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Diante de multidão, Bolsonaro ameaça STF e políticos pedem que ela seja preso ou impichado antes de dar golpe
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Política

Diante de multidão, Bolsonaro ameaça STF e políticos pedem que ela seja preso ou impichado antes de dar golpe


07/09/2021 - 12h27

Da Redação

Diante de multidão em Brasília, o presidente da República Jair Bolsonaro voltou a ameaçar hoje tanto o STF quanto ministros específicos da Corte.

Sem citar nomes, ele se dirigiu a Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito dos atos antidemocráticos e tem mandado prender bolsonaristas nos últimos meses e horas.

O presidente da República se tornou alvo do inquérito e um dos filhos dele, o vereador Carlos Bolsonaro, corre o risco de ser um dos presos por Moraes, dependendo do andamento da investigação.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes [Alerxandre de Moraes] continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder [Luiz Fux] enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, afirmou o presidente da República.

O aquilo que nós “não queremos” são o cabo e o soldado que dariam conta de fechar o STF, na frase dita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro já em julho de 2018, antes de o pai ser eleito.

“Nós todos aqui, sem exceção, somos aqueles que dirão para onde o Brasil deverá ir. Temos em nossa bandeira escrito ordem e progresso. É isso que nós queremos. Não queremos ruptura, não queremos brigar com poder nenhum. Mas não podemos admitir que uma pessoa turve a nossa democracia. Não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade”, ele avançou.

O presidente mencionou no discurso em Brasília uma reunião do Conselho da República que seria realizada na quarta-feira, 8. Por lei, o Conselho é encarregado de tratar de estado de sítio, estado de defesa, intervenção federal e o que estiver relacionado à estabilidade das instituições democráticas.

Porém, integrantes do Conselho, como os presidentes do STF, da Câmara e do Senado, informaram à Folha de S. Paulo desconhecerem qualquer reunião.

Nas últimas semanas, o governo investiu pesado na convocação do ato.

Deu ao 7 de Setembro todo o simbolismo: o presidente hasteou a bandeira nacional com seu ministério, andou de faixa no Rolls Royce e depois fez discurso.

Com o sucesso relativo de público, deixou a defensiva, na preparação do golpe que virá se ele for derrotado nas eleições de 2022.

O presidente conta com a cobertura extensiva dos atos pela rádio Jovem Pan, que tem alcance nacional para disseminar o discurso do golpismo.





6 comentários

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Luiz Morais

08 de setembro de 2021 às 06h04

O pior é que o STF vai acabar se curvando mais uma vez, pois tem o rabo preso nessa jogada suja que acabou levando o povo a eleger Bolsonaro. Talvez emita uma notinha de repúdio.

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Zé Maria

07 de setembro de 2021 às 23h16 Responder

Heitor Góes

07 de setembro de 2021 às 16h18

Protestem pelo general que ganha 100 mil reais líquidos por QUINZENA do governo.
Tem que ser muito trouxa para topar isso.
Bem trouxa.
Como tem trouxa nesse mundo.
Enquanto vc toma um sol quente na cabeça, os políticos que organizaram isso estão no bem bom embaixo do ar condicionado todo dia.

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Henrique martins

07 de setembro de 2021 às 14h26

Pois bem. Ele cavou sua própria cova. Agora cabe a nós democratas empurra-lo para dentro dela.

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