Dilma receberá sindicalistas depois da marcha de 6 de março

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Foto Agnaldo Silva/CUT

Movimentos Sociais| 05/02/2013 | Copyleft

Dilma se reúne com CUT e promete receber sindicalistas após marcha de 6/3

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT vão somar energia para marchar na Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 6 de março. Entre as bandeiras do movimento, estão a redução da jornada para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, reforma agrária, 10% do PIB para a educação, 10% do PIB para a saúde, a regulamentação da Convenção 151 e a ratificação da Convenção 158 da OIT.

Da Redação*, na Carta Maior

Em reunião nesta terça-feira (5) com dirigentes da CUT, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância da Central – “a CUT chegou onde chegou porque teve um olhar para a sociedade como um todo” – e da interlocução com os movimentos sociais para continuar o processo de transformação social do país e atendeu pelo menos dois pedidos feitos pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.

O primeiro pedido feito por Vagner foi para que a presidente ajudasse os sindicalistas a ter espaço e voz na próxima cúpula do G20, que acontece nos dias 5 e 6 de setembro, em São Petersburgo. Dilma disse que vai trabalhar para que uma delegação sindical internacional tenha direito de fala na próxima reunião da cúpula do G20 e também para que os líderes sindicais sejam recebidos pelos chefes de estado. Com a presidenta Dilma, a audiência já está garantida.

“A presidenta se comprometeu a ser a interlocutora do nosso pedido porque concorda que a crise financeira internacional não pode ser colocada como responsabilidade da classe trabalhadora”, disse Vagner. Segundo ele, a CUT e a Confederação Sindical Internacional (CSI) vão escolher o grupo de dirigentes que vão participar dessas audiências.

O presidente da CUT também conversou com a presidenta sobre a importância do diálogo permanente com os representantes dos trabalhadores e pediu à Dilma que recebesse a pauta da classe trabalhadora, após a marcha que será realizada em Brasília no próximo dia 6 de março. Dilma aceitou o pedido e vai receber uma comissão de sindicalistas de todas as centrais sindicais que participarão da marcha.

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT vão somar energia para mobilizar dezenas de milhares de pessoas até a Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 6 de março, “Em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho”.

A marcha foi definida no último dia 23 de janeiro, quando os sindicalistas estiveram reunidos na sede nacional da CUT, na capital paulista. Os dirigentes das seis centrais reiteraram a importância do sindicalismo brasileiro estar unificado para que retome o seu protagonismo e exerça pressão sobre o governo e o Congresso pela retomada do investimento público e em defesa da indústria nacional, fortalecendo o mercado interno e garantindo contrapartidas sociais.

“Fizemos uma análise econômica do momento e isso nos levou a uma pauta que aponta para a retomada do crescimento, com mais e melhores salários e empregos, garantindo e ampliando direitos”, explicou o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, que coordenou a reunião.

Entre as bandeiras do movimento, ressaltou o líder cutista, estão a redução da jornada para 40 horas semanais – que segundo estudos do Dieese tem potencial para gerar mais de dois milhões de empregos-; fim do Fator Previdenciário; Reforma agrária – com o assentamento de 200 mil famílias; 10% do PIB para a educação; 10% do PIB para a saúde; a regulamentação da Convenção 151 da OIT – que garante a negociação coletiva no serviço público; a ratificação da Convenção 158 – que combate a demissão imotivada – e a valorização dos trabalhadores aposentados e pensionistas.

“É uma pauta social, com bandeiras amplas, que soma trabalhadores da cidade e do campo, estudantes e idosos pelo desenvolvimento com valorização do trabalho. Desde agora nós vamos mobilizar nossa militância para encher a Esplanada, para entupir o Planalto”, sublinhou Sérgio Nobre. Frente à retração do PIB e ao agravamento da crise internacional, o cutista destacou a importância de que cada entidade jogue pesado, com a consciência do que está em jogo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que realizará seu Congresso na capital federal entre os dias 4 e 8 de março, também vai se somar à Marcha, fortalecendo a luta pela reforma agrária e em defesa da agricultura familiar.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “esta retomada da unidade de ação, com reivindicações unitárias, amplia a pressão pelo atendimento da nossa pauta, que cobra mais atenção à produção, que quer mais investimento em políticas públicas”. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, um dos problemas a serem resolvidos é o da desoneração, que acaba repercutindo negativamente na Previdência. “O fato é que quem mais demitiu foi, infelizmente, o mais beneficiado pela política de desoneração”, criticou.

*As informações são da CUT

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Comentários

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assalariado.

Se eu fosse a Dona Dilma, aproveitava a oportunidade, e dava um chute na canela desses burocratas sindicais. Pedia uma ajudazinha para que na próxima eleição (2014) esses acomodados, ajudassem o atual governo a construir uma hegemonia parlamentar, pela esquerda, no congresso nacional para de fato e de direito, os assalariados não precisassem ficar esmolando para o governo da vez, o que lhe é de direito.

Abraços.

renato

Parabens, sem este movimento, fica dificil vencer certas barreiras
impostas ao trabalhador.
Que Deus guie suas falas no G20.
E aqui no Brasil sempre!!!

Luis Menegew

Parabéns, companheiros da CUT. Com passeatas como essa, muito bem organizada – camisas, bandeiras, bonés, transporte e alimentação – é que vamos conseguir arregimentar a militância para a luta das reivindicações mais justas do povo brasileiro. Tô nessa!

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