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Carlos Bolsonaro perdeu 33% dos votos em 4 anos; em SP, PT terá maior bancada graças a Suplicy e votos na legenda
Erika Hilton, mulher trans negra que o Psol elegeu em SP
Política

Carlos Bolsonaro perdeu 33% dos votos em 4 anos; em SP, PT terá maior bancada graças a Suplicy e votos na legenda


16/11/2020 - 11h01

Da Redação

A onda de antipolítica que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, em 2022, acabou. Ou quase.

Os partidos tradicionais parecem ter conquistado os eleitores decepcionados com o presidente.

O racha de Bolsonaro com o PSL prejudicou ambos.

O presidente não conseguiu repassar votos e mesmo o filho dele, Carlos Bolsonaro, caiu de 106.657 votos em 2016 para 71 mil em 2020, uma redução de 33,43%.

O DEM emplacou três prefeitos logo no primeiro turno e pode conquistar o Rio de Janeiro com Eduardo Paes.

O PSD de Gilberto Kassab foi o que mais avançou em cidades de até 100 mil habitantes.

O PT não morreu, embora agora divida protagonismo com o Psol.

O partido teve péssima votação para prefeito de São Paulo, mas será a maior bancada na Câmara Municipal paulistana, empatado com o PSDB.

O ex-senador Eduardo Suplicy foi o campeão de votos para vereador (167.427). Com os seus votos, conseguiu eleger mais um. Os votos na legenda (91.188) permitiram eleger outro.

Os votos na bancada (652.924) superaram os de Jilmar Tatto.

A máquina de votos dos irmãos Tatto na Zona Sul de São Paulo votou a funcionar e Arselino e Jair Tatto deverão fazer parte da bancada.

Em Curitiba, a professora Ana Carolina Dartora (PT) tornou-se a primeira vereadora negra na História da cidade, com 8.407 votos.

No Rio, o Psol teve o vereador mais votado, Tarcisio Motta (86.243) e em São Paulo elegeu a mulher trans negra Erika Hilton (50.361). 

Monica Benício, a viúva de Marielle Franco, foi eleita vereadora no Rio com 22.999 votos.

Cesar Maia teve 55.031 votos e o DEM deverá ter a maior bancada na Câmara do Rio.

O partido do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, busca vôo solo em relação ao Centrão e deve deixar Jair Bolsonaro ainda mais refém do fisiologismo dos partidos nanicos do Congresso.

Maia é um dos incentivadores da candidatura de Luciano Huck, que se reuniu recentemente com Sergio Moro e, na mídia corporativa, vem sendo cogitado como opção “de centro” a Bolsonaro.

Porém, o resultado em São Paulo pode dar impulso à tão falada frente ampla de esquerda para 2022.

Morador de Campo Limpo, na periferia de São Paulo, Boulos encarna a divisão de classes que está sendo desnudada pelo impacto econômico da pandemia de coronavírus — e que só deve se aprofundar em 2021.

Ele é o preferido dos eleitores mais jovens, os mais dispostos a votar e a fazer campanha.

Bruno Covas (PSDB) já disse que pretende destacar o “radicalismo” de Guilherme Boulos, que retrucou dizendo que o verdadeiro prefeito de São Paulo é João Doria.

Boulos vai explorar a altíssima rejeição a Doria na capital, que flutua na casa dos 40%.

O governador paulista é o nêmesis do bolsonarismo, pois é certamente um dos candidatos em 2022, depois de ter sido eleito com o voto BolsoDoria.

Esta noite, às 20 horas, na CNN Brasil, Boulos e Covas farão o primeiro debate do segundo turno.



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5 comentários

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Hudson

18 de novembro de 2020 às 18h14

O ministro Barroso precisa confessar que os votos das nossas eleições municipais foram somados nos Estados Unidos, e não “no supercomputador do TSE”, como diz.

O tal contrato de 26 milhões com a Oracle é apenas para serviços remotos (“cloud computing”):

https://static.poder360.com.br/2020/11/Oracle-licitacao-25mar2020.pdf

A história mal contada é parcialmente confessada pelo títere vitalício Giuseppe Janino, eterno sabotador-geral da transparência e confiabilidade das eleições brasileiras:

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/11/pouco-testado-sistema-ficou-1-ano-e-meio-sob-analise-do-tse-ate-ser-comprado-as-vesperas-da-eleicao.shtml

Trecho:
No sábado (14), o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, chegou a dizer que, em 2020, o TSE “adotou uma importante mudança de paradigma” —a alteração no sistema de totalização.
Ele disse que, para tanto, foi constituída uma arquitetura de nuvem computacional, “tecnologia moderna que apresenta inúmeras vantagens”, como a economicidade —menos gastos. “Conseguimos baixar bastante os custos, concentrando em um processo de nuvem, fazendo a virtualização de equipamentos”, afirmou.

Sérgio Amadeu da Silveira revelou a história no feicebuque:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10164473073630274&set=a.184692620273

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Zé Maria

16 de novembro de 2020 às 17h58

Os Votos na Legenda do PT também ajudaram na
Eleição dos Vereadores do Partido em São Paulo.

Responder

Zé Maria

16 de novembro de 2020 às 16h01

https://images03.brasildefato.com.br/56a5c3b4faadc151081a670621afba04.jpeg
Moradora da Vila Dionisia segura ‘santinho’ de Milton Leite (DEM-SP),
RG e Título de Eleitor, para receber Cestas Básicas em São Paulo

O Brasil de Fato entrou em contato com duas pessoas
que receberam as cestas básicas.
Em condição de anonimato, elas confirmaram a ação
no Bairro da Vila Dionísia na manhã de sábado (14).

https://images02.brasildefato.com.br/c3cbff91572993d62188819d37acd51d.jpeg

https://www.brasildefato.com.br/2020/11/14/candidato-a-vereador-em-sp-e-acusado-de-compra-de-votos-na-vespera-da-eleicao

Responder

Zé Maria

16 de novembro de 2020 às 15h54

Milton Leite, candidato a vereador em São Paulo, reeleito pelo DEM,
é acusado de compra de votos por ter distribuído cestas básicas
na Vila Dionísia, zona norte da capital paulista

Para receber as cestas, moradores assinaram papéis
com informações do título de eleitor. Ele nega.
Notícia-crime contra o vereador foi protocolada
na Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral.

https://www.redebrasilatual.com.br/wp-content/uploads/2020/11/milton-leite-1-tile.jpg

Imagens publicadas pelos próprios moradores
mostram filas para receber caixas marcadas
com o logotipo da Prefeitura de São Paulo

https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2020/11/milton-leite-compra-votos/

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Zé Maria

16 de novembro de 2020 às 15h39

Será que os Paulistanos não sabem que o Covas é o Vice-Prefeito do Dória Jr,
Tucano que abandonou a Cidade, pela Ganância de ser Governador Paulista,
como já havia feito o Tucanão Serra em 2006 ?

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