VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

As dúvidas sobre a atuação de Joaquim Barbosa


28/09/2012 - 01h04

A partir de 10m50s:

27/09/2012 – 19h15
Marco Aurélio questiona se Barbosa tem condição de ser presidente do STF

da Folha

Um dias após a sessão mais tensa do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello aumentou a polêmica e questionou nesta quinta-feira (27) as condições do colega Joaquim Barbosa presidir a Corte futuramente.
Marco Aurélio disse que a condução de Barbosa à presidência, prevista para novembro com a aposentadoria do Carlos Ayres Britto, não é automática. Ele questiona a postura de Barbosa.

Em sessão tensa, revisor absolve um e condena dois ligados ao PTB
Relator ‘insinua’ falta de transparência de revisor, diz Marco Aurélio

“Eu fico muito preocupado diante do que percebo no plenário. Eu sempre repito, o presidente é um coordenador, é um algodão entre cristais, não pode ser metal entre os cristais”, disse Marco Aurélio.

Ele disse, no entanto, que não vê que a eleição esteja em risco.

“Vamos aguardar novembro, é muito cedo. E afinal o voto até pela escolha do presidente e do vice do Supremo é um voto secreto. Há cédulas que são distribuídas e realmente nós temos a designação de um escrutinador e a proclamação de um resultado. Não é por aclamação”, disse.

Ontem, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, relator e revisor do caso, protagonizaram embates com troca de acusações, críticas ao trabalho do outro e comentários irônicos sobre análise de provas.

Barbosa chegou a dizer que os ministros não podiam fazer “vistas grossas” ao processo, provocando a reação de outros colegas.

Quando Lewandowski votava pela absolvição de um ex-dirigente do PTB, Barbosa disse que os ministros não podiam fazer “vistas grossas” aos autos.

Foi repreendido por Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e pelo presidente Carlos Ayres Britto.

O primeiro criticou a “agressividade do relator”, pediu para ele “policiar suas palavras” e respeitar o STF.

Leia também:

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65 comentários

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Pedro Henrique

03 de outubro de 2012 às 23h08

A despeito de toda essa discussão considero o ministro Barbosa um herói pelo fato de levar a suprema corte a voz que estava engasgada na garganta da grande parte da população!

http://rotinadigital.net/wordpress/joaquim-barbosa-meu-heroi-e-negao-que-usa-toga-preta/

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sdivina

30 de setembro de 2012 às 01h12

Se arrependimento matasse não Frei Beto? comenta-se que foi indicação dele a Lula o tolerante e pacifico JB

Responder

    nina rita de cássia

    30 de setembro de 2012 às 14h19

    É, mas o próprio Lula também tem culpa nisso. Consta que foi devidamente alertado por grupo organizado de mulheres negras, que advertiram Lula que este ser tinha batido na mulher, e tem registro dessa ocorrência em delegacia. Lula subestimou esse sintomático fato.

Mário SF Alves

30 de setembro de 2012 às 00h48

Exercer um cargo é prova de que se é criminoso. Esta é a maior aberração jurídica de todos os tempos, nem o Tribunal de Exeção de Nuremberg aceitou esse absurdo pois, ao invés de se pautar por isso, colheu-se provas durantes vários anos, nos escombros da guerra. Aqueles contras o quais não existiam provas, mesmo sendo ministro ou chanceler, não foram condenados.

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Indio Tupi

28 de setembro de 2012 às 22h53

Aqui do Alto Xingu, enquanto pescam, os indios cogitam se toda essa encenação não será um simples preâmbulo para a ascensão, insuflada pelas camadas conservadoras e sua mídia teleguida, deum futuro Führer “colored”, ao que parece da escola de Carl Schmitt, que situa o fenomeno jurídico nos quadrantes da exceção, ou seja, da decisão que não está limitada às regras, às normas.

Como os indios sabem, para Schmitt, soberano é quem decide sobre o estado de exceção, numa visão do direito a partir do poder, do poder nu e cru, soberano, que passa por cima das normas e instaura, portanto a decisão original.

Daí o soberano, o Führer, ser o que decide sobre a exceção. E o nosso “colored” insiste e persiste injuriosamente em que a sua, e somente a sua, visão dos atos e dos fatos seja considerada como a de um novo soberano, imaculada e irretocável, transformando seus pares da “Corte” em meros súditos, em burocratas inferiores, simples aclamadores da postura imperial.

São incontáveis os fatores que transformaram esse caso em um julgamento de exceção, e os índios se dispensam de nomeá-los novamente, eis que por demais conhecidos, mas o aspectos essenciais dessa caracterização de excepcionalidade são de duas naturezas, sendo a primeira a de que este caso decorre de um “Valerioduto” já ativo, portanto a ele anterior, e do qual se fez vistas grossas, e a segunda a de se vedar o julgamento na primeira instância dos réus que não exercem cargos públicos, como se decidiu anteriormente em antos casos.

Temos, então, filosofam os indios, uma “Corte” que, pela exceção, instaurou uma nova ordem, um novo poder, uma nova política e um novo Estado, que paira sobre o direito e lhe é superior. Poder acima da norma jurídica, que monopoliza a última decisão.

E, em havendo nesse novo poder vários integrantes, nada mais natural que o primeiro a se investir de funções de relatoria, averiguatórias, qual um novo Grande Inquisidor, se arrogue o direito de vir a ser o dono da verdade, uma espécie de o Grande Visionário, o Escolhido, o “Salvador”. Em suma, O Führer, acima das divisões e da competência de seus pares e, quem dirá se num futuro não distante, afrontando os demais órgãos do Estado e os representates do povo.

No caso em tela, ao investigado foi atribuída a classiricação de inimigo, no contexto da dicotomia amigo-inimigo, para caracterizar o extremo trau de intensidade de uma união ou separação, de uma associação ou desassociação, sem que tenham que ser empregadas todas aquelas diferenciações morais, estéticas econômicas ou outras.

O inimito político não precisa ser moralmente mau, não precisa ser esteticamente feio, não tem que se apresentar como concorrente econômico e, como diz Schimitt, pode ser até vantajoso fazer negócio com ele.

Mas, ele é precisamente o outro, o desconhecido, e para sua essência, basta que ele seja especialmente intenso, existencialmente algo diferente e desconhecido, de modo que, em caso extremo, sejam possíveis conflitos com ele, os quais náo podem ser decididos nem através de uma normalização nem através de uma sentença de um terceiro “não envolvido”, “imparcial”.

A oposição amigo-inimigo e a idéia de que o soberano fala por meio da exceção, como no caso em tela, e não da regra, constitui o modo para se fortalecer um dos poderes do Estado, em detrimento dos demais, especialmente do Legislativo, depositário por excelência da soberania do povo, quanto mais não seja pelo simples fato de a maior parte dos réus ser de representantes do povo, embora uma simples minoria.

Responder

FrancoAtirador

28 de setembro de 2012 às 22h17

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O inacreditável Barbosa foi se queixar de Mello a Ayres

Ministro Marco Aurelio afirma que relator do mensalão
tem ‘pego muito mais pesado’ no plenário do STF

“O ministro Ayres Britto não é tutor de quem quer que seja.
Não cabe queixa. Ele é o coordenador simplesmente do colegiado.”

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse nesta sexta-feira que não se ofendeu com as críticas do colega Joaquim Barbosa, relator do mensalão. Na noite de quinta-feira, Barbosa sugeriu que Marco Aurélio, conforme divulgou O GLOBO, é ministro do STF graças aos laços de parentesco com o ex-presidente Fernando Collor. Antes disso, Barbosa tinha ficado irritado com os comentários de Marco Aurélio, que pôs em dúvida sua capacidade de conduzir o Supremo. Barbosa assume a presidência do tribunal em novembro.

– De forma alguma, de forma alguma (fiquei ofendido). A essa altura já tenho uma história de vida – disse Marco Aurélio nesta sexta.

Questionado se Joaquim Barbosa não havia exagerado no tom da nota, Marco Aurélio disse que não. Têm sido frequentes os embates de Barbosa com o ministro Ricardo Lewandowski. Eles são respectivamente relator e revisor da ação penal do mensalão.

– Não, não, não. Ele tem pego muito mais pesado lá no plenário – disse Marco Aurélio.

Ele e Joaquim Barbosa sentam lado a lado no plenário do STF, mas isso não será problema na opinião de Marco Aurélio.

– A amizade evidentemente não há. O que nós temos é a ligação profissional. E acima de nós dois está a instituição, o Supremo – afirmou.

– Vi (as declarações de Barbosa). E a compreendo no grande âmbito que é a liberdade de expressão – acrescentou.

No fim da sessão de quinta, Barbosa se dirigiu ao presidente da corte, ministro Ayres Britto, para reclamar de Marco Aurélio. Nesta sexta, Marco Aurélio reprovou essa atitude do relator do mensalão.

– O ministro Ayres Britto não é tutor de quem quer que seja. Não cabe queixa. Ele é o coordenador simplesmente do colegiado.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-inacreditavel-barbosa-foi-se-queixar-de-mello-a-ayres

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Regina Braga

28 de setembro de 2012 às 21h49

Nem o CQC está colocando o STF no programa…Estão com muito medo da concorrência.

Responder

Alberto Nasiasene

28 de setembro de 2012 às 21h37

Concordo com muitos que o ministro Barbosa não têm equilíbrio emocional e jurídico para desempenhar o papel de presidente do STF. Ele tem claramente tendências autoritárias e personalistas que não têm nada de democráticas. É preocupante para as instituições democráticas a performance populista que ele faz para “a galera”

Responder

NSerra

28 de setembro de 2012 às 21h13

A torração começou cedo demais. Mas só não viu que isso aconteceria o próprio Ministro, que faz o jogo ditado pela mídia. “A mão que afaga é a mesma que apedreja”, de tão inteligente, deveria ter se lembrado disso.

Responder

Fabio Passos

28 de setembro de 2012 às 20h31

Eu imaginava que o stf era um tribunal de alto nível.

joaquim barbosa parece um daqueles desvairados apresentadores de programas policiais da mídia. O sujeito está completamente destemperado, muito nervoso, agressivo… e sem conseguir sustentar seus argumentos usando a razão.

Ao invés de buscar a Justiça… está atrás de afagos da veja e do jn da globo.
Está bancando o preto de alma branca como boneco do PiG.

Responder

angelina-mg

28 de setembro de 2012 às 19h57

Tenho assistido a todos os dias de julgamento. Nada me alarmou mais do que essa premência em agendar o “massacre” para as eleições municipais. Chamo de “massacre” porque tenho visto os ataques e comentários irônicos, com incontido sarcasmo, com que alguns juízes têm se manifestado. Basta lembrar que, para contestar um comentário, um Ministro lascou um “não estamos num happy hour”. Está insuportável sim. As grosserias com que o Relator ataca os exames do Revisor, somente tornam o STF uma “Corte” menor. Na quinta-feira última, com um discurso “bonitinho”, a Ministra Carmem Lúcia tentou desfazer o clima de golpe que vinha tomando conta do evento. Lula e o PT, mais uma vez correm para tentar salvar seu projeto político. Aliás, em todos os pleitos surgem verdadeiras armadilhas, fraudes, dossiês, bolinha de papel, etc, etc, contra o PT. No meio de tantas, agora nesse evento, basta lembrar a acusação do Gilmar Mendes contra o Lula e as insinuações de Gurgel, que precederam ao julgamento. Se eles têm partidos, que revelem…Ou não precisa.

Responder

Francisco

28 de setembro de 2012 às 19h40

Esse é o Supremo que, na prática e diga-se o que se quiser, absolveu os torturadores do regime militar.

Desse ovo, que serpente poderia sair?

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

28 de setembro de 2012 às 19h12

Suprema Pilantragem. Será que Joaquim Barbosa vai ser barrado na Casa Grande?

Viva Lewandowski, o único sereno, equilibrado e coerente, que dá um cheque mate atrás de outro.

Responder

xacal

28 de setembro de 2012 às 17h56

Para onde quer que se olhe, há uma mácula severa na credibilidade da Corte Maior deste país.

Qualquer que seja a sentença, é o STF que estará condenado a falta de credibilidade, com trânsito em julgado de um lento processo de desgaste que já se arrastava faz anos.

Não se trata de reclamar leniência do STF para com os supostos crimes cometidos pelos petistas, dentre outros.

Julgamentos, pelo o que o próprio nome já diz, trazem resultados severos a vida privada e ao tecido social, e talvez seja a mais delicada expressão de poder estatal.

Alguns falarão que mais relevante é a atividade legislativa, pelo seu caráter disciplinador da vida em sociedade, através das leis e normas promulgadas como resultado da ação das forças políticas reunidas sob o mesmo Estado, e em alguns casos, nos tratados e convenções externas.

No entanto, o ato judicante, materializado na sentença, uma vez transitado em julgado não permite mudança, salvo raríssimas exceções.

A percepção da sociedade sobre a Justiça se dá pela isonomia e equilíbrio com as quais são proferidas as sentenças.

Não há (ou não deveria haver) esta baboseira de imparcialidade.
O juiz quando conhece o direito, pende para um dos lados, via de regra.

No caso da esfera criminal, pende para o lado do Estado, agredido pelo autor com a infração da norma penal.

O que se espera de uma Corte Constitucional não é o engessamento doutrinário, muito menos a omissão jurisprudencial, ou a preguiça em alterar súmulas, e mudar os entendimentos e pacificações sobre os temas a ela apresentados.

Porém, há um limite tênue para que não o STF não se avoque em substituto indevido das atribuições de outros poderes, bem como deve se evitar a todo custo que as convicções pessoais (legítimas) dos juízes da Corte, mediadas por seus interesses e recalques possam suplantar o império das provas, dos princípios de direito e mais, das garantias que são o alvo maior e razão de existir daquela casa.

Juízes não são postes.
Têm direito, e ainda que não tivessem, ainda assim manteriam suas convicções e percepções íntimas, fomentadas por seu caldo de cultura, experiência de vida, carreira, etc.

Transportam, portanto, uma parte considerável deste capital pessoal para as decisões, mas não devem revelar a sociedade que estas decisões se revestem apenas destas certezas privadas, porque o processo é público, formado e tramitado com atos públicos, com repercussão pública, e baseado em regras públicas que se opõem a todos, inclusive e principalmente aos julgadores.

O que a sociedade brasileira espera…eu nem sei se espera…é que o STF possa reagir de forma serena toda vez que for julgar “os do andar de cima”, sejam eles do governo ou da oposição.

É a primeira, ou uma das primeiras vezes, que o STF é chamado a resolver ações criminais, e per si, esta situação já é extrema exceção, pois geralmente a corte trata das violações formais de garantias durante processos criminais nas instâncias inferiores.

Ora, como principal protetor destas regras, não pode o STF dar a menor margem de dúvida de que esteja a violar tais regras.

Esta serenidade (o apego a Constituição) do STF talvez inspire o restante da Justiça brasileira, que já sabemos, inclina-se com toda força contra os mais pobres e os mais pretos.

65% dos presos são pretos.

Reivindicar serenidade, ao contrário do leio aqui, não é reclamar que a casa grande sofra no pelourinho os suplícios destinados a senzala.

Universalizar a todos os direitos destinados aos que podem pagar pelos melhores advogadas como privilégio, esta é a tarefa do Judiciário, neste caso representado pela ação de sua corte maior.

É preocupante a visão dos que enxergam na (im)postura de barbosas, aurélios, mendes & cia motivos para comemorar que alguma justiça esteja sendo feita, onde comportamo-nos como torcedores divididos em facções organizadas.

A ação de um tribunal não pode servir a este propósito, porque ele(o STF) serve a amainar conflitos, reparar danos, reconstituir e proteger o bem jurídico tutelado, desencorajar e prevenir novas violações pelo rigor isonômico das penas aplicadas aos infratores.

Ficou claro neste julgamento da ação 470 (ou mensalão para os que estão do outro lado das arquibancadas), que o nosso Judiciário, e pior, o comportamento dos mais altos juízes deste poder, não acompanharam o amadurecimento recente da nossa jovem Democracia.

No STF, a expressão “conservador”, inerente a ação judicante, com o sentido amplo da defesa estabilidade normativa, assumiu seu pior significado para “conservar” os piores vícios da oligarquia burocrático-jurídica.

Cada juiz um Luis XIV: l’état ​​où vous êtes.

Responder

    Samira

    28 de setembro de 2012 às 18h53

    A chamada ‘imparcialidade’ (que é um dever de ofício dos magistrados) é com relação a não prejulgar e a não julgar de acordo com a pessoa dos acusados, não tratar casos semelhantes de maneiras distintas ou diversos do mesmo modo. É isso. O juiz ou magistrado não é neutro – isso não é mesmo – ele não é um poste, como você diz – mas não pode julgar de acordo com a repercussão do caso, de acordo com pressões externas e nem de acordo com a vontade ou imposião de quem quer que seja: nem mesmo de colegas da Corte.

    Ou seja, além de imparciais, devem ter autonomia completa ao julgar. Ministros que divulgam penas antecipadamente, que dão declarações à mídia sobre os casos que estão julgando ou para julgar, que aceitam pressões diversas ou agem como correia de transmissão de agremiações políticas, que não tratam os réus de maneira isonômica – estes não deveriam estar lá. Os que acham que podem usar o Direito para linchar pessoas e partidos, idem. Deles será cobrada coerência e consistência em seus futuros julgamentos.

    xacal

    28 de setembro de 2012 às 20h37

    Samira,

    Nada, nem ninguém é imparcial. Permita-me discordar de você, inclusive em relação ao dever de ofício dos juízes.

    Eles, todo o tempo pré-julgam, quando admitem a recepção em juízo da ação penal ou quando a rejeitam por inépcia, e o fazem, como disse, com base nos autos, nas provas e no seu livre convencimento, que nada mais é que a margem subjetiva permitida ao juiz para impregnar sua decisão ou sentença dos seus valores pessoais, sua percepção do mundo, das circunstâncias do fato e das pessoas ali processadas.

    Julga também de acordo com a qualidade do réu, quando utiliza as informações referentes a sua vida pregressa, o tipo de repercussão que os crimes provocam na ordem social, o grau de periculosidade, etc.

    Então, não há qualquer sombra de imparcialidade.

    O que o juiz deve (por obrigação de ofício) é permitir que todos os lados possam influenciar e utilizar todas as ferramentas de defesa para influenciá-lo, e para tanto ele deve sopesar os mesmos critérios para as mesmas condutas, e critérios diferentes para condutas distintas.

    Quando ele escolhe um critério para determinar a prisão (cautelar, por exemplo) de um réu, deve repetir este critério para outros em situação semelhante.

    Por outro lado, concordo plenamente com você sobre o decoro do juiz ao renunciar a qualquer divulgação ou auto-promoção em entrevistas ou manifestações fora dos autos.

    Como disse o grande Nilo Batista, a publicidade dos atos processuais é direito do réu, e não um direito do público.

    Quanto a pressão da mídia sobre os juízes, concordo contigo, mas creio que é improvável que se possa evitar o fenômeno, pois como disse, julgar é valorar condutas dentro do que prevê a lei, mas principalmente, pelo que o juiz valora como censurável ou não, haja vista a enorme gama de sentenças com pesos diferentes dentro de mesmos contextos.

    Neste sentido, o melhor antídoto é diminuir a espetacularização dos processos, a punição por vazamentos, a censura dos juízes que matraqueiam fora dos autos que julgarão.

    xacal

    28 de setembro de 2012 às 20h41

    PS: desculpe a insistência, mas veja:

    O juiz é o Estado, neste caso o estado-juiz.
    Como tal, já é parte (parcial), uma vez que o julgamento criminal é a defesa social do estado agredido pela infração de um bem jurídico tutelado, e que sofrerá, ou não, uma pena.

    Só existiria juiz imparcial se ele estivesse acima ou fora do estado.

    Como o Estado não é, e nunca será neutro ou imparcial, daí…

Marcelo de Matos

28 de setembro de 2012 às 14h28

Barbosa declarou que Marco Aurélio só é ministro por ser parente de Collor: http://oglobo.globo.com/pais/barbosa-sugere-que-marco-aurelio-so-ministro-por-ser-parente-de-collor-6219012 Na verdade, o fato de ser parente de Collor dificultou a aceitação de Marco Aurélio. O stablishment não admite a nomeação de pessoa desconhecida da comunidade jurídica, ou, melhor dizendo, de pessoa não identificada com os princípios básicos do estado brasileiro, como a iniciativa privada, a defesa da propriedade, da liberdade de imprensa, etc. Marco Aurélio era um desconhecido. Houve uma polêmica na Folha, entre o articulista Roberto Romano, filósofo e professor da Unicamp, com os juristas Américo Lacombe, Celso Bandeira de Mello e Fabio Konder Comparato. Marco Aurélio acabou sendo bem aceito pela comunidade jurídica. Veja parte dessa polêmica em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1008200009.htm e http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2108200009.htm

Responder

Volnei Meller

28 de setembro de 2012 às 14h25

O Barbosa é vítima da excrecência medieval que permite que o magistrado que provê o processo possa fazer julgamento.

Responder

    Samira

    28 de setembro de 2012 às 18h57

    Verdade. De acordo com as orientações da CIDH, isso não poderia ocorrer, pois tal juiz, ao participar de ambas as fases, não terá condição de julgar de maneira totalmente isenta.

    Gilson Raslan

    30 de setembro de 2012 às 23h18

    Volnei,
    Essa tese foi levantada pelo Prof. Luiz Flário Gomes. Todavia, teria razão do professor, se no Brasil fosse adotado o juizado de instrução, o que não é o caso.
    Aqui, a investigação é feita pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público, cabendo ao juiz apenas a direção do processo, não a investigação de acusado.

Jose Mario HRP

28 de setembro de 2012 às 11h30

A mesma força que impele esse tribunal de exceção conseguiu calar o Panuzzio!!

http://amoralnato.blogspot.com.br/2012/09/mais-um-blog-sufocado-por-acoes.html

Responder

    Samira

    28 de setembro de 2012 às 18h55

    É verdade. Lamentável!

LUIZ EDUARDO MICHELAZZO

28 de setembro de 2012 às 10h59

Quando da nomeação de Joaquim Barbosa ao STF aplaudi prontamente Lula por ser o ministro Negro e pelo curriculo dele. Agora me sinto traido pela sua conduta prepotente no julgamento do mensalão, invento do Roberto Jefferson presidente do PTB. A conduta de Joaquim Barbosa não condiz com a imparcialidade necessária. Sou obrigado aplaudir o ministro Marco Aurélio nesta oportunidade, pois sou crítico aos seus votos. Faço isso contrariado, mas mesmo assim o aplaudo.
Com Delfim Netto, czar da economia durante a ditadura aconteceu a mesma coisa. Sempre o odiei,contudo ficou velho e por vezes o aplaudo na CARTA CAPITAL. Hoje Delfim é mais esquerda que o próprio PT.

Responder

    Josue Mecenas

    28 de setembro de 2012 às 14h29

    “Fico constantemente espantado com as qualidades que esperamos dos negros. Nenhuma raça jamais recebeu tão elevada consideração. Esperamos que os negros sejam mais sábios do que nós, mais tolerantes do que nós, mais corajosos, mais dignos do que nós, com mais autocontrole e autodisciplina. Exigimos até mais talento deles do que nós. Um negro deve ser dez vezes mais dotado do que um branco para receber igual reconhecimento. Esperamos que os negros tenham mais resistência do que nós no atletismo, mais coragem na derrota, mais ritmo e versatilidade na música e na dança, mais emoção contida no teatro. Esperamos que obedeçam as regras de conduta que desrespeitamos, que sejam mais corteses, mais galantes, mais orgulhosos, mais persistentes.”

    John Steinbeck, Atque Vale, 1960

    Paulo

    28 de setembro de 2012 às 16h09

    Sublime. Que se calem os racistas enrustidos!

    nina rita de cássia

    28 de setembro de 2012 às 17h18

    As críticas a JB pouco têm a ver com o fato de ser negro. Se enfatizam mais, pelo fato de ter origens no povo _ não nos coronéís e outros das classes dominantes tradicionais _ mas não se comportar omo tal. Esperávamos dele o que se espera de quem lutou muito na vida, e que, com seus próprios esforços alçou uma posição de prestígio. Esperávamos justiça lato senso. Que tivesse adquirido, nessa trajetória, alguma identificação com o povo de sua terra. Que admitisse estar na condição que ora desfruta por indicação de alguém do povo. Esperávamos alguém que abominasse preconceitos. Enfim, esperávamos que fosse de fato um Juiz.

    Samira

    28 de setembro de 2012 às 19h05

    Não se critica o Barbosa por ser negro – nem se deve fazer isso. Critica-se por ficar ostensivamente de pé enquanto os demais estão sentados, por praticar assédio verbal contra colegas que pensam de maneira diversa, por julgar-se acima dos demais e agir como tal … e por sua vaidade que parece não ter limites. Se a mídia o criticasse por suas intervenções iracundas contra os colegas, ele talvez não continuasse a agir como age. Como ela o elogia (agora, que o PT está na berlinda) – e o presidente do STF não aplica o regimento disciplinar da casa – ele segue no papel de ‘bad boy’, de ‘enfant gaté’, de todo-poderoso. Saber jurídico ele tem, isso não se discute, mas até aí ele derrapa: não existe delito de ‘compra de apoio’ – existe o de ‘exigir vantagem indevida em função do cargo ….’ (CORRUPÇÃO ATIVA, E NÃO PASSIVA – QUEM EXIGE VANTAGEM É QUE ESTÁ CORROMPENDO). O Gurgel e demais ministros parecem ter deixado passar essa também. O Congresso nunca foi ‘comprado’ – ele exigia grana para dar apoio. O esquema já existia muito antes do PT chegar lá. Até o operador financeiro era o mesmo! O PT não inventou o Brasil e nem a corrupção! Ela vem desde 1500 …

alício

28 de setembro de 2012 às 10h55

Depois dessas sou contra a tal de cotas para ingresso na universidade.

Responder

Alberto

28 de setembro de 2012 às 10h26

O ministro Joaquim Barbosa tem reconhecida por mim todas as suas qualidades, mas é um homem de natureza agressiva e não faz nada para melhorar seu mau humor e conter sua agressividade e ar de espada do mundo. Tem histórico de violência contra a sua prória mulher, Edileuza, com BO registrado em delegacia de Brasília pela violência praticada, que na época do fato era funcionária do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. E Lula foi avisado pelo movimento feminista. E fez ouvido de mercador. Mesmo assim o nomeou. O movimento feminista não aprovava a sua indicação, é óbvio. Não deveria te rido para o STF, não com o passado do ministro. Fosse ele negro ou branco.
Quem quiser saber mais sobre outros atos de violência do ministro é só perguntar ao Dr. Hédio Silva Júnior, que foi secretário de Justiça do Estado de São Paulo, que foi agredido a socos pelo ministro, em Santiago do Chile, publicamente, na Conferência das Américas, prévias da Conferência de Durban. E coisa só não ficou mais feia porque muitas mulheres negras do Brasil, que se encontravam no recinto, corajosamente se meteram para apartar a briga. Algumas até apanharam. Seria bom ouvir o Dr. Hédio sobre o episódio. Seria pedagógico para o ministro essa história via público porque o movimento negro do Brasil todo sabe. E não fala. E não falar é cevar um homem muito violento.

Responder

    Romanelli

    28 de setembro de 2012 às 10h51

    e o que falarmos dos homens de natureza CÍNICA ?

    francamente, J.Barbosa NÃO feriu e/ou deixou de observar as regras e leis ..ele é o que é como ser ..ninguém é igual a ninguém

    Inclusive seus “modos” não desafiaram e/ou indignaram aquela casa e/ou seus códigos de ética

    vamos deixar de melindres gente ..verdade é que tem companheiro que queria que ele fizesse vistas grossas a CRIMES impossíveis de passarem desapercebidos, só isso

    VAMOS parar de lançar-lhe elogios e/ou críticas RACISTAS, destas que fazem referência a sua aparência, a sua côr, e não ao seu caráter e consciência como jurista

    Romanelli

    28 de setembro de 2012 às 10h52

    ..jurista e CIDADÃO

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2012 às 14h02

    Cara, to perplexo. Então é isso? Pelamordedeus, acabei de convocar todo o mundo pra assistir a um vídeo mostrando a brilhante (e pedagógica) defesa do JB quando do julgamento do pedido de extradição do Cesare Battisti. Aí, ferrou. Se bem que uma é uma coisa outra coisa é outra coisa. Mérito é mérito. De mais a mais, quem nos garante que tamanha desenvoltura, tamanha coragem, desprendimento e independência não fossem eles mesmos resultados dos bons ventos que sopravam e sopram do e para o Brasil? Quem garante que num governo conservador, num governo de direita, tal independência seria possível?

    Em tempo: como ando em clima de “dê a César o que é de César”, sugiro, em nome da civilidade (ainda que em “estado de guerra”), que arranjemos logo um tempinho para assistir a maravilha de defesa do JB durante o julgamento do pedido de extradição do Battisti. Magnífico; imperdível. Bons tempos aqueles do JB. Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=6cMJ2EzJWg0&feature=related

    Tetê

    29 de setembro de 2012 às 12h38

    Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrre égua, o cara tem culpa no cartório das vias de fato e da violência

strupicio

28 de setembro de 2012 às 10h08

Se tem uma marca da brasilidade, a mais expressiva de sua aversão a modernidade e ao progresso, é sua repulsa ao conflito, ao embate..tudo tem de ser resolvido debaixo dos panos, nos conchavos e na acomodação de interesses conservadores…e isso vale no mesmo grau e intensidade à direita e esquerda..por isso o espanto dos progressistas com a atitude do ministro..um dia ainda chegamos ao seculo …XIX, se tivermos sorte.

Responder

FrancoAtirador

28 de setembro de 2012 às 09h27

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O destempero e o desajuízo de Joaquim Barbosa beiram a insanidade.

Essa obsessão megalomaníaca paranóide do ministro relator,

de querer sobrepujar o seu entendimento sobre todos os demais,

como se o voto-relatório da Ação Penal 470, por ele elaborado,

fosse a peça única, verdadeira e incontestável, em todo do processo,

e como se, não os réus, mas o próprio voto estivesse em julgamento,

pode provocar uma crise institucional sem precedentes na República.

No próprio Supremo Tribunal Federal já há manifestações de rechaço

a essa postura inconveniente, agressiva e até violenta do relator.

O tom intimidatório imposto por Barbosa aos demais ministros da Corte

preocupa a todos, uma vez que, em breve, ele poderá ser Presidente do STF.

Alguém sem juízo pode ser o chefe maior do Supremo Juízo Constitucional?
.
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Marco Aurélio lança dúvidas sobre capacidade de Barbosa presidir STF,
volta a criticar o relator do mensalão e se diz preocupado

“A eleição para presidente no STF não é por aclamação.”

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Melo voltou a criticar nesta quinta-feira o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, e lançou dúvidas sobre sua capacidade como presidente da Corte.

– Como ele (Joaquim Barbosa) vai coordenar o tribunal (quando se tornar presidente em novembro)?
Como ele vai se relacionar com os demais órgãos, com os demais poderes. Não sei…

– Eu fico muito preocupado diante do que percebo no plenário. Eu sempre repito: o presidente é um coordenador. Ele é algodão entre cristais. Ele não pode ser metal entre cristais – acrescentou no intervalo da sessão.

É praxe no STF que o tribunal seja presidido pelo membro mais antigo que ainda não ocupou o cargo. No momento atual, essa é justamente a situação do ministro Joaquim Barbosa.

Marco Aurélio citou até mesmo um comentário que ouviu no rádio, segundo o qual o estilo beligerante de Joaquim Barbosa poderia colocar em risco sua eleição como presidente.

– Eu apenas ouvi um comentarista da CBN, um ex-colega, um magistrado. Ele colocou que estaria em risco a eleição. Penso ainda que não temos esse risco como latente. Vamos aguardar. E afinal o voto para escolha do presidente e vice é secreto.

Marco Aurélio voltou a defender Lewandowski e a dizer que é normal ter divergências num órgão colegiado como o Supremo.

– A divergência em colegiado é a coisa mais natural. Mas ele (Joaquim Barbosa) fica incontido.
O ministro Lewandowski, justiça seja feita, ele mergulhou no processo.
Você pode não concordar, mas é um trabalho a nível de Supremo.
disse Marco Aurélio nesta quinta.

http://oglobo.globo.com/pais/marco-aurelio-lanca-duvidas-sobre-capacidade-de-barbosa-presidir-stf-6214295

Responder

Ary

28 de setembro de 2012 às 08h54

Alçado à condição de batman, logo será conhecido como coringa. Bipolar, tem o pólo negativo como dominante. Deveria ter escolhido outra atividade. Não tem condições, sequer, de exercer a magistratura em primeiro grau. Trata-se de um homem amargo e destemperado.

Responder

Romanelli

28 de setembro de 2012 às 08h53

O Poder Judiciário é o PIOR dos 3 poderes ..em que pese as falhas dos demais, é o único que ainda não foi TOMADO pela democracia – mesmo essa café com leite e inconsequente que nos deram

A perspectiva de assumir um cara INDEPENDENTE, desafeito ao CINISMO e a chicana jurídica, com BIOGRAFIA (não se esqueçam que ele começou como faxineiro, VARREDOR de gabinetes) deve estar gerando calafrios em alguns dos morcegões togados, principalmente no primo supremo que de tão vaidoso, bastando ver uma lampada acesa, da entrevista até pra porta de geladeira.

Chegou a hora daquele poder ceder diante da REALIDADE dos que os sustentam ..e penso que BARBOSA, pra eles, pode ser o cara ..o cara que pode iniciar a discussão por maior DEMOCRACIA e mérito nas nomeações, por exigirem-se de MELHORES predicados que não o da PISTOLAGEM e, quem sabe, até por propor que se acabe com a ABJETA vitalicidade, tratando-se com menos toga e data vênia, e mais com HUMANIDADE

Responder

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2012 às 17h50

    Perfeito o seu entendimento, caro Romanelli. Exceto pelo fato de ser este julgamento (paraortodoxo) muitíssimo temerário em relação à ordem institucional democrática. É isso o que de fato pega. É isso o que de fato preocupa. Afinal, 64 foi logo ali. É morto semi-sepulto. É o horror ao estado de fato e à sua deformação anti-civilizatória o que verdadeiramente mais me preocupa. Quanto ao mais… bom… parece que o ministro Lewandowski acabou de catapultar o mensalão do PT para o andar de cima; direto para o centro de origem da privataria tucana. Vai sobrar pro consórcio muito mais e muito antes do esperavam. Muito bom. Oxalá não seja mera suposição.

    Em frete coqueiro verde… esperei uma eternidade… Já fumei um cigarro e meio, e a JUSTIÇA não veio…

    Em frente ao coqueiro verde,
    esperei uma eternidade
    já fumei um cigarro e meio,
    e Narinha não veio
    Como diz Leila Diniz,
    homem tem que ser durão.
    Se ela não chegar agora,
    não precisa chegar.
    Mas eu vou-me embora,
    eu vou ler meu pasquim
    se ela chegar e não me ver,
    Sai correndo atrás de mim.

    http://www.vagalume.com.br/clube-do-balanco/coqueiro-verde.html#ixzz27nd5yGAh

    Samira

    28 de setembro de 2012 às 19h10

    Hahaha … o poder com menor ocorrência de casos de desvios (bem menos que o Legislativo e o Executivo em suas várias esferas) é o pior? Diga por que você acha isso. Se julga de acordo com os códigos aprovados pelos outros dois poderes, se tem órgão de controle disciplinar externo (só ele), se cumpre a função social de resolver conflitos, de onde vem essa sua interpretação subjetivíssima? Mais uma campanha contra um dos poderes da república? Essa campanha já tem dono: a mídia, que é o quarto poder mas quer ser o primeiro.

Rodrigo Leme

28 de setembro de 2012 às 08h25

É, atuação altamente questionável de Joaquim Barbosa. Como ele se atreve, condenando petistas e aliados? Assim não dá!

Acho engraçadinho passar a largo o fato de que tem progressista chamando-o de “negro de alma branca” (Emir Sader é um).

O racismo dos outros é condenável, mas só dos outros. Se não dança conforme a música petista, roubem-lhe a negritude!

Responder

    Edfg.

    28 de setembro de 2012 às 10h05

    Sem contar que os destemperos dele eram aplaudidos pela blogosfera “independente e progressista” (qua, qua, qua) quando dirigidos a desafetos desta, como o Gilmar mandes. estão provando do próprio veneno e não estão gostando. Eu assisto de camarote e morro de rir.

    Gabriel Dimas

    28 de setembro de 2012 às 10h31

    Gilmar Dantas, ôpa, Mendes é aquele que deu dois HCs para o banqueiro bandido Daniel Dantas, não? E deu HC para o médico estuprador Abdelmassih e esse fugiu, não é? Eu também morro de rir quando o min. Lewandovski deixa o min. Barbosa nervoso e esse começa a ter chiliques. É engraçadíssimo…

    Antônio Carlos

    28 de setembro de 2012 às 10h10

    Rodrigo Lemes, acho que o Marcos Aurélio de ser Petista doente para ter repreendido o Joaquim Barbosa!!! É a primeira vez que vejo um julgamento os as provas não são levadas em consideração e sim as acusações publicadas e repetida várias vezes em jornais para teleguiados que se dizem éticos atingirem os que são contra!!!!!

    lulipe

    28 de setembro de 2012 às 11h54

    Primeiro não existiam provas, agora já existem, mas na cabecinha alienada dos petistas são provas de inocência, é isso que entendi??Para vocês, provas condenatórias seriam apenas confissão registrada em cartório ou vídeos do cometimento do crime, não é???

    FJP

    28 de setembro de 2012 às 12h29

    Ou seja, o PIG consegui estragar até mesmo o que estava mais ou menos….

    Gabriel Dimas

    28 de setembro de 2012 às 10h22

    “A oposição não perdoa e jamais aceitará a ascensão do retirante nordestino à Presidência da República. A ascensão do metalúrgico talvez ela aceitasse, mas não a do pau-de-arara. Este não”.
    Senador Roberto Requião.
    É Rodrigo, veremos se o mensalão tucano do Azeredo será julgado no STF. Houve até o assassinato de uma modelo, Cristiane Ferreira. Coisa grossa mesmo…

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2012 às 17h59

    Ê, Gabriel. Os caras ficam por aqui trollando, provocando, provocando… aí, de repente, dá nisso, vez por outra chega alguém e bummm! Faz ir pelos ares toda a prosódia dos PiG-demotucanos. Aliás prosódia, não. A coisa anda mais pra retórica de falido por irresponsabilidade gerencial.

    J Fernando

    28 de setembro de 2012 às 11h18

    Apesar do questionamento de algumas condenações de JB (sem apoio em provas sólidas) a maioria está contra a verborragia do mesmo aos ministros que não o acompanham.

    E outra: quer dizer que, se eu o aplaudi antes, não posso agora criticá-lo pelas desastrosas intervenções? Eu não o estou criticando pelas condenações e sim pelas intervenções polêmicas, principalmente por colocar em dúvida a capacidade dos demais ministros em julgar. JB não é o dono da verdade, principalmente, que muitas das verdades que ele está impondo não constam dos autos.

    Preciso desenhar, porque todos os seus comentários e de seus amigos seguem o mesmo blábláblá de que antes o aplaudimos e agora o criticamos.

    Cassius Clay Regazzoni

    28 de setembro de 2012 às 11h41

    Como você gosta de tergiversar. Não é à tôa que gosta do Barbosinha, são farinha do mesmo saco.

    Não se atém ao conteúdo, apenas à tênue sombra do que deve ser, não do que realmente é.

    É um idiota.

    Rodrigo Leme

    28 de setembro de 2012 às 19h15

    Tbm te amo.

    Rafael

    28 de setembro de 2012 às 13h48

    Utilizando a sua lógica, se analisássemos a “legítima defesa” acabaríamos por concluir que é algo abominável. Francamente, hein Rodrigo?

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2012 às 13h51

    Não apela, Rodrigo. Circunstancie, contextualize sua crítica; por certo será melhor.

    Paulo

    28 de setembro de 2012 às 16h17

    Como se juízes, todos, não fossem arrogantes. Desde Salomão, para querer julgar o outro, sempre haverá arrogância da parte que julga, sendo eles negros, amarelos, azuis, brancos ou coloridos!

    P Pereira

    28 de setembro de 2012 às 19h43

    Coloca o link para a fala do Emir Sader.

    Ricardo JC

    28 de setembro de 2012 às 20h26

    E alguém aqui tem dúvida de que o Ação Penal 470 está sendo tratada da maneira que está sendo tratada por alvejar o PT e seus quadros? Será que o não desmembramento do processo ou a aplicação da teoria do “domínio do fato” estariam ocorrendo se fosse o mensalão mineiro? Ou imaginam que se fosse o processo contra o PSDB estaríamos vendo semelhante espetáculo, inclusive no que diz respeito ao desempenho de JB? Com a palavra Rodrigo Leme…
    Quanto aos comentários sobre questões raciais, passo ao largo…não tem nem cabimento falar disso. JB é um juiz do STF como qualquer outro.

Carlos Frank

28 de setembro de 2012 às 07h44

Tenho assistido ás seções do STF e estou horrorizado com o comportamento do Ministro J.Barbosa, o mesmo não demonstra ter perfil para o cargo que ocupa, prova que nem sempre o curriculo é garantia de um bom resultado.Em seu favor penso que a dor que atormenta está transformando-o em cruel verdugo.Gostaria até que opiniões de psiquiatras fossem ouvidas, pois não é possivel que alguem que deveria agir com serenidade e julgar com justiça os réus aja conforme o figurino de um promotor.Pessoas de nivel inferior estão sendo julgadas como seus chefes ou superiores. Barbosa em sua sanha de condenar não dá o direito de defesa aos réus e os condena com espuma no canto da boca, demonstrando estar ensandecido, fora de si.Repito será que não seria conveniente avaliar se ele não sofre de um mal que o faz comportar-se assim:Segundo o “DR Google” o “Transtorno de Personaliade Borderline” se encaixa no que estamos vendo à distância.E quando estiver no comando do STF como se comportará? deixará seus colegas votarem? Impedirá que haja absolvição?É muito triste para nos simples mortais assistirmos a tudo isso, um julgamento de exceção, com a utilização de novas teses, como a do “Domínio do Fato”. É um perigo lançar nova modalidade só para que alguns sejam condenados para dar exemplo aos demais. Por que não começaram então pelo “mensalão tucano”? Acho que a Corte Interamericana de Direitos Humanos é destino deste julgamento, o que convenhamos ficará muito feio para o nosso Brasil.

Responder

    nina rita de cássia

    30 de setembro de 2012 às 03h22

    Carlos, acrescente-se ao quadro psicótico o fato dele ter batido na mulher, Edileuza, uma ativista política. Há um BO lavrado contra ele numa delegacia de Brasília, pela vítima. Ele também teria batido num outro promotor de São Paulo, chamado Hédio, num evento internacional. Trata-se de uma personalidade realmente digna de estudo. Ninguém trai com tanta exibição e prazer. Como se aproximou tanto de um partido que lhe causa tanta ojeriza ao ponto de ser tido como confiável ? Por que não se constrange, nem lamenta ter de condenar os réus, mas, pelo contrário, usufruí, tem prazer nisso. Escaneia devagar a palavra PÊ-TÊ, demonstrando todo seu asco ? É muito diferente de uma pessoa enérgica, buscando justiça. A única pessoa a quem ele respeitou foi o advogado de Jefferson, que falou a ele e ao PGR de dedo em riste, exigindo que constituíssem as provas, que trabalhassem direito, e os dois pareciam crianças levando pito. Acho que seus dados biográficos não estão bem corretos. Inclusive quanto à formação acadêmica, porque no site do STF consta ter ele defendido 3 teses de doutorado na Sorbonne, e no wikipédia diz ter ele feito pós-graduação nos USA.

    Josie

    14 de novembro de 2012 às 13h04

    Nina, meu nome é Josie. Sou repórter. Será que pode falar comigo, sobre a Edileuza. Se puder, mande contatos por email. Obrigada.

J Souza

28 de setembro de 2012 às 07h04

O golpe “Global” que está sendo executado pelo STF parece estar gerando pânico no meio jurídico.

http://www.conjur.com.br/2012-set-27/supremo-mudou-julgar-mensalao-ou-mensalao-mudou-supremo#autores

A objetivo da criação da TV Justiça parece não ter sido dar transparência ao judiciário, mas sim expor a vaidade dos integrantes da “corte” (esse nome é emblemático!). A possibilidade de poderem ser vistos pelos familiares e amigos na tela da Globo News foi tão impactante na vaidade daqueles senhores e senhoras que estes mudaram parte da jurisprudência do país. Ou não? Se não, a História terá contas a acertar com eles…

Responder

    anac

    28 de setembro de 2012 às 08h48

    Como são os julgamentos na Suprema Corte dos USA?
    Não acredito que seja essa palhaçada.
    Expondo os destemperos dos ilustres Ministros, claramente acuados pela midia, o PiG esta conseguindo destruir o restinho de credibilidade do Judiciário. Corremos o sério risco de voltarmos aos tempos de se fazer justiça pelas prorias mãos.

    J Fernando

    28 de setembro de 2012 às 11h10

    Nos EUA os julgamentos da Corte não são públicos.
    Eles já recusaram diversos pedidos para transmissão das sessões.

    A melhor definição quanto às transmissões do STF brasileiro:
    “Para o ministro aposentado do Supremo, Eros Grau, “essa prática de televisionar as sessões é injustificável”, uma vez que “tem que se dar publicidade à decisão, não ao debate que pode ser envenenado de quando em quando. Acaba se transformando numa sessão de exibicionismo”” – site http://www.conjur.com.br/2011-mai-09/publicidade-sessoes-suprema-corte-brasil-eua

Marcos W.

28 de setembro de 2012 às 06h44

E o senhor Barbosa disse que subiu na vida por ter feito estudos aprofundados, não por parentesco! Cada vez que é contraditado, Barbosa reage com argumentos muito pessoais!

Responder

    anac

    28 de setembro de 2012 às 08h50

    Se Marco Aurelio foi nomeado pelo parentesco, Barbosa foi claramente pelas cotas.


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