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Antônio David: O que está por trás da eleição no Senado
Política

Antônio David: O que está por trás da eleição no Senado


01/02/2013 - 19h00

Antonio David: “Renan é sujo igual a todos os outros – inclusive o outro candidato – mas a diferença é que todo mundo (inclusive a classe média) sabe que Renan é sujo”. Foto: Antonio Cruz/ABr

A eleição no Senado e as lições da conjuntura

por Antônio David, especial para o Viomundo

Eleição para presidente do Senado em si mesmo é algo que pouco interfere na conjuntura, muito menos na luta de classes. Apesar disso, as movimentações e opções que os partidos fazem é sintomática de posições que, essas sim, têm importância na conjuntura.

A eleição de Renan mostra o óbvio: a força que a direita fisiológica tem no Brasil. (Vale lembrar que provavelmente o presidente da Câmara será também do PMDB). O que não é obvio é: como o PT conseguirá avançar nas mudanças dependente que o governo é do parlamento e estando o governo preso a partidos como o PMDB?

Para refletir sobre isso, vale destacar um trecho da entrevista de André Singer ao Brasil de Fato: “Veja o que foi o papel do PMDB na campanha eleitoral de 2010: foi de brecar as medidas mais radicais que o PT tinha proposto em seu IV Congresso, como, por exemplo, a redução da jornada de trabalho e a taxação das grandes fortunas. O PMDB brecou essas duas coisas, que no final não entraram no programa da presidente Dilma”.

Qual é o problema? O problema é que criticar a política de alianças do PT é fácil, sobretudo quando a crítica é no varejo. É fácil criticar o apoio a Renan na eleição. Qualquer um critica. O problema é que crítica séria tem de ser no atacado, ou seja, o problema não é apoio, eleição, mas a estratégia do PT. E aí a coisa complica. Porque a estratégia que prevê alianças com a direita, que fortalece o agronegócio, que financia a imprensa golpista com publicidade etc., é a mesma que está aumentando o emprego e a massa salarial, diminuindo a pobreza e a desigualdade, viabilizando a expansão do ensino, cotas nas universidades etc.

É possível jogar fora alianças com a direita, e seguir avançando? É possível jogar fora a “governabilidade”, e seguir avançando? É possível corrigir os erros, mudar tudo o que tem de atraso na política do governo, e seguir avançando no que tem de bom, sem “governabilidade”, sem maioria no Congresso?

Para a esquerda, essa é a questão central, ou uma das questões centrais. Não tenho resposta pronta no bolso. O que eu sei é que não dá para se acomodar, como se a estratégia de conciliação e de composição fosse boa, como também não dá para dar uma resposta simplista, como uma parte da esquerda faz.

A oposição (PSDB, DEM, PPS) não tem discurso. O governo FHC foi um fiasco e onde eles governam as coisas vão mal. Mas eles precisam fazer oposição, pois esses partidos representam o capital financeiro, que não apenas está insatisfeito com o governo, mas sabe que o desenvolvimentismo do governo fere seus interesses de classe. E como esses partidos não têm o que falar, qual é o discurso? Ética na política, moralidade, corrupção. Já vimos esse filme antes: UDN, Jânio, vassourinha…

Renan é sujo igual a todos os outros – inclusive o outro candidato – mas a diferença é que todo mundo (inclusive a classe média) sabe que Renan é sujo.

Como o candidato do governo foi um candidato descaradamente sujo, a oposição aproveitou a oportunidade para posar de preocupada com a Ética e a moralidade pública. A imprensa ajudou, e eles de certa forma conseguiram o que queriam. O que eles queriam não era ganhar a eleição. O objetivo era alimentar, na classe média, a ideia de que eles são éticos, preocupados com a moralidade. E de fato saíram com pontos positivos junto à classe média. Graças a Deus, o povo não se preocupa com eleição de presidente do Senado.

O que falar do PSOL? Não surpreende a posição do PSOL, de apoiar a candidatura de Pedro Taques. Afinal, para quem o PSOL fala? Para a classe média. O povo nem liga para o PSOL, exceto em Belém e no Rio.

Que ideias o PSOL alimenta? De que o grande problema do Brasil é a corrupção e de que o PT é corrupto. Portanto, não surpreende.

Mas… ao embarcar na candidatura alternativa organizada pelo PSDB (sim, para os ingênuos que não sabem, a candidatura de Pedro Taques foi organizada pelo PSDB), o PSOL não fez outra coisa senão ajudar o PSDB a posar de arauto da Ética e da moralidade. Posição coerente nessa eleição teria sido votar nulo.

Em tempo: o grande problema do Brasil não é a corrupção, mas a desigualdade.

Antônio David é mestrando em filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

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68 comentários

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Elton

05 de fevereiro de 2013 às 08h06

Quando excesso de inteligencia se torna burrice, PSOL apóia candidato do PSDB, é assim. Agora o que falar da aliança PT e PMDB? Todas as medidas do PT tem sido maravilhosas para os empresários. Mas como equalizar o jogo da luta de classes favorecendo quem sempre foi favorecido?

Responder

Mário SF Alves

04 de fevereiro de 2013 às 13h22

A direita, integrante do sistema casa grande-Brazil-eterna senzala padece de dois defeitos gravíssimos (e congênitos): um deles é o sadismo [costuma conviver bastante bem e até aprazeirar-se com o sofrimento alheio]; o outro, e ainda mais grave, é a burrice [igualmente congênita] de rifar a própria inteligência em prol de soluções de força.
_______________________________________________________
Fosse eu o diretor de marketing da elite Casa Grande/capital-rentista, versão capitalismo subdesenvolvimentista semi-nacional, despejaria cachoeiras (ih!) de dólares (êpa! isso ainda vale pra alguma coisa?) na conta dos petistas; só na dos de carteirinha, óbvio.
_________________________________
Tenho certeza, a relação custo-benefício seria enorme. Já pensou no impacto ideológico negativo que isso causaria? Imagine-se: casa própria, apartamento amplo, carrão, cartão de crédito com lastro a perder de vista, shoppings pra família toda e de quebra um iatezinho pros fins de semana. Lady Lara! Seria uma verdadeira bomba de nêutrons lançada sobre a resistência democrática.
_____________________________
Só não daria pra reproduzir a fórmula lá com o Fidel. Ali, só mesmo na base daquele medievalesco, sempiterno [nada a ver com ternura] e sádico boicote político-econômico.

Responder

    Evandro

    05 de fevereiro de 2013 às 13h40

    Meu amigo, os diretores da direita-rentista a que voce se refere já fizeram exatamente isso que voce sugeriu acima. E, faz tempo que despejaram cachoeiras de dólares na conta dos petistas; só na dos de carteirinha, óbvio. E só olhar a sua volta. Us cumpanhero tá rico!

    Mário SF Alves

    06 de fevereiro de 2013 às 13h08

    Evandro, amigo velho. Acho que você não entendeu ainda. Eu falei de dinheiro, cara, muiiiiiiiiiito dinheiro.
    ___________________________________________
    Sugiro umas continhas aí… vê quanto ia doer no bolso dos prepostos do sistema elite rentista casa grande-Brazil-eterna senzala?
    ________________________________________________________
    Se tal compra de consciências fosse viável eles já a teriam feito.

Mário SF Alves

04 de fevereiro de 2013 às 12h23

“Em tempo: o grande problema do Brasil não é a corrupção, mas a desigualdade.”
________________________________________________
Tá. Entendo. De fato, o GRANDE problema do Brasil é a desigualdade; produto único da pior elite do mundo, cujo único “mérito” foi inventar e manter pela força de um golpe de estado e por tanto tempo, e num dos países mais ricos do mundo, o “sui generis”, vergonhoso, desumano e absolutamente excludente capitalismo subdesenvolvimentista transnacional. Sim, por hora é disso que se trata. Tem toda razão, David.

Responder

Tiago

04 de fevereiro de 2013 às 10h28

“Em tempo: o grande problema do Brasil não é a corrupção, mas a desigualdade.”

É mesmo? E se não houvesse TANTA corrupção, que draga os recursos que deveriam ser investidos na melhoria do país e da vida do povo, isso não ajudaria a combater a desigualdade?

Tenho nojo desses “comunistas” que se contorcem para defender a lama do país, em nome de um projeto de poder que se apóia na imundície para se perpetuar. E tudo em nome da “governabilidade”.

Corruptos não passam de assassinos do povo; dada a História, é natural que os “comunistas” saiam em defesa desses crápulas.

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Leandro Fortes: Gurgel denunciou Renan para viabilizar Taques « Viomundo – O que você não vê na mídia

03 de fevereiro de 2013 às 22h20

[…] Antônio David: O que está por trás da eleição no Senado […]

Responder

Nelson

03 de fevereiro de 2013 às 14h09

“A oposição (PSDB, DEM, PPS) não tem discurso … mas eles precisam fazer oposição, pois esses partidos representam o capital financeiro, que não apenas está insatisfeito com o governo, mas sabe que o desenvolvimentismo do governo fere seus interesses de classe.”

Cumé??? O “capital financeiro” está insatisfeito???

De qual país o articulista está falando???

O capital financeiro está insatisfeito, sim, Taques, porque não aceita controlar menos que 100%. Apesar de ter ganho muito nos governos Lula/Dilma, e de continuar ganhando, o grande capital como um todo, não só o financeiro, não reinou asoluto como desejava. Por isso, seu candidato preferencial à presidência era outro.

Eu também estou insatisfeito com o governo Lula/Dilma, por motivos, digamos assim, totalmente contrários aos do grande capital.

Responder

luiz pinheiro

02 de fevereiro de 2013 às 23h14

É óbvio que o grande problema do Brasil é a desigualdade, e não a corrupção. O Antonio David está apenas afirmando algo que é inegável. O que me espanta é que, apesar de todos os avanços sociais e econômicos dos últimos anos, a política de alianças do PT ainda seja tão questionada. Que seja preciso um artigo como esse para chamar a atenção para “o outro lado, o lado positivo” do governo. Oras, o governo Lula/Dilma, o governo do PT, representa um claro projeto de Nação, um projeto democrático, inclusivo, para a construção de um Brasil soberano. Debates sobre ações do governo sempre vão haver, mas é inacreditável como ainda se menospreza o caráter transformador desse governo. Quem quer um Brasil melhor, menos desigual, deve estar ao lado do governo – o que não implica, é claro, concordar com tudo. Mas é preciso concordar com o essencial. E jamais ficar contra, ou saracoteando por aí.

Responder

    Willian

    03 de fevereiro de 2013 às 13h33

    Rouba mas faz?

luiz pinheiro

02 de fevereiro de 2013 às 22h57

GRANDE NOTÍCIA – O novo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou hoje (1º) que a criminalização da atividade política, além de grave, é o que dá início a qualquer debate autoritário. “Não há democracia sem política”, disse. “Todas as ditaduras são instaladas a partir da criminalização da atividade política. Os maus feitos deverão ser denunciados por esta instituição (OAB), mas sem jamais generalizar a crítica ao Congresso Nacional”, afirmou em seu discurso de posse, na sede do conselho, em Brasília. Coêlho foi eleito na noite de ontem por 64 dos 81 conselheiros federais da OAB e, logo após a contagem dos votos, disse que a ideologia da Ordem dos Advogados do Brasil é a Constituição Federal e seu partido é o estado democrático de direito. Hoje o novo presidente defendeu o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais para cargos do Executivo e do Legislativo e o diálogo entre a entidade e todos os poderes da república. “Não podemos permitir que a disputa das eleições em nosso país seja resolvida por quem tem mais poder econômico. Iremos lutar pelo financiamento democrático dos pleitos eleitorais”, disse. Da Rede Brasil Atual

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jõao

02 de fevereiro de 2013 às 22h17

Jogo de compadres: Aécio deu vitória a Renan e PSDB ficou com o cofre do Senado

Terminada a votação para presidência do Senado, a máscara do senador Aécio Neves (PSDB-MG) caiu, revelando um jogo de compadres. A TV Senado pegou em flagrante o tucano dando um caloroso abraço no vencedor Renan Calheiros (PMDB-AL) e o resultado garantiu para o PSDB um lugar na mesa do Senado para o correligionário Flexa Ribeiro (PSDB-PA), contrariando a regra de deixar fora da mesa quem vota em desacordo com a proporcionalidade das bancadas.

O PMDB ameaçava não apoiar Flexa Ribeiro no posto se houvesse 22 ou 25 votos do lado que Taques. Com a baixa votação do “anticandidato”, o senador tucano do Pará conseguiu ser escolhido com 58 votos, sem problemas, para o poderoso cargo.

E não é um lugar qualquer. É a cobiçada primeira secretaria, apelidada de “prefeitura” da Casa, porque administra licitações e contratos. Com isso, os tucanos ficaram com a chave do cofre do Senado. Um orçamento de R$ 3,5 bilhões por ano, maior do que a maioria das capitais brasileiras, inclusive cidades com mais de 2 milhões de habitantes.

O novo “guardião” da chave do cofre do Senado já foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2004 na Operação Pororoca. Flexa Ribeiro e 27 empresários foram acusados de fraudes em licitações públicas no Amapá e no Pará. Uma das empresas beneficiadas pelo esquema era a Engeplan, da qual o tucano era sócio.

Além de controlar grandes licitações de obras, serviços de segurança, transporte, alugueis de veículos, limpeza, fornecedores, etc, o cargo permite fazer contratos como aquele que proporcionava pagamentos mensais para o jornalista Ricardo Noblat (que cobre o noticiário do Senado) para fazer um programa semanal de jazz na Rádio Senado.

Moral da história: no Jornal Nacional Aécio apresentou-se como se estivesse apoiando Taques. Nos bastidores entregou o jogo a Renan, naquele melhor estilo de jogo combinado entre compadres, para garantir o estratégico controle do cofre do Senado para os tucanos, coisa que prenuncia ser de grande valia no financiamento da campanha de 2014 além de “otras cositas más”. (Com informações do Congresso em Foco e TV Senado).

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carlos saraiva e saraiva

02 de fevereiro de 2013 às 19h39

Parabéns pelo brilhante e lúcido artigo. O alvo é sim a “classe média”. E a “classe média” é de fato uma classe, que independe de renda e localização na pirâmide social. Classe sensível ao discurso “moralista”, mesmo que falso, sensível à disputa do “vencedor”, contra o “perdedor”. Sensível ao discurso do “herói”, da “celebridade”, desde que não altere o “status quo”, pois almeja ser tudo isso. O PT, está de fato, perdendo, bem como a esquerda como um todo. Pois o PT, está de fato, só nesta disputa. As alianças, facilitam a governabilidade mas não contribuem , nesta disputa, pelo contrário. E a esquerda? E os “intelectuais de esquerda”? Aí, está ao meu juizo, o grande problema. E o PSOL? Qual seu papel? Para o PSOL, quem representa a direita, hoje no Brasil? É o PT? E o PSDB, O DEM, o PPS, a grande mídia, são seus aliados à esquerda? Estas perguntas, não representam nenhum maniqueísmo estreito e sim, colocações que a esquerda, o PSOL, devem se fazer. As respostas dirão se o PSOL, é de fato uma “alternativa de esquerda”, ou apenas uma dissidência anti petista, que não encontrou uma saída, apostando tão sómente na destruição do PT.Assim , meu caro e brilhante articulista, a disputa na “classe média”, depende de uma atuação mais militante dos “intelectuais de esquerda” e de uma visão mais clara, da esquerda, em especial o PSOL, do seu papel na disputa politico-ideológica.

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Janio

02 de fevereiro de 2013 às 18h35

O texto acerta em cheio em apontar as contradições da políticas de alianças do PT , sua necessidade para a condução governo e limitações que são imposta. Resta saber para onde pende o pêndulo, o que prevalece: o governo viabiliza uma agenda progressista, ou, a direita aliada mantém seu poder e seu interesses cedendo os anéis para não perder os dedos. Não tenho respostas definitivas, mas fatos como este (eleição do Renan) me dá um sentimento que estamos patinando, fazendo água.

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Marat

02 de fevereiro de 2013 às 18h01

No texto “É cor-de-rosa choque, de Cynara Menezes, na Carta Capital desta semana aborda algo semelhante… O pessoal do PSDB ficou preocupadíssimo com a cor do vestido de Dilma… O vestido rosa foi “confundido” com vermelho pela turma da oposição, e tal, digamos, crítica de moda, foi amplamente repercutida na impren$$$a venal, especialmente de SP e RJ, ou seja, as impren$$$as financiadas pelo capital internacional. Essa mesma impren$$$a, sob o signo de oposicionista (foi a Judith que disse…) embarcou de corpo e alma na candidatura de Taques, como se o ilustríssimo senador fosse um manancial de candura, pureza, ética etc…, qualidades praticamente inexistentes no PSDB e nos meios de comunica$$$ão brasileiros… Eles que engulam o Renan, e de bico calado, pois têm milhares de esqueletos nas brindeiras gavetas!!!

Responder

nilo walter

02 de fevereiro de 2013 às 17h55

Pela via eleitoral os graves problemas nunca serão erradicados , e fica-se obrigado a governar com o que temos no Congresso.Eis a realidade.

O senador Randolfe continua praticando a ” engenharia política”, do Psol .

Responder

Urbano

02 de fevereiro de 2013 às 15h02

A oposição ao Brasil querendo falar sobre ética, moral e quejandos, quando se sabe que ela possui o maior repositório de escaterina. Só mesmo para enganar otários e desavisados…

Responder

Berenice

02 de fevereiro de 2013 às 14h29

Gostei que o A. David deu conta de que o quadro politico ideologico é sempre complexo e até contraditório. O que acho também é que os filiados do PT, sejam eles a presidenta, o presidente do partido, partidários, atuais e futuros candidatos e simpatizantes tem que ter em mente que é preciso eleger os quadros alinhados ao governo e, MAIS importante, explicar ao povo que não adiante votar na presidenta, no prefeito, no governador do PT se não apoiar também os parlamentares da base Fiel de apoio do governo. Se não for assim, a presidenta poderá ter seu poder bastante restrito para fazer as mudanças que o país necessita. Enquanto as pessoas não entenderem isso, as mudanças serão mais lentas.
Triste ver a atuação PSOL que reune gente tão competente e aparentemente esclarecida.

Responder

    maria olimpia

    02 de fevereiro de 2013 às 18h11

    Berenice, concordo com você!

    Roberto Locatelli

    03 de fevereiro de 2013 às 15h06

    Berenice, agora você tocou num ponto fundamental. O povo brasileiro ainda é muito despolitizado, pois a esquerda e o PT abriram mão de organizar a classe trabalhadora. O resultado é que há eleitor que vota em Dilma para presidente e em gente do Dem, PSDB, PPS, PMDB, PSD etc, para senador, deputado e vereador.

    É preciso que haja coerência no voto. Para isso, é preciso fazer um trabalho de base, de debate e discussão sobre os partidos.

MAUFERRI

02 de fevereiro de 2013 às 14h25

Caros amigos,

Melhor um Hobin Hood que um Xerife no comando.

Para os pensamentos mais acalorados sobre o assunto, temos na democracia o reflexo de cada povo com toda sorte de sutilizas de ações, o que contemplamos muitas e muitas vezes é reflexo de nossa sociedade.

Responder

João Vargas

02 de fevereiro de 2013 às 14h06

Aqui no RS Pedro Simon e Amelia Lemos declararam que iam votar contra os seus partidos e, portanto, não votariam em Renan. Já o senador Paulo Paim disse que votaria com o partido e, portanto em Renan. Não preciso dizer que Paulo Paim foi achicalhado na mídia e nas redes sociais , enquanto os dois primeiros foram elogiados pela suas atitudes éticas e moralistas. Pedro simon é um peemedebista de carteirinha, bom de discurso, mas não passa disto, foi um governador medíocre, para não falar coisa pior. Já Amélia é fruto da mídia do RS, defensora do agronegócio e da elite financeira. Paulo Paim conhecido por defender os interesses dos aposentados e dos trabalhadores posou de bandido neste episódio enquanto os dois primeiros posaram de heróis. A mídia aproveitou o fato para inverter os papéis e grande parte da população embarcou na manipulação. Dizer que o povo não está nem aí para a eleição do senado é um erro, porque a mídia e os falsos moralista estão aí de plantão para impor suas idéia reacionárias.

Responder

José Ayres Lopes

02 de fevereiro de 2013 às 14h05

O Antonio David precisa amadurecer. Política de Centro Acadêmico não é a mesma coisa. Se ele não tem proposta que não se meta a escrever. Basta de PSOL, esta “esquerda” de faz de conta!… Se ele não quer conciliação, que pegue em armas e deixe de ser ingênuo.

Responder

    Janio

    02 de fevereiro de 2013 às 18h19

    Caríssimo Lopes, você não entendeu nada do texto… leia de novo e amadureça sua interpretação, sem o óculos “Politica de Centro Acadêmico”. O texto explora justamente as contradições das alianças num contexto de conciliação.

Bruce Guimarães

02 de fevereiro de 2013 às 13h40

Não dá para o PT abandonar o PMDB. O partido de Renan é muito forte, tem uma estrutura partidária invejável. Reparem, por exemplo, a vitória do Haddad em São Paulo, ela só ocorreu devido ao apoio do PMDB. Em Salvador, a vitória do ACM Neto só ocorreu, também, pelo apoio do PMDB. Então, o PT tem que engolir qualquer coisa que venha do PMDB, senão não governa, não ganha eleição e por aí vai, faz parte do jogo. O próprio PSDB, não fez aquela oposição ferrenha ao PMDB, claramente visando as eleições, pois um racha no PMDB não é impossível, com isso enfraqueceriam os palanques da Dilma nos estados. Tudo a partir de agora é visando eleições de 2014, PT vai querer e vai precisar de um PMDB forte na campanha, porque já sabe que o PSB pode abandonar o barco.

Responder

    maria olimpia

    02 de fevereiro de 2013 às 18h17

    É absolutamente certo que qualquer partido, hoje em dia, precisa do PMDB para governar! E, é uma pena! Amadurecer é preciso, precisamos entender que devemos votar sempre na mesma sigla!

Taques

02 de fevereiro de 2013 às 13h38

“A oposição (PSDB, DEM, PPS) não tem discurso … mas eles precisam fazer oposição, pois esses partidos representam o capital financeiro, que não apenas está insatisfeito com o governo, mas sabe que o desenvolvimentismo do governo fere seus interesses de classe.”

Cumé??? O “capital financeiro” está insatisfeito???

De qual país o articulista está falando???

Responder

    Ricardo Homrich

    02 de fevereiro de 2013 às 14h45

    http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/bovespa-tem-o-pior-desempenho-do-mundo-em-janeiro

    Está mesmo. Dê uma olhada no agito que ocorreu na bolsa qdo anunciaram as medidas de reduzir a conta de energia.
    As ações das elétricas são a “menina dos olhos” dos especuladores. Energia é barata para eles, vendida sem concorrência, bem indispensável e que repassa todos os lucros aos acionistas.
    Veja também a Petrobrás. Aumentou a gasolina (6%), mas não convenceu o “mercado”. Eles queriam mais, 10 a 15% de aumento. Tanto que as ações da Petro caíram no dia do anúncio do aumento.

    FrancoAtirador

    02 de fevereiro de 2013 às 17h25

    .
    .
    MÍDIA BANDIDA, TUCANALHAS & “BOLSA” DE “VALORES”: TUDO A VER
    .
    .

    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 13h38

    Enfim, dito isto, quem ainda precisaria de retórica, né não, prezado, indispensável, amigo, incansável {ca…..! chega de adjetivos!}, companheiro Franco?

Natale

02 de fevereiro de 2013 às 13h02

Exemplo clássico de fisiologismo político na eleição do Senado Federal:
O acordo com Renan Calheiros rende 1ª secretaria da mesa diretora do Senado Federal ao PSDB…que vai administrar(sic) um orçamento de R$3,5Bilhões…pelas mãos(sic)…do… (… então suplente de senador, e hoje senador pleno pelo PSDB do Pará Flexa Ribeiro.Ele foi algemado, preso e passou 4 dias na cadeia..na operação pororoca…)este resultado é o retrato em preto e branco do fisiologismo.

Responder

jõao

02 de fevereiro de 2013 às 11h31

Publicado em 02/02/2013
AÉCIO VOTOU EM RENAN ?
Por que Aécio não foi à tribuna ? O Cerra vai comer ele com farofa e torresmo

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Segundo Chico de Góis, um dos ultimos vestigios de jornalista no PiG (*), e Fernanda Krakovics, na pág. 3 do Globo (o 12o. voto no Supremo) deste sábado – “Na vitória fácil, PMDB contabiliza voos da maioria dos senadores tucanos” -, a maioria da bancada de onze senadores do PSDB teria votado em Renan.

Segundo Fernando Rodrigues, líder dos “jornalistas investigativos” do PiG (*), na pág. 2 da Folha (**) – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/91772-indignacao-postica.shtml -,

“Em meio ao desfecho previsível de ontem, chamou a atenção a atitude ladina do PSDB. O seu principal líder, Aécio Neves, senador por Minas Gerais, ficou mudo durante o processo de escolha de Renan Calheiros. No momento da contagem dos votos, posicionou-se (sic) ao lado de Pedro Taques para que as câmeras registrassem. Como ele votou, ninguém sabe.”

Talvez o Chico de Góis saiba …

E esse “ladino” parlamentar quer ser o adversário da Dilma-Temer em 2014.

O Padim Pade Cerra vai comer ele com farofa e torresmo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido

Responder

Nelson

02 de fevereiro de 2013 às 10h18

O grande problema do Brasil é sim a corrupção,A CORRUPÇÃO DA JUSTIÇA,que em 99.9% dos casos julga improcedente as acusações contras os corruptos.
No episódio mensalão (0.01 %),embora nem todos os envolvidos fossem corruptos e em nome da governabilidade agiram como tais, a nossa Justiça julgou procedente por motivos que todos nós conhecemos.

Responder

    Jairo Falcucci Beraldo

    02 de fevereiro de 2013 às 11h28

    Concordo em genero,numero e grau…então teriamos que fazer uma revolução à francesa…mas cade os homens? Caneta não muda nada!

Julio Silveira

02 de fevereiro de 2013 às 10h17

Do jeito como está posto fico com a nitida sensação de que esta instituição se parece com as latrinas. Local onde a sociedade se obriga a “obrar” para continuar sobrevivendo.

Responder

César

02 de fevereiro de 2013 às 07h50

Em política não coincidência, só existem interesses.
Se o senador Flexa Ribeiro, PSDB-PA, foi eleito 1º Secretário (orçamento de bilhões) da Mesa do Senado, é porque o PSDB votou com Renan Calheiros.
FAZ DE CONTAS: O PSDB diz nos holofotes que votava com o senador Pedro Taques, mas as escondidas, ficou com o orçamento bilionário.

Responder

    Narr

    04 de fevereiro de 2013 às 08h45

    Mas o Flexa Ribeiro não foi aquele algemado pela PF na operação Pororoca? De ser outro, esse criminoso preso deve ser o Flexa Ribeiro do PT. É como o Renan Calheiros. O que foi Ministro da Justiça de FHC foi outro.

Jorsom

02 de fevereiro de 2013 às 07h10

Tirando um ou outro Senador que está no PMDB mas que não é aceito pela a maioria do partido por não ser fisiologista, qual seria o Senador do PMDB que não tenha o nome sujo? Qual a intenção do PMDB em indicar o nome mais enlameado perante a opinião pública?Não seria para prejudicar o próprio PT em 2014?
Antes da era FHC eu pensava que PT e PSDB deveriam caminhar juntos,hoje com a certeza de que o PMDB e PSDB são co-irmãos, vejo o PT cada vez mais parecido com certa Igreja Evangélica.”O importante é ganhar almas para o reino”.

Responder

    Bonifa

    02 de fevereiro de 2013 às 11h23

    O importante não é isso. O importante é fazer o país avançar no combate a desigualdade social. E mantendo e reforçando a soberania e a independência. E crescendo econômicamente. Se alguém quiser um país que não tem nada disso, que não tem nenhuma destas coisas, mas que cujos governantes sejam as almas mais puras e sem pecado do Universo, o paraíso de Murillo idealizado, então que destrua este governo pelo voto e eleja os tucanos, já que todos os tucanos, todos sem exceção, bem como seus aliados do DEM e do PPS, são homens que jamais cometeram um único deslize em suas beatificadas vidas. O povo brasileiro sangrará por mais algumas décadas, mas será sangue do sacrifício pelo bem estar dos homens bons e pela recompensa do outro mundo, como já aconteceu até recentemente.

Paulo Cesar

02 de fevereiro de 2013 às 06h24

Cara Bele Sidney, um presidente do senado, e um deputado não tem como roubar, como a senhora diz, para que isso aconteça, é preciso o apoio de outros parlamentares, com relação a tal “ficha limpa”, o Renam, bem como Genuino, não foram condenados como a senhora afirma, apenas ainda estão sendo processados, o julgamento ainda não terminou, portanto, não são condenados, se a senhora quer realmente se indignar, veja apenas esse exemplo: um ex-governador do dem, atolado até o pescoço em corrupção durante a sua ultima gestão como governador, já foi processado em 1ª instacia no estado do Parana, no escantado do “BANESTADO”, é tambem reu no processo da “OPERAÇÃO NAVALHA”, acabou de tomar posse dia 01/01/2013, como prefeito da capital de um pequenino estado nordestino, e já convocou a camara municipal de forma extraordinaria para criar mais 04 secretarias municipais e 200 cargos comissionados, o trem da alegria, é o que ele mais sabe fazer, é mole ou quer mais?.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 17h14

    É a isso que se deve chamar de argumento. Argumento de verdade; crítica contextualizada; raciocínio de democrata. Explicação clara e analogia incontestável. Parabéns!

    Mário SF Alves

    06 de fevereiro de 2013 às 13h03

    Acho que e-x-a-g-e-r-e-i, não?

geniberto campos

02 de fevereiro de 2013 às 06h02

O texto é muito confuso. Na tentativa de fazer uma “análise abrangente” em cima de um fato político aparentemente óbvio, tropeça em sua tentativa de explicar o que realmente estaria por trás da eleição do SF.
Quem sabe é excesso de leitura dos jornais conservadores, os quais criam a sua realidade própria?
Parece que a Oposição ,como sempre apoiada na midia conservadora, levou + uma surra feia na eleição do Senado. Placar da eleição: 56 x 18. Simples assim. O resto é elocubração sociológica para “cobrar coerências” do PT…
Melhor deixar a coisa esfriar, e então fazer a análise que o fato político merece. Sociologia apressada fica para os leitores/ouvintes da midia conservadora e verticalizada. Aquí é um espaço de debate democrático. Valeu a intenção, Antonio David. Tente de novo. Dia 04.02 é a eleição da Câmara dos Deputados. A ver.

Responder

Bonifa

02 de fevereiro de 2013 às 04h32

Renan Calheiros não deve ser qualificado como sendo de direita, ou teríamos que qualificar muito direitista como sendo de extrema direita e a extrema direita então seria apenas um território de loucos varridos. Renan é de centro e encarna bem a aliança entre as forças progressistas e centristas que fizeram o Brasil avançar, desde a reformulação partidária de Vargas. É a mesma aliança entre o PTB de Vargas e o PSD, que apoiou o próprio Vargas e Juscelino, agora sob a denominação de PT e PMDB. A UDN de então é agora reencarnada fielmente pelo PSDB, embora sem o mesmo brilho. Quebrar esta aliança, que dá agora sustentação e viabilidade política a um governo trabalhista de muito sucesso, progressista e voltado para a inclusão social, é a principal tarefa da direita e de sua artilharia midiática. Desconhecer este enfoque político é se deixar arrastar por emoções estéreis, o que pode ser fatal em política. E esta história de “sujo” é ridícula. É coisa de quem foi abduzido pela Globo, leu atentamente a Veja, mas não se lembra de quando nem de onde.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 14h10

    Entendo seu comentário como verdadeiro depoimento histórico, prezado Bonifa. Parabéns.
    _____________________________
    E aproveitando a deixa. Daria pra intercruzar estes fatos (e coincidências) com a questão de amadurecimento daquele ensaio de golpe ocorrido no apagar das luzes do dois milzão e dozão?

Francisco

02 de fevereiro de 2013 às 01h22

Renan, para o PT, é muuuuito melhor candidato que o outro….

Renan esta na coleira.

Pise ele fora da faixa para ver…

Tire a esquerda o apoio dele por dez segundos.

Ass. Maquiável.

Responder

Luiz

02 de fevereiro de 2013 às 00h13

“É possível jogar fora alianças com a direita, e seguir avançando?”
Não é possível. Enquanto os partidos políticos (a maioria) continuarem sendo verdadeiros feudos, ao eleitor cabe a opção restrita de eleger o vassalo “menos pior”. E muitas vezes escolhe o pior mesmo. Solução? Evolução dos partidos e da sociedade. Como conseguir isso? Educação e muita reza.

Responder

rita

02 de fevereiro de 2013 às 00h06

mas por que o governo apoiou um candidato sujo? para continuar avançando?
nao entendi.

Responder

    Valdeci Elias

    02 de fevereiro de 2013 às 05h04

    Pela manutenção da governabilidade.

    “É possível jogar fora alianças com a direita, e seguir avançando? É possível jogar fora a “governabilidade”, e seguir avançando? É possível corrigir os erros, mudar tudo o que tem de atraso na política do governo, e seguir avançando no que tem de bom, sem “governabilidade”, sem maioria no Congresso?”

    ricardo

    02 de fevereiro de 2013 às 11h43

    Sujeira atrai sujeira.

Isidoro Guedes

01 de fevereiro de 2013 às 23h36

É o que eu também sempre questiono: será que os governos petistas teriam conseguido avançar aqui e acolá, neste ou naquele ponto (no campo social) se não tivesse feito acordos eleitorais e montado governos de coalizão com partidos conservadores (e à direita do espectro político)? A respostas de fato não é tão simples, mas a nosso contexto político-partidário e nossa tradição eleitoral indicam que isso não seria possível. Ou seja, mudanças não acontecem de forma rápida (exceto em processos revolucionários, que precisam de condições objetivas para que se processem), e dentro do jogo democrático são necessárias alianças heterodoxas e de governabilidade para que elas ocorram.
Ou seja, perde-se aqui, para avançar ali. Uma realidade difícil de ser alterada dentro de uma tradição política (infelizmente) ainda fortemente influenciada pelo fisiologismo e pelo patrimonialismo de nossas elites.
Quanto ao PSOL (partido esquerdoso e tão cioso e impregnado de uma “moral burguesa), ele vem cumprindo bem o seu papel de UDN da esquerda (papel que um dia já foi exercido pelo próprio PT). E tem se prestado inestimáveis serviços como “inocente (in) útil” do PSDB e das forças conservadoras que em torno dele gravitam.
Eles (do PSOL) não gostam, mas tudo o que tem conseguido é desempenhar esse papel bufa de “bobo-da-corte” do PSDB e da velha direita anti-povo. E só isso mesmo.

Responder

Cassio Zecati

01 de fevereiro de 2013 às 23h06

O PMDB é o grande bicho papão da política brasileira, faz parte dos governos pós ditadura.. ora partido protegido pelo PIG, quando este apóia o PSDB, ora atacado pelo mesmo PIG, quando aliado ao PT. Não dá para confiar.

Responder

Gerson Carneiro

01 de fevereiro de 2013 às 23h01

PSDB votou no Renan. Lembram do acordo que o PSDB fez para dar fim à CPI do Cachoeira?

Hummmm… Balde de água fria nos comentaristas que estão “parabenizando” o PT pela vitória do Renan.

Responder

Lindivaldo

01 de fevereiro de 2013 às 23h00

Análise correta.
Realmente, a direita, que sempre levanta a bandeira da ética, por não ter nenhum discurso convincente nem qualquer projeto, atingiu, com esta eleição, seu objetivo hipócrita, qual seja, o de pousar como defensora intransigente da moralidade.
Por outro lado, pode-se fazer uma leitura diferente a partir de uma fraca votação obtida pelo candidato da oposição.
Pois, somando-se a quantidade de senadores do PSDB, DEM e PSOL, temos 15 votos. Com mais 04 do partido do candidato (PDT), já teríamos 19.
Por que, então, o Pedro Taques só conseguiu 18 votos? Cadê os 04 votos dos senadores do PSB? E o do Pedro Simom? do Jarbas Vasconcelos?
Como vai se sair o Aécio Neves, daqui pra frente, na disputa com o Serra, depois deste fracassado teste de se firmar com o articulador da oposição, e, por conseguinte, o candidato mais viável?

Responder

Ramalho

01 de fevereiro de 2013 às 22h45

Para mim, a eleição de Renan Calheiros vai na contramão da governabilidade. A direita usa-lo-á para atacar o governo, ou para conduzir o governo, pois Renan alimenta e muito o discurso moralista da direita com o qual justifica os golpes de Estado que comete. Renan custará caro.

Responder

Lucas

01 de fevereiro de 2013 às 22h40

o mundo de Antônio parece rodar todo em volta da classe média, tudo e todos falam da e para a classe média. O argumento é raso, pois se podemos dizer que a oposição do PSOL nada mais faz do que fortalecer o PSDB, o que nos impede de pensar que o apoio do PT à candidatura do PMDB nada mais faz do que fortalecer o PMDB, aqueles que freiaram os avanços sociais dos projetos do PT? Aliança do PT com as elites do PMDB tudo bem, mas aliança do PSOL com as elites do PSDB não vale?
Eu sou longe de ser PTista, mas esse discurso anti-PSOL dos petistas que se sentem envergonhados com os limites e falhas do governo petidsta cada vez me soa mais frágil. A idéia que o PSOL passa é que o problema do pais é a corrupção?? Isso é coisa de quem lê a mídia da classe média mesmo, pois quem assistiu, por exemplo, as participações do Plínio nos debates das últimas eleições claramente vê que como projeto a luta contra a corrupção não é a grande bandeira deles. Esse é o uso que a midia da classe media faz deste partido, mas isso realmente só importa à classe média.

Responder

    MBC

    04 de fevereiro de 2013 às 09h37

    Justamente!

    Basta acompanhar, também, a atuação do Gianazzi na ALESP! Irretocável!

Vlad

01 de fevereiro de 2013 às 22h38

“Graças a Deus, o povo não se preocupa com eleição de presidente do Senado.”

Clap, clap, clap, clap…

Responder

João Alexandre

01 de fevereiro de 2013 às 22h34

Ufa! Até que enfim um pouco de realidade no meio de tanta alienação.

Responder

Pedro

01 de fevereiro de 2013 às 22h05

O autor ignora que o governo encontra-se aliado, sim, ao capital. De maneira menos satisfatória para este em relação ao PSDB, verdade, bem como o último está mais próximo ao capital internacional. E fragmenta a esquerda quando joga o PSOL junto com os moralistas. Ignora ainda, desse modo, que trata-se de uma estratégia política (mal escolhida, é bem verdade), caindo no discurso de direita de acusar o PSOL de isolamento (“O povo nem liga para o PSOL, exceto em Belém e no Rio” em nada difere do discurso de direita quando o PT iniciava sua trajetória política).

Responder

jaime

01 de fevereiro de 2013 às 22h04

E quanto a uma reforma política que altere o financiamento das campanhas? Não é hora ainda? Só quando a popularidade dela for 100%? Uma reforma política agora pode não trazer um resultado imediato, mas se você pretende colher alguma coisa algum dia, vai precisar plantar e esperar. E, antes que me esqueça, ética na política, moralidade, corrupção, isso é pouco? Não, meu caro, isso não é pouco porque é sintoma; pode não ser o principal mas é uma indicação segura de que por baixo está tudo muito pior.
Finalmente, o povo não se preocupa com eleição no Senado? De que povo você está falando? Tem algum telejornal em alguma emissora que não publicou isso? Se bobear sai até na novela ou no BBB.

Responder

Gerson Carneiro

01 de fevereiro de 2013 às 21h24

Eu quero ouvir é a opinião do FHC sobre seu ex-ministro da Justiça, Renan Calheiros.

E Randolfe, com sua voz angelical, cantou: “vou de Taques… cê sabe, tava morrendo, de saudade”.

Responder

    João Vargas

    02 de fevereiro de 2013 às 14h10

    Bem sacado Gerson. Como o PSDB pode ser contra o Renan se ele foi o ministro da justiça do seu chefe maior? no mínimo é uma incoerência.

    Narr

    04 de fevereiro de 2013 às 08h48

    E o Flexa Ribeiro PSDB já foi preso pela PF na operação Pororoca.

Carlos M.

01 de fevereiro de 2013 às 21h24

Na minha modesta opinião, é ingenuidade separar o problema da corrupção política da desigualdade social.

Explico: é no plano de licitações direcionadas, da recompensa de financiamento de campanha com grandes obras ou legislação camarada, até mesmo no ambito do lobby, e de outras práticas extra-políticas (digo “extra”, porque submetem o interesse público aos particulares, porque privatiza Estado) que colossais quantidades de recursos públicos são direcionados justamente para o pequeno punhado de famílias do todo da pirâmide de renda. A corrupção das práticas políticas alimenta a desigualdade social.

E, na medida, em que se transforma os excluídos da política em dependentes – da benfeitoria que o deputado “X” vai trazer para o meu bairro, da consulta que o vereador “Y” vai me conseguir – é possível pensar que a desigualdade retroalimenta a corrupção, pois as decisões que afetarão a vida de todo mundo são resolvidas (e muitas vezes trocadas) por alguns poucos.

Apesar disso, o problema é sério: como equacionar “governabilidade” e “avanço” social?

Na minha, ainda modesta opinião, o PT também não soube fazer isso. Nenhum dos “avanços” conseguidos até agora desafiam os interesses dominantes. E mais, são completamente compatíveis com as práticas políticas que sustentam o PT no governo.

De onde então virá o impulso que vai transformar o Legislativo e permitir reformas sociais de verdade?

Responder

Roberto Locatelli

01 de fevereiro de 2013 às 20h20

Ótimo texto. Só discordo da ideia de que a eleição para o Senado “pouco interfere na conjuntura, muito menos na luta de classes”. Se assim fosse, não daria para entender por que o PSDB e Gurgel tenham jogado todas as suas fichas contra Renan, inclusive com vazamento no sábado, para dar tempo de sair no JN.

O que gurgel, a mídia golpista e a oposição subordinada a ela querem é emplacar um parlamentar com “conexões” com Cachoeira na presidência do Congresso. O ideal seria Demóstenes, o paladino da ética. Mas esse foi cassado. Então, eles foram de Taques.

Ainda assim, Pedro Taques na presidência do Congresso seria um problemão para Dilma: procuraria barrar tudo o que pudesse de iniciativas do Executivo e do Legislativo. Basta ver que a PGR interina, Sandra Cureau, quer derrubar o código florestal, discutido à exaustão no Congresso.

A direita precisa que o Congresso se curve ao poder moderador que o stf aspira ser. Como disse Joaquim Batman, “a Constituição é aquilo que o stf disser que ela é”. Ou seja, o Estado sou eu.

Responder

    Mário SF Alves

    06 de fevereiro de 2013 às 14h04

    Irretocável, prezado Locatelli. É isso.


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