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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Depois de tantas vezes prever o fim de Lula e do PT, Editora Abril arrasta trabalhadores para o buraco

07 de agosto de 2018 às 07h32

Foram dezenas e dezenas de capas assim…

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Na manhã desta segunda-feira (6), a Editora Abril realizou uma demissão em massa de cerca de 100 jornalistas e anunciou o fechamento de títulos, entre os quais as revistas Arquitetura e Construção, Boa Forma, Casa Claudia, Cosmopolitan, Elle e Minha Casa.

Há informações ainda não confirmadas sobre a demissão de outras centenas de trabalhadores e trabalhadoras administrativos e gráficos.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) procurou os representantes da Abril na última quinta-feira (2) e a direção da editora negou a dispensa em massa, promovida neste 6 de agosto sem qualquer diálogo ou negociação prévia com o SJSP.

A direção do Sindicato dos Jornalistas repudia mais essa demissão — após as várias dispensas promovidas em dezembro passado — está na sede da editora desde o início da manhã de hoje (6) para prestar apoio aos demitidos e vai tomar todas as medidas necessárias para reverter esse quadro.

Para o SJSP, a necessidade de “ajustes” propagada pelos novos diretores da Abril não justifica gerar desemprego, demitindo centenas de profissionais e comprometendo a qualidade do jornalismo em nome da lucratividade.

Abril é alvo de ação do MPT contra dispensa em massa em 2017

A Editora Abril já havia realizado uma demissão em massa em dezembro de 2017, semanas após a “reforma” trabalhista entrar em vigor, e o caso é alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT).

O SJSP integra o processo como assistente litisconsorcial, meio jurídico de fazer parte da ação com o intuito de defender os direitos dos demitidos.

Além da dispensa em massa sem efetivamente realizar negociação prévia com o Sindicato, o MPT apurou que as demissões foram discriminatórias, pois afetaram principalmente os profissionais mais velhos (média de 40 anos, 10 meses e 9 dias) e com maior tempo na empresa (média de 11 anos, 6 meses e 14 dias).

Nesta ação, o MPT reivindica que a Editora Abril se abstenha de fazer mais demissões sem prévia negociação com os sindicatos profissionais, assim como novas dispensas discriminatórias fundadas em qualquer motivo tais como idade, sexo, origem, raça, estado civil, situação familiar, deficiência ou reabilitação profissional.

Como se não bastasse demitir sem dialogar com os sindicatos que representam os trabalhadores, a empresa ainda parcelou o pagamento das verbas rescisórias em dez vezes, outra medida que fere a legislação trabalhista.

O processo tramita na 61ª Vara do Trabalho de São Paulo e, caso a ação seja julgada procedente, a empresa poderá ser condenada a ressarcir integralmente todo o período de afastamento dos profissionais e ainda ao pagamento de uma multa de R$ 1,338 milhão a título de reparação pelos danos coletivos, valor que será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Editora recusou assinar Termo de Ajustamento de Conduta

No último dia 8 de março, antes de mover a ação civil pública, o MPT propôs à editora um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contra as demissões, mas a direção da Abril não aceitou assinar o documento.

O TAC resultou de um procedimento aberto pelo MPT para apurar uma denúncia anônima contra a empresa por conta das demissões ocorridas em dezembro de 2017.

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6 Comentários escrever comentário »

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RONALD

08/08/2018 - 11h01

A segunda porrada que LILIPE vai levar vai ser quando o seu “malvado favorito” sair da campanha, pois se vendeu a Alckmim, putz !!!!

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RONALD

08/08/2018 - 10h59

LILIPE deve estar desconsolado. Seu manual de operações fechou as portas, kkkk !!!!!

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Kelmen Eloy Fernandes

07/08/2018 - 12h49

É triste somente pelos profissionais que perderam o emprego ( se bem que existem os lambe botas , desses nã tenho pena) No entanto Abril já vai tade , vá com Deus e Roberta Miranda!

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[email protected]!r [email protected]+€$

07/08/2018 - 10h13

*resolveram SER piores que os patrões

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[email protected]!r [email protected]+€$

07/08/2018 - 10h11

Dizer que as demissões vão comprometer a qualidade do jornalismo da Veja seria tragedia se não fosse piada! Tem horas que é melhor ficar quieto. Esses jornalistas pediram por isso quando resolveram serem piores que os patrões. Agora aguentem. Não tenho dó e não derramo uma lágrima.

Responder

Gerson Carneiro

07/08/2018 - 09h52

Certamente entre os demitidos há os que absorveram, mesmo que por osmose, a ideologia liberal da empresa.
Cadê coragem para dispensar a assistência do Sindicato agora?

É gostoso ver os bajuladores dos patrões neoliberal ter que passar por constrangimentos tipo a Míriam Leitão desconcertante ditando o texto que o patrão lhe recitava pelo ponto eletrônico.

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