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Esmagado pela Globo, “megafone da inquisição”, Pizzolato conta com laudo para anular a sentença do mensalão, laboratório da Lava Jato; vídeo
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Esmagado pela Globo, “megafone da inquisição”, Pizzolato conta com laudo para anular a sentença do mensalão, laboratório da Lava Jato; vídeo


02/03/2021 - 21h02

Da Redação

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a mais de 12 anos de prisão no famoso caso do mensalão, conta com um laudo apresentado em 17 de dezembro do ano passado à Justiça de Brasília para anular a sentença.

O laudo, de acordo com Pizzolato, demonstra que o dinheiro supostamente desviado não era do Banco do Brasil, que os gastos da empresa privada Visanet efetivamente aconteceram e que ele não foi responsável por autorizá-los.

A tese do mensalão do PT, sustentada pelo ministro Joaquim Barbosa, foi de que o partido usou dinheiro público do Banco do Brasil para comprar apoio parlamentar no Congresso.

Só que Pizzolato afirma que o dinheiro nunca foi do Banco do Brasil, nem foi ele o responsável pelos gastos da Visanet.

O julgamento do mensalão foi uma espécie de laboratório da Lava Jato.

Foi a TV Globo quem turbinou o “escândalo”, ao lado da revista Veja, com o objetivo de evitar a reeleição do ex-presidente Lula.

Mas, Lula foi reeleito em 2006.

O julgamento do mensalão foi marcado para outro ano eleitoral, 2012, mais uma vez com o óbvio intuito de prejudicar o PT.

Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi para o país de seus antepassados com o objetivo de, lá, provar que era vítima de uma farsa.

Foram 15 anos de massacre que ainda não acabaram. Embora indultado pelo ex-presidente Michel Temer, até hoje Pizzolato não obteve um documento da Justiça que permita que ele saia de casa sem correr o risco de ser preso.

Assim como Sergio Moro, o ministro do STF Joaquim Barbosa atuou como juiz e promotor.

Num caso extraordinário, Pizzolato não teve direito à primeira e segunda instâncias.

Enquanto isso, os casos do chamado mensalão tucano, que envolveu figurões da cúpula do PSDB, como Eduardo Azeredo, foram remetidos à primeira instância — num caso claro de dois pesos, duas medidas.

Neste post, acrescentamos documentos que nos foram enviados pela defesa de Pizzolato, para comprovar o que ele nos disse.

Esta é a primeira de uma série de entrevistas com réus do mensalão e da Operação Lava Jato que se consideram injustiçados.

É o “outro lado”, ainda que tardio, que a TV Globo jamais ofereceu aos acusados.

Aliás, no caso da Visanet, a TV Globo recebeu 10 milhões de reais em publicidade.

Se vingasse a teoria de Joaquim Barbosa, a Globo poderia ser considerada beneficiária de uma fraude.

A produção desta série é das jornalistas Lúcia Rodrigues e Conceição Lemes, que participarão das entrevistas.

Assistam à instrutiva entrevista que Henrique Pizzolato concedeu ao Viomundo. Acompanhe nosso canal no You Tube. Torne-se assinante, acione o sino de notificações e dê um like. Isso fará com que este conteúdo viaje mais pelas redes.

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O Perito do Juízo elaborou o Laudo pericial e o Laudo pericial complementar (em anexo) concluindo que os recursos do Fundo Visanet (R$ 73.851.356,18) não pertenciam ao Banco do Brasil e que 90% do valor (R$ 66.546.924,38) foi utilizado em campanhas publicitárias dos cartões da marca Visa/Ourocard – faltando computar a CPMF e a comissão da agência DNA Propaganda que correspondem aos 10% restantes.

1 laudo pericial 09.22.2020 de Luiz Carlos Azenha

2 laudo pericial complementar 12.18.2020 de Luiz Carlos Azenha

Estes] documentos revelam que o próprio Banco do Brasil afirma que os recursos do Fundo de Incentivo Visanet NÃO lhe pertenciam e NÃO eram recursos públicos.

Segue um “índice” dos documentos e a localização dos trechos:

Documento 1 — Relatório de Auditoria Interna, 07/12/2005, item 7.1.3.:

Doc 1 auditoria bb 07.12.2005 de Luiz Carlos Azenha

CBMP é CompanhiaBrasileira de Meios de Pagamento — Visanet

Documento 2 —  Resposta do Banco do Brasil ao Ofício nº 5.118/R, de02/06/2009, do Min. Joaquim Barbosa:

Doc2 de Luiz Carlos Azenha

Documento 3 — Enviado pelo Banco do Brasil à CPMI/Correios,em 03/04/2006, apontando as afirmações equivocadas no Relatório Final da CPMI e solicitando a correção:

Doc3 de Luiz Carlos Azenha

Documento 4 — Contestação apresentada pelo Banco do Brasil no processocível movido pela DNA Propaganda, no ano de 2008, contra o BB e a Visanet: 

Doc4 de Luiz Carlos Azenha

Processo nº 2008.01.1.083182-7 na 7ª Vara Cível – TJDFT

Nesse processo, a DNAbuscava o ressarcimento do valor de aproximadamente R$ 12 milhões que alegava teradiantado em pagamento dos serviços prestados à Visanet, em prol dos cartões debandeira Visa.

Na contestação, o Bancodo Brasil alegou a ilegitimidade para ser parte passiva nesse processo. Istoquer dizer que o banco alegou que não era responsável por pagar serviços queforam prestados à Visanet, pois os recursos do Fundo Visanet não lhe pertenciam — pertenciam à Visanet.

Henrique Pizzolato: Observe (abaixo) a rubrica do Joaquim Barbosa. Ele recebeu os documentos e escondeu.





11 comentários

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Tadeu Silva

03 de março de 2021 às 17h26

Quando foi provado que o dinheiro era da Visanet, comentei com um conhecido que jogou na minha cara a famosa sentença: “quem defende bandido é bandido!”. Nas voltas do mundo, quem acusa inocente é o QUÊ?

Responder

Zé Maria

03 de março de 2021 às 14h02

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O Maior Acionista da VISANET era o BRADESCO, não o BB.
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Responder

Helô

03 de março de 2021 às 13h54

Excelente entrevista
Emocionante ver o Pizzolato relembrando todo o processo injusto e doloroso pelo qual passou e na verdade ainda está passando.
Espero que ele consiga justiça para seu caso.
E que venha o livro.

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    Luiz Carlos Azenha

    03 de março de 2021 às 14h01

    Muito obrigado, Helô. Fizemos uma entrevista longa, com a crença de que era preciso ser bem didático. abs

Israel Zanarotti

03 de março de 2021 às 11h49

Por onde o Sr. Joaquim Barbosa, está em Miami ou na vala do esquecimento?

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Lidia Zorrilla

03 de março de 2021 às 11h42

Essa argumentação Nassif faz… faz muito tempo. Sendo Pizzolatto o único diretor do BB filiado ao PT na época, só podia sobrar prá ele. Entretanto, o processo da fonte real da grana do caixa dois , talvez DD, durme no STF, acobertado pelo sigilo.

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Pedro

03 de março de 2021 às 11h06

Grande injustiça, sacanagem e tudo o que se possa imaginar. Por que isso tudo? Qual a razão para um inquisidor fazer essa barbaridade com seres humanos?
Parabéns pela matéria.

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Zé Maria

02 de março de 2021 às 23h52

Haddad ganha mais uma de Promotores Antipetistas Sem-Vergonhas de SP

Haddad e Tatto são absolvidos de acusação falsa sobre ‘indústria de multas’

https://pt.org.br/haddad-e-tatto-sao-absolvidos-de-acusacao-falsa-sobre-industria-de-multas/

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Zé Maria

02 de março de 2021 às 21h41

O Caso do Pizzolato foi uma das injustiças aberrantes do STF.

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