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Palocci falou 103 vezes em Bradesco e Safra, mas Lava Jato poupou banqueiros — enquanto Dallagnol palestrava para a Febraban
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Palocci falou 103 vezes em Bradesco e Safra, mas Lava Jato poupou banqueiros — enquanto Dallagnol palestrava para a Febraban


22/08/2019 - 14h09

Reprodução GGN

El País: Lava Jato fez acordo com bancos para não investigar crimes financeiros

Lava Jato quebrou a economia do país paralisando atividades da Petrobras e das empreiteiras. Mas com bancos mostrou que sua preocupação com os “riscos” também é seletiva

da Rede Brasil Atual

São Paulo – A seletividade da Operação Lava Jato chegou ao ponto de escolher qual setor poderia permitir o risco de quebrar e qual não poderia.

O empresário e lobista Adir Assad foi condenado por lavagem de dinheiro e tem suas digitais em diversos escândalos de corrupção – inclusive na Petrobras, alvo da Lava Jato.

Os bancos brasileiros “faturaram muuuuuuito” com suas movimentações bilionárias.

Mas apesar de terem passado pelas mãos dos procuradores da Lava Jato suspeitas de crimes graves cometidos pelas instituições financeiras, os agentes do Ministério Público em Curitiba – diferentemente do que fizeram com as empreiteiras – preferiram deixar o setor mais concentrado e lucrativo da economia brasileira de fora.

Segundo as novas revelações da Vaza Jato, publicadas nesta quinta-feira (22) pelo El País, em parceria com o The Intercept Brasil, a República de Curitiba encarregada de tocar a operação preferiu buscar acordos com os bancos em vez de fuçar as suspeitas.

Enquanto desenhava a estratégia, o coordenador da operação, Deltan Dallagnol, fez palestra na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), informa o site.

A frase do procurador Roberson Pozzobon, um dos colegas de Dallagnol na Lava Jato, postada em conversa no grupo de procuradores no aplicativo Telegram, não deixa dúvidas de que esses integrantes do Ministério Público sabiam muito bem com o que estavam lidando: “O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele (Adir Assad)”.

Ao analisar as operações do doleiro, haviam descoberto que Assad tinha conta no Bradesco nas Bahamas para lavar dinheiro “a rodo”.

E que, em 2011, o Compliance Officer, setor responsável por fazer o banco cumprir normas legais, teria alertado o Bradesco de que havia algo errado com essa conta. “E o que o Bradesco fez?”, perguntou Pozzobon.

“Nada”, ele mesmo responde, de acordo com a reportagem.

Deixaram de ser investigadas a omissão dos bancos a respeito de movimentações suspeitas e o uso de informações privilegiadas do Banco Central.

E a parte da delação premiada negociada entre a força-tarefa e o ex-ministro Antonio Palocci que dizia respeita à falcatrua dos bancos foi deixada de fora do acordo – “ainda que o ex-ministro tivesse afirmado que houve prática de crimes de grandes instituições financeiras”, prossegue a reportagem.

“O banco Safra aparece 71 vezes ao longo das 87 páginas de proposta de delação premiada do ex-ministro entregue à força-tarefa e obtida pelo El País. O banco Bradesco, outras 32.”

Mais grave ainda, os procuradores já tinham conhecimento do envolvimento lucrativo dos bancos em corrupção mesmo antes da delação de Palocci. E já haviam optado pelo “desinteresse” nos casos.

Escolheram como estratégia fazer acordos com os banqueiros, e não investigar a fundo seu modus operandi, ao contrário do que fizeram com as empreiteiras.

Para as grandes construtoras, o objetivo era ir fundo para responsabilizá-las.

Para os bancos, o objetivo foi negociar acordos “a título de indenização por lavagem de dinheiro e falhas de compliance”.

Essa opção, segundo conversa entre os procuradores, levava em conta o chamado “risco sistêmico”.

Ou seja, a Lava Jato tinha consciência da paralisia que provocaria nos negócios do setor de óleo e gás – afetando toda uma economia e empregos decorrentes de uma gigantesca cadeia produtiva liderada pela Petrobras.

Sabia que o setor de infra-estrutura capitaneado pelas grandes empreiteiras abalaria igualmente a atividade econômica brasileira. Mas teve receio seletivo em relação à “segurança” do sistema bancário.

As receitas das empreiteiras envolvidas na Lava Jato caíram 85% desde 2015.

Já os lucros do sistema bancário não param de bater recordes, com crise ou sem crise, com PIB em alta ou com a economia despencando.

Fica escancarada mais uma faceta da seletividade que define o caráter de toda a Operação Lava Jato.

A escolha dos delatores foi determinada de acordo com a conveniência. Alguns trechos das delações interessavam, outros não.

Outros, ainda, tinham de ser alterados ou adequados ou inventados para satisfazer a incriminação dos “réus” que a força-tarefa pretendia condenar e encarcerar.

Para contribuir com essas condenações, vazamentos seletivos de informações sigilosas eram distribuídos para a imprensa corporativa, como o Jornal Nacional.

Aliás, a seletividade de caráter leva também personagens como Sergio Moro e Deltan Dallagnol a crer que os seus vazamentos são mais legítimos do que os outros.

Como seletiva também é a Globo, que adorava receber ou repercutir os vazamentos seletivos da Lava Jato. Mas tenta ainda hoje omitir, desqualificar ou criminalizar as revelações da Vaza Jato.

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9 comentários

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Hélio Matias

23 de agosto de 2019 às 10h39

Isso é mentira o dinheiro circulou na cueca do Lula.
Qdo será que os o tá ri os coxinhas vão perceber que foram enganados ?

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Paty soares

22 de agosto de 2019 às 20h48

Esse safado do Deltan Dallagnol é protetor de banqueiros corruptos citados por delatores no âmbito da lava jato ou melhor farsa a jato ou quadrilha a jato de Curitiba…quanto terá faturado$$$$$$ o safado do Deltan Dallagnol para blindar banqueiros corruptos citados por delatores no âmbito da lava jato que na verdade é farsa a jato ou quadrilha a jato de Curitiba???

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Zé do rolo

22 de agosto de 2019 às 20h43

O safado do Deltan Dallagnol confessa a amigos e ou interlocutores que está dormindo à base de medicamentos ora essa canalha irá pagar por toda a maldade que cometeu no âmbito da farsa a jato bem feito que esse safado não tá conseguindo dormir só que ainda tá faltando a depressão profunda se apoderar desse safado e o mesmo também acontecer com o Moro (depressão profunda)… e essa dupla Dallagnol e Moro passar a ser dependentesdependentes de medicamentos tarja preta (aliás quando no início da farsa a jato que delatores delatavam tucanos e peemedebistas o Moro e o Dallagnol passavam tarja preta por cima) agora tomara que medicamentos tarja preta faça justiça e a dupla Dallagnol e Moro fique dependente de medicamentos tarja preta para sempre.

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Ricardo Gabriel Costa Santiago

22 de agosto de 2019 às 19h04

A delação do Palocci foi homologada este mês. Nessa semana, foram presos alguns funcionários de bancos,.advinha quem soltou? Gilmar Mendes. Com o GM, não há revolta né, estranho isso tb.

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 16h18

E a Globo, hein?
Quando virá à tona tudo o que o Palocci falou da Globo
aos Patifes da Lava-Jato e eles deixaram de investigar
“para não melindrar” os Herdeiros do Roberto Marinho,
pois a Globo seria “um Apoio importante” pra ferrar o PT ?

Responder

Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 16h12

Certo é que não havia provas das delações [infundadas] do Palloci.
Mas não foi por esse motivo que os Procuradores do MPF, da
Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, deixaram de investigar
os Grandes Bancos Privados do braZil, senão porque tinham
“muuuuuuito” a lucrar com as Palestras, Secretas ou Públicas.

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 16h00

Excerto da reportagem do Intercept/ElPaís:

“Se a ‘morosidade* da Lava Jato para chegar a instituições bancárias’ chama a atenção, outro fato não passa desapercebido:

No dia 17 de outubro de 2018, Deltan Dallagnol deu uma Palestra Paga pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN)
sobre prevenção e combate a lavagem de dinheiro,
como confirmou a entidade.

Dallagnol recebeu 18.088 reais líquidos, quase o que ganhou
naquele mês inteiro de trabalho: 22.432 reais de salário líquido,
segundo o Portal da Transparência.”

Poucos meses antes, em maio, ele havia negociado uma
palestra para CEOs e tesoureiros de grandes bancos brasileiros e
internacionais, organizada pela XP Investimentos.

Entre os convidados, representantes do Itaú, Bradesco e Santander.

O procurador participou, ainda, de um encontro secreto
com representantes de instituições financeiras organizada
pela mesma XP.

O The Intercept já havia mostrado que ele previa faturar 400.000 reais com livros e palestras em 2018.

Resta a indagação:
Para praticar esse Crime de Prevaricação*,
quanto Dinheiro ganharam os Patifes da
Força-Tarefa da Lava-Jato em Palestras
– Secretas ou não – Pagas pelos Bancos
e pela Federação de Banqueiros?

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Zé do rolo

22 de agosto de 2019 às 14h59

O Deltan e o Moro e seus aliados no âmbito da farsa a jato ou quadrilha a jato de Curitiba são escárnio e imundície do judiciário.
Quem sabe a turma da quadrilha a jato de Curitiba e seus aliados devam ter recebido propina para livrar banqueiros corruptos?

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 14h54

Ora, como os Patifes da FTLJ e do Judiciário poderiam
incluir nas investigações os Bancos Privados do braZil,
se as instituições Financeiras pagavam [ainda pagam?]
a eles Gordos Cachês pelas Palestras Secretas realizadas
especialmente em Períodos Eleitorais e de Votações
de Projetos importantes para a Economia e para a
governabilidade, principalmente no Governo Dilma ?

Ademais, esses mesmos Bancos braZileiros eram
e são Parceiros de outros Bancos, Estrangeiros, acima
de tudo dos EUA, nas Privatizações de Estatais do País.

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