VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Fátima Oliveira: Quero a República terrena de volta!


12/10/2010 - 19h22

Perdi a paciência: quero a República terrena de volta!

Mandaram pras cucuias a separação entre Igreja e Estado

Fátima Oliveira, em O Tempo

[email protected]

Afinal, o que é República (do latim, res publica: coisa pública)? E a pauta de quem aspira governá-la? Parece óbvio que o debate eleitoral numa República (regime de governo) tem como eixo a defesa dos valores e dos princípios republicanos. Sob a democracia (regime político) nunca vi uma eleição para a Presidência da República tão carente de espírito republicano quanto a que está em curso. Alguém esqueceu que “isso aqui”, o Brasil, é uma República?

No segundo turno piorou. Candidaturas abriram mão dos ideais republicanos, mandando pras cucuias um princípio basilar da República: a separação entre a Igreja (religião) e o Estado, esquecendo que as religiões contrárias ao aborto sabem que a postura delas é inútil para detê-lo até entre suas fiéis, portanto não pregam contra o aborto, mas contra a existência, e até a possibilidade, de leitos hospitalares para o aborto, tanto que onde eles não existem não há polêmica! Não é fanatismo religioso, é indiferença para com a vida das mulheres como princípio.

Sou mesmo uma besta quadrada, pois não sabia que Dilma ou Serra eram os papa-hóstias que dizem ser agora, só faltando dizerem que Deus é brasileiro e as urnas vão sacramentar a reencarnação Dele! Convicta de que a liberdade de religião é um direito constitucional, defendo que qualquer pessoa, quando bem lhe aprouver, torne pública sua religião. Porém, não silencio ao perceber que uma opção religiosa acena interferir nos rumos da República.

É o que está acontecendo agora de modo mais acirrado. Se o país vai bem e parte expressiva do povo saiu da miséria, pode piorar politicamente [Tiririca não estava com a razão (“pior do que está não fica”)], caso as candidaturas insistam no veio não-republicano do engalfinhamento religioso, alçando o aborto à questão central do debate eleitoral de 2010, tema que, num olhar republicano, é do campo da cidadania e diz respeito a como a República cuida de suas cidadãs – e a nossa ainda deve muito às mulheres.

Urge que o embate eleitoral tome o rumo da deferência aos pilares que sustentam a República, que são o bem comum acima dos interesses individuais e das coletividades (grupos sociais); o laicismo; e a democracia. Em nome de quê se desrespeita aquilo a que se candidata a preservar? Ou é apenas proselitismo eleitoreiro dos mais rasteiros? Não sei responder às duas indagações. Mas elas evidenciam que vivemos tempos de indigência política e o espectro do fundamentalismo religioso ronda o Estado laico.

Estou bestificada de ver que o empenho das candidaturas (que viraram “a cara de uma o ‘fucim’ da outra”) não é genuinamente re-pu-bli-ca-no, mas provar quem detém o monopólio da carolice e da confiança da turba que se rege pelo fundamentalismo religioso, numa flagrante incompreensão do que é o regime de governo republicano e o regime político da democracia! Diante de tal cenário, conjecturo que ambos sequer leram o “Manifesto Republicano” (1870). Se o leram, esqueceram.

Diante da carolice desvairada, pedindo voto em nome de Deus – que nem é candidato a nada e nem precisa, pois para quem nele acredita, ele é TUDO -, não me contenho o grito: republicanos, uni-vos! E ouso dizer que quero a minha República terrena de volta, já! Quero a minha República de volta pelo simbolismo dos ideais libertários. Eu a quero também pelo que significa para o Brasil e sua gente – concreta, nascida, que materializa o princípio republicano de que “toda a autoridade política tem um mandato originado no voto popular”.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



35 comentários

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Márcia Lopes

15 de outubro de 2010 às 08h24

Sem dúvida que Fátima Oliveira arrancou o grito de minha garganta! A hipocrisia que queria debater só o aborto, num viés de satanização, agora foi desmascarada:
"MONICA SERRA JÁ FEZ UM ABORTO E SOU SOLIDÁRIA À SUA DOR, AFIRMA…" http://correiodobrasil.com.br/monica-serra-ja-fez
EX-ALUNAS DE MONICA SERRA CONFIRMAM RELATO SOBRE ABORTO http://correiodobrasil.com.br/ex-alunas-de-monica

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    Edna Muniz

    15 de outubro de 2010 às 17h49

    Caso do aborto de Monica Serra: O verdadeiro papel de um jornal
    15/10/2010 16:09, Por Gilberto de Souza – do Rio de Janeiro

    Ao divulgar o desabafo da coreógrafa Sheila Ribeiro, artista em dança contemporânea, novas mídias, publicidade e cinema, casada com o antropólogo Massimo Canevacci Ribeiro, mas antes de tudo, uma brasileira, uma eleitora, o Correio do Brasil cumpre com o seu papel de contribuir com a sociedade deste país na superação de um tabu, como é a questão do aborto (…)
    Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.
    http://correiodobrasil.com.br/caso-do-aborto-de-m

Fátima Oliveira

14 de outubro de 2010 às 17h11

Tenho dito à exaustão que escrevo para tocar as pessoas. Nem mais e nem menos.
Eu gostaria de ter tempo para responder a cada comentário. Merecidamente.
Agradeço pela conversa, pelo tempo empregado em ler o artigo e comentá-lo, pois são atividades intelectuais que exigem empenho.
Aprendo com cada comentário (elogio ou crítica). Para mim todos são valiosos, pois cada um aporta sempre um algo mais para filosofar, por mais que aparentemente se mostre estapafúrdio. É um pouco o exercício da tolerância de entender a mente humana. Tenho paciência para tanto.
Decidi escrever sobre o assunto para demonstrar a minha indignação cidadã e para ficar em paz com a minha consciência.

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Santa Geração – Filho de Deus | Palavras de Deus

14 de outubro de 2010 às 08h35

[…] Fátima Oliveira: Quero a República terrena de volta! | Viomundo … […]

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Erisvaldo

14 de outubro de 2010 às 02h46

Fátima, mulher retada!
O argumento está excelente, a posição é coerente com sua história! Bola pra frente, pois precisamos de posições e discursos que não sejam coloniais! O colonialismo do pesamneto é um retrocesso!
Erisvaldo

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Clóvis

13 de outubro de 2010 às 20h40

Aliás, mesmo concordando com a descriminalização do aborto, preciso comentar uma coisa:
Não há NENHUMA lógica por tras do argumento que a igreja não é contra o aborto pois não consegue evitar que ocorra. Os homicídios também não podem ser evitados e por isso devem ser aceitos?

Responder

    Maria das G. Dourado

    14 de outubro de 2010 às 06h55

    Prezado Clóvis, o texto é claro e não comporta interpretações. Foi dito que "as religiões contrárias ao aborto sabem que a postura delas é inútil para detê-lo até entre suas fiéis, portanto não pregam contra o aborto, mas contra a existência, e até a possibilidade, de leitos hospitalares para o aborto, tanto que onde eles não existem não há polêmica! Não é fanatismo religioso, é indiferença para com a vida das mulheres como princípio".
    Não foi dito que a igreja não é contra o aborto, mas que ela não prega contra o aborto onde não há leitos hospitalares para o aborto, mas onde há SIM! E a cronista completa que onde não leitos e nem a possibilidade deles não há polêmicas. E é a mais cristalina verdade. O aborto está aí, por todo oc anto, a vida toda, para as igrejas não interessa, mas falou que vai atender decentemente mulher que abortou, ai o pau quebra. Que tal a lógica?

Domngos

13 de outubro de 2010 às 16h22

"O que pensa esse rapaz?" Querem uma república teocrática no BRASIL?

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Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 16h01

E nós, católicos, seguidores do amor de Jesus Cristo, entramos nessa e espalhamos esse ódio acreditando que estamos pensando por nós mesmos. Basta um padre qualquer falar qualquer destemperança para que tomemos isso como verdade, para esquecermos o que Jesus pregou: o compromisso com quem tem menos, a dedicação com o próximo, e o amor com os pequeninos.

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Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 16h01

O que está em jogo nada tem a ver com a questão do aborto, do homossexualismo, ou sei lá qual será o próximo tema que irão tentar nos fazer fixar. O que está em jogo é um complexo emaranhado de interesses que esconde por trás de si um só debate: o poder perdido pelas oligarquias desse país. O poder que as elites do Brasil foram obrigadas a ver sendo exercido por uma parcela da população que nunca teve voz. O poder que permite que cada vez mais a pobreza seja erradicada, que mais pessoas de bem, independente de classe social, tenha acesso a vida por inteiro. E nesse jogo não tem regras que devam ser respeitadas. O dono da casa grande jamais respeitou regra alguma: era contratar um capitão do mato e mandar buscar o escravo vivo ou morto. Assim ainda pensam que é: se espalha o boato, se destrói a história de quem quer que seja para poder tomar a chave da casa grande, se compra as páginas dos jornalecos e “jornaizões” para se disseminar o ódio.

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Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 16h00

Mas não é só por isso que não entendo os motivos que nos leva a divulgar esses emails. Vejam, meus irmãos e minhas irmãs que, sendo nossa defesa pela vida, como podemos nos preocupar menos com nossos irmãos e irmãs que têm dificuldades para permanecerem vivos em função de um estado de pobreza que de muito os afastam da vida. De muito mesmo. Quinhentos anos de senzala, meus queridos irmãos. De abismo social que separa a senzala da casa grande. E nós conhecemos bem o tamanho da casa grande, e quão poucos abastados tinham condições de ali viver. Enquanto a senzala, embora enorme, ainda assim se tornava cada vez mais apertada devido os milhões que se obrigavam a cumprir sua sina por ali. Não, meus irmãos, não sou a favor do aborto. E nem nunca serei. Mas o que dizer de tantas vidas ceifadas pela miséria? Outras tantas, milhares delas, milhões se contarmos através do tempo, gerações inteiras jogadas na vala da delinqüência pela falta de alternativa, por falta de educação, por falta de vontade dos donos da casa grande em mudar essa história.

Responder

Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 16h00

Por exemplo, meus irmãos e minhas irmãs, quando vivíamos a ditadura militar, quando vidas de jovens eram ceifadas em nosso país lutando para conquistar importantes liberdades, inclusive para que pudéssemos estar vivendo essa discussão hoje em torno de dois nomes que se candidataram democraticamente para assumir a presidência do país, se por um lado existiam padres que defendiam torturadores outra parte da Igreja Católica lutava junto daqueles jovens. Arcebispos escondiam alguns desses jovens. Porque entendiam a proposta de Cristo a partir de outra ótica. Enxergavam o óbvio: é preciso que todos tenham os mesmos direitos. Ou seja: Igreja Santa e Pecadora.

Responder

Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 15h59

É feita de homens, como eu e você. Penso que por isso mesmo, algumas pessoas, da igreja ou não, são mais ou menos facilmente influenciáveis. Não sou e não quero ser acusado de ser morno. O próprio padre José Augusto, da Canção Nova, disse que precisamos nos manifestar, afinal – continua o padre – até atores, atrizes, tem se manifestado. Na verdade, não é por isso que me manifesto. Até porque, quem me influencia é quem, de verdade, segue a Santa Palavra de Deus. Ou mais ainda: quem me influencia é a própria Palavra de Deus. Jesus em seu Evangelho. E eu me pergunto se todos os padres, bispos, arcebispos e cardeais tem a mesma percepção desses padres e bispos que estão se manifestando contrariamente ao Partido dos Trabalhadores.

Responder

Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 15h57

continuando__E temos que lutar – todos os que pensam dessa forma – contra isso mesmo. Não podemos concordar, não devemos eleger, enfim, é nossa obrigação afastar democraticamente aqueles que não pensam assim. E falar em casamento homossexual em nossa igreja, bem, prefiro não comentar esse assunto. Ademais, assim como o divórcio, nossa igreja não aceita e não aceitará nunca que esse sacramento seja deturpado. Nem quero discutir também a liberdade que temos e queremos continuar tendo para exercermos nossa fé: é a fé na ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos faz sermos quem somos. Quanto a isso, meus irmãos e minhas irmãs, estamos todos de acordo. __Mas alguém talvez me pergunte: se estamos todos de acordo, o que o faz não entender a lógica que nos faz divulgar os emails que alegam não votar na candidata do PT. Afinal, veja, são padres que estão falando, ou são representantes leigos importantes dentro de nossa igreja. Bem, para começar, porque nossa igreja é santa e pecadora.

Responder

    Clóvis

    13 de outubro de 2010 às 20h31

    Amigo, casamento, para o sistema legal brasileiro, não é o da igreja. Sua igreja tem o direito de unir quem bem entender "perante Deus".
    Quero deixar bem claro: sou heterossexual e não participo de grupos de pressão, mas alguém me explique o motivo pelo qual um casal homossexual não pode receber a mesma proteção do Estado que eu?
    Até por entender que a vida não surge na mera união de gametas eu defendo a descriminalização do aborto e a Dilma perdeu meu voto (que provavelmente será nulo) pois mente ao dizer que nunca defendeu a descriminalização. Talvez a posição pessoal dela realmente seja contra o aborto, mas ela já falou favoravelmente à descriminalização. E quem vende suas idéias ao invés de defender seu ponto de vista não merece meu voto (por isto o Serra não recebe meu apoio também).
    Conversava outro dia com minha empregada, que trabalha em minha casa há mais de 20 anos, ela é evangélica fervorosa, é favorável à descriminalização do aborto, ao casamento (civil) homossexual e à adoção por casais homossexuais. Será que realmente a Dilma perderia tantos votos mantendo a posição anterior dela?

Paulo de Oliveira

13 de outubro de 2010 às 15h55

Meus irmãos, minhas irmãs,
Paz e Bem!!!
Sinceramente, não consigo entender a lógica que nos faz divulgar esses emails. Entendo perfeitamente a preocupação quando discutimos temas tão significativos como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre tantos outros. É óbvio que esses temas devem ser o mais amplamente discutido. Não tenho dúvida. Que absurdo pensar que qualquer mulher, pela simples vontade, sem nenhum motivo, pela banalidade do pensamento secreto da interrupção aos seus desejos, interrupção de seus projetos e planos, às vezes só para não ter seu corpo transformado devido a gravidez, enfim, seja pelo motivo que for, terá coragem de interromper o desenvolvimento de uma vida. Sou absolutamente contra.

Responder

Juliana Cintra

13 de outubro de 2010 às 14h33

A CNBB e a outra turba evangélica fundamentalista não têm um pingo de ética e nem de respeito pelo Estado laico. E os candidatos, Serra e Dilma embarcaram na onda fundamentalista. Serra é a onda fundamentalista. Mas pelo que estamos vendo, pelo menos a CNBB já ungiu o Serra como candidato. E humilhou a Dilma em Aparecida, fazendo com que ela fosse no dia anterior a Serra. Pior, ela aceitou! Melhor se não tivesse ido porque agora poderia detonar a atitude da CNBB, mas ela escolheu beijar a mão do bispo. Eu como eleitora dela estou indignada. Em Serra não voto, mas posso anular meu voto.
É um absurdo essa papação de hóstia em que a Dilma se enredou.

Responder

malba tahan

13 de outubro de 2010 às 12h51

Aviso geral aos navegantes:

Não adianta ficar assediando a Marina. a resposta dela já foi dada quando disse que a sua posição seria conhecida no DIA !* DE OUTUBRO, ou seja quando mais da metade do tempo de campanha já tiver decorrido: oportunismo puro, ela vai declarar que apoia o setor que, nas pesquisas, tiver abocanhado a maioria dos seus votos no primeiro turno. Por que? Básicamente porque ela SABE que não controla estes 19% dos votos ( basta ver a votação pífia que o PV teve para os legislativos federal e estadual e para os executivos estaduais). assim, pra não se queimar e preservar seu futuro político e não caír no mesmo erro que Heloísa helena, ela vai esperar pra ver que rumo a coisa toma e seguir o rumo. Agora é PAU NO SERRA gente!!!

Responder

malba tahan

13 de outubro de 2010 às 12h46

Meus Parabéns Fátima:

O Estado é laico no Brasil e as eleições são pra presidente e não um plebiscito sobre o aborto. O qua falta agora é ENCURRALAR este setor reacionário e oportunista do PSDb, que não hesita em lançar mão de absurdos como esse para tentar ganhar as eleições. serra REGULAMENTOU uma lei de 1940 e A IGREJA FOI CONTRA. Este é , ao meu ver um ponto focal a ser divulgado para mostrar:

a)- A Desonestidade do PSDB e da CNBB, nesta questão;
b)- Para frear esta onda obscurantista

Precisamos dos endereços dos líderes religiosos e políticos para que se faça uma imensa campanha de protesto. Precisamos articular uma manifestação a favor do Estado Laico e pela liberdade de opção. Não é só falar e protestar pela Internet. Este ataque tem que ser respondido com amanidfestações de rua, para que estes setorers saibam que a tática pode ser contraproducente e que seu candidato pode perder votos. No primeiro turno foi organizado o ato contra o PIG: certíssimo. Agora é preciso algo bem maior, a favor das liberdades básicas do povo brasileiro

Responder

rubem

13 de outubro de 2010 às 11h55

É bom ficar bem claro que estes religiosos que se apoderam do nome de Deus em vão, para utliza-lo segundo suas conveniências mesquinhas ,querem demonstrar poder a sociedade, sempre existiu na historicamenteeste tipo de gente, é claro quem nem todos o "lideres" religiosos fazem o mesmo , más, infelizmente, nestas eleiçoes eles estao se exarcebando e agindo como "coroneis da fé" e manipulando a boa fé dos fieis, isto no mínimo fere a verdadeira ética cristã.
Apesar de falar de ética para alguns "desses lideres" é discursar em chines.

Responder

valter

13 de outubro de 2010 às 11h01

se voce quer a republica terrena de volta, vai ter que convencer 70% dos brasileiros que são contra o aborto.

Responder

Mirtes Trinta

13 de outubro de 2010 às 07h51

Lavei minha alma com esse artigo. Penso como Fátima Oliveira. Serra pautou a Dilma e ela foi como uma cordeirinha e ficou nas cordas. Tem de sair. Defender ideias republicanas.

Responder

Mariana Rodrigues

12 de outubro de 2010 às 23h40

Quanto ao "CARA DE UMA FUCIM DA OUTRA na carolice, acertou, viu Fátima Oliveira?
Indico um artigo tão da hora quanto o seu. Corram lá no Nassif, a chamada diz tudo – O padre Otto Dana: um grito contra as trevas-
Pe. Otto Dana – Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro SP http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-padre-

Leiam só um pedacinho

Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!
(…) E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.

Responder

ruypenalva

12 de outubro de 2010 às 23h35

Mas aqui pra nós, eu acho que Serra tá mesmo recebendo algum chamado de Jesus. Vai, filho, vai logo.

Responder

    Cícero

    13 de outubro de 2010 às 04h00

    Boa essa. Muito bom. Jesus sestá chamando: vai, serra, "vai logo".

Mariana Rodrigues

12 de outubro de 2010 às 23h27

O Dicesar L. Fernandez subiu nas tamancas com o artigo, dizendo em seu comentário que Fátima Oliveira é "fogo amigo" e eu até ri porque realmente é não entender nada do que está escrito aqui.
Peço-lhe que releia com a seriedade que o artigo merece porque ninguém está mais aguentando a beatice dos dois candidatos. Fátima Oliveira é eleitora da Dilma, disso ninguém pode duvidar, mas não é obrigada a se calar diante do exgero beato das duas campanhas.
Há um clamor de gente que pensa e que respeita a República, que é laica, para que parem Dilma e Serra parem com essa palhaçada que ambos fazendo com as religiões cristãs e metendo o aborto nisso, só faltando entregar o mandato, quem for eleito, para padres e pastores. Até o Garotinho, que é evangélico EXIGIU hoje que só apirá Dilma se ela revogar o Plano Nacional de Direitos Humanos. Acho que os dois candidatos, a Dilma e o Serra, estão aceitando toda sorte de chantagens dessa gente que diz ter carradas de votos. É um preço alto demais, esse ofertótio de ovários na bandeja, não acham?

.

Responder

Francisco Oliveira

12 de outubro de 2010 às 22h25

Creio que, em uma democracia, toda crítica deve ser respeitada. Contudo, afirmar que as atuais candidaturas são indistintas (que viraram “a cara de uma o ‘fucim’ da outra”) demonstra certa incompreensão do contexto político nacional. Mesmo com suas limitações, é inegável que a candidatura Dilma representa um projeto político vitorioso.
Além disso, defender o “Manifesto Republicano” de 1870 como o suprasumo do pensamento nacional é desconhecer os propósitos da elite cafeicultora de então. Uma rápida análise da chamada República Velha (comandada por São Paulo) desnuda tal convicção.

Responder

    Virgínia Monteiro

    12 de outubro de 2010 às 23h13

    O Manifesto Republicano do ponto de vista histórico é o marco /registro/ da luta pela Répública, certo? Temos de conhecê-lo como registro da história. Ou vamos entregar à Dona Mônica Serra pra ela jogar no no buraco chileno? Não, é parte de uma luta vitoriosa pela República. Não sejamos ignorantes a tal ponto. A República, a nossa, tem uma história. E seria horroroso que os candidatos a presidente da Republica não conheçam o documento oficial. Gostemos dele ou não, teve um papel.
    Agora no segundo turno o fervor do apego a Deus, tanto do Serra quanto da Dilma é demasiado. Estão iguizinhos. Se serra começou, levou a Dilma Junto.
    ]Os pastores e os bispos estão sendo tratados a pão-de-ló pelos dois. E danam-se a ser contra o aborto. Não é isso gente?

Edson

12 de outubro de 2010 às 22h06

Marina, demos e psdb tentam implantar um Estado teocrático. E o Serra tem a cara de pau de condenar o Irã. Tomara que dê cupim na cara dele.

Responder

ruypenalva

12 de outubro de 2010 às 21h37

A Fátima não tem razão em relação à Dilma, não foi ela que iniciou o debate religioso e o rally da crença, ela apenas dança essa marcha fúnebre que Serra insiste em tocar nesse holocausto de idéias que é a sua campanha eleitoral.

Responder

LALO PEREIRA

12 de outubro de 2010 às 21h35

Fátima Oliveira!
As pessoas que leem as suas crônicas na internet, em sua maioria , são livres.
mas não é o que ocorre no restante do país.
Temos um contingente populacional muito apegado à religiosidade.
Certamente que a campanha de Dilma não queria assim.
A proposta inicial seria a de confrontar gestões administrativas,
sem entrar no mero ideológico que é o pano de fundo dos projetos políticos.
Infelizmente a campanha descambou para este terreno.
Se alguém deve ser cobrado por este espetáculo deprimente é senadora Marina.
ela, sim que tirou proveito do momento e conscientemente favoreceu o tucano.
A acreana que está posando de Diana do Pastoril (desejada por todos) não
foi coerente, pois quem tem um minimo de senso crítico percebeu nas úlitmas
semanas do primeiro turno que os líderes do pentencostalismo estavam
errabanhando eleitores de chofre; puras almas amedrontadas para
a estratégia de engrossar os números da oposição.
Ainda tem articulista falando em onda verde, como se de súbito ocorresse
uma tomada repentina de educação ecológica. Não foi.
Tenho informações que a tucanada está investindo em diversos segmentos,
Qualquer grupo pode se articular e tomar posições, democraticamente.
O que é lastimável é a prática da desinformação.

Responder

    CARLOS ZÜRCK CRUZ

    13 de outubro de 2010 às 01h02

    … MARINA É EVANGÉLICA, COERENTE, NÃO?

Dicesar L. Fernandez

12 de outubro de 2010 às 21h08

Oia, eu, te admirava! Mas, pô a Dilma sob intenso bombardeio, do inimigo e do fogo amigo. Você queria o que?
Ti manca! Dilma de qualquer jeito! Dicesar

Responder

    Mariana Rodrigues

    12 de outubro de 2010 às 23h07

    Dicesar, se acalme. Acontece que as duas candidaturas estão iguaizinhas em religiosidade. Dilma caiu no conto do beato Serra e tá esse melê total. Temos de ser críticos. Não queremos isso. A crítica é justa. Dilma temd e sair desse mangue

    Cícero

    13 de outubro de 2010 às 04h20

    Acho que quem tem de sair dessa disputa é a Igreja. Os políticos estão na deles, disputando um cargo, fazendo sua campanha. A igreja não tem nada que se meter nessa disputa. Alguns padres e bispos estão se intrometendo num assunto que não lhes compete. Isso, sim, é que é hipocrisia. A política é um jogo. Sempre foi um jogo. Quando o adversário ataca, é preciso defender, atacando também, buscandoi conquistar cada vez mais torcedores. Ao final, vence aquele que fizer mais gols, que jogar melhor.


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