VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

“Desencanto profundo, genuíno e potencialmente violento”


14/06/2013 - 23h21

Sobre os protestos

Publicado em 14 de junho de 2013, em A Época Folhetinesca

O tempo de explicações passou. Não há mais espaço para responder sobre os motivos dos protestos que se espalham pelo país. Não há mais tempo para tentar esclarecer que alguns centavos não são apenas alguns centavos, que o aumento de passagens é mais que o aumento de passagens, que árvores não são apenas árvores e que um tatu de plástico, embora seja apenas um tatu de plástico, é bem mais do que um tatu de plástico.

Passou a época em que fazia sentido dizer que um vidro quebrado não é obra de milhares ao mesmo tempo, e não cabe mais argumentar para explicar que a violência da Brigada, por vir diretamente do Estado, é sempre mais grave, mais preocupante e terrível do que milhares eventuais atos de vandalismo, baderna, desordem e outros chavões do tipo. Não é mais tempo dessas coisas. Simplesmente porque o tempo acabou.

Acredito que, a partir de agora, quem ainda não tinha entendido vai ter que dar um jeito de entender. Vai ter que olhar as fotos de jornalistas com olhos estourados por bala de borracha ou levando spray de pimenta no rosto em pleno exercício profissional e formar uma opinião sobre isso. Vai ter que olhar imagens de pessoas de joelhos, mãos para cima, levando bala de borracha e bomba de gás e pensar um pouco a respeito.

Vai ter que levar em conta o fato de que foram presas pessoas portando vinagre em SP, que invadiram um restaurante em Porto Alegre para prender quem estava fugindo da confusão criada pela própria polícia, que crianças e idosos foram agredidos em nome da suposta proteção de seus próprios interesses.

Vai ter que olhar mais para as redes sociais e menos para a televisão e para os jornais. Vai precisar olhar para as pessoas e enxergar nelas outras pessoas, ouvir o que elas dizem, entender o que elas sentem. Vai precisar compreender que é cada vez mais gente na rua, cada vez mais indignação, e que o discurso político está cada vez mais desligado do que as pessoas querem, necessitam, exigem. E vai ter que entender tudo isso por si só, a essa altura. Sozinho.

Porque não dá mais tempo de explicar. A onda está chegando, ganhando volume, e não vai fazer uma pausa para que algumas pessoas tenham tempo de entendê-la. Ela vai fazer exatamente o que ondas costumam fazer – levar tudo e todos de arrasto.

É um vagalhão que encontrou no aumento de passagens uma materialização mais evidente, mas que diz respeito a inúmeras outras coisas – desde índios sendo mortos em nome de latifúndios até jovens apanhando numa área pública em nome de um totem de borracha.

Dá testemunho de um desencanto profundo, genuíno e potencialmente violento de boa parte da população com o discurso do Estado, completamente desconectado da realidade que as pessoas vivem diariamente, de seus anseios e necessidades.

Porque o Estado é cada vez mais um serviçal do poder financeiro, e cada vez esmaga mais as pessoas para atender interesses cada vez mais irreais e desumanos. E cada vez menos gente consegue suportar.

É uma crise de modelo e de representação, e ela não vai tomar conta do Brasil: ela já tomou.

Do mundo todo, na verdade. E nada adiantará gritar contra os vândalos, ridicularizar suas demandas ou diminuir sua relevância. Porque a onda ganhou corpo, e o discurso foi além das próprias limitações: agora, a indignação alimenta a si mesma.

E é por isso que o Estado é cada vez mais brutal e que a reação é cada vez mais barulhenta, volumosa e não raro violenta: porque não há, nessa conjuntura, quem possa recuar. A coisa vai crescer até onde puder, e então explodirá. E a nós não cabe senão assistir ou tomar, de alguma forma, parte nisso.

Não é mais tempo de explicar nada.

É o melhor dos tempos, é o pior dos tempos, e são todos de uma vez só.

Leia também:

Polícia gaúcha bate em defesa de um tatu de plástico

O jornalista que apanhou por bater em um capacete

Gaúchos vão às ruas contra corte de árvores





76 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Julio Silveira

17 de junho de 2013 às 20h35

Num outro post um cidadão, provavelmente militante petista, declarou que a vaia dada a Dilma e ao Blater teria sido dada pela burguesia, por uma elite, por aqueles que vaiaram poderiam pagar os ingressos caríssimos desta copa das confederações. Discordei, por que achei que a opinião era de um reducionismo muito pouco inteligente, continuo pensando assim. Atribui em outro post, colocado sobre Melissas e outro um nome feminino colocado também no plural, que externava uma opinião critica contra a vaia, como formulado uma nova classe média que ascendeu por obras deste governo, com uma opinião de uma militância que se tornava insensível quando no poder. Acredito que governos fazem sua obrigação quando envidam esforços para atender as necessidades da cidadania. Talvez seja esse tipo de pensamento, externado, que estimule a cultura de que a sociedade tenha dividas com administradores e governantes públicos, mesmo quando estes são regiamente remunerados para isso, via de regra tendo benefícios particulares que poucos brasileiros anônimos sequer vislumbram em toda a sua existência. Existe um desvio na percepção de boa parte da cidadania, mesmo algumas ditas esclarecidas, sobre quem serve a quem. Não são mau agradecidos aqueles que recebem o mínimo pagando tanto. E parece que a cidadania está, mesmo de maneira atabalhoada, acordando, vejo essa verdade nas ruas. A insensibilidade do poder até pode estar sendo capitaneada por políticos mais astutos, mas a verdade é que a insatisfação popular é generalizada. São muitas situações que fica estampado o completo abandono da cidadania, pela classe politica, pela autoridade. Estão de costas para a cidadania a muito tempo perdendo a vergonha, se descarando. E ainda tem gente que parece viver no céu que se recusa a descer para a terra.

Responder

Mauricio Benedito

17 de junho de 2013 às 20h26

Tá bom, vou compartilhar o delírio dos militantes eleitorais da esquerda.

O MPL é de direita ,e abrirá caminho para um golpe de direita anti-democracia.

O que faremos ?

Se fosse um movimento messiânico católico-evangélico-fascistóide, o que faríamos?

O que faríamos NÒS que tanto defendemos a democracia disparando dos nossos teclados

Caso tenha um golpe, teremos NÒS que ir às ruas, combater o Facismo !

Enquanto isso for apenas delírio deixa os meninos brincarem em paz, nas ruas,exercendo o direito de manifestação e sofrendo o massacre da SS Tucana vulgo PM-SP.

Responder

Reinaldo José Mercador Dantas

17 de junho de 2013 às 20h12

Estou muito preocupado com tudo que pode acontecer nessas passeatas.Basta um tiro e????????????????. Muito cuidado para não se deixar pautar pelos PIGS que estão rondando pronto para dar o bote. A diferença que em 1964 ea ditadura civil-militar contava com os EUA e agora…???

Responder

Malvina Cruela

17 de junho de 2013 às 20h06

ao colega que perguntou o que eu vi quando usei a historia dos cegos apalpando o elefante: eu vi o óbvio que é a ilusão geral de que ainda existe uma instância propriamente politica que ainda pode fazer alguma diferença; a politica acabou quando ruiu o muro; então esqueçam essas bobagens antigas de partidos, esquerda, direita, eleições, democracia, congresso..não existe politica,(é tudo uma farsa para o povo pensar que tem alguma importância) somente economia. Qualquer decisão minimamente relevante para a sociedade é tomada levando em conta somente vetores econômicos e não políticos.

Responder

Maisa

17 de junho de 2013 às 20h02

Dilma!!!! Você, com a sua postura(que postura?????) intransigente, arrogante, auto-suficiente, conseguiu levar o povo pras ruas contra o seu governo e de todos os governos. Venha pra rua, Dilma, ouça a voz rouca do povo. Desça do seu pedestal e olhe a planície. Votei em você na crença de que o povo fosse privilegiado, o alvo maior de suas ações, mas me enganei. Agora, queria que você gritasse com o povo da mesma forma com você grita e berra com seus colaboradores, contra os funcionários públicos que fazem o seu governo acontecer. Estamos dse SACO CHEIO de todos vocês, poderosos!!!!! Acho que os brasileiros precisam parar esse pais, literalmente, pra dizer que queremos ser respeitados, valorizados, ouvidos. Vamos pras ruas, ordeiramente, protestar, gritar palavras de ordem, exigir que vocês cumpram com suas obrigações!!!! Se você, Dilma, ainda nao entendeu, nao acordou, pior pra você!!!!!

Responder

Jose Mario HRP

17 de junho de 2013 às 19h53

Meu país , meu povo, minha gente, e Dilma !
Lulalá, porque o gobierno popular há de ouvir o povo!
Amanhã há de ser diferente!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Com o povo, pelo povo, para o povo!

Responder

pereira

17 de junho de 2013 às 19h50

Eu estou achando bom isso tudo, por que essa merda vai estoura no colo desses caras que estão fazendo os manifestos, por que vão eleger um tucano, e a ir tucano sabe resolver o problema de que não sabe o que quer, essa turma é do shopping, eles estão perdidos, vão perder tudo que ganhamos até agora aguarde e veremos. Eu foi cara pintada, o collor foi o único culpado da quela enrola toda, os outros estão lá até hoje.

Responder

Edgar Rocha

17 de junho de 2013 às 19h44

O TEMPO DE KALI

Fecham-se os portais do paraíso
rompem-se as trancas dos umbrais
viver o que se foi não é preciso
o contradito do que é já não é mais…

Emergem pestilências do imundo
sucumbem os dons do intelecto
nas águas das enchentes moribundos
transformam-se em esterco e barro infecto

Descolam-se dos pólos as geleiras
resfriam-se de vez os corações
encobrem-se de mar vilas costeiras
afogam-se no sal as emoções

No olho do tornado derrubadas
as pontes que uniam relações
famílias de sólidas fachadas
desabam no furor dos furacões

Imploram sob falhas tectônicas
as almas vitimadas pelo horror
ceifadas pelas forças antagônicas
no choque entre a verdade e o torpor

Escorre pelo monte e cobre o dia
incontinente a lava do ideal
corrente cálida que ao ar resfria
na fria superfície do real

O tempo do demônio se inicia
de deus o belo sol hoje corrói
no câncer que reforça a agonia
causada pela luz que agora dói

A sombra da verdade se antecipa
ao brilho que do ardil é causador
o engodo da imagem se dissipa
no toque precedido pelo amor…

O belo é o que se forma sobre fato
que ao ego cega e a alma não engana
obriga-nos a apurar o tato
secando os olhos e a mente insana

Arrisquem-se os fortes no escuro
resistam à luz antibiótica
sustentem vosso peso em solo duro
pois o medo é ilusão de ótica

Não contem os mortos e os perdidos
retomem a coragem, afastem o drama
resgatem as sobras e os feridos
reúnam os vivos ao redor da chama

Nos mostra que lembrar nunca é demais
a dor que nos reporta a uma ferida
ouçamos os mitos imortais
em que a lama faz surgir o dom da vida.

19/04/2011

Referia-me à frase de um ministro chileno, referindo-se a desestruturação social e consequente onda de saques e crimes, após o último terremoto que castigara aquele país: “Não estamos sobre uma falha tectônica, estamos sobre uma falha moral”. Enfim, a grande catástrofe humana, refletida nos rompantes da grande mãe. O que nos aflige, de fato? O que nos fragiliza, realmente? desculpem-me se soou personalista de minha parte. Mas, acho que todos compartilhamos do mesmo desconforto há tempos. Só não compartilho do mesmo fatalismo poético e utopicamente belo do texto comentado. Quantos saberão forjar da lama algo novo? Quantos sucumbirão diante da inadaptabilidade de seus egos? E quantos dividirão o fogo na escuridão sem encantar-se com a luz cancerígena que os cega? Poesia, poesia…

Responder

Bonifa

17 de junho de 2013 às 19h39

Fundamentalmente, enquanto ainda pode ser chamado de espontâneo, todo este movimento tem uma única causa: A falta completa de segurança pública.

Responder

Maria Izabel L Silva

17 de junho de 2013 às 19h29

Que masturbação é essa? Fala logo meu filho. O que é que você quer? Botou o povo na rua prá que? Ta todo mundo lá, esperando. O que é que vai ser? Desembucha. Fala logo. É prá fazer o que? A moçada ocupou o Congresso Nacional e aí? Vão botar o predio abaixo? É tanto porra louca que nem a Globo News sabe o que dizer. MPL uma ova …

Responder

Paulo Ribeiro

17 de junho de 2013 às 19h15

Insatisfação. Frustração. Raiva. Desilusão. Desengano.

Por trás de todo este sentimento, represa o grito de um povo.

Ah, se ele estivesse aqui. Com ele, tudo era diferente.

Ao final, o povo unido há de bradar uníssono

VOLTA, LULA!!!

Responder

J Souza

17 de junho de 2013 às 19h04

Quando a gente dizia aqui que o povo não está satisfeito, mesmo com o baixo desemprego e um pequeno aumento real nos salários, por causa dos péssimos serviços públicos privatizados, como telefonia e transportes, a “polícia política” do PT nos blogs e redes sociais só sabia dizer que tudo está mil maravilhas, e que nós éramos do PSOL, do PSTU, ignorando que sempre fomos eleitores “históricos” do PT insatisfeitos com as políticas públicas.

Agora, o PT e seus aliados estão pagando o preço pela negligência, por ter ignorado o povo, principalmente os jovens, achando que compraria TODOS os jovens, dando bolsas do PROUNI para alguns, como se o “resto” (a maioria!) dos jovens, que agora são de classe média, também não tivessem reivindicações.

Nós não estamos satisfeitos com uma copa só de estádios. Não estamos satisfeitos com o péssimo transporte público no qual quase nada se investiu nem com o PSDB, nem com o PT. Não estamos satisfeitos com uma saúde pública mais preocupada com moralismo e marketing do que com contratação de profissionais e reaparelhamento do sistema. Também não gostamos de planos de saúde que aumentam as mensalidades acima da inflação e oferecem cada vez menos atendimento. Nós não estamos satisfeitos com telefonia cara, que mais falha do que fornece os serviços contratados.

Os governos preferiram ouvir a mídia golpista, e esqueceram de ouvir o povo. Agora ouvirão!

Responder

    Abel

    17 de junho de 2013 às 19h15

    Tudo muito bom, tudo muito bem, mas o pessoal do PROUNI trabalha – não tem tempo de participar de manifestação…

    J Souza

    17 de junho de 2013 às 19h36

    E os estudantes não têm o direito de se manifestar apenas porque “só” estudam?
    Os jovens, que incluem os estudantes, não têm direito de se manifestar?
    E por falar em “trabalhando”, você tem certeza de que todos esses que estão nas ruas não trabalham? Quantos você entrevistou? Você tem certeza de que não há alunos do PROUNI protestando?

    J Souza

    18 de junho de 2013 às 08h43

    Como o pessoal dos governos ainda não postou a sua enquete, eis a do Datafolha:
    Dos manifestantes, 22% eram estudantes, ou seja, 78% não eram estudantes, ou seja, havia muitos trabalhadores na manifestação.
    Será que o pessoal do PROUNI foi contabilizado entre os estudantes ou entre os trabalhadores?
    <>

simas

17 de junho de 2013 às 11h30

Gente,
Mudemos o foco da conversa… A desrespeitosa vaia aplicada na Dona Dilma é um detalhe da trama; faz parte do contraditório.
Urge q a Prefeitura de Sampa corte o aumento, peça desculpas à população por ter concordado com uma majoração de preço, em serviço público sempre super mal prestado. Juntar a informação de q não é responsável e nem pode se responsabilizar pela atitudes agressivas da Força Pública e q vai procurar colocar em atividade a Guarda Municipal, no lugar daquelas, nesses eventos.
Outra medida, um outro passo necessário, seria da responsabilidade federal. Qual seja de, em rede nacional, fazer sua obrigação de informar ao povo (eleitores ou não), claramente, q está ocorrendo uma atividade terrorista de elementos interessados em desestabilizar a ordem democrática. Q o Gov Federal, junto com os órgãos de segurança, neles incluindo as Forças Armadas (?), estariam atentas às últimas desordens, violentas.
Só. Pra quem não quer ferir, suscetibilidades… isso bastaria.
O resto é bola pra frente e consumir os jogos de futebol… Ora, é uma mto melhor; pq estão ai, os lindíssimos estádios construídos, como a mídia, mafiosa e terrorista jamais concordou…
Abraço, fraterno

Em tempo: Como se esperar, quieto e tranquilo, acontecerem sucessos políticos, de quem sempre colocou em dúvidas, essas políticas neoliberais da máfia? Não dá. Esses, de lá, irão reagir continuadamente. E se não podem nos invadir, pq estão ocupadíssimos, além de falidos, subvertem.

Responder

    Malvina Cruela

    17 de junho de 2013 às 19h34

    caraca..ainda tem quem acredite que tudo isso é pelos $20 centavos…

Sérgio

17 de junho de 2013 às 00h30

Finalmente ele chegou “Cansei II – a baderna”.
Só esqueceram de avisar os trabalhadores e o povão.

Responder

denis dias ferreira

16 de junho de 2013 às 21h20

SEI NÃO CARA.

Tô preocupado com os rumos que esse movimento pode tomar. No início, de maneira exaltada, me entusiasmei. Passado o entusiasmo inicial comecei a refletir sobre os fatos.
Vejamos: esse movimento surgiu há seis anos atrás com o nome de Catraca Livre. O prefeito, na época, era o tucanalha Serra.
Um dia qualquer, lá no centro da cidade, um integrante do movimento entregou-me um panfleto. Isso foi, mais ou menos, há três ou quatro anos. Perguntei a ele se o movimento tinha ligação com algum partido. Ele respondeu-me que não, que o movimento era espontâneo e apartidário. Desconfiei da resposta, o cara era bem articulado e, pareceu-me, politizado. Perguntei a ele se era estudante. Ele deu-me uma resposta negativa. Não acreditei, o tipo tinha pinta de estudante, e de estudante da USP. Disse-lhe que não acreditava em suas respostas e que esse papo de movimento espontâneo sem nenhuma filiação partidária era conversa para enganar pessoas politicamente ingênuas. Argumentei que eu era um cara experiente e vivido e que tinha certeza que alguma entidade política estava por trás do movimento. Ele insistiu em afirmar que o movimento era uma iniciativa popular que não tinha nenhuma ligação com partidos políticos.
Pois bem, mais tarde descobri que esse movimento foi criado por estudantes da USP, ligados àquelas miríades de grupelhos de esquerda e extrema-esquerda que pululam lá na FFLCH. São agrupamentos que politicamente não são muito confiáveis, por assumirem muitas vezes posturas e comportamentos irresponsáveis e prestarem por essa razão, um enorme desserviço à esquerda mais amadurecida e consciente.
Há dois anos participei das passeatas organizadas pelo movimento, quando do último aumento anterior, patrocinado pelo então prefeito Kassab. Foram todas manifestações pacíficas e nunca houve confronto com a SS dos fascistas tucanalhas. Nunca também a grande mídia deu destaque, no seu noticiário, para aquelas manifestações.
Porém, desta vez, já a partir da primeira, a grande mídia abriu manchetes para as manifestações. Considerei essa atitude muito estranha comparando com o silêncio dos anos anteriores, quando os prefeitos eram de partidos queridinhos dessa mesma grande mídia.
Outro fato estranho foi o comportamento, até aqui, da SS tucanalha nas manifestações deste ano. Ela passou a ter um comportamento mais viril e mais truculento, passando a tomar a iniciativa nas agressões desferidas contra os manifestantes e jornalistas, estes, vejam só, pertencentes aos quadros dos grandes jornalões!
Parte da grande imprensa, consequentemente, condenou os SSs e se colocou a favor do movimento! Hum, murmurei, aí tem coisa.
O resultado imediato desse atípico comportamento midiático foi que a maioria da opinião pública postou-se a favor dos ativistas. Todos sabem que São Paulo sempre foi um estado ultra-reacionário, cuja classe média é extremamente conservadora e que, portanto, sempre condenou toda e qualquer atividade reivindicatória por parte de algum dos poucos movimentos sociais que por aqui sobreviveram e ganharam alguma sobrevida.
Percebam que, neste momento, uma parcela da grande mídia bate nos manifestantes enquanto outra parte afaga carinhosa e paternalmente os participantes das passeatas.
Percebam que as notícias afirmam que o movimento é contra o aumento das passagens dos ônibus urbanos, quando, na verdade, o movimento protesta contra o aumento das passagens de ônibus, do metrô e dos trens!
Escrevi tudo isso por causa do seguinte: há, na população, um sentimento inconsciente de frustração e insatisfação relacionado a demandas não atendidas. Esse sentimento é causado pela péssima qualidade dos serviços públicos. Nada por aqui funciona como deveria. O ensino fundamental e médio é uma lástima, a saúde pública é um terror, o trânsito é infernal, o transporte público é uma tristeza, a segurança pública, então, nem falar. Acredito que na maioria dos estados brasileiros encontraremos o mesmo cenário.
Essa insatisfação popular, se bem capitalizada, pode fazer com que o movimento se expanda e que os protestos extrapolem as reivindicações iniciais. Como os criadores do movimento não pertencem a nenhuma organização representativa da sociedade e como são em pequeno número, eles podem perder o controle das manifestações à medida que elas cresçam e se alastrem pelo resto do país.
A elite brasileira já percebeu o potencial explosivo e de crescimento dessas manifestações e que nelas lateja o risco de se tornarem uma espécie de tsunâmi humano que varrerá o país com uma incrível força destruidora.
Para finalizar, vou utilizar a seguinte metáfora para caracterizar esse movimento: ele é um cãozinho de raça valiosíssima, que fugiu de casa e se perdeu nas ruas da cidade. O primeiro que encontrá-lo assumirá a sua paternidade e, como é muito valioso, se recusará a devolvê-lo ao seu legítimo dono.
Eu desconfio que a elite brasileira já está se preparando para assumir o controle do movimento e desviar o rumo de suas reivindicações, caso ele venha a crescer e se expandir pelo resto do país.
Leiam as matérias da grande imprensa e observem a movimentação e os discursos dos políticos conservadores (PSDB, DEM, PPS) que já estão tentando pautar os temas das futuras manifestações.
Concluindo: pode ser que estejamos assistindo ao nascimento da Primavera Brasileira, ou que estejamos a um passo de mais um lamentável e invernal retrocesso político.

Responder

    simas

    17 de junho de 2013 às 10h52

    Perfeito, meu caro. Ou quase perfeito…
    Desde o princípio, a coisa foi bem pensada. Movimento arquitetado pra, evoluir em etapas e se alcançar o objetivo… final. Só notar q aconteceu um movimento reivindicador de aumento de preço das passagens, no geral; só observar q a militância não seria, aquela, a se esperar, considerada a classe social. À isso se acrescentou os famosos préstimos da Força Pública, paulista… Uma contradição forjada. Depois, como não poderia deixar de ser, o “marketing” exemplar da mídia, mafiosa e terrorista.
    A inteligência de tudo mora no mesmo lugar de sempre: império do mal. Dá pra sentir o cheiro do peçonhento, como disse, na cara, o saudoso Hugo Chaves.
    Confesso q estou assustado; agora q assisto o florescer de nossa primavera, particular, em pleno inverno. Foi, assim, mais ou menos, em 1964.
    Aliás, o tal do “obanana”, em suas prévias eleitorais afirmava q os tempos eram outros; q guerras tradicionais de ocupação já não eram suportáveis, econômica e estrategicamente. Q outras formas de dominação eram requeridas; q… afinal, “Sim, nós podemos!…”
    Abraço, fraterno

Jose Mario HRP

16 de junho de 2013 às 08h06

A boçalidade da policia militar paulista existe também na de Istambul!
Boçais os há em todos os lugares, Lá Erdogan, aqui Geraldo Alckimin, um boçal completo!

Responder

    Willian

    16 de junho de 2013 às 13h04

    Em Brasília, Agnelo Queiroz.

    Luis Cortinhas

    17 de junho de 2013 às 19h09

    E em Porto Alegre de Tarso Genro…

    e nas tropas federais q espancaram (com direito a 1 morte) índios na desocupação de uma fazenda em MS…

Rafael

16 de junho de 2013 às 00h34

O governo Dilma é uma lástima. Se quisesse ver índio tomando tiro, portos e poços de petróleo privatizados, teria votado no PSDB. Figuras como Gleisi Hoffman, Paulo Bernardo e Zé Cardoso expressam bem o rumo que esse suposto governo de esquerda tomou.

Responder

    xacal

    16 de junho de 2013 às 17h18

    Ai caramba, agora estamos em apuros!

    Perdemos apoio do rafael, ó céus, que será de nós agora.

    Fernandes

    16 de junho de 2013 às 22h24

    O meu também pode perder!

    Ah, o da minha esposa também!

    xacal

    17 de junho de 2013 às 13h30

    Ih, agora danou-se de vez.

    Vamos para casa, entregar para as viúvas do ffhhcc, só porque o pessoal da classe média anda insatisfeito e vaiando.

    Putz, isto é que auto-centrismo.

    simas

    17 de junho de 2013 às 21h13

    Buenas!… Rafael:
    Vc tem razão, em determinado sentido… O Executivo tem fraquejado em algumas áreas de atuação, por força da forma de se fazer política no Estado brasileiro; consequência da precariedade do funcionamento da lida política, nacional. Junta-se a carência de outras várias Reformas Estruturais, q vc precisa considerar inatingíveis, tbm com a atual formato de composição política dos Legislativos. Uns dos poucos avanços percorridos pelos governos petistas, quais sejam os avanços sociais e econômicos – criação de postos de trabalho, c/melhoria de renda, no entanto, pode estar contribuindo, já (?). pra fomentar essa verdadeira revolta q assistimos. E olha q o Gov Federal tem sido generoso, na atenção ao quesito Educação; favorecendo, sobremaneira. com investimentos, o Ensino, forma geral. Falo da incremento da classe média… Ou, com esse avanço no Desenvolvimento Econômico – verdade. verdadeira, pra tdo o mundo, mão aumentou as carências demandadas, desde sempre? Não é coisa nova; pois, não?
    Rafael, meu caro, se vc se der o trabalho e enumerar os ítens de investimentos, nos governos petistas, anotando os valores alocados; em seguida, repetir o mesmo e anotar os respectivos investimentos, para os dois períodos de governo, anteriores, vai ficar estarrecido, com a diferença… Mta grana está sendo investida; contra nenhuma, anteriormente. Cara, de onde saiu tanto dinheiro, q não existia, antes? E é o governo petista q mete a mão?… Olha, q o controle, nos últimos anos tem sido o dos melhores e mais perfeitos; inclusive, com a mídia, mafiosa e terrorista, no calcanhar das autoridades. Nesse pto, poder-se-ia afirmar q o PT tem a força do Gov Federal; porém, não tem o poder, necessário… escrito na Lei. Vc e mtos, meu caro, se esqueceram q o Pres Lula pra ganhar a primeira eleição se viu obrigado a escrever uma “Carta aos Brasileiros”; e pra tomar tomar posse no cargo, se viu compelido a fazer uma viagem à Washington… voltando de lá, com o Meirelles, na frente. Vc está esperando o q, do governo petista? Q dê murros na ponta de faca?
    O Partido dos Trabalhadores não é um partido, perfeito. Mas, convenhamos, é o melhor da praça. O melhor q poderíamos ter… Quem lhe afirma, tanto, não é filiado a partido, algum; apenas, alguém com idade e estrada, o bastante, pra afirmar, isso, ai.
    Ah! Faz mto tempo q não consumo a mídia; pq faz mal à saude e ao espírito. Depois, não quero contribuir pra máfia, com minha grana suada. Mas tenho acompanhado na forma do possível, a evolução dessa nossa “primavera brasileira”; e no início fiquei com mta má vontade, tendo em vista o local, emblemático, de onde se desenvolvia a faina… Conheço, bem, a Paulista; pq morei nas vizinhanças. Tenho meus priminhos, paulistanos. Então, não poderia dar crédito. Depois, fui ler as manchetes (adoro ler manchetes… Elas revigoram e atualizam meus desprezo) e comecei a ligar as coisas, os acontecimentos, como por exemplo, a atitude da Força Pública. Estou assustadíssimo com o q pode advir. Simplesmente, pq não existe motivação, central, importante. O q se esbraveja é do conhecimento de todos, em todos os tempos… A única coisa nova, é a rapazia, massa de manobra. E sempre estou com a rapaziada; pergunta a meus filhos. Mas, não nesses moldes.
    Abraço, fraterno

Messias Franca de Macedo

15 de junho de 2013 às 20h54

ACORDA BRASIL!

… Enfim, veio a público – pelo próprio público (sic) – o sentimento popular efervescente de indignação pela precariedade e alto custo dos transportes coletivos em Pindorama!…

… Ou seja, “enquanto temporariamente” (idem sic) [mais uma vez] se esgota ‘o tradicional menu golpista/terrorista’, o jeito é “requentar verdades caducadas ao modo do PIG” ! É verdade: mais tempo para o prazo de validade da pauta golpista respirar, moribunda!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

xacal

15 de junho de 2013 às 20h15

Afinal, quem são os indignados?
Já dizia o intelectual miolo mole, caetano meloso, em alguns dos seus raros momentos de lucidez: “alguma coisa está fora da ordem”.

Há a algum tempo, li em algum blog, algo que mencionava que os movimentos políticos de contestação deveriam começar nas cidades, nos temas urbanos, dada a quase impossibilidade de impor agendas universais, dada a crise de representatividade na qual o capitalismo mantém sob sequestro a democracia.

Creio que era em uma entrevista do ótimo geógrafo David Harvey, um dos melhores interlocutores do marxismo nos dias de hoje.

Bom, ao enxergar a pauta das manifestações de algumas capitais brasileiras, senão me engano, Rio, SP, Porto Alegre, Maceió, Brasília, Curitiba, Manaus, e BH, está claro que o estopim foi a mobilidade urbana, expressa na questão do preço e da qualidade do transporte público.

É um grande começo, e que possibilita um amplo questionamento dos usos dos orçamentos públicos municipais.

A truculência das forças estatais não deixa dúvidas que os grupos que estão no controle das administrações não hesitarão em sufocar qualquer chance de que a luta política lhes fuja ao controle, sob os métodos tradicionais da disputa.

E pelo que foi mostrado, nem interessa se há no meio gente pouco acostumada a violência policial, comumente destinada aos mais pobres e de cor.

Mas ainda que tenha esperança (afinal, ela é a primeira que adoece, embora seja a última a morrer), tenho certa prevenção a todo este oba-oba que alguns blogs têm saudado as manifestações juvenis, mormente as de SP, justamente as mais massacradas pela PM.

Não me refiro aos calhordas de sempre, que tentam embarcar no movimento, como forma de contrabandear uma insatisfação onde ela não poderia existir: afinal, há empregos, renda, vagas nas universidades, etc, como nunca houve neste país.

Eu falo dos setores sinceros (porém ingênuos) da (ultra)esquerda e da blogosfera, que parecem observar os jovens em marcha como aqueles pais frustrados que nunca chegaram a protagonistas, ou falharam neste intento, berrando à beira do gramado, reclamando com técnicos, juízes e adversários, como se auto-realizassem nas proezas dos rebentos aquilo que não fizeram quando tinham chance.

É preciso cuidado, muito cuidado, porque paixão demais sufoca, e expectativa demais atrofia.

Movimentos desta natureza são sobrevivem sem grande articulação com outras esferas orgânicas e POLÍTICAS da sociedade, embora todo espontaneísmo inicial, próprio dos hormônios imaturos, sejam bem-vindos.

É preciso DIREÇÃO.

Que faltou aos cara-pintadas, que não foram a lugar algum, por exemplo!

Que faltou na Primavera Árabe, engolida e sufocada!

Que faltou ao Occupy Wall Street, transformado em um bando de andrajos em parques pelos EEUU.

Um olhar mais acurado sobre os manifestantes dirá que não se tratam de usuários de ônibus os que estão nas ruas de SP, por exemplo, ao menos, não em sua maioria, o que não os desqualifica, mas nos deixa na boca aquele velho gosto amargo de um vanguardismo classe média, que pretende “iluminar” os pobres e incultos que eles julgam manipulados e domesticados.

É esta gênese autoritária, porém compreensível, destes movimentos que os matam no nascedouro: falta-lhes legitimidade, embora a agenda seja real, ou seja, o transporte público, o uso de dinheiro público em eventos desnecessários, etc, merece atenção e revolta.

Mas não é este pessoal que está nas ruas que mais sofre.

É mais ou menos como uma passeata de meninos e meninas brancos pintados de preto a lutar contra discriminação racial.

Justo, porém inacreditável.

Responder

    ted tarantula

    16 de junho de 2013 às 08h50

    criticar o capitalismo é um negocio meio engraçado, pq só existe capitalismo…não existe outra coisa, ou estou enganado e já surgiu substituto e não me contaram? é como criticar o sol, como se tivesse diversos sóis para vc escolher um…

    xacal

    16 de junho de 2013 às 12h06

    É verdade. Tem gente que acha que é uma questão de escolha (ou só uma questão de escolha), mas sinto muito, não é.

    Assim como o sol começou, e se esgotará, assim será o capitalismo.

    Mas o fim do sol não depende da ação humana. O sol existe antes de nós, e continuará, com certeza, depois de nós.

    Ao contrário de sistemas de organização da produção! São construções humanas, e não um dado natural (sol), ou um “milagre de deus”.

    Pois é…com este tipo de construção ideológica, fica difícil debater.

    Ou será que o “jênio” imagina ser o capitalismo a nossa última etapa evolutiva (?), ou seja, o fim da História?

    Santo deus, de onde vem este tipo de idiota?

    Luis Cortinhas

    17 de junho de 2013 às 19h12

    xacal…

    tanto “blá blá blá” só pra dizer q, no fundo, vc não tem nenhuma opção real ao capitalismo?

    ahhhhh táááááá!

    CarmenLya

    16 de junho de 2013 às 12h56

    Inacreditável mesmo, né, Xacal?????? Mauricinhos e Patricinhas deixaram seus carrões nos condomínios fechados onde moram e resolveram apanhar da polícia nas ruas do Brasil como nunca dantes, rsrsrs. Querem adrenalina…suas vidinhas estavam muito chatas!!!!!!!

    xacal

    16 de junho de 2013 às 15h36

    CarmenLya, veja bem, eu não os condeno pela impulsividade juvenil de tomar nas mãos bandeiras que não são suas.

    Este é um fenômeno que se dá desde tempos pretéritos, desde a a comuna de Paris, passando pela França em 68, a resistência a ditadura e agora pelas “griffes” primaveras pelo mundo.

    É a juventude mais abastada, ou mais letrada, que está na vanguarda dos confrontos.

    Mas o problema hoje é que a natureza da contestação está sob o cerco de anos de (neo)liberalismo que destroçou os vínculos orgânicos desta rapaziada com os movimentos organizados da sociedade, incluídos ai os partidos.

    há um divórcio perigoso dos jovens e a ideologia.

    Por outro lado, imputar-lhes a responsabilidade histórica de fazer o que não fazemos, é ingenuidade.

    Movimentos juvenis não mudam as estruturas, elas abalam-nas e abrem caminho para que alguma alternativa surja: é o legado deles que importa.

    E sem organização, sem viés político, sem DIREÇÃO, não haverá legado, como não houve com o Fora Collor, e os Cara Pintadas, por exemplo.

    Eu, a meu modo, não nutro grandes esperanças destes movimentos, mas não deixo também de exaltar-lhes certa dose de coragem e porraloquice que anda nos faltando.

    Um abraço.

Permanente

15 de junho de 2013 às 19h56

BRASIL 3 X PIG zero
Brasil 3 x Globo zero
Brasil 3 x Galvão Bueno Zero
Brasil 3 x Scolari ( o técnico da Globo) zero

Ridícula a cobertura da Rede Globo do jogo de abertura da Copa das Confederações, realizado no lindíssimo estádio Mané Garrincha, em Brasília. Cadê a tecnologia dos bons tempos da Rede Globo colocada a disposição do torcedor brasileiro ao gritar Brasil, ill, ill ill, depois de uma gol da Seleção Canarinha? Cadê a tecnologia altamente sofisticada que ressaltava a genialidade de um dos nossos atletas ao fazer um gol de placa e gritando Romário, é ele! é ele! pela voz inebriante de um Galvão Bueno da vida, que no jogo de abertura da Copa das Confedarações se encontrava extremamente nervoso, com as mãos trêmulas? Será que a Rede Globo minimizou o desempenho dos nossos atletas porque sabia que a nossa Presidenta, Dilma Rousseff, estaria sentada numa cadeira muito semelhante àquela do torcedor que se encontrava na “geral”? A Globo em nenhum momento deu um close na vibração dos torcedores depois de cada gol da seleção. Mas no final, rendendo-se às evidências, começou a mostrar a vibração da torcida. Como não ser render a um elástico resultado do tipo SELEÇÃO 3 X REDE GLOBO ZERO?
Cuidado, Rede Globo: vocês precisam dar uma satisfação aos anunciantes. Ou será que a Globo acha que o anunciante pode ser manipulado como uma parcela significativa dos torcedores brasileiros?

Responder

Messias Franca de Macedo

15 de junho de 2013 às 18h58

MCE (Movimento dos Com Estádio)

… Provavelmente, os que estavam no Estádio Nacional Mané Garrincha e que – de forma absoluta e estranhamente inexplicável – vaiaram a presidente Dilma Rousseff devem ser do “time dos protestantes” que protestaram do lado de fora do mesmo Estádio! [Mais uma vez] Tem algo de suspeito no ar de Pindorama(!): um povo ordeiro, apaixonado por futebol, e que – “não mais do que de repente” – começa a protagonizar sublevações às vésperas do início de um evento esportivo internacional! Sei não: tem algo “cheiroso do ‘Cansei’” na atmosfera sombria de Brasília! E nas cidades onde as tarifas do transporte urbano tiveram reajustes de preços! (sic)…

(A propósito: qual foi mesmo a motivação para as vaias?! Essas vaias representaram qual natureza de protestos?! Quais descontentamentos?!… “O nível de escolaridade” dos manifestantes?! Leitores(as) de ‘veja’?!…)
Saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas e antigolpistas,

… [Deve ter sido] O [cívico(?!)] protesto dos ‘Com Estádio’!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Combate Racismo Ambiental » “Desencanto profundo, genuíno e potencialmente violento”

15 de junho de 2013 às 18h01

[…] violento” Por racismoambiental, 15/06/2013 18:01  A Época Folhetinesca, via Viomundo: “Sobre os […]

Responder

abolicionista

15 de junho de 2013 às 16h02

Segunda estarei lá! Infelizmente, começa um pouco cedo demais, chego atrasado, mas vou. Bora juntarmo-nos às juvenilidades auriverddes! Às ruas!

Responder

    CarmenLya

    16 de junho de 2013 às 13h26

    Abolicionista, por favor…me represente!!!!!! Teus textos mostram que ainda existe vida inteligente nos blogs sujos, rsrsrs. Perdi a paciência com esse pessoal que detona os jovens que protestam, sem capacidade de analisar que numa sociedade doente como a nossa, sempre quem luta é por humanismo e não por necessidade absoluta. Os pobres levantam de madrugada e voltam para casa tarde da noite brigando pelo sustento. Os torturados da ditadura eram mauricinhos e patricinhas da época. Todos nós que saíamos das faculdades para gritar “abaixo a ditadura” éramos privilegiados de nascimento, pois frequentar universidade nos anos 60 era coisa de elite. Mas nos movia exatamente a vontade de viver num país com justiça social, que outros tivessem a possibilidade de ter o mesmo que nós. Eu continuo privilegiada…aos 67 anos mantenho o espírito aberto e a mente lúcida para apoiar aqueles que não se rendem à servidão voluntária. Viva Étienne de la Boétie.

    xacal

    16 de junho de 2013 às 18h07

    CarmenLya, sua confusão é típica dos apaixonados, e ainda bem que aos 67 não perdeste a capacidade de se apaixonar.

    Mas só paixão e estereótipos não bastam, é preciso conhecer.

    Como só humanismo e voluntarismo não bastam, é preciso ter legitimidade de classe para lutar.

    O jovem classe média se fantasiar de explorado ou de operário não vai redimi-los.

    Você despreza que os movimentos políticos dos explorados e desvalidos se dão de forma distinta, em tempos diferentes. Têm uma natureza que não á alcançável por quem não viveu na pele a segregação social, embora tenha lido nos livros como ela se dá.

    É este povão massacrado que continua a apoiar o governo Dilma, e que apoiou incondicionalmente Lula.

    Os meninos e meninas de SP, e de outras capitais, estão a praticar o saudável exercício do amadurecimento das lutas nas ruas, e até no enfrentamento com as forças de repressão.

    E isto talvez os ajude a se tornarem pessoas melhores (ou não) no futuro, e lógico, que lutem por um mundo melhor (ou não).

    Mas este processo não tem nada, ou tem muito pouco, a ver com o universo das pessoas que realmente usam o transporte público.

    Este pessoal tem tentado de outras formas, e vai dando e retirando apoio conforme suas escolhas, como fez agora com Haddad, havia feito com Marta, Erundina, etc.

    Ely Veríssimo

    17 de junho de 2013 às 19h16

    É verdade, Xacal, e como já elegemos o “nosso” partido, é só esperar e nunca criticar, que a coisa vai melhorar. Nada como a experiência política como a sua pra nos mostrar como as pessoas que protestam são ingênuas, Lumpen, e sem direção. CarmenLya, para de se aliar ao PIG e à media golpista, mulher!

Márcio Martins

15 de junho de 2013 às 14h12

Tipo assim, os ditos “indignados” da Espanha, meio “rebelde sem causa”, que rodou, rodou, “elegeram” o Rajoy. Tá bom, sei! Papel aceita qualquer elucubração. Fui! Vou trabalhar, até…

Responder

Mauricio Benedito

15 de junho de 2013 às 13h47

Hasta la vitória ! REFORMA AGRÁRIA, JÁ !

Responder

Mauricio Benedito

15 de junho de 2013 às 13h45

Hasta la vitória, siempre. REFORMA AGRÁRIA,JÁ!

Responder

LEANDRO

15 de junho de 2013 às 13h45

Como é ruim ser vidraça. O partido que sempre apoiou toda manifestação que confrontasse os grandes grupos agora é uma sombra do que foi. Viva a liberdade, que protestos existam sempre e forcem aos governos a ouvir as ruas.

Responder

Messias Franca de Macedo

15 de junho de 2013 às 12h46

COLETIVIZANDO O QUE É COLETIVO(!) Uma resposta a um pedido de assinatura em apoio ao movimento dos manifestantes contra o aumento da tarifa das passagens no transporte coletivo da cidade de São Paulo

… Muito obrigado pela deferência e confiança pelo encaminhamento. Respeitosa e humildemente, gostaria de aproveitar o ensejo para expressar as seguintes premissas:

# manifestar o meu repúdio aos atos de violência perpetrados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo – ao tempo em que presto a minha singela solidariedade a todos e todas que foram – de uma forma ou de outra – agredidos(as);
# no caso específico da cidade de São Paulo, creio que a reação ao reajuste das tarifas do transporte coletivo foi desproporcional e extemporânea. Desproporcional porquanto o reajuste ocorre após um período significativo de congelamento desses preços, além do que o percentual [do reajuste tarifário] é compatível com a realidade concreta da atual conjuntura do país; extemporâneo na medida em que o prefeito Fernando Haddad, apenas, inicia o mandato – e provavelmente deve ter encontro um [negativo] legado pesado do antecessor [o kassab]…
#neste momento, creio, a sociedade brasileira deve discutir as mais adequadas estratégias no sentido de nos fazermos ser escutados, valorizados e respeitados. Imagine o caos que seria o nosso país caso a cada descontentamento da população, tivéssemos, nas cidades, situações de conflitos beligerantes semelhantes às quais estamos, perplexos, assistindo nesses últimos dias!…
# concordemos ou não com o fato, o Brasil está às vésperas de sediar a Copa das Confederações – e numa perspectiva mediata, a Copa do Mundo e as Olimpíadas…
# lamentamos, também, a não certeza de que legítimos movimentos populares serão reproduzidos em relação a outras situações aflitivas e deveras preocupante, a exemplo do julgamento fascista relacionado à Ação Penal 470 – o tal ‘Mentirão’!… Ou ainda em protesto contra as ações delituosas, perniciosas e nefastas da “grande” mídia terrorista/golpista/antinacionalista [o PIG (Partido da Imprensa Golpista), capitaneado pelas organizações(!) Globo, Editora Abril [em especial, a revista ‘Veja’] e ‘Folha de São Paulo’ [da ‘ditabranda’ dos Frias!]…

Finalizo, repetindo uma lúcida, sensata e pedagógica assertiva asseverada por vocês: “… [Nós] todos temos que defender o direito de nos manifestar. Porque se hoje é contra a passagem, amanhã poderá ser para defender um direito seu.” É verdade: “… é nos manifestando que este país vai mudar! Não podem tirar o nosso direito!” Bravo! Bravíssimo!…

Nesse sentido, espero contribuir para com a reflexão e a crítica!

Muito obrigado.

Felicidades!

Saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas e antigolpistas,

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas

Responder

Jose Mario HRP

15 de junho de 2013 às 12h41

http://pensador.uol.com.br/autor/che_guevara/

Viva os jovens….de espirito!

Responder

Jorge

15 de junho de 2013 às 11h31

Movimento que não tem liderança vira baderna.
É preciso orientação, uma pauta clara a reivindicar, uma lista com itens a serem discutidos, vontade para dialogar, condições para o diálogo, ceder um passo para avançar dois mais tarde.
Quando o movimento é acéfalo, fica fácil infiltrar pessoas dispostas a transformar qualquer manifestação em caos, que sempre interessam a algum grupo em particular.
Manter carros próximos é uma maneira de se proteger.
Sentar no chão ao avanço da polícia é uma tática eficiente.
Virar de costas para a polícia com as mãos erguidas mostra a possível truculência de ações de repressão.
O pânico é o pior inimigo.
O movimento pode até ser legítimo, porém sem cabeças pensantes fica facilmente manipulável.
Faltam líderes.
A CIA e seguidores de seus manuais adoram movimentos sem líderes.
As greves no ABC nos anos 70/80 deveriam servir de manual básico para qualquer movimento que se diz abrangente, nacional. Ali havia líderes. Ali havia UM grande líder.

Responder

Fabio Passos

15 de junho de 2013 às 11h24

Acertam o alvo:

“… o Estado é cada vez mais um serviçal do poder financeiro, e cada vez esmaga mais as pessoas para atender interesses cada vez mais irreais e desumanos.”

O nome do regime e ditadura capitalista: Todo poder emana do lucro… e em seu nome sera exercido.

Uma quantidade infima de miliardarios vagabundos sao os verdadeiros donos do poder.
Nao havera democracia enquanto houver classes sociais.

Responder

José X.

15 de junho de 2013 às 10h38

“Dá testemunho de um desencanto profundo, genuíno e potencialmente violento de boa parte da população com o discurso do Estado,”

Besteira.

Me parece, mais do que tudo, “ennui” niilístico de adolescentes classe média, deslumbrados com manifestações em outros países, e oportunisticamente manipulados por agentes políticos infiltrados.

Duvido muito que os participantes dessas manifestações sejam realmente afetados pelos aumentos nas passagens. Realisticamente falando, os potenciais afetados pelos aumentos não estão nas manifestações, mas trabalhando…

Isso sem contar que os potenciais afetados pelos aumentos normalmente são beneficiados pelo vale transporte, portanto o impacto dos aumentos se dilui consideravelmente.

É claro que não concordo com as ações da polícia do Geraldinho Pinheirinho, mas não acredito que essas manifestações sejam oportunas, mas sim oportunísticas. Se não forem insufladas pela mídia, dificilmente essas manifestações terão fôlego para continuar. Além disso, não acredito que essas manifestações tenham consequências permanentes.

Responder

    Julia Nogueira

    15 de junho de 2013 às 11h41

    Hahahahahahahhahahaha!

    Véio Zuza

    15 de junho de 2013 às 14h52

    Assino em baixo…

    Assis

    15 de junho de 2013 às 16h47

    Trabalhador nao participa até pq 20 centavos não o afeta no seu maior gasto com transporte, que é sua ida e volta do trabalho. A burguesada que nao trabalha, nao sabe que gastos acima de 6% do seu salário, vc recebe vale transporte subsidiado pela empresa. Ou seja 3,00 já era acima, então os 20 centavos a mais nao sai um centavo a mais do bolso do trabalhador. Sou a favor do passe livre, mas, as manifestações se tornaram uma movimentação da classe media contra Dilma.

    paulo

    16 de junho de 2013 às 09h03

    Perfeito Assis, concordo totalmente.

    Abolicionista

    16 de junho de 2013 às 10h12

    Pois eu sairei do trampo e irei pra lá.
    Pare de reclamar e tire a bunda da cadeira.
    A democracia está nas ruas, de onde nunca deveria ter saído

    José X.

    16 de junho de 2013 às 14h29

    Isso, vai lá, quem sabe vocês conseguem obter o mesmo sucesso que os “indignados” conseguiram na Espanha ao eleger o Rajoy…

Jose Mario HRP

15 de junho de 2013 às 10h02

No exercício do jornalismo fui tratada como criminosa em cobertura de protesto contra tarifa de transporte público em São Paulo. Mas nem os criminosos devem ser tratados assim.

Da Rede Brasil Atual

“Gosto de ficar em lugar que dá para correr”, dizia a repórter do portal Terra ao meu lado quando tivemos de correr, mas não tínhamos para onde. A primeira borrachada de cassetete me atingiu na nuca, uma região potencialmente letal. A segunda, logo abaixo das nádegas. A terceira – depois de eu já ter gritado com as mãos ao alto, como uma criminosa, que sou jornalista e estava trabalhando –, no rosto. Tenente Henrique é o nome dele.

A revolta da violência contra mim foi a última gota, a prova física do que vi nas últimas horas. Um massacre. Uma ocupação militar. Violências sem razão.

Nesta tarde de 13 de junho em São Paulo, depois das notícias das prisões de colegas no ato da última terça, recuperei um crachá, há muito tempo abandonado dentro da gaveta, e comprei vinagre para aliviar os efeitos do gás. O artifício, no entanto, não foi útil. Logo que cheguei à manifestação, soube que um colega da Carta Capital foi preso por portar vinagre. Por recomendação do meu chefe, joguei o líquido fora.

O gás é uma arma muito agressiva. A fumaça causa ardência nos olhos e vias respiratórias. Quando a nuvem é muito intensa é praticamente impossível respirar. Por duas vezes quase fiquei completamente cega, correndo o risco de cair no asfalto e ser pisoteada pela multidão desnorteada. Graças à solidariedade dos manifestantes, consegui vinagre e segui trabalhando.

As primeiras bombas foram jogadas enquanto os manifestantes, a maioria jovens, gritavam “sem violência” na rua da Consolação. Não houve confronto. O claro objetivo da polícia era impedir que os manifestantes subissem a rua em direção à Avenida Paulista. O gás lacrimogêneo fez com que os manifestantes encurralados entre as ruas Rego Freitas e Cesário Motta Junior dispersassem. Depois, pequenos grupos se formaram, tentando chegar a qualquer custo à Avenida Paulista.

Segui com cerca de 50 pessoas pela Rua Bela Cintra. Presenciei de perto rapazes destruindo lixeiras, espalhando lixo, fazendo barricadas. Mas a tática não é consenso. Muitos manifestantes são contrários ao uso desses artifícios e tentaram impedi-lo. Outros tentavam orientar a pequena multidão a não bloquear o trânsito de veículos. A presença deles serviria como “escudo”. De fato, a polícia desistiu duas vezes de atacar o grupo quando eles estavam cercados de automóveis. A chegada na Paulista, ao gritos de “O povo unido jamais será vencido”, parecia o fim épico de uma travessia arriscada, mas era só o começo. A avenida já estava completamente fechada para o trânsito em função da presença maciça de policiais – cavalaria, Tropa de Choque, Força Tática, motos – logo o grupo foi dispersado por gás. Assim como todos os outros.

Formações do Choque se postaram em todas as ruas que ligam o centro com a Paulista, impedindo que qualquer grupo entrasse na avenida. As pessoas corriam atordoadas, sem saber para onde ir, já que as principais vias de escoamento estavam fechadas, assim como todas as estações de metrô.

O gás foi jogado contra pessoas paradas tentando atravessar a rua, funcionários de lojas tentando voltar para casa, em ruas vazias, aparentando uma ação preventiva. Depois de jogadas, as bombas fazem efeito por alguns minutos. Muitos transeuntes tentavam passar pelas barreiras, crentes de que sua postura pacífica iria protegê-las, e eram surpreendidas por bombas. Diversas vezes ouvi a frase: “Você viu isso?”, como se a visão da violência gratuita fosse uma miragem. “Não tem mais ninguém aqui. O que eles estão fazendo?”, perguntava-se Lígia Tavares, quando me aproximei dela na esquina da Consolação com a Paulista para saber o que tinha acontecido na Avenida Angélica.

Vestida com roupas sociais, bem diferente dos trajes da maioria dos manifestantes, ela contou que havia visitado um parente no Hospital Sabará e agora tentava voltar para casa, na zona sul. “Você viu isso?”, me perguntou atônita depois que bombas foram jogadas na direção do ponto de ônibus.

A avenida Paulista ficou fechada por uma espécie de ocupação militar. Só por volta das 21h30 as tropas começaram a se retirar e os veículos voltaram a passar. Nesse momento, os incansáveis jovens manifestantes se dirigiram pela calçada para o Vão Livre do Masp. “Amanhã vai ser maior”, gritavam quando os policiais postados diante do parque Trianon avançaram. “Gosto de ficar em lugar que dá para correr”, dizia a colega do Terra. Não pudemos correr. Podia ser qualquer um.

A polícia voltou a usar bombas. Já no ônibus, foi preciso orientar os passageiros para que fechassem as janelas, mas o cheiro de “chifre de bode queimado” entrou e provocou ardência e mal-estar nos usuários. “Tudo isso por causa do aumento?”, perguntava uma delas. Creio que, agora, tudo isso é por muito mais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Responder

Vicente Alberto

15 de junho de 2013 às 09h49 Responder

Malvina Cruela

15 de junho de 2013 às 09h42

Não passa pela cabeça de ninguém que se possa tentar incendiar um país como esse por R$ 0,20 centavos não é? Então a zanga do povo é por outra coisa; não faltam motivos de raiva mas faltam bandeiras, faltam pautas de reivindicação; os grupos não são capazes de articular politicamente sua insatisfação..e pq isso? ora..obviamente pq já temos o tal governo popular, de esquerda, o povo já está no poder (mais ou menos né??)…então é pra isso que serve e política não é?? alguém esta mentindo para alguém não acham????

Responder

J Souza

15 de junho de 2013 às 09h39

Excelente!

Responder

    J Souza

    15 de junho de 2013 às 12h00

    “O mundo é menos previsível e controlável do que gostaríamos que fosse”…
    no vídeo: “Alta ansiedade – a Matemática do caos”. http://youtu.be/PCnxd9wX91c

Luiz Fortaleza

15 de junho de 2013 às 08h54

Alguém viu a ABI ou a Associação dos Jornalistas fazendo um manifesto de repúdio a truculência da polícia tucana paulista a jornalistas? Só vi a OAB. GLOBO chamava de excesso da polícia o que era truculência, talvez pq a polícia seja do governo do PSDB.

Responder

Luiz

15 de junho de 2013 às 08h51

Sei não…depois de ler tudo isto acima… fiquei com a sensação de ter fumado uma droga…

As manifestações fortalecem a democracia… agora lutar sem saber as causas pelas quais lutam… andar de um lado para o outro sem objetivo, sem um plano me parece meio vira lata…

Responder

Vlad

15 de junho de 2013 às 08h41

Esplêndido artigo.
Desses que vale a pena compartilhar.
Parabéns.

Responder

Luiz AA do Sacramento

15 de junho de 2013 às 02h23

Belíssima reflexão desenvolvida pelo luiz Fortaleza.
A atual situação que a humanidade vive, cheia de degradação , cheia de desequilíbrios , onde todos os referênciais acumulados ao longo da nossa história evolutiva são despresados como sucatas despresíveis; Onde os valores que sustentavam a estrutura social se romperam de forma irreversível sinalizam para um amanhã terrivelmente caótico.
Como alento a esse quadro dantesco , me vem à lembrança um poema,cujo autor desconheço: ” Mas há sempre uma candeia. // dentro da própria desgraça. // Há sempre alguém que semeia // Canções ao vento que passa//Mesmo nos tempos mais negros //Nos tempos da escravidão //Há sempre alguém que resiste // Há sempre alguem que diz não.”

Responder

    Luiz Fortaleza

    15 de junho de 2013 às 09h17

    Thank you very much. Viele Danke. Grazie. Merci. Gracias. Brigadú.

Elize Lima

15 de junho de 2013 às 00h19

ESCOLHA O CADAFALSO OU O CESTO DE SALMON

Quem quiser trazer para si a responsabilidade de qualquer luta que surja das massas, pode acabar como Danton ou Robespierre.

Responder

Luiz Fortaleza

14 de junho de 2013 às 23h42

A mídia não pode ser a voz das ruas, ela tem q escutar a voz das ruas. Os governantes, comprometidos com o eleitoralismo burguês, tentando salvar a sociedade da crise capitalista, que é sistêmica e/ou crônica, e dar as migalhas do sistema pro povo, vai ter que optar por qual classe quer governar. Vivemos sempre uma luta de classes, pq vivemos numa sociedade de classes com interesses diferentes e divergentes, onde alguns ganham e milhões perdem. Não adianta querer criar um modelo de desenvolvimento melhor do que o do neoliberalismo, pq isso tem prazo de validade e aí começa tudo de novo, a nova ilusão econômica e assim passam-se anos, décadas, séculos, e o povo pobre e miserável continua massacrado. Tivemos o Getúlio, o JK e o Lula, depois repetiremos de novo a história de q agora o Brasil vai ser primeiro mundo. Nunca, nunquinha, pq temos uma elite egoísta, comprometida com o capital financeiro internacional que só olha pra sua riqueza particular, pro seu lucro. Por isso, a política moderna burguesa faliu como proposta de melhorismo social. Já vivemos fases de prosperidade, crise e depressão, e agora vivemos há mais de 40 anos a grande crise estrutural do Capital. Tentando salvar fortunas bancárias de minorias sociais. Luta de classes, burguesia e proletariado, lumpemproletariado, exército de reserva, alienação econômica, mais-valia extraída de trabalho não-pago são categorias ontológicas ainda presentes na realidade da objetividade do capitalismo. Querer ignorar este tipo de reflexão é querer permanecer ver a realidade na sua superficialidade das ciências empíricas e sociológicas de cariz fragmentário, descolado da totalidade da história. Não adianta se enclausurar nos mudinhos domésticos, no solipsismo do individualismo egoísta, nas religiões ou seitas paliativas do espírito. Porque um dia a violência do sistema, seja de que forma for, vai bater a sua porta, à porta da sua vida “tranquila”. Ir a raiz das questões sociais, é estar mais próximo da verdade que está presente na realidade. Só a realidade é portadora da verdade dos fatos, e para apreender como ela se encontra, é preciso fazer relações das suas determinidades, ou seja, o que determina o que. Viajei na maionese… risos.

Responder

    FrancoAtirador

    15 de junho de 2013 às 03h04

    .
    .
    Bom, muito bom Luiz.

    Pelo menos tu viajaste na maionese de Verdade:

    Feita com ovos de verdade, azeite de verdade,

    limão de verdade, vinagre de verdade e sal de verdade.

    Já o mesmo não pode se dizer dos governantes braZileiros

    que viajam na falsidade da Bestfoods Corporation/Unilever.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maionese)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hellmann's)

    Um abraço camarada e libertário.
    .
    .

    Luiz Fortaleza

    15 de junho de 2013 às 08h59

    Valeu companheiro… A verdade é revolucionária, como diz Trotsky.

    xacal

    15 de junho de 2013 às 18h25

    Então, aleluia, Trotsky!

    “Eu sou a revolução, a verdade e a vida.” São Trotsky 17:10-1917.

    Que bando de palermas.

    Luiz Fortaleza

    15 de junho de 2013 às 23h47

    Qta bobagem dita. A verdade é revolucionária pq transforma as pessoas, a vida, a história e não tem nada a ver com santidade. “É verdade que vc está escrevendo agora?” É. Então não é necessário ser Deus ou santo para apreender certas verdades da vida, da história humana,sem cair no relativismo ou no absolutismo das afirmações sofistas.

    Luiz Fortaleza

    15 de junho de 2013 às 23h47

    Qta bobagem dita. A verdade é “revolucionária” pq transforma as pessoas, a vida, a história e não tem nada a ver com santidade. “É verdade que vc está escrevendo agora?” É. Então não é necessário ser Deus ou santo para apreender certas verdades da vida, da história humana,sem cair no relativismo ou no absolutismo das afirmações sofistas.

    xacal

    16 de junho de 2013 às 15h49

    Duvidar de tudo, até da própria dúvida.

    É claro que sabemos que a pior forma de autoritarismo é o relativismo absoluto.

    Bobagem é distorcer o que eu disse para enquadrar nesta categoria. Falta, como é visto, estofo intelectual.

    A meu modo, valorizo mais o processo de produção e busca de verdades, que dialeticamente podem ser substituídas por outras, a crer que a palavra verdade (ou revolução) possam determinar campos políticos que deslegitimem tudo o que não esteja em consonância com estas definições.

    Foi assim que milhões morreram nos gulags, e outros tantos na China de Mao.

    Ousaram questionar a “verdade”.

    De certo modo, até o idiota do Trostky, abatido por uma verdadeira picareta de um verdadeiro picareta.

    Os dois (camarada stálin e camarada trotsky) acreditavam em verdades irreconciliáveis. Venceu o mais forte. Não é este modelo de política que me seduz.

    Mas se te faz bem, fique à vontade.

    Aleluia, irmão.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding