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Diário da Resistência


Francisco Dornelles é primo de Aécio Neves. Ele propôs uma mamata federal. Isso deveria ser relevante para o jornalismo “amigo de Lula”
Falatório Política

Francisco Dornelles é primo de Aécio Neves. Ele propôs uma mamata federal. Isso deveria ser relevante para o jornalismo “amigo de Lula”


23/12/2015 - 17h10

dornelles

Da Redação

Não existe crime por associação. Existem crimes de imprensa por associação.

Como em “Médico que atendeu Lula é suspeito de assassinato“, da Veja.

O pecuarista José Carlos Bumlai confessou a doação de R$ 12 milhões ao PT, mas isentou o ex-presidente. Você pode acreditar ou não. Não nos consta que ele seja filantropo. Portanto, é mesmo de desconfiar.

É justo contextualizar a história de Bumlai e suas relações com Lula, mas sem deixar de fora o fato de que o pecuarista também foi sócio de Galvão Bueno e de João Carlos Saad, dono da TV Bandeirantes e amigo de muita gente.

Por isso, “o amigo do Lula” insistente, incluído em todas as manchetes e citações feitas pelos jornais ao pecuarista, deu nos nervos do próprio Bumlai: “Até meu nome mudaram. Sou José Carlos Bumlai, não amigo do Lula“, declarou ao depor em uma CPI.

Bem, se são estes os critérios jornalísticos adotados pelo GAFE (Globo, Abril, Folha, Estadão), por que não Francisco Dornelles, primo de Aécio Neves?

Neste caso, afinal, temos uma relação de parentesco que inclui uma nomeação política! O gráfico acima, dos Amigos do Presidente Lula, é esclarecedor.

Dornelles já foi três vezes ministro: da Fazenda sob José Sarney, quando Aécio foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal aos 25 anos de idade; do Trabalho e Desenvolvimento, sob Fernando Henrique Cardoso.

Hoje é vice-governador do Rio, tendo feito em 2014 campanha pelo primo na chapa Aezão, que pedia votos para Aécio e Pezão, eleito governador.

Em sua carreira política, Dornelles passou pelo PFL, PDS, PPR e PPB. Presidiu o PP, o partido que indicou Paulo Roberto Costa diretor da Petrobras.

Na agenda de Paulo Roberto, apreendida pela PF, aparece um encontro dele com Francisco Dornelles, então presidente do PP, em 25 de maio de 2012, pouco depois de deixar a diretoria da Petrobras. Questionado, Dornelles respondeu que “sempre o considerou um técnico da maior competência”.

Técnico? Sim, ele é engenheiro, mas a PGR acusa o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás de ter repassado R$ 62,1 milhões a parlamentares do PP. Se for comprovado, Costa era o caixa das campanhas enquanto o primo de Aécio tocava o partido, do qual ainda é presidente de honra.

Mas, não fica nisso.

Na madrugada do último dia 17 o Viomundo foi um dos primeiros a noticiar, a partir da leitura da íntegra do documento em que a PGR pede o afastamento de Eduardo Cunha do mandato e da presidência da Câmara, que Francisco Dornelles foi citado como um dos parlamentares que apresentaram emendas em nome de Cunha.

Funcionou assim, segundo a PGR: a OAS escrevia as emendas e Cunha as destinava, através de aliados, para apresentação no Congresso.

Dornelles, por exemplo, apresentou 15 emendas à MP 584, de 2012, que se converteu na Lei 12.780, de 09/01/2013.

(Investigue, clicando aqui, as 64 emendas apresentadas)

A MP tratava de benefícios fiscais relativos às Olimpíadas do Rio 2016: isenção de IPI, imposto de importação, PIS-Pasep importação, COFINS importação e outros.

A Lei contempla a Globo, já que permite a importação de equipamentos de TV pelas emissoras credenciadas.

Os irmãos Marinho têm, portanto, todos os motivos para fazer com as Olimpíadas do Rio o mesmo que fizeram durante décadas com Ricardo Teixeira, homenageado com uma reportagem inacreditável no Jornal Nacional, quando se despediu da CBF: não investigar absolutamente nada.

O que Dornelles, o primo de Aécio, pretendia fazer?

Captura de Tela 2015-12-23 às 14.15.35

Por exemplo, através de uma das emendas, estender às obras de infraestrutura urbana vinculadas aos Jogos os benefícios do REIDI — Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infra-Estrutura.

E o que prevê o tal do REIDI?

Isenção no recolhimento do COFINS importação (alíquota geral de 7,6%) e do PIS-Pasep importação (alíquota geral de 1,65%).

Ou seja, as empreiteiras envolvidas nas obras do Rio poderiam importar “máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, e materiais de construção para utilização ou incorporação em obras de infra-estrutura” deixando de recolher quase 10% do valor em impostos.

Não, não estamos falando do Parque Olímpico, mas de qualquer obra remotamente associada aos Jogos.

[Para saber sobre a mamata do Parque Olímpico, veja a reportagem no pé da página]

É o “trem da alegria” de 2016. Tremenda mamata!

O interesse específico da OAS era no Porto Maravilha, que não tem relação direta com os Jogos mas foi incorporado ao “pacote olímpico” do PMDB carioca.

Em novembro de 2010, o prefeito Eduardo Paes havia assinado o maior contrato de Parceria Público Privada do Brasil, no valor de R$ 7,6 bilhões, com a OAS e a Odebrecht.

Pelo contrato da PPP, as duas empreiteiras se tornaram “donas” da região portuária do Rio durante 15 anos. Uma oportunidade ímpar para a especulação imobiliária.

Descrição das obras do Projeto:

— Essa PPP inclui todo o processo de recuperação da infraestutura da região portuária. E isso inclui a demolição do Elevado da Perimetral, que representa um muro entre a cidade e o mar, causando sombra, barulho, poluição. A idéia, além da demolição do elevado, é trazer para a cidade veículos mais amigáveis ao meio ambiente, como é o caso dos VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos). Além disso, o contrato prevê a construção das avenidas que vão substituir o elevado, a implantação de redes de esgoto e de iluminação. Ou seja, as pessoas que moram na região e seus visitantes terão uma qualidade de vida infinitamente superior à atual – explicou o secretário [de Desenvolvimento, Felipe Góis].

[…] Na segunda fase das intervenções do Porto Maravilha, serão 70km de vias construídas e reurbanizadas, além da implantação de redes de infraestrutura urbana com serviços de pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação, arborização, recuperação do sistema de água e esgoto. Também serão construídos 17km de ciclovias. Além disso, entre os serviços que ficarão sob responsabilidade do consórcio, estão a conservação e manutenção de vias públicas e monumentos históricos, iluminação pública, limpeza urbana e coleta de lixo domiciliar.

Agora, por favor, respondam: o que a rede de esgotos do Porto Maravilha tem a ver com as Olimpíadas de 2016?

Mas, pela emenda de Francisco Dornelles, o primo de Aécio, a OAS poderia importar tijolos da Argentina, lixeiras da China ou lâmpadas do Chile com um belo desconto. Os exemplos que escolhemos, obviamente, são tão bizarros quanto a emenda.

A proposta de Dornelles foi aprovada no Congresso mas, posteriormente, vetada pela presidente Dilma Rousseff.

O cúmulo da hipocrisia é que, enquanto de um lado pretendia desonerar a OAS e a Odebrechet, reduzindo a arrecadação de impostos, Francisco Dornelles pregava austeridade fiscal ao governo.

A hipocrisia não é uma exceção no PP, um partido que, como o PMDB, é ao mesmo tempo da base de Dilma e não é.

O partido indicou seis deputados pró-impeachment à comissão “produzida” por Eduardo Cunha na Câmara e enterrada pelo STF: Jair Bolsonaro (RJ), Jerônimo Goergen (RS), Luis Carlos Heinze (RS) e Odelmo Leão (MG) e mais os suplentes Renzo Braz (MG) e Roberto Balestra (GO).

Dois deles, Jerônimo Goergen e Luis Carlos Heinze, estão na lista de investigados da Operação Lava Jato.

O PP de Dornelles, aliás, é recordista: tem três senadores, 18 deputados e 11 ex-parlamentares sob investigação da PGR.

Agora tem um ex-senador e vice-governador, com a inclusão de Dornelles, o primo de Aécio.

O que apenas reforça nossa tese: a frente que pretende derrubar Dilma — que não é acusada de corrupção — é formada por “moralistas” sem moral, oportunistas sem votos, um vice ressentido que advoga em causa própria e empresários que se dividem em duas turmas.

Uma, a dos corruptores que querem enterrar a Operação Lava Jato por motivos óbvios; outra, a dos financiadores de patos de plástico amarelos que não querem pagar impostos (muitas vezes, as turmas se confundem).

Muitos deles mamaram nos R$ 100 bilhões em desoneração concedidos pelo governo federal e agora, num cenário pós-Dilma, pretendem atropelar a Constituição de 88 para continuar a transferência de renda da base para o topo da pirâmide, via retirada de direitos sociais.

Aécio, obviamente, ocupa posição de destaque nesta turma. Sem dar um pio sobre o primo do PP. Com a garantia de que jamais será associado a Dornelles nas manchetes. Nem a Azeredo. Nem à lista de Furnas. Nem àquele dinheiro que, segundo o delator Alberto Yousseff, ele recebeu da prestadora de serviços Bauruense.

O presidente do PSDB jamais vai dizer que o sistema político apodreceu graças ao dinheiro grosso que, além de financiar campanhas, caixa dois e enriquecimento ilícito, escreve emendas parlamentares para esta caricatura do Congresso que é Eduardo Cunha, caricatura que usou o primo de Aécio como marionete parlamentar — sempre segundo a PGR.

Aécio precisa deles — dos homens do dinheiro, de Cunha e do jornalismo “amigo de Lula” — para derrubar Dilma. O resto são as lixeiras chinesas do Porto Maravilha.





15 comentários

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Edivaldo

27 de dezembro de 2015 às 09h07

E o playboi que nunca registrou a carteira de trabalho, E a revista oia(Veja) publicou que sergio moro salvou 2015( quanta gente inocente). e juiz não conhece os pedagio de são paulo.

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C.Paoliello

24 de dezembro de 2015 às 18h36

Nassif desmascara o procurador militante (mais um!) do TCU:

http://jornalggn.com.br/noticia/o-procurador-militante-do-tcu

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Jadson Oliveira

24 de dezembro de 2015 às 13h30

Caros Azenha e Conceição, peço licença para aproveitar o espaço para divulgar artigo de minha autoria sobre Macri, Leopoldo López e direitos humanos, a fraude de Macri como defensor dos direitos humanos, abraços, Jadson

SÓ O RESPALDO DA MÍDIA EXPLICA MACRI COMO PALADINO DOS DIREITOS HUMANOS

Será que o “preso político” venezuelano Leopoldo López foi condenado pela Justiça a 14 anos de cadeia simplesmente “por pensar diferente”, como quer o novo presidente argentino? Ou foi como um dos responsáveis pelos 43 assassinatos, 400 feridos e outros desmandos durante os protestos de 2014?

Por Jadson Oliveira – no site Dia e Noite no Ar, de 22/12/2015

Há pessoas cuja cara de pau só é compreensível devido à desavergonhada cumplicidade da mídia hegemônica. O último caso na praça é o novo presidente argentino, Mauricio Macri, se transmutar em defensor dos direitos humanos na América Latina.

Só para efeito externo, pegando logo a Venezuela, o saco de pancadas preferido pelo império estadunidense, já que atualmente, depois de 50 anos, Cuba passou para outra dimensão. Internamente não, lá dentro da Argentina não, aí seria inverossímil demasiado.

Porque quem conhece um pouco a história recente dos argentinos sabe que Macri e seu partido PRO (Proposta Republicana), durante os últimos oito anos à frente da prefeitura de Buenos Aires, nunca deram um pio para ajudar a arrojada política de direitos humanos dos kirchneristas. Política que propiciou, com muitos obstáculos vencidos, que a Justiça prendesse e condenasse, até agora, mais de 500 torturadores da última ditadura (1976-1983).

Muito pelo contrário: as forças que apoiaram Macri – empresário ostensivamente neoliberal, adorador do deus “mercado” e dos “negócios” que entrou na vida pública como presidente do popularíssimo Boca Juniors – esperam impacientemente que o novo governo mude o disco e pare com essa mania de “perseguir” os antigos repressores do regime militar.

A demonstração mais cabal disso foi logo em seguida à vitória eleitoral de Macri: o jornal conservador La Nación (equivalente ao nosso Estadão, o decadente jornalão dos aristocráticos Mesquita) pediu, desavergonhadamente, que se abandone tão atroz “perseguição”. A coisa foi tão aberrante que os próprios jornalistas e outros empregados do diário se manifestaram publicamente contra o editorial, uma mostra do quanto está entranhada na sociedade argentina a política de defesa dos direitos humanos.

Certamente por isso, Macri, que pode ser direitista radical, mas não é bobo, não vai entrar nessa armadilha. Internamente não. Para consumo externo sim. E pau no governo bolivariano da Venezuela, tudo bem. Para isso ele tem o respaldo da mídia amiga.
Assim é que ontem, na cúpula do Mercosul, em Assunção, posou de paladino dos direitos humanos, violados… onde? Na Venezuela, claro: pediu “a liberação imediata dos presos políticos” na terra de Simón Bolívar e Hugo Chávez, pontificando: “Não pode haver lugar para a perseguição ideológica e a privação ilegítima por pensar diferente”.

No ato, a chanceler venezuelana Delcy Rodríguez, em nome do presidente Nicolás Maduro, desmascarou o impostor. É o que este articulista tenta fazê-lo em seguida:

Para simplificar, não vamos falar de “presos políticos”, vamos falar de Leopoldo López, o “preso político” mais badalado. Será que a Justiça – não o governo, não o Poder Executivo – condenou López a 14 anos de prisão por “pensar diferente”?

López é o fundador e principal dirigente do partido de ultradireita Vontade Popular. Filho de tradicional família rica que já esteve envolvida em caso de corrupção na petroleira estatal PDVSA (Petróleo da Venezuela S/A). Participou do golpe de abril de 2002 que tirou o então presidente Chávez do poder durante 48 horas. Foi prefeito de Chacao, um dos cinco municípios que compõem a capital Caracas (um dos pequenos, habitado por maioria rica).

(Quando eu estive pela primeira vez na Venezuela, em 2008, ele tinha cumprido o mandato de prefeito e estava sendo acusado de irregularidades administrativas).

Foi o líder mais destacado dos protestos violentos contra o governo Maduro no primeiro semestre de 2014, cujo principal “programa político” era intitulado “La Salida” (A Saída). Ou seja, queriam derrubar na marra um governo legal e legitimamente recém eleito, simplesmente porque perderam a eleição e se recusaram a reconhecer a derrota.

Armaram em ruas de bairros nobres o que eles chamam por lá de “guarimbas” (barricadas); colocaram franco-atiradores (parte paramilitares colombianos, segundo denunciam os chavistas), inclusive com bazucas, em pontos mais altos em torno, provavelmente edifícios; assassinaram 43 pessoas, entre policiais, manifestantes pró e contra o governo ou simplesmente pessoas que passavam pelos locais.

Além disso, durante os protestos foram queimados prédios de serviços públicos essenciais, como o Ministério Público, 19 universidades e outras escolas, inclusive infantis, e instalações de atendimento à saúde. E ademais dos 43 mortos, cerca de 400 pessoas ficaram feridas.

Seria isso o simplório “pensar diferente”?

Jadson Oliveira é jornalista baiano. Trabalhou nos jornais Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Diário de Notícias, O Estado de S.Paulo e Movimento. Depois de aposentado, virou blogueiro e tem viajado pela América do Sul e Caribe. Edita o Blog Evidentemente – www.blogdejadson.blogspot.com .

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    C.Paoliello

    24 de dezembro de 2015 às 18h33

    Ele é uma amostra da tragédia que seria para os brasileiros se aécim de Furnas tivesse vencido.

abolicionista

24 de dezembro de 2015 às 09h52

O PSDB tem apoio total e irrestrito das famiglias que controlam a mídia brasileira. É uma máfia muito bem organizada.

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Sérgio

23 de dezembro de 2015 às 23h30

Enquanto isso, os ¨presos do PT¨ não têm ¨regalia¨ alguma. Os outros podem passar natal com familiares. Pau só anda dando nos Chicos.

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Alker Martins

23 de dezembro de 2015 às 23h22

Socialismo é contra os DEZ MANDAMENTOS:

4) Honrar pai e mãe. Este Estado é “um deus ciumento”: rouba da família funções, liberdades e bens, a empobrece e anula; a destrói para ocupar seu lugar. O feminismo, criado pelo socialismo, põe o Estado como marido de todas as mulheres, e pai de todos os filhos, separados de suas famílias pela escola
pública, onde o comunismo ensina a delatar aos pais “contrarrevolucionários”.

5) Não matar. É um deus cruel e assassino. “O livro negro do comunismo”, editado na França (1997) por Stephane Courtois, registrou até agora uns cem milhões de mortos. E a conta segue…

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    Nelson

    24 de dezembro de 2015 às 08h40

    Mais um que se pretende o “Farol” a nos guiar a um destino seguro, livres das “tentações” do comunismo.

    Pena que ele vem com os mesmos argumentos que o Sistema de Poder que domina os Estados Unidos, através de suas ONGs e campanhas de propaganda avassaladoras, tem disseminado pelo mundo afora já há décadas.

    Portanto, argumentos eivados de ideologia anticomunista fanática, fundamentalista, mesmo.

    De outra parte, Sr Martins, se formos falar em quantidade de mortos, que tal computarmos as provocadas pelo capitalismo. Vamos somá-las, desde os primórdios deste sistema econômico-produtivo. As mortes de centenas de milhões de silvícolas, as das duas grandes guerras mundiais, a invasão e destruição da Coréia (3.000.000 de mortos), do Vietnam (3.000.000), do Iraque (mais de 1.000.000) e tantas outras invasões perpetradas pela França, pela Inglaterra e pelos Estados Unidos. Este último, pátria do capitalismo, o maior assassino de todos.

    Os EUA que, ao que tudo indica, tu amas e defendes como se fosse tua pátria, perpetrou alguns dos maiores atentados terroristas da história da humanidade:
    Bombas atômicas sobre duas cidades japonesas;
    Despejo de urânio empobrecido sobre o Iraque e a Iugoslávia;
    Despejo de mais de 80 milhões de litros de venenos agrícolas (a maior parte de agente laranja) sobre o Vietnam;
    Despejo de 4.500.000 de toneladas de bombas sobre este país;
    Despejo, no total, de 6.000.000 de toneladas de bombas sobre o sudeste asiático;
    Despejo de vírus e bactérias (guerra bacteriológica) sobre suínos e lavouras em Cuba.

    Bem, a lista é bastante longa. Com o que expus, já podemos começar a fazer comparações Sr Martins, se é só a este nível que o senhor quer levar o debate.

    Urbano

    24 de dezembro de 2015 às 12h14

    O Nelson dissolveu o alker self…

    Nelson

    28 de dezembro de 2015 às 16h55

    É isso, meu caro Urbano. Penso que não podemos mais ficar quietos vendo esses caras tecendo loas ao sistema econômico-produtivo deles como se fosse a coisa mais maravilhosa que a humanidade já inventou.

    Temos que colocar as verdades com todas as letras e apontar, claramente, quem são os grandes corruptos e corruptores, os assassinos, os ditadores, os apoiadores do tráfico de drogas e do terrorismo e, por seu turno, causadores de grandes desgraças para os povos.

    Tem um jornalista aqui na minha cidade que escreve uma coluna semanal na qual só aponta os erros e barbaridades cometidos pela esquerda, pelo socialismo e o comunismo. A barbárie inigualável perpetrada pelo capitalismo nunca é alvo de comentário dele.

    Eu já estou seriamente desconfiado de que ele deva ser um dos tantos que trabalham a soldo da CIA, NSA ou dessas outras organizações estadunidenses, tipo NED, USAID, etc, que se infiltram nos países para pregar ideologia anticomunista e, primordialmente, antinacional.

Nelson

23 de dezembro de 2015 às 22h42

PPP: modelo de negócio engendrado pelos neoliberais ingleses com o objetivo de eliminar qualquer risco ao investimento do grande empresariado privado.

Pelo que vemos na reportagem, não satisfeitos com os lucros garantidos pelas PPPs, o empresariado vai buscar engordá-los às custas da corrupção.

E os governos que elegemos para acabar com as privatizações e desprivatizar o Estado, Lula e Dilma, e outros, também ditos de esquerda, embarcaram risonhamente nas PPPs.

É o neoliberalismo, incrustado profundamente na cabeça de muita gente que se diz de esquerda. Dá para acreditarmos que o FMI foi mandado embora do Brasil?

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Nelson

23 de dezembro de 2015 às 22h28

Este tal de Dorneles é um sujeito tão imprestável, tão desprezível que, mesmo sendo ministro de Estado por três vezes não conseguiu deixar qualquer resquício de uma boa obra em favor do país e de seu povo.

E, pelo jeito, ele continua sem a mínima vontade de fazer algo edificante. Aos 80 anos, na velhice, portanto, época em que, segundo dizem, atingimos a idade da razão e da sabedoria, o Sr Dorneles mostra que quer é seguir roubando o seu povo.

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Euler

23 de dezembro de 2015 às 21h59

Mais uma matéria jornalística que merecia prêmios internacionais, pela altíssima qualidade, muito superior ao que se vê nesse lixo que se tornou a mídia golpista do Brasil. Se formos atrás das emendas e dos atos de cada deputado ou senador, sobretudo destes golpistas que falam em ética e moral sem terem moral alguma, encontraremos justamente o que a redação – Conceição Lemes e Luis Carlos Azenha – do Viomundo encontrou. As pegadas desses despachantes da Casa Grande não deixam dúvidas: eles usam as instituições, os cargos públicos para se servirem em primeiro lugar e para servirem aos donos do PIB brasileiro. E quando tentam derrubar uma presidenta honesta como Dilma o fazem com objetivos bem definidos: para retirar os direitos e as conquistas sociais dos de baixo nas últimas décadas e especialmente nos últimos 13 anos, além, obviamente, do objetivo central que é a privatização da Petrobras e do pré-sal. Os golpistas – mídia, tucanos, demos, pepistas, Gilmar Dantas, quadrilha do Eduardo Cunha, banqueiros e beneficiários do BDP – Bolsa Dívida Pública -, entre outros, são os maiores quadrilheiros e assaltantes dos cofres públicos, em nome de uma probidade administrativa que eles nunca tiveram.

Responder

FrancoAtirador

23 de dezembro de 2015 às 19h39

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Míster Cunha Burns: (http://imgur.com/BRiWMii)
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(https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/desorganizada-corrupcao-na-petrobras-comecou-no-primeiro-mandato-de-fhc-e-rendeu-frutos-ao-psdb-ate-2010.html)
(https://www.viomundo.com.br/denuncias/altamiro-borges-o-engano-dos-que-acham-que-eduardo-cunha-esta-politicamente-morto.html)
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Responder

Mauricio Gomes

23 de dezembro de 2015 às 18h06

Essa família é um primor de ética mesmo, ainda tem a denúncia de outro primo que estaria envolvido com o tráfico…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-nao-procura-o-primo-de-aecio/

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