VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Igor Buys: O Bloco Negro e as fantasias fascistas ocultas


28/08/2013 - 13h21

MARILENA CHAUÍ E O BLOQUEIO NEGRO: CRÍTICAS AGUÇADÍSSIMAS QUE PEDEM RESPOSTAS LÍMPIDAS E RESPEITOSAS

por Igor Buys, em seu blog, 27.08.2013, via Facebook

Não sei mais quantas vezes procurei sinalizar aos companheiros da esquerda patriótica — patriótica e não nacionalista, frise-se bem; porque esquerda nacionalista seria um paradoxo — que o Bloco Negro e a Mídia Ninja são novos atores a serem ouvidos, compreendidos, e não imediata e reativamente confrontados, pois que, sobretudo, estão: em processo de amadurecimento ainda, buscando definições, redefinições e realizando autocríticas públicas.

Dilma e Lula não pouparam elogios a tudo o que está se passando nas ruas, desde junho, embora o ex-presidente, em dado momento, tenha destacado: quase tudo é bom, mas também existe fascismo*.

Ao pessoal do Bloqueio Negro, especificamente, hoje, eu diria que a professora Marilena Chauí é pessoa a ser seduzida, ouvida com muita atenção e tino de bons entendedores, e não, em qualquer hipótese, confrontada inutilmente.

Chauí deu uma palestra para o inusitado público da Academia de Polícia Militar do Estado do Rio de janeiro e, sempre precisa, sempre indefectível nas suas avaliações, do alto de toda a sua experiência acadêmica e credibilidade pública que, até hoje, só os mais vis e caricaturais expoentes da extrema direita se dispuseram a contestar, teceu ponderações as mais relevantes sobre o Bloco Negro.

Não assisti ainda nenhum vídeo contendo a palestra na íntegra, mas a Folha de São Paulo pinçou dois tópicos do discurso da filósofa, um dos quais vem perfeitamente ao encontro de algo que nós mesmos já dissemos no texto SEPARAÇÃO PROGRESSIVA ENTRE BLOQUEIO NEGRO E “ANONYMOUS” (OU ANÔNIMO) E VALORES SIMBÓLICOS DE SUAS MANIFESTAÇÕES; texto este elogiado e divulgado na página do Bloco Negro RJ.

O primeiro, em importância, dos tópicos que o jornal destaca é o seguinte.

Chauí afirmou ainda que as manifestações de junho em nada se assemelham aos protestos de maio de 1968, na França. Para ela, as reivindicações atuais dialogam com o poder constituído, o Estado. “O grande lema [em 1968] era: é proibido proibir porque nós somos contra todas as formas de poder. Não se reivindicou nada. […] As manifestações de junho não disseram ‘não’ a coisa nenhuma. Eles se dirigiram ao poder, ao Estado e pediram diminuição da tarifa, mais verba para educação, saúde, CPIs e auditorias contra a corrupção e contra a Copa. Fizeram demandas institucionais ao poder.”.

Ora, isso nós mesmos já dissemos, com outras palavras, no texto supracitado, enquanto criticávamos o discurso do Anônimo contra o quebra-quebra de bens privados e a favor da mesma prática em relação a bens públicos, i.e., de bens do povo brasileiro, pois segundo “ele” — que, depois, descobri ser uma mulher —, o que é dos outros é dos outros:

O que é dos outros é dos outros, inclusive bancos. Ou seja: a propriedade privada é um direito “sacrossanto”, como quer João Locke e sua doutrina, o liberalismo, que se fulcra inteiramente em teses teológicas: a propriedade, portanto, não deve ser violada! O quebra-quebra deve se restringir aos bens públicos, pagos e reparados com o fruto do trabalho da família do Amarildo desaparecido, e de cada um de nós. Pois mesmo os isentos de recolher o I.R., pagam os impostos embutidos nos preços dos produtos que consomem, pagam taxas, pedágios, etc.. E isso para manter a iluminação das ruas, o calçamento, a limpeza urbana, o sistema de esgotos, de água encanada. Isso para manter a educação pública, que deve ser mais inclusiva, a saúde pública, que deve ter qualidade, o policiamento, que deve ser feito de modo ético e estritamente fiscalizado. Se alguém luta por mais investimentos em educação pública, luta, claramente, por uma presença mais efetiva do Estado nesse campo; se luta por saúde pública de qualidade, luta por melhor atuação do Estado nesse outro campo; se luta contra a corrupção da máquina pública, quer ver o Estado limpo; e quem luta por tudo isso, e mais transporte público gratuito, pede, não indireta, — mas diretamente, por um Estado onipresente, que atenda a todos, que evolua mais rápido do que já tem feito na direção do Estado de Bem-Estar Social.

Assim, as bandeiras levantadas nas manifestações de rua destes dias são bandeiras em prol de um Estado melhor, e não da sua elisão imediata e inviável. Eis a correta e inelutável interpretação do valor simbólico desses atos.

Está certíssima a Professora Marilena Chauí nesse ponto e nós, tendo buscado alguma aproximação via R.I.C. com os praticantes de Bloqueio Negro do Rio e de outros Estados, podemos explicar os exatos motivos da aparente contradição: existem muitos anarcocomunistas e a anarcossindicalistas entre os adeptos da tática em questão; existem, ainda, pessoas oriundas das esquerdas partidárias, e todos estes, junto com os que ainda buscam definições, têm freqüentado palestras e rodas de debates com acadêmicos de orientação marcadamente comunista libertária — ou socialista libertária, como estes têm preferido dizer, numa versão light, ou diet da mesma expressão. Eu mesmo compareci, recentemente, a uma palestra seguida de debate anunciada por eles com os historiadores Alexandre Samis, professor do Colégio Pedro II, e Carlos Augusto Addor, professor da UFF; o primeiro, mais próximo, pelo que me pareceu, do anarcossindicalismo, o segundo, definindo-se como um socialista libertário.

Ora, é patente que a “derrubada” do Estado, hoje, sem o colapso anterior do sistema internacional de exploração conduzir-nos-ia de imediato ao anarcocapitalismo, i.e., a um ultraneoliberalismo: ponto mais distante possível do anarquismo propriamente dito, em qualquer vertente aceitável. Assim, a pauta do Bloco Negro tem sido, sim, sem sombra de dúvida, de demandas institucionais ao poder constituído, mas não, por conta disto, estrategicamente, antianarquista. Sabemos que estratégia, em política, é a algo mais amplo que as táticas adotadas sob a sua inspiração. Assim, por exemplo: as táticas de bloqueio negro seriam um dos caminhos que a estratégia anarquista considerou empregar, nas últimas décadas. Sucede que tais demandas ao Estado, no sentido de fortalecê-lo, melhorando-o, ao invés do emprego do princípio do quanto pior melhor, constituem-se num institucionalismo — provisório, dentro da estratégia libertária, que é absolutamente lúcido e, mesmo, imprescindível dentro da boa análise da conjuntura.

Na pós-modernidade plena que adentra, aos poucos, o embate entre tendências político-econômicas que fará sentido será tão-só esse: entre o anarcocounismo — ou anarcossocialismo, a quem prefira — e o anarcocapitalismo, defendido, aqui e ali, por muitos e bem iconizado por Jorge Soros. O comunismo marxiano ortodoxo, o stalinismo, o maoísmo, tudo isso soçobrou, antes da virada do século, junto com a tendência messiânica do próprio Marx, esse crítico genial do capitalismo, que, não obstante, se pretende capaz de engendrar um modelo universal de gestão política e social, sem levar em conta a incomensurável diversidade de culturas, de línguas — e linguagens, i.e., de esquemas especiais de objetividade-subjetividade —, de perspectivas históricas e graus de evolução em relação à arqué de cada pacto nacional existente.

E, além da nota do internacionalismo, que precisa ser repensada em termos de — plurinacionalismo, o marxismo inspirou, ainda, regimes verticalizados e burocratizados em excesso, que as sociedades da informação, embriões da sociedade do conhecimento, onde quer que já tenham se estabelecido, não acatarão mais, em qualquer hipótese. Quanto ao liberalismo, este vetusto sistema seiscentista só pode ser e só é objeto das defesas bufas de um pequeno grupo de comediantes tristes e raivosos disfarçados de intelectuais e jornalistas, a maioria dos quais já devia estar presa por charlatanismo. O que temos pela frente é, repetimos: o embate entre o socialismo libertário e o anarcocapitalismo, este último, entendido como um capitalismo sem fronteiras, — sem bancos centrais, com uma moeda única universal e etc..

E, estrategicamente, a posição dos comunistas libertários não pode ser outra que a institucionalista provisória, com a busca do Estado de Bem-Estar Social e do represamento do neoliberalismo e de sua investida contra os direitos trabalhistas e sociais em geral. Isso para, mais adiante, após o colapso certo — e ajudado — do sistema internacional de geração de mais-valia, finalmente, poder-se propor as bases de uma sociedade horizontalmente organizada, sem estruturas de cogência, onde possa ser posta em prática a abolição penal e outras bandeiras anarquistas basilares.

O segundo tópico no discurso da Professora Marilena Chauí que o jornal já citado traz a baila é o seguinte:

Temos três formas de se colocar. Coloco os “blacks’ na fascista. Não é anarquismo, embora se apresentem assim. Porque, no caso do anarquista, o outro [indivíduo] nunca é seu alvo. Com os ‘blacks’, as outras pessoas são o alvo, tanto quanto as coisas”, disse ela.

A crítica é novamente precisa. É aguda, cirúrgica e dura, extremamente dura. Sobretudo, porque aproveita, não só aos jovens do Bloco Negro, mas a toda a esquerda, que visa pessoas renitentemente: Fora Cabral, Fora FHC; Fora Alckmin, Fora Collor, fora este, fora aquele. Esse modelo — aliás, façamos justiça, criada pela Convergência Socialista, ou PSTU para conclamar a sociedade a pedir o impedimento de Fernando Collor — tem sido uma marca das esquerdas, desde então. E trata-se de um grito de guerra que visa a pessoas.

O Bloco Negro visa, outrossim, aos policiais, que são pessoas; usam, inclusive, o slogan internacionalmente difundido All Cops Are Bastards, sigla A.C.A.B., ou 1.3.1.2., em codificação numérica. E, da mesma forma, as esquerdas, em toda parte, usam o quiçá ainda mais difundido slogan: Fuck Police. Basta que pesquisemos sobre um e outro através da R.I.C. e teremos miríades de resultados nas mãos, ilustrações, cartazes virtuais e etc.. Então, novamente: é aquele contato estreito dos bloqueadores com as esquerdas partidárias, seus erros e acertos, o que tem definido a sua conduta nos pontos destacados pela ilustre acadêmica.

Zizek diz que todos temos as nossas fantasias fascistas ocultas e, como desnuda a filósofa, essas unidades entre pessoas que formamos para atacar outras pessoas e para nos protegermos, mutuamente, são sempre, inelutavelmente, persecutórias, logo, na sua extensão ao campo político: fascistas. Portanto, devemos, todos os progressistas, inclusive o Bloco Negro, tomar muito cuidado com o abuso promíscuo desses esquemas de aglutinação em torno de ações antipessoais: contra indivíduos mais que contra idéias equivocadas, conceitos e preconceitos enferrujados, sem renunciar, por outro lado, à prerrogativa de pedir impedimentos de políticos e agentes públicos políticos em casos de necessidade real e urgente de tal recurso.

Não podemos esperar, é certo, que os jovens praticantes de bloqueio negro sejam os mais puros entre os mais puros de todos os ativistas progressistas que conhecemos: seria cobrar demais deles, já nos seus primeiros passos dentro do cenário político pátrio. Mas precisamos, sim: louvar esses jovens como vanguardistas por trazerem à baila a palavra anarquismo, como uma das tags do momento, quando o comunismo libertário estava ainda sendo visto como meramente romântico pela sociedade brasileira, distraída, até ontem, em relação ao adentrar desta Terceira Contemporaneidade, ou Terceira Pós-modernidade, que ora temos conhecido de frente no terreno político.**

*Esse comentário de Lula sucedeu ao entrevero entre Carecas do Brasil e participantes do Fórum de São Paulo, iniciado, gratuitamente, por aqueles e comentado por nós em A CONFUSÃO EMBARAÇOSA DO PORTAL iG ENTRE SKINHEADS DEEXTREMA DIREITA, ANARCOSKINHEADS, ANARQUISTAS E FASCISTAS.

**Já escrevemos noutra nota de rodapé: […] primeiro, veio a Idade de Bronze da Contemporaneidade, com Kant e seu — Sapere aude; depois, veio a Idade de Prata da Pós-modernidade, com o positivismo, a retomada da suposição, da poesia como via de conhecimento, o que permitiu todo o progresso tecnológico descomunal observado nos dois últimos séculos passados; finalmente, avistam-se as alvas da Idade de Ouro da Contemporaneidade, que adentra com a hecatombe do sistema de exploração e a eliminação dos resíduos modernos e […] socráticos.

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14 comentários

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Gilberto Maringoni: Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de setembro de 2013 às 16h27

[…] Igor Buys: O Bloco Negro e as fantasias fascistas ocultas […]

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andré

07 de setembro de 2013 às 23h54

Marx ‘capaz de engendrar um modelo universal de gestão política e social,’ só se for o Groucho, porque o Karl nunca ‘engendrou modelos’…

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MarcosAS

29 de agosto de 2013 às 10h30

Que texto confuso! A quantas andamos do tempo em que o debate político era dominado por textos de Gramsci, Lukács, Benjamin, hein?

Vai de mal a pior a romantização das tais organizações horizontais.

Fechemos com Gramsci: mais do que toda valorização da direção consciente, como quer fazer crer a crítica rasteira do marxismo a que o texto se entrega, trata-se antes de buscar um equilíbrio entre direção consciente e espontaneidade.

Eis o caminho da democratização do Estado, cuja forma veio para ficar.

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Sala Fério

28 de agosto de 2013 às 19h10

E agora uma indagação: cadê o ‘anonymous’ e o ‘occupy’, e mesmo os blackblocs europeus quando os E.Unidos e seus parceiros da Europa anunciam uma invasão à Síria, à revelia da opinião pública de seus povos?

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    Leo V

    28 de agosto de 2013 às 19h31

    Pelo jeito só se eles entrarem pela TV da sua casa para vc ver eles.

    O que não passa na TV não significa que não exista.

Sala Fério

28 de agosto de 2013 às 19h08

Qualquer tipo de violência em protestos ditos pacíficos é inaceitável e incoerente, ou a alegação de que seriam pacíficos vira mentira. E se não são, têm que assumir que não são publicamente, ou vira disfarce, farsa, estratagema. Quem faz algo assume, seja como for ou contra quem for. A dita ‘contra-violência’ é tão violenta como a própria violência do sistema, pois usa dos mesmos métodos, inclusive da dissimulação.

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assalariado.

28 de agosto de 2013 às 18h29

Conceição/ Azenha tem como arrumar esse vídeo da palestar e/ ou entrevistar a Dona Marilena Chaui, sobre esta matéria. Prefiro a segunda ideia.

Nada melhor do que olho no olho.

Abraços

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    Conceição Lemes

    28 de agosto de 2013 às 19h25

    Vamos tentar, assalariado. abs

Arthur Araújo

28 de agosto de 2013 às 17h13

Não ouvi e não conheço integralmente a palestra da Marilena Chaui. A platéia dispensa comentários. Mas, o teor da palestra me é familiar: é típico discurso dos intelectuais da USP que têm a inigualável arte de reinventar a roda.

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Matheus

28 de agosto de 2013 às 16h09

Muito interessante o texto, mas fica a impressão de que ele extrapolou um pouco. Não dá para saber o que a Marilena falou, mas a julgar pelos trechos citados (distorcidos?), pela plateia e pela própria pessoa, parece mais um “discurso governista contra manifestações que o PT não consegue cooptar”.

O termo “fascista” é usado de modo injurioso para qualificar um “grupo (organização?) black bloc”, e não uma tática de autodefesa e desobediência civil. Depois o BB é injuriado como “extrema-esquerda”, termo que os governistas usam sempre de modo pejorativo, contra a esquerda que não se submete ao governo petista e a seus aliados, um dos quais é o PMDB de Cabral, Renan, Sarney, etc. Claro que a injuria de “extrema-esquerda” vêm acompanhada do clichê de “extremos se tocam” e de alguma teoria conspiratória, já que o governismo é autoritário e sempre busca bodes expiatórios para seus fracassos e frustrações. Depois, para arrematar o samba do crioulo doido, vêm a “coisa anárquica”, novamente em sentido pejorativo.

A plateia dispensa comentários: a PM-RJ, polícia militarizada famosa por sua corrupção e violência letal, guarda pretoriana de um governador reacionário aliado ao neopetismo.

Os “ataques contra pessoas” seria realmente um ataque a personalidades políticas? Ou seria “ataques a pessoas” em geral? Sabemos que o BB resiste à violência policial, e em alguns casos, depreda patrimônio corporativo (quem destrói bens de pequenos empresários e de trabalhadores não entendeu o propósito do BB). Estranha a afirmação, porque, mesmo se a afirmação do Igor estiver correta, seria uma completa imbecilidade dizer que alguém seria fascista por gritar “Fora Pinochet” ou “Fora Hitler”… Se existe uma tirania personalista, nada mais natural que a pessoa do tirano se converta em objeto de ódio.

Enfim, eu gostaria de ter acesso à conferência da Sra. Marilena Chauí para ter uma base melhor para avaliá-la que uma notícia da horrenda Falha de SP.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de agosto de 2013 às 19h55

    Estranha a afirmação, porque, mesmo se a afirmação do Igor estiver correta, seria uma completa imbecilidade dizer que alguém seria fascista por gritar “Fora Pinochet” ou “Fora Hitler”… Se existe uma tirania personalista, nada mais natural que a pessoa do tirano se converta em objeto de ódio.

    —————————–
    Gostei disso. E sinto admitir, mas a Marilena que apareceu no texto não é a filósofa independente de quem aprendi fundamentos da dialética. Lamento.

    Matheus

    29 de agosto de 2013 às 09h25

    Pois é, me lembro da “Introdução a filosofia de Spinoza” que havia em um livro da coleção “Os pensadores” (do Spinoza, é claro). Dá uma certa tristeza, mas eu ainda gostaria de conferir o que ela disse diretamente.

Leo V

28 de agosto de 2013 às 16h01

Defesa bem torta do que falou a Chauí (se é que falou o que a Folha disse que ela falou).

Bem, duvido muito que a Chauí chamasse o PSTU de fascista, por exemplo. A interpretação que faz o autor do texto é indefensável. Parece claro que Chauí fala aos policiais que o Black Bloc é fascista por atacar pessoas na rua (o que não é verdade, só atacam a polícia em situação de confronto).

Bastante triste Marilena Chauí ter falado isso na Academia de Polícia, vinda de uma acadêmica que deveria ponderar e compreender em vez de rotular para desqualificar.

Pode-se criticar a atuação desses Black Blocs de diversas formas, mas rotular de fascista é fugir da discussão e compreensão, para dizer o mínimo.

Responder

Ponce de León

28 de agosto de 2013 às 15h21

Digamos que o significado profundo da tal da “fonte da juventude”, mais do que uma lenda ou um simples conto mitológico, é a capacidade de compreensão e vivência da (própria) juventude e de seus processos intrínsecos na idade adulta, sem preconceitos, medos, temores ou suposições vãs.

Faz bem…

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