VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Gilberto Maringoni: CPI da Privataria pode ser ‘Comissão da Verdade’ do neoliberalismo


28/12/2011 - 20h31

A mídia ganhou e perdeu em 2011. Agenda de 2012 depende da privataria

Meios de comunicação buscaram impor orientação conservadora ao país. Ganharam, apesar de derrotados nas eleições de 2010. Embate pela agenda política de 2012 passa pelo destino que se dará à CPI da privataria. Ela pode ser uma espécie de “Comissão da verdade” do neoliberalismo. Tudo depende de existir pressão popular.

por Gilberto Maringoni, em Carta Maior

Teste seus conhecimentos e ganhe uma viagem de ida ao Iraque!

Lá vai: a mídia brasileira ganhou ou perdeu politicamente neste ano?

A) Perdeu;

B) Ganhou;

C) Quem perdeu foi o Santos;

D) Todas as anteriores estão corretas;

E) Nenhuma das anteriores está certa. O Santos é um eterno campeão.

Dando um desconto aos santistas, a coisa pode ser vista de duas maneiras.

Os entusiastas do governo marcarão sem dúvida a alternativa “A”. E terão um argumento insofismável, que é mais ou menos o seguinte:

A grande mídia brasileira perdeu em 2010 e em 2011. Em 2010, jogaram todas as fichas na candidatura de José Serra. Manipularam, distorceram e correram riscos. Não deu. Em 2011, fizeram o gigantesco jogo de “vaca amarela”, para abafar o sucesso editorial e político do livro A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. Se lascaram e ficaram com a ridícula pecha de censores privados.

Opositores à esquerda do governo marcarão “D”. Poderão contra argumentar, num raciocínio menos linear:

A indústria midiática perdeu a batalha eleitoral, mas ganhou politicamente em 2011. Ela conseguiu impor sua agenda quase integralmente ao governo Dilma Rousseff. Perdeu na embalagem, mas ganhou no conteúdo.

É como se a derrota nas urnas tivesse se transformado em uma vitória quando se examina o tipo de governo capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores.

A disputa de agenda

A grande disputa que os meios de comunicação fazem não se restringe a ganhar ou perder uma eleição, a vender mais jornais ou revistas e a aumentar a audiência, o que resulta em maiores receitas publicitárias. Isso já é muita coisa.

Os monopólios da mídia querem mais. Investem para definir a agenda dos debates nacionais, para que os grupos econômicos que os sustentam sigam dominando a situação. Impor os temas mais importantes e influir nas decisões oficiais vale mais do que saber se fulano ou sicrano foi o eleito pelas urnas.

A grande agenda de 2011, logo no início do governo, era definir os rumos da política econômica. Era preciso manter quem ganhou muito nos anos anteriores ganhando mais ainda.

As últimas semanas de 2010 e o início do ano que agora termina foram marcados por saber se o governo daria um fim ao que chamam de “gastança” do governo Lula e se teríamos uma gestão mais “responsável”. E nisso tiveram amplo sucesso.

O editorial principal do jornal O Estado de S. Paulo, de 13 de janeiro de 2011 já dava o tom no noticiário de todos os grandes meios de comunicação nos meses seguintes:

“O governo prepara cortes definitivos no Orçamento de 2011, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sair de reunião com a presidente Dilma Rousseff, na terça-feira.
(…)

Uma política mais séria a partir de agora será uma condição de segurança para todo o mandato da presidente Dilma Rousseff.
(…)

O ajuste do Orçamento de 2011 será, na melhor hipótese, apenas o começo de uma arrumação muito mais ampla e cada dia mais necessária. A gastança populista esgotou suas possibilidades. A presidente Dilma Rousseff tem de seguir outro rumo”.

Não deu outra. Em 9 de fevereiro, o governo anunciou um corte  em suas despesas. O valor do salário mínimo, anunciado em abril, limitou-se a repor perdas inflacionárias, não incorporando nenhum ganho real. E todo o primeiro semestre do ano foi tomado por cinco elevações seguidas nas taxas de juros do Banco Central.

Desenvolvimentismo e PIB zero

Quem esperava um desabrochar da política desenvolvimentista levemente esboçada no segundo mandato do presidente Lula teve a clara sensação de que apesar da vitória eleitoral de Dilma, o programa aplicado era o dos ultraliberais do PSDB.

Ao longo do ano, o ajuste recessivo continuou. Para baixar as taxas de juros em 0,5%, o governo anunciou, em 29 de agosto, a elevação da meta de superávit primário em R$ 10 bilhões, alcançando a fantástica soma de R$ 127,9 bilhões, ou 3,3% do PIB. As sucessivas quedas da taxa de juros no segundo semestre nem de longe reverteram a trombada recessiva das medidas anteriores.

O esforço fiscalista contou ainda com a aprovação da Desvinculação das Receitas Orçamentárias (DRU), no início de dezembro. O mecanismo, como se sabe, faculta ao governo desviar até 20% do orçamento de qualquer área para o pagamento das dívidas financeiras.

A opção ultraliberal não ficou nisso. No meio, houve o anúncio da privatização dos aeroportos mais rentáveis.

Todo o esforço governamental – amplamente apoiado pela grande imprensa – teve seu coroamento na divulgação do crescimento do PIB do terceiro trimestre: zero por cento!

O orçamento do aperto

E o ano termina com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, a partir de projeto enviado pelo governo ao Congresso. O gráfico com a divisão de verbas para o orçamento do ano que vem, preparado pelo movimento pela Auditoria Cidadã da dívida pública circula na internet. Quem ainda não viu e deseja tomar contato com os números, basta acessar esse endereço.

Os dados são baseados no relatório final da LDO.

O gráfico fala mais do que mil discursos: o governo petista destina nada menos do que 47,19% de todo o orçamento de 2012 ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Banqueiros e especuladores agradecem tamanha bondade.

Resumo da ópera: a agenda central do país em 2011 foi preenchida pela pauta conservadora e liberal. Exatamente o que os meios de comunicação em uníssono propagaram ao longo do ano.

Privataria embola o jogo

Apesar da agenda do ano que vem já estar em grande parte definida pela aprovação da LDO, ela não está fechada.

O impacto do livro A privataria tucana deu uma embolada no jogo. A mídia, apanhada de surpresa, reagiu de duas maneiras. Primeiro, tentou ignorar o assunto. A repercussão da obra na blogosfera – que se traduziu numa explosão de vendas – não pôde ser contida pela censura corporativa. A segunda reação se deu pela via da desqualificação do autor e do volume.

O que está em questão não é o livro ou as possíveis liberalidades com a coisa pública tomadas por José Serra e seus seguidores. O que está em tela é um dos pilares centrais do modelo neoliberal, a privatização de ativos públicos. Se é para se falar em escândalos, a privatização em si – com os danos estratégicos causados ao país – é muito mais escandalosa que as propinas eventualmente cobradas.

Ao abrir essa caixa Pandora, Amaury Ribeiro Jr. vai muito além do que buscar falcatruas cometidas por uma turma de larápios do patrimônio público. Ele coloca em questão o centro de gravidade do governo FHC e de parte das ações dos governos petistas.

A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema será o grande embate dos próximos meses.

Comissão da verdade do neoliberalismo

A CPI da privataria, caso instalada, pode tomar rumos inesperados e inaugurar uma nova agenda para o país. Ela pode se tornar uma espécie de “Comissão da verdade” sobre as ilegalidades cometidas por membros de governo e dirigentes de megacorporações globais, todas anunciantes das grandes empresas de comunicação. Sua viabilidade depende de um clamor nacional, com os setores populares à frente.

Setores do governo, parte da cúpula petista, a chamada “base aliada”, a velha direita (PSDB-DEM-PPS), a mídia, o capital financeiro e seus seguidores devem jogar pesado e de forma articulada para inviabilizar a instalação da Comissão.

Entre tais extremos, há múltiplas nuances. A disputa pela viabilidade da Comissão será briga de cachorro grande. Se ela vingar e conseguir, mesmo que timidamente, colocar em questão o processo de liquidação do Estado, representará uma derrota para os setores neoliberais de alcance internacional. E teremos uma saudável disputa sobre os fundamentos de um novo projeto de desenvolvimento para o país.

Nisso tudo, apenas uma coisa parece certa: todo esse imbróglio será muito mal coberto pela grande mídia nacional.

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Leia também:

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122 comentários

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Ramalho

31 de dezembro de 2011 às 13h29

O LIVRO E OS DOCUMENTOS (DE Mauro Santayana)

Os editores de grandes jornais e revistas, e alguns diretores de outros meios de comunicação se esquecem da regra máxima dos deveres da imprensa — vista aqui como a expressão geral para definir as comunicações de massa — ao silenciar-se sobre o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O trabalho trata do processo de privatização e suas consequências. A regra se resume na máxima de Charles Prestwich Scott, proprietário e editor do Manchester Guardian por quase 60 anos. Em 1921, no centenário do jornal, ele a redigiu a fim de reafirmar os compromissos do veículo: “Comment is free; but facts are sacred”. Sim, a opinião deve ser livre, mas os fatos são sagrados. A máxima das antigas redações brasileiras é a de que não podemos brigar com os fatos. Eles devem ser divulgados.

Há um fato que não pode ser omitido: um livro foi editado, amparado em uma série de documentos. Uma das personalidades citadas, a filha do ex-governador José Serra, desmentiu o seu envolvimento, em nota divulgada. Há, portanto, duas versões. A explicação da senhora Verônica Serra também faz referência a um papel oficial.

Como as acusações são graves, caberia ao Ministério Público — enquanto não se constitui a CPI requerida pelo deputado Protógenes Queiroz — intervir, quando mais não seja para aferir a autenticidade dos documentos apresentados de um lado e do outro.

Se forem falsos, os fraudadores, quaisquer tenham sido, devem ser levados aos tribunais. Se forem autênticos, a sociedade brasileira tem o direito de exigir a prestação de contas à Justiça dos prejuízos causados à nação, durante o processo de desestatização de setores estratégicos da economia nacional, com a transferência a empresários privilegiados, nacionais e estrangeiros, dos bens do povo.

O colunista se sente à vontade: foi um dos primeiros a insurgir-se contra o desmantelamento do Estado e a entrega, de mão beijada, de um patrimônio construído pelos trabalhadores brasileiros ao longo de cinco séculos.

Responder

Jair de Souza

31 de dezembro de 2011 às 10h50

Digite o texto aqui![youtube 0xvRtFiulOw&feature=player_profilepage http://www.youtube.com/watch?v=0xvRtFiulOw&feature=player_profilepage youtube]

Responder

Rafael

31 de dezembro de 2011 às 00h56

Privatização das teles COMPROVADAMENTE corrompida, pouco antes da privatização o Estado investiu bilhões de reais, temos hoje a tarifa de telefone mais cara do mundo, internet uma das mais lenta e também uma das mais caras do mundo. Na China onde todo o sistema de telefonia é estatal e severamente regulado pelo Estado chines que não deixa nenhuma empresa de fora da china chegar perto de uma de suas estatais das telecomunicações o aumento do uso do celular, EM PERCENTUAL, foi muito maior que o do Brasil. Essa conversa que foi graças a privatização que hoje se tem celular é ignorância extrema, manipulação. Fato que o clelular como qualquer outra tecnologia barateou com a popularização no mundo todo, a facilidade de se ter celular hoje não é graças à privatização e sim à popularização do equipamento que se tornou mais barato, assim como é com uma tv de LCD por exemplo que a pouco tempo era caríssima e hoje está muito mais barata.Tudo isso poderia ser feito pelo sendo Estatal. Vale lembrar que as teles vão ter lucro na faixa dos 80 bilhões de reais.
Vale do Rio Doce bom dizer que entregar 1 TRILHÃO DE DÓLARES EM RESERVA e achar isso bom é coisa de maluco. A vale é uma empresa que fatura muito devido a exportação nada mais, a indústria siderurgica no Brasil é muito pequena, antes de 1997 a Vale tinha principal objetivo fornecer aço para nossa indústria e o restante exportar, após a vale ser privatizada e com a China em altíssimo consumo de minério de ferro e com valor altíssimo exportar é o foco da vale e somente isso e devido a isso faturou alto, não foi nada graças a privatização. Essa conversa que hoje a vale paga muito imposto é óbvio e outro caso de manipulação, muito simples a vale cresceu e obviamente aumento faturamento entao aumentou a areecadação de imposto, não dá para comparar o que pagava imposto a Vale antes da privatização com hoje em dia, mas o seguinte a Vale poderia sendo estatal alcançar o mesmo tamanho e pagar mais imposto que paga hoje e ainda mais o lucro o que seria o coerente já que foi construída com dinheiro público em falar que foi pago um milésimo do que valia. Questão do aumento de funcionários podemos pegar como referência a Petrobras que na e´poca do fhc eram na faixa dos 40.000 funcionários e reduzindo chegou a 36,000. Depois que Lula assumiu a Petrobras chega hoe aos 84.000 e previsão de em 2020 chegar aos 100.000 isso sem falar nas outras empresas que prestam serviços e deve chegar hoje aos 350.000. Não tem como comparar Petrobras com Vale, a importância da Petrobras para o Brasil é enorme, Petrobras é vital para o funcinamento do Brasil.

Responder

Antonio Nunes

30 de dezembro de 2011 às 18h10

Precisamos de um ESTADO forte…

Tem petróleo? O Estado explora!
Tem minério? O Estado explora!
Telefonia? O Estado explora!
Energia? O Estado explora!
Creche? O Estado explora!
Puteiro? O Estado explora!
O Povo? O Estado explora!!!!

Não importa se o Estado é ineficiente, se gasta mal, se triplica o preço dos seus serviços, se aumenta a carga tributária, se não tem dinheiro nem pra fazer o essencial, quanto mais pra investir…

Viva aqueles q querem construir a MURALHA DO BRASIL!! O Brasil tem q ser como a China… de mil anos atrás ! Vamos fechar nossas fronteiras!

Vamos contratar mais funcionários públicos, criar novas repartições, dar o dízimo q o PT merece!

Vamos estatizar a Vale, pq o minério é nosso!

Sugiro, como forma de protesto, q todos joguemos fora os nossos celulares e lutemos pela estatização das Teles tb !

Ai q saudade da Telerj!!! Do tempo q telefone era patrimônio !

Viva a Jabuticaba pq ela é 100% nacional !

Responder

    Bruce Guimarães

    30 de dezembro de 2011 às 21h23

    Perfeita Ironia!!!

lucio

30 de dezembro de 2011 às 18h01

Veja tirou o Privataria da lista dos mais vendidos…

Responder

FrancoAtirador

30 de dezembro de 2011 às 13h51

Mídia troca bom pelo ruim quando fala em economia

Em artigo publicado no portal Terra desta quinta-feira (29), o linguista Sírio Possenti, professor titular do Departamento de Linguística da Unicamp, mostra como a mídia age para trocar o sentido das coisas e fazer com que o leitor interprete um dado positivo como negativo.

Vermelho.Org

Argumentação, orientação

Por Sírio Possenti

Quando conheci as teses de Ducrot sobre semântica, fiquei abismado. Finalmente, alguém tinha proposto uma teoria do sentido que evitava as explicações da lógica (que funciona segundo regras diferentes e próprias) e, ao mesmo tempo, era rigorosa, isto é, não subjetiva (ser ou parecer subjetiva é um vício que se aponta, em geral por ignorância, nas teorias não formais).

Sua tese básica era que qualquer coisa que se diga é argumento para uma conclusão. Ou seja: o sentido de um enunciado é aquilo para o que ele aponta. Se estou procurando uma casa e o corretor diz que ela é grande, este é um argumento para que eu fique com ela. Se respondo que é cara, é um argumento para eu não ficar com ela (nem preciso dizer "não quero / não posso pagar").

Um elemento "subjetivo" desta interpretação tem a ver com o fato de que julguemos que casas grandes são boas e pequenas são ruins. É um dado da cultura, da ideologia. A interpretação adequada mostra que os interlocutores falam no interior de um universo cultural relativamente partilhado.

Um dos exemplos comentados era o do copo meio cheio / meio vazio, que quase todos os comentaristas, os econômicos e os esportivos, repetem. O que Ducrot queria dizer é que importa pouco o que significa objetivamente "copo meio cheio / meio vazio", expressões que poderiam ser sinônimas, se fossem apenas descritivas. Ou seja, não importa que o copo contenha metade do líquido que pode conter. O que importa é se o discurso vai na direção do copo vazio (estamos bebendo) ou se vai na direção do copo cheio (estamos enchendo). "Ainda tem meio copo" e "Já bebemos meio copo" informam sobre a mesma quantidade de bebida, mas uma das falas deixa os bebuns tranqüilos, enquanto a outra os deixa alvoroçados…

Me lembrei dessas teses, que estudei há 30 anos, quando ouvia o noticiário sobre emprego / desemprego na semana passada. No dia 20, o IBGE liberara dados sobre novos empregos em novembro. Cito uma das notícias:

"O Brasil registrou a criação de 42.735 vagas com carteira assinada em novembro. Este é o pior resultado do ano e o pior mês de novembro desde 2008, quando houve fechamento de 40.821 postos de trabalho. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. Na comparação com novembro de 2010, o resultado foi 69% menor, quando foram gerados 138.247 postos de trabalho. Em relação a outubro, segundo o Ministério do Trabalho, houve redução no ritmo de crescimento do emprego –quando foram criadas 126 mil vagas, queda de 66% na geração". (as ênfases são minhas, e destacam bem explicitamente o lado negativo da notícia).

Agora, vejamos uma informação que circulou dois dias depois:

"O número de pessoas desempregadas, nas seis principais regiões metropolitanas, ficou em 5,2% em novembro. A taxa é a menor desde 2002".

Quem lê as duas conclui que as notícias informam que houve um bom número de empregos novos. A diferença é que a primeira insiste na comparação com meses ou anos anteriores. Assim, seu sentido é que a coisa piorou. A segunda não exclui a primeira, mas seu sentido é que a coisa melhorou, há tempos não estava tão boa.

Entre parênteses: os locutores e comentaristas estavam felizes no dia 20, dando uma notícia ruim; e estavam chateados no dia 22, dando uma notícia boa (noblesse oblige). Parece estranho? Não deveria ser o contrário? Ora, não sejamos Cândidos!

O que quero dizer? Só que, com o mesmo dado, pode-se enfatizar seu lado positivo ou o negativo. Pode-se expressar otimismo com uma redação como "apesar da crise, o Brasil criou 42 mil empregos em novembro. Embora o número seja menor que o do mês anterior, ele seria comemorado na Espanha". E pode-se apresentar o bom dado sobre desemprego como uma praga: ainda há mais de 5% de desempregados. Traduzindo em números, a coisa fica ainda mais feia: são milhões, como o número de favelados, conforme informação de alguns dias depois (é há um implícito, que nem os jornalões precisam repetir: desemprego de 6% não é desemprego, segundo as "boas" medidas econômicas dominantes).

Só quero dizer que a mídia não precisa mentir para ser de oposição ou de situação. Basta carregar as tintas de um dos aspectos da notícia.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Responder

Rafael

30 de dezembro de 2011 às 10h47

Tem gente aqui como esse antonio nunes que defende privatização sem motivo algum, simplesmente porque alguém disse que é melhor assim. Empresas construídas com dinheiro público e depois intencionalmente mal administradas para serem vendidas só que pouco antes de serem vendidas receberam pesado investimento, investimento que o Estado se endividou para poder realizá-lo e também para deixar a empresa sem qualquer pendência com dívida, entregou pronta.
Hoje temos a tarifa telefônica mais cara do mundo e a internet uma das mais lenta só não perdemos para alguns países da africa, a Light hoje está com sua rede elétrica podre, literalmente podre porque depois que foi privatizada nunca mais recebeu investimento básicos para manter a rede em dia, antes claro faltava constantemente luz, mas isso era estratégia para o povo aceitar a privatização era intencional o governo fazia isso de propósito. As teles o processo de privatização foi totalmente corrompido, daniel Dantas pelo banco Opportunity comprou boa parte das teles e o processo foi semelhantes pouco tempo antes da privatização até os telefones públicos não funcionavam mais a mesma estratégia de deixar o serviço horrível para o povo aceitar a privatização. A Petrobras não foi privatizada porque é muito grande seria necessário muito mais tempo para preparar a privatização, o processo de sucateamento estava em curso, qualquer um que trabalha na Petrobras sabe muito bem disso, a Petrobras foi proibida de investir em refino, foi proibida de investir em manutenção, não tinha dinheiro nem para pintura de dutos, intencionalmente sucateada, mas ainda bem Lula foi eleito e hoje o ritmo de manutenção, reformas e ampliação é acelerado.
Vale do Rio Doce foi uma vergonha, tinha reservas de minério de ferro no valor de 1 TRILHÂO de dólares, repito 1 TRILHÃO de dólares e foi vendida por 3 bilhões de reais, no ano anterior deu lucro de 1 bilhão de reais. Mas tem aqueles que dizem que hoje a vale gera muito mais imposto, mas claro com o tamanho que a Vale tem hoje claro que gera mais impostos, se fosse estatal poderia estar do mesmo tamanho gerando mais imposto e mais ainda gerando lucro para o Brasil, não teria em 2008 demitido 5000 funcionários, repito 5000 mil funcionários no mesmo ano deu lucro de se não me engano 10 bilhões de reais e demitiu 5000 funcionários, em 2010 a vale encomendou 11 super navios fabricados na China, imagine quantos empregos a vale gerou na China enquanto aqui a vale demiti. Única fato que poderia justificar uma privatização é precarização do trabalho, a Braskem que aqui no RS era Copesul antes de ser privatizada, era estatal atualmente senhores a Braskem não paga previdência privada para seus funcionários, antes tinha, mas a Braskem cortou, sem falar que o salário reduziu bastante. Somente isso justifica privatização, cortar direitos trabalhistas, pagar pouco os funcioários.

Responder

    HenriqueVIII

    30 de dezembro de 2011 às 12h59

    É, eu concordo com o Rafael. No governo passado com frequencia havia vazamento de oleo, incendio em plataformas tudo isso devidamente hiper-repercurtido pela imprensa com o objetivo obvio de desmoralizar a empresa perante a opniao publica de tornar aceitavel a privatizacao. Se alguem chamar isso de Crime de Lesa-Patria estara muito proximo, muito proximo mesmo da verdade, o que torna o caso das privatizacoes muito mais grave do que simples propinas recebidas aqui e ali (o que ja é gravissimo). Outra questao que precisa ser abordada e que muitas vezes é esquecida é a divida externa. O governo que antecedeu a Lula assumiu quando o pais tinha uma divida externa de 90 bi de dolares e entregou o pais a Lula com 450 bi, depois de ter privatizado tudo o que podia. Na época falava-se abertamente "que paises que tinham dificuldades em pagar suas dividas externas deveriam pensar em entregar sua florestas para Controle Internacional". Cristovam Buarque foi questionado sobre isso, se nao me engano nos EUA, e ofereceu uma resposta magistral. Podemos pensar na nossa divida? Podemos pensar na Floresta Amazonica? Uma revista infanto-juvenil chegou a publicar uma materia especulando como seria uma possivel administracao internacional da Amazonia. Por que isso? Seria um balao de ensaio? Como em politica nao existe coincidencia (Tancredo) não seria o caso de se indagar por que motivo a divida subiu tando?

    Leider_Lincoln

    31 de dezembro de 2011 às 09h04

    Rafael, "Antonio Nunes" nem existe. É só um troll que comenta aqui com muitos nomes inventados. Provavelmente ele é até pago já que para comentar tanto e dizer tanta besteira não lhe sobraria tempo para trabalhar… Enfim, ele diz estas bobagens por que é pago para fazê-lo. Nem dê moral!

    Antonio Nunes

    31 de dezembro de 2011 às 11h06

    só pode dar moral quem tem alguma…

    definitivamente, não é o seu caso!

    rsrsrs

marcosomag

30 de dezembro de 2011 às 07h45

O PSDB é uma barata tonta, com as patinhas para cima, pronta para ser esmagada. Resta sabe se o PT vai ter coragem de fazer tão nobre serviço.

Responder

Caracol

30 de dezembro de 2011 às 06h26

Prezados comentaristas, essa discussão não vai levar a coisa alguma porque no meu entender ela está girando em torno de dois eixos diferentes, e não pode haver conciliação possível. É preciso separar os eixos um do outro e discutir cada um por si. Eu me explico:

Como princípio, concordemos com que QUALQUER sistema funcionará a partir da honestidade de princípios daqueles envolvidos com os mesmos. Assim: tanto a privatização quanto a estatização funcionarão bem desde que seu objetivo seja o “bem comum”. Isso para MIM, pois meu interesse maior é viver numa sociedade onde as pessoas se beneficiem com o bem comum. Ora, como podem desejar o “bem comum” e o “interesse público” aqueles que, defendendo o interesse privado, estão de olho no SEU, e o resto que se dane? É evidente, claro e insofismável que pessoas que correm atrás do SEU e que o resto que se dane, pretendem, com a privatização, conseguir um dia o seu ganho pessoal. Elas são candidatas a faturar um lucro pessoal privatizado ao mesmo tempo em que distribuem prejuízos socializados. Devem ser assim no âmbito da própria família, são parasitas, vampiros e em última análise autófagos, ora, são pessoas capazes de mandar o próprio filho pra guerra!

O mesmo ocorre do outro lado, onde alguns que não estão nem aí para o interesse público se apóiam numa estatizaçãozinha para que quem sabe, um dia, poder se locupletar com uma sinecura qualquer e chupar o Estado, o grande paizão. Tem muita gente nessa, olhem em volta.

Então, ao invés de discutir privatização versus estatização, vamos procurar perceber quem tem ou não tem “interesse público”, expressão que, aliás, sumiu do vernáculo nos últimos quarenta anos. Lendo os comentários dá pra perceber quem é quem.

A questão de fundo é essa: quem é que está a fim de faturar ganho pessoal no “mercado” e quem é que está a fim de contribuir para a construção de uma “sociedade”, seja ela estatizada ou privatizada?

Fora desse eixo, a discussão vai se reduzir a filigranas barrocas.

O livro do Amaury fala de CRIME, ROUBO, APROPRIAÇÃO INDÉBITA, 171, PUNGA. Vamos discutir isso?

Responder

FrancoAtirador

30 de dezembro de 2011 às 03h03

.
.
Observem o Clipping do sítio do Ministério do Planejamento

e verão qual é a mídia que o governo federal valoriza.

Na parte inferior da página do MinPlan, na coluna à direita,

até são listados os blogs Escrevinhador e Viomundo,

mas a última matéria publicada desses blogs é de 2/12/2011,

uma semana antes da publicação do livro Privataria Tucana.

E só se consegue encontrá-las pela busca avançada.

Com a revista Carta Capital, acontece a mesma coisa.

Aliás, a CartaCapital, depois de 2/12, sumiu da lista.

http://clippingmp.planejamento.gov.br/index_html?…

Responder

Julio Cesar

30 de dezembro de 2011 às 00h34

Recebi o livro hoje e comecei a ler: é como se a memória voltasse no tempo.: pig/ psdb/demo/pfl/arena/MISÉRIA/DESEMPREGO/FOME/ETC…..ETEC….ETEC…..

Responder

Arlene

29 de dezembro de 2011 às 23h50

. Para mim, só há uma solução: saírmos às ruas exigindo punição e ressarcimento de tudo que nos foi subtraído , vez que os partidos políticos são meros aglomerados de interesses em que o povo está alijado. Só servimos quando é época de eleição e até o fechamento das urnas. Infelizmente, é isso que vivencio nesses 56 anos de vida. Taí, o Jáder. A elite na CASA GRANDE e o povo na m….

Responder

José do Ceará

29 de dezembro de 2011 às 23h20

Se os argumentos pró privatizações fossem válidos, teríamos que se desfazer também da Petrobrás(entregá-la aos gringos).Colocar setores oligopolizados em mãos estrangeiras seria bom para o país? Ser comandado de fora ? Não se pode esquecer que multinacionais emanariam suas informações,instruções para a filial local.Quer dizer ,então, que não temos condições de ter uma empresa petrolífera? Só Inglaterra,holanda,Estados unidos,arabia saudita têm condições de ter uma uma ? Isso não é complexo de vira latas ou é achar que todos são bobos? Com a palavra os neoliberais….Os tucanos assumem a sua incompetencia,ou seja, eles confessam que não sabem administrar nada, entregando empresas à iniciativa privada..O que vocês tucanos sabem administrar ,então ?….

Responder

O Chacal

29 de dezembro de 2011 às 22h39

A opinião desse rapaz é interessante![youtube kh2tauIxV8M&feature=share http://www.youtube.com/watch?v=kh2tauIxV8M&feature=share youtube]

Responder

PAULO VARGAS

29 de dezembro de 2011 às 21h36

Meu caro Gilberto, a mídia não tem mais onde se agarrar, perdeu as referencias, errou tudo em todas, para quem quer enxergar, já perdeu todo o poder de formar ou deformar opiniões, mas ainda tem força, tem principalmente, espaço para bravatas e sensacionalismos, tem um universo para dizer o que quiser da forma que quiser, felizmente para nós povo brasileiro, estamos aprendendo a não dar importância ao que a mídia fala ou opina, ficamos na frente da TV, mais ou menos como ficávamos no circo ou no cinema antigamente na seção das 14:00, mais importante era o guaraná e a pipoca do que a apresentação. Até que enfim nosso povo esta aprendendo a dar rizada do palhaço sem aprender a piada.

Responder

ZePovinho

29 de dezembro de 2011 às 21h13

Nós já tínhamos discutido por aqui:quem impõe a agenda ganha metade da discussão no início da guerra.

Responder

bentoxvi-o santo

29 de dezembro de 2011 às 21h07

Azenha.

É bom ficar de olho em alguns aeroportos e segurar alguns passaportes…tucano é ave de voo curto…

Responder

Indio Tupi

29 de dezembro de 2011 às 20h30

Aqui do Alto Xingu, os índios esclarecem ao preclaro Bonifa que os papéis da dívida externa estavam com altíssimo deságio no mercado secundário internacional porque os bancos credores, que haviam emprestado ao País, queriam desfazer-se deles a esses preços, pois ou necessitavam de dinheiro vivo para reforçar o caixa ou julgavam que as cotações poderiam cair mais. Recorde-se que, nos anos 1980, não só o Brasil ficou inadimplente, mais praticamente todos os paises em desenvolvimento que tomaram recursos no exterior. Assim, a banca credora internacional se viu numa enrrascada, eis que atolados com papéis de muitos países em crise. O deságio dos papéis da dívida reflete a venda em massa desses papéis pelos respectivos credores.

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Indio Tupi

29 de dezembro de 2011 às 19h42

Aqui do Alto Xingu, os índios sugerem que voces procurem no Google o texto com o título abaixo, que conta a edificante história dos abnegados "banqueiros" que ocuparam cargos no governo, montaram o esquema da privataria dentro e fora do governo e se associaram a outros altruistas que remeteram ou tinham recursos em "paraisos fiscais" no exterior, com o desinteressado objetivo de, num gesto de enorme magnanimidade, trazer seus recursos externos ocultos para participar da privataria, tudo com o edificante objetivo de oferecer melhores serviços ao ingênuo e necessitado povo brasileiro, esse incapaz povo que não soube construir uma Vale do Rio Doce, uma Petrobras, uma Eletrobras, uma Embratel, um Banco do Brasil, uma Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, uma Cia. Siderúrgica Nacional, etc.l etc., e toda uma infraestrutura de serviços públicos básica, sobre a qual se assentou o desenvolvimento do Brasil.

Procurem no Google:

"""Esquema Dantas teve origem com privatizações da era FHC""

A matéria foi publicada na Terra Magazine, de 10/07/2008.

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Jonas Resende

29 de dezembro de 2011 às 17h17

Rsrs, ótima charge, tudo a ver com o Merd…, ops, Merval, rsrs. Qto à pressão popular, não tenho dúvidas que ela vai existir, vamos jogar tão pesado qto os setores oposicionistas e midiáticos que querem ( queriam, este será o tempo verbal que vamos impor ) inviabilizar a instalação da CPI. Vamos lá, Protógenes, Brizola Neto e todos os governistas ( haverá exceções, mas a maioria deve apoiar). Enfim, vamos ficar de olho, enviar e-mails, ruas, blogs sujos, redes sociais, etc. Vamos deixar claro que os votos nas futuras eleições dependem de sua atuação na Privataria, políticos precisam de votos, eles não são trouxas de nos ignorar

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El Cid

29 de dezembro de 2011 às 16h42

Já que o Sr. Sergio Guerra está levando o assunto para âmbito do partido, poderia sugerir ao mesmo que repercuta esta "mácula ao psdb" na grande mídia…

Porque será que ele não faz isso heim?

Créditos para Mário Mendonça !!

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Indio Tupi

29 de dezembro de 2011 às 14h58

Aqui do Alto Xingu, os índios gostariam de lembrar que, historicamente, desde quando o Império Britânico dominava o mundo e era credor de muitas economias colonizadas, quando havia uma crise econômica em uma dessas colonias que a levava a ficar inadimplente junto ao Império, uma das soluções encontradas era justamente a privatização — ou seja, a entrega de empresas e/ou serviços públicos essenciais — ao Império, para amortizar a dívida impaga. É bom lembrar que essa alternativa era imposta pelo país credor ao país inadimplente. Mas, era uma solução imposta pelo poder colonial, haja vista que, quando a colonia tomava recursos emprestados, além da taxa de juros e outras comissões que lhe eram cobrados, pagava uma taxa de risco, a qual funcionava como um pagamento de prêmio de seguro para precisamente cobrir o risco de iandimplência. Ou seja, se a colonia inadimplisse, ela já teria pago por isso. Modernamente, essa taxa de risco passou a ser imbutida no "spread". Quando houve a crise da dívida externa no início dos anos 1980 — devido à elevação da "Prime rate" pelo Federal Reserve norte-americano, de 4% para 23% — os países em desenvolvimento, se tivessem elites com alguma postura mais soberana, não deveriam ter aceitado a imposição dos credores para privatizar seus bens públicos, não omporta se funcionavam ou não bem em mãos de cada respectivo Estado Nacional. Isso porque já haviam pago a taxa de risco. Inúmeros Estados norte-americanos ficaram inadimplentes no século XIX, deixaram de pagar integralmente suas dívidas, e o mundo seguiu girando normalmente. E não se desfizeram de seus ativos, soubessem ou não adminstrá-los bem. Esse não é o ponto. O próprio governo dos Estados Unidos deixou de pagar seus empréstimos no século XIX. E a legislação norte-americana da época assegurava o não pagamento pelo devedor caso o empréstimo tivesse sido concedido com pleno conhecimento, por ambas as partes, de que seu cumprimento seria impossível. Da mesma forma, se algum acontecimento econômico viesse a alterar inteiramente as condições previstas para o pagamento do crédito. A privatização de bens e serviços públicos foi imposição, aceita servilmente pelo governantes brasileiros — especialmente os Tucanos — para provocar demanda artificial sobre a então baixíssima cotação dos títulos da dívida externa brasileira. Se essa cotação ficasse muito baixa, os bancos credores estrangewiros teriam que fazer vultosas provisões para devedores duvidosos, e essas provisões deveriam ser lançadas como despesas vultosas em suas respectivas Demonstrações de Resultado, com fortíssimo resultado negativo em seus resultados e nas cotações de seus papéis em Bolsa. Alguns dos grandes megabancos da época temiam falir. A saída para eles, foi criar uma demanda para esses títulos, tornando-os elegíveis para serem usados, pe4lo valor nominal, nas privatizações. Assim, numa época em que os títulos da dívida externa brasileira estavam sendo cotados no mercado secundário internacional entre US$ 0,17 e US$ 0,45 por US$ 1,00 de valor nominal, a privatização provocou uma fuga clandestina de recursos para o exterior, de empresários brasileiros e estrangeiros, com a finalidade de adquirirem, na bacia das almas, esses papéis por essa micharia e usá-los pelo valor de face nas privatizações. Foi assim que o patrimônio publico foi saqueado. E, inagavelmente, os Tucanos se sobressaíram nesse atentado contra a soberania nacional. Não apenas curvaram-se às exigências do exterior, como ainda convocaram seus sócios internos para participarem do saque do patrimônio público. Rezaram direitinho pela cartilha do novo Império do século XX, que então controlava, como ainda controla, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que ministravam as prescrições. Essa é a mais rigorosa verdade. Só não vê quem não ver.

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    Nelson

    29 de dezembro de 2011 às 17h55

    Quero parabenizá-lo e ao mesmo tempo agradecê-lo pela brilhante explanação, Indio Tupi. Você coloca no debate sobre as privatizações uma situação altamente perniciosa aos interesses do povo brasileiro, delas resultante: a desnacionalização de riquezas pertencentes a nós mesmos.
    Então, Indio Tupi, essas riquezas passam a gerar ganhos para quem já está "balofo" de tanto lucro e, assim, deixam de ser instrumentos com os quais possamos construir uma nação em que cada brasileiro e brasileira tenha uma vida minimamente digna, a qual tem direito.
    O duro é constatar que tanta gente que "carrega no lombo" um curso superior, uma pós graduação, um mestrado, um doutorado, que deveria estar atento a isso, não consegue enxergar algo tão óbvio.

    Bonifa

    29 de dezembro de 2011 às 19h32

    Além de lúcido, o Índio tem memória excelente e sabe falar sem recorrer à língua-de-serpente, como os brancos. O dinheiro foi para fora e lá serviu para comprar os papéis do governo brasileiro que não valiam um terço sequer do valor de face. Com as malas abarrotadas destes papéis, os espertalhões voltaram ao Brasil para comprar as empresas que estavam sendo privatizadas pelos tucanos. Os papéis foram usados na compra como se fossem dinheiro vivo. Podemos imaginar gente pedindo emprestado para fazer esta viagem de ida e volta, com sucesso garantido. Podemos dizer que fabricou-se novos ricaços como nunca dantes na história do mundo inteiro, às custas do que pertencia ao povo brasileiro. Evidente que mesmo para aqueles que defendem a privatização de certas atividades, esta poderia ter sido feita de maneira muito mais criteriosa, e dando oportunidade ao povo de ter boa parte das ações. Mas uma importante pergunta a fazer é a seguinte: Porquê os papéis brasileiros ficaram tão desvalorizados no exterior? Será que foi de propósito?

Vladimir

29 de dezembro de 2011 às 13h51

Ricardo Boechat, fazendo comentários sobre a Privataria Tucana

O que aconteceu com a parcialidade da Band News FM, eu não sei explicar… Gostaria que ele (Boechat) repetisse tudo o que disse no Jornal da TV Bandeirantes.
Abra o link e ouça (Veja não)
http://www.youtube.com/watch?v=xu0nt_sY72k

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Bonifa

29 de dezembro de 2011 às 13h32

"Gastança populista" é termo que trai o compromisso da mídia com os chavões neoliberais. Uma suposta fidelidade à ortodoxia de uma doutrina que passava por ser expressão deinquestionável verdade científica, e hoje se sabe que nada tem de científica, a não ser a máscara. Mascarava a ação de interesses os mais mesquinhos e personalistas. Populista já tende a ser termo ou desprezado como ultrapassado ou reabilitado como fator positivo, por toda parte onde os problemas atuais são discutidos. Mas o termo demagogia não cai de moda. Os jargões do neoliberalismo são demagogia "científica". A Imprensa não ganhou uma única batalha em 2011. Na economia, o ajuste estava programado e não esperou pela Imprensa. O corte de juros deixou a Imprensa catatônica e desesperada. Políticamente, nem se fala. Estava engendrado cuidadosamente o desgaste e a desmoralização e por fim a desestabilização do governo, através de uma sonhada e acalentada gigantesca campanha contra a corrupção. Foi aí que a Imprensa apostou todas as fichas e pediu emprestrado para apostar mais. Em estado de delírio megalômano, o Civita falou que ia "derrubar a Dilma", certamente pensando que sua revistinha era o ó do borogodó. A limpeza que resultou da campanha foi ótima para o país e para o governo, que não teve abalos em sua sustentação política. E por último o "movimento" teve que sofrer suspensão brusca, para não se transformar em tsunami contra a própria oposição, por conta da edição de um simples livro.

Responder

Antonio Nunes

29 de dezembro de 2011 às 13h20

as pessoas adoram deturpar as coisas pra defender seus pontos de vista…

vamos aceitar as "provas"do livro de Amaury Jr como verdadeiras e reconhecer (por hipótese) q houve a maior roubalheira no processo de privatização!

isso mostra q o Brasil "ESTATIZADO" era melhor?

claro q não!

se houve roubo e desvio de conduta, q se coloquem os culpados na cadeia, mas usar isto como desculpa contra o "neoliberalismo" (um nome mais maldito q o de Judas) é simplesmente tolice!

100% das empresas e dos serviços q foram privatizados estão melhores hj do q quando estatais…

contra uma privatização mal feita, o remédio é uma privatização BEM FEITA!

mas sem essa de "estatização pra proteger as nossas riquezas"!

Responder

    Jair de Souza

    29 de dezembro de 2011 às 14h21

    Parabéns por sua lúcida (do ponto de vista dos magnatas da privataria, claro) opinião. As empresas que foram privatarizadas estão todas rendendo muito mais agora do que antes. A pequeníssima diferença é que todo este enorme lucro, agora, beneficia apenas a seus poucos, mas poderosos, donos. E ainda aparecem "idiotas" pregando que a alternativa para o mal funcionamento de empresas estatais é fazê-las funcionar corretamente, em lugar de doá-las a grandes capitalistas (depois de pagar todas suas dívidas e arcar com todos os custos de seu saneamento financeiro, logicamente) para que eles possam mostrar-nos como é fácil gerar lucros na iniciativa privada. Como defensor intransigente do neoliberalismo e alguém que também ainda espera receber alguma doação desse tipo, eu te parabenizo novamente pela inestimável ajuda.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 17h17

    infelizmente não posso "parabeniza-lo" por sua lucidez…

    vou lhe passar alguns "poucos) dados REAIS para a sua informação:

    – Nos 6 primeiros anos como PRIVATIZADA, a VALE recebeu US$ 44,6 bilhões em investimentos… nos 54 anos como ESTATAL, foram US$ 24 bilhões!
    – Em 97, estatal, a VALE empregava 11 mil pessoas… hj são 65 mil!
    – A VALE estatal gerava menos lucro pro ESTADO do q paga hj em impostos!
    – O Sr tem celular? e sua empregada?e seu porteiro?e seu mecânico? e a caixa do supermercado? agradeça à PRIVATIZAÇÃO das TELES!
    – A Embraer tem uma fábrica na China… adivinha a quem o Sr deve agradecer?

    Já percebi q o Sr é um dos "idiotas" (com aspas) q acha q fazer uma estatal dar lucro é questão de "vontade"… eu acho q é uma questão de competencia e INVESTIMENTO!

    o Estado não tem nehuma das 2 coisas.

    Jair de Souza

    29 de dezembro de 2011 às 19h09

    Obrigado, por sua palavras. Para você, já posso retirar as aspas. Se tivesse seu endereço, poderia te enviar de presente de natal um pouco atrasado o livrinho de Amaury Ribeiro Jr. Assim, você poderia evitar o uso de besteiras em suas justificativas. Você está parecendo um discípulo da urubóloga. Mas, um pouco piorado, devo dizer. Pelo visto seu conhecimento do conteúdo do dito livrinho foi o que você leu nos artigos do órgão da ditabranda (FSP), ou, quem sabe, nos comentários do Noblat ou do Merval. São de "intelectuais" (agora, sim, com aspas) que nós precisamos na oposição. Obrigado novamente.

    Panambi

    29 de dezembro de 2011 às 19h29

    Muito bom, meu caro Jair…louvor à "retirada" das aspas…kkkkkkkkkk

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 19h42

    bom, percebi q seus argumentos terminaram!

    o q tem a ver o livro do Amauri Jr com o q eu disse? alias, até aceitei a possibilidade de as denuncias serem verdadeiras… pena q o Sr tenha dificuldade em entender o q lê!

    mas, como disse, o Sr não tem mais argumentos…

    Lenin

    29 de dezembro de 2011 às 21h51

    Fofinho,a telefonia fixa deu despencada.Vc n crer,fofinho,q,se fosse barato,as pessoas teriam o fixo e o móvel?.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 21h54

    fofinho?

    passo!

    Ramalho

    29 de dezembro de 2011 às 20h32

    Perdoe-me a franqueza, meu caro, mas o idota é você. Esta basófia de que as privadas são competentes só são cultuadas por pessoas que sofrem de indigência mental, como é o seu caso.

    São inúmeros os casos de estatais competentes (e não vou enumerá-las aqui por ocioso) e de privadas incompetentes, escravizadoras de empregados, fraudadoras de produtos e serviços, sonegadoras, poluidoras que comprovam empiricamente a estupidez da tese de que privadas têm o monopólio da competência. A Embrapa, uma estatal, é o principal pilar de sustentação do saldo do balanço de pagamentos da agroindústria. Você é um idiota sem aspas.

    Com relação à Vale, leia a história da IBM e da Microsoft, e perceberá uma das razões da Vale – contratante de navios que não podem aportar no maior importador dos produtos da Vale – ter crescido. A Vale, como outras empresas estatais, foi doada aos áulicos do regime PSDBista – não é a toa que há uma privataria tucana. Ah, e não esqueça da Petrobras, controlada que é pelo Estado, cujo crescimento tem garantido a saúde da economia do Brasil – não pesquisei, mas o crescimento da Petrobrás deve ser, no mínimo, da ordem de grandeza do da Vale.

    Se houvesse campeonato de idiotice, você seria campeão.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 21h53

    Meu Sr…

    lamento a sua incapacidade de defender seus pontos de vista sem ofender quem discorda!

    sua vida deve mesmo estar complicada…

    faço votos q 2012 seja melhor pro Sr do q foi 2011 e q o Sr finalmente se recupere!

    Ramalho

    30 de dezembro de 2011 às 11h08

    És um ignorante, mentiroso e incapaz de argumentar. Tua tática de lançar besteirol ao vento para depois atacar os que discordam de ti, usando a falácia do argumento contra o homem é velha e desgatada. Sê menos medíocre, repetitivo, tedioso e mentiroso. És o ignorante deslumbrado com a própria ignorância e que, pior do que isto, arrogantemente acha ter o que ensinar aos outros. Triste figura és.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 18h03

    como eu disse antes, ao Sr falta carater…

    e a mim, falta paciencia pra tipos como vc!

    ps: Sê manca! És tupido! rsrsrsrs

    Bonifa

    29 de dezembro de 2011 às 21h06

    Todos estes argumentos são inapropriados e como tal ridículos. Não se pode comparar a evolução no tempo de uma coisa que existiu com outra que não existiu. Se a vale tivesse se dividido em duas, uma ficando com o Estado e outra com a IP, então talvez fosse hoje possível uma comparação. Este tipo de subterfúgio tem um nome: Sofisma.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 21h37

    entendi…

    e sua teoria serve pra tudo ou só pras estatais privatizadas?

    seguindo o seu raciocinio, pra compararmos os governos de FHC e Lula (por exemplo) teriam q existir 2 "Brasis" iguais e FHC e Lula adminstrando cada um o seu no mesmo tempo, sob as mesmas circunstancias… é isso?

    é, pode ser…

    seu raciocinio tb tem nome… mas se falar, serei censurado!

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 22h37

    "O Sr tem celular? e sua empregada?e seu porteiro?e seu mecânico? e a caixa do supermercado? agradeça à PRIVATIZAÇÃO das TELES! "

    Não, não…argumento falho: não se deveu á privatização, mas sim ao salto tecnológico dado pela informática neste período em toido mundo…o mesmo que encheu a casa de todo mundo com CDs, DVDs, microcomputadores etc. Com ou sem privatização todo brasileiro teria um celular, assim como todo chinês na China tem celular etc. O que a privatização fez foi aumentar a tarifa e hoje pagamos uma das tarifas mais caras do mundo por um serviço medíocre de telefonia.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 00h56

    "Não, não…argumento falho: não se deveu á privatização, mas sim ao salto tecnológico dado pela informática neste período em toido mundo"

    esse seu argumento seria válido se levassemos em conta apenas o preço dos aparelhos… mas onde o Sr está comtabilizando o investimento feito em infraestrutura e rede? O Sr acredita mesmo q o Estado brasileiro teria condições de "universalizar" o serviço como foi feito? acha mesmo justa a comparação entre o Brasil e China como poder de investimento do Estado?

    Se a tarifa fosse assim tão cara, sua empregada, seu porteiro, seu mecânico, a caixa do supermercado não estariam usando o serviço!

    e antes q digam q estou satisfeito com o serviço atual, NÃO ESTOU! apenas digo q está muito melhor do q se continuasse estatizado!

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 22h51

    "A Embraer tem uma fábrica na China… adivinha a quem o Sr deve agradecer?"

    Ao goverrno brasileiro e a nós contribuintes, que estamos sempre arcando com os prejuízos dessa, agora, empresa privada. Só pra vc saber, o maior projeto da Embraer atualmente é o KC-390, e sabe que vai bancar esse projeto: o governo brasileiro.

    O problema da Embraer é que ela virou privada nos lucros…mas continua estatal nos prejuízos.

    Ah! Em 2009 a Embraer demitiu em massa…e mesmo assim "as antas" do governo continuaram a investir na empresa, como é o caso do KC-390 e também do projeto FX2 da Fab, que beneficiará totalmente a empresa, com um investimento de cerca de 6 bilhóes de dólares…e dinheiro do contribuinte…meu dinheiro, seu dinheiro etc.

    Sou contra o Estado investir em empresa privada…e particularmente ficar tirando empresa privada do vermelho a toda hora com o nosso rico dinheirinho.

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 22h53

    "Nos 6 primeiros anos como PRIVATIZADA, a VALE recebeu US$ 44,6 bilhões em investimentos… nos 54 anos como ESTATAL, foram US$ 24 bilhões!
    – Em 97, estatal, a VALE empregava 11 mil pessoas… hj são 65 mil!"

    esse números todos precisam ser comprovados. Já vi números muito diferentes. Tem como passar algum link que mostre esses dados todos, please! Thanks!

    Leider_Lincoln

    30 de dezembro de 2011 às 06h12

    Ele deve ter achado estes dados no mesmo lugar aonde descobriu que foram os palestinos, e não os israelenses, que bombardearam um hospital da ONU durante o massacre de Gaza…

    Maurício

    30 de dezembro de 2011 às 13h02

    Não tenho todas as respostas mas gostaria de saber:

    – Quem foram os investidores nesses 6 primeiros anos?
    – Quantas trabalham hoje no Brasil e fora nos países em que a Vale comprou subsidiárias?
    – Por favor, link mostrando os dados e mostrando percentual sobre faturamento, valor nominal é irrelevante nesse tipo de argumentação. E quanto de dividendos foram pagos para os acionistas desde a privatização e que poderiam entrar no caixa do governo para investimento público?
    – Argumento difícil de provar, somente opinião então risque da sua lista.
    – Dar emprego para Chinês é bom?

    Mais algumas perguntas para você pesquisar ou responder quer todos gostaríamos de saber:

    – Qual foi a evolução de preço do minério de ferro no mercado mundial e quanto isso ainda representa no faturamento da Vale?
    – Na época da privatização qual foi o valor declarado das reservas de minério de ferro comparado com o que ela declarava na SEC nos EUA?

    Alan Patrick

    31 de dezembro de 2011 às 15h30

    "Em 97, estatal, a Vale empregava 11 mil pessoas… hj são 65 mil!"

    Números ufanistas estes,hein?! Mas que escondem que a questão do trabalho, depois da privatização da Vale Do Rio Doce, foi precarizado com o aumento das terceirizações e com a consequente perda de direitos sociais dos trabalhadores. Aliás, a Vale do Rio Doce, demitiu mais de 1000 trabalhadores em 2008, contrariando com isso o apelo do Presidente Lula, para que a empresa não demitisse, o que mostra que a empresa não esta servindo aos interesses nacionais e sim aos interesses de lucros de alguns. A Petrobras, ao contrário da Vale Do Rio Doce, não demitiu ninguém, diante da crise econômica de 2008, os investimentos na empresa se elevaram e a empresa cresceu e é hoje uma das maiores empresas de petroleo do mundo, o que refuta sua tese de que o Estado não tem competência ou INVESTIMENTO!
    Segue um vídeo didático e que complementa meu comentário: https://www.viomundo.com.br/politica/tijolaço-vale...

    Lila

    29 de dezembro de 2011 às 17h48

    Adorei!

    Nelson

    29 de dezembro de 2011 às 17h39

    Anos atrás, o slogan do Sesi (Serviço Social da Indústria) aqui no Estado mais meridional do Brasil, era: "A iniciativa privada faz mais". Eu, nos debates que fazia com colegas de aula e de trabalho sobre a atuação das empresas privadas e as privatizações, sempre fazia uma pequena emenda a tal slogan, que ficava assim: "A iniciativa privada faz mais… com dinheiro público, é claro".

    E as privatizações parecem ser um caso claro disso. Bilhões e bilhões de reais fruto de riquezas que com muito suor criamos – os trabalhadores e o povo brasileiro em geral – foram doados a grandes empresas privadas para que estas passassem a tomar conta das empresas públicas/estatais, telefonia, energia elétrica, siderurgia, bancos, etc… sob a desculpa esdrúxula de que o Estado não tinha recursos para gerí-las.

    Escrevi "parecem ser um caso claro disso" porque passa longe da verdade a afirmação do nosso comentarista de que "100% das empresas e dos serviços q foram privatizados estão melhores hj do q quando estatais". Na realidade, os serviços oferecidos estão muito aquém do que deveriam tendo em consideração os preços e tarifas escorchantes que somos obrigados a pagar por eles. Mais ainda, na realidade, nem se fartando no dinheiro público a iniciativa privada está nos entregando as melhoras que prometeu.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 18h16

    já q o Sr tocou no assunto, poderia citar um serviço ou empresa q esteja pior agora se comparada com a época de estatal?

    se o Sr falar q "deveria ser melhor", vou concordar… mas não é esse o ponto! ou o Sr acha q não deveria ser melhor quando era estatal?

    dizer q "nossas riquezas foram doadas" é apenas a sua opinião, q reconheço vale tanto quanto a minha… mas aí, ficaremos empatados!

    em relação à "desculpa esdruxula", se o estado tinha condições de gestão e investimento, pq não conseguiu eficiencia nas estatais? acho q a "desculpa" nem é tão esdruxula assim…

    o Sr fala em "preços e tarifas escorchantes"… não sei se o Sr tem idade, mas procure na internet quanto custava uma linha telefônica antes da privatização! quer uma dica ou não precisa? e o serviço da "telerda" era bom?

    dificil defender a eficiencia do estado, né?

    Panambi

    29 de dezembro de 2011 às 19h32

    E o pessoal do PÂNICO atrás de ti, direto…mande pelo menos um "salve" pra eles…

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 23h00

    "o Sr fala em "preços e tarifas escorchantes"… não sei se o Sr tem idade, mas procure na internet quanto custava uma linha telefônica antes da privatização! quer uma dica ou não precisa? e o serviço da "telerda" era bom?"

    Mais um erro de argumento..já respondi antes, mas não custa repetir: não foi a privatização, foi o barateamento tecnológico, proveniente da escala e tal. Sabe quanto custava um computador em 1980? Pois é, hoje o Estado (esse mesmo que vc critica), sem privatizar nada, está colocando um computador nas mãos de cada aluno em todas as escolas publicas (detalhe: PÚBLICAS) do país. O princípio, em relação ao telefone, é o mesmo…dá pra enteder? Foi a escala de produção (em termos mundiais e tal), o salto tecnológico, que barateou o produto e não a "santa privatização do FHC".

    Da privatização ficamos apenas com o prejuízo mesmo…prejuízo em larga escala, vamos dizer assim (hehe)…independente do livro do Amaury.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 01h18

    "Mais um erro de argumento..já respondi antes, mas não custa repetir: não foi a privatização, foi o barateamento tecnológico, proveniente da escala e tal"

    antes de dormir, gostaria q o Sr me tirasse uma dúvida…

    uma linha de telefone (fixo) antes da privatização custava cerca de 5 mil dolares no mercado paralelo ou cerca de R$ 1.600 no plano de expansão, com espera de carca de 2 ANOS!!!!!

    pq isso acontecia aqui no Brasil, se no resto do mundo já havia um barateamento tecnológico e tal?

    o "caminho automático" q o Sr sugere não aconteceu aqui pq?

    mas "com certeza" tudo seria diferente SE continuasse estatal… as estatais q nunca funcionaram em 50 anos de serviços, seriam muito melhores só pq Deus quis e tal…

    como eu disse no meu primeiro comentário, se alguem roubou, tem q ir preso! nada contra, muito pelo contrário…

    mas o remédio pra uma privatização mal feita é uma privatização bem feita e não a estatização da economia!

    Gilberto

    30 de dezembro de 2011 às 19h28

    Ta esquecendo que vc comprava a linha telefonica mais as ações da empresa. Quanto será que custaria estas ações hoje?

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 20h24

    não esqueci nada!

    comprei meu telefone pelo plano de expansão em 1992 e quando vendi as ações valia tanto quanto eu comprei (alguns poucos anos depois da privatização)

    quanto valeria hj? menor ideia, mas provavelmente mais do q os R$ 1.600 q paguei pela linha…

    mas a questão, já q o Sr tocou no assunto, é: hj linha de telefone fixo custa cercade R$ 80,00 e demora 24 hras pra ser instalada!

    e as ações, compra quem quiser, quando quiser!

    prefiro assim…

    Leider_Lincoln

    30 de dezembro de 2011 às 06h10

    Ele sabe disso, Adriano, ele sabe. Só que precisa continuar repetindo o mantra… É assim que a central de trolls manda ele fazer, é assim que ele faz!

    adriano

    30 de dezembro de 2011 às 13h32

    Leider,

    tô sabendo…é que ontem de noite eu estava com um tempinho sobrando…e como não tinha nada pra ver na TV Cultura (que já foi boa, antes da grande invasão tucana na emissora), então dei uma passada aqui pra alimentar os Trolls…sei lá…bateu o espírito natalino…hehehe

    abs.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 17h36

    uma pena q o Sr pense assim…

    era um dos poucos a demonstrar um minimo de respeito a quem pensa de forma diferente!

    mas a "pressão da torcida" deve te-lo feito mudar de ideia…

    como disse, uma pena!

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 23h08

    "já q o Sr tocou no assunto, poderia citar um serviço ou empresa q esteja pior agora se comparada com a época de estatal? "

    Olha, eu posso citar algumas sim…algumas que eu uso, no meu dia a dia: Banespa (tinha algumas taxas de banco, mas não era um banco de taxas), estradas de SP (nada contra estrada com pedágio, mas um pedágio contínuo de 300 km, distância de SP até minha cidade, com pequenos trechos de estradas no meio, acho um pouco exagerado…hehehe), Telefonia (eu tinha telefone antes da privatização e por mais incrivel que pareça ele funcionava…é s´ério. Vc podia fazer ligação com ele…era bem legal nquele tempo!) e por aí vai.

    Não vou entrar no mérito das privatizações "indireta", como universidades (que o FHC deixou à mingua e não abriu uma vagsa sequer em 8 anos), saúde (planos de saúde é algo que precisamos ir no médico antes de assinar um), comunicação (tadinha da TV Cultura, que antes da "privatização" era uma das melhores TVs do Brasil, uma das melhores da América Latina – tão londe de DEUS tão perto do PSDB) etc.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 00h48

    eu tb tinha telefone… alias, a privatização não inventou nada!

    uma linha custava cerca de 5 mil dolares no mercado paralelo ou cerca de R$ 1.600 no plano de explansão (e levava 2 anos pra ser instalada)…era mesmo bem legalnaquele tempo!

    quanto à TV Cultura, temos aí a maravilhosa Rede Brasil pra mostrar o q é uma estatal bem administrada…

    pelos seus outros comentários, a telefonia seguiu apenas "o curso natural das coisas" e os BILHÕES de dolares em investimentos feitos no setor DEPOIS DA PRIVATIZAÇÃO deve ser mero detalhe! se apenas esperassemos, teriamos certamente o mesmo resultado…

    sabe pq um computador é mais barato hj do q em 80? pq foram gastos BILHÕES em investimentos, coisa q o Estado brasileiro não tem condições de fazer!

    mas só o fato do Sr não ter me xingado de nada, já dá um certo prazer na conversa…

    defender o seu ponto de vista (q é diferente do meu) não é problema… o problema é a falta de respeito e educação q a maioria aqui demonstra com quem não fala "amém" pro padre!

    adriano

    30 de dezembro de 2011 às 13h10

    "….se apenas esperassemos, teriamos certamente o mesmo resultado… "

    de forma alguma. Estaríamos usando um telefone muito mais barato e de melhor qualidade hoje em dia…Nosso telefone é caro e ruim.

    deixo um link aqui bem didático sobre o tema, caso alguém se interesse:
    http://blogdoces.wordpress.com/2010/10/05/as-priv

    veja bem, o problema não é ideologizar a privatização (até porque estatização por si só não é sinal, do ponto de vista político, de governo progressista e nem tão pouco a privatização por si só sinônimo de coisa errada). O problema nosso provem da forma como foi feita a privatização no Brasil e o que se privatizou aqui, para quem, em quais condições etc.

    A estratégia da privatização utilizada no Brasil durante os governos do Collor e do FHC foi muito simples: sucateia-se o público para justificar a privatização (com apoio massivo da grande mídia)…e muitas vezes usava-se o dinheiro público (via BNDES e tal) para financiar as privatizações (coisa de Gênio mesmo!!!!). Isso poderia até ser visto como crime se tivéssemos uma justiça um pouquinho mais interessada no Brasil. Ou na melhor das hipóteses como incompetência política (a Petrobrás é o exemplo maior da incompetência tucana…basta comparar o que ela foi durante os anos FHC e o que ela é hoje)…

    no mais, durma tranquilo, não perca seu sono…amanhã tem reveillon…ano que vem, vida nova…inclusive para o Serra, pra filha do Serra, pro genro do Serra, pro FHC etc…claro, se tudo der certo na CPI da Privataria. Caso contrário, caso a CPI não ande ou nem seja instaurada de fato, continuaremos, nós os cidadãos brasileiros, no eterno ano velho.

    Alan Patrick

    31 de dezembro de 2011 às 14h46

    Muito pertinente a sua analise Adriano! Realmente, as privatizações feitas no governo FHC foram MUITO mal feitas. Vou citar alguns exemplos, para explicar porque penso isso 1) A falta de planejamento, no processo de privatização do governo FHC, levou algumas empresas Estatais a se tornarem verdadeiros monopólios e oligopólios privados 2) Empresas altamente lucrativas e estrategicas para o desenvolvimento econômico do país, foram privatizadas a preço de banana; a Vale do Rio Doce, por exemplo, estava estimada em 90 bilhões de reais na época e foi privatizada por apenas 3,3 bilhões de reais!
    3) O governo na época dizia que o dinheiro arrecadado das vendas das Estatais, serviria para reduzir a dívida pública, algo que não houve, porque a dívida pública cresceu 4) A alegação dos neoliberais, de que a iniciativa privada presta serviços de melhor qualidade, e facilmente desmentida pelo exemplo do sistema de telecomunicações, privatizada no governo FHC, que presta atualmente um dos piores serviços do mundo, sendo campeã nos casos de reclamação do consumidor no Procon 5) O fato de empresas estrategicas e altamente lucrativas terem ido parar nas mãos de grupos Estrangeiros, ocasionou o aumento das remessas de lucro para o exterior, o que causou prejuízo para o país, além de ter aumentado nossa dependência econômica em relação a esses grupos estrangeiros. Enfim, as privatizações feitas nos governos Collor e FHC, trouxeram mais prejuízos do que benefícios para o país, isso e fato.

    Leider_Lincoln

    29 de dezembro de 2011 às 20h42

    Gostei do novo nick, Richard. Inspirado no Augusto Nunes? Por que não "Roberto Azevedo" ou Miriam Witte Fibe?

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 21h39

    Façamos o seguinte…

    escolha o nome q o Sr achar q eu devo usar, e eu usarei!

    sem problemas…

    Fabio_Passos

    29 de dezembro de 2011 às 22h27

    "leitor de veja"
    é atua lata… mané.

    Leider_Lincoln

    30 de dezembro de 2011 às 06h08

    Que tal o seu mesmo?

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 17h21

    prefiro q o Sr defina o nome q preferir…

    e se o Sr preferir, mande por email os comentários q o Sr gostaria q eu fizesse e eu publico como se fosse meu…

    não quero confusão com tão importante elemento da comunidade progressista!

    Aldo

    01 de janeiro de 2012 às 22h31

    As viúvas do FHC sabem, más fingem que não sabem que de fato a tucanalhada criminosamente primeiro sucateia para que se volte a opinião publica contra à empresa e assim
    vendem a preço de bananas podre uma empresa que se fosse bem gerida seria muito lucrativa
    dando emprego com qualidade e não só em quantidade com terceirizados semis- escravos,é o que está acontecendo com a SABESP aqui em São Paulo aos poucos sendo sucateada e perdendo cidades importantes,se o PSDB não sair do estado de SP vai ser o fim.O melhor remedio contra uma privatização mal feita é uma estatização bem feita, quanto ao sr antonio nunes deve ser senil não sabe o que fala tadinho.

    Ramalho

    29 de dezembro de 2011 às 21h00

    Você é um mentiroso, e é você quem deturpa as coisas. Deturpa quando diz que, mesmo com a roubalheira da privatarização, a privatarização foi boa. Então, vamos roubar, não é? Para você, roubar é bom. Que argumento estúpido!

    E, para você, a privatarização teria sido boa porque as empresas privatarizadas estão todas (100%) melhores do que antes da privatarização, outra mentira.

    No Rio, por exemplo, a Light é pior do que antes. Na fase estatal da Light, quando foi recuperada depois da política de terra arrasada dos antigos donos privados. não se ouvia falar, por exemplo, de explosões de galerias subterrâneas.

    A Supervia, outra privada,chegou ao ponto de "seguranças" da empresa agredirem com cassetetes os usuários dos serviços da empresa na hora do rush! As quebras repetidas dos trens são vergohoso desrespeito aos usuários. Quem está investindo na melhoria dos serviços da Supervia – e do Metrô – é o estado do Rio de Janeiro. Portanto, você mentiu quando disse que 100% das empresas melhoraram depois da privatarização.

    Você não passa de um mentiroso.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 21h47

    a primeira dúvida q tenho é o motivo da sua falta de educação!

    o Sr tem todo o direito de discordar de mim, mas me escapa a razão da sua agressividade…

    a outra dúvida, até para o Sr provar q eu sou mentiroso, é onde eu defendo a roubalheira! Onde eu afirmo q roubar é bom? o Sr poderia copiar o trecho do meu comentário onde eu faço isso?

    caso o Sr não encontre o trecho onde eu defendo a ideia q roubar é bom, o mentiroso passa a ser o Sr!

    Sobre a Supervia… o Sr era usuário de trem antes da privatização? eu era! pegava trem no suburbio carioca todos os dias pra ir ao colégio e posso lhe garantir, apesar de ruim, está muito melhor hj do q era!

    era muito comum no suburbio, onde eu morava, a falta de luz… a Light era uma porcaria! poderia (e deveria ser melhor? claro q sim! mas COMPARATIVAMENTE ao q era, está muito melhor, assim como as barcas, a VALE, a EMBRAER, os serviços de telefonia e todo o resto…

    Sugiro q o Sr retome o seu tratamento psiquiátrico… o Sr não está nada bem!

    Ramalho

    29 de dezembro de 2011 às 22h34

    Você é um mentiroso, repito, e estou sendo factual. Provei que a Light e a Supervia estão piores hoje do que eram antes. O mesmo se pode dizer da Barcas S. A. Todas elas são privatarizadas e/ou privadas.

    Quanto a roubar é bom, vou detalhar. Para você, mesmo que tenha havido roubo na privataria, ainda assim, depois da privataria, "100% das empresas e serviços" estão melhores hoje do que antes. Portanto, o roubo foi bom, pois foi por intermédio dele – que possibilitou a privataria e a caracterizou, aliás – que as empresas, depois de passadas às mãos privadas, teriam melhorado e, também, os respectivos serviços. Para você, o roubo da privatização foi bom, pois teria sido o meio pelo qual empresas e serviços melhoraram. Você é caso único.

    Além disto, como a privatarizada Light piorou – onde já se viu uma empresa chegar ao ponto de deixar, por falta de manutenção, suas câmaras subterrâneas explodirem ferindo pessoas? -, seus "100%" foram para o espaço. Isto sem se falar dos recorrentes apagões nos bairros do Rio causados pela incúria da Light, como, por exemplo, o de Copacabana, noticiados fartamente pelo jornais do Rio. Definitivamente, a Light piorou depois de privatarizada. A Light piorou, e dizer o contrário é mentir.
    Já aqui se vê que você mentiu ao dizer que 100% das empresas privatizadas e seus serviços melhoraram depois da privatização.

    Se você acha que uma empresa, nomeadamente a Supervia, que, depois de privatarizada, passou a espancar seus usuários é melhor do que antes da privatarização, seu caso, e não o meu, é, ele sim, de internação psiquiátrica. Paranoia na veia. Outra mentira é dizer que os serviços da Supervia melhoraram. Pioraram, Toda semana há trem enguiçado e passageiros tendo de saltar dos trens no meio do caminho entre estações, arriscando a vida pela via férrea. Onde 100% das empresas melhoraram? Isto é mentira da grossa.

    Você é um mentiroso.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 00h39

    seu problema é de carater… ou seria falta dele?

    aí fica "um pouco" dificil de argumentar!

    Ramalho

    30 de dezembro de 2011 às 10h56

    És um mentiroso falacioso incapaz de argumentos consistentes. Um ignorante dos fatos e da retórica que limita-se a repetir bordões. És uma triste figura.

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 12h25

    Resumindo: leitor de veja.
    apenas mais um jagunço do PIG com o cotovelo dolorido

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 17h16

    o Sr tem todo direito a ter essa opinião a meu respeito…

    graças a Deus, ela não é minimamente importante pra mim!

    rsrsrs

    ps: quer saber a minha opinião sobre o Sr?

    Ramalho

    29 de dezembro de 2011 às 23h13

    A Light foi privada em dois períodos. No primeiro, os controladores eram canadenses. Ao final deste primeiro período, a Light estava arrasada. No decorrer dele, a coisa era tão ruim que os paulistas cantavam, sacaneando o Rio: "Rio de Janeiro, cidade que me seduz; de dia falta água, de noite falta luz".

    Os privados do Canadá sugaram tudo o que puderam e deixaram a Light no osso. Quando a Light tornou-se estatal, a frequência da corrente elétrica fornecida era de 50 Hz, uma frequência exótica, para se dizer o mínimo. No restante do país, como é hoje nele todo, a frequência era de 60 Hz. Assim, para que o Rio pudesse ser integrado ao sistema elétrico do país – fundamental para aumentar o tempo médio entre interrupções de fornecimento – a frequência no Rio foi mudada para 60 Hz, ao custo de pesados investimentos. Isto se deu, claro, na fase estatal, fase na qual, ademais disto, a empresa foi saneada.

    Aí então, a turma da privataria, depois do Estado ter aportado uma fábula de grana na Light, chegou ao poder federal. O que fez esta turma? Privatarizou a Light. Deve ter ganho uma grana preta. Dessa vez, no início deste segundo período sob o domínio dos privados, a empresa foi vampirizada por franceses que a largaram no osso, terceirizando até atividade fim e destruindo o capital de conhecimento da empresa, pois demitiram o quadro técnico operacional. Uma das causas das explosões das câmaras subterrâneas é esta.

    Os controladores franceses depois levarem o que puderam passaram o mico para controladores brasileiros – acho que o governo de Minas Gerais detém parte da Light. Os novos controladores, só agora, sob grande pressão do Estado (sempre ele para nos salvar do que as privadas trazem às empresas privatarizadas) estão a investir finalmente nas câmaras e nos cabos (transformadores, cabos, sensores, estações).

    E neste contexto turbulento, lá vem você essa visão falsamente idílica sustentada em clichês e bordões mentirosos e babacas do tipo "privada é que é eficiente" e que 100% das empresas privatarizadas são melhores agora do que quando eram estatais. Argh! Dá vontade de vomitar.

    Fabio_Passos

    29 de dezembro de 2011 às 22h38

    Põe mentiroso nisso.
    As empresas privatizadas prestam péssimos serviços por preços que são uma roubalheira descarada.

    fhc roubou nas negociatas da privataria e ainda permitiu que as corporações roubem o povo brasileiro indefinidamente.

    Basta da roubalheira privata!

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 01h21

    já tomou o seu todinho?

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 20h43

    vai defender ladrão privata na revista veja seu… leitor de revista veja!

    Antonio Nunes

    31 de dezembro de 2011 às 12h20

    Por favor, transcreva dos meus comentários o trecho onde eu defendo ladrão!

    Se o Sr não o fizer, estará no time dos "sem carater", como o Sr Ramalho…

    Fabio_Passos

    31 de dezembro de 2011 às 17h14

    privataria = roubo

    você = cupincha de ladrão

    leitor de veja = baixo QI

    ficou magoadinho?
    azar o seu. acostume-se.

    que tal parar de defender ladrão?
    … seu típico leitor de veja.

    Antonio

    29 de dezembro de 2011 às 23h38

    Ramalho, não dá para argumentar de forma decente com tipos como esse. O bom é desmascará-los a partir do mundo neoliberal que cai porque marginaliza, especula e é corrupto ao extremo. Não precisamos nem chegar nas Teles, como a Telefonica de SP, que rouba seu cliente na cara dura. Falemos só da Eletropaulo, que recebeu dinheiro do cliente para renovar a rede e, cobrando tarifas exorbitantes baseadas no dólar, começou a fazer a renovação da rede após 20 anos, depois de um apagão por causa de um vento. Eles nos roubam na cara dura. O príncípio do neoliberalismo é a marginalização e esse pulha ainda vem defender essa m… Ou é um dos pilantras do PSDB ou é um panaca, daqueles "passa fome anda alegre".

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 01h20

    nossa…

    mais um revoltado!

    o Sr deve ser daqueles q "passa fome e fica de barriga vazia"…

    ainda bem q falta de educação não pega pela internet!

    Ramalho

    30 de dezembro de 2011 às 11h27

    Prezado Antônio,

    Você tem toda razão. O cinismo mentiroso dessa gente, contudo, revolta e indigna, e a gente não consegue deixar de responder, mesmo tentando se conter. Concordo plenamente também com sua observação final. Um abraço.

    Antonio

    29 de dezembro de 2011 às 23h46

    O cara trata-nos por otários. Na época das empresas estatais, foi feito um trabalho de marketing e imprensa para acabar com as empresas perante a opinião pública, além das sabotagens que fizeram nas de eletricidade, para nos fazer entender que era tudo sucateado. Na área de telecomunicações, nossa tecnologia era de ponta. Antes de dar de mão beijada aos pilantras que as compraram sem colocar um tusta, essas empresas foram ampliadas ao que são hoje. Não houve expansão por parte por exemplo da Telefonica, pois as plataformas de comunicação estavam todas instaladas. Nem melhorar o speed ela fez, além de desaparecer com dinheiro do BNDS. Não venha nos tratar como trouxas sr. Nunes. Além de FHC ter dado as empresas para empresas internacionais pilantras, cuja tecnologia nem chegava aos pés da nossa, entregou área estratégica e fez com que o lucro gerado aqui fosse para a Espanha. Que grande coisa não é sr Nunes.

    adriano

    29 de dezembro de 2011 às 22h44

    "se houve roubo e desvio de conduta, q se coloquem os culpados na cadeia, mas usar isto como desculpa contra o "neoliberalismo" (um nome mais maldito q o de Judas) é simplesmente tolice! "

    Mas foram os tolos, com suas tolices, que argumentaram a mesma coisa em sentido contrário pára privatizar tudo.

    Uso o seu argumento contra vc: o remédio para uma estatal estratégica mal administrada (como por exemplo na época do FHC, quando plataformas de petróleo da Petrobrás afundavam por incompetência do governo de plantão) é uma empresa estatal estratégica bem administrada, como é a Petrobrás hoje. Privatizar por privatizar mostra apenas a incompetência do governo que o fez.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 01h08

    uma pergunta simples…

    o Estado tinha/tem dinheiro pra fazer os investimentos q foram feitos DEPOIS DA PRIVATIZAÇÃO?

    o Sr sabe o q foi privatizado na telefonia celular?

    AR!!!!!!!!!!!!!!!!

    é fácil pegar a Petrobras com seus monopólios pra dar UM exemplo de estatal de sucesso… q bom q a Petrobras vai bem!

    as outras não estavam…

    pq o Estado tem q produzir aviões?
    pq o Estado tem q ter siderurgicas?

    prefiro o Estado dando educação, saude, segurança pública…

    respeito a sua opinião mas discordo frontalmente dela!

    e em nenhum momento, como tantos aqui, acho q o Sr seja "menos" por pensar diferente!

    Rafael

    30 de dezembro de 2011 às 10h18

    Diga qual estatl que foi privatizada hoje presta servço melhor que antes?

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 12h39

    Nenhuma. Muito pelo contrário. As cias privatizadas precarizaram os serviços.

    Quanto a ampliação dos serviços, que os leitores de veja enaltecem, foi majotitariamente financiada pelo Estado com juros abaixo do mercado.

    As cias privadas roubam a população com tarifas absurdas, aproveitaram-se de capital farto e barato oferecido pelo Estado e prestam uma porcaria de serviço.

    A população sabe disso. É por isso que fhc não vai a bairros populares. Seria apedrejado.
    Agora o ladrão fugiu prá Paris…

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 16h10

    TODAS as Teles, por exemplo!

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 19h11

    ih, bebum…

    HenriqueVIII

    30 de dezembro de 2011 às 12h28

    Prezado. eu acho que a iniciativa privada é importante para a economia mas eu nao a endeusaria tanto assim tomando-a como panaceia universal. Veja, ninguem poderia imaginar uma padaria tocada pelo Estado. Não faz sentido isso, mas ha setores em que faz todo sentido a presenca do Estado. Em setores de Energia, Petroleo, Gas, Comunicações, Mineração, Siderurgia etc a atuacao do Estado é bem-vinda pois as empresas nesses segmentos tendem a se cartelizar e formar monopólios ou oligopólios. Ora, qual o sentido de condenarmos os monopólios estatais e aceitarmos o monopólio privado? Eu creio que temos ai uma questao muito mais estratégica do que ideológica. Com relação mais direta com as privatizações o grande problema que vejo é que setores importantes da nossa economia sairam do Estado e passaram para empresas privadas estrangeiras transferindo a gestao e decisoes estrategias para suas matrizes alienando portando um espaco politico e economico importante aos interesses estrangeiros. Isso nao faz sentido nenhum, principalmente se nao houver uma contrapartida.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 17h10

    rapaz, parabens!

    vc conseguiu discordar de mim (e vc tem todo o direito de discordar) sem ser mal educado e agressivo, como a maioria aqui!

    em relação ao q vc disse, defendo o papel do Estado como regulador, ficalizador e em ultima instancia, interventor… mas não acho q o Estado precise ser "dono" de siderurgias, mineradoras, teles, fábricas de avião e outras coisas!

    Se o Estado conseguisse ser competente pra fazer o básico do seu papel, já estaria feliz!

    O Estado não tem nem competencia e nem dinheiro pra ser o gestor e o investidor de todas as empresas "estratégicas"…

    mas respeito a sua opinião, assim como gostaria de ter a minha opinião respeitada… mas tá dificil!

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 20h53

    Que constrangedor… se humilhando publicamente para tentar ser levado a sério.
    tenha ao menos um pingo de amor próprio, rapaz.

    Tempo ruim para aqueles que repetem o besteirol neoliberal da mídia-lixo-corporativa, não é?
    Acostume-se. Ainda vai piorar muito. Merecidamente.

    Antonio Nunes

    31 de dezembro de 2011 às 13h56

    Realmente, tenho medo da ideia de "democracia" q os "progressistas" deste espaço fazem…

    mas, pela sua agressividade e rebeldia (coisa de adolescente), deve ter uns 13 anos!

    então, vai tomar o seu todinho, garoto!

    rsrsrsrs

    Fabio_Passos

    31 de dezembro de 2011 às 17h09

    hã… então enaltece a "democracia" da veja, estadão, globo e fsp?
    leitores de veja realmente tem baixo QI….

    Couto

    30 de dezembro de 2011 às 13h19

    Caro Antonio Nunes
    Veja o que está acontecendo com o neoliberalismo a nível mundial. O livro do Amaury mostra as intenções dos neoliberais: ter um país fraco, para os grupos econômicos reinarem à vontade. Não se vê essa maravilha nas empresas privatizadas, salvo uma ou outra, que nem lembro. O PROCON que o diga.

    Zé Francisco

    01 de janeiro de 2012 às 19h45

    Antonio Nunes, vc, por acaso, é aquele personagem do "Pânico na TV" em que a Sabrina Sato ergue a coxa direita e a estapeia com a mão direita e brada, "ANTONIO NUNES" kkkkkkkkk.

    Zé Francisco

    01 de janeiro de 2012 às 20h23

    A classe média burguesa é quem adora depredar o patrimônio público, dirigir bêbada e em alta velocidade, jogar a latinha de cerveja na rua etc. Caso entre para o serviço público e tenha oportunidade de meter a mão, não exita. Existe em nosso meio social a ideia de que o estado não tem dono e que ele pode se misturar com o privado, certamente dentro deste contexto nasce o argumento de que o estado não precisa ser dono de nada, mesmo que o emprendimento pertença a setores estratégicos da economia e da própria soberânia nacional. Vender estatal estratégica e rentável a preço de banana, em que o estado financia a juros zero a sua compra e aceita títulos podres, sem antes investir na empresa e saldar passivos trabalhistas, é coisa de bandido. FHC deveria estar onde Fugimori está.

    Luiz Moracci

    02 de janeiro de 2012 às 10h28

    Nem li todos os comentários e nem os lerei.
    Mas prevejo que o autor do comentário Antonio Nunes foi achacado pela maioria.
    Problema recorrente do povo que frequenta blogs de política, tanto do Reinaldo Azevedo quanto do PHA ou deste próprio, é que as discussões invariavelmente terminam numa batalha dialética entre petistas x tucanos: as privatizações do PT (aeroportos) são boas (ou, quando num blog de esquerda um pouco mais inteligente, ou menos burro, são omitidas), enquanto as do PSDB são sempre ruins; quarteto Globo/Veja/Folha/Estadão são sempre do mal, enquanto os blogs governistas são sempre do bem; e tudo vice-versa.

    Antes de ler essa coluna, li a anterior acerca do orçamento de 2012, em que o PT se "rendeu" à "mídia" em nome do mercado financeiro. Ora, rendeu-se, não. Desde 2002, quando Lula vestiu um terno Ricardo Almeida, aparou a barba e lançou a Carta ao Povo Brasileiro. sabia-se que as políticas econômicas privilegiariam bancos e investidores e especuladores, nacionais e estrangeiros. Portanto, não é nenhuma novidade que o governo Dilma, sua cria, continue no mesmo trilho.

    Fato é que os partidos e os políticos são muito parecidos, e quem financia o PSDB é o mesmo que financia o PT, de modo que se considerar um sempre bom e o outro sempre ruim (como eu disse acima) é uma tremenda demonstração de falta de inteligência. Nem posso atribuir essa qualidade a este blogueiro porque sabemos que há interesses escusos que não vêem à tona, como o patrocínio publicitário do governo e estatais, contatos políticos, etc. E, claro, todos temos que botar comida na mesa, então não o condeno.

    Após essas preliminares, vou ao que interessa:

    Se o governo federal está subserviente ao mercado financeiro (como sempre esteve no Brasil), quem é o culpado? Tanto o texto atual como o anterior sugerem ser a mídia (quarteto golpista). O que se vê, porém, é que o próprio governo é o culpado, por se "render" às supostas pressões da imprensa. Então, parem de atribuir a culpa a terceiros quando o principal culpado é o próprio governo, que a maioria aqui, sempre que possível, deseja preservar das maledicências.

    Sobre as privatizações, em primeiro lugar transmite credibilidade e inteligência utilizar somente vocábulos que existem na língua portuguesa. Privataria, por exemplo, não existe. Embora não seja novo, o "neologismo" tornou-se marca registrada para dirigir críticas ao governo tucano. Voltando ao que interessa, inconcebível alguém crer que a privatização da telefonia foi ruim para o Brasil. Do mesmo modo, inconcebível crer que a privatização da Vale, nos valores negociados, foi boa.

    Quanto à CPI sobre a "privataria", qualquer estudante de direito sabe que não se pode instalar uma CPI com essa finalidade, com esse objeto de investigação. Os congressistas assinam a petição meramente com finalidade política, isto é, para queimar a oposição. No mais, devo lembrar que o presidente da Câmara Marco Maia arquivou todos os pedidos de CPI feitos em 2011. Dar prosseguimento à proposta pelo Protógenes seria, no mínimo, flagrante atentado à já frágil democracia brasileira, além de, como se disse, inconstitucional.

    Por fim, devo dizer que admiro a capacidade do marketing da ala bolchevique do PT, ao inventar coisas impactantes e que impregnam, como "Comissão da Verdade", que, na verdade, só pretendem impor as suas "verdades" aos demais, como se verdades fossem… triste, porém digno da inveja de Goebbels.

    Antonio Nunes

    02 de janeiro de 2012 às 18h52

    Parabens!

    um dos comentários mais lucidos q li por aqui…

    concordo com quase tudo q vc disse, só gostaria de deixar claro q "tucano" (ou troll) é todo aquele q discorda do pensamento dos petistas de plantão!

    não defendi o PSDB e disse em meu primeiro comentário, q se houve delito, q os culpados sejam presos… ZERO problema em ver ladrão na cadeia! qualquer ladrão de qualquer partido…

    o q disse é q, NA MINHA OPINIÃO, a solução pra uma privatização mal feita é uma privatização BEM FEITA e não a estatização…

    discordar da minha opinião é um direito de qualquer um… desrespeita-la, não!

    apareça mais vezes… seu comentário fugiu do lugar comum de "torcida de futebol" daqui…

FrancoAtirador

29 de dezembro de 2011 às 13h14 Responder

    Fabio_Passos

    29 de dezembro de 2011 às 22h41

    Sensacional!

    FrancoAtirador

    30 de dezembro de 2011 às 00h56

    .
    .
    É realmente de tirar o chapéu

    ante a perspicácia do Maringoni.

    É verdadeiramente brilhante!
    .
    .

Lila

29 de dezembro de 2011 às 13h09

Alckmin exonera delegado e promove juiz que dirigia embriagado:

O delegado Frederico Costa Miguel, 31, foi exonerado da Polícia Civil de São Paulo. A exoneração, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi publicada ontem (27) no "Diário Oficial".Há 80 dias, Miguel prendeu Francisco Orlando de Souza, magistrado do Tribunal de Justiça, de dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria.O governo nega qualquer relação entre a exoneração do delegado e o incidente.Souza discutiu no trânsito com um motorista e ambos pararam no 1º DP de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) para brigar, mas foram impedidos pelo então delegado.

Apesar da repercussão, o caso não foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Dez dias após o incidente, o juiz foi promovido a desembargador pelo TJ.

Por conta do caso, o presidente do TJ paulista, José Roberto Bedran, pediu para a Secretaria da Segurança Pública criar a função de "delegado especial" para cuidar de casos envolvendo juízes. O pedido não foi atendido.

"Estou surpreso com a exoneração. Não sei os motivos da decisão do governador e não tive direito de defesa", disse o ex-delegado.

Segundo o ato, Miguel foi exonerado por não ser aprovado no estágio probatório de três anos. Ele chegaria ao fim dessa fase em 30 de janeiro.

Desde 2008, quando entrou na polícia, Miguel foi alvo de três apurações na Corregedoria. Em todas, ele obteve pareceres favoráveis.

Miguel era plantonista quando apartou a briga, em outubro. Segundo o delegado, o juiz gritou várias vezes: "Você não grita assim comigo, não! Eu sou um juiz!".

O desembargador afirmou ontem que não sabia da exoneração e que "tudo não passou de um mal-entendido".

Souza disse ainda ser alvo de apuração na Corregedoria do TJ. A assessoria do órgão disse não ter acesso aos documentos da investigação "porque ela é sigilosa e por conta do recesso do Judiciário".

ESTÁGIO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de sua assessoria, disse que "a exoneração de Frederico Costa Miguel seguiu a lei sobre estágio probatório de delegados de polícia".

"A decisão segue recomendação do Secretário da Segurança Pública [Antonio Ferreira Pinto], por sua vez fundamentada em três pareceres distintos: do Conselho da Polícia Civil, do Delegado-Geral de Polícia e da Consultoria Jurídica da Secretaria da Segurança Pública", diz a nota.

"Após processo administrativo, no qual o servidor teve assegurado o contraditório e a ampla defesa, as três instâncias concluíram que o delegado não podia ser confirmado na função diante dos fatos ocorridos em agosto de 2010 e janeiro de 2011 [três investigações contra Miguel]", continuou a nota.

Segundo a nota, o ex-delegado demonstrou falta de equilíbrio, prudência, bom senso e discernimento. A nota não diz quantos delegados são exonerados por ano na fase probatória.Folha tucana

Responder

    Ramalho

    29 de dezembro de 2011 às 20h14

    Este caso tem de ser investigado. Se o que as notícias sobre ele denotam for verdadeiro, trata-se de imoralidade inaceitável que corrompe fundamentos da Justiça. A corrupção dos fundamentos da Justiça promove injustiça generalizada por tornar o Judiciário presa de irresponsáveis, criminosos, cínicos e safados. Não pode ser aceita de forma alguma, mormente quando pública e praticada por quadrilha composta por autoridades, como parece ser o presente caso. Por isto, há absoluta necessidade de que tudo o que se refere a ele, um caso prenhe de coincidências incomuns, seja investigado rigorosamente e por entidade isenta como, talvez, o MP federal. Incrível o baixo nível de indignação da sociedade com tudo isto.

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 20h23

    sua manchete não corresponde a realidade!

    não foi o Governador de Estado q promoveu o juíz…

    "Reportagem de Flávio Ferreira, na Folha.com, informa que o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu promover a desembargador o juiz Francisco Orlando de Souza, 57, detido pela Polícia Civil no último dia 9 sob suspeita de dirigir embriagado e sem habilitação. Ele foi solto no mesmo dia pela polícia.

    Assim que assumir o cargo Souza terá foro privilegiado para ser processado e julgado, segundo a legislação.

    A promoção foi aprovada na sessão desta quarta-feira (19/10) do Órgão Especial do TJ-SP (*), quando desembargadores levantaram suspeitas sobre a conduta do delegado Frederico Costa Miguel, que deteve o juiz, e citaram relatos de magistrados elogiosos a Souza.

    Ele foi conduzido ao cargo de desembargador pelo critério legal de antiguidade, que prevê que os juízes com mais tempo de trabalho na magistratura devem assumir os postos da cúpula da Justiça."

    em relação ao delegado, confere! é o Governador (via secretário de segurança pública) quem decide!

    Panambi

    29 de dezembro de 2011 às 21h57

    Manda um salve pro pessoal do Pânico…

    Antonio

    30 de dezembro de 2011 às 00h02

    Senhor Antonio Nunes, o Sr. pensa tratar com idiotas? O sr fala e nós aqui babamo e aplaudimos. Vá catar coquinho no asfalto, esperto.

    Antonio Nunes

    30 de dezembro de 2011 às 00h34

    bom, no seu caso, tenho certeza tratar-se de um idiota!

    Fabio_Passos

    30 de dezembro de 2011 às 21h00

    ele está acostumado a se enganar com outros imbecis leitores da quadrilha veja.

    luiz pinheiro

    29 de dezembro de 2011 às 20h24

    Bem que devia ser tentada uma entrevista com esse delegado Frederico Costa Miguel, voces não acham?

nelson

29 de dezembro de 2011 às 13h09

para a cpi sair vai depender da mobilização da globosfera e redes sociais,a velha mídia vai tremer,agora é nois mano.

Responder

FrancoAtirador

29 de dezembro de 2011 às 12h39

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Investigação, Privataria Tucana e CPI

Por Paulo Teixeira*

Na mesma semana em que o livro “A Privataria Tucana” (http://miud.in/162a), de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado, pedi em pronunciamento na Câmara (http://miud.in/161X), em entrevistas e depoimentos (http://miud.in/161Y ), a apuração das denúncias e ressaltei a necessidade de investigação aprofundada dos fatos, pois os relatos baseados em grande número de documentos, são da maior gravidade.
Em nenhum momento, silenciei ou omiti minha posição em relação ao enorme prejuízo ao patrimônio e aos cofres públicos que representou o processo de privatizações ocorrido durante o governo tucano com sua profunda marca neoliberal.
Como líder da bancada, com o meu pronunciamento em plenário, minhas entrevistas e depoimentos , certamente estimulei a todos os deputados do Partido dos Trabalhadores a assinarem o pedido de abertura da CPI da Privataria Tucana. Fator fundamental para que o número mínimo necessário de 171 adesões fosse atingido e o pedido de abertura da CPI pudesse ser protocolado, foram as 67 assinaturas de parlamentares petistas.
Enquanto parlamentar, pensando apenas no meu mandato, teria assinado tranquilamente o pedido de abertura da CPI. No entanto, enquanto líder da maior bancada de sustentação do governo, assumi uma atitude cautelosa, pois durante todo este ano orientei os parlamentares da bancada para que não assinassem pedidos de CPI que pudessem ser identificados como instrumento de luta politica. Os parlamentares que não assinaram me acompanharam neste entendimento. Preservei a instituição da liderança, a relação com outros partidos da base e a postura republicana do governo, que não esta interferindo de nenhuma maneira no processo legislativo.
Esta postura foi reconhecida e aplaudida pelo deputado Protógenes Queiroz (http://miud.in/161W), relator da proposta de abertura da CPI, no mesmo dia em que o pedido foi apresentado ao presidente da Câmara, Marco Maia (impedido de assinar a proposta por ocupar a presidência da Câmara).
Apoio a investigação sem nenhum rodeio ou constrangimento. O processo de privatizações ocorrido no Brasil, sob a batuta de FHC, executado por José Serra e os tucanos, certamente representa o maior escândalo político, econômico e social da história do país. Portanto me sinto à vontade para reafirmar o que venho defendendo: as acusações são gravíssimas, devem ser aprofundadas e os responsáveis, punidos.

*Paulo Teixeira é deputado federal eleito pelo estado de São Paulo e Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados

http://pauloteixeira13.com.br/2011/12/investigaca

Responder

nadja rocha

29 de dezembro de 2011 às 12h02

O texto pode ser bom, mas discordo.Dizer que o governo foi pautado pela mídia, então tá. Esqueceram que a presidenta é mineira.Enquanto a mídia se divertia com a dança dos ministros ela costurava o congresso ganhando todas e inibindo todas as CPIs. Todos os projetos iniciados em 2011 foram realizados com sucesso e ainda de quebra tem 72% de aprovação e subindo.Para 2012 tem a CPI da privataria , com certeza ela deve está rindo muito. Gilberto meu querido, aprofunde mais, não caia nas cascas de banana do PIG.

Responder

JOSE ANTONIO BATATA

29 de dezembro de 2011 às 11h41

Este artigo está perfeito. Todas as vezes que eu ver o nome do Gilberto Maringoni saberei que o texto é de qualidade. Esta é a melhor análise do ano de 2011. Quero dizer que o LIVRO do Amaury realmente lavou a alma da Esquerda em 2011. O estudo sobre as vergonhosas Privatizações deve ser aprofundado não só no BRASIL mas em todo o mundo.

Responder

Morvan

29 de dezembro de 2011 às 11h37

Bom dia.

Grande Maringoni.

Se a CPI sair, o Brasil ganha, e muito, em termos de qualificação da discussão política. Com a oposição nas cordas, ficará impossível, para ela, oposição, pautar a discussão política. Não teremos, caso a CPI seja viabilizada, mais uma eleição enquadrada pelo "Santo Ofício", nem o daqui, cujo centro de doutrina parece advir de Guarulhos, nem o sr. Ratizinger, o papinha da SS, poderão impor uma agenda [ainda mais] conservadora ao debate brasileiro.
Mas, se a CPI for sufocada, abortada, solapada, minada, o que seja, teremos um grande debate sobre os partidos políticos no Brasil, pois o PT, como partido do Governo, pode emperrar a CPI – neste momento, ironicamente, o PT tem mais poder de abortar a CPI do que a oposição. Resta saber se tem mais interesse em criá-la do que esta. A posição do líder na Câmara, bem como as declarações da Presidente, sobre "casos extremos" que justifiquem a criação de uma CPI não lançam qualquer luz sobre o desfecho deste imbróglio; é esperar. E pressionar, claro.
Mas, reitero: criou-se o divisor de águas: antes e depois do "Privataria Tucana".

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Armando S Marangoni

29 de dezembro de 2011 às 11h18

E aí, cortando para o STF: É a DEMOCRACIA, estúpido!

Responder

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