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Política

Ivana Bentes: Da importância do contradiscurso


30/10/2010 - 13h45

IVANA BENTES: “Novos ou velhos fundamentalismos?”

21/10/2010, reunião e debate (e cervejada) na Livraria Moviola, RJ

Não sei se são velhos fundamentalismos. Talvez interesse chamar a atenção hoje para as estratégias que foram mobilizadas para trazer hoje à discussão, para recolocar em pauta hoje, os velhos fundamentalismos.

Acho que a novidade, em termos de cultura de massa, é que nunca se discutiram abertamente no Brasil alguns desses temas trazidos por essa campanha eleitoral: o aborto, o Estado laico… São questões que se explicitaram, afinal, de um modo que permite ver como a emergência dessa pauta, de uma forma conservadora pode ser um ponto de partida extremamente positivo para reverter-se essa pauta – depois da eleição de Dilma.

Nesse sentido, me oponho um pouco ao hiperativismo pessimista do Guerón [risos], e já antecipo aqui o meu otimismo crítico.

Claro que é momento de tensão, as coisas ainda não estão definidas, mas vejo de forma positiva a emergência desses temas. Não, evidentemente, o modo como estão sendo trazidos e tratados. Quanto a isso, acho que as estratégias de mídia são decisivas e devem ser discutidas.

No primeiro turno, ainda tivemos alguma boa discussão da pauta política, sobre os avanços nos programas de políticas públicas. Tivemos alguma discussão política, sobre os programas implantados pelo governo Lula, Bolsa-Família e outros.

Mas o segundo turno – e é onde se vê que a questão da mídia é decisiva na pautação desses temas específicos e para pautá-los em alguns momentos, não em outros – foi pautado por uma ideia, por um slogan que esteve na base da campanha de Serra e foi a ideia sobre a qual trabalhou a empresa que fez a publicidade da campanha, segundo a qual, a nossa ‘marca’ seria “uma crise moral”.

Já que eles não conseguiram, na discussão dos programas, empurrar para um impasse o projeto político, o projeto de Brasil do governo Lula, restou a eles impor a pauta da tal “crise moral”, uma suposta crise moral, é claro. As questões ligadas aos Estado laico, ao aborto, aos direitos dos homossexuais entraram aí.

Todos esses direitos já estão de forma muito clara no Plano Nacional dos Direitos Humanos. E quando foram apresentados lá já criaram certa reação, mas, naquele momento esses temas não foram trazidos à tona, pela mídia. Agora, então, eles voltam àquele tema. A verdade é que essa reversão ao discurso moralista, centrada nos ‘bons costumes’, voltou, agora, associada à possibilidade de Dilma ser eleita.

Não citaram o Plano, mas ele apareceu algumas vezes, sempre oferecido como ‘prova’ de que não se trataria de discussões vazias, mas que, sim, esses ‘riscos’ existiriam, no caso de Dilma ser eleita. Assim ‘reativaram’ a tal ‘crise moral’.

De novidade, só, que, antes, havia o discurso moralista de direita, e ele agia, mas muita gente não assumia esse discurso moral de direita. As pessoas tinham vergonha, jornalistas, intelectuais, sociólogos, a classe média, não explicitavam seu discurso de direita. Agora, assumiram. Na mídia, chama muito a atenção: articulistas, jornalistas, sociólogos explicitaram um discurso de direita, há produção acadêmica, há toda uma universidade mobilizada para constituir um ideário conservador, de direita, que reivindica para si o direito de existir. Isso, antes, não estava explicitado e, agora, apareceu de modo muito claro.

Claro. Há a questão dos meios de comunicação tornados órgãos de publicidade de um só programa e de uma só campanha, de uma elite.

Mas a questão moral já havia aparecido na primeira eleição de Lula – questões morais, de ‘ética’, foram também um dos motes daquela eleição. Também lá se mobilizaram questões de ética, de moral, sempre usados como elementos para expor a ideia da ‘não-confiabilidade’ do governo Lula. E voltaram na segunda eleição de Lula e, agora, na eleição de Dilma. O argumento voltou, como voltou a coisa de o programa do governo Dilma ser igual ao dos governos Lula: os avanços estão aí, mas ela tampouco seria confiável.

E por aí se entrou numa argumentação, num discurso irracional, numa emocionalidade, numa irracionalidade, emocionalidade que é traço típico do discurso midiático. E isso acabou por mobilizar toda a campanha política.

Episódio exemplar desse movimento e da centralidade que ganhou na campanha é o dramático evento do ataque da “bolinha de papel”, que já apareceu ridicularizado até no Le Monde.

Paralelamente, aí também apareceu o contradiscurso forte, um ativismo forte, que faz oposição à mídia de massa e já existe nas redes sociais, Twitter, Facebook, e que conseguiram impor-se na discussão. Na segunda eleição de Lula, já havia a militância de resistência pela rede. Mas na eleição de Dilma, afinal, muito velozmente, os discursos da mídia puderam ser quase instantaneamente desconstruídos. Desconstruiu-se tudo, com ferramentas eficazes, muito velozmente. Logo que as primeiras imagens apareceram, viu-se pela internet a utilização da própria linguagem midiática para desconstruir o discurso da mídia, com detalhes, a forma da narração, construindo um contradiscurso, que utilizou a própria linguagem da mídia para desconstruir o discurso da mídia. As capas de Veja foram parodiadas, apresentadas como piada. Hoje há quatro ou cinco vídeos na internet, produzidos por jornalistas profissionais e também por amadores. Hoje, nas redes, as capas da Veja são antecipadas e antecipa-se também a linguagem da mídia, as estratégias da mídia. Isso é muito eficaz, embora seja ainda pouco e pequeno e, sim, me parece um ganho muito importante.

A própria Globo respondeu ao presidente Lula, embora sem citar o Twitter, às críticas que lhe fez o presidente Lula e lhe fizeram as redes sociais. Hoje, por exemplo, a manchete de O Globo é resposta à reação das redes sociais e reafirma a desqualificação moral do presidente e da candidata, sempre com adjetivos no campo do discurso moral, da não confiabilidade.

A desqualificação moral me parece ser esse último reduto ao qual regrediu a campanha e os discursos da mídia. Nesse campo, sim, me parece que as questões dos novos fundamentalismos que vamos discutir aqui, sim, me parecem importantes. São as questões mais polêmicas e que mexem com questões religiosas, os direitos da mulher, que têm a ver com o aborto e a vida, o casamento de homossexuais. São questões que arrastam todos para esse pântano que é o ‘a moral do outro’. Depois das intervenções dos outros aqui presentes, talvez possamos articular outras consequências disso tudo.

Pra terminar, vejo, sim, possibilidades extremamente positivas, tanto quanto vejo traços extremamente preocupantes, o que se viu nessa campanha.

Temos, sim, de discutir a ‘herança’ desse acirramento das questões morais, do ódio, da criação de tensões absolutamente maniqueístas no campo político, os efeitos de se fazer campanha de torcedor ‘hooligan’, muito dual, e na explicitação disso tudo.

Temos, para o futuro, uma pauta importantíssima a ser levada depois da eleição de Dilma.



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34 comentários

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Sérgio

31 de outubro de 2010 às 11h08

É uma piada que vendilhões da pátria, que sonham entregar a nação
que receberam de mão beijada de seus antepassados e, que deveriam
fortalecer para si e seus descendentes, estejam aí se fazendo de vestais.
kkkkkkkkk, kkkkkkkkkkkkk, kkkk. Farizeus!
Viva a nossa Presidenta Dilma!

Responder

Baixada Carioca

30 de outubro de 2010 às 22h27

Eu sou pedagogo de formação, mas fiz um artigo sobre o diploma de jornalismo e aprendi a admirar a Doutora Ivana Bentes quando li seus artigos e entrevista à revista Unisinos. Ela apresenta alguns temas que deverão ser dissecados num momento futuro [não nas próximas eleições]. Talvez comece por uma necessária Reforma Eleitoral e uma ampla discussão sobre a Regulamentação da Comunicação Social no Brasil. A primeira, sendo confirmado Dilma presidenta, cabe ao PT e ao PMDB puxar a discussão no Congresso Nacional. A segundo, só acontecerá de fato se Lula tomar a iniciativa de liderar um movimento nacional para discutir Comunicação Social no Brasil. E esse tema é fundamental para a discussão sobre ética e confiabilidade. Como disse Luis Nassif no TwitCam, a Regulamentação é uma necessidade de país desenvolvido e nós não podemos nos comportar como se ainda fossemos subdesenvolvidos.

Responder

Baixada Carioca

30 de outubro de 2010 às 22h19

Eu sou pedagogo de formação, mas fiz um artigo sobre o diploma de jornalismo e aprendi a admirar a Doutora Ivana Bentes quando li seus artigos e entrevista à revista Unisinos. Ela apresenta alguns temas que deverão ser dissecados num momento futuro [não nas próximas eleições]. Talvez comece por uma necessária Reforma Eleitoral e uma ampla discussão sobre a Regulamentação da Comunicação Social no Brasil. A primeira, sendo confirmado Dilma presidenta, cabe ao PT e ao PMDB puxar a discussão no Congresso Nacional. A segundo, só acontecerá de fato se Lula tomar a iniciativa de liderar um movimento nacional para discutir Comunicação Social no Brasil. E esse tema é fundamental para a discussão sobre ética e confiabilidade. Como disse Luis Nassif no TwitCam, a Regulamentação é uma necessidade de país desenvolvido e nós não podemos nos comportar como se ainda fossemos subdesenvolvidos.

Mas concordo que esse processo eleitoral deixou marcas profundas em conceitos que lutam para se manterem inalterados. Discutir todas as questões pendentes nos próximos anos é aprofundar e solidificar a democracia brasileira.

Responder

Marilda Oliveira

30 de outubro de 2010 às 20h26

Azenha – 31/10/2010 – DILMA – LÁ
http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2010/10/l

Responder

Luiz Hemerly

30 de outubro de 2010 às 19h34

Serra comete gafe no debate

no minuto 9, ao responder sobre educação, Serramente deixa escapar a verdade por tras do seu discurso.
"Passar por cima dos partidos, dos SINDICATOS" que, segundo ele, só atendem interesses políticos.
Os professores de São Paulo sabem bem como é isso.
[youtube qZnPMfumDA0 http://www.youtube.com/watch?v=qZnPMfumDA0 youtube]

Responder

IVANA BENTES: “Novos ou velhos fundamentalismos?” | DILMA É MUITOS

30 de outubro de 2010 às 19h32

[…] para o futuro, uma pauta importantíssima a ser levada depois da eleição de Dilma. https://www.viomundo.com.br/politica/ivana-bentes-da-importancia-do-contradiscurso.html ShareIf you enjoyed this post, please consider leaving a comment or subscribing to the RSS feed […]

Responder

Fernando Trevas

30 de outubro de 2010 às 19h10

A mídia, representante do ideário conservador, percebe que não é mais a dona da pauta, e se desespera, a ponto da Globo fazer aquela ridícula edição do Jornal Nacional tentanto transformar uma imagem borrada em um rolo de fita adesiva.

Responder

    Baixada Carioca

    30 de outubro de 2010 às 22h28

    A Globo sempre foi ridiculamente manipuladora. Só que agora temos a blogosfera e muita gente querendo desmascarar o Ali Kamel.

Priscila Susan

30 de outubro de 2010 às 18h55

O que a grande mídia e as forças conservadoras, não esperavam é que a militãncia, também modernizara-se, a militância que vai as ruas e a militãncia cibernética.
A direita tem um discuso de uma moral hipócrita e de desqualificação do discurso do outro. E isso é extremamente grave, pois a desqualificação se baseia, não nos ideários republicanos históricos como: igualdade, liberdade e fraterninade. Mas, no desconstruir o discurso contrário a si, mas uma desconstrução do discursante. É como se o outro não tivesse possibilidade de existir.
Esse discurso pseudomoralista, tira do sujeito discursante, o direito de ter direitos.

Responder

Marilda Oliveira

30 de outubro de 2010 às 18h48

Azenha – CONFIDENCIAL….CONFIDENCIAL
Resposta ao e-mail sobre Kardecista para votar no Serra.

Nilza, são e-mail mentirosos partindo do Serra que está à desejar E DESESPERADO COM AS PESQUISAS!…

Nunca existiu tanta baixaria.

Se este e-mail partiu realmente do Kardecismo, ficarei descrente com a doutrina que tanto confio: porque as soluções não parte desta forma pela difamação; que não é peculiar da doutrina espírita. A meu ver é outra estratégia de Serra e da igreja católica para difamar Kardec. Deus queira que eu esteja certa e veja …..( Chico Xavier jamais teria tal atitude)

Serra está desesperado. Se a Dilma vencer as eleições o PSDB fará um inferno no Brasil, de todas as formas possíveis e imaginárias como o apagão que funcionário das furnas já alertou, e outras agressões para culpar a Dilma por ingerência.

Se o Serra vencer as eleições, estaremos tb sujeitos a tudo isto porque o que restou do Patrimônio Brasileiro que FHC deixou eles entregarão para os Judeus sionistas que estão na porta aguardando.

A meu ver, devemos lutar pela soberania do povo… para que o povo tenha o direito de gritar para que autoridades ouçam nossa vóz e a oposição respeite, para isto só elegendo o PT, a Dilma.

As crenças e religiões sem excessão, no meu critério, até que EU MESMA PROVE O CONTRÁRIO, ESTÃO SUSPENSAS; ficarei com a fé em Deus/Jesus na sua naturalidade sem mentiras e trapaças.

AZENHA, realmente me preocupa a Dilma se elegendo o PSDB vai realmente APRONTAR!…. Os blogueiros, cidadão, e o governo eleito "por Deus" Dilma-Lá, deverão estar preparados para O PÓS que a meu ver será muito pior do que estes últimos dias. O PSDB e seus integrantes são de má índole. E tudo farão para barrar a Dilma em tomar posse. Já mandei recado ao Lula para afastar o Zé Dirceu ,que não é marca positiva para a continuidade de uma política séria.
Com respeito,

Responder

edv

30 de outubro de 2010 às 17h30

Atençao, ainda tem PIG hoje à noite e amanhã de manhã.
O Uol já publica que Dilma "com ar de vito'roria já define..".
Esquecem de colocar o "se eu for eleita…"
Isso gera antipatia.
Suponho que a vitória será apertada.
Espero que esteja errado e seja de lavada, maior do qu as pesquisas indicam.
Dia 31 é 13 até de trás pra frente. É dia D de Dilma!

Responder

francisco.latorre

30 de outubro de 2010 às 17h26

tensão absurda hem.. sem sentido.

não fosse a urna.. estávamos em festa.

..

dia seguinte.

reforma. na urna.

..

hoje. alerta. e convicção.

..

não ousem. trucar as urnas. desdenhar a inteligência.

não vai ser só bolinha de papel. não levaremos no humor.

não ousem.

brasil não é méxico. nem miami.

..

melhor replicar o aviso.

não.. nem precisa.

..

Responder

Raphael Tsavkko

30 de outubro de 2010 às 17h15

Questão toda seria simplificada se houvesse uma mídia séria no país. E se o governo Lula tivesse feito alguma coisa no sentido de democratizar as comunicações.
Lula deu alguns passos, tímidos, no caminho de uma maior democratização da comunicação, vale notar a CONFECOM, mas parou por aí. Não teve coragem de brigar contra os grandes monopólios e, sequer, aplicou as resoluções aprovadas na CONFECOM. Assim como com o PNDH-3, aceitou as regras da grande mídia e dos poderosos e deixou de lado todas as decisões tomadas pelo povo em conferências locais e nacionais.

O preço foi e continua sendo claro, a franca e criminosa oposição da mídia a tudo que vem do governo.

Uma coisa é a Veja fazer oposição, até tem o direito, outra é a Rede Globo, uma concessão pública, fazer o mesmo. E, vale sempre lembrar, uma coisa é "oposição", outra é a tática de fingir pluralidade e desinformar, mentir para fazer uma política de confronto.
http://tsavkko.blogspot.com/2010/09/politica-de-c

Responder

Carlos França

30 de outubro de 2010 às 16h42

Depois da eleição, não podemos deixar a pauta morrer. Acho que devemos sim ir para o debate da moral da sociedade brasileira. Precisamos expor a dupla moral da direita — ou não é para discutir a naturalização da prostituição proposta por eles em Uberlândia? Não devemos discutir a pedofilia nas igrejas? Precisamos continuar nas ruas a discutir. Nos próximos 4, 8 anos, não quero ser pautado pela mídia partidária. Quero encontrar, ao vivo, os meus irmãos brasileiros. Discutir tudo sem intermediários. Ocupar as ruas, as praças, os botequins. Falar, conversar, discutir; definir a pauta do próximo governo.

Responder

antonienko

30 de outubro de 2010 às 16h29

Quando surge uma iniciativa alternativa ao já estabelecido. quando a iniciativa toma corpo, quando as adesões engrossam o corpo, principalmente quando tudo isto é construído sob idéias consistentes, chama-se a isto de Vanguarda.
Sim, uma autêntica Vanguarda surgiu nos antes "blogs sujos".
Há muito não se via uma onda autenticamente brasileira. Talvez nunca antes na história do Brasil.
Mas, o estágio principal das vanguardas é cumprir seu papel na sua totalidade, ou seja, até que se torne "status quo".
De forma que os vanguardistas não desconsiderem seus papéis no futuro próximo. E entendam que o campo que abriram será um grande palco iluminado.

Responder

M. Iack

30 de outubro de 2010 às 16h26

Texto excelente e fundamental!

Responder

Messias Macedo

30 de outubro de 2010 às 15h46

Sen-sa-ci-o-nal! Sensacional!

Partido Alto Bolinha de Papel – Sambistas com Dilma http://www.youtube.com/watch?v=sF39pz56-Sk&fe

… O samba do povo é o samba de Deus!…

Parabéns!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, Brasil Nação

Responder

    Elisa Ramos

    31 de outubro de 2010 às 01h49

    Contra a baixaria, a mentira, a arrogancia, viva a cultura carioca! Viva o humor carioca!

José Roberto-SP

30 de outubro de 2010 às 15h43

Acesse o site http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=3039
Para ditadura, Serra também era “terrorista” e pregava a revolução; tucano foi condenado a três anos de prisão

Responder

Antonio- SC

30 de outubro de 2010 às 15h32

"O Brasil neste final de semana terá que escolher seu Presidente. Dois brasileiros se apresentam como alternativas:

– um enfrentou a prisão política, a tortura, a ditadura e um câncer. FICOU DE PÉ.

-o outro caiu frente a uma BOLINHA DE PAPEL. "

Quem vai dar conta?

Responder

José Roberto-SP

30 de outubro de 2010 às 15h05

I M P E R D Í V E L !!!
Revista ISTOÉ de hoje (30/10) EDIÇÃO 03/NOV/2010.
1) PSDB versus PT "O CONFRONTO ENTRE DOIS ESTILOS DE GOVERNO.
2) THE ECONOMIST- entrevista Michael Reid. "O NOVO PRESIDENTE TERÁ DE SEGUIR O CAMINHO DE LULA".
Para o editor da "The Economist" para as Américas, nos últimos oito anos o Brasil se tornou uma locomotiva da economia mundial e não pode retroceder.

Responder

Sidora

30 de outubro de 2010 às 15h04

A BOLA DE CRISTAL DELES NÃO PASSA DE BOLINHA DE PAPEL. ALGUÉM DELES TEVE UM PESADELO E RESOLVEU CONTAR. DEU NAQUELE VÍDEO NOJENTO. TENHO NOJO DESSA RAÇA. MAS OLHA, NAS PANFLETAGENS, ADESIVAGENS É DILMA

Responder

Messias Macedo

30 de outubro de 2010 às 14h54

Entenda o que é [pseudo]jornalismo seletivo – e tendencioso!

… O famigerado ‘Jornal [Anti]Nacional’ [e o 'Jornal da Globo'] não divulgou(aram) a notícia que segue, quanto mais a matéria do Mauricinho “do (S)erra” sendo devidamente enquadrado pela comunidade que ele despreza!…
#########################
Nova descoberta do pré-sal pode dobrar reservas de petróleo no Brasil
CIRILO JUNIOR
DO RIO
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou nesta sexta-feira que a reserva de Libra, na Bacia de Santos, tem de 3,7 a 15 bilhões de barris de óleo equivalente. O mais provável, no entanto, é que a área tenha 7,9 bilhões de barris, segundo relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates.
Se o potencial chegar a 15 bilhões, será a maior área já descoberta e vai mais que dobrar as reservas brasileiras, já que as confirmadas até o momento somam 14 bilhões de barris.

A descoberta já havia sido confirmada pela ANP e, ontem, o diretor-geral da agência, Haroldo Lima, disse que o potencial seria divulgado hoje.

A área de Libra pertence à União, e foi a segunda a ser perfurada pela Petrobras para a ANP. Antes, o prospecto de Franco havia sido explorado, e as estimativas apontaram reservas recuperáveis de até 5,45 bilhões de barrias de petróleo e gás natural.

(…)

FONTE: http://www.conversaafiada.com.br

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de ‘Nois’ Bananas

Responder

    Klaus

    30 de outubro de 2010 às 17h30

    Messias, a reserva pode ter de 3,7 a 15 bilhoes de barris. Quanta precisão!!!! Com a divulgação desta reserva toda as ações da Petrobras cairam mais de 1% ontem. Ninguém ligou. Se outras coisas nesta vida tivessem a precisão da avaliação do campo de Libra, eu diria que você tem entre 17 e 80 anos. Acertei?

    Messias Macedo

    30 de outubro de 2010 às 20h08

    Klaus, vamos ser otimistas, nacionalistas! Além do mais, a nossa Petrobras dispõe de instrumentos científicos capazes de fazer tão projeção e/ou aferição! Portanto, não são dados aleatórios!…
    Avante Brasil Nação!

    Quanta à sua projeção acerca da minha faixa etária, você [senhor] acertou "na mosca"!

    Respeitosamente,

    Messias Franca de Macedo – matuto 'bananiense' feliz e com fé no futuro do Brasil nação!
    Feira de Santana, Bahia
    República de Nós Bananas

    Messias Macedo

    30 de outubro de 2010 às 23h32

    errata:

    … nossa Petrobras dispõe de instrumentos científicos capazes de fazer tal projeção e/ou aferição!… (tal ao invés de 'tão')

    Cordiais saudações,

    Messias Franca de Macedo – matuto 'bananiense' feliz e com fé no futuro do Brasil nação!
    Feira de Santana, Bahia
    República de Nós Bananas

Georgina

30 de outubro de 2010 às 14h53

IVANA BENTES (Ivana Bentes Oliveira)
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2

Graduada em Curso de Comunicação Social (UFRJ, 1986), mestrado em Comunicação (UFRJ, 1991) e doutorado em Comunicação (UFRJ, 1997). Atualmente é professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ e Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, comunicação, audiovisual, cinema, imaginário social e pensamento contemporâneo, cultura digital. Se dedica a dois campos de pesquisa: Estéticas da Comunicação, Novos Modelos Teóricos no Capitalismo Cognitivo (CNPq) e Periferias Globais: produção de imagens no capitalismo periférico. É coordenadora do Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ. É curadora na área de arte e mídia, cinema, audiovisual.
Última atualização do currículo em 22/05/2010 http://lattes.cnpq.br/1298675801318069

Responder

José Vitor

30 de outubro de 2010 às 14h52

Acho que o artigo errou o alvo. O "contra-discurso" não é problema, e sim a canalhice, o mau-caratismo, o terrorismo, e, francamente, o ranço nazista que norteou toda a campanha do Serra. Isso sem contar a tentativa de destruição, pelo PIG, do processo eleitoral democrático brasileiro. Eu diria que a campanha do Serra foi um caso de polícia. O que o próximo governo da Dilma (toc toc toc) precisa fazer é enquadrar todos esses marginais na forma da lei, mas para isso vai ser preciso também "dar um incentivo" para que o judiciário tire a b. da cadeira e cumpra com suas obrigações, e abandone a atitude pusilânime e indolente que demonstrou durante esta campanha. Porque senão, daqui a 4 anos veremos a repetição desse execrável espetáculo que vimos durante estes últimos meses.

Responder

Antonio

30 de outubro de 2010 às 14h44

Foi um jogo sujo, cheio de inverdades, mas que sensibiliza uma parte do eleitorado brasileiro. De fato acho que a questão moral cola nos despolitizados, que não têm argumentos sólidos onde se agarrar para votar neste ou naquele.

Responder

francisco.latorre

30 de outubro de 2010 às 14h38

a direita saiu do armário.

e foi atropelada.

..

Responder

Messias Macedo

30 de outubro de 2010 às 14h32

Entenda o que a Marina Ex-Silva tentou negar na campanha política: a existência de dois projetos distintos! Ou ainda, o segundo turno será plebiscitário: mais uma vez o egrégio e iluminado presidente Lula está com a razão!
############################

Dilma diz que vai governar para todos, sem discriminação
Petista vai à periferia de BH e Serra, à zona sul
FONTE: DANIELA LIMA
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE
RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
Folha online http://www1.folha.uol.com.br/poder/822891-dilma-d

BRASIL NAÇÃO – em homenagem ao ínclito presidente e estadista emérito Luis Inácio Brasileiro Lula da Silva, a Dilma Brasileira Rousseff, A Magnífica, futura primeira mulher presidente do Brasil e ao honesto, sapiente e trabalhador povo brasileiro
[Hasta la Victoria Siempre!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

francisco.latorre

30 de outubro de 2010 às 14h23

moraleira faliu.

preconceito perdeu.

mais. ficaram devendo.

..

Responder

francisco.latorre

30 de outubro de 2010 às 14h20

desconstrução da sacanagem organizada. o sistema. o um. central piramidal.

pela horda. anárquica bárbara.

o todos.

..

e os nostálgicos da hierarquia.. endoidando.

..

Responder

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