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Estudantes, no Chile: “Pública, de qualidade e gratuita”


10/08/2011 - 09h23

Christian Palma, desde Santiago de Chile, na Carta Maior

Mais de 120 mil pessoas participaram da última marcha convocada pelo movimento estudantil – já foram sete desde que começaram as ocupações e greves em colégios e universidades – que exige uma reforma estrutural no modelo educacional vigente no Chile há mais de 30 anos. A bandeira de luta – que se mescla com as dos trabalhadores do setor de mineração do cobre, dos desempregados, dos ecologistas, dos sufocados pelo sistema creditício, entre outros milhares de anônimos cansados dos abusos – é o fim da lógica de mercado no setor, além da volta da gratuidade da educação pública para os setores de menor renda da população. Cerca de 200 mil pessoas saíram tranquilamente às ruas do país para protestar contra um governo de direita que já não os representa.

A nova mobilização demonstrou a ampliação do apoio aos estudantes e o suporte que sustenta um movimento que já dura dois meses e que se fortaleceu com o apoio de 80% da sociedade às reivindicações estudantis, segundo as pesquisas.

E os números se concretizaram nas ruas. Na manifestação desta terça-feira, participaram também alunos de colégios privados do setor mais acomodado de Santiago, diversos professores, apoderados, trabalhadores públicos e representantes de sindicatos empresariais que aumentaram sua solidariedade com os estudantes, após a feroz repressão do governo de Sebastian Piñera na semana passada. Foram detidos mais de 600 jovens, devido à estratégia das autoridades de não autorizar a marcha para aumentar a raiva e criminalizar o movimento social.

O dia ensolarado de ontem ajudou a criatividade dos estudantes. Jovens disfarçados como o ex-presidente Salvador Allende, simbolizavam o que era o Chile antes do golpe militar de 1973: uma sociedade menos opulenta no consumo de bens e serviços, mas com um sistema educacional grátis para todos. “E vai cair, a educação de Pinochet”, escutava-se em meio à fila interminável de manifestantes”. Algumas quadras além, um avô mostrava com orgulho um cartaz que dizia: “marcho para que meus netos tenham educação gratuita como eu tive”.

O eixo das reivindicações do movimento estudantil é justamente uma demanda estrutural que foi bloqueada por décadas, desde o governo militar, passando pelos governos da Concertação. Por isso, nos desfiles de cada marcha, encontram-se grandes bonecos que são réplicas dos últimos quatro presidentes desde que, em 1990, o Chile retornou à democracia, representando as reformas cosméticas feitas na educação, aprofundando a participação do setor privado em um bem social.

Esse é também um dos motivos pelos quais a paciência dos cidadãos e estudantes está se esgotando: os bancos são os grandes protagonistas na histórica do lucro na educação, porque com o papel subsidiário do Estado, imposto por Pinochet, o setor financeiro privado pode administrar os recursos fiscais aplicados em uniformes para os jovens, mas com a cobrança adicional de juros mensais superiores inclusive aos cobrados sobre créditos imobiliários. Juan, um jovem formado em Direito, afirmava com outro cartaz: “estudei 5 anos e terei que pagar 20”.

Outras jovens universitárias, carregando uma bandeira chilena, reclamavam a mesma coisa: “É a mesma coisa que se eu tivesse comprado uma casa”, dizia uma delas.

Atualmente, mais de 100 mil estudantes encontram-se em situação de inadimplência, com uma dívida média de 2.700.000 milhões de pesos chilenos (mais de US$ 5.000). Em um país em que mais de um milhão de pessoas recebe por mês salários mínimos de US$ 377, é perfeitamente possível entender como os mais pobres ficam fora da universidade, enquanto que as classes medidas ficam empobrecidas por décadas.

O desenvolvimento das chamadas universidades-empresa é a cereja do bolo, uma vez que funcionam por meio de direções privadas que não asseguram a adequada informação de qualidade e transparência. Nelas, a gestão da educação obedece à lógica do baixo custo em salários de professores e material acadêmico, e altas receitas das mensalidades, usufruindo dos subsídios de educação fornecidos pelo Estado.

Uma estória a parte neste processo de aperta/afrouxa entre a sociedade civil e o governo de direita é a resposta mínima do presidente Piñera às demandas estudantis. Até o momento, foram feitos tíbios anúncios de maiores recursos (US$ 4 bilhões), sem detalhar, porém, como e a forma de financiamento.

Mostrando o figurino da ortodoxia neoliberal da atual administração, os ministros do setor econômico descartaram uma eventual reforma tributária para aumentar os impostos das empresas, o que significou jogar gasolina no fogo dos estudantes.

A jornada desta terça foi marcada por outro elemento que fez lembrar os piores momentos perpetrados pela ditadura de Pinochet: os supostos “infiltrados” da polícia chilena nas mobilizações.

Segundo as lideranças estudantis, em cada marcha há policiais à paisana nas ruas para incendiar os ânimos e agitar as marchas. Essa suspeita se fortaleceu em Valparaíso, cidade-porto onde se localiza o Congresso Nacional. Durante a marcha, um grupo de manifestantes identificou, denunciou e perseguiu um possível policial infiltrado, que escapou, escondendo-se no Congresso. As autoridades do governo garantiram que investigarão este fato a fundo.

Todos esses temas de fundo cruzam cada marcha dos estudantes chilenos, temperadas agora pelos chamados “panelaços” em apoio às mudanças estruturais na educação realizados por milhões de chilenos há uma semana em todas as cidades do país, tal como se fazia nos protestos contra a ditadura de Pinochet nos anos 80. As únicas pessoas que não ouviram essas demandas trabalham no Palácio de La Moneda, onde o presidente Piñera ainda não se pronunciou.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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29 comentários

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Roger Cohen: A revolta dos sem futuro | Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de agosto de 2011 às 17h44

[…] Estudantes, no Chile: “Pública, de qualidade e gratuita” Pelo fim da educação do Pinochet […]

Responder

cronopiocruento

11 de agosto de 2011 às 10h15

O que esses estudantes estão fazendo é exercerem os seus direitos. Se você olhar para a história ocidental, vai perceber que os maiores movimentos políticos começaram minoritários. Não é apenas a "quantidade" de manifestantes, mas também a "qualidade" de suas revindicações o que está em jogo. Vale lembrar ainda que, ao proibir uma manifestação constitucional, o governo chileno resgatou o legado de Pinochet, adotando uma medida anticonstitucional. As 400mil pessoas que se opuseram à proibição, enfrentando às ameaças de violência por parte do governo, estão defendendo a legitimidade da constituição. São defensores da democracia no sentido mais pleno do termo,e possuem muito mais força do que os enxundiosos leitores da Veja, viciados nessa sopa morna, pré-fabricada e semi-digerida que a editora Abril fornece às classes médias e tenta empurrar, junto com o grude, na merenda das Escolas Públicas.

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cronopio

11 de agosto de 2011 às 10h15

Engraçado, Bruno, eu li respostas bastante contundentes. O Lúcio que apresentou "bons argumentos" (avaliação da qual não compartilho) é o mesmo que xingou de "golpistas" os manifestantes. O que acontece é que vocês têm uma concepção deturpada de democracia. Democracia é um regime no qual a população participa da vida política, e essa participação não pode nem deve resumir-se ao voto. A constituição, esse papelzinho que você querem tanto reescrever, garante ao cidadão o direito de protestar.

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Marinho

11 de agosto de 2011 às 10h03

Engraçado estas pessoas que têm uma curiosa definição de democracia, desde que não conteste e não participe está tudo bem.

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Marinho

11 de agosto de 2011 às 09h43

Senhor Bruno, o senhor está perdendo seu tempo sendo leitor habitual deste blog. Divirta-se com os Reinaldos Mainardis, Diogos Azevedos, sei lá um troço destes aí.

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Eduardo

11 de agosto de 2011 às 02h07

Estudei jornalismo em uma universidade federal na época do FHC, e agora direito na época do Lula. A diferença é enorme.
Se dependesse da dupla Paulo Renato – FHC, estaríamos vivendo uma "educação chilena" atualmente… Diga-se de passagem, o Chile sempre foi exemplo para as reportagens do PIG (sem desmerece o Chile, mas já desmerecendo o Neoliberalismo).

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gefferson

10 de agosto de 2011 às 18h59

En el contexto de la protesta estudiantil que se da en Chile por mejoras en la Educación, en Valparaíso -a 140 kilómetros al noroeste de Santiago- manifestantes descubrieron ayer a un policía infiltrado que lanzaba piedras contra el Congreso Nacional.
Según denunciaron los diputados comunistas Hugo Gutiérrez y Lautaro Carmona, el efectivo policial, que se encontraba encapuchado, habría estado lanzando piedras, incitando el registro de desórdenes y actos de violencia. El hecho se vio agravado debido a que, al ser identificado por los manifestantes, se refugió en dependencias de la guardia del Congreso, recibiendo allí protección policial. http://www.clarin.com/mundo/Chile-policia-infiltr

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Maria Izabel Noronha: A violência nas escolas tem de acabar | Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de agosto de 2011 às 18h13

[…] No Chile, a briga por uma educação pública, gratuita e de qualidade continua   […]

Responder

beattrice

10 de agosto de 2011 às 13h59

A educação no CHILE é uma vergonha e faz tempo, desde a ditadura pinochetista para ser mais exata.
Os jovens chilenos que querem e têm direito de estudar, migram para as terras de Kirchner e Mujica em busca sonho perdido.
Com o Piñera-Berlusconi só vai piorar.

Responder

julio martinez

10 de agosto de 2011 às 12h24

golpistas no Chile sempre foi DIREITA

Responder

ZePovinho

10 de agosto de 2011 às 11h59

Eu duvido d-o-do que a direita chilena privatize a CODELCO.Ela é a galinha estatal que sustenta os ganhos privados dos neoliberais chilenos.Cerca de 10% do lucro da CODELCO vai para o exército e o resto mantêm o Estado para os ricos,no Chile,enquanto o povão tem de viver no mercado."Capitalistas" neoliberais têm horror ao mercado e à concorrência.

O CHILE SE REENCONTRA NAS RUAS

Mobilização da juventude do Chile por reforma drástica no sistema educacional herdado de Pinochet –a favor da universalização do ensino público totalmente gratuito e de qualidade, põe em xeque a supremacia da lógica de mercado instaurada no país desde o golpe sangrento de 1973.A educação é o ponto de convergência desse reencontro dos chilenos com o debate sobre o seu presente e o seu futuro. Diz respeito não apenas ao destino das novas gerações. Mas à sociedade na qual se deseja viver e aos valores compartilhados sobre os quais ela deve se sustentar. O sistema educacional chileno trazido do pinochetismo diz que o presente e o futuro são mercadorias que devem gerar lucro. Não há exceção à bíblia neoliberal implantada avant la lettre pelos tanques e caças, em 1973: a sorte e o destino da sociedade devem ser modelados pela inexcedível capacidade dos mercados de alocar fatores ao menor custo, com maior eficiência. A democracia é um adereço num mundo autorregulável. A universidade e todo aparato escolar – seus currículos e critérios de acesso– prestam-se ao propósito de adestrar corações e mentes para a demanda mercantil . Não há pertinência em debater um projeto de país. Tampouco espaço para uma universidade que reflita, pesquise e opine sobre a democracia e o desenvolvimento. No Chile não há universidade pública porque não há soberania democrática sobre o interesse público. As famílias pagam pela mercadoria educacional, assim como foram instadas a privatizar a sorte da velhice e demais instâncias da vida social. Não por acaso, o desinteresse pela vida política só fazia crescer no país. Dos 12,2 milhões de chilenos maiores de 18 anos, só 7,2 milhões votaram no pleito de janeiro de 2010 que elegeu o bilionário direitista Sebástian Pinera. A participação de chilenos com menos de 30 anos de idade no escrutínio foi de apenas 9,2%, contra 35% em 1988. A plataforma dos estudantes vocaliza um sentimento crescente de que a captura da esfera pública pelo lucro privado não serve mais aos chilenos. Desde a semana passada, em bairros de classe média de Santiago, como Nunoa, as noites são de panelaços em apoio aos estudantes. Os mineiros do cobre estão em greve pela participação na renda de um negócio milionário que destina 10% do lucro ao Exército. Há poucos dias, o trânsito de Santiago foi interrompido por um movimento espontâneo de passageiros cansados dos atrasos de um sistema de transportes desregulado. A paradoxal vitória de um Presidente egresso do pinochetismo há pouco mais de 18 meses –saudado pela mídia reacionário brasileira como sintoma de guinada na América Latina, que hoje conta com apenas 26% de apoio na opinião pública– apenas confirma a percepção de uma ruptura em marcha. Se há tão pouco tempo a sociedade chilena não encontrava alternativa melhor para governa-la hoje esse vácuo foi superado : o Chile se reencontrou nas ruas. Nelas sedimenta um novo rosto e um novo ciclo na história política do país. Toda América Latina ganha com isso.
(Carta Maior; 4º feira, 10/08/ 2011)

Responder

    JotaCe

    10 de agosto de 2011 às 14h27

    Belíssimo texto que expressa a situação à qual foi levada a educação no Chile e que destaca a luta do povo chileno em decorrência do golpe militar da direita fascista em 1973. Parabéns aos editores da Carta Maior! Cabe, sem falta, no momento, aos estudantes brasileiros se manifestaram de maneira mais decidida em favor dos seus colegas chilenos!
    JotaCe

julio martinez

10 de agosto de 2011 às 11h54

Ao sr. Francisco/Lucio

A batalha no Chile es das ultimas contra o neoliberalismo, pode esperar que isto vai detonar o efeito domino no resto da america latina,
para a informaçao dos senhores o Chile é um dos paises mais desiguais do mundo.
as protestas são contra o sistema injusto herança do ladrão, ditador.
"e va caer e va caer la educacion de Pinochet"
sugiro visitar http://www.elmostrador.cl http://www.cambio21.cl http://www.radioadn.cl

Responder

Lucio

10 de agosto de 2011 às 10h46

Esse "movimento" está sendo liderado pela extrema-esquerda de lá, pintados como "geração rede social" e promove o caos na educação do país. Ganharam a adesão de sindicatos etc.

O atual governo do Chile, de "direita”, foi eleito democraticamente, segundo a vontade da maioria do povo, e como sempre os esquerdistas, nao aceitam. Então promovem seu ódio fazendo badernas em universidades, achacando emissoras de TV, fazendo quebra-quebra e desafiando a polícia.

A economia chilena não se abalou sob o o controle do atual governo, as regras vigentes na educação NAO MUDARAM, são as mesmas que vigoravam durante os sucessivos governos socialistas depois do Pinochet (o blog poderia informar melhor seu leitor, deixando isso claro) e o Chile segue sendo um dos países mais organizados do continente.

Enfim, são atos meramente políticos de um grupo contrário ao que assumiu a presidência.

Responder

    Bruno

    10 de agosto de 2011 às 11h49

    Engraçado que ninguém responde a esse comentário….
    Quando eles ficam sem argumento, fingem que não é com eles…..
    Agora se é um post falando que o Lula é o messias, vixi, chove comentário…

    Sou leitor habitual deste blog e não tenho nada contra teorias mais voltadas à esquerda.
    O que me irrita é quando a discussão intelectual é deixada de lado e o fanatismo passa a imperar. O Lúcio apresentou bons argumentos e ninguém responde.
    Agora se vem um babaca aqui e coloca "SERRA é REI", teríamos mil respostas….

    Leider_Lincoln

    10 de agosto de 2011 às 12h49

    Sabe ler? "Por isso, nos desfiles de cada marcha, encontram-se grandes bonecos que são réplicas dos últimos quatro presidentes desde que, em 1990".
    Enfiam, ao contrário do que diz o cidadão das reticências de quatro pontos, o que é verdadeiramente "engraçado" é que trols, aparentemente, não sabem ler…
    Quanto mais escrever, né?

    Lucio

    10 de agosto de 2011 às 13h50

    "Por isso, nos desfiles de cada marcha, encontram-se grandes bonecos que são réplicas dos últimos quatro presidentes desde que, em 1990"

    Quantos "protestos" foram feitos no governo da ex-presidente e anteriores?

    E agora isso… Média? Hipocrisia? Mea Culpa?

    Não, não, que é isso…

    Robespierre

    11 de agosto de 2011 às 09h57

    Para gente como você, Lucio, só existe um remédio: guilhotina.

    Adriano

    10 de agosto de 2011 às 13h18

    Manifestações e protestos com adesão da maioria dos setores da sociedade: é tão dificil assim aceitar uma expressão de democracia participativa? Não é uma questão de não aceitar o "democraticamente eleito", mas, sim, participar ativamente da vida política do país e protestar pela reformas que todos anseiam. A direita tem horror a isso! Tem horror a qualquer tipo de conscientização política! Porque assim eles perdem o monopólio da agenda política e não podem mais ditar, tão facilmente, os rumos da vida cotidiana no país…
    Jogue na lata do lixo esse argumento de política é para os políticos…
    .. você deveria saber muito bem que não basta vontade do presidente, ou do governo eleito, para fazer reformas tão profundas. É preciso mobilização e pressão popular!

    Polengo

    10 de agosto de 2011 às 13h36

    Sim, claro.
    Acabou de dar no Nassif: a última manifestação teve 400 mil.
    A população do Chile é de 17 milhões. http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-forca-

    Claro, só pode ser um louco paranóico, chamou os vizinhos, entrou num busão com megafone e reuniu míseras 400 mil pessoas.
    Acorda pra vida, infeliz!

    beattrice

    10 de agosto de 2011 às 14h04

    O Chile não foi "organizado" por Pinochet e seus asseclas,
    foi "domesticado", finalmente se mexe para arrancar a coleira.

P A U L O P.

10 de agosto de 2011 às 10h28

Reino Unido: O Tumulto da Classe Popular – Produto de Uma Cultura Doente

———————————————–

E ele ainda perguntou “eles quem?”
Eu apenas respondi: “TPTB” ou seja “The powers that be”, que traduzido para o português seria algo como “poderes dominantes”, ou algo parecido. Isto mostra em plena ação a dialética hegeliana, também conhecida como a regras dos três: problema, reação e solução, onde um problema é criado propositadamente, se espera a reação da população pedindo uma solução, e enfim uma solução que jamais seria aceita em outra circunstância é aceita pela população. Neste caso, pelo menos até onde eu sei, o problema foi causado a longo prazo, emburrecendo a população e criando uma massa de dependentes do estado que agora querem tirar vantagem em meio ao caos. Agora é só esperar a reação que já está aí aumentar, e a grande maioria da população não só irá aceitar pacificamente a solução, mas irá exigi-la

PARA LER MAIS;;;;;
http://blog.antinovaordemmundial.com/2011/08/rein

Responder

Francisco Ramos

10 de agosto de 2011 às 09h49

Só tem uma solução: "O cassetete de borracha tem que cantar bonito no lombo desses baderneiros que não aceitam o resultado das urnas"… umas boas bordunadas no lombo dessa escumalha que não sabe perder.

São golpistas.

Responder

    Lucio

    10 de agosto de 2011 às 10h48

    Definiu bem, são golpistas (esquerdistas) que pra variar, nao aceitam a vontade do povo.

    Leider_Lincoln

    10 de agosto de 2011 às 14h12

    O que vem das ruas se chama "revolução", cidadão. Golpe é o que se planeja, por exemplo, nas emissoras de TV: http://www.youtube.com/watch?v=7_Kfd3tHiLk. Deve ser difícil ter tanto ódio para destilar e pouco encéfalo para exprimi-lo, não?

    Vinícius

    10 de agosto de 2011 às 10h48

    "A nova mobilização demonstrou a ampliação do apoio aos estudantes e o suporte que sustenta um movimento que já dura dois meses e que se fortaleceu com o apoio de 80% da sociedade às reivindicações estudantis, segundo as pesquisas."

    É estranho mesmo, um governo recém eleito democraticamente, agindo de acordo com a ideologia que tinha defendida nas eleições, ser alvo de protestos. Parece que o protesto é contra a decisão das urnas, né? Mas e do parágrafo aí em cima, o que você diria, Francisco?

    Isso sim é democracia: você elege um representante, mas não precisa assinar embaixo de tudo que ele disse. Se 80% do povo apoia uma causa de que ele discorda, ele que se vire pra fazer, se demita, ou agüente a voz da rua.

    Fran

    10 de agosto de 2011 às 11h32

    Sai pra lá,seu fascista baba ovos de capitalistas sugadores.Perdeu a oportunidade de ficar quieto!

    Leider_Lincoln

    10 de agosto de 2011 às 12h50

    Claro, as pessoas, afinal de contas são OBRIGADAS a aceitar que o governo faça o que elas não querem, não é mesmo? Além disso, o que é "apoio de 80% da sociedade às reivindicações estudantis, segundo as pesquisas.", não é mesmo?

    cronopio

    13 de agosto de 2011 às 13h29

    Nossa, fazia tempo que não lia um comentário tão fascista…


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