VIOMUNDO

Diário da Resistência


Carta Maior: A guinada à direita do PT, vista por Luiza Erundina
Política

Carta Maior: A guinada à direita do PT, vista por Luiza Erundina


14/10/2013 - 05h11

A governabilidade acima de tudo

12/10/2013 – Copyleft

Erundina: “PT nunca incorporou à sua história a experiência da minha prefeitura”

Caio Sarack e Rodrigo Giordano, na Carta Maior

O discurso da deputada federal e ex-prefeita paulistana Luiza Erundina ainda hoje reverbera e se atualiza nas ruas.

Especialmente o plano de gratuidade do transporte público de sua gestão de 89-93, que este ano tomou corpo com mais de 2 milhões de pessoas nas ruas brasileiras, manifestações que compilaram bandeiras, mas a permanência no centro da tarifa zero foi resistindo até a revogação do aumento da passagem em cidades espalhadas pelo Brasil.

A deputada foi responsável,  junto com Olívio Dutra em Porto Alegre (RS) e Vitor Buaiz em Vitória (ES), pela nomenclatura e prática do famigerado “modo petista de governar”, democrático-popular.

Orçamento participativo, consulta e transparência da máquina pública. Na palavra da ex-prefeita: “uma inversão de prioridade”.

A gestão tinha pretensões e conformação locais, isto é, na conjuntura de sua fundação até os anos 90 a atividade e intenção do PT se concentrava na conquista municipal.

As cidades, com problemas particulares, demandam escolhas distintas de um presidente da república.

O modo petista de governar dos idos 80/90 parece ter perdido força e caduca como historieta eventual.

Segundo Erundina, uma história que o próprio partido esquece de dar a devida importância.

A mudança de paradigma por que passou o Brasil nos últimos 10 anos no plano federal (des)caracterizou os outros níveis de poder, estadual e municipal?

É uma hipótese.

A inclusão pelo consumo, a saída de 40 milhões de pessoas da miséria, um derramamento de crédito para consumo interno, desoneração etc.

O país – e o Partido dos Trabalhadores — muda sua relação com as classes, concilia interesses extremamente antagônicos.

Tais configurações sociais, é claro, mudam o comportamento eleitoral, político e individual do brasileiro abrindo um novo cenário em que o partido retira suas condições e meios para ocupar o lugar do poder.

Na entrevista com o prefeito de São José dos Campos, historicamente conservadora e hoje com gestão petista, pudemos ver como a gestão municipal lida com as mudanças do plano federal: a constante referência ao governo Lula e agora ao de Dilma, o consumo sempre crescente, as condições para esse crescimento pautam a gestão municipal de maneira explícita.

A gestão de Erundina, antes do paradigma de coalizão e dos avanços sociais de redistribuição, fazem, hoje, contraste com as gestões municipais petistas.

Carta Maior entrevistou Luiza Erundina, hoje deputada federal pelo PSB, ex-prefeita de São Paulo pelo PT que despontou como opção quase unânime do progressismo na disputa eleitoral de 89.

Carta Maior: Como a senhora definiria o modo petista de governar que marcou sua gestão em 80 e 90?
 


O que caracteriza um governo democrático e popular, que era a marca dos governos petistas da época, é serem governos com efetiva participação popular, organizando os movimentos sociais e o próprio governo estimulando e criando condições para que os setores populares se organizem e se fortaleçam em suas organizações que já existem e estabeleçam uma relação autônoma e independente do governo.

Não queríamos que governo e movimentos sociais ou sindicais se confundissem, não é bom nem pra um nem pro outro.

E quanto mais independência e autonomia tanto melhor pra ambos.

Então, a participação popular nas decisões estratégicas, como definição das prioridades orçamentárias, o controle público e social sobre a execução orçamentaria, sobre as obras e ações do governo, define um governo democrático e popular.

Os governos tradicionais, conservadores, que é o que a gente sempre viu na história do país, particularmente de São Paulo, são governos que investem mais em setores da cidade nas políticas públicas que favorecem uma minoria.

Governos que ampliam os privilégios ao invés de inverter prioridades que sejam de interesse da maioria da população, que são as politicas públicas sociais: em nossa gestão, mais da metade do orçamento foi destinada a saúde, cultura, educação, habitação popular, áreas em que há um déficit e uma dívida social da cidade com os setores mais excluídos, mais pobres da sociedade.

Então o que define um governo petista, democrático e popular é transparência, controle público, preocupação ética e o pressuposto da nossa presença nas instâncias de governo. Espero que essa ainda seja a marca e a identidade do modo petista de governar.

CM: A senhora falou sobre a questão de maioria na Câmara e os problemas que você enfrentou na gestão municipal: quais foram as barreiras colocadas para que você exercesse sua forma de governar? Elas ainda permanecem na gestão atual?
 


Primeiro eu tive dificuldade na relação com o próprio PT, sobretudo com a direção municipal do partido, porque foi o primeiro governo petista numa cidade do porte de São Paulo.

O PT vinha de uma história de lutas por mudanças e participação da sociedade, essa era a marca do partido e nós como militantes exigíamos dos governos medidas nesse sentido.

Vínhamos inclusive com pretensões acima daquilo que é possível num governo de uma cidade, mesmo uma cidade como São Paulo.

As propostas do PT como partido e nossas quando militávamos, antes de sermos governo, era promover mudanças estruturais.

Por exemplo, do ponto de vista da moradia na cidade: garantir a regularização dos terrenos que existiam ocupados por favelas para garantir a estabilidade da posse, das ocupações, pelo reconhecimento da moradia como um direito fundamental, a melhoria das favelas, reurbanizando-as, destinando os equipamentos públicos para as áreas mais carentes e menos providas desses serviços.

Fizemos mais de 40.000 unidades habitacionais, além de escolas e hospitais, instalamos dezenas de unidades básicas de saúde.

Nós pretendíamos, e o partido esperava, a implementação das propostas de mudanças estruturais, como a estatização do transporte público.

Ao invés de contrato com empresas, que fosse operado diretamente pela prefeitura (30% era CMTC).

O partido ficou descontente ao chegarmos no governo e não conseguirmos implementar as bandeiras de luta. Se você tem um partido socialista, ou pelo menos com uma proposta socialista, e que luta por justiça social, por igualdade de direitos, é evidente que sua plataforma de lutas deve ser composta de bandeiras e de compromissos que pautem na direção de resolver essas questões de ordem estrutural.

O fato de não termos conseguido implementar essas mudanças que constavam no nosso plano de lutas frustrou o partido e gerou tensão permanente em sua relação com o governo.

Até porque o partido esperava governar junto, e embora eu fosse daquele partido, o governo era da cidade como um todo e eu tinha que governar pra todos, evidente que com prioridades, atendendo a maioria e procurando investir naquelas políticas que atingiriam o maior número de pessoas.

Mas eu não poderia descuidar de determinados serviços da cidade ou de certas ações de governo que também contemplavam todos os habitantes, do patrão ao trabalhador. Mas o partido não entendia assim.

E essa relação foi um dos maiores problemas que tive que enfrentar, e acredito que outros governos petistas na época também passaram por isso.

Os trabalhadores também tinham grandes expectativas, principalmente aqueles ligados à CUT e ao PT. Queriam do governo demandas acumuladas há décadas: condição salarial, condições de trabalho.

Nós estávamos no começo de um governo de 4 anos, não tínhamos maioria na Câmara.

Não tendo a maioria, nós tínhamos que estabelecer relações com cada vereador, atendendo interesses, fisiologismo, clientelismo, e nós nos recusamos a manter essa cultura da relação Executivo-Legislativo, que faria com que atendêssemos a certas demandas que não correspondiam com nossos compromissos.

Isso foi uma crise permanente, já que a Câmara se recusava a aprovar nossos projetos, a partir do próprio orçamento.

Foram 4 anos de muita luta e o Tribunal de Contas, que é um órgão auxiliar do poder Legislativo, era um órgão politico a serviço dessa relação contraditória do Legislativo com o Executivo.

Todo ano minhas contas eram recusadas. E o Tribunal de Contas era composto em sua maioria por conselheiros indicados ainda da época do Maluf.

A relação com os governos estaduais e federais também fez diferença. Quércia, Fleury, Sarney, Collor.

Todos governos de oposição ao nosso. Logo que entramos a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil cobraram dívidas da prefeitura de São Paulo que estavam acumuladas há décadas, obrigando nosso governo a pagar dívidas que não eram nossas. E eles bloquearam as contas da prefeitura.

Eu fui pra rua, chamei o povo para denunciar essa situação. O presidente da Caixa não me recebia. Foi a pressão popular e a mobilização do governo que me impediram de ser cassada.

CM: Esses problemas mudaram ou se mantêm na prefeitura do Haddad?

Eles [o PT] passaram a adotar, até mesmo antes do governo Lula, uma política de privatização, uma relação diferente com o capital, com os empresários e com os partidos, que serviu de base para a construção do governo de coalizão, sendo assim condicionados por uma base congressual, que evidentemente só possui interesses individuais e clientelísticos para se reelegerem.

É importante se preocupar com a governabilidade, mas não a qualquer preço. Ela pode ser conquistada não só com a base congressual, é possível mediar essa relação Executivo-Legislativo com a participação da sociedade civil organizada.

Eu não tinha maioria na Câmara, por exemplo.

Os casos de Lula, Dilma e outros governos petistas são baseados em compromissos de governabilidade com a base de apoio e com participação de partidos de seus governos que tiram deles as condições de autonomia e independência, pelo menos em relação a algumas questões.

E o Lula fez isso ao assinar à Carta aos Brasileiros, comprometendo-se com o FMI, compromissos que tinham sido firmados com o FHC.

Os governos do PT, a partir do próprio Lula, passaram a fazer acordos principalmente para se viabilizarem eleitoralmente.

CM: Como funciona o paradigma Lula-Dilma nas gestões municipais para responder a serviços mais diretos?


Eu acho que reproduz nos níveis estaduais e municipais a política que é adotada no plano federal.
Porque o partido que faz acordo no plano federal torna-se um potencial aliado nas bases estaduais e municipais, sendo um eventual aliado eleitoral. E a lógica eleitoral se impõe.

As alianças partidárias, inclusive o partido do governo, se reproduzem em todas as escalas.

A cada eleição os governantes pretendem manter esses aliados, muito em razão do tempo de televisão também.

A forma como se deu o apoio do Maluf à candidatura do Haddad, a ponto de eu ter que tomar aquela posição dura, difícil, constrangedora pra mim…

Mas eu precisava mostrar coerência e mostrar que eu me diferenciava dos políticos tradicionais, convencionais.

Daí porque a minha luta é pela reforma política, mas não remendos, uma reforma profunda, que mexa no sistema eleitoral e partidário, nas relações entre os poderes do Estado, no pacto federativo.

Essa cultura de governabilidade, da preocupação com a eleição seguinte, mantém e aprofunda essas alianças, distanciando esses governos e partidos de suas bases sociais, de suas origens, de seus compromissos históricos, que lamentavelmente é o que acontece com o PT.

O PT nasceu com uma promessa, uma esperança, por isso atraia tantos jovens quando surgiu, acreditando nessa proposta de transformação.

CM: Nas manifestações de junho nós tivemos o Movimento Passe Livre pautando projetos característicos da sua gestão. O que vimos foi um descompasso absoluto entre o “novo modo petista de governar”, se é que se pode dizer assim, e projetos marcantes de sua trajetória política. Como você avalia isso?


Primeiro é preciso levar em conta que o PT nunca incorporou à sua história e ao seu projeto político a experiência da minha prefeitura em São Paulo.

Esse momento fundamental da história do partido, em que a esquerda conquista o governo da maior cidade do país num período em que acabávamos de sair da ditadura, não consta nos documentários, nos documentos históricos.

Era um momento especial da vida política do país. E o nosso governo deixou uma marca, a ponto de termos nos tornado uma referência, não só em relação aos transportes, mas para muitas prefeituras (o orçamento participativo começou no nosso governo, por exemplo).

O nosso governo não foi para o PT uma conquista própria. Eu não era a candidata do Lula, do Zé Dirceu, do Rui Falcão.

Eles apoiavam o Plínio Sampaio. Mas eu tive apoio de grupos mais à esquerda de dentro do PT, de Florestan Fernandes, José Genoíno, além dos movimentos populares.

Houve gente de dentro do partido dizendo que eu havia comprometido o projeto das esquerdas, que seria o Plínio como prefeito de São Paulo.

Essa foi a forma que o PT me recebeu depois que eu ganhei as prévias do partido. Algumas pessoas ficaram incomodadas quando no meu discurso eu disse que “sou prefeita da cidade, não sou prefeita do PT”.

Sendo assim, o PT nunca valorizou essa conquista que tivemos na cidade de são Paulo; a Marta não aproveitou ninguém do meu governo durante a gestão dela, por exemplo.

O resultado é que mais de 20 anos depois, as referências que existem para os governos municipais minimamente modernos, democráticos e avançados são as nossas propostas, mesmo aquelas que não conseguimos implementar, como a tarifa zero.

E acho que esta tem mais viabilidade de acontecer agora, pois está vindo de baixo e não de um determinado governo.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



105 comentários

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Maringoni: Quem tiver os melhores efeitos especiais, leva - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de outubro de 2013 às 17h27

[…] Carta Maior: A guinada à direita do PT, vista por Luiza Erundina […]

Responder

sergio

17 de outubro de 2013 às 02h25

E o quê dizer do partido dela (PSB) que agora tem o apoio de Heráclito Fortes, Bornhausen, dos ruralistas, e da velha mídia (ou PIG).
Coerência é tudo!

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Fabio Passos

16 de outubro de 2013 às 19h55

Luiza Erundina é uma gigante.
Seria uma ótima Presidenta do Brasil.

Ela mantém e luta pelos compromissos históricos da esquerda.
A democratização dos meios de comunicação por ex.

Responder

    Edna Lula

    06 de junho de 2014 às 14h13

    Se ela tivesse um pouco mais de melanina…

Jotage

16 de outubro de 2013 às 17h30

Erundina erodiu, “disruptou”.

Responder

airton

16 de outubro de 2013 às 17h14

Gostaria de saber da deputada Erundina como ela (depois de ter deixado de ser a vice-prefeita de SP com Haddad, só porque o Lula apareceu numa foto com Paulo Maluf), se sente tendo seu partido se aliado ao que é de pior do DEM? Será mais uma recentida com o PT também e, pra sevingar, pode se aliar até ao diabo?

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Aguinaldo Luz

16 de outubro de 2013 às 11h23

Tenho 62 anos trabalho em TELECOMUNICAÇÕES desde o ano de 1972 , minha profissão me deu a oportunidade de ir desde a CASA mais HUMILDE até uma MANSÃO de um BILIONÁRIO , desde um simples escritorio ATÉ um conglomerado de executivos , desde um GABINETE de VEREADOR até um Gabinete de PREFEITOS e tudo que em autoridades , pois bem DIANTE de tudo QUE Vi E OUVi com toda certeza pude constatar que o PT tem sim seus DEFEITOS mas é DISPARADAMENTE o ÚNICO PARTIDO POLITICO formado com bases populares e é AINDA o ÚNICO PARTIDO POLITICO que a MAIORIA dos EMPRESÁRIOS e os RICOS DETESTA principalmente no interior , sempre digo as PESSOAS e o dia em que estes o DETESTA passar a o APOIAR sai fora não votem mais nele porque ai ele ja não presta mais não vai defender seu interesses com certeza , deveremos lutar pra que seja implantado em nosso PAÍS e financiamento PÚBLICO de CAMPANHAS ELEITORAIS só assim pode diminuir e muito a corrupção em nosso PAÍS

Responder

José Eduardo

16 de outubro de 2013 às 10h16

Essa senhora que me desculpe, mas aceitar sentar-se ao lado da Marina e seu fascismo eco-messiânico retira-lhe qualquer autoridade moral para criticar o PT!

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Jornal da Record: A pesquisa Vox Populi - Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2013 às 06h11

[…] A guinada à direita do PT, segundo Luiza Erundina […]

Responder

    Igor

    16 de outubro de 2013 às 12h19

    Engraçado…Luiza num partido que tem Bonhausen, Caiado e, agora, Marina – a alegria dos banqueiros – vir falar do “direitismo” no PT?! Dá pra rir. Luiza, Marina e Heloísa Helena são náufragas… Rancor, muito rancor é o que elas têm. O povo…vão continuar enganando o povo com seus discursos mentirosos e direitistas. Dá até nojo.

Alberto Nasiasene

16 de outubro de 2013 às 00h33

A Erundina, para ser coerente com este puritanismo ideológico, devia se desfiliar do PSB, porque não há como afirmar que o PT deu uma guinada para a direita enquanto ela estiver aliada com os tucanos (e agora com ex-egressos do PFL, PDS e Arena). Em Campinas ela veio fazer campanha pelo ex-tucano (que só mudou de legenda, mas não de mentalidade política neoliberal) em aliança com o PSDB (ou seja, aliou-se com a pior direita de Campinas, mas, é claro, aqui não se sentiu constrangida…)
Que tal ela ingressar no PSOL ou no PSTU?… Ficar no PSB do Campos, Bonhausen e Heráclito Fortes é pior do que o que ela critica na entrevista (o malufismo, enquanto eleitorado, migrou para o PSDB o mesmo com o qual ela está aliada em Campinas).

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    Alberto Nasiasene

    16 de outubro de 2013 às 14h00

    Depois de meditar suficientemente, comecei a pensar que esta entrevista dela é só um balão de ensaio para ver como seria uma candidatura dela como vice, pelo PSB, na chapa da “terceira via” da Marina (também ex-petista que “disruptou” com o PT). Querem averiguar o apoio do eleitorado de esquerda mais moderada. Mas vai ser difícil cooptar o eleitorado de centro-esquerda com estes aliados do governador Eduardo Campos, que rompeu com a principal aliança de centro-esquerda capitaneada pelo PT. Quem quer votar neles não é a centro-esquerda, que já tem candidato governando, mas a centro-direita que quer voltar ao poder federal através de um cavalo de Troia como a candidata da Rede do Itaú.

Andre Almat

16 de outubro de 2013 às 00h14

Decepcionante o precario acompanhamento deste site sobre o movimento inedito dos professores do Rio contra a politica fascista de dudu paes, que visa privatizar o ensino publico do Rio!

Neste sabado, mais truculencia, violencia.
viva a midia independente, viva a midia ninja.
Neste momento, 00:10 do dia 16 d outubro, um Ninja esta preso dentro de um onibus da PM:

http://twitcasting.tv/ninja2rj

Responder

    Andre Almat

    16 de outubro de 2013 às 00h15

    errata: nesta quarta!!!

    Andre Almat

    16 de outubro de 2013 às 00h17

    Ninja e manifestantes levados agora para 25 dp do Rio…ditadura de paes e cabral

Terezinha

15 de outubro de 2013 às 21h40

Com todo o respeito a Luiza Erundina. Quem está a direita é a Luiza. Está no PSB. O que ela fez para que o PSB desse uma guinada à esquerda? O que fez para melhorar o programa do PSB? Está com o Heráclito, com os Bornhausen e outros tantos. Mais a direita do que a Marina no que se refere aos costumes, impossível. Marina é contra o planejamento familiar, contra o Estado laico, defende o Feliciano e a Luiza estava lá na mesa no dia em que a Marina estava se filiando ao PSB.

Responder

Elias

15 de outubro de 2013 às 21h33

Desculpem a insistência, mas mandei novamente o post mudando uma palavra, talvez chula, porém, continua ignorado.

Responder

Claudius

15 de outubro de 2013 às 20h57

Erundina em si era irrelevante. Essa eleicao foi o voto d confianca
do paulistano no novo, na esperanca… E ambos falharam, a sra. e o pt.
Da Sra fica a promocao automatica que sepultou a educacao no Brasil
numa sequencia de desmonte que comecou lah atras com o tal Jarbas
Passarinho, de tb triste memoriia.
Que fique muito claro : A sra. falhou! O pt falhou! E eu fui o jovem idiota
que lutou para vcs chegarem lah, meu Deus ….
Hoje precisamos desesperadamente de CORAGEM, INTELIGENCIA e
senso de JUSTICA. Alguem enxerga isso na esquerda brasileira ?
l

Responder

Elias

15 de outubro de 2013 às 20h52

Azenha e Conceição: Mandei comentário às 14:04, não apareceu para avaliação e não foi publicado. Repeti agora, às 20:42, e tudo indica que de novo não foi recebido. Abs.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    16 de outubro de 2013 às 05h55

    Elias, deve ter caído na caixa do spam. Que,infelizmente, tem alguns milhares. Estamos buscando uma saída para separar o joio do trigo. abs e obrigado pela paciência.

Mary

15 de outubro de 2013 às 19h04

Com todo respeito a Luiza Erundina.
Pra mim um dos melhores quadros que o PT já teve.
Acho que quem tá juntinho, abraçadinho com os Bornhausens, Heráclitos, e quase com Caiados da vida, não pode acusar ninguém de “direita”.

Responder

    Heitor

    15 de outubro de 2013 às 20h36

    O PT está indo para a direita. Porém tenho certeza que se a deputada voltasse, estaria mais à vontade no PT do que neste atual PSB, que virou uma legenda mista, sem critérios.

    Zanchetta

    15 de outubro de 2013 às 21h00

    Só quem está abraçadinho com Calheiros, Sarney e Maluf é que pode!!!

    Aliança Nacional Libertadora

    11 de dezembro de 2013 às 05h50

    Mas quem já esteve com Calheiros, Sarney e Maluf no passado, também não pode Zanchetta.

    SSSSSSSHHHHHHHHH……

    Seria hipocrisia tucânica…

maria do carmo

15 de outubro de 2013 às 18h02

Erundina, poderia ser tudo bem melhor e maior. O ego e a vaidade destroi as qualidades, amargura a vida, ninguem e uma ilha, as coisas sao como sao e nao como gostariamos que fosse, voce nao sabe agregar, voce e personalista. Reconheco seus meritos, o seu pecado e ser radical, apesar de tudo os petitas sempre gostaram de voce, e gostam, mas agora voce decepcionou, disse nao ao Haddad por causa do Maluf , e o Borghausen, o Caiado a Marina no PSD ? voce lembra as rancorosas Heloisa Helena e Marina. Nas primeiras diferencas e por vaidade voce abandonou o barco. E Erundina, poderia ser tudo bem melhor e maior.

Responder

    Gil

    15 de outubro de 2013 às 20h08

    Erundina, Heloísa Helena e Marina abandonaram o barco para embarcar na canoa furada do Borghausen e do Caiado.

pai

15 de outubro de 2013 às 17h41

Erundina? MEO DEOS.

Responder

Valmont

15 de outubro de 2013 às 17h20

Continuo aguardando resposta para uma questão do presente: o que a Deputada Luiza Erundina vai fazer nesse PSB de Eduardo Campos, Tucarina e Heráclito Fortes?

É claro que Erundina está numa situação extremamente desconfortável nesse partido que acaba de perder qualquer resquício de identidade ideológica, com a entrada de Heráclito Fortes e a adesão explícita do seu cacique Eduardo Campos às demandas da PLUTOCRACIA RETRÓGRADA DO BRASIL (ruralistas, banqueiros e barões da mídia).

Responder

Dinis

15 de outubro de 2013 às 15h28

A Sra. Erundina tem o ego maior que ela. Foi eleita prefeita pelo PT, fez uma péssima administração, reprovada por 80% dos paulistanos. A sua vaidade levou-a a sair do PT pra ser ministra do vice de Collor, acho que não ficou um ano, depois disto nunca se elegeu a um cargo executivo, é outra tucarina!

Responder

Claudio Freire

15 de outubro de 2013 às 11h55

A necessidade de garantir governabilidade é muitíssimo indigesta, sem dúvida alguma. Não há nenhuma novidade nisso.

Erundina está fazendo comentários que são óbvios. Todos as pessoas de bem desejamos introduzir reformas políticas que melhorem a prática política. Mas não basta falar, tem que encarar a guerra que é convencer os partidos do Congresso Nacional. Os únicos que lutam de verdade para isto são o PT e o PC do B.

O difícil mesmo é encarar esse jogo, enquanto as regras que o nivelam por baixo não forem alteradas (financiamento de campanhas, coligações, etc.).

Claro que em qualquer agrupamento humano existem pessoas honestas e bem intencionadas e existem os oportunistas e mau-caráter.

Digo isto porque sei que há inúmeras pessoas honestas e bem-intencionadas que, mesmo sabendo como esse jogo é pesado e desgastante com as regras atuais, têm idealismo e força de vontade de tentar avançar no meio do tiroteio que é governar um país complexo como o Brasil. Sei que a imensa maioria das pessoas que ocupam cargos no governo federal é composta por pessoas com essa postura, que tentam obter avanços na direção de uma sociedade mais justa, mesmo com todas as forças reacionárias trabalhando contra. Por isso, minha admiração a todas elas.

Falar da forma como Erundina falou não constrói nada. É puro ressentimento.

Responder

Luís Carlos

15 de outubro de 2013 às 11h19

O PSB está abraçado ao Alkmin em SP e ainda, seu representante fala que o pessoal da REDE não está entendendo que a aliança não é ideológica mas estratégica. E aí Erundina?

Responder

Roberto Locatelli

15 de outubro de 2013 às 09h19

Erundina, quem te vi, quem te vê. Nem sempre o passar dos anos aumenta a sabedoria. Às vezes é o contrário.

Responder

nilda

15 de outubro de 2013 às 08h40

Chama-me a atenção as palavras de Erundina: “Mas eu precisava mostrar coerência e mostrar que eu me diferenciava dos políticos tradicionais, convencionais…”. Cabe aqui a pergunta: E por que essa nobre coerência não reaparece agora quando a Senhora se vê disposta a abraçar os radicais da extrema-direita Jorge Bornhausen, Heráclito Fortes e Ronaldo Caiado?

Responder

Paulão D

15 de outubro de 2013 às 06h30

Mas o partido de Erundina, o PSB, fez pior do que receber apoio de Maluf: Aceitou a filiação de Borhausen e Heráclito Fortes.

Responder

Pedro Florêncio

15 de outubro de 2013 às 00h19

Não entendi essa do Carta Maior…

Não fez uma perguntinha sobre o partido de “esquerda” que ela agora integra?

Já que ela se manifestou sobre a tal “guinada” gostaríamos de saber a opinião dela sobre o Eduardo e sobre a Marina e a “guinada” pra direita do próprio PSB. Em tempos de eleição é de se surpreender a entrevista com Q de instituto Millenium. Tipo o que a esquerda radical o faz no congresso!

E do pragmatismo da própria?

Reclama da direita Malufista (amargura pessoal) e se junta com Caiado (direita ruralista) e Marina (Neo Collor)?

O Carta Maior tá me saindo um PSOL.

Responder

    renato

    15 de outubro de 2013 às 16h16

    No mínimo esquisito.

Taiguara

14 de outubro de 2013 às 22h15

A propósito dessa excrescência Eduardo/Marina, e antes que não seja mais premonição, vai aí meu vaticínio.

“É, como eu falei, não ia durar. Eu bem que avisei: vai desmoronar.”Esse sexo selvagem entre a árvore e o machado terá a durabilidade efervescente de um Sonrisal. É um projeto que começa pela “cumieira”. O problema está nas fundações. Uma espécie de paródia politica que bem poderia se chamar “O estranho caso de Benjamim Campos e Marina Button”. Ela é tão plausível e sincera quanto seria uma parceria entre o Pelé e o Maradona, o Frajola e o Piu Piu, o Genoino e o Bolsonaro, o Lobão e o Chico, a Coca e a Pepsi……. Escrevam aí: O “LOVE”, num cenário otimista, talvez compartilhe algumas castanhas no Natal. Mas, certamente não vão brincar o Carnaval no mesmo bloco.

Última Forma” Paulo Cesar Pinheiro/Baden Powell.
http://www.youtube.com/watch?v=mCSf3P52-fk

Responder

Regina Braga

14 de outubro de 2013 às 21h57

Menos Erundina,menos!

Responder

lukdion mirutnev

14 de outubro de 2013 às 21h40

A Erundina tem razão em alguns pontos e muita falta de razão em muitos pontos. Foi heróica nas eleições pra Prefeitura de SPaulo, mas a realidade paulistana e brasileira politica e economicamente nas mãos da direita é mto poderosa. Caminha-se sobre areia movediça e não em terra firme, é terrivel, é só pra quem tem nervos de aço e uma esperança sobrehumana. Acho que os parlamentares petistas nem sempre foram dignos dos militantes e seguidores do PT, aqueles lá das origens.. Eles continuam na luta. As reservas profundas da verdadeira política e da moralidade do Brasil estão presentes hoje, meio que silenciadas, mas votando, agindo e carregando o Brasil nas costas. Refiro-me aos operários, camponeses, membros de comunidades de base de todos os matizes, movimentos sociais, moradores de favelas e periferias e grotões de todas as espécies, afrodescendentes e indígenas, pés descalsos e descamisados dessa imensa nação.Intelectuais comprometidos com a causa popular, artistas, servidores públicos de coração mto maior q os parcos salários ( excluindo os soldos nababescos do judiciário e do legislativo e certos cargos do executivo q não são assalariados, mas sócios do patrão, professores abnegados. Os parlamentares: tipo erundinas,marinas, heloísas, cristóvans, p sampaios, valentes, não podem brincar de fazer política por motivos pessoais.. As forças monstras ( nacionais e internacionais) dos exterminadores da população indefesa estão de tocaia, espreitando as vítimas, para arrecadar mais lucros, extorquir riquezas nossas, e acumular ad infinitum. Esses seguidores do PT e construtores de uma nação soberana e feliz foram responsáveis pela Constituição de 88, contra sarneys, renans, cardozos, magalhães, quércias, serras,jeressaites, marciéis, bornhausens, demóstenes, marinhos, frias, mesquitas, banqueiros, latifundiários, rentistas, empresários, bilionários e militares sanguinários, que querem voltar aos idos de 64. A hora é de avançar, com as energias que temos, sem retrocesso. Fazendo o que é possivel, ganhando, aos poucos, espaço para dar futuros passos mais largos, em direção da igualdade para todos.

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Urbano

14 de outubro de 2013 às 21h26

Liguem não… é daí pra pior. Uns mais cedo, outros mais tarde, mas o tempo é implacável.

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Roberto Ribeiro

14 de outubro de 2013 às 21h12

Erundina agora tem a companhia dos esquerdistas radicais Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes.

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Liz Almeida

14 de outubro de 2013 às 20h21

Achei interessante a entrevista…

Também vejo muitas atitudes políticas do PT que merecem ser criticadas; porém, uma coisa é fato: se o PT não tivesse ido ‘um pouco pra direita’ não teria chegado ao poder, nem teria feito a revolução que fez nos últimos doze anos.

Mas concordo que agora o PT já não tem mais tanta necessidade de fazer essa ‘política suja’ pra se manter no poder, por isso espero que volte com toda a força pra ESQUERDA.

A Dilma, assim como a Erundina, já deixou claro que também deseja essa reforma política verdadeira, profunda.

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marco

14 de outubro de 2013 às 20h05

Postei um comentário ao respeito da Sra.Erundina,mas não foi publicado.Acho que os editores deste blog,são Erundinistas!Deveriam isto sim,não demonstrarem suas preferências pela oposição atual.

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Marat

14 de outubro de 2013 às 19h58

Eu sempre digo que não há esquerda no Brasil. Há pseudo esquerdistas, que adotam uma ou outra prática de esquerda. O PT, no máximo, é de centro, com algumas políticas voltadas para o bem comum (no PSDB e afins tais políticas são quase zero!), portanto, voto no PT por falta de opção, ou, pelo fato de o partido ainda ter algo de esquerda a mais que os outros. Triste abrir o Diário Oficial da União e ver que as privatizações estão correndo soltas, mas friso: com o PSDB seria pior… O que fazer, se essa tal, digamos, democracia, exige combinações políticas esdrúxulas, que acabam sempre se curvando para o mercado?

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J.R.

14 de outubro de 2013 às 19h44

Será que foi o Campos sozinho ou levou junto o Caiado, o Bornhausen, o Heraclito e de repente até o Serra e o Aécio numa grande comitiva “progressista popular” pra pedir pra Erundina ir na Carta Capital falar mal do PT? E o sujeito que “entrevistou” ela, será que não percebeu que podia ter perguntado onde diabos está o modelo que ela prega dentro das administrações do ATUAL partido dela? Será que o reporter ficou intimidado pelo visual “Dona Palmirinha” dela e ficou com dó de deixar ela sem graça ?

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Luís Carlos

14 de outubro de 2013 às 19h39

Erundina tem, no passado, na prefeitura de SP marca importante e que faz dela figura política respeitável. Porém, perde sua razão ao não conseguir fazer crítica ao seus atual partido, sua posição na última eleição municipal contra apoio de Maluf e agora aceitar calada apoio de Heráclito e Borhausen, e ainda mais, da participação dela no governo Itamar. A coerência e oportunismo não combinam. Erundina resgatrá a credibilidade de seu passado polîtico quando fizer crîticas ao fisiologismo do PSB que praticam em gestões municipais e estaduais pressebistas o pragmatismo denunciado por ela no PT ou quando se desfilar do PSB por não aceitar Heráclito e Borhausen, velhos nomes da ditadura civil militar contra a qual ela tanto lutou. Antes disso, muita fumaça e nada de coerência política.

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Bernardino

14 de outubro de 2013 às 18h04

ESSES CARAS da carta Maior estao de Brincadeira!!A Eleiçao de D Erundina à prefeitura em 88 pode ser considerada um ABORTO.Ma ocasiao o PT ganhou em varias cidades e capitais do Brasil como retaliaçao do povo a repressao do exercito em Volta Redonda contra os metalurgicos.

ESSA senhra agora vem falar em coerencia doPT!Quando a esquerda brasileira teve coerencia?Temos as esquerdas mais CRETINAS,covardes e corrupta da america latina.PSDB falso esquerdista com FHC entregou o OUra aos Bandidos na PRIVATARIA.Agora osPTs,PCdoBs e outros congeneres vao leiloar LIBRA alen de ja terem feitos estradas ,aeroportos e portos!!
O PSB da d ERUNDINA vive de braços com os tucanos em varios estados e o Proprio DUDU é um Privatista de carteirinha!!

Que HIPOCRISIA vir aqui cobrar coerencia,estando de braços dados com Heraclitos,Bhorrhausen e outros mais.Quero ver ela deixar o PSB!!

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    marco

    14 de outubro de 2013 às 20h07

    Esse tipo de papa-hóstias,so reconhecem méritos,em si próprios.A senhora em questão,Tucarinou!

J Souza

14 de outubro de 2013 às 17h58

Se é do PT, é ovacionado pelos torcedores petistas, mesmo que só fale besteiras…
Se é de qualquer outro partido, mesmo que da base aliada, mesmo que fale coisas sensatas e coerentes, é criticado de todas as formas…
A política eleitoral partidária é meio de vida para os políticos, e esporte para os torcedores dos partidos!
Por isso a política eleitoral partidária caiu no descrédito da maioria da população!

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    francisco pereira neto

    14 de outubro de 2013 às 19h07

    Pois então faça a sua política de créditos. Não basta criticar com comentários vazios.
    O que vc propõe para mudar essa política que está aí?
    Eu também não concordo com quase nada.
    Quer ver uma bizarrice comentada por Aloysio Nunes sobre o projeto de emendas parlamentares impositiva? Vá lá no uol e pesquise. Saiu hoje. É o roto falando do rasgado.
    Lá no Congresso, estudos mostram que as bancadas evangélicas só tendem a crescer, somadas as já manjadas bancada dos banqueiros, dos ruralistas… com esse modelo eleitoral viciado.

    Mário SF Alves

    14 de outubro de 2013 às 22h13

    Cara,
    Você falou em proposta de mudança. Bom, primeiro é preciso informar qual mudança se referem. Depois com que recursos, financeiros e partidários, fariam a tal mudança. No entanto, sei que transparência e compromisso a este nível não passa de sonho. Parece que campanha eleitoral é processo onde o que importa é vender o peixe. Se o peixe é fresco, contaminado, roubado ou não, isso é o que menos importa.

    _______________________________
    E quer saber? Passei da etapa de dar ouvidos a tanto blá-blá-blá. A tanta conversa mole embalada por vozes aveludadas emanadas de candidatos com cara e sotaque de santo. Aliás, entendo que depois da experiência acumulada, frustrações,inclusive, ao longo desses quase treze anos de governos do PT, chegamos a uma etapa onde, deveríamos, sim, EXIGIR que os partidos políticos em campanha, por meio de seus presidentes, viessem a público mostrar sua razão de ser. Ou seja, o porquê de terem sido criados e qual a lei que os regem. Assim como, para efeito de consolidação disso, a emissão de documento com registro em cartório, comprometendo-se a honrar todos os compromissos de campanha sob pena de, em caso de descumprimento, seus dirigentes serem condenados a multa e cadeia por crime de estelionato. Estelionato eleitoral.
    ______________________________________________

    marco

    14 de outubro de 2013 às 20h09

    O Souza,pela tua postura em relação ao que tu chamas de Políticos,es a favor de golpes!

    Gil

    14 de outubro de 2013 às 21h27

    Tá bom, e quem define o que é besteira e o que é sensato???

    Você???

    marco

    15 de outubro de 2013 às 10h48

    Sim!Eu defino em face de postágens idênticas aos golpistas de 64,a UDN,a atual opisição atual,que postam posições impatrióticas,porquanto invariavelmente,al´´em de não verem a realidade,falam sempre defendendo interèsses forâneos!

Marco Antonio L.

14 de outubro de 2013 às 17h54

Mas para a prefeitura de São Paulo, não apoiou Haddad, pq exitia Maluf , lembram ? Maluf apoiou Haddad e Erundina ficou fora.

Agora no PSB temos Bornhausen, Heraclito e Caiado, e Erundina tá dentro.

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mello

14 de outubro de 2013 às 17h15

Estão demorando a criar o PRdoPT, ou seja , o Partido dos ressentidos com o PT…Mas ia ser uma brigalhada pela direção desse Partido…

Responder

    Gil

    14 de outubro de 2013 às 21h33

    Plínio de Arruda Sampaio, Soninha Francine, Cristovam Buarque, Marina Silva , Heloisa Helena, Fernando Gabeira, Luiza Erundina, etc

Carlos Lima

14 de outubro de 2013 às 17h09

A ERUNDINA, teve nesta entrevista toda sua trajetória e personalidade desmoronada, o mais curioso a turma que ela se juntou não estava querendo nem deixa-la entrar num quartel de torturadores. Erundina parece “pinto no lixo” no dizer popular e ainda cuspiu no prato que comeu, falar mau do PT agora ficou fácil, as solas de sapatos que gastamos para elege-la prefeita se transformara em hambúrgueres e perfumes, viva a Erundina… Aqui se faz aqui se paga, em política as vezes tem coisa que não se reconquista. Se em uma família tiver um filho que esta dando trabalho, não se abandona e vai para outra falando mau, junta-se todos e busque melhorar a família, desistir e querer destruir é coisa de fraco e medroso.

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    edir

    15 de outubro de 2013 às 07h01

    Pois é Carlos Lima, eu tambem gastei näo só sola de sapato, como tempo, saliva e até dinheiro do meu próprio bolso indo para periferia distribuir santinho e tentar convencer o cidadäo a votar em Erundina. Até agua para tomar eu pagava do meu bolso, debaixo do sol escaldante eu estava lá fiel aos ideais e creditando toda minha esperanca de uma cidade melhor nas mäos de Dona Erundina. Que tempos difíceis eram aqueles. No meu trabalho, mesmo näo sendo filiada ao PT eu usava a estrela na lapela da minha blusa. Distribuia os santinhos no meu trabalho, conversava com colegas. Muitos riam de mim, faziam piadas diziam que na gestäo Erundina os estacionamentos na cidade seriam pequenos poste de madeira para amarrar jegue, isso era o que eu ouvia, tamanho era o preconceito contra a minha candidata. Depois ,qualquer falha que o politico comete na gestäo, a gente recebe as pauladas. Erundina fez um governo bom, olhou para a periferia, eu que morava no centro e trabalhava também no centro, recebia as cargas de criticas dos colegas de trabalho. Mas näo importava, pois sabia que Erundina estava fiel aos compromissos firmados em cuidar mais dos menos favorecidos. Confesso que fiquei desiludida com sua saída do PT. Político é assim, näo se importa mesmo com seus militantes,säo fiéis sómente aos seus interesses.

psgd

14 de outubro de 2013 às 17h01

O PT tem todos os defeitos do mundo né Erundina! Vai pentear macaco e esqueça o PT. Você, bláblárina e l helena estão a serviço da direita mais retrógrada do Brasil. Que Heráclito, bornhausen e caiado iluminem suas vidas . . . amém . . .

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francisco.latorre

14 de outubro de 2013 às 16h24

tá disputando com marina.

troféu ‘a mais recalcada’.

..

mais.

erunda falar de coêrencia…

não cola.

só pra fãs incondicionais.

vai com marina como foi com garotinho. e com itamar.

taí. coerência na hipocrisia.

..

e afinal..

esquerda é o peessebinho pefelítico esse?..

tá bão.

..

dizer que é esquerda. é fácil. e faz cena.

ser?.. fazer?.. pra que?..

blá. blablá. gritos emoção. resolve.

quer dizer.. não resolve.

no entanto. dá pro gasto. serve. engana uns e outros.

mais. pra que?..

blablá. resolve. resolve?..

..

Responder

Celso

14 de outubro de 2013 às 16h15

Alguns movimentos sociais radicados na capital paulista agem como se fossem o centro do mundo. Outros movimentos de outras partes do estado e do país que tentam fazer contato, compartilhar experiências de luta, aprender um pouco com os “paulistas experientes” encontram por vezes dirigentes que se comportam como os baluartes da ditadura do proletariado. Um nariz empinado. Resumindo: seu movimento só vai pra frente se fizer o que eu mando (não necessariamente o que eu faço). Como a Erundina tem muito contato com esses “movimentos”…

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elizabeth pretel

14 de outubro de 2013 às 15h00

A Erundina poderia dizer qual prefeitura, governada por seu partido, o psb, conseguiu implantar o passe livre.

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Maria Izabel L Silva

14 de outubro de 2013 às 13h49

Essa criatura ja saiu do PT há mais de 10 anos! Por que ela não fala do partido dela, do PSB??? Por que ela não fala das “experiencias” que o PSB, o partido dela, assimilou a aplicou, tendo como modelo o gestão dela na prefeitura? Ora. Como é que uma pessoa pode ser tão cara de pau a ponto de cobrar do PT, coisas que o partido atual dela não é, e nem será capaz de fazer??? E qual a contribuição dela, dentro do partido dela, que governa em varios cidades e no estado de Pernambuco e Ceará? Todo mundo só sabe dizer que o PT é isso e aquilo …

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    Fabio Silva

    21 de janeiro de 2014 às 10h33

    Talvez pq as perguntas na entrevista eram sobre o PT e o governo atual!
    Lembro do Lula na primeira eleição dizendo que nao dava para comparar um futuro governo seu com o FHC, pois o PT nunca tinha sido eleito para o cargo.

francisco pereira neto

14 de outubro de 2013 às 13h46

Eu faço apenas duas perguntas à Erundina, relacionadas ao mesmo tema.
1ª – Com o seu purismo ideológico, ela irá fazer o mesmo quando foi convidada para ser o vice de Hadadd, agora que o seu PSB comandado pelo traíra do Eduardo Campos caiu na Rede da Marina com os apoios de Heráclito Fortes,do walking dead Bornhausen, Caiado. Você vai sair do partido?
2ª – Quando você foi condenada pela justiça a pagar aquela multa, e de maneira solidária os blogs sujos se cotizaram para arrecadar os recursos necessários para lhe ajudar, aos seus diletos colaboradores você os consultou para saber deles se os apoiam nessa nova empreitada tão nociva a todos os preceitos éticos que você prega?

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ricardo silveira

14 de outubro de 2013 às 13h24

As experiências de orçamento participativo começaram em Lajes, SC e Boa Esperança, ES, no final dos anos 70, e não eram administrações petistas. Nasceram com o movimento de resistência contra o regime militar, etc. e o PT incorporou tais práticas em suas gestões municipais, das quais não se pode esquecer, junto com São Paulo, dos governos participativos de Olívio e Tarso, em Porto Alegre. Acho que o PT tem muitos problemas e concordo com a ex-prefeita que existe uma preocupação em se reproduzir no poder que, excessiva, inviabiliza o bom governo. Mas, sem conformismo, com qual partido é possível avançar mais? A ex-prefeita Erundina é uma mulher extraordinária e por isso é muito triste vê-la sentada ao lado de Marina e Eduardo Campos e numa mesma coligação que ainda tem Bornhausen e Eráclito. Certamente ela não está feliz com a situação, pois, com esse time fica muito mais longe de realizar o que pensa sobre administração e política.

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juma

14 de outubro de 2013 às 12h36

Grande Erundina!

Responder

    Hélio Pereira

    14 de outubro de 2013 às 19h50

    Erundina “grande”?
    Ora Juma,
    Erundina foi “ERODIDA” pela DIREITA que apoiou o Régime Militar.

Edson

14 de outubro de 2013 às 12h29

“Mas eu precisava mostrar coerência e mostrar que eu me diferenciava dos políticos tradicionais, convencionais.” E agora, como vai ser, estar ao lado de gente como Heráclito Fortes e Bornhausen? e sem contar o Caiado (quase ministro da agricultura).

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Gilberto

14 de outubro de 2013 às 12h19

Ah, a vaidade! a entrevista se limitou em tacar pedra no alheio? nenhuma autocrítica, nenhuma pergunta sobre as contradições do PSB-Rede? nenhuma abespinhação de Erundina quanto a seus novos colegas? Maluf era “sujinho” para uma aliança eleitoral passageira e local, mas o apoio de Caiado é desejado e, mais que isso, Heráclito e Borhausen são correligionários bem-vindos?

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Dudu Cartucho

14 de outubro de 2013 às 12h17

Sensacional pessoa, admirável. Mas pra que tanto rancor? Erundina é um marco, não deveria se rebaixar como outros ex que pululam por aí.
A guinada do PT à direita aconteceu depois de filiar Bornhausen e Heráclito em seus quadros, ou não foi o PT, Luiza Erundina?
O x da questão é gente do PSB, PSDB, PSOL, PPS, se preocuparem com um deslize do PT, enquanto seus partidários chafurdam na lama.

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Carlos Lima

14 de outubro de 2013 às 12h05

A Luiza Erundina, por quem nutro um respeito especial pela sua luta, não é humilde do ponto de vista que errou e continua errando, seu governo não foi a diante em São Paulo, porque errou, derrapou julgou ser a esquerda uma Ilha, dissociada de tudo, como se São Paulo fosse uma nau esquerdista navegando e divagando do nada pro nada, não foi humilde e nem companheira do HADDAD, para Erondina, as utopias regem tudo. não precisa de ninguém, se fosse honesta pragmaticamente se desfiliaria do PSB, porque largou o PT na ultima eleição em São Paulo por medo, a sua justificativa não tinha lógica diante do acontecido agora, A Marina é financiada pelo de mais conservador do meio empresarial e pela mídia nativa que nunca deixou o Brasil andar, e tem mais o PSB já estava fechado até com Ronaldo Caiado, portanto a permanência da Erundina no PSB desmentiu o que ela alegou para não compor chapa com o HADDAD, não tem coerência o que Erundina fala com o que ela age. Ela esta vivendo no mundo da Lua, sua história não se descola do PT, mas infelizmente quando você e suas ideias se tornam maiores do que a possibilidade de conquistas coletivas ai você esta preso em si mesmo e andando em loop não irá chegar a lugar nenhum que não seja seus medos e desafios não vencidos, Erundina na sede de poder de seu partido se perdeu na sua própria incoerência, não creio que tenha muita diferença entre a turma do Maluf e a turma do Caiado e a turma da Marina e seus financiadores.

Responder

Julio Silveira

14 de outubro de 2013 às 11h58

Quero ver a turma da governabilidade e do pragmatismo desdizer a Erundina. Ela está certíssima, o grupo que nunca foi esquerda no partido, usou os esquerdistas para se projetarem politicamente, e hoje descaradamente até afirmam não serem esquerda e não foi só o presidente Lula outros bem fortes no partido não chegam a dizer por que não tem o apelo popular do ex presidente, mas foram os responsáveis pelos expurgos dos esquerdistas inconvenientes do partido. Quando não expurgaram os lançaram no ostracismo, tirando suas vozes estridentes aos ouvidos conservadores de fora e de dentro, para evitar conflitos de interesses.
A Erundina foi a seu tempo, em que pese sua ótima gestão, quando enfrentou toda sorte de percalços colocadas pelo conservadorismo, os muitos obstáculos, foi a primeira vitima dessa conduta de pavimentar nomes e carreiras mais palatáveis do ponto de vista da conveniência ideológica. Resultando no fato de que hoje o partido já não pode se arvorar como representante o legitimo da esquerda, virou um aglomerado de tendências mais ao centro, com pitadas de populismo nacionalista, ao estilo do que tentaram os militares no período da Ditadura militar só que esses sem apelo popular. O tempo do discurso petista de esquerda já acabou e se vierem com ele novamente será apenas por vícios adquiridos na pratica do pragmatismo, que pode também ser conhecido com outro nome, hipocrisia.

Responder

    francisco pereira neto

    14 de outubro de 2013 às 19h24

    Ela vai continuar pregando no deserto. Mas só que agora,fazendo o discurso da direita- criticar o PT. Talvez isso seja o suficiente para ela se eleger deputada novamente, e não precisar mais da ajuda dos seus ex fiéis eleitores que a ajudaram a pagar uma conta imposta pela justiça.
    Alguém aqui já comentou. Ela está a dez anos no PSB. Nenhuma crítica? No seu partido, está conseguindo fazer o que cobra do PT?
    Ah! Tá bom. Cachorro morto ninguém chuta. Não dá ibope.

    Julio Silveira

    15 de outubro de 2013 às 11h56

    Meu caro o PT hoje e já a algum tempo é apenas mais um partido com alguns donos. A Erundina cometeu o pecado de aceitar participar do governo Itamar como bem disse um critico dela, neste blog, naquele tempo as vozes que manda no partido não queriam que ela fosse a estrela, apesar de ter sido um nome forte, criticaram-na por trabalhar num governo que para eles era conservador, ainda que o Itamar fosse um presidente sem apoio midiático, e o real piloto da Airbus econômico chamado Brasil. Moral da historia jogaram-na nos braços do PSB, que sempre foi parceiro petista de primeira hora, mais moral ainda, o PT caiu nos braços de todos os que sempre criticou com acidez, e hoje tentam inverter o processo dizendo serem esses os parceiros ideais.
    O PT nunca foi tão hipócrita como agora meu caro. A sorte do partido é que a oposição está consolidada como um ranço de entreguismo e mas condutas politicas, além de ser conservadora ao extremo. E os aspiram pela esquerda vão pelo mesmo caminho hipócrita adotado pelo PT. Assim fica melhor não se mexer que ariscar e cair num precipício, o que seria pior;

    francisco pereira neto

    16 de outubro de 2013 às 13h10

    Julio
    Vamos ser mais práticos.
    A mãe de todas as reformas, é a reforma política e eleitoral.
    Sem elas, desde de que atenda os anseios da maioria do povo e não a minoria como é hoje, não haverá nem espaço e nem palavras suficientes para haver concordância sobre as condutas dos partidos. Mas eu não tenho a menor dúvida. Se o PT chegou ao poder, foi por conta de aceitar as regras políticas existentes, e por isso tem que pagar a conta sim. Mas também não chego ao outro extremo, negando os pontos positivos.
    Imagine você o que seria do país se fosse governado por Alckmin ou Serra?

    Julio Silveira

    16 de outubro de 2013 às 17h41

    Francisco, Deus que nos livre dessa blasfêmia de ser governados nacionalmente por esses caras pálidas.
    Mas de qualquer forma meu caro, tem um turma no PT que serve sem qualquer desconforto ao conservadorismo nacional e só mostram suas “insatisfações matreiras” na época das eleições. A sorte dessa turma é por estarem num partido que construiu uma boa história. Com isso conseguem passar camuflados e incólumes. Essa gente sempre que posso meto o pau porque sempre tive receio de veneno de serpente.

FrancoAtirador

14 de outubro de 2013 às 11h53

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A PRIMEIRA GUINADA

Ministra da Administração Federal

Com o advento do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1993, logo após dar posse a Paulo Maluf na prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina seria convidada, pelo vice de Collor e seu sucessor Itamar Franco (1992-1994), a se tornar ministra-chefe da Secretaria da Administração Federal, dentro dos esforços de Itamar Franco em constituir um governo de coalizão política (coalizão à época chamada de “política de entendimento nacional”), abrigando no primeiro escalão políticos e lideranças de diferentes correntes.

Por ter aceitado o cargo, contrariando a orientação do partido, o Diretório Nacional do PT decidiu suspender, por um ano, todos os seus direitos e deveres partidários.

Na ocasião, segundo uma nota divulgada pelo PT, a deputada teria rompido com a disciplina partidária, ao não consultar a legenda sobre o assunto, e ao desrespeitar a decisão do partido de fazer oposição a Itamar.

Dessa maneira, em 1997 (mesmo após se candidatar pelo partido à prefeitura de São Paulo no ano anterior e ao Senado Federal em 1994), depois de 17 anos de militância, ela sairia do PT, posto que o episódio constituiu um desgaste progressivo seu com as demais lideranças da legenda.

Em maio de 1993 deixou a Secretaria da Administração Federal principalmente devido a divergências com o Ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, sendo substituída pelo general-de-brigada Romildo Canhim.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiza_Erundina#Ministra_da_Administra.C3.A7.C3.A3o_Federal)
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Responder

    Eline

    14 de outubro de 2013 às 14h54

    Voc~e mente companheiro! Luiz Erundina foi ser ministra do governo Itamar, depois de Collor ter sido escorraçado do governo. Itamar queria um governo de União Nacional. Erundina fez cero de ir.

    Bertold

    15 de outubro de 2013 às 02h52

    Onde está a mentira? Fui da “esquerda” petista que carregou muito piano por Erundina e te garanto que ela não levou a opinião de ninguém em consideração nos seus passos políticos pós prefeitura a não ser o que passava pela cabeça dela. Depois de tanto tempo, parece que ainda vive do trauma de não ter conseguido levar quase ninguém para a sua canoa furada. Hoje é uma pessoa política errante, confusa e ainda muito rancorosa.

Ricardo Alvarez

14 de outubro de 2013 às 11h48

Só esqueceram de perguntar pra ela se ela vai embora do PSB ou agora vai frequentar os mesmos palanques que Bornhausen e Heráclito Fortes. Ou aquele teatrinho por conta do apoio de Maluf a Haddad foi só pra espezinhar o PT?
Outra: se ela não quer saber de coalizão, que raios ela foi fazer no governo Itamar Franco, indo contra resolução do partido? Ou o governo Itamar era esquerda e não sabíamos até agora??? Por sinal, o governo Itamar – do qual Erundina foi ministra – estava à esquerda de Lula?
No mais, a entrevista como um todo entrega: Erundina (ainda) é um pote cheio de mágoas em relação a seu ex-partido.

Responder

oscar paniz

14 de outubro de 2013 às 11h40

Concordo com Luiza Errundina, mas sempre lembrando que temos que deixar bem claro que o PT de São Paulo sempre foi o grande entrave para que um modelo de administração aplicado por ela e outras administrações eleitas pelo Partido dos Trabalhadores trilhasse uma trajetória vitoriosa. Os “companheiros ” de São Paulo sempre se confundiram, se atrapalharam, na convivência com a oligarquia paulista.

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Maria

14 de outubro de 2013 às 11h40

Acho a Erundina engraçada, ela está no PSB, um partido que apoiou os tucanos sempre e vem falar do PT. Até acho que ela tem alguns pontos de razão, mas ela não pode apontar o dedo. O partido dela faz conchavo com todo mundo. Va para o PSOL, PSTU, etc.. Todo mundo adora falar mal do PT para ter chances no PIG.

Responder

Mário SF Alves

14 de outubro de 2013 às 11h20

Esse povo movido a política eleitoral quando toma birra…

Gozado é que antes da tirania quantitativa do voto, parece que ninguém se desentendia.

Antes dela ninguém do PT vinha a público falar contra o PT.

E esse diz-que-diz é lamentável. Parece que o interesse individual e a susceptibilidades pequeno burguesas acabam por falar mais alto.

Ora, o PT é o único instrumento potencialmente capaz de, CONSTITUCIONALMENTE, ser utilizado na consolidação da democracia e, como consequência, na construção do interesse coletivo nacional; e, enfim, na superação do capitalismo subdesenvolvimentista naZional.
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Fica-se com a impressão de que o desempenho eleitoral acaba por comandar o processo e, em muitos casos, por tornar-se um fim em si mesmo.
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Quer queiram, quer não queiram os conservadores, o PT é um fenômeno. Um fenômeno que seria capaz de salvar e reescrever a História do Brasil e, por via de consequência, quem sabe, contribuir na superação da mediocridade que infesta a História do mundo. É realmente lamentável esse esgarçamento do tecido político que o determinou. E essa birra toda, que triste, pode por tudo a perder. E a Osmarina que o diga.

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O fato existir ainda milhões de pessoas condicionadas pela visão de mundo imposta pela mídia fora-da-lei corporativa não implica em alienação política definitiva. Seja em que país for. Seja no Brasil, seja nos EUA, seja onde for, milhões e milhões de pessoas certamente podem estar em estado de anemia política, porém mortas politicamente jamais estiveram.

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edir

14 de outubro de 2013 às 10h34

Votei em Luisa Erundina para prefeita de Säo Paulo. Fez uma boa gestäo, deixou de ser vice de Haddad por causa do maluf. Pergunto: vai sair do PSB por causa dos Bornhauser e Eráclito ? e quase o Caiado entra !!!

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Pedro Cruz

14 de outubro de 2013 às 10h30

A hipocrisia sempre me surpreende, vem dos lugares mais inesperados. Está muito certo, Dona Erundina, o problema é a guinada à direita do PT, o PSB é ótimo. Aguentar as Erundinas e os Maringonis da vida, haja hipocrisia.

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Athos

14 de outubro de 2013 às 10h18

Aaaa incorporou seu governo sim. Tanto é que faz um governo mais a direita.
Essa mulher não tem auto-critica?
Paralizou todas as obras dizendo que empreiteiro é safado.
Depois… quem vai fazer a obra? O Companheiro? O PT? Os metalurgicos?
Quem vai fazer a obra?
Ela catapultou Maluf de volta ao jogo político. Essa decisão aparentemente simples, fez Maluf resurgir como o cara que FAZ! Essa ex-prefeita era a que NÃO faz.

Radicalismo é bom até virar governo. Depois,… o Maluf volta.
Simples assim…

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Hélio Pereira

14 de outubro de 2013 às 09h44

Eu apoiei e fiz campanha pra Luiza Erundina a Deputada Estadual e também a Prefeita na Zona Sul de SP.
Hoje não faria campanha pra ela de jeito nenhum.
Erundina teve apoio Popular enquanto esteve no PT,depois foi ser Ministra de Itamar sem apoio do Partido,foi demitida por tel pelo ex Presidente Itamar Franco,saiu do PT e se filiou ao PSB.
Foi escolhida pra ser vice de Haddad em 2012,numa composição com o PSB,depois fez um papelão,recusando a vaga de vice que hávia aceito,com a desculpa que o PT tinha o apoio de Maluf contra José Serra e saiu criticando o PT por este apoio.
Erundina criticou o acordo com o PP,mas ela e seu Partido(PSB) sempre estiveram junto com Maluf no apoio ao PSDB na AL de SP,ajudando a engavetar CPIs contra o Gov Alckmin e Márcio França Presidente do PSB em SP é secretário de Alckmin,parece que Erundina nada ve de errado nisto.
O PSB de Erundina se uniu a Familia Bornhausen em SC,a Ronaldo Caiado lider da UDR,se uniu também a Heráclito Fortes que dispensa comentários e Luiza Erundina se mostra preocupada com o PT?
Ora ora, Erundina,”me engana que eu gosto”.

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Carlos

14 de outubro de 2013 às 09h35

Gostaria que ela explicasse o que significou a adesão dela ao Governo Itamar. Ademais, Nabil Bonduki teve grande participação no Governo Erundina, em habitação popular. Depois, foi um dos pilares do Governo Marta, na Câmara, nas questões urbanísticas. Jorge Hereda, também ex-quadro de seu governo, participou do início da Gestão Marta, depois foi para o Governo Federal. Ele cuidou de algo muitíssimo importante para a Cidade: do lixo. Sobre governabilidade, ela deveria explicar o porquê da guinada à direita, durante seu governo, na questão do lixo, ao entregar a então SSO a um quadro quercista, cujo nome não me recordo.
Estou aguardando o momento em que ela ou vai romper com o PSB ou vai assumir publicamente uma postura à coalização de direita, anti-chavista( que loucura da Marina Silva!), em nome da coerência que ela diz ter.

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Claudio Freire

14 de outubro de 2013 às 09h25

Em tese, concordo com Erundina.

Mas é no mínimo contraditório ela falar isso estando num partido como o PSB, que é absolutamente pragmático. O PSB fazia parte da base de apoio ao PT no plano federal e estava (e continua) apoiando governos estaduais do PSDB.

Além disso, a recente coligação da Eduardo Campos com Marina Silva foi o máximo do pragmatismo, além de ter sido um acordo de líderes praticamente sem consulta das respectivas bases partidárias.

Por causa disso, apesar de concordar em tese com Erundina, acho que ela não tem moral para dizer isto, estando na situação partidária em que ela se encontra.

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Edison Kern

14 de outubro de 2013 às 09h06

Até tenho respeito pela Guerreira, mas vai me desculpar: Todo mundo que saiu do PT e encontrou abrigo no PSB, saiu pela porta da direita. Mesmo aquele pessoal que saiu do PT no período de desgaste do tal mensalão forvam grupos dos mais atrasados e carreiristas e foram para o PSB como sigla de aluguel. Por puro oportunismo, achando que o PT não resistiria a crise. No momento atual, a Marina e sua turma confirmam a categoria locatícia da sigla. Essa só não foi para o PPS porque as condições eleitorais por lá se mostram muito piores.
Acho que a Marina com esse movimento colocou uma pá de cal nas organizações partidárias da direita tradicional. O problema é que sem uma reforma política, toda essa catrefa de base da direita vai se acomodar nas duas grandes duas frentes políticas lideradas pelo PT e PSB. Sobre isso é que a Erundina devia estar falando do alto de sua experiência e sabedoria e não ficar com essa choradeira de que não foi compreendida.

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Zhungarian Alatau

14 de outubro de 2013 às 09h01

Fosse Lula se guiar pelo pensamento de Erundina, e o PT seria oposição até hoje. Política é a arte de fazer concessões, sim. Às vezes, dar um passo para trás, para poder avançar dois lá na frente. Nem por isso Lula traiu seu povo. Talvez não seja o Brasil dos nossos sonhos, mas com certeza é bem melhor do que aquele desenhado pelo príncipe da privataria.

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Mardones

14 de outubro de 2013 às 08h59

Isso é um posicionamento crítico de respeito. Sem ressentimento e com respeito às suas ideias históricas.

Erundina é o exemplo que deveria ser adotado por críticos do PT, que hoje não sabem em que direção surfar.

Parabéns!

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    Felipe

    14 de outubro de 2013 às 19h22

    Sem ressentimentos? Não é o que aparece no texto.

trombeta

14 de outubro de 2013 às 08h56

Outra ressentida, Erundina é outra grande decepção para o campo de esquerda.

Fez média de purista na eleição de Haddad e, agora, anda abraçada com Borhausen, Caiado, Heráclito, banco itaú, natura e a trairagem em geral.

Hipócrita.

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Alexandre Bueno

14 de outubro de 2013 às 08h37

Eu acho interessante uma pessoa que está em um partido que sustenta o governador Alckmin vir falar em “direitização”.

E convenhamos, a administração Erundina em São Paulo foi um desastre. Revelou à época o total despreparo do PT para governar e viabilizou a eleição de Pulo Maluf e posteriormente de Celso Pitta.

Acho que as críticas ao PT são pertinentes. O partido virou, de fato, uma burocracia. Mas Erundina não dá, me desculpem.

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Caio

14 de outubro de 2013 às 08h33

Não discordo dos apontamentos. Mas parecem ter sido retirados do contexto atual. Uma coisa é fato, com o tipo de sistema eleitoral que temos, nunca haverá coerência 100% entre discurso e prática. E talvez, nem com uma reforma política. Grande mulher, mas me parece perdida, ataca as práticas do antigo partido, mas seus caciques fazem de maneira diferente?

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Jesus Baccaro

14 de outubro de 2013 às 08h26

Nunca li tanta asneira.

Aliás, uma pessoa que dizia rejeitar Maluf e não quis ser vice do Haddad porisso, deveria ter pelo menos a dignidade de dizer não a Heráclito Fortes e Bornhausen.
Sinto muito, mas não tem moral pra falar nada do PT.
O PT pelo menos não filiou Maluf. Mas ela terá Heráclito como companheiro de partido!

Muita coerência Dona Erundina!

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Jorge

14 de outubro de 2013 às 08h16

a Luiza é excelente, mas as propostas do governo dela, não eram dela.
eram do PT!
o discurso que ainda reverbera é o do governo do PT!
agora, o problema dela é o Psb, não mais o PT, faz tempo…

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STEFAN MANTU

14 de outubro de 2013 às 07h50

Luiza Erundina foi sem dúvida a melhor prefeita que nossa cidade já teve em sua história. O povo da periferia constatou isso na sua vida cotidiana. O PT nesse período não tinha ainda adotado essa política de alianças que o desnaturou na medida em que abriu mão de sua independência de classe. A proposta de tarifa-sero e + 8.000 ônibus novos para São Paulo deveria ser encampada pela direção do partido e mobilizar o povo pobre (maioria) que na luta poderia conquistá-la obrigando a Câmara Municipal a aprová-la. Quanto ao Orçamento Participativo sempre fui contrário, pois coloca setores do movimento popular organizado a uma luta fraticida, entre sí por uma fatia de verbas e que não aponta para a verdadeira vilâ: a Lei de responsabilidade fiscal criada pelo FMI em toda a América Latina para garantir o pagamento dos juros e serviços da absurda Dívida Externa que continua existindo e como vampiros sugam o nosso povo. Ganhamos a eleição contra o Collor e fomos fraudados. A História de nosso país seria outra se a direção do nosso partido não tivesse se acovardado e lutado pela anulação do vergonhoso 2o. turno onde a fraude foi realizada. Lula e os dirigentes majoritários jamais teriam as condições políticas de formular a “Carta aos Brasileiros” e sim teríamos uma “Carta aos Trabalhadores” e uma outra história com certeza.
Parabéns companheira Erundina pelo privilégio de ter militado ao seu lado nesse período histórico de nosso partido. A verdade é filha do tempo.

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    Gil

    15 de outubro de 2013 às 20h03

    E os novos aliados dela representam o que?

    Por acaso Marina Silva e Eduardo Campos vão formular a “Carta aos Trabalhadores”?

    Ou eles estão muito mais para o neoliberalismo, encampando as teses dos economistas da Casa das Garças, como Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende.

Eline

14 de outubro de 2013 às 07h07

14/10/2013 – 03h06
MÔNICA BERGAMO
Haddad quer obrigar secretários e assessores a irem para trabalho de ônibus

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, estuda baixar um decreto obrigando os secretários municipais e seus assessores mais próximos a ir para o trabalho todos os dias de ônibus.

ROTINA
A decisão ainda não está tomada, já que significará um transtorno para a maioria deles, acostumados, como boa parte da população de classe média da cidade, a andar de carro. Mas o prefeito, em campanha para que as pessoas troquem o automóvel pelo transporte coletivo, acha que a sua equipe deve dar o exemplo.

ROTINA 2
O próprio Haddad tenta manter a rotina de ir para a prefeitura todos os dias de ônibus. O que já preocupa sua segurança. Ele não alterna horários nem o local onde pega o coletivo.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2013/10/1356038-haddad-quer-obrigar-secretarios-e-assessores-a-irem-para-trabalho-de-onibus.shtml

Responder

    edir

    15 de outubro de 2013 às 07h30

    Acho a idéia do Haddad boa, mas a questäo seguranca tem de se levado em consideracäo.

Rui

14 de outubro de 2013 às 06h42

Luiza Erundina está coberta de razão. Em tudo! Fez um governo futurista, poderíamos até dizer que além do seu tempo.

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