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Breno Altman defende que militantes de esquerda comprem armas e busquem treinamento de tiro se decisões de Bolsonaro não forem derrubadas
Capitão Carlos Lamarca, que fugiu do quartel de Quitaúna, em Osasco, com uma Kombi lotada de fuzis para integrar a resistência à ditadura militar. Wikipedia
Política

Breno Altman defende que militantes de esquerda comprem armas e busquem treinamento de tiro se decisões de Bolsonaro não forem derrubadas


16/02/2021 - 16h31

Visionário

Devemos lutar contra decretos que ampliam direitos à compra e posse de armas, porque fortalecem milícias urbanas e rurais. Se forem aprovados, no entanto, militantes de esquerda deveriam exercer todos os direitos legais de adquirir e possuir armas, além de buscarem treinamento. Breno Altman, no twitter

Da Redação

O jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, defendeu hoje nas redes sociais que os decretos do presidente Jair Bolsonaro que facilitam o acesso a armas e munições devem ser derrubados.

Pela decisão de Bolsonaro, militares, juízes e integrantes do Ministério Público poderão ter até seis armas cada.

Atiradores poderão possuir até 60 armas e caçadores, 30, sem necessidade de autorização do Exército.

O número de munições que o atirador com arma de uso restrito pode comprar foi elevado para 2 mil — e de arma não restrita para 5 mil.

Em nota, o Palácio do Planalto explicou: “A justificativa para este aumento é que os calibres restritos ainda são muito utilizados pelos atiradores e caçadores, nas competições com armas longas raiadas, assim como nas atividades de caça. Um competidor facilmente realiza 500 tiros por mês, somente em treinamentos, de modo que as 1.000 unidades de munição e insumos para recarga atualmente previstas não são suficientes nem para participar do Campeonato Brasileiro, que são 10 etapas ao longo do ano.”

A decisão de Bolsonaro foi vista como resultado do lobby de fabricantes de armas, que tem ligação especialmente com um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Parlamentares de esquerda afirmam que as mudanças vão aumentar a circulação de armas no mercado paralelo e fortalecer as milícias urbanas e rurais — defensoras do bolsonarismo.

Altman, por sua vez, escreveu que se os decretos de Bolsonaro não forem derrubados, militantes de esquerda deveriam “exercer todos os direitos legais”, ou seja, comprar armas e fazer treinamento de tiro.

Recentemente, Altman assumiu uma posição polêmica diante da decisão do PT de apoiar um dos candidatos à presidência da Câmara, Baleia Rossi (MDB), que foi derrotado.

Apesar da derrota, o PT conseguiu um cargo importante na Mesa Diretora da Câmara.





5 comentários

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Deodato Souza

16 de fevereiro de 2021 às 20h34

A esquerda revolucionária autêntica não vai comprar armas porque Bolsonaro autorizou. Temos é de formar um exército popular de libertação e encarar a luta de longo prazo, tomando a iniciativa. A Amazônia é o cenario perfeito para essa luta, do ponto de vista natural, social e geopolítico.

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Zé Maria

16 de fevereiro de 2021 às 19h16

É a hora de lubrificar o “Автома́т Кала́шникова” ?
Demorou … Aliás, será que não é tarde demais?
https://itsyourshop.ru/presnicy/iz-chego-sostoit-kalashnikov-vse-avtomaty-kalashnikova-i-ih-taktiko-tehnicheskie-harakteristiki-naznach.html

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Zé Maria

16 de fevereiro de 2021 às 18h53

Excerto
… “o PT conseguiu um cargo importante na Mesa Diretora da Câmara.”
.
Câmara dos Deputados
MESA DIRETORA

2ª Secretária:

Marília Arraes
Partido/UF: PT-PE

Principais atribuições:

Estágios;
Medalha Mérito Legislativo;
Prêmio Dr. Pinotti;
Prêmio Brasil Mais Inclusão;
Prêmio Zilda Arns;
Passaporte Diplomático.
.
.

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Zé Maria

16 de fevereiro de 2021 às 18h41

“O Fascismo da Arma em Punho
e o Fascismo do Punho de Renda”

A “Ação Política Tirânica de Combate ao Inimigo”
para constituir um Novo Bloco de Poder no Brasil

Por Pedro Serrano: (https://youtu.be/mvtRXXo6Qps?t=2384)

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