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Chapecó, “modelo” de Bolsonaro, tem índice de mortalidade maior que o da região, de Santa Catarina, do Sul e do Brasil
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Política

Chapecó, “modelo” de Bolsonaro, tem índice de mortalidade maior que o da região, de Santa Catarina, do Sul e do Brasil


07/04/2021 - 20h31

Aquele município, com toda a certeza e em mais e em alguns estados também, o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. E esse é o dever do médico, é uma obrigação e um direito dele. Não tem um remédio específico, ele trata da melhor maneira possível. Por isso, os índices foram lá para baixo. Jair Bolsonaro, falando sobre a cidade de Chapecó, em Santa Catarina.

Da Redação

A visita do presidente Jair Bolsonaro a Chapecó, em Santa Catarina, foi um espetáculo de mentiras, distorções e omissões, inclusive do prefeito João Rodrigues, do PSD, e da governadora Daniela Reinehr.

O prefeito incentivou o chamado uso do kit covid pela população, mas diferentemente do que disse Bolsonaro durante a visita ao município, os índices de mortalidade de Chapecó são mais altos que os da região em que está situada, que os de Santa Catarina, do Sul e do Brasil.

A taxa de mortalidade em Chapecó está em 240,6 por 100 mil habitantes, mas de acordo com o painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde este mesmo índice na região Oeste de Santa Catarina, da qual Chapecó faz parte, é de 178,7.

Em todo o estado de Santa Catarina, a taxa é de 156,9. Na região Sul, é de 170,1 e em todo o Brasil é de 162,2.

É preciso registrar que Chapecó, como centro regional, recebeu pacientes de outros municípios e ficou com as UTIs tão lotadas que transferiu doentes de covid para o Espírito Santo.

Bolsonaro usou a visita para dizer que não haverá lockdown nacional contra a covid. A governadora elogiou remédios de eficácia não comprovada.

Não há nenhum indício de que o kit covid tenha reduzido a mortalidade na cidade e hoje, durante a visita, tanto o prefeito quanto Bolsonaro omitiram que Chapecó tomou medidas emergenciais de fechamento entre 23 de fevereiro e 07 de março, quando, aí sim, os casos por dia cairam de 609 para 24, como se vê nos gráficos abaixo.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 3.733 mortes e 90.973 novos casos.

Em Belo Horizonte, foi identificada uma nova variante do coronavírus com 18  mutações e características comuns com outras quatro, demonstrando que o vírus segue se transformando.





4 comentários

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Francisco de Assis

08 de abril de 2021 às 01h21

POR UMA ASSOCIAÇÃO DAS VÍTIMAS DO GENOCÍDIO PELA COVID NO BRASIL

Pedro Uczai – deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina – propõe a criação urgente de uma associação nacional das vítimas da Covid.

Como já está documentalmente comprovado (v. [1][2][3][4][5], por exemplo) que a doença está sendo usada deliberadamente pelo governo Bolsonaro – com sua camarilha associada de generais, militares, milicianos e criminosos de toda espécie – como arma de um experimento genocida para se chegar a uma ‘imunidade de rebanho’, levando dolosamente a uma matança de centenas de milhares de brasileiros diante dos olhos do mundo inteiro, nomeá-la como ASSOCIAÇÃO DAS VÍTIMAS DO GENOCÍDIO PELA COVID NO BRASIL (ou algo similar) parece mais adequado. É preciso dizer claramente que não se trata mais apenas do efeito de uma doença.

Que se transforme urgentemente em uma instituição central de amparo e solidariedade às vítimas e suas famílias e de luta pelas reparações e pelas punições civis e criminais de tantos responsáveis pelo genocídio do nosso povo, alguns deles – os adoradores e filhotes de Ustra e de outros estupradores, assassinos e torturadores – já tão perfeitamente identificados. E que não se repita – DESTA VEZ E NUNCA MAIS – a infâmia de anistiar estes criminosos de lesa-humanidade.

– – – – – – – – – – –
[1] https://brasil.elpais.com/brasil/2021-01-21/pesquisa-revela-que-bolsonaro-executou-uma-estrategia-institucional-de-propagacao-do-virus.html :

‘PESQUISA REVELA QUE BOLSONARO EXECUTOU UMA “ESTRATÉGIA INSTITUCIONAL DE PROPAGAÇÃO DO VÍRUS”‘

A linha de tempo mais macabra da história da saúde pública do Brasil emerge da pesquisa das normas produzidas pelo Governo de JAIR MESSIAS BOLSONARO relacionadas à pandemia de covid-19. Num esforço conjunto, desde março de 2020, o Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (CEPEDISA) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e a Conectas Direitos Humanos, uma das mais respeitadas organizações de justiça da América Latina, se dedicam a coletar e esmiuçar as normas federais e estaduais relativas ao novo CORONAVIRUS, produzindo um boletim chamado DIREITOS NA PANDEMIA – MAPEAMENTO E ANÁLISE DAS NORMAS JURÍDICAS DE RESPOSTA À COVID-19 NO BRASIL. Nesta quinta-feira (21/1), LANÇAM UMA EDIÇÃO ESPECIAL na qual fazem uma afirmação contundente: “Nossa pesquisa revelou a existência de uma ESTRATÉGIA INSTITUCIONAL DE PROPAGAÇÃO DO VÍRUS, promovida pelo Governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República
(…)”.

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_contra_a_humanidade
“CRIME CONTRA A HUMANIDADE
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

CRIME CONTRA A HUMANIDADE é um termo de direito internacional que descreve ATOS QUE SÃO DELIBERADAMENTE COMETIDOS COMO PARTE DE UM ATAQUE GENERALIZADO OU SISTEMÁTICO CONTRA QUALQUER POPULAÇÃO CIVIL. O primeiro julgamento por crimes contra a humanidade foi o Julgamento de Nuremberg, onde foram sentenciados os líderes da Alemanha Nazista. Os crimes contra a humanidade não estão prescritos em qualquer convenção internacional, porém, atualmente, há esforços internacionais para estabelecer um tratado, liderado pela Iniciativa Crimes Contra a Humanidade.

Ao contrário dos crimes de guerra, crimes contra a humanidade podem ser cometidos tanto em tempos de paz quanto de guerra, não sendo eles eventos isolados ou esporádicos, mas parte da política de um governo ou de uma ampla prática de atrocidades toleradas por uma autoridade de facto. Assassinatos, massacres, desumanização, extermínio, experimentação humana, punições extrajudiciais, esquadrões da morte, desaparecimentos forçados, uso militar de crianças, sequestros, prisões injustas, estupro, escravidão, canibalismo, tortura e repressão política ou racial podem ser considerados crimes contra a humanidade caso praticados de forma generalizada ou sistemática. (…)”

[3] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/propagacao-da-covid-19-no-brasil-foi-intencional.shtml

[4] https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2021/03/deisy-ventura-tragedia-da-covid-no-brasil-e-resultado-de-estrategia-intencional-do-governo-bolsonaro/

[5] Vídeo em https://direitosfundamentais.org.br/propagacao-da-covid-teve-estrategia-institucional-deisy-ventura-mapeamento-juridico/ ——- https://youtu.be/vPGf-eUyEf8

Responder

Zé Maria

08 de abril de 2021 às 00h27

Em vez de estarmos perdendo tempo discutindo Abertura de Igrejas,
deveríamos estar considerando seriamente a Suspensão dos Transportes Coletivos Urbanos.

Responder

Zé Maria

07 de abril de 2021 às 23h33

A Letalidade do Bolsonaro é deveras Altíssima.

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Gerson

07 de abril de 2021 às 23h20

Miliciano genocida

Responder

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