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Bom Dia: Lá vem o Brasil, descendo a ladeira
Política

Bom Dia: Lá vem o Brasil, descendo a ladeira


09/04/2014 - 13h16

Da Redação

“Descendo a ladeira” foi dito literalmente e com um certo prazer, no Bom Dia Brasil. Confirmado por gráficos com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, segundo a analista, por gente de todos os institutos do planeta, inclusive do próprio governo Dilma (citou o Banco Central).

E nós vamos dizer que não?

Porém, cabe lembrar a campanha eleitoral de 2006, aquela em que sumiram da tela da Globo as reportagens sobre os recordes de vendas de material de construção, etc. Isso dito pelo editor de economia do Jornal Nacional em São Paulo, Marco Aurélio Mello. Uma repórter baseada em São Paulo, especializada em economia, vaticinava continuamente nos bastidores da emissora as previsões que trazia do mercado. “Dólar a 4”, repetia. “Dólar a 4”. Sugeria, inclusive, que colegas investissem em dólar. O fato é que Lula foi reeleito, o dólar nunca chegou a 4 e ela se tornou correspondente internacional!

Nosso ponto: estamos em plena campanha eleitoral e ninguém vai se lembrar das previsões do FMI quando entrar 2015.

Aparentemente, o governo Dilma discorda:

Cenário | 08/04/2014 20:42

FMI olha para trás na análise do País, diz governo

Segundo Márcio Holland, avaliação faz com que instituição subestime a capacidade de crescimento do país neste ano

Cláudia Trevisan, do Estadão, na Exame

Washington – O Fundo Monetário Internacional (FMI) está olhando “para trás” em suas análises sobre o Brasil, o que faz com que a instituição subestime a capacidade de crescimento do país neste ano, afirmou nesta terça-feira, 08, em Washington o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. Em sua opinião, as projeções pessimistas do Fundo não refletem a melhoria dos indicadores e fundamentos brasileiros registrada em fevereiro e março, depois de um início de ano turbulento.

“É difícil um órgão ter a capacidade de observação de todos os países do mundo com a propriedade que temos domesticamente. Provavelmente, o FMI nem sequer abriu os dados de janeiro a março de 2014”, disse Holland, para quem as projeções foram baseadas em resultados do último trimestre de 2013.

O Brasil sofreu o segundo maior corte nas projeções de crescimento apresentadas pelo FMI no documento Perspectiva Econômica Mundial, ficando atrás apenas da Rússia. A organização internacional espera que o PIB brasileiro tenha expansão de 1,8% em 2014. Em janeiro, a expectativa era de 2,3%. A equipe do Ministério da Fazenda projeta 2,5%.

Holland citou uma série de dados para justificar a estimativa mais otimista, entre os quais a queda da inadimplência e do desemprego e o aumento da massa salarial e da confiança das famílias. Ao lado da redução da inflação de alimentos e bebidas, esses indicadores devem gerar aumento do consumo e, por tabela, do investimento, sustentou.

Além da projeção baixa de crescimento, o FMI criticou a deterioração da situação fiscal do Brasil, os gargalos de infraestrutura e a inflação persistentemente alta, que continuará a exigir aumento da taxa de juros. Em tese, o aperto monetário tem impacto negativo sobre o investimento, o que provoca a redução do ritmo de crescimento.

O secretário disse que o rebaixamento da classificação de risco do Brasil pela agência Standard & Poor’s não impediu a melhoria da percepção do País pelos investidores, que olham para a rentabilidade e o tamanho do mercado doméstico. Holland lembrou que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) no acumulado de 12 meses chegou em fevereiro a US$ 65,8 bilhão, comparados a US$ 64,05 bilhões registrados em dezembro.

Segundo ele, a primeira quinzena de janeiro foi marcada por uma série de incertezas, geradas pelo início do processo de retirada de estímulos monetários nos Estados Unidos, sinais de desaceleração na China e o dilema europeu entre crescimento e consolidação fiscal.

O cenário hoje está mais claro, observou. O Federal Reserve deve começar a elevar os juros em 2015, mas a taxa deve encerrar o ano em um patamar ainda baixo, de 1%. E, na Europa, a percepção é de que é necessário manter os estímulos ao crescimento. “Grande parte das fontes de incerteza foi minimizada.”

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17 comentários

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Jose C. Filho

11 de abril de 2014 às 16h59

Como disse o Maros; a Urubóloga prega no deserto… eu arremato: Fosse ela ministra de alguma seita religiosa, sua congregação já teria falido.

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Papudão

10 de abril de 2014 às 10h16

Tudo mentira da uruburóloga Miriam Leitão, a economia do Brasil vai muito bem, obrigado! O povão sabe o que é melhor para ele e vai votar no PT!

Responder

João Neto

10 de abril de 2014 às 09h57

Na minha tv por assinatura todos os canais da rede maldita foram bloqueados (senha) logo nao posso comentar .

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Marat

09 de abril de 2014 às 22h54

A credibilidade das agências de risco, do FMI e da Globo está cada vez menor. Por isso, aconselho a todos a rebaixá-los, em seus conceitos.

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Maria Thereza

09 de abril de 2014 às 22h32

Morro de pena de quem por dever de ofício, tem que assistir esses programas. Quem se guia pelas “previsões” dessa senhora?

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Fabio Passos

09 de abril de 2014 às 18h57

O PiG está em campanha eleitoral.
Tolo quem acredita que globo faz jornalismo. Trata-se de marketing eleitoral.
Agora em 2014 o PiG-psdb serão varridos do mapa.
E sabem disso…

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    Papudão

    10 de abril de 2014 às 18h20

    Sim, companheiro. E, com a derrocada da Globo e do PIG a elite branca estará enfraquecida. É a noça hora.

Maros Ferreira Lima

09 de abril de 2014 às 18h51

Siceramente, nunca entendi porque de tanta importância a esta senhora.
Então o que ela diz só ela quer saber. Não vira noticia, a população nunca levou em consideração seus comentários. Portanto, ela não influi em anda, prega no deserto.

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Francisco

09 de abril de 2014 às 18h27

Toda a área de comunicação do governo federal deveria ir para o paredão, simples assim…

Passei quatro anos reformando minha casa, para ela ficar “viavel”.

Durante esse período, não entrou luxo na casa, mas todos sabiam o porque: a casa.

Às vezes o pessoal esmorecia, se irritava, eu lembrava: a casa.

Levantei o “moral da tropa” várias vezes, tudo pela reforma da casa.

A propaganda do governo federal é incapaz de informar ao contribuinte que todas as reservas do país estão sendo investidas na Norte-sul, portos, derrocamentos, hidrelétricas, usinas, tudo para a casa.

Eu administro melhor o moral da minha casa do que o PT administra o moral do país.

Um dia acasa cai…

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Urbano

09 de abril de 2014 às 17h35

A miriópode já que conhece muitíssimo bem de ficção econômica, bem que poderia, quando do seu descanso semanal, começar a se enveredar na literatura infantil e escrever estorinhas de Trancoso para as criancinhas. De história pra valer de verdade, ela nunca nem passou por perto. E não sou eu que quero isso, mas o jornalismo que ela apresenta sempre… ou quase.

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Marcos

09 de abril de 2014 às 16h06

Olhem a posição do 1,8 no gráfico. O eixo X não passa no zero, o gráfico é deformado para acentuar a queda. Tudo na globo é falso e mal intencionado. A globo mente, é contra o Brasil.

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    Victor

    10 de abril de 2014 às 04h53

    Amigo, nesse caso vc está exagerando. O marco “0” é onde x e y se cruzam, aquelas linhas “extras” simbolizam o que seria os outros quadrantes {(x,-y), (-x,-y) e (-x,y), dando destaque apenas ao quadrante positivo (x,y).

Julio Silveira

09 de abril de 2014 às 15h53

Putz, escrevi sobre isso mesmo num outro post.
Vi esse pessimismo hoje de manhã, falei sobre essa novidade antiga no Brasil, a de trabalharem para transformar suposições em fatos e acabarem por fazer isso virar cultura. Efeito magico do marketing que virou a resposta para tudo. Lógico que apenas meia duzia, mais articulada, ganha com isso. Vi a chamada “urubóloga” trazendo a opinião (torcida) do FMI sobre o nosso possível pibinho ao final desse ano. Logo ele que SE caracterizou por nos transformar durante anos num estado frágil economicamente, reforçando a exclusão e a concentração. Nos mantiveram atrelados na politica mundial de centralizar os ganhos financeiros mundiais e a subordinação principalmente aos States. Esse grupo que trabalha para beneficiar os financistas, do Norte em primeiro lugar, junto com o estado americano do Norte, em segundo, seus aliados, nesta bem articulada mafia, que nada produz mas cujo trabalho é articular e induzir a produção para trabalharem a seu favor. Eles manipulam o chamado mercado, para produzir dependência, econômica principalmente mas também para produzir desnivelamentos sociais e supremacias para algumas nações, que nem precisamos citar a principal beneficiária.

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Leo

09 de abril de 2014 às 15h20

Já vi esse filme… todo ano é a mesma coisa, no final não é nada daquilo

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Péricles

09 de abril de 2014 às 14h39

Às 12 e 40 na CBN, Miriam festejava a taxa de 0.92 do IPCA de março. Ela não estava se aguentando. Curioso é que após, talvez inadvertidamente, informar que o maior vilão era o item alimentação por conta da “estiagem”, concluiu a matéria ressaltando que a culpa era da política econômica do governo. Como não sou economista, graças a sei lá Quem, fiquei sem entender. De qualquer modo a alegria dela e do Sardenberg era de derrubar microfone.

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wendel

09 de abril de 2014 às 13h33

Bom, estampara um gráfico tendo à frente a “urubóloga”, como a chama o PHA, não me surpreende, pelo contrário, causa-me asco!!!
Querer que a mídia prostituta, enalteça o desempenho do Brasil em matéria econômica, é exigir muito!!
Este “Mau dia” exibido por ela, pode fazer a cabeça dos otários, mas os que acompanham o desempenho econômico do Brasil, mesmo com alguns percalços em virtude de uma economia globalizada, sabem muito bem que, a economia dos países estão entrelaçadas, e o espirro de um pode provocar a gripe de outros!
Não devemos esquecer que o Lula, em seu governo diversificou nosso mercado, e hoje se o império fica gripado, não nos atinge tanto como nos governos anteriores. Os governos dos tira-sapatos!!!!!

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