l’odi s’ha convertit
en l’eix de la política brasilera.”

Marcia Tiburi
Universitat Paris 8, Programa Pause, APF – IEE

Íntegra:

https://irla.cat/wp-content/uploads/2020/12/eines39-article-explorador-marcia-tiburi.pdf

Responder

marcio gaúcho

28 de outubro de 2021 às 15h14

Muito bem! Somente falta agora responsabilizar TODOS os médicos que, rasgando seus diplomas e conhecimentos universais da ciência médica, que acreditaram e operaram a partir de experimentos “off label”, receitando hidroxicloroquina, ivermectina, zinco e outros medicamentos que compõe o Kit da Morte, na maior e irresponsável e cara dura, colaborando para matar milhões de pessoas infectadas pelo Covid-19, em todas as cidades do Brasil. Outro dia fui consultar com o meu médico, que desconversou sobre o assunto e fez cara de paisagem, quando receitava o dito kit na pandemia. E do CRM não se ouve absolutamente nada. Assim, como também do Ministério Público. Até quando a impunidade vai grassar por essas terras?

Responder

Zé Maria

28 de outubro de 2021 às 13h24

Resultado das AIJEs no TSE:

Fake News 7 x 0 Candidatos de PT/PCdoB

Responder

Zé Maria

27 de outubro de 2021 às 19h54

Senador Humberto Costa lamentou a falta de Consenso para indiciar o Ministro da Economia Paulo Guedes:
“O que há de Pior na Elite Brasileira”

“Hoje, 22 milhões de brasileiros estão no limbo,
sem auxílio e comendo resto de lixo.
Fico triste por não conseguirmos indiciar
uma das figuras: Paulo Guedes, a cara
do que há de pior na elite brasileira”

https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2021/10/cpi-da-covid-senador-paulo-guedes/

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Zé Maria

27 de outubro de 2021 às 17h42

Em Vídeo, General Braga Netto disse que
envio de Cloroquina Combatia Pandemia

“224.000 “cloroquinas” para o Rio”

(https://youtu.be/X3buMkNjeiM?t=1805)

[ Rubens Valente e Eduardo Militão | UOL, em Brasília]

O então ministro da Casa Civil, hoje ministro da Defesa,
o general da reserva Walter Braga Netto, incluiu, em
junho do ano passado, o envio de cloroquina para o
Rio de Janeiro como uma das medidas ‘positivas’ tomadas
pelo governo federal no enfrentamento à pandemia do
coronavírus.

A menção à cloroquina foi feita pelo ministro dentro de
um balanço das ações do governo contra a pandemia
que ele apresentou em uma videoconferência gravada
em 16 de junho de 2020 com diretores da Associação
Comercial do Rio de Janeiro [ACRJ]: (https://youtu.be/X3buMkNjeiM).

“Enviamos a cloroquina, outros tipos de remédios, né,
oseltamivir.
Leitos de adultos, os senhores têm todos [os dados]
no slide aí.
São apoios que foram dados pelo governo
para o estado do Rio de Janeiro”,
disse o General Braga Netto.

Na transparência apresentada pelo ministro,
aparece o número de 224.000 “cloroquinas”
para o Rio – não especifica se é o número
de caixas ou de pílulas.

Na condição de Ministro da Casa Civil,
o General era o Coordenador responsável
por um comitê interministerial – o “Comitê
de Crise para Supervisão e Monitoramento
dos Impactos da Covid-19”, criado em 16 de
março daquele ano, por Decreto (*) do
Presidente Jair Bolsonaro – para o
‘enfrentamento’ do vírus, que se reunia
na Casa Civil.

Em junho de 2020, Braga Netto disse
aos dirigentes da Associação Comercial
do Rio de Janeiro que a crise no Brasil
estava “gerenciada”.
Até aquele dia, a pandemia já havia
matado ao todo 45.456 brasileiros.
Um ano depois, o país registraria 493 mil
mortos.

*(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10277.htm)

Íntegra em:
https://noticias.uol.com.br/colunas/rubens-valente/2021/08/10/cloroquina-braga-netto-distribuicao-video.htm

Leia também:

“Cloroquina: Forças Armadas intensificam a produção no Brasil”
https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2020/abril/cloroquina-forcas-armadas-intensificam-a-producao-no-brasil

“Com Braga Netto à frente,
Exército marcha impune
pela CPI da Covid”
https://theintercept.com/2021/09/27/exercito-cpi-covid-braga-netto

INDICIADOS PELA CPI DO SENADO POR
CRIMES CONTRA A HUMANIDADE:

JAIR BOLSONARO, Presidente da República:
Prevaricação;
Charlatanismo;
Epidemia com resultado morte;
Infração a medidas sanitárias preventivas;
Emprego irregular de verba pública;
Incitação ao crime;
Falsificação de documentos particulares;
Crimes de responsabilidade (violação de direito social e
incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo);
CRIMES CONTRA A HUMANIDADE (nas modalidades
extermínio, perseguição e outros atos desumanos).

GENERAL EDUARDO PAZUELLO, ex-Ministro da Saúde: Epidemia com resultado morte;
Emprego irregular de verbas públicas;
Prevaricação;
Comunicação falsa de crime;
Crimes contra a humanidade (nas modalidades extermínio,
perseguição e outros atos desumanos).

ONIX LORENZONI, ex-Ministro da Cidadania, ex-Chefe
da Secretaria-Geral da Presidência da República,
atual Ministro do Trabalho e Previdência:
Incitação ao crime;
CRIMES CONTRA A HUMANIDADE (nas modalidades
extermínio, perseguição e outros atos desumanos).

MAYRA PINHEIRO, Secretária do Ministério da Saúde: Epidemia com resultado morte;
Prevaricação e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

EDUARDO PARRILLO, empresário, Dono da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem;
Omissão de notificação de doença;
Falsidade ideológica e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

FERNANDO PARRILLO, empresário, Dono da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem;
Omissão de notificação de doença;
Falsidade ideológica e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

PEDRO BATISTA JÚNIOR, diretor-executivo da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem;
Omissão de notificação de doença;
Falsidade ideológica e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

Carla Guerra, médica da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

Rodrigo Esper, médico da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

Fernanda Oikawa, médica da Prevent Senior:
Perigo para a vida ou saúde de outrem e
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

Flávio Cadegiani, médico [experiências com proxalutamida]:
CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

Senhores e Senhoras, Cloroquiners:
o Tribunal de Nuremberg, isto é,
a Corte de Haia vos espera.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/26/veja-a-lista-dos-indiciados-da-cpi-no-relatorio-de-renan-calheiros

Responder

    Zé Maria

    27 de outubro de 2021 às 17h57

    .
    O GENERAL WALTER BRAGA NETTO, Ministro da Defesa,
    ex-Ministro da Casa Civil e ex-Coordenador do “Comitê de
    Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da
    Covid-19”, foi Indiciado no Senado Federal por “Epidemia
    com Resultado Morte”.

    https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/26/veja-a-lista-dos-indiciados-da-cpi-no-relatorio-de-renan-calheiros

    Zé Maria

    28 de outubro de 2021 às 16h26

    Quantas Centenas ou Milhares de Pessoas Morreram aspirando Cloroquina em Pó, em vez de Oxigênio ?
    .
    .
    “Exército reduziu produção de medicamento para
    transplantados enquanto fabricava cloroquina”

    Produção do micofenolato de sódio caiu um terço
    em março de 2020, mês em que foram fabricados
    1,2 milhão de comprimidos de cloroquina.

    Imunossupressor é vital para pacientes que passaram
    por algum transplante de órgão e dependem do remédio fornecido exclusivamente pelo Exército ao SUS para que
    o órgão transplantado não seja rejeitado pelo organismo.
    [Reportagem: Victor Ferreira | 10/5/2021 | GloboNews]
    .
    .
    13/7/2021
    “Exército assegura que Produziu Cloroquina
    a mando da Defesa e da Saúde, mas Ministérios
    não admitem que ordem partiu deles”

    [Reportagem: Marina Rossi e Regiane Oliveira | El País BR]

    Quem deu a ordem para que o laboratório do Exército
    brasileiro aumentasse a produção de cloroquina
    no ano passado [2020]?

    A cada dia que aumenta a certeza de que a gestão
    da pandemia foi caótica no Brasil, o jogo de empurra
    entre os ministérios da Saúde e Defesa e o Exército
    sobre quem mandou produzir os milhões de comprimidos
    do medicamento fica mais evidente.

    À reportagem, o Exército reafirmou que produziu o medicamento a partir da demanda externa dos dois
    ministérios.

    “O Centro de Comunicação Social do Exército informa que
    o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEx)
    produziu cloroquina em atendimento às demandas do
    Ministério da Defesa e do Ministério da Saúde”,
    diz nota enviada ao EL PAÍS no último final de semana.

    A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) ― responsável por assessorar o Ministério da Saúde quanto à incorporação de tecnologias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ― informou à CPI que não foi feito nenhum pedido de “incorporação da cloroquina ou hidroxicloroquina para tratamento da covid-19″.

    À comissão foram solicitadas análises das vacinas Fiocruz-AstraZeneca e Pfizer-Wyeth, bem como à utilização do ECMO ― uma espécie de bomba para fazer circular o sangue por um pulmão artificial fora do corpo ― em pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente de infecções virais.

    O Ministério da Saúde também pediu à Conitec a incorporação de medicamentos específicos, como casirivimabe e imdevimabe, que tiveram o uso emergencial aprovado pela Anvisa.
    Também foi solicitado a elaboração de diretrizes para tratamento da covid-19.

    “Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente.
    A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, informou a Conitec em nota.
    Hidroxicloroquina ou cloroquina são usadas para combater a malária.

    A Conitec analisa neste momento a incorporação do medicamento remdesivir, da empresa Gilead Sciences Farmacêutica.
    Trata-se de um processo complexo que passa por reuniões, consulta pública, análise técnica antes de uma decisão final.
    A cloroquina, por outro lado, não passou por nenhum crivo para ter sua produção ampliada e sua distribuição realizada pelo SUS.

    O Ministério da Defesa, também nos documentos enviados à CPI, diz que atendeu “à orientação e à demanda do Ministério da Saúde para a produção de cloroquina” no Laboratório Químico Farmacêutico do Exército [LQFEx].

    O EL PAÍS procurou então o Exército, que só respondeu aos questionamentos depois de já publicada a reportagem.
    A pergunta sobre quem mandou produzir e distribuir os milhares de comprimidos de cloroquina ainda segue com respostas desencontradas.

    Esse jogo de empurra levanta mais suspeitas sobre o medicamento.

    Defendido sistematicamente pelo presidente Bolsonaro e seus aliados no tratamento da covid-19, a eficácia da cloroquina para a doença até hoje não foi comprovada cientificamente, pelo contrário.

    Estudos descartam recomendar seu uso.
    Em outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a ineficácia da droga no tratamento da covid-19, embora desde maio estudos já apontassem que o medicamento não funcionava contra a doença.
    Mesmo assim, o laboratório do Exército, que desde 2000 tem licença junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir o medicamento justamente para auxiliar no combate da malária no país, sintetizou 3,2 milhões de comprimidos da droga em 2020, segundo reportagem da Agência Pública [*].

    A média de produção até 2019 era de 250.000 comprimidos a cada dois anos.
    Desde o ano passado, o Exército já afirmava que apenas responde às demandas externas.
    Em maio de 2020, a corporação afirmou a este jornal que “recebe demandas do Ministério da Saúde, por meio de Termos de Execução Descentralizada”.
    E que “nestes casos, após produzido o medicamento, o mesmo é distribuído às Secretarias Estaduais de Saúde e ao Estoque Regulador, conforme pauta definida pelo próprio demandante (Ministério da Saúde)”.
    Por fim, informou também que a destinação do material produzido caberia ao Ministério da Defesa, “conforme orientação do Ministério da Saúde”.

    O desencontro de informações vai fechando o cerco ao redor de um medicamento que, a despeito de não ter a sua eficácia comprovada no tratamento da covid-19, teve sua produção multiplicada no Laboratório do Exército e, no setor privado, movimentou milhões de reais.

    Reportagem da Folha de S. Paulo com base nos documentos enviados à CPI mostra que as farmacêuticas faturaram mais de 480 milhões de reais com a venda de medicamentos que formam o kit covid, dentre eles a cloroquina. Em 2019, a comercialização dessas drogas rendeu pouco acima dos 180 milhões de reais.

    Fazem parte do ‘Kit Covid’, além da cloroquina, medicamentos como ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e vitamina D. Rechaçado por não ter embasamento científico, o ‘Kit Covid’ foi uma das bandeiras defendidas pelo presidente Bolsonaro ao longo da pandemia.
    Ele mesmo afirmou ter se tratado com cloroquina ao contrair a covid-19 em julho do ano passado.

    À medida que os documentos da CPI da Pandemia vão sendo revelados, vai ficando mais evidente o esforço do Governo brasileiro pela produção e distribuição da cloroquina, embora ainda não se tenha descoberto a razão real desses esforços.

    Reportagem de O Globo mostra que o Planalto atuou no exterior pela aquisição de insumos para a produção da droga ao menos 84 vezes.
    Telegramas do Itamaraty mostram as comunicações feitas, em sua maior parte com o Governo indiano, com o intuito de garantir matéria-prima para sintetizar o medicamento.

    Bolsonaro chegou a falar pessoalmente com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em abril do ano passado. Por telefone, o presidente intercedeu em nome de empresas brasileiras pedindo que a Índia liberasse a exportação dos insumos.

    De acordo com a reportagem, o esforço ficou concentrado até junho do ano passado, quando o Brasil recebeu uma doação de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina, medicamento similar, dos Estados Unidos.

    “Habemus hidroxicloroquina!”, comemorou o embaixador do Brasil em Washington, Nestor Forster, em email ao então secretário de Comércio Exterior do Itamaraty, Norberto Moretti, ao confirmar a doação dos Estados Unidos.

    Íntegra:

    https://brasil.elpais.com/brasil/2021-07-13/exercito-assegura-que-produziu-cloroquina-a-mando-da-defesa-e-da-saude-mas-ministerios-nao-admitem-que-ordem-partiu-deles.html
    .
    .
    O Mapa da Cloroquina:
    Como Governo Bolsonaro enviou 2,8 Milhões
    de Comprimidos para todo o Brasil

    Região Norte recebeu mais de meio milhão de comprimidos,
    revelam dados obtidos pela Pública.
    Exército fechou R$ 1,5 milhão em contratos sem licitação
    para produzir cloroquina

    Informações do Exército apontam que em 2018,
    data anterior à pandemia, foram distribuídos 259.470
    comprimidos de cloroquina 150 mg, referentes à produção
    de 2017 e que em 2019 não foi realizada qualquer
    distribuição do fármaco.
    Já em 2020 e 2021, aponta o documento, foram distribuídos
    477.610 comprimidos para Hospitais Militares
    e 2.454.210 para secretarias estaduais de saúde
    e para o Ministério [da Saúde].

    *[ 1º/3/2021 | Reportagem: Anna Beatriz Anjos, Bianca Muniz,
    Bruno Fonseca e Larissa Fernandes, na Pública]

    O Governo Federal e as Forças Armadas distribuíram 2,8 milhões de comprimidos de cloroquina produzidos pelos laboratórios do Exército e Marinha à população de todos os estados brasileiros, revelam documentos inéditos obtidos pela Agência Pública via Lei de Acesso à Informação.

    A maior parte desses medicamentos, mais de 2,4 milhões, foi distribuída via Ministério da Saúde a Secretarias de Saúde de Estados e Municípios.
    O restante, cerca de 441 mil comprimidos, foi enviado pelas próprias Forças Armadas a hospitais militares, depósitos
    e postos de saúde ligados ao Exército, Marinha e Aeronáutica.

    De acordo com documentos enviados pelo próprio Exército, o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército
    (LQFEx) e o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM)
    produziram ao todo 3,2 milhões de comprimidos de
    cloroquina em 2020.
    A quantidade foi 25 vezes a produção habitual por ano:
    o Exército respondeu à Pública que, antes da pandemia,
    o laboratório produzia “250 mil comprimidos a cada dois anos para o combate à malária”.
    O Exército não informou o destino de 348 mil comprimidos
    produzidos em 2020, mas que não constam nos registros
    de envio ao Ministério da Saúde ou a unidades militares.

    Íntegra:

    https://apublica.org/2021/03/o-mapa-da-cloroquina-como-governo-bolsonaro-enviou-28-milhoes-de-comprimidos-para-todo-o-brasil

    Leia também:

    ‘Tratamento precoce’:
    “Governo Bolsonaro gasta quase R$ 90 milhões
    em remédios ineficazes, mas ainda não pagou
    Butantan por vacinas”
    [Reportagem: André Shalders | BBC News em Brasília]
    https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55747043

    Zé Maria

    28 de outubro de 2021 às 17h38

    Em vez de os Cloroquiners Assassinos ficarem aplicando
    Cloroquina para Covid-19 na Região Amazônica poderiam
    estar fazendo um Mutirão de Combate à Malária,
    Doença Endêmica contra qual o Remédio é Eficaz.

    Afinal, para que serviu o Comando Militar da Amazônia
    e o Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL)?
    .
    .
    Por que os Casos de Malária Cresceram 50% no Brasil
    após 6 Anos de Queda até 2016
    De um ano para outro, o número de casos no município
    de Bagre, no Pará, por exemplo, aumentou 5.160%
    – de 129, em 2016, para 6.789, em 2017.
    Bagre é um dos casos mais agudos de um fenômeno
    que atinge todo o Brasil, particularmente a Amazônia.
    Em 2017, o número de casos de malária subiu 50% no país,
    chegando a 194 mil ocorrências.
    O crescimento ocorreu depois de seis anos de queda
    – em 2016, o Brasil registrou o menor número de casos
    em 37 anos, o que foi visto como um grande sucesso no combate à doença.
    [Reportagem: Amanda Rossi | BBC Br em São Paulo]
    https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43998843

    Zé Maria

    28 de outubro de 2021 às 18h10

    Respostas do LQFEx ao Deputado Federal Ivan Valente (PSOL-SP)

    Em resposta a pedido formulado pelo deputado Ivan Valente,
    o Exército Brasileiro enviou os seguintes esclarecimentos sobre
    a Produção Farmacêutica de Cloroquina e derivados pelo LQFEx:

    1) Pergunta:
    Qual o volume histórico de produção de Hidroxicloroquina,
    Cloroquina ou produtos derivados dessas substâncias pelo
    Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército [LQFEx]
    nos últimos três anos?
    Qual o valor investido na produção desses itens
    nos últimos três anos?

    1) Resposta
    Exército Brasileiro (LQFEx):
    Nos últimos três anos foram produzidos
    265.000 (duzentos e sessenta e cinco mil) comprimidos de
    Cloroquina 150 mg, sendo o valor despendido da ordem de
    R$ 55.650,00 (cinquenta e cinco mil, seiscentos e cinquenta
    reais).
    Em 2020, de março até abril foram produzidos 1.245.000
    (hum milhão, duzentos e sessenta e cinco mil)
    comprimidos de Cloroquina 150 mg.
    O valor despendido em 2020 até abril foi da ordem de
    R$261.450,00 (duzentos e sessenta e um mil, quatrocentos e cinquenta reais).

    2) Pergunta:
    Quanto o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército [LQFEx]
    recebeu de suplementação financeira e orçamentária
    para a produção de Hidroxicloroquina, Cloroquina ou
    produtos derivados dessas substâncias no ano de 2020?

    2) Resposta
    Exército Brasileiro (LQFEx):
    O Laboratório Químico Farmacêutico do Exército [LQFEx]
    recebeu de suplementação orçamentária o valor de
    R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais).
    E suplementação financeira, de acordo com o cronograma
    de desembolso do Governo Federal, após liquidação
    do SIAFI da aquisição dos respectivos materiais.

    3) Pergunta:
    Qual o estoque de Hidroxicloroquina, Cloroquina ou
    produtos
    derivados dessas substâncias no Laboratório Químico e
    Farmacêutico do Exército [LQFEx] ou em outros estoques
    ligados às Forças Armadas ou ao Ministério da Defesa?

    3) Resposta
    Exército Brasileiro (LQFEx):
    O estoque atual do medicamento Cloroquina 150 mg
    é de 31.740 (trinta e um mil, setecentos e quarenta)
    comprimidos, que estão armazenados no LQFEx.

    4) Pergunta:
    Qual o cronograma para a distribuição de Hidroxicloroquina,
    Cloroquina ou produtos derivados dessas substâncias
    pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército [LQFEx]?
    Quais são os entes, órgãos ou entidades que demandaram
    esses medicamentos?
    Qual a quantidade total demandada?

    4) Resposta
    Exército Brasileiro (LQFEx):
    Foram atendidas até o momento todas as pautas
    de distribuição.
    A Cloroquina 150 mg foi distribuída para o Ministério da
    Saúde e para o Ministério da Defesa.
    A quantidade total demandada foi de 1.213.260 (um milhão,
    duzentos e treze mil duzentos e sessenta) comprimidos
    de Cloroquina 150 mg.

    Íntegra:
    https://reporterbrasil.org.br/2020/06/veja-a-integra-das-respostas-enviadas-sobre-producao-de-cloroquina-pelo-exercito

    Zé Maria

    28 de outubro de 2021 às 18h43

    Os Abutres do Mercado Privado revoaram sobre os Corpos
    .
    “Laboratório do Exército acelera Oferta de Cloroquina”

    Produção é toda destinada para uso no combate à covid-19
    e novo volume de fabricação deve alcançar 1,75 milhão
    de comprimidos nas próximas semanas

    [17/04/2020 | Reportagem: Fabio Murakawa | Valor Brasília]

    O plano do presidente Jair Bolsonaro de aumentar
    a oferta de cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil
    colocou o Laboratório Químico Farmacêutico do
    Exército (LQFEx), uma instituição criada em 1808
    pela família real portuguesa e pouco conhecida
    pela sociedade, numa função estratégica no
    combate ao coronavírus.

    O estímulo presidencial também mexe com o setor
    privado [SIC], com empresas aumentando sua
    capacidade de produção do medicamento e
    driblando dificuldades logísticas e políticas
    para trazer o insumo da Índia para o Brasil.

    Tradicionalmente, a produção de cloroquina do LQFEx
    era destinada principalmente ao público interno para
    o tratamento de casos de malária.
    Atualmente, toda produção está destinada ao combate
    ao coronavírus, disse ao Jornal Valor o Coronel Haroldo Paiva Galvão, Diretor do LQFEx.
    Isso ocorre por determinação do presidente.

    “No dia 21 de março, o Ministério de Defesa informou
    ao presidente da República que o Laboratório Químico
    Farmacêutico do Exército era capaz de produzir a
    cloroquina.
    A partir desse momento o LQFEx foi acionado”,
    disse em entrevista ao Valor por e-mail.

    A produção em maior escala no LQFEx iniciou no dia
    último 23 de março.

    Segundo ele, a produção média antes da crise era de
    aproximadamente um lote com 250 mil comprimidos
    a cada dois anos.
    Com a crise, a produção pode chegar a quatro lotes
    por semana.

    As Forças Armadas montaram uma operação coordenada
    para otimizar a produção da cloroquina.
    Enquanto o LQFEx produz o medicamento em si,
    os laboratórios da Marinha e da Aeronáutica fazem
    o controle de qualidade e embalagem do medicamento.
    O abastecimento é uma preocupação, uma vez que o
    insumo está escasso no mercado mundial.

    A cloroquina será distribuída aos hospitais militares
    da Marinha, Exército e Aeronáutica e ao Ministério
    da Saúde, que coordenará a distribuição dos comprimidos
    por Estado. [SIC]

    O custo de produção atual é de R$ 0,21.

    No caso do LQFEx, as importações são feitas sob a
    coordenação dos ministérios da Defesa, Saúde e
    das Relações Exteriores.

    Segundo o coronel Galvão, a última aquisição feita
    pelo LQFEx em 23 de março ainda foi dentro do preço
    do pregão vigente, de R$ 488,00 por quilo de cloroquina.
    Ele estima que o preço de mercado possa chegar hoje
    a R$ 2.200,00.

    “O LQFEx fez todas as tratativas com o fornecedor
    vencedor do processo licitatório.
    As fases de empenho liquidação e pagamento foram
    rigorosamente cumpridas conforme está previsto na
    legislação vigente”, disse ele.
    “Não houve oferta de outros fornecedores ao Laboratório
    Químico Farmacêutico do Exército.”

    Já foi produzido o equivalente a 1,25 milhão de comprimidos.
    Nas próximas semanas, devem chegar novos carregamentos
    para a produção de mais 1,75 milhão de comprimidos.
    Todo insumo existente no Laboratório já foi consumido,
    diz o coronel.

    O LQFEx produz a cloroquina, medicamento desenvolvido
    na década de 1930 para o combate à malária.
    Alguns laboratórios também produzem a hidroxicloroquina,
    um derivado menos tóxico.

    Na outra frente de batalha, no setor privado, a EMS faz
    parte desse esforço coordenado a partir do Palácio do
    Planalto.

    A farmacêutica patrocina um estudo liderado pelo Hospital
    Albert Einstein com entre 800 e 1.000 pacientes com o uso
    da hidroxicloroquina e da azitromicina, outro medicamento,
    no combate à covid-19.
    Os resultados devem sair em maio.

    Diretor e acionista da empresa, Leonardo Sanchez
    também
    relata dificuldades para adquirir matéria prima para
    a produção do medicamento.
    Recentemente, ele fechou a compra de cerca de
    6,5 toneladas de insumos de um fornecedor indiano.

    O fabricante, conta Sanchez, exigiu pagamento adiantado.

    Mas, ao receber o primeiro lote de 530 kg, na semana
    passada, teve uma surpresa.

    “O fornecedor mais que dobrou o preço do insumo, com
    o negócio já fechado e o primeiro lote entregue”, disse ele
    ao Valor.
    “Teremos que pagar a mais mesmo pelo lote que já
    recebemos.”

    Sanchez não revela o fornecedor nem o quanto paga
    pela matéria-prima, mas afirmou que montou uma
    operação logística para trazer o medicamento via Qatar.

    Assim, evita-se escalas nos Estados Unidos e na Europa,
    onde há relatos de confisco desses produtos.

    Sanchez disse ter recebido em março uma ligação do
    Palácio do Planalto perguntando como estava a situação
    de abastecimento de insumos da EMS para produzir
    hidroxicloroquina.

    Com as exportações proibidas pelo governo indiano,
    a liberação só ocorreu após as intervenções dos
    presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump junto ao
    premiê Narendra Modi.

    Com a carga recebida, Sanchez diz que é possível produzir
    aproximadamente 50 mil caixas com 30 comprimidos.
    A produção média da empresa subiu de 300 a 400 caixas
    diárias para entre 1.800 e 2 mil.
    E tem concentrado a venda para hospitais que usam a
    hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, evitando as
    farmácias.
    “Já recebemos ofertas de R$ 15 milhões de uma grande
    rede de farmácias”, disse ele.
    “Mesmo se tivesse essa quantidade, não venderia.
    Estou segurando consumo irresponsável desse
    medicamento”, afirmou.

    https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/04/17/laboratorio-do-exercito-acelera-oferta-de-cloroquina.ghtml

    Leia também:
    (https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/externas/56a-legislatura/enfrentamento-pandemia-covid-19/outros-documentos/documentos-encaminhados-pela-comissao/2020176aLaboratrioExrcitoInformaes.pdf)

    Zé Maria

    29 de outubro de 2021 às 13h54

    “Mesmo com venda restrita, pacientes
    de doenças autoimunes relatam
    falta de cloroquina nas Farmácias”

    Após a cloroquina e a hidroxicloroquina serem
    anunciadas como possíveis medicamentos
    para o tratamento do coronavírus e o presidente
    Jair Bolsonaro passar a defender a sua utilização,
    ainda no mês de março, o Brasil registrou uma
    verdadeira corrida às farmácias para a compra
    do medicamento.
    O fato obrigou a Anvisa a, no dia 21 de março,
    decretar a restrição da venda das substâncias.
    Ainda assim, passados dois meses da imposição
    das restrições, pacientes de doenças autoimunes
    [lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide]
    que necessitam destes medicamentos seguem
    relatando a falta deles nas farmácias.

    [ 18/6/2021 | Reportagem: Luís Eduardo Gomes | Sul21 ]
    (https://sul21.com.br/noticias/geral/2020/06/mesmo-com-venda-restrita-pacientes-de-doencas-autoimunes-relatam-falta-de-cloroquina)

Henrique martins

27 de outubro de 2021 às 15h34

Complementando o comentário anterior:

Ou os pastores são espertos também e já sabendo que Mendonça será derrotado estão em conluio com Bolsonaro para que ele possa nomear outro ministro terrivelmente evangélico pouco importando a pressão e a vergonha que André vai passar no Senado. Se for isso, você merece André!.

Responder

Henrique martins

27 de outubro de 2021 às 15h21

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/10/4958426-bolsonaro-cobra-sabatina-de-mendonca-a-alcolumbre-se-nao-passar-paciencia.html

Meu Deus. O homem é tão idiota que está confessando o que pretende que André Mendonça faça dentro do STF o que reforça a posição de Alcolumbre em não pautar a sabatina. E se pautar os senadores já tem perguntas muito interessantes para fazer ao dito cujo, tais como;

O senhor tem conhecimento que a Constituição Brasileira determina que o Estado é laico? Tem noção que a função constitucional do STF é defender a Constituição? Então porque o senhor se comprometeu com o presidente a sentar em cima de pautas e pedir vista de processos envolvendo ações sobre costumes como é o caso da lei estadual que obriga bibliotecas a terem bíblias? Foi isso o que o presidente disse no dia tal, etc, etc, etc. Como o senhor explica ‘isso daí’?

Agora tem um negócio: o senhor Jair pode estar querendo com essa declaração estapafúrdia apressar a derrota de Mendonça para que possa indicar outro o mais rápido possível para fazer a mesmíssima coisa. Neste caso são os pastores evangélicos que são idiotas né.

Responder

Henrique martins

27 de outubro de 2021 às 14h52

https://www.brasil247.com/mundo/policia-interdita-area-proxima-ao-capitolio-apos-ameaca-de-bomba-video

Quem puder avise aos democratas que essa ameaça é porque Biden anunciou ontem que não vai permitir o sigilo das investigações e documentos sobre a invasão do Capitolio.
Os trumpistas temem que investigadores e jornalistas investigativos descubram a relação de algum dos invasores com pessoas da equipe do filme em que Alex Baldwin matou acidentalmente a ucraniana.

Responder

Henrique martins

27 de outubro de 2021 às 14h45

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/bolsonaro-andre-mendonca/

Nas atuais circunstâncias ele quer que Mendonça seja derrotado logo para que possa indicar alguém palatável. No fundo teme que algo aconteça no meio do caminho e ele acabe impossibilitado de emplacar o próximo ministro do STF.

Responder

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