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Haddad tem quase o dobro de votos que Bolsonaro entre os mais pobres, o que explica as cidades onde antipetismo não tem futuro; veja o vídeo
Reprodução de vídeo
Falatório Política

Haddad tem quase o dobro de votos que Bolsonaro entre os mais pobres, o que explica as cidades onde antipetismo não tem futuro; veja o vídeo


25/09/2018 - 13h36

Da Redação

A dica foi da historiadora Conceição Oliveira. Ela apontou para eventos de campanha à moda antiga que aconteceram recentemente em duas cidades do interior do Maranhão.

Pio XII tem 25 mil habitantes; Apicum-Açu, cerca de 10 mil. Os prefeitos são do PCdoB e do PV, mas no Nordeste não tem futuro quem é contra o ex-presidente Lula.

Os eventos, puxados por um carro de som, arrastaram milhares de pessoas pelas ruas das duas cidades — a pé e em motocicletas.

As imagens de Pio XII foram registradas pela equipe do Jornal Portal dos Municípios e as outras circularam nas redes sociais (o Viomundo fez um resumo, acima).

Quem não tinha camisa vermelha foi de Flamengo, mesmo — o clube é muito popular em todo o Norte e Nordeste.

Sobre o evento do sábado passado, no Recife, em que Fernando Haddad arrastou milhares de pessoas em marcha, os eleitores de Jair Bolsonaro tem dito nas redes sociais que foram usadas imagens do desfile de Carnaval do Galo da Madrugada, o bloco mais popular de Pernambuco.

A historiadora Conceição Oliveira escreveu que os eleitores do candidato do PSL costumam comparar o Nordeste ao Sudeste “como se aqui fosse maravilhoso, como se aqui as pessoas fossem cultas e educadas, como se aqui não houvesse periferias sem esgoto, criança sem comida, sem lazer, sem médicos, como se aqui os moradores de rua não transformassem as ruas do centro em banheiro, como se aqui não houvesse trabalhadores escravizados, gente sem tempo para se educar, para se humanizar”.

O fato é que ainda existem no Brasil muitos lugares onde o antipetismo não tem vez, especialmente no Nordeste.

A explicação está nos detalhes das pesquisas eleitorais mais recentes, registrados pela Rede Brasil Atual:

Haddad tem quase o dobro de intenções de voto de Bolsonaro entre mais pobres

Candidato do PT chega a 30% entre quem tem renda familiar de até um salário mínimo, de acordo com pesquisa Ibope. Presidenciável do PSL tem 16%

São Paulo – De acordo com a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, chega a 30% de intenções de voto entre os eleitores que têm renda familiar até um salário mínimo.

O percentual é quase o dobro do segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que aparece com 16%.

Entre aqueles que ganham de um a dois salários mínimos, há empate técnico perto do limite da margem de erro de dois pontos percentuais, com Bolsonaro à frente de Haddad: 26% a 21%.

Em relação ao levantamento anterior, o petista cresceu quatro pontos nesse segmento.

O candidato do PSL lidera na faixa dos dois a cinco salários, com 34%, mesmo índice da última pesquisa, ante 19% do ex-prefeito de São Paulo (três pontos a mais do que na sondagem anterior).

Já no segmento acima dos cinco mínimos, a vantagem de Bolsonaro sobre Haddad é folgada: 42% a 15%.

Petista cresce entre mais velhos

Nos segmentos etários, o maior crescimento de Haddad se deu entre os eleitores que têm entre 25 e 34 anos.

Ali, ele passou de 16% a 23%, enquanto o presidenciável do PSL oscilou positivamente de 32% para 34%.

Na faixa dos 35 aos 44 anos, há empate técnico: o petista foi de 20% para 23% e seu adversário teve queda de 30% para 24%.

No segmento dos 45 aos 54, há empate no limite da margem de erro, com Bolsonaro tendo 28% (cinco a mais que na sondagem anterior) e Haddad, 22% (oscilação positiva de dois pontos).

Entre os mais jovens, o presidenciável do PSL tem 27%, ante 17% do ex-prefeito paulistano e ex-ministro da Educação.

No segmento dos que têm mais de 55 anos, Haddad cresceu de 18% para 23%, enquanto Bolsonaro foi de 24% para 25%, configurando novo empate técnico.

Levando em conta a escolaridade, o presidenciável do PT é líder entre os que possuem até a 4ª série do ensino fundamental, com 28%, quatro pontos a mais que na última pesquisa.O candidato do PSL tem 19%.

Haddad também aparece à frente, empatado no limite da margem de erro, na faixa daqueles que têm entre a 5ª e a 8ª séries do ensino fundamental: 26% a 20%.

Bolsonaro permaneceu com o mesmo percentual no segmento dos que têm ensino médio, liderando com 31% ante 19% do petista, que oscilou positivamente dois pontos.

O líder da pesquisa também tem boa vantagem entre os eleitores que têm ensino superior, com 33%, ante 16% de Haddad.

Haddad passa de 11% para 19% no Sul e lidera em sete estados do Nordeste

No Norte e Centro-Oeste, candidato do PT cresceu cinco pontos, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto

São Paulo – A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que Fernando Haddad (PT) cresceu em todas as regiões do país.

Ele saiu de 19%, na última pesquisa, para 22% das intenções de voto.

Na região Sul, que registrou maior crescimento, o candidato do PT passou de 11% para 19%, enquanto Jair Bolsonaro (PSL), que lidera nacionalmente, caiu oito pontos percentuais, de 38% para 30%, na média dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Nestes três estados, que respondem por 15% do eleitorado, Ciro Gomes (PDT) oscilou de 7% para 9%. Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos), com 7% e 6%, respectivamente, mantiveram os índices da pesquisa anterior.

Marina Silva (Rede) oscilou de de 4% para 2%.

No Nordeste, com 27% do eleitorado, Haddad lidera em sete dos nove estados, e cresceu de 31% para 34%.

No Ceará, Ciro aparece em primeiro, com 39%, enquanto Haddad tem 21% e Bolsonaro, 15%.

Em Alagoas, Haddad aparece com 28% e Bolsonaro tem 22%, empatados no limite da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais.

Na região, Ciro faz 18%; Marina, 5% e Alckmin tem apenas 4%.

Com 38%, é no Piauí que Haddad registra a maior diferença em relação ao segundo colocado, Ciro, que tem 15%, tecnicamente empatado com Bolsonaro, com 14%.

Já na Bahia, o candidato do PT vai a 33%, seguido pelo nome do PSL, com os mesmos 14%. Marina tem 12%, Ciro, 9%, e Alckmin 6%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, que somadas também representam 15% dos eleitores brasileiros, Haddad cresceu de 15% para 20%, enquanto Bolsonaro oscilou de 32% para 33%. Alckmin tem 9%, Ciro, 8% e Marina, 7%.

No Sudeste, que concentra 43% do eleitorado, Haddad oscilou de 15% para 16%.

Bolsonaro também oscilou dentro da margem de erro, de 29% para 31%.

Ciro e Alckmin aparecem empatados com 10%, e Marina tem 5%.

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2 comentários

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carlos

28 de setembro de 2018 às 14h06

O Barbosa é bem informado, quer dizer que a operação descoberta em Goiás e a informação do Aécio foi o PT o culpado, Barbosa vai procurar uma lavagem de roupa datavenha desinformado e alienado são vocês do sul maravilha que exportam as organizações criminosas prá o nordeste.

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Barbosa

25 de setembro de 2018 às 17h58

Isso é natural. Onde há pobreza, há desinformação. O PT sabe muito bem explorar essas mazelas com um populismo pra lá de mal cheiroso, que, nas nas mentes fracas, entra em forma de enxurrada. Para manter seu projeto de poder, a facção do presidiário estimula a idolatria sem fundamento a uma figura política que é, hoje, um arremedo do que já foi um dia. Aliás, na última vez em que o brasileiro desinformado votou conforme indicações do Lula, elegeu a Dilma e o Temer. Deu no que deu! E não me venham falar em golpe. O PT saqueou o país por anos e a conta desse destrambelho chegaria algum dia, seja com Dilma, seja com o vice dela. Chega de hipocrisia!

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