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Diário da Resistência


Da filantropia ao lucro: Deltan embolsou R$ 580 mil com palestras
Foto: Pedro Oliveira/ALEP
Política

Da filantropia ao lucro: Deltan embolsou R$ 580 mil com palestras


23/08/2019 - 13h29

Da Redação

O procurador chefe da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, foi suavemente migrando do “idealismo” para o lucro, nas palestras que fez pelo Brasil em defesa do combate à corrupção.

É o que mostram revelações da parceria entre o Intercept Brasil e a Folha de S. Paulo.

A partir de 2017, Deltan embolsou ao menos R$ 580 mil em palestras.

Deltan é funcionário público e derivou sua expertise da carreira de servidor público por ter acesso a informações obtidas no cargo.

De acordo com os vazamentos, em 2016 Dallagnol destinava o resultado financeiro das palestras diretamente à conta bancária do hospital do câncer Erasto Gaertner, em Curitiba.

Porém, a partir de 2017 recebeu os pagamentos em sua própria conta bancária.

Como já havia denunciado a CartaCapital, a maior contratante de Dallagnol foi a Unimed, para a qual fez palestras em Florianópolis, Porto Alegre, Presidente Prudente e Assis.

A revista sugeriu que este era um dos motivos pelos quais o setor jamais foi investigado pela Operação Lava Jato.

Dallagnol, em sua defesa, alega que a maior parte do que recebeu em palestras foi ou será doado a instituições de caridade e utilizado em campanhas para combater a corrupção e que teria embolsado menos de 40% do total recebido.

Ele fez duas palestras pagas pela XP Corretora de Câmbio, empresa de outro setor que a Operação Lava Jato evitou investigar e demonizar na mídia: o financeiro.

Outra palestra foi paga pela Federação Nacional dos Bancos, a Febraban. Antonio Palocci, ex-czar da economia brasileira, citou os bancos Bradesco e Safra mais de cem vezes no anexo em que negociava sua delação premiada, mas não houve consequências até agora para os banqueiros.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



6 comentários

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Zé Maria

25 de agosto de 2019 às 18h15

Hoje os Movimentos Bovinos Fascistas do Dallagnol,
do Moro, do Jair Bolsonaro e do Olavo de Carvalho
– mediados pela Thaméa Danelon – estão todos nas
ruas, para pedir o impeachment dos Ministros do STF
que eventualmente votam contra os interesses privados dos Patifes da Força-Tarefa da Lava-Jato.
Também pedem a ‘anulação’ da Lei que proíbe o
Abuso de Autoridade.
E a Globo tocando o Berrante …

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Nahum Pereira

25 de agosto de 2019 às 15h44

Filucropia. Ou essa promiscuidade do Deltan não merece um neologismo?

Responder

Helena tavares

24 de agosto de 2019 às 21h25

Esse escárnio do mpf deltan dallagnol 10 dias antes do segundo turno das eleições fazia apologia à eleição do Bolsonaro agora aparece detonando o Bolsonaro…que aliás o Bolsonaro deveria demitir o Moro que é comparsa do Dallagnol que agora já detona o Bolsonaro.
O Bolsonaro deveria demitir o Moro e nomear ministro da justiça o renomado jurista Modesto Carvalhosa ou o Eduardo Bolsonaro.
Que o Eduardo Bolsonaro é idiota isso não é novidade mesmo assim se nomeado ministro da justiça o Eduardo Bolsonaro honraria muito mais o ministério da justiça do que o Moro.
#eduardo bolsonaro ministro da justiça.

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Jardel

23 de agosto de 2019 às 22h52

Nada como ter um procurador no bolso. Essas empresas são tão preocupadas com o combate à corrupção… Fico até emocionado.
Este é o país onde a imoralidade das autoridades e instituições em geral, são chamadas de “bons negócios”.
Uma empresa cheia de processos nas costas, paga a um(?) promotor por “uma palestra”, depois, quando o(s) processo(s) contra essa(s) empresa chega nas mãos desse(s) promotor, o que ele vai fazer com aquela(s) empresa que o privilegiou pagando por palestra(s)?
É a vergonha explícita acontecendo desapercebidamente.

Responder

Zé Maria

23 de agosto de 2019 às 14h04

https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/captura-de-tela-2019-08-23-axxs-13.07.35-400×800.png

Pelo visto, o Pale$trante Dallagnol está valorizado no Mercado:

A UNIODONTO Campinas (SP) pagou adiantado ao Deltan
R$ 33.900,00, em 11 de Fevereiro deste ano, por uma que está agendada para o próximo 30 de Agosto, seis meses depois do Pagamento.
O Gulozinho Procurador do MPF no Paraná, Deltan Dallagnol,
suposto Coordenador da FTLJ de Curitiba, cobra o Pagamento
Antecipado em meio ano.

Responder

    Jardel

    23 de agosto de 2019 às 23h03

    O que será que acontece quando um processo contra a UNIODONTO chega nas mãozinhas do beato Deltan?
    Coitado do infeliz que processou a empresa.
    É a imoralidade pura, a pretexto de pregar a “moralidade”.


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