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General assume Petrobras e militarização do governo se aprofunda por Bolsonaro 2022
Política

General assume Petrobras e militarização do governo se aprofunda por Bolsonaro 2022


19/02/2021 - 20h39

Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna, diretor da Itaipu Binacional, para o comando da Petrobras, descontente com a política de preços dos combustíveis.

Com isso, os militares aprofundam seu controle sobre uma área chave.

É uma derrota da ala mais liberal do governo, encabeçada pelo ministro da Economia Paulo Guedes.

E mais uma vitória para a ala militar, que coloca as mãos diretamente na principal estatal do país.

Acima de tudo, é um jogada de Bolsonaro para garantir sua reeleição em 2022, assumindo o controle do preço dos combustíveis que esgarçava sua base, especialmente entre os caminhoneiros.

É incerto se o general vai mudar a política de preços da empresa, que é baseada na paridade com o preço do petróleo no mercado internacional.

Isso beneficia os importadores e os acionistas minoritários da Petrobras, especialmente bancos e investidores internacionais.

Em recente evento, técnicos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) concluiram que os preços vão continuar subindo se o PPI for mantido.

“Enquanto o Preço de Paridade de Importação (PPI) estiver no centro da política de reajustes da Petrobras para os derivados do petróleo, os preços dos combustíveis vão subir com frequência para o consumidor final. Esta é uma política com diversos efeitos colaterais para os interesses nacionais e já expressa tensões entre os envolvidos no setor. No entanto, é possível reduzir estes impactos se outros fatores, como os custos de produção da Petrobras e a capacidade interna de refino, tiverem um peso maior na política de preços da estatal”, afirmaram eles.

De janeiro até agora, a gasolina subiu 34,4% e o diesel, 27,7%.

O Brasil, que refinava 95% de sua produção em 2015, hoje refina cerca de 80%.

O PPI, adotado pelo governo Temer depois do golpe de 2016, veio acompanhado da política de desmantelar a estatal, vendendo-a em pedaços.

A Federação Única dos Petroleiros adverte que a privatização das refinarias da Petrobras vai criar monopólios privados regionais que empurrarão ainda mais para cima o preço dos combustíveis.

Antevendo a demissão do neoliberal Roberto Castello Branco do comando da estatal, uma das ações da Petrobras despencou 7,92% hoje na Bovespa.





3 comentários

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Zé Maria

20 de fevereiro de 2021 às 03h26

Por mera questão ideológica, desativaram as Refinarias da Petrobras, que poderiam dar Auto-suficiência ao País em Derivados do Petróleo, e passaram a importar Gasolina e Óleo Diesel a peso de Dólar.
Se a População Brasileira não tirar essa Gentalha Neoliberal do Poder, a tendência é piorar.

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Zé Maria

20 de fevereiro de 2021 às 02h06

General obediente na Petrobras
é jogo pra torcida de Bolsonaro.

A Política de Preços dos Combustíveis não vai mudar.

Os Valores da Gasolina, do Óleo Diesel
e do Gás de Cozinha continuarão Dolarizados.

E a Isenção de Impostos Federais é Criminosa,
além de Demagógica, porque Inútil
para modificar os preços a longo prazo.

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Zé Maria

19 de fevereiro de 2021 às 21h49

Excerto

“De janeiro [de 2021] até agora [1 Mês e 20 Dias],
a Gasolina subiu 34,4% e o Diesel, 27,7%.”
.
.

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