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Esther Solano discorda de que os atos bolsonaristas floparam: “A Paulista demonstrou isso; não eram 4 gatos pingados”
Foto: Isac Nóbrega/PR
Política

Esther Solano discorda de que os atos bolsonaristas floparam: “A Paulista demonstrou isso; não eram 4 gatos pingados”


08/09/2021 - 10h42

Por Esther Solano*, no Facebook em 7 de Setembro 

Discordo do discurso de que as manifestações têm flopado.

Sim, é verdade que Bolsonaro reage como um animal selvagem acuado. É a violência do desespero.

Sim, é verdade que Bolsonaro está em queda evidente nas pesquisas, atropelado por Lula.

Tem sido um sinal muito bom a aparente ausência de indisciplina dentro das polícias.

Bolsonaro parece que não conta com tantos cabos e soldados como ele gostaria, aliás, talvez com nenhum.

Captamos com enorme frequência nas nossas entrevistas que os bolsonaristas moderados estão se desligando de Bolsonaro, muito insatisfeitos com o radicalismo dele e isso é um ótimo sinal.

Captamos votantes de Bolsonaro, e não são poucos, declarando voto “útil” em Lula em 2022, porque estão muito decepcionados com o monstro e têm muito medo de uma maior instabilidade.

Porém, a base mais fiel, mesmo que menor do que a moderada, está coesa e mobilizada.

A Paulista demonstrou isso hoje. Não eram quatro gatos pingados.

Com certeza eram menos do que Bolsonaro teria gostado, mas eram suficientes para que a gente não deva se sentir confortável.

Precisamos levar a sério o que tem acontecido hoje.

Sim, também acho que Bolsonaro não vai dar um golpe, e ele pode até morrer politicamente, mas se a Paulista de hoje não for combatida, a semente para outros monstros continua lá.

Eu não me sinto à vontade fazendo folclore ou caricatura com o que está acontecendo, acho sério demais.

A gente já perdeu muito como para continuar menosprezando o poder expansivo, no curto e no médio prazo, deste tipo de manifestações.

Desculpem-me, se eu não caio no riso com mais de 100.000 pessoas na Paulista querendo destruir o país em que eu vivo.

*Esther Solano é doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri e professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).





8 comentários

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Morvan

12 de setembro de 2021 às 09h33

A começar, a própria utilização do nefasto neologismo “flopar” já dá nos nervos (e explica, até certo ponto, por que não temos um país. Já vi anglicismos piores, como “upar” (fazer ‘upload’, subir conteúdo). Mas… um povo que não respeita seu próprio idioma, vai respeitar o quê?).
A articulista está certa. Foi um fracasso, se se vir do próprio ponto de vista dos fascistas, mas não é risível, nem muito menos desprezível. A maquineta de fazer ignorantes alardeou aos quatro cantos a estupenda adesão aos atos golpistas. E, como sempre, a mídia hegemônica detém a narrativa. Gente comemorando o pseudo estado de sítio (Sic!) que o diga.

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Zé Maria

08 de setembro de 2021 às 21h47

https://pbs.twimg.com/media/E-yZJ6IWEAUj0jQ?format=jpg
“Determinadas lideranças evangélicas e o 7 de setembro:
não é sobre apoio ao governo atual, ou necessariamente
flerte com rompimento institucional, é sobre apoio ao
movimento que perpetuará a agenda neoconservadora”
Siga o Fio:
https://twitter.com/caroevangelista/status/1434979219625422849

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    Zé Maria

    09 de setembro de 2021 às 00h09

    O [email protected] Gaspari mencionou
    que há três Setes (7) na Mesa do
    CornoGenocida, SK do Planalto:

    O Litro da Gasolina a R$ 7
    com a Inflação e os Juros
    ultrapassando os 7%.

    Esqueceu-se do Dólar a R$ 7.

    Aliás, o 7 é Número Cabalístico
    nas Escrituras Judaico-Cristãs.

Zé Maria

08 de setembro de 2021 às 19h48

Fazer o quê, se os Prosélitos Parvos do Malacheia e do Feliciano
atenderam em peso à Convocação dos Falsos Profetas.
São os 11% que vão com Bolsonaro até o Precipício.

Responder

Marco Vitis

08 de setembro de 2021 às 11h27

Os Amarelos (minoria; no máximo 12%) desejam escravizar todas as outras cores (maioria; ativa ou silenciosa). Conseguirão? Haverá conciliação com os Amarelos ?

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    Mengo10

    08 de setembro de 2021 às 13h38

    Não amarelaremos jamais! Nossa cor é vermelho e preto! Mengão até o fim!!!

João

08 de setembro de 2021 às 10h55

E aí, Zé Maria? Onde vamos parar?

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