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Líderes religiosos protocolam 63º pedido de impeachment de Bolsonaro: ”Negligência no combate à pandemia”; íntegra
Para Romi Márcia Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, a negligência de Bolsonaro chegou ao ápice com a crise em Manaus. À direita dela, o bispo Maurício Andrade, da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da CNBB; à esquerda, Flávio Conrado, da Igreja Batista, e Carlos Daniel Dell Santo Seidel, Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB Foto: Lula Marques
Política

Líderes religiosos protocolam 63º pedido de impeachment de Bolsonaro: ”Negligência no combate à pandemia”; íntegra


26/01/2021 - 16h16

No vídeo acima, veja como foi o ato da entrega do pedido na Câmara dos Deputada, nesta quarta-feira, 26-01

Entidades religiosas protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro por negligência no combate à Covid-19

PT na Câmara

O 63º pedido de impeachment do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro foi protocolado hoje (26) na Câmara dos Deputados.

Assinado por 380 representantes de entidades e movimentos católicos e evangélicos de todo o País, o documento aponta como argumento central a negligência de Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, que já matou no Brasil mais de 217 mil pessoas, tornando o país um dos recordistas mundiais por mortes provocadas pelo coronavírus.

O pedido concentra-se na denúncia dos crimes de responsabilidade referentes à área de saúde, ao manejo criminoso das políticas sanitárias durante a pandemia, o não acesso à vacina e o desprezo à vida da população brasileira, com a usurpação do direito à saúde previsto na Constituição Federal.

Para eles, Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e desrespeitou princípios constitucionais e o direito à vida e à saúde.

Gripezinha

Declarações de Bolsonaro durante a pandemia, como chamar o novo coronavírus de “gripezinha”, são citadas no pedido de impeachment.

“As ações e omissões de Jair Bolsonaro, que seguem em repetição e agravamento, levaram e seguem levando a população brasileira à morte e geraram danos irreparáveis. Isso é crime de responsabilidade. Crime contra os direitos e os princípios constitucionais mais primários: à vida e à saúde”, diz a peça.

Entre os signatários estão dom Naudal Alves Gomes, bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransfomadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os líderes religiosos citam que Bolsonaro atuou contra recomendações de autoridades sanitárias, desrespeitou regras de obrigatoriedade de uso de máscaras, promoveu e estimulou aglomerações, colocou em dúvida a eficácia e promoveu obstáculos à aquisição de vacinas.

E também fez campanha pelo uso de medicamentos e tratamentos não corroborados pela comunidade científica – como o uso da cloroquina -, o que resultou, entre outras consequências, na pressão do Ministério da Saúde para uso dos medicamentos sem eficácia comprovada em Manaus ao mesmo tempo em que se esgotava o estoque de oxigênio na cidade.

Presidente irresponsável

Lembram também que Bolsonaro, em várias ocasiões, tratou a pandemia com menosprezo e referiu-se às vítimas em tom depreciativo, como quando reagiu com um “e daí?”, disse não ser coveiro e que o Brasil precisava deixar de ser um país de “maricas”, além de ter qualificado a doença mortal como “gripezinha’’.

Trata-se da primeira iniciativa de segmentos religiosos em favor do impeachment do capitão presidente.

Segundo Romi Márcia Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, a negligência de Bolsonaro chegou ao ápice com a crise recente em Manaus, onde pessoas morreram sufocadas por falta de oxigênio, em decorrência da incompetência de negligência do atual governo.

“O sufoco de Manaus é do país todo, onde à população está abandonada por um governo que negligencia a vida”, disse Romi, em entrevista coletiva à imprensa na Câmara dos Deputados.

Momento crucial

Na lista de apoiadores do documento estão padres católicos, anglicanos, luteranos, metodistas e também pastores.

Mesmo sem o apoio formal das igrejas, o grupo tem o respaldo de organizações como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, a Comissão Nacional de Justiça e Paz (ligada à Confederação Nacional de Bispos do Brasil – CNBB), a Aliança de Batistas do Brasil e diversas lideranças católicas e evangélicas.

O bispo Maurício Andrade, da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da CNBB, afirmou que o Brasil encontra-se em um momento crucial de “enfrentamento a um governo que negligencia a vida da população”, enquanto Carlos Daniel Dell Santo Seidel, da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, denunciou que Bolsonaro tem cometido uma série de crimes. “Milhares de pessoas morrem pelo descuido do governo e o presidente comete crimes ao desestimular a população a tomar vacinas contra a Covid-19”.

Impeachment já

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e os líderes da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), participaram do evento em que os líderes religiosos anunciaram o pedido de impeachment.

Gleisi destacou a importância da incorporação de líderes religiosos ao movimento pró-impeachment de Bolsonaro, observando que o País permanecerá “sem vacina e com plena instabilidade” enquanto Bolsonaro estiver no poder.

Já Guimarães afirmou que o Brasil “não aguenta mais um governo genocida” e destacou que o impeachment de Bolsonaro é uma das questões centrais do Congresso Nacional.

Zarattini assinalou que o governo Bolsonaro “é da destruição nacional” e precisa ser impedido o mais rápido possível.

Os partidos de esquerda – PT, PDT, PSB, PSOL, PC do B e Rede – , também vão protocolar na Câmara, amanhã (27), um outro pedido de afastamento de Bolsonaro, desta vez com o mote “Pelo impeachment, pela vacina e pela renda emergencial”.

Leia a íntegra do pedido de impeachment das entidades religiosas

Pedido de impeachment de religiosos by Conceição Lemes on Scribd

 





2 comentários

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Sebastião Farias

28 de janeiro de 2021 às 15h52

Acho, como cidadão brasileiro indignado que, manifestações e ações das autoridades dos 03 Poderes, que são governo, conforme artigo 2° da CF, para serem mais justo, objetivos e corretos, deveriam, por questão de direito e proatividade, de solidariedade humanitária e de defesa da vida, de justiça e de cidadania, serem recomendadas sim, não apenas para casos como os de Manaus, Belém, etc, onde fatos graves de falta de gestão responsável já aconteceu e chamou a atenção do mundo, tirando vidas que poderiam ser poupadas mas, para a nação inteira, com foco em uma estratégia justa, objetiva e responsável e de zelo na implementação das políticas públicas de interesse do povo, inclusive como nos casos de saúde pública e de proteção à vida, de todos os cidadãos brasileiros.
Como sabemos, mas infelizmente tem gente e autoridades que desconhecem ou fingem desconhecer que, o Brasil como nação soberana, é uma República Federativa e uma República Democrática, que tem como base indissolúvel e político/administrativa, a União, o DF, os Estados e os Municípios, conforme dispõe o Artigo 1° da Constituição Federal do Brasil. Assim sendo, os desmandos e negligências de gestão pública protagonizados por maus gestores que resultam em mortes de cidadãos, que poderiam ser evitadas, como por ex: as de Manaus-AM e do país, são casos de alta responsabilidade das 03 instâncias federativas de gestão e de fiscalização e controle, dos 03 Poderes da República, criadas para que, de forma ágil e proativa, identifiquem e corrijam desconformidades prejudiciais à nação e à população.
Não devemos esquecer que, os Poderes Legislativos (Senado Federal, Câmara Federal dos Deputados, Assembleias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais de Vereadores), como representantes do povo e do Estado, como legisladores e fiscais do povo, devem nesses cacasos sob pena de omissão, crime de responsabilidade, etc, terem protagonismo e proatividade responsável em investigar e apurar com urgência, a origem e as causas, dos motivos desses crimes e, de identificar e processar na forma da lei, seus autores e responsáveis e, puni-los exemplarmente, afinal, são vidas humanas de brasileiros ceifadas em toda a Cadeia de Gestão da Saúde Pública da República Federativa do Brasil, conforme dispõem e recomendam, dentre outros, os Artigos, 70, 71 e 74, da CF.
Então, vamos tirar o pé do chão, deixar o palanque eleitoral para a época certa e, trabalhar sério com imparcialidade e responsabilidade e darem satisfação justa e correta, ao povo que é vossos patrão e outorgador do poder e autoridade, para vocês, no correto, ético e justo exercício de suas funções, promoverem os direitos individuais e coletivos, o bem-estar e a justiça imparcial à população (Parágrafo Único do Artigo 1º da Constituição Federal da República Federativa do Brasil).
Portanto Srs./Sras. autoridades responsáveis, como cidadão indigninado e com amparo no Parágrafo Único do Artigo 1º da Constituição Federal da República Federativa do Brasil, é que lhes faço esse apelo de ação ética, responsável e patriótica, que deixem sua zona de conforto e hajam rápido, pelo bem da população e para que fatos irresponsáveis como esses, não mais se repitam em nosso país. O vídeo do link a seguir https://youtu.be/h5L0ij7WlPs, nos mostra quanto regrediu nosso país, por ignorância e falta de consciência de seu povo.
Lembrem_se, toda autoridade pertence a Deus que junto com Sua proteção (como está registrado no preâmbulo da CF do Brasil), é transferida ao povo que outorga aos Srs/Sras, não para maltrata-lo ou oprimi-lo mas, sim, para promoverem sua fraternidade, seu bem-estar, seus direitos, sua liberdade, sua dignidade e sua soberania, como nação soberana.
Paz e bem.
Sebastião Farias
Um cidadão brasileiro nordestinamazônida

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Zé Maria

27 de janeiro de 2021 às 22h59

Sob o Comando do Genocida,
braZil ultrapassa a triste marca
de 9 Milhões de Infectados
e 220 Mil Óbitos por COVID-19.

https://www.worldometers.info/coronavirus/country/brazil/

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