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Emiliano José: Para continuar a distribuir renda


09/05/2011 - 11h15

6 de maio de 2011

Para continuar a distribuir renda

por Emiliano José, na Carta Capital

A vitória de um projeto político, o da revolução democrática, que segue seu curso desde o início de 2003, quando Lula tomou posse, leva à necessidade de uma compreensão do papel da política para o desenvolvimento. Ou dito de outra forma, o desenvolvimento econômico pode ser de variada natureza, e depende essencialmente das variáveis políticas. Não fosse a vitória de Lula em 2002, e o Brasil seria outro, e muito pior. Ao menos para o povo brasileiro.

Tenho dito com insistência que nós ainda não dominamos, como é natural, o intenso processo de mudanças que o Brasil está experimentando. É muito mais profundo do que a nossa vista pode alcançar. Até porque é muito difícil apreender as coisas em sua perspectiva histórica com os olhos do presente. Mas, tenho insistido na importância de procurarmos os dados que nos deem algumas pistas do que verdadeiramente está ocorrendo como decorrência das políticas de governo. É o esforço desse texto.

A renda per capita média brasileira subiu quase 24% em termos reais entre 2001 e 2009, claro que em decorrência, sobretudo, da nova fase de desenvolvimento experimentada sob os dois mandatos do presidente Lula. Renda média, no entanto, tem que ser decifrada. Quem ganhou mais nessa fase? É uma pergunta feita pelo economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri.

Em artigo publicado em A Tarde (10/4/2011), Neri informa que a renda dos 10% mais pobres subiu mais de 69% no período. Isso é que explica a explosão positiva do consumo dos pobres, evidencia o surgimento de uma nova classe média, a superlotação dos aeroportos, a aglomeração dos shoppings, a expansão do comércio em todas as frentes. Esse ganho cai, e eis um dado extremamente positivo, quando a renda aumenta. E digo positivo porque significa que está havendo alguma distribuição de renda.

Assim, o ganho dos 10% mais ricos foi de 12,8%, bem abaixo do ganho dos mais pobres e mais próximo da média. Agora, é importante procurar elementos que nos confrontem com a desigualdade profunda que nos atormenta, e o professor Neri também trabalha com esses dados. Se considerarmos gênero, a renda das mulheres subiu quase 38%. A dos homens, pouco mais de 16%. Ponto para elas, que antes sempre viam a renda deles subir mais. E olhemos para os classificados como pretos e pardos: a renda dos primeiros sobe em torno de 43% e a dos segundos, mais de 48%.

Não por acaso o título do artigo do professor é “O Brasil começa a se libertar da herança escravagista”. Começa. Quanto à escolaridade, a renda das pessoas sem nenhuma escolaridade sobe nada menos que mais de 53%. A renda das pessoas com pelo menos o nível superior incompleto cai 9% – ainda aqui outra evidência de distribuição de renda. Numa análise regionalizada, e é importante para perceber as razões das mudanças nordestinas, no Nordeste, a região mais pobre do País, a renda subiu quase 42% contra quase 16% no Sudeste, a mais rica.

E se quisermos chegar aos Estados, para exemplificar, a renda no Maranhão sobe quase 47%, antes o Estado mais pobre, contra um crescimento de pouco mais de 7% de São Paulo, o Estado mais rico. Em Sergipe, aqui tão perto de nós, a renda sobe 58%. Andando pelas capitais, outro exemplo: Teresina, no Piauí, experimentou a maior taxa de crescimento, mais de 56%. Nas periferias, o crescimento mais elevado se deu em Fortaleza, com um aumento de renda da ordem de 52%. A capital paulista e sua grande periferia cresceram, respectivamente, 2,3% e 13,1%.

Anotemos que o padrão de um maior crescimento da periferia em relação às capitais se deu em sete das nove grandes metrópoles brasileiras, como acentua o professor Neri. Podemos ir agora à relação campo/cidade. A renda nas áreas pobres rurais cresceu mais de 49% contra 16% das metrópoles e quase 27% das demais cidades. Outro dado de distribuição de renda.

Tudo isso evidencia, que nesse início de século XXI, diz o professor Neri, houve crescimento da renda dos mais pobres, daqueles tradicionalmente excluídos, como analfabetos, negros, nordestinos, populações periféricas, dos campos e construções. Tal tendência não se observou nos países desenvolvidos e nos demais Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), onde a desigualdade cresce.

Isso tudo deve nos levar a refletir. Primeiro que não há espontaneidade nessa distribuição. Houve uma política deliberada do governo Lula, em oposição à trajetória anterior do governo FHC, de distribuir renda para os mais pobres. Segundo: há uma longa caminhada pela frente. A nossa desigualdade social ainda é muito grande. Com Dilma, a luta continua. Tem que continuar.

E a presidenta tem dado demonstrações evidentes de que não mudará esse curso. Ao contrário, pretende aprofundá-lo. Nos próximos dias, deve anunciar com detalhes o programa de erradicação da miséria no Brasil, seguindo as conquistas do governo Lula. Será um conjunto de medidas destinadas a fazer do Brasil um País de todos. Será a continuidade de uma política, a política de continuar crescendo, mas fazendo isso com a obstinação de sempre prosseguir distribuindo renda.

As políticas neoliberais foram derrotadas no Brasil. Elas têm um foco: o mercado. E não só isso, um mercado restrito, que foi a maneira como Fernando Henrique governou durante oito anos. O mercado de massas, que a esquerda sempre defendeu para o Brasil, foi constituído por Lula e será ampliado com Dilma, para o bem do povo brasileiro, especialmente dos mais pobres. Esse projeto político conquistou o povo brasileiro. Deu duas vitórias a Lula. Deu vitória a Dilma. Quer continuar a mudar o Brasil. Para melhor.

*Jornalista, escritor, deputado federal (PT/Ba) e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia

Leia aqui a crise que eu, Azenha, testemunhei: A ‘crise’ dos carrinhos





28 comentários

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Maria Ines Azambuja

11 de maio de 2011 às 00h30

"Assim, o ganho dos 10% mais ricos foi de 12,8%, bem abaixo do ganho dos mais pobres e mais próximo da média"
Embora seja inegável o ganho dos mais pobres, há um erro na medida do ganho dos mais ricos… Quem são os mais ricos se as classes C, D e E somam 80% da população? Possivelmente são 0,5% da população.
Juntá-los com outros 9,5% que são classe média alta é mascarar seu ganho às custas da perda da classe média. Não foram os mais ricos os contemplados com os juros altos dos títulos públicos, muito mais dinheiro que o distribuído aos mais pobres? Como pode então que eles tenham ganho proporcionalmente menos se são em muito menor número?

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Stanley Burburinho: José Serra adere à blogosfera | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de maio de 2011 às 21h56

[…] exemplo, leia este texto do deputado Emiliano José. Mesmo que você não concordar com o conteúdo, é didático, direto ao ponto, excelente para […]

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Otavio Augusto

09 de maio de 2011 às 19h16

Uma visao particular desse processo http://www.espacobanal.com.br/2011/05/nova-classe

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AugustoJHoffmann

09 de maio de 2011 às 17h34

Um dos efeitos mais devastadores da distribuição de renda de Lula foi a falta de sabonete lux de luxo, nas prateleiras dos supermercados e o congestionamento de carros, em via pública. O ápice dessa crise, de valores invertidos, foi pobre estudar e se instruir. Como efeito colateral, faltou mão de obra desqualificada e os humildes argumentando, apontando erros, citando filósofos. Uma chatice.

Essa turma, o Cazuza chamou de burguesia. E a cantanhêde, de massa cheirosa. Para todas as mudanças, há tempo de adaptação, o reexame e a ponderação. Depois disso, e já chegamos lá, só dizer :

"… Esse negócio da mãe preta ser leiteira
Já encheu sua mamadeira
Vá mamar noutro lugar
Xô xuá
Cada macaco no seu galho" (Caetano Veloso).

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ZePovinho

09 de maio de 2011 às 17h34

http://osamigosdobrasil.com.br/2011/05/09/banco-d

Banco da família de Aécio Neves, denunciado por furto de R$ 114 milhões dos correntistas

Segunda-feira 9, maio 2011

“Já em relação à aeronave… , informo que ela pertence à empresa de táxi aéreo da família do empresário Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes, marido da mãe do senador por cerca de 25 anos e falecido há dois anos. A aeronave é utilizada eventualmente, sem custos, por familiares. Pode-se observar na cauda da aeronave as iniciais do senhor Gilberto.”
Luiz Neto (assessor de Imprensa do Senador Aécio Neves), sobre o jatinho usado por Aécio Neves.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à justiça 21 gerentes do Banco Bandeirantes, acusados de furtarem dinheiro da conta de correntistas, através de débitos indevidos de “juros” e “diversos” nas contas correntes de clientes.

Segundo o MPF:

– Com anuência do Conselho de Gestão das agências do Bandeirantes, no fim de cada mês, os gerentes selecionavam contas correntes de maior movimentação financeira, bem como aquelas cuja movimentação não era atentamente acompanhada pelos titulares, efetuando manualmente os débitos.

– O esquema teve início em setembro de 1994 e só terminou dois anos depois, quando um ex-gerente denunciou publicamente.

– o furto na conta dos clientes chegou a mais de 114 milhões de reais.

– Os relatórios de fiscalização da Inspetoria do Banco Central constituem “amplo conjunto probatório, que não deixa margem a quaisquer dúvidas acerca do ilícito praticado…”.

– Os laudos periciais também identificaram, um a um, os gerentes e diretores operacionais das agências responsáveis pelos lançamentos.

Os diretores – Gilberto de Andrade Faria (falecido padrasto de Aécio Neves), Geraldo Machado, Ricardo Xavier Bartels e Marco Antônio Machado de Brito – já tiveram uma primeira condenação em 2008 movida pelo MPF em Uberlândia. Mas recorreram da sentença, e o recurso ainda não foi julgado.

Em tempo: Antes de questionar se padrasto é parente, o assessor de imprensa do senador, em recente nota (reproduzida no início deste texto), já esclareceu: os donos do jatinho usado por Aécio Neves, da família do finado banqueiro Gilberto de Andrade Faria, trata o senador como um membro da família. (com informações do MPF/MG)
Por Zé Augusto

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mello

09 de maio de 2011 às 16h49

Por mais que o despeito e a inveja que movem os oposicionistas dos demos, tucanos, pps e psol no sentido de, sem contestar, apenas espernear contra os dados objetivos apresentados, os resultados expostos nesse excelente artigo são esclarecedores.

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    JotaCe

    09 de maio de 2011 às 18h12

    Caro Mello,

    Concordo contigo. É importante a análise feita pelo Dep. Emiliano José, cuja atuação em defesa das grandes causas brasileiras tem sido destacada. Por isso mesmo, Brasil muito espera dele nos tempos atuais com seus desafios como mencionas e as atuações inesperadas do governo que elegemos. Abs,

    JotaCe

leandro

09 de maio de 2011 às 16h32

A recuperação da renda ta indo pelo ralo da inflação. Sou comerciante e a cada pedido que faço aos fabricantes, sempre vem com aumento em relação ao anterior. Para mim tá bom porque a mercadoria acaba se valorizando e rende mais que qualquer aplicação. Mas pra quem vive de salário fixo, coitado, tá vendo sua renda ser corroída a cada dia. O imenso aumento do salário minimo já foi pelo ralo.

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Eduardo Lima

09 de maio de 2011 às 15h53

Ótimo artigo Azenha. É triste ver pessoas dizendo que o PT não é mais de esquerda, mesmo depois de tudo isso. Mas há um longo caminho pela frente. É preciso enfrentar o lobby dos juros altos e o PIG.

Gostaria que lê-se meu novo artigo:

Guerrilheiro Carlos Eugênio: O ódio tem contra-indicações
http://www.comunistas.spruz.com/pt/Guerrilheiro-C

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Roberto Locatelli

09 de maio de 2011 às 15h18

A chave da revolta da oposição / elite / pig é esta: enquanto os mais pobres tiveram um enorme aumento de renda, os mais ricos tiveram um pequeno aumento de renda. A burguesia quer tudo para ela.

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    luiz pinheiro

    09 de maio de 2011 às 16h06

    Isso teria sido possível se o governo fosse capacho de rentistas e banqueiros, como é tão repetiido por aqui?

    Maria Ines Azambuja

    09 de maio de 2011 às 22h26

    Esta conta está errada… Vamos tentar calcular separado quanto ganhou o 0,5% mais rico?

    Quem perdeu foi a classe média,,,

Pedro Lomba

09 de maio de 2011 às 15h12

Eu até hoje me lembro da luta de Lula e de todo o PT pelo fim de híper inflação no Brasil, meu Deus, tanto Lula como todo o PT lutaram, mas lutaram muito mesmo pelo fim de híper inflação no Brasil.

Não fosse pelo fim da híper inflação, do que adiantaria dar 70 reias para uma família de 4 pessoas?? NADA… é aí que está o grande mérito de Lula e de todo o PT, inclusive desse deputado aí claro, como eles lutaram, mas como eles lutaram mesmo pelo fim da híper inflação no Brasil.

Primeiro Lula e os economista do PT (Maria da Conceição Tavares, sempre esteve a frente de todo a formulação do Plano Real, Lula foi seu principal mentor… hoje um renomado doutor), trabalhavam, como direi, ""diurnamente" pelo êxtio do Plano Real e claro ia de porta em porta, de casa em casa apoiando o Plano… ""vamos dar apoio ao Plano Real e acabar com híper inflação no Brasil""… eu lembro como se fosse hoje, Lula e os petistas nessa luta……

Depois que o Plano deu certo, Lula então disse a Maria da Conceição Tavares… agora temos que tomar as medidas que ainda faltam para consolidar o plano.

1. Sanear os sistema financeira e trona-lo um dos mais fortes do mundo… aí fizeram o PROER.
2. Evitar que o estado gaste mais do que arrecade… aí fizeram a Lei de Responsabilidade Fiscal com Lula a frente…

Metas de inflação…. política monetária, câmbio… tudo isso saiu da cabeça de Lula e teve total apoio do PT.

Meu Deus, se não fosse por Lula e o PT acabarem com a hiper inflação de 82% ao mês,…. nada disso seria possível.

E essa gente ainda acha que engana alguém.

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    Alex Gonçalves

    09 de maio de 2011 às 16h37

    Bom mesmo foi o FHC et gentlemen entregar o Brasil 3 vezes quebrado, com o dólar perto dos 4R$ e inflação ameaçando, né não?

    Pablo Mattos

    09 de maio de 2011 às 19h52

    tornar o sistema financeiro em um dos mais fortes do mundo. Tá aí a diferença… pelo visto o camarada da Lomba não leu o artigo do Dep. Emiliano, não é?

    Se o FHC e sua trupe deram uma força pra inflação acabar, não fizeram mais que sua obrigação como governantes. Agora, não tem como deixar de lado toda a bandalheira que fizeram no país. E tudo o que não fizeram. São modelos políticos diferentes. Nao se tratam, apenas, de modelos econômicos.

    Pedro Lomba

    09 de maio de 2011 às 21h05

    Pobre diabo…. quer maior bandalheira que o mensalão do PT???

    Vai te tratar tocador de tuba…. o PT com raras exceções é um partido tomado de bandalhos de marca maior.

    SILOÉ -RJ

    10 de maio de 2011 às 02h12

    Pedro: agora tem um site só pra vocês, tá sabendo não???

    luiz pinheiro

    09 de maio de 2011 às 21h59

    A tela do computador é democrática, qualquer um pode escrever seu teatrinho de sofismas. Ninguém, afinal, é obrigado a lembrar que FHC passou o governo com o dólar tremulando, fervendo entre R$ 3 e R$ 4, mais do dobro do que vale hoje, oito anos depois; com o IPCA entre 2% e 3% ao mes durante o último trimestre de 2002 – e a mídia, tão compreensiva naquela época, não fazia o estardalhaço que faz hoje com uma inflação quatro vezes menor;; O país (país?!?!), no final de FHC, nos estertores dos truques tucanos, estava quebrado, falido, correndo de pires na mão para o colo do FMI pela terceira vez em apenas oito anos de soberbo mandato; longa estagnação economica, abandono do planejamento, apagão de energia, recorde de desemprego, arrocho salarial, derrocada de direitos sociais e trabalhistas, leilão das empresas públicas – tudo isso em nome de uma suposta competência que nunca ninguém viu. (continua)

    luiz pinheiro

    09 de maio de 2011 às 22h00

    (continuação)
    Mas o pior de tudo, embrulhando para presente de grego esse retumbante fracasso, era o descaso absoluto com o povo. Agora que os brasileiros conheceram um presidente que soube governar para todos, e não para um minoria, que tornou viável a transformação do Brasil num país de verdade, esse teatrinho, esses sofismas, meu caro Lomba, não pesam, não funcionam, não atuam mais na história.

ZePovinho

09 de maio de 2011 às 14h56

Eita baiano arretado!!!!!!!!!!!!

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Edmundo Adôrno

09 de maio de 2011 às 14h26

Dep Emiliano,
Orgulho-me de ser seu conterrâneo, e mais que isso: ser seu eleitor.
Vamo prá frente!
Abraço.

Responder

Murdok

09 de maio de 2011 às 14h24

Veja professor que no projeto do governo Lula e agora com a continuação no governo Dilma, o mercado é o grande vencedor. Só que agora quem faz o mercado vencedor é o consumidor. Com renda mais alta ele compra mais. Comprando mais as empresas precisam produzir mais. Para produzir mais precisam se capitalzar.Vendendo mais as empresa auferem lucros maiores. Com lucros maiores os salários também aumentam e novos trabalhadores são contratados. Dessa forma o círculo se fecha e volta ao íncio com o consumidor comprando mais….. Parabéns aos Presidentes Lula e a Dilma.
Parabéns ao artigo. Curto e objetivo.

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augusto

09 de maio de 2011 às 12h52

se a gente tivesse meia duzia de emilianos joses e mais meia duzia de BRizolas neto na Camara, nosso
parlamento teria outro nivel politico, moral e de eficiencia. Mas ainda nao merecemos isso.

Responder

    Pedro Lomba

    09 de maio de 2011 às 15h31

    Para ter essa moral.. em primeiro lugar teria que tirar todos os mensaleiros e integrantes da SOC de lá.

    Mas meu, um partido que recebe com festa e fanfarra um sujeito como Delúbio Soares pode falar em moral?

    @Franco

    09 de maio de 2011 às 16h19

    Pedro Lomba,

    o que dizer de um partido que entrega o CDHU para Maluf? O chuchu irá passar o CDHU para o Sr. Maluf. O vc tem a dizer?

    Não era um partido que não destrubui cargos? Ou eu ví errado nos últimos dias na TV?

    Nãio seja hipocrita.

    leandro

    09 de maio de 2011 às 16h48

    Se é para fazer de coisa ruim, o que voce acha dos parceiros do governo? Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, a turma da Igreja Universal. Só gente boa.Cumpanheiros.

    Bruno

    09 de maio de 2011 às 17h48

    Eu diria que o Maluf é capaz de fazer mais unidades da CDHU em Jaboticabal do que o PT no País inteiro. E com o mesmo custo por unidade.

    Aliás, que mania é essa de justificar as safadezas do PT mostrando as safadezas do PSDB? Esse argumento funciona com quem não tem partido, ou "torce" pra outro partido? Acho que não…

Francisco Pinheiro

09 de maio de 2011 às 12h29

Brilhante o artigo do deputado Emiliano José, evidenciando com clareza a revolução que tem se processado no Brasil a partir do primeiro mandato do presidente Lula. Aliás, brilhante tambem tem sido o mandato do deputado, sempre em defesa dos mais pobres, da democratização das comunicações no país, da comissão da verdade, etc. O mandato deste deputado honra e dignifica o parlamento demonstrando que nem tudo está perdido na política brasileira.

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