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Ângela Carrato: Até quando a maioria dos brasileiros vai se dar por satisfeita com coleiras em Bolsonaro?
Ato Stop Bolsonaro realizado pelo Comitê Lula Livre, em Berlim. Fotos: Suely Torres
Política

Ângela Carrato: Até quando a maioria dos brasileiros vai se dar por satisfeita com coleiras em Bolsonaro?


28/06/2020 - 10h51

COLEIRAS, ARMADILHAS E A “ELITE DO ATRASO”

por Ângela Carrato, especial para o Viomundo

Em mais de 50 cidades, em praticamente todos os continentes, acontece neste domingo (28/6) o ato virtual #StopBolsonaro, com lives, barulhaços e twitaços.

A promoção é de brasileiros que moram no exterior e conta com o apoio de grupos de direitos humanos, sindicatos, partidos, jornalistas, membros da sociedade civil e líderes religiosos ao redor do mundo.

Na visão dos participantes, a permanência de Bolsonaro no poder é “gravíssima” pelo que significa de desrespeito à vida do povo brasileiro e à democracia e também porque o Brasil se transformou no pior exemplo internacional contemporâneo de risco para a humanidade por causa do descontrole da pandemia, da devastação da Amazônia e do desrespeito aos direitos humanos. Enfim, do neofascismo que vem se instalando no país.

Para argentinos, chilenos, canadenses, franceses, ingleses, italianos, espanhóis, chineses e até estadunidenses é impensável que um presidente da República precise ser obrigado, pela Justiça, a usar máscara, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, quando está em jogo a vida de sua própria população, como acontece com Bolsonaro.

É igualmente impensável que, em plena pandemia, um ministério da Saúde continue sem titular e suas ações nas mãos de 23 militares, sem o menor preparo para atuar na área.

Enquanto isso, a “elite do atraso” brasileira parece ter naturalizado a morte diária de mais de mil pessoas, – o total ultrapassa 55 mil em pouco mais de três meses, desde que a pandemia começou por aqui.

Pior ainda: nesse ritmo, essas mortes devem chegar a 160 mil até outubro, constituindo-se num verdadeiro genocídio.

Tão espantoso quanto esse genocídio é a posição da “elite” brasileira que insiste em manter o apoio a Bolsonaro ou, quando muito, se mostra incomodada por seus maus modos e admite que ele precisa ser “domesticado”.

Entre os setores que mantêm o apoio ao capitão, sem qualquer questionamento, estão as Forças Armadas e aquele 1% de milionários e bilionários de extrema-direita, que ocupa o pico da pirâmide social no Brasil.

As mais recentes pesquisas de opinião indicam, por outro lado, uma curiosa mudança. A classe média finalmente entendeu a roubada em que entrou votando em Bolsonaro, enquanto o apoio ao capitão não só diminui como migra para os setores mais pobres da população, justamente a gente simples e desinformada que acaba sendo presa fácil das fake news e do mentiroso discurso de amor à pátria e exaltação a Deus e à família.

Nesse contexto, os que defendem apenas colocar “coleira” no capitão são partidos e líderes políticos da velha direita, que falam em democracia, mas descartam apoio ao impeachment, insistem na retirada de direitos do povo brasileiro, nas privatizações e não medem esforços para manter Lula e o PT longe do poder.

A oposição também está dividida.

Uma parte endossa a oposição feita pela Rede Globo (leia-se família Marinho), que quer domesticar Bolsonaro, mas segue firme com o ministro da Economia Paulo Guedes e com a elite financeira, e outra que quer realmente o fim do atual governo. Nesse último caso estão o PT, o PC do B e o PSOl.

FRENTES OU ARMADILHAS?

Nos meios políticos, parte da semana foi gasta com infindáveis discussões sobre o momento e a oportunidade para se construir uma frente política. Mas, sobretudo, muita discussão rolou em torno do conteúdo e dos participantes dessa frente.

Na noite da sexta-feira (26/6), sob o título de Direitos Já, a tal frente acabou se materializando através de lives de algumas dezenas de pessoas e, como muitos já tinham adiantado, não serviu para nada. Ou quase nada.

Pretendendo-se inspirada na ideia das Diretas-Já, do final dos anos 1970, faltou à essa frente um norte. O dos anos 1970 era a luta pela realização de eleição direta para presidente da República, revogada desde que os militares tomaram o poder em 1964.

O norte necessário nos dias atuais é o fim do governo Bolsonaro, mas sobre isso a maioria dos participantes preferiu não falar.

Também pudera. Não é fácil imaginar o que poderia unir pessoas tão diferentes como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Michel Temer, Marina Silva, Fernando Haddad, Flávio Dino, Guilherme Boulos e Tasso Jereissati, além de artistas e representantes de entidades da sociedade civil.

Na hora H, Sarney e Temer desistiram de participar. O ex-juiz e ex-ministro Moro, que chegou a ser ventilado como mais um nome, foi sutilmente esquecido.

Até porque se existe alguém cujo currículo não combina com a defesa de direitos é o dele, internacionalmente conhecido como quem perseguiu e prendeu Lula sem provas.

Um grupo tão heterogêneo como esse, para conseguir avançar o mínimo que fosse, precisaria ter compromisso de fato com a democracia.

Vale dizer: fazer autocrítica na prática por ter apoiado o golpe, travestido de impeachment, contra Dilma Rousseff, que deu origem a todos os problemas que o país passou a enfrentar, e defender pelo menos o impeachment de Bolsonaro, pelo desgoverno e os crimes que já praticou nesses 16 meses à frente do Planalto.

Mas esse não é o caso de FHC e muito menos de Tasso Jereissati.

FHC, por exemplo, acredita que “este não é o momento para se falar em impeachment”.

Na sua avaliação, é preciso ter mais tolerância, porque recentemente já foram tirados dois presidentes da República e só havendo “erros insustentáveis”, a saída do atual presidente pode ser pensada.

Se a morte de 55 mil pessoas não é um erro insustentável, o que seria?

Enquanto isso, Tasso Jereissati, que há pouco mais de dois anos, chegou a criticar o seu partido, o PSDB, alegando que “nosso grande erro foi ter entrado no governo Temer”, no dia anterior ao ato Direitos Já, comemorava mais uma retirada de direitos da população brasileira: a aprovação, pelo Senado, do Marco Legal do Saneamento Básico (MP 868/2018).

O texto, na prática possibilita a privatização das águas no Brasil.

Haddad, Boulos e Dino aproveitaram a oportunidade para defender o impeachment.

Haddad, inclusive, foi além, lembrando que não há como se falar em democracia no Brasil com o ex-presidente Lula condenado, sem provas, num processo viciado, cujo objetivo era tirá-lo da disputa presidencial em 2018. Razão pela qual defende a suspeição do ex-juiz Moro e a revogação das penas impostas a Lula.

Lula, por sua vez, não participou do ato, antecipando a falta de propósito que marcou a manifestação.

Por tudo isso, o tal ato pelos Direitos deve integrar a galeria das ações inócuas. Galeria que já possui como integrantes vários manifestos, que se assemelham mais a armadilhas da velha direita para dar tempo ao tempo e desviar o foco do essencial: com Bolsonaro, não há como sair dessa crise.

BOLSONARO “PAZ E AMOR”

A vida para Bolsonaro e seu clã, no entanto, está longe da tranquilidade que procurou demonstrar nos últimos dias.

Por trás do Bolsonaro “paz e amor”, como foi definido por jornais conservadores como Folha de S. Paulo, aloja-se a tentativa de defender seu governo e seus filhos.

Detalhe: ao mesmo tempo em que a Folha registra a guinada, ela voltou a abrir grandes espaços para que repórteres e comentaristas batam em Lula e no PT.

É que o clã tem pela frente complicadas linhas de investigação envolvendo desde a Justiça, passando pela CPI criada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e chegando até o próprio Supremo Tribunal Federal.

Essas investigações incluem o ex-assessor Queiroz e as “rachadinhas”, o advogado Frederick Wassef, o financiamento a grupos que difundem fake news, além das ligações com setores antidemocráticos que querem o fechamento do Congresso, do STF e a volta da ditadura.

Se levadas a fundo, dificilmente essas investigações não chegarão ao Palácio do Planalto.

Tão importante quanto a profundidade dessas investigações é a velocidade que possam tomar. Aspectos fundamentais para Bolsonaro e com os quais ele joga.

Um eventual processo de impeachment, como se sabe, é longo, e o resultado, caso seja aprovado, seria o vice, Hamilton Mourão, assumir o poder.

Só que Mourão é uma incógnita para a elite financeira brasileira e a internacional, que têm em Bolsonaro um dócil cumpridor de ordens. Razão pela qual não veem motivos para substituir o certo pelo duvidoso.

Se, por processos na Justiça Eleitoral, a chapa Bolsonaro-Mourão fosse cassada, os caminhos seriam diferentes.

Se a cassação acontecer até o fim do segundo ano de governo (31 de dezembro de 2020) teria que ser realizada nova eleição. Se a cassação se der a partir do segundo ano de mandato, a eleição é indireta e por conta do Congresso Nacional.

Claro que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sabe disso e claro que essa pode ser uma das razões pelas quais não colocou e nem dá mostras de que pretende colocar em pauta, por enquanto, algum dos 35 pedidos de impeachment que estão em seu poder.

No fundo, Maia sonha que o Palácio do Planalto possa cair em suas mãos, sem a necessidade do voto popular.

De olho nisso e disposto a não medir esforços para permanecer no poder, Bolsonaro tem negociado com o Centrão (a turma que ele considerava corrupta e pela qual dizia ter aversão) a fim de garantir apoio parlamentar não só para permanecer no cargo, como para continuar “passando a boiada”.

Vale dizer: continuar aprovando medidas antipopulares e antinacionais que, num contexto democrático, jamais seriam aprovadas. Aliás, ninguém melhor do que ele para saber como essas coisas estão interligadas.

DISCURSO NEOFASCISTA

A demissão/fuga do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, para os Estados Unidos (e sua indicação para cargo no Banco Mundial) tem a ver com isso.

A Pasta da Educação sempre foi alvo de enorme cobiça por parlamentares que representam lobbies dos grupos privados de ensino, especialmente agora com a entrada em cena, em função da pandemia, do ensino a distância, e de contratos milionários que essa modalidade já está e vai gerar.

Weintraub, com seu discurso neofascista, estava criando problemas para o governo. Como igualmente criam problemas para o governo as falas e posições de quase todos os seus ministros, do chanceler terraplanista Ernesto Araújo ao inimigo do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O mundo está de olho neles e se Bolsonaro parecia não estar nem aí, começa a mudar de ideia.

É nessa mudança, aliás, que aposta a direita brasileira, que tem em parte da velha mídia corporativa (Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo) sua maior visibilidade.

O fato de a Rede Globo ter começado a fazer jornalismo (ainda que limitado apenas à cobertura da pandemia) desgasta o governo.

Bolsonaro nunca foi o candidato da Globo, mas ela acabou por apoiá-lo e os atritos só se aprofundaram após a demissão de Moro e a decisão de Bolsonaro de impedir que os Marinho continuem controlando o bilionário negócio das transmissões de futebol no país.

Nada indica, por outro lado, que não possam chegar a um acordo. O que é e o que não é noticiado pelo Jornal Nacional, por exemplo, pode entrar na pauta de negociação.

Vale dizer: se Bolsonaro voltar a liberar verbas para os Marinho e esquecer as transmissões de futebol, a Globo pode esquecer também de tudo que envolve o clã.

A velha mídia sempre fez esse tipo de jogo.

Outro exemplo nesse sentido é o da Folha de S. Paulo, da família Frias, que em 2016 defendeu a deposição da presidente Dilma por “pedaladas fiscais” num impeachment sem crime de responsabilidade, ou seja um golpe de Estado, que abriu espaço para a retomada do poder pela direita no Brasil, primeiro com Temer e, na sequência, com Bolsonaro.

É esse mesmo jornal que, agora, quatro anos depois, num Brasil pós-reformas trabalhista e previdenciária, pontos centrais da agenda golpista, decide lançar sua própria campanha “Em defesa da Democracia”. Campanha que incluirá um curso sobre o que foi a ditadura de 1964, que a própria Folha já rotulou como “ditabranda”.

A campanha “pela democracia” da Folha não envolve qualquer autocrítica do jornal pelo apoio à ruptura do pacto democrático em 2016, que abriu espaço para a barbárie bolsonarista. É outro candidato a integrar a galeria das quase inutilidades, junto com a tal frente e os manifestos.

DENÚNCIAS E PORTAS FECHADAS

E se esses são exemplos de como o velho jogo da “elite do atraso” corre solto, o mundo está se fechando para o Brasil.

A pandemia descontrolada acaba de levar uma série de entidades europeias a abrirem processo para suspender o possível acordo com o Mercosul, aquele que foi anunciado como “grande conquista” por parte de Bolsonaro.

Motivos: desrespeito aos direitos humanos, crimes ambientais e crimes contra tribos indígenas.

A pandemia descontrolada deve incluir ainda barreiras contra turistas brasileiros na Europa a partir de 1º de julho, quando devem passar a vigorar lá as medidas de relaxamento pós-pandemia. Barreiras que dificilmente não serão seguidas por países em outros continentes.

Ainda no plano internacional, é importante observar que Bolsonaro enfrenta uma série de denúncias na Corte Internacional de Justiça, em Haia (Suíça) e na Comissão de Direitos Humanos da ONU, que podem redundar em mais desmoralização para o governo e mais portas fechadas para o Brasil e os brasileiros em todo o mundo.

Some-se a isso que o governo Bolsonaro, por seu alinhamento e subserviência aos Estados Unidos, praticamente fechou o mercado argentino (nosso terceiro maior parceiro comercial) para a indústria brasileira e está colocando em risco a continuidade dos negócios com a China que, desde 2009, é o principal parceiro econômico do país.

Como seu estilo sempre foi o de provocar atritos e crises, o Bolsonaro “paz e amor” não deve durar muito. Até porque se a situação com a pandemia está ruim, nada indica que o pós-pandemia aqui será melhor.

Não faltam prognósticos de que a pandemia no Brasil, exatamente por estar descontrolada, pode atravessar o ano e provocar uma devastação nunca vista, não só em termos de vidas perdidas, como contribuir para a pior crise econômica no país nos últimos 120 anos.

Isso porque, enquanto os demais países estão garantindo renda e recurso para as pessoas e os pequenos e médios empreendimentos enfrentarem a situação, o Brasil de Bolsonaro e Guedes age em direção oposta.

Enquanto China, Europa e mesmo os Estados Unidos projetam a retomada da economia e do crescimento, aqui as previsões são as piores possíveis.

Esse ano, o PIB deve ter uma queda em torno de 9%.

Os atuais 12 milhões de desempregados devem subir para mais de 35 milhões e 40 milhões de pessoas vão voltar a enfrentar problemas essenciais como não ter comida.

A maioria das pequenas e médias empresas deve fechar as portas, ao mesmo tempo em que grandes empresas vão tentar reduzir ainda mais os direitos de seus empregados/colaboradores.

Será que nesse cenário terá como “a boiada continuar passando”?

Para a “elite do atraso” parece que sim. Atos como o #StopBolsonaro deixam claro que não.

Resta saber até quando a maioria da população brasileira vai se contentar com simples coleiras para parar uma fera.

*Ângela Carrato é jornalista e pofessora do Departamento de Comunicação Social da UFMG.

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5 comentários

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orlando balbino neto

30 de junho de 2020 às 17h06

MAÇONS MILICOS, PORTANTO COVARDES VAGABUNDOS CONSPIRADORES, MILICOS-NAZIFASCISTAS, LARÁPIOS, ASSASSINOS E TRAFICANTES DE COCAÍNA, ALÉM DE PAGAREM ESSA MERRECA A UMA PARTE DO POVO EM DIFICULDADES, NÃO REALIZA O TRABALHO COMUNITÁRIO CARACTERÍSTICO EM CATÁSTROFES E PANDEMIAS, COMO É O CASO.
AO INVÉS DOS MILICOS DO EXÉRCITO FAZEREM OS PAGAMENTOS AO POVO, ESTÃO NA LINHA DE FRENTE BANCÁRIOS(AS) CORRENDO RISCO DE VIDA PARA COMO ESCUDOS DESSES DITADORES VAGABUNDOS DOS INFÉRNOS!
O NÚMERO DE BANCÁRIOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL INFECTADOS PO COVID-19, BEM COMO MORTES, DEVE SER ALTO MAS NINGUÉM DÁ UM PIO, A EXEMPLO DOS CENTENAS DE MOTORISTAS QUE JÁ MORRERAM EM SÃO PAULO REALIZANDO O TRABALHO DO EXÉRCIO / FORÇAS ARMADAS VERDADEIRA CORJA DE COVARDES VAGABUNDOS DESFILANDO POR AÍ COM SEUS UNIFORMES LIMPINHOS, VINCADOS E TODOS PERFUMADOS… NÓS É QUE PAGAMOS PÔ!!!
CADÊ AS DENÚNCIAS? CADÊ AS AÇÕES CONTRA ESSES MILICOS-MAÇONS NAZIFASCISTAS DO MAL QUE TOMARAM OS PODERES PARA DEMOLIR O BRASIL E OS BRASILEIROS DE BEM?

PARA LIVRARMO-NOS DESSA MÁFIA DE MILICOS-MAÇONS E SEUS ALIADOS VAMOS TER QUE REZAR MUITO PEDINDO A DEUS ESSA PROVIDÊNCIA!!!

AMÉM

Responder

Zé Maria

30 de junho de 2020 às 15h42

A Tentativa de ‘Ressurreição dos Patos Amarelos’ foi
realmente a Piada de Mau Gosto do Fim-de-Semana
aplicada pelo Grupo Folha da Ditabranda, da Ficha
Falsa da Dilma, dos veículos emprestados à torturadores
e da ‘Demissão Sumária, por ‘Abandono de Emprego’,
da Jornalista Rose Nogueira que, ainda amamentando
o filho no colo, foi Presa e Torturada pela Ditadura Militar,
precisamente no mesmo período do alegado ‘Abandono’.

“Sabe o que o Caldeira, então dono da @folha,
levou de volta da ditadura?
A concessão da rodoviária de São Paulo.
Como a Globo, lucrou com a ditadura até sentir
a mudança de vento nas Diretas Já.
Marketing acima de tudo, lucro acima de todos!”
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1277733962379649025

Responder

Henrique Martins

28 de junho de 2020 às 13h41

Sugiro a a leitura do artigo de Emir Sader ‘O papel da esquerda na luta contra Bolsonaro’, no DCM.

Faço dele as minhas palavras.

Responder

a.ali

28 de junho de 2020 às 12h26

terrível tudo isso e mais terrível, ainda, é a coleira ser aceita, passivamente…

Responder

Henrique Martins

28 de junho de 2020 às 11h47

Digo que acerca de 3 dias atrás tive mais uma grata satisfação ao ler a seguinte notícia no Correio Brazilense:

‘Remédio para hepatite C inibe a replicação de Covid-19, aponta Fiocruz’.

A notícia está associada aos antivirais Daclastavir e Sofosbuvir assim como a Ribavirina que é também um antiviral usado para o tratamento das infecções pelo vírus da hepatite C e do sarampo.
Eu fiz referência a esse antiviral aqui no blog.
A Fiocruz foi mais longe ainda concluindo que:
“O Daclastavir foi 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que a combinação de loponavir e ritonavir – fármacos que são alvo de ensaios clínicos para o tratamento da Covid-19, assim como a Ribavirina, antiviral de amplo espectro usado em casos de hepatite C”.

Em minha opinião, o problema com os ensaios clínicos com a combinação do loponavir + ritonavir (antivirais para HIV), bem como a Ribavirina é que eles não vão funcionar sozinhos e precisam ser combinados com anti- histaminicos potentes e corticóides nos casos graves em ambiente hospitalar. Em qualquer caso, inclusive os leves, os anti histaminicos precisam ser usados, pois o Covid provoca uma reação alérgica que inflama o corpo
A senha para evitar as complicações do Covid é NÃO DEIXAR O ESTADO DO PACIENTE SE AGRAVAR.
A Cloroquina não funciona porque ela minimiza a inflamação do corpo, mais não a estanca.
É preciso combater a inflamação com corticóides, impedir com anti histaminicos que o corpo continue inflamando e usar antivirais para o tratamento da hepatite C. É essa soma que pode vencer a infecção pela Covid até que tenhamos uma vacina.

Espero mais tarde ter também a grata satisfação de ver esse raciocínio confirmado.

Insisto que o Alopurinol também precisa ser avaliado para entrar nesse pacote de medicamentos.

P.S: Espero que dentre minhas ‘gratas satisfações’ esteja a queda retumbante de Jair Messias Bolsonaro. Mas essa mágica depende de nossa luta. Eu estou disposto. E você?

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