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Gleisi: O presidente Lula disse que nós vamos ser, sim, a voz da população na defesa dos seus interesses; veja vídeo
Joka Madruga
Política

Gleisi: O presidente Lula disse que nós vamos ser, sim, a voz da população na defesa dos seus interesses; veja vídeo


03/01/2019 - 19h11

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



7 comentários

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Zé Maria

06 de janeiro de 2019 às 20h37

Pro novo diretor do INEP, Raskolnikov, personagem de Crime e Castigo,
obra de 1866, era um “esquerdista influenciado por Nietzsche”, filósofo que lançou seu primeiro livro apenas em… 1872.

É esse o nível da várzea no Mec da Era Bolsonaro.
Será que cobrarão isso no Enem?

https://twitter.com/joaoescosteguy/status/1081520340659064832
https://www.reddit.com/r/brasil/comments/acz0tm/para_novo_diretor_do_inep_raskolnikov_personagem/
http://www.pt.org.br/haddad-desmente-bolsonaro-e-desafia-se-quiser-debater-estou-disponivel/

Responder

Zé Maria

05 de janeiro de 2019 às 18h09

O Logo do Governo Federal é como o Bolsonaro:
Totalmente Fora de Esquadro e Sem Perspectiva.

Responder

Zé Maria

05 de janeiro de 2019 às 17h08

A Dissonância na Análise Política perante a (des)Política e a (des)Democracia

Por Francisco Fonseca, na Carta Maior

O processo que levou ao golpe do impeachment pelo Parlamento/Sistema partidário;
as brutais inconstitucionalidades levadas a cabo pela Operação Lava Jato;
a não garantia de direitos humanos elementares (tais como a possibilidade de mulheres grávidas trabalharem em ambientes insalubres instituída pela “reforma” trabalhista);
a prisão ilegal – sob diversos aspectos – do ex-presidente Lula, assim como a cassação de seu direito de expressão e de fazer política;
as inúmeras inconstitucionalidades promovidas por diversas esferas do aparelho de Estado, tais como seções do Ministério Público, Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais (tal como o de Porto Alegre), a Polícia Federal, as forças armadas, juizados de primeira instância (cuja figura de Moro é paradigmática), o TSE e o CNJ,
apenas para citar algumas: todos esses fatores apontam para o Estado brasileiro tomado pela lógica da exceção, cuja regra é a “não regra”, a instabilidade, a facciosidade das instituições, a seletividade de ações, processos, julgamentos e condenações a depender do “investigado” e das circunstâncias.
Esse processo, contudo, não ocorre sem contradições, casos do desembargador Favreto e dos ministros do STF Lewandowski e Marco A. Mello, entre outros juízes, promotores, procuradores, desembargadores e defensores públicos espalhados Brasil afora, que tem lutado, também com contradições, pela lógica da garantia dos direitos no interior do Estado de Direito Democrático.

Dessa forma, a Política se vê esvaída de um de seus pilares:
a sustentação das “regras do jogo” pelas instituições do Estado, que não mais regulam comportamentos, afundando-se na ilegitimidade persecutória e facciosa, de um lado, e na proteção aos “amigos”, de outro, e que sequer garantem as cláusulas pétreas da Constituição que, por sua vez, remetem ao pensamento ocidental por meio do amplo e profundo conceito de Direitos Humanos, que nada mais é do que o regramento do pós-guerra quanto ao capitalismo no âmbito da democracia política e social.

A comunicação direta com segmentos das “massas”, devidamente estratificadas pelo cruzamento de informações coletadas ilegalmente e sem permissão pelos algoritmos digitais, cujo bombardeio de notícias e supostas informações, lançadas aos milhões de forma extremamente profissional a segmentos sociais específicos, derrogam os mais elementares conceitos de democracia, esfera pública, privacidade, sigilo, transparência e representação política.
Representa a versão hodierna de Goebbels, agora em perspectiva planetária: a aludida figura de Steve Bennon sintetiza contemporaneamente a reação, pela via da comunicação digital, da extrema direita aos avanços civis, sociais, políticos e econômicos.

Nesse contexto, o golpe de Estado desfechado no Brasil em 2016 foi precedido de intenso e profundo conhecimento acerca das estratégias geopolíticas e geoeconômicas das autoridades brasileiras, tendo em vista o “grampo” nos seus telefones fixos e móveis, assim como o “espelhamento”, via decodificação das criptografias, de conversas e mensagens.
Com isso, toda a potencialidade do pré-sal, da infraestrutura pública e privada, e das ações coordenadas dos Brics, entre tantas outras ações, foram sobejamente conhecidas pelo governo dos EUA, assim como pelo grande capital a ele articulado.
Logo, a Política tem sido esvaziada internacionalmente pela grande ditadura imperialista/plutocrática representada pelos EUA, reitere-se.

No Brasil esse esvaziamento tem encontrado terreno fértil nos sistemas partidário, judiciário e midiático, por sua vez representantes das elites empresariais, notadamente transnacionais, para as quais o capital nacional tem sido fortemente associado.
Em particular o Poder Judiciário, que funciona por meio de verdadeiras seções partidárias, tendo a Operação Lava Jato e o Supremo Tribunal Federal à frente, tem sido o responsável por destruir a democracia por fora e por dentro, isto é, por agir – sem a legitimidade do voto, instrumento cada vez mais depreciado – sem e/ou contrário ao conceito de “segurança jurídica” e sobretudo de Estado de Direito Democrático.

Do golpe do impeachment, passando pela prisão do ex-presidente Lula, ao não impedimento da candidatura Bolsonaro no contexto de atentado aos direitos humanos e de fraude eleitoral – entre inumeráveis outras situações –, as altas cortes do país simplesmente aderiram ao golpe de Estado e ao Estado de Exceção que vige no país.
Com honrosas exceções, o Poder Judiciário representa, sem a legitimidade do voto e da representação política, reitere-se, as elites patronais, o capital transnacional (notadamente o rentismo), a derrogação da soberania nacional e dos direitos políticos/civis e sociais/trabalhistas.
Em outras palavras, o Judiciário faz política, embora enevoada pela toga e por sua verborragia empolada, sem qualquer vínculo com as leis e sobretudo com a Constituição, que apenas são utilizadas como meros instrumentos discricionários – mas também formas de blindagem/privilégios – aos próprios operadores do “Direito”.

Portanto, no âmbito das instituições a ideia clássica de política como representação legítima está sendo fortemente esvaída de conteúdo.
Afinal, o Poder Judiciário atua como não fiador/garantidor da democracia, o Parlamento cada vez mais é constituído pela representação do grande capital (a ponto de a atual e a futura legislatura serem consideradas as piores da histórica pós-democrática à luz da análise do Diap), e o Executivo tomado de assalto pelo golpe, caso de Temer, e de fraude eleitoral, caso de Bolsonaro.
Tudo isso fomentado pela Operação Lava Jato e, reitere-se, mantido pelas cortes superiores.
A participação dos militares na condenação sistemática de Lula e na campanha de Bolsonaro é sinal de que a Política e a Democracia estão sendo abertamente esvaziadas também por esse grupo, que aparentemente retornaram à vida política com a mera “aparência”, mal disfarçada, de estar jogando o “jogo democrático”.

Do ponto de vista dos sistemas de comunicação – que geram simbologias e são fundamentais à dinâmica dos conflitos –, a histórica concentração oligárquica e oligopólica da grande mídia, profundamente articulada à Operação Lava Jato, fez vicejar o “ódio ao inimigo interno”, isto é, à esquerda, ao PT, a Lula, a Dilma, desqualificando de certa forma a própria Política.

A grande mídia, em sua lancinante campanha, preparou o terreno para a utilização politicamente orientada do mundo digital por Bolsonaro, notadamente o referido financiamento ilegal milionário para o uso extremamente profissional do facebook e de outras redes digitais, mas sobretudo a menos controlada de todas, o whatsApp.

Em verdade, aparentemente haverá – no Brasil – a confluência entre a grande mídia e os grupos empresariais financiadores da comunicação direta via facebook, twitter e especialmente whatsApp.
Mesmo com arroubos de Bolsonaro e seus asseclas contra a grande mídia, a agenda e os inimigos de ambos são os mesmos, assim como os grupos aos quais representam: as elites.
Intenta-se, dessa forma, estabelecer um grupo de direita eleitoralmente viável no país e, para tanto, desqualificar a política – ação iniciada pela teoria do “domínio do fato” e continuada pela Operação Lava Jato e pelas cortes superiores do Judiciário em parceria com a grande mídia –, notadamente à esquerda no espectro, e esvaziar a democracia de conteúdo, são seus objetivos essenciais.

As reiteradas mentiras, meias verdades, descontextualizações, desconstruções, diversionismos e promoção de agenda reacionária ampla e diversificada ao eleger “inimigos a serem combatidos” atualiza a “despolítica” e a “desdemocracia” criada por Goebbels.
Daí a lógica de “fascismo neoliberal” ser inteiramente cabível à direita brasileira, por sua vez conectada à direita internacional, isto é, aos interesses dos EUA e do grande capital.
É significativo e sintomático, portanto, que o grupo político formalmente capitaneado por Bolsonaro, cuja marca é o retrocesso político/civil, civilizatório/cultural, estético/religioso, econômico/social/trabalhista, entre outros, se utilize de hodiernas ferramentas comunicacionais para adestrar, como rebanhos acéfalos, milhões de eleitores, cuja cidadania é, em qualquer sentido, desconsiderada.

Portanto, a gramática da vida política democrática, constituída por conceitos como representação, legalidade, legitimidade, instituições garantidoras da regra da maioria/respeito às minorias, previsibilidade e estabilidade institucional, presidencialismo de coalizão, separação entre os poderes, esfera pública, garantia de privacidade e sigilo nas comunicações, eleições “livres”, soberania popular, entre tantos outros, cada vez vigem menos, pois estão sendo derrogadas em seu conteúdo, mantendo-se apenas a aparência
Contudo, grande parte dos analistas de distintas áreas, e mesmo de militantes, parecem crer nas estruturas da democracia liberal e suas instituições que, reitere-se, nunca funcionaram completamente e menos ainda no Brasil, em razão dos limites interpostos pelo capitalismo e pelas correlações de forças [Econômico-Financeiras].

íntegra em: https://t.co/zcTOpoQvxR
https://twitter.com/cartamaior/status/1078716965055799297
https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-dissonancia-na-analise-politica-perante-a-des-politica-e-a-des-democracia/4/42867

Responder

Zé Maria

04 de janeiro de 2019 às 16h49

Freikorps em Ação no Ceará

Milícias Paramilitares estão tentando
desestabilizar o Governo do PT no Ceará.
Lá tem Traíra na Segurança Pública.

Responder

    Zé Maria

    05 de janeiro de 2019 às 15h42

    “A eleição já passou.
    E os interesses da população do meu estado
    sempre estarão acima de qualquer interesse pessoal ou partidário.”

    Camilo Santana
    Governador do Ceará
    .
    .
    Resta saber se a PM Cearense
    está afinada ao pensamento
    do Digno Governador do Ceará…
    .
    .

lulipe

04 de janeiro de 2019 às 15h33

“Lula tá preso, babaca”.

Cid Gomes

Responder

Carlos Eduardo

04 de janeiro de 2019 às 14h25

Exatamente. Vão representar os interesses do lula, o povo que se dane, como o PT sempre fez.

Responder

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